terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Privataria Tucana revela esquema bilionário de corrupção



A situação nacional do maior partido da direita brasileira, o PSDB, fica ainda mais complicada diante do lançamento de A Privataria Tucana, livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior. Disponível nas livrarias desde a noite passada, a obra reúne, em 343 páginas, todo o processo de privatização realizado ao longo do governo de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90, que dilapidou patrimônios públicos como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional. O livro revela, ainda, documentos inéditos sobre a transferência de bilhões de reais para esquemas de lavagem de dinheiro e pagamentos de propina aos altos escalões da República. O ex-governador de São Paulo, José Serra, que também é do PSDB, assim como o então presidente Fernando Henrique Cardoso são citados como cúmplices no ciclo de corrupção.
– O livro tem sido, de longe, o mais vendido aqui, até agora – resume um funcionário de uma das maiores livrarias na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Amaury Jr. já previa que a compilação dos documentos reunidos em A Privataria Tucana renderia no conteúdo explosivo que os jornais conservadores ainda tentam abafar. Apenas um comentário, do ex-presidente FHC, foi consignado na edição deste sábado do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo. Nele, o acusado de deixar passar um dos maiores crimes já cometidos contra o patrimônio público brasileiro preferiu apenas descredenciar o autor das denúncias. Citado como um dos vilões no episódio, o candidato tucano derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, novamente preferiu o silêncio.
– Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico – disse o jornalista à revista Carta Capital, em uma entrevista que reproduzimos a seguir.
Lavagem de dinheiro
À revista Carta Capital, Amaury revela que decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso quando ainda era repórter do diário conservador carioca O Globo, nos idos de 2000.
– Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.
– Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?
– Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do (diário conservador mineiro) Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do Estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.
 Ficou surpreso com o resultado da investigação?

– A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).
 O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?
– Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.
– Você foi chamado para acabar com os vazamentos?
– Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.
– Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?
– Havia dentro do grupo de Serra um agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.
– Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?
– Aquilo foi uma armação, pagaram a um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.
– E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?
– Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.
– Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas...
– É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.
Daniel Dantas
As pistas deixadas por bilhões de reais movimentados nos esquemas fraudulentos revelados em Privataria Tucana, segundo Ribeiro Jr, levam ao banqueiro Daniel Dantas, condenado recentemente por uma série de crimes ligados à lavagem de dinheiro.
– Esses tucanos deram uma sofisticação à lavagem de dinheiro. Eram banqueiros, ligados ao PSDB. Quem estava conduzindo os consórcios das privatizações eram homens da confiança do Serra. É um saque (financeiro) que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do país, e eu quero provar que são um bando de corruptos. A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso – afirmou, em conversa com jornalistas de um portal da internet.
O livro detalha o esquema de corrupção que teria, no comando, amigos e parentes de Serra e de outros líderes da direita brasileira, alguns ainda no Democráticos (DEM) e no recém-fundado Partido da Social Democracia (PSD).
– Há 20 anos, como diz o próprio livro, investido essas contas, rastreando tudo. Hoje sou um especialista (em lavagem de dinheiro). O tesoureiro do Serra, o Ricardo Sérgio, criou um modus operandi para gerir o dinheiro no exterior e eu descobri como funcionava o esquema. Eles mandavam todo o dinheiro, da propina, tudo, para as Ilhas Virgens, que é um paraíso fiscal, e depois simulavam operações de investimento, nada mais era do que a internação de dinheiro. Usavam umas off-shores, que simulavam investir dinheiro em empresas que eram dele mesmo no Brasil, numa ação muito amadora. A gente pegou isso tudo – afirmou.
Amaury Jr. nega que tenha cooptado alguém para realizar escutas telefônicas: “Não teve quebra de sigilo, como me acusaram”.
– São transações que estão em cartórios de títulos e documentos. Quando você nomeia um cara para fazer uma falcatrua dessa, você nomeia um procurador, você nomeia tudo. Rastreando nos cartórios de títulos e documentos, a gente achou tudo isso aí. Não tem essa história de que investiguei a Verônica Serra (filha do ex-governador), que investiguei qualquer pessoa ou teve quebra de sigilo. A minha investigação é de pessoa jurídica. Meu livro coloca documentos, não tem quebra de sigilo, comprova essa falcatrua que fizeram – resume.
– Segundo seu livro, esse esquema teria chegado a movimentar cifras bilionárias então?
– Bilionárias, bilionárias. (O esquema era realizado por) banqueiros ligados ao PSDB, formados na PUC do Rio de Janeiro e com pós-graduação em Harvard. A gente é muito simples, formado em jornalismo na Cásper Líbero, mas aprendi a rastrear o dinheiro deles. Eles inventaram um marco para lavar dinheiro que foi seguido por todos os criminosos, como Fernando Beira-Mar, Georgina (de Freitas que fraudou o INSS), e eu, modestamente, acabei com esse sistema. Temos condenações na Justiça brasileira para esse tipo de operações. Os discípulos da Georgina foram condenados por operações semelhantes às que o Serra fez, que o genro (dele, Alexandre Bourgeois) fez, que o (Gregório Marín) Preciado fez, que o Ricardo Sérgio fez.
– Está dito no seu livro que pessoas ligadas a Serra que teriam participado desse esquema?
– Ricardo Sérgio, a filha (Verônia Serra), o genro (Alexandre Bourgeois), Preciado, o primo da mulher dele, e, acima, (o banqueiro) Daniel Dantas, o cara que comandava todo esse esquema de corrupção – crava.
No livro, Amaury Jr. afirma que faria parte das operações uma sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas.
– Conto como Verônica Serra e a Verônica Dantas se uniram para implementar um pagamento de propina muito evidente para o clã Serra. Inventaram essa sociedade entre elas em Miami. Quem investe nessa sociedade? Os consórcios que investiram e ganharam (na privatização): o Opportunity, o Citibank. Eles que dão o dinheiro, está no site deles próprios. Em 2002, quando Serra era candidato a presidente do Brasil, o Dantas quis chantagear. Quem revelou isso aí? Fui eu, o jornalista investigativo? Foi a própria revista IstoÉ Dinheiro que revelou a sociedade de Dantas e o clã Serra. Porque ele tinha dificuldade em compor a Previ, do governo, do Banco do Brasil. Ele estava chantageando os tucanos para compor com ele. Veja como o Dantas é manipulador nessa história toda. Primeiro veio a matéria para justificar o dinheiro dessa corrupção, dizendo que a Verônica Dantas havia enriquecido porque era uma mártir das telecomunicações. Depois, veio uma matéria fajuta… Quando não o satisfazia, (Dantas) chantageou o Serra. Para compor com a Previ, que estava com problemas com a Telecom, naquele processo todo – relembra.
O jornalista afirma, ainda ter descoberto que a sociedade de Verônica Dantas e Verônica Serra “não acabou, como disseram. Foi para as Ilhas Virgens, sendo operada pelo Ricardo Sérgio”.
– Para quê? Jogar dinheiro aonde? Para a própria filha do governador do Serra. Mapeei o fluxo do dinheiro, esses caras roubaram, receberam propina, e a propina está rastreada. O dia em que o Dantas deu a propina da privatização, peguei a ponta batendo no escritório da filha dele lá no (bairro paulistano do) Itaim-Bibi. O Dantas pagou pro Serra. A parte da propina do Serra está documentada – garante.
A propina seguia, então, das Ilhas Virgens para as contas dos donos do poder, naquela época, e quem conduzia o processo eram os consórcios das privatizações, diz o livro, “todos liderados por homens da confiança do Serra. (O líder) era o Ricardo Sérgio Oliveira. Foi caixa de campanha dele. Isso é um saque que eles fizeram da privatização brasileira”.
– Na condição de diretor internacional do Banco do Brasil, o Ricardo Sérgio assinou uma portaria que permitia a bancos brasileiros possuir contas em bancos correlatos no Paraguai, e vice versa. Essa medida tinha como pretexto facilitar a movimentação de dinheiro dos brasileiros que possuem comércio no Paraguai. No entanto, se transformou no maior duto para lavagem de dinheiro. Em vez do dinheiro vir para o Brasil, os doleiros passarama a usar esse mecanismo pra mandar todo o dinheiro para uma agência do Banestado em Nova York. Pode-se dizer que Ricardo Sérgio atuou nessa ponta da lavanderia do Banestado – disse.
E continuou: “Segundo ponto: Ricardo Sergio foi o grande artesão dos consórcios das empresas de telecomunicações durante as privatizações, no governo FHC. Ele conseguia manipular a formação dos grupos porque controlava o Fundo de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), e decidia a forma como o Previ participaria dos consórcios. Ele conseguia isso porque o presidente do Fundo era um aliado dele, o João Bosco Madeiro da Costa.
– Por fim, Ricardo Sérgio criou a metodologia de usar as offshores nas Ilhas Virgens Britânicas, principalmente no Citco. Essas offshores eram usadas pra internar (trazer de volta ao Brasil) dinheiro que saiu ilegalmente do país, por meio de uma rede de doleiros.
Quem indicou Ricardo Sergio para o Banco do Brasil, segundo Amaury Jr., foi “Clovis Carvalho, homem muito próximo de FHC (foi ministro da Casa Civil) e Serra”.
Fogo amigo
De acordo com o livro, o jogo pesado nas eleições também estava presente na equipe de campanha da presidenta Dilma Rousseff. O vazamento de informações sigilosas de dentro do comitê da candidata, segundo Amaury Jr., era uma ação coordenada de dentro do próprio partido.
– Eu achava que era coisa do (ex-delegado federal Marcelo) Itagiba ou do (candidato a vice-presidente, deputado do PMDB, Michel) Temer. Aí vem a surpresa: era o fogo-amigo do PT. Do Rui Falcão (atual presidente do PT e deputado estadual) – acusa.
O episódio rendeu ao autor de A Privataria Tucana um processo, ao qual responde na Polícia Federal, em que é acusado pela quebra do sigilo fiscal da filha de Serra para um suposto dossiê encomendado pela equipe de campanha da atual presidenta.
– Claro. Por quê? Quebra de sigilo fiscal. É um crime administrativo que só se imputa a funcionário público. O inquérito todo da Polícia Federal é uma fraude, não tem foco. Foi aberto para apurar quebra de sigilo fiscal e abrange tudo. Nunca vai atingir a mim. Mas precisavam ter um herói, e me jogar para o público. A imprensa (conservadora) queria o último factoide para jogar sobre a Dilma no segundo turno. O que fizeram? Deturpar meu depoimento na Polícia Federal. Eu nunca disse que quebrei sigilo de nenhuma pessoa, mas o cara da Folha (de S. Paulo) disse, ele deturpou, induziu todo mundo a dizer que confessei ter quebrado o sigilo fiscal. Ele mentiu sobre um depoimento na Polícia Federal, e a mídia toda espalhou isso. Era a única arma dessa imprensa carrasca, que mostrou seu lado. Eu nunca disse isso, meus quatro depoimentos são coerentes, têm uma lógica. A imprensa foi bandida – aponta.
Sem resposta
Procurado pelo Correio do Brasil, neste sábado, o ex-governador paulista José Serra não atendeu às ligações. Já o ex-presidente FHC, questionado em uma entrevista na FSP sobre os relatos feitos por Amaury Jr. preferiu desqualificar o jornalista.
– O autor desse livro está sendo processado. Está na Polícia Federal (PF). Até lá, quem está sub judice é ele – disse.
FHC aproveitou para defender Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil, citado por Amaury no livro como o grande operador do esquema de corrupção.
– Eu não tenho nada que o desabone – afirmou.
Outro tucano, cotado para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves também preferiu não comentar a obra na qual é citado pelo autor.
– Eu não li ainda, quando eu ler eu comento com vocês – concluiu, em conversa com repórteres em Salvador, onde esteve na noite passada, para uma série de compromissos partidários.
http://correiodobrasil.com.br/

Blogueiro Ricardo Gama sofre novas ameaças de morte

Ricardo Gama quando recebeu alta do hospital, depois de se recuperar do atentado que sofreu


No dia 23 de março, o blogueiro Ricardo Gama, que quase todos vocês conhecem, pela sua independência, e por fazer denúncias sérias sobre os governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes foi vítima de uma tentativa de assassinato em Copacabana, em plena luz do dia. Foi um atentado para calar a sua voz. 

Ricardo Gama levou 6 tiros, dois na cabeça e sobreviveu por pouco, depois de passar por várias cirurgias. Apesar do crime ter sido noticiado por toda a mídia, até do exterior, a Polícia Civil estranhamente ignorou o caso. Ao contrário de outros casos, nunca foram pedidas as imagens de câmeras de lojas e prédios próximos, não foi feita perícia, mal ouviram a vítima. Nunca um suspeito foi apontado, nenhuma versão foi apresentada, a Polícia Civil simplesmente jogou o inquérito na gaveta, o que obviamente suscita a suspeita de que o crime foi abafado, por motivos até agora não esclarecidos. Mas isso, como dizia Nelson Rodrigues, é o óbvio ululante. 

Sem nenhuma proteção policial, na semana passada Ricardo Gama voltou a receber ameaças de morte. Por esse motivo desde sexta-feira, o seu blog parou de ser atualizado. É uma situação gravíssima. A sociedade e a imprensa não podem ficar caladas, porque hoje é com Ricardo Gama, amanhã pode ser com qualquer outro que levante a voz contra os desmandos, as injustiças e a roubalheira dos políticos. 

Não podemos ficar calados diante dessa covardia. 

http://www.blogdogarotinho.com.br/

Chevron afirma que vazamento em Campos continua


Audiência Pública aconteceu na segunda-feira (12), em Macaé, no RJ.  Segundo representante da Chevron, óleo residual continua vazando.


Representantes da Chevron afirmam que o vazamento de óleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos, no litoral Norte Fluminense, continua e não há previsão para controlá-lo. A informação foi confirmada durante uma audiência pública na segunda-feira (12), em Macaé, também no Norte Fluminense.
“As quantidades estão se mostrando cada vez menores na observação que é feita no fundo do mar. A expectativa é que haja um controle total da questão em algum tempo, no futuro. Não sei precisar (o tempo) porque essa quantidade ainda está em avaliação para saber exatamente como o óleo chegou à superfície”, afirmou o supervisor de meio ambiente da Chevron, Luiz Alberto Pimenta Borges.
A Procuradoria Geral do Estado abriu uma ação civil pública contra a Chevron. “Estamos buscando uma indenização de R$ 150 milhões. Esse recurso, uma vez ingressado nos cofres do estado, será revertido para o conjunto dos municípios produtores, que são aqueles que sofreram os riscos e até impactos diretos”, explica Christino Áureo, secretário estadual de Agricultura.
Durante a audiência, Pimenta Borges disse que o vazamento começou depois que um equipamento de uma das plataformas sofreu uma pressão inesperada durante a perfuração. A Chevron diz ter cessado o reservatório perfurado que mandava óleo para a superfície. Segundo a empresa, foram 2.400 barris que vazaram, o que equivale a 382 mil litros de óleo. No entanto, a empresa admitiu o problema com o óleo residual, que continua vazando.


Gás venenoso
No dia 1º de dezembro, a diretora da ANP, Magda Chambriard, informou que foi constatada a existência de gás sulfídrico (H2S) em um dos dez poços em produção no Campo de Frade, sob responsabilidade da petroleira americana Chevbron.  A verificação foi feita durante uma inspeção da ANP no dia 22 de novembro.

“Esse gás é um veneno para o trabalhador. Não houve vazamento porque, se tivesse havido, poderia ter matado alguém”, disse Magda, na ocasião.
Após a contatação do gás, a ANP interditou o poço e emitiu uma terceira autuação, além das outras duas que já haviam sido anunciadas contra a Chevron, uma delas pela fato de companhia não ter entregue todas as imagens submarinas do vazamentio de óleo no Campo do Frade que foram solicitadas pela ANP.
G1

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Amaury desafia os privatas da mídia

Na entrevista aos blogueiros na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A privataria tucana”, não escondeu a sua bronca contra os barões da mídia. No ano passado, em plena guerra eleitoral, ele foi alvo do linchamento da velha imprensa, que o acusou de quebra de sigilo fiscal e de fabricar dossiês contra os chefões do PSDB. Agora, eufórico, ele dá o troco!

Logo na primeira resposta às dezenas de perguntas feitas em mais de duas horas de conversa ao vivo (via tuitcam), ele criticou os privatas da mídia, que bancaram as privatizações no reinado de FHC e esconderam os seus crimes – lavagem de dinheiro, paraísos fiscais, enriquecimento de pessoas ligadas a José Serra e outras tramóias, “no maior assalto ao patrimônio público brasileiro”.

Provas contra veículos e “calunistas”

Durante a entrevista, Amaury fez várias denúncias contra veículos e “calunistas” da mídia. Garantiu ter documentos que comprovam o envolvimento na privataria de jornalões e emissoras de televisão. “Na venda da Light, a dívida milionária da Rede Globo sumiu”. Entre outros alvos, ele desafiou abertamente o pitbull da Veja, revelando os seus laços “empresariais” com chefões do tucanato.

A leitura do livro “A privataria tucana” indica que o jornalista – que já recebeu um tiro por causa das suas reportagens e ganhou inúmeros prêmios – não está blefando. Ele se exalta quando fala das suas investigações, mas não é bravateiro. A obra, com 343 páginas, apresenta dezenas de documentos oficiais comprovando a roubalheira das privatizações. Não tem adjetivos, mas provas concretas, irrefutáveis!

O “ético” José Serra 

Há mais de dez anos que Amaury investiga as conexões entre a onda privatizante e a abertura de contas nos paraísos fiscais do Caribe – “onde se lava mais branco não somente o ‘dinheiro sujo da corrupção’, mas também o do narcotráfico, do contrabando de armas e do terrorismo”. Esse trabalho, quase insano, é que lhe permitiu chegar aos endereços de vários chefões tucanos.

O livro comprova, com farta documentação, as sinistras movimentações financeiras de Verônica Serra, filha do “ético” candidato do PSDB, e as de seu marido, Alexandre Bourgeois. Mostra como eles seguiram as trilhas criminosas do ex-tesoureiro de Serra e eminência parda das privatizações, Ricardo Sérgio de Oliveira. Descreve ainda as ligações perigosas com o banqueiro Daniel Dantas. 

Abalos no império midiático

O livro é demolidor, devastador! Não é para menos que já se cogita a abertura de uma CPI para apurar os crimes da privataria e que as lideranças dos movimentos sociais já discutem a idéia de se convocar uma “marcha contra a corrupção tucana”. Não é para menos que a mídia venal não dá uma linha sobre o livro, que vendeu mais de 15 mil exemplares em menos de 48 horas. 

Amaury Ribeiro está agitado, elétrico. Ele tem muito para falar e escrever. “Não tenho medo de nada”. Os barões da mídia que se cuidem! Um escândalo abalou o império do Rupert Murdoch no Reino Unido. O livro “A privataria tucana” também pode servir para desvendar os segredos da mídia nativa, as suas ligações com os assaltantes do patrimônio público e com a lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais.


Altamiro Borges  Blog do Miro

Prefeitura: Devolva Nosso Dinheiro!

Servidores de Cabo Frio - Atenção



Robert Noyce ganha homenagem do Google


Robert Noyce foi responsável pela invenção do microchip, e co-fundador da Intel Corporation. O Google preparou doodle especial pelo 84º Aniversário de Robert Noyce.


Se você usa seu computador hoje, deveria agradecer a Robert Noyce, este físico brilhante percebeu que seria interessante a manipulaçao do silício, a fim de criar uma estrutura integrada, onde transistores e circuitos elétricos pudessem fazer parte de um todo, criando assim o circuito integrado.
Com esse conhecimento ele foi responsável pela invenção do microchip, e co-fundador da Intel Corporation. Ele tratou os funcionários como família trabalho em equipe, gratificante e encorajador. Seu estilo de gestão definiu o tom para muitas histórias de sucesso.
O estilo de gestão de Noyce poderia ser chamado de “arregaçar as mangas”. Ele evitava espaços de estacionamento reservados, jatos particulares, escritórios e mobiliário em favor de uma menos-estruturado, ambiente descontraído de trabalho em que todos contribuíram e ninguém beneficiado pródiga privilégios. Pelo declínio das regalias habituais executivo manteve-se como um modelo para as futuras gerações de CEOs da Intel. Na Intel, ele supervisionou a invenção e criação do microprocessador, que era sua segunda revolução.
Na data de hoje o Google preparou um doodle especial para comemorar a data, a imagem da página inicial do buscador traz uma ilustração de um microchip com “Google” escrito no centro. Se estivesse vivo, Robert Noyce comemoraria nesta segunda-feira(12) seu 84º Aniversário, por isso o Google preparou esta homenagem, infelizmente Robert morreu em 3 de junho de 1990, deixando este grande presente para a humanidade.
Em sua última entrevista, Noyce foi perguntado o que ele faria se estivesse “imperador” dos Estados Unidos. Ele disse que, entre outras coisas, “ter certeza que estamos preparando nossa próxima geração para florescer em uma era de alta tecnologia. E isso significa que a educação dos mais baixos e os mais pobres, bem como no nível de pós-graduação”.

Charge do Alpino (Yahoo Brasil)


Sob protestos, relatório do PNE é apresentado na Câmara

Comentário: 8% do PIB para investimento total em educação, mas é só pro final dessa década!!! Tá de sacanagem, né? Depois ainda vem querer dizer que educação é prioridade! Enquanto isso tem escola da rede estadual servindo mariola para os alunos...sinceramente, se isso é o que eles (os políticos) dão prioridade, fico imaginando como estão as coisas que eles consideram secundárias.


O relatório do PNE (Plano Nacional de Educação) foi apresentado na tarde desta terça-feira, em meio a protestos de estudantes para a elevação do investimento público em educação e acusações de que alguns dados foram "maquiados".
O texto do relator Angelo Vanhoni (PT-PR) prevê a elevação do investimento público em educação para atingir no fim da década um percentual de 8% do PIB (Produto Interno Bruto). O projeto original do Ministério da Educação previa 7% e o governo federal pressionou para que o índice não fosse alterado, com receio de que haveria um impacto nas contas públicas.
Apesar de elevar o índice, o relator promoveu uma mudança no texto que foi criticada por ser uma armadilha. O relatório passou a designar o índice do PIB para "investimento público total em educação" - a palavra total não existia no original e mesmo em suas propostas anteriores. Com isso, ficam incluídas as bolsas de estudo como investimento.
"Foi uma manobra no relatório, uma maquiagem do índice", disse Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Ele explica que o "investimento total" atualmente é de 5,7%, enquanto o "investimento público" foi de 5%. "O resultado é que essa maquiagem significa na verdade que o relatório é exatamente o projeto do governo, com os 7%, ou até menos".
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) descreveu a mudança como uma "armadilha". O relator reconheceu que colocou as bolsas de estudo como investimento e afirmou que ela é resultado de uma "negociação com o planalto.
O PNE é um projeto de lei com 20 metas para nortear as ações de educação ao longo da década. Após a aprovação na comissão especial, o texto segue para o Senado e, caso avance, para a sanção presidencial.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mídia ataca merreca do salário mínimo

No seu discurso terrorista sobre o espectro da inflação, a mídia patronal segue fustigando o reajuste de 14,3% no salário mínimo previsto para janeiro próximo. Em vários editoriais, Estadão, Folha, Valor e O Globo afirmam que o aumento, garantido no acordo firmado entre as centrais sindicais e o governo Lula, implodirá as metas inflacionárias. Os tais “comentaristas econômicos” das TVs, que mais parecem agiotas do mercado financeiro, reforçam o coro apocalíptico.

Estudo divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) mostra, porém, que o salário mínimo continua uma merreca, que entrava o desenvolvimento da economia brasileira. Se valesse o que determina a própria Constituição Federal, o mínimo necessário para o trabalhador suprir suas despesas básicas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 2.349,26. 

4,31 vezes inferior ao necessário

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica, feita pelo Dieese, apontou alta dos preços em 15 das 17 capitais pesquisadas. A projeção de quanto deveria ser o valor do salário mínimo foi feita com base no preço mais alto da cesta básica, verificado em Porto Alegre em novembro, de R$ 279,64. O valor fixado pelo Dieese, de R$ 2.349,26 corresponde a 4,31 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00.

O levantamento também apontou que, para adquirir a cesta em novembro, o consumidor brasileiro que ganha o salário mínimo precisava trabalhar 96 horas e 13 minutos. Esse tempo ficou acima do verificado em outubro, quando a mesma compra exigia o cumprimento de 94 horas e 4 minutos. Em novembro de 2010, porém, o tempo necessário era ainda maior: 98 horas e 12 minutos.

Efeitos positivos na economia

Apesar da evidência de que o salário mínimo está arrochado, desrespeitando a própria Constituição, a mídia rentista insiste em culpá-lo pelo futuro aumento da inflação. Na defesa dos interesses especulativos do capital financeiro, ela inventa um fantasma para atemorizar a sociedade. Numa ponta, os rentistas criticam as recentes cortes da taxa de juros, adotados pelo Banco Central, de forma ainda bastante tímida; na outra, eles satanizam o aumento do poder aquisitivo e do consumo interno.

Vários estudos comprovam que a valorização do salário mínimo, uma conquista do sindicalismo obtida no governo Lula, foi essencial para evitar maiores traumas da crise capitalista mundial. Essa política reaqueceu o mercado interno, gerando maior consumo – como efeito, mais produção, mais emprego e mais renda. Mesmo ficando abaixo dos R$ 2,349,26 calculados pelo Dieese, o reajuste de 14,3% no valor do salário mínimo, que passará dos atuais R$ 545 para R$ 622,73 em janeiro, deverá injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia brasileira em 2012. 

Esse reajuste, ainda mísero, permitirá que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer no próximo do ano, depois de ficar quase estagnado no segundo semestre de 2011. “Nossa estimativa é de que o PIB volte a crescer em um ritmo de 0,8% no primeiro trimestre de 2012, principalmente por causa do impulso dado pelo salário mínimo em um período que tradicionalmente é fraco”, afirma Bráulio Borges, autor de estudos sobre o impacto do aumento do mínimo no crescimento econômico do País.

Altamiro Borges   Blog do Miro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Saiu lista de escolas com difícil acesso no Estado!



Finalmente saiu a listagem com as escolas de difícil acesso na rede estadual.  Os professores dessas escolas receberão um valor maior de auxílio transporte (R$300). Veja se sua escola está na lista.


Link de O Dia

A prefeitura de Cabo Frio bem que poderia aproveitar e copiar a iniciativa, pagando auxílio transporte e difícil acesso para professores e funcionários, já que algumas escolas da prefeitura são vizinhas das estaduais! E os professores ainda tem que trabalhar uma maior carga horária.

Cabral vai dar aula na Rocinha

Cabral e Paes de castigo na sala de aula (Charge de Latuff)
Acreditem mas Cabral, que colocou a educação em penúltimo lugar no Brasil, só à frente do Piauí, vai ter o seu dia de professor. Mestre Cabral vai dar a aula inaugural dos cursos de qualificação profissional na Rocinha. E, não é piada, mas sabem qual é o curso? De hotelaria e turismo. Desta vez sou obrigado a concordar. Essa matéria Cabral conhece como ninguém. Poderia começar a aula de Turismo contando sobre as suas viagens nos jatinhos de empresários com negócios no seu governo. O problema vai ser arrumar uma brecha na agenda de Cabral, entre uma viagem internacional e outra. 
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Deputado defende repasse de 8% do PIB para a educação


Deputado apresentou nesta segunda texto que contraria governo e oposição.
Base previa aumento de 5% para 7%; opositores, para 10%.


O deputado federal Angelo Vanhoni (PT-PR) apresentou nesta segunda-feira (5) seu relatório ao projeto que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE). Em seu relatório, o deputado sugeriu o aumento do investimento público em educação dos atuais 5% para pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos. A proposta do governo previa o aumento para 7%.
A partir de agora, os deputados têm um prazo de cinco sessões da Câmara para apresentarem emendas ao projeto. Vanhoni espera que a proposta seja votada em plenário ainda neste ano. Embora aumente a meta inicial do governo em investimentos, o relatório do deputado sofreu críticas da oposição.
"O deputado Vanhoni demorou tanto para apresentar o relatório do novo PNE e o resultado veio muito tímido. Apenas 8% do PIB para financiar o setor", disse o deputado Ivan Valente (PSOL-RJ).
O projeto do Plano Nacional de Educação recebeu quase 3 mil emendas. O próprio relator fez mudanças na proposta, entre elas a manutenção do atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência. A proposta do governo tratava apenas da universalização do atendimento dos alunos com deficiência de quatro a 17 anos de idade na rede regular de ensino. Vanhoni manteve a universalização, mas destacou que, caso não seja possível integrar o aluno em classe comum, ele terá assegurado atendimento especial.
O relatório também amplia a meta de expansão do ensino profissional técnico de nível médio. O governo propôs a duplicação dessas matrículas em dez anos, mas o relator propôs que as matrículas sejam triplicadas no mesmo período. No ensino de tempo integral, o relatório propõe que, em dez anos, esse tipo de atendimento deverá ser implementado.

Empresa do Japão detecta material radioativo em leite em pó



Uma empresa japonesa afirmou nesta terça-feira ter detectado césio radioativo em lotes de leite em pó para bebês. A notícia é divulgada nove meses após o início da crise nuclear na usina de Fukushima, provocada pelo tremor seguido de tsunami que atingiu o país em 11 de março.

A companhia Meiji, responsável pelo produto, informou ter detectado até 30,8 becquerels de césio radioativo por quilo de leite em pó, muito abaixo do limite máximo estabelecido pelo governo japonês, de 200 becquerels por quilo.
As circunstâncias da contaminação não estão claras, mas a Meiji disse acreditar que as substâncias radioativas emitidas pelo acidente em Fukushima possam ser a origem do problema.
De acordo com o porta-voz da empresa, suspeita-se que o ar quente usado no processo de desidratação do leite possa ter sido contaminado por césio.
Em comunicado, a empresa reforçou que o nível de contaminação “não representa problema à saúde mesmo se o produto for consumido diariamente”.
Apesar disso, informou a data de validade dos lotes contaminados e ofereceu a possibilidade de troca das 400 mil latas. Com a notícia, as ações da Meiji tiveram queda de quase 1º%, chegando ao índice mais baixo desde maio de 2009. A empresa detém 40% do mercado de leite em pó no Japão.
Preocupações com a segurança dos alimentos têm abalado o público desde o início da crise Fukushima.Casos de radiação excessiva em vegetais, chá, leite, frutos do mar e água provocaram ansiedade apesar de autoridades públicas assegurarem que os índices detectados não são perigosos.
Plano de descontaminação
O governo japonês aprovou nesta terça-feira o envio de 900 soldados das Forças de Autodefesa (Exército) para a partir de quarta iniciar as tarefas de descontaminação de edifícios municipais na zona de exclusão em torno de Fukushima.
As tropas, que contarão com uma unidade química especializada em radiação, realizarão essa operação durante duas semanas em dependências das cidades de Namie, Tomioka e Naraha, cujos centros urbanos ficam, respectivamente, a 7 km, 9 km e 16 km da usina nuclear, informou a agência local Kyodo.
Pelo planejamento, depois desse processo os edifícios servirão como base de operações para iniciar, em janeiro, um exaustivo trabalho de descontaminação das zonas contíguas à usina. Será a primeira vez em que ocorrerá uma operação de limpeza dentro da zona de exclusão estabelecida em torno de um raio de 20 km ao redor da usina por causa dos altos índices de radioatividade.
A crise na central de Fukushima, a pior desde Chernobyl em 1986, levou à retirada de mais de 80 mil pessoas que viviam na região e causou perdas milionárias nas indústrias agrícola, pesqueira e de criação de gado.
Mais de 80 mil pessoas que viviam no raio de 20 km ao redor da central permanecem longe de suas casas sem saber quando poderão retornar. Antes disso, o governo deve levar os reatores a uma "parada fria", com uma temperatura estável abaixo de 100 graus centígrados, uma meta que procura cumprir antes do fim do ano.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Astrônomos descobrem 18 novos planetas fora do Sistema Solar

Exoplaneta GJ 1214b, um dos astros descobertos por pesquisas recentes. (Foto: L. Calçada / ESO)


   Uma equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, anunciou a descoberta 18 novos planetas fora do Sistema Solar. Segundo os pesquisadores, este é o maior número de exoplanetas encontrados de uma só vez percorrendo a órbita de estrelas com massas maiores que o Sol.
  Apenas a sonda Kepler, lançada em 2009 pela Nasa somente com o objetivo de detectar exoplanetas que possam reunir condições para abrigar a vida, conseguiu encontrar um número superior: até agora foram mais de 1,2 mil possíveis novos planetas, que ainda precisam ser confirmados por novos estudos.
  Já os cientistas californianos usaram telescópios do Observatório Keck, localizado no Havaí, e confirmaram os dados coletados com a ajuda dos observatórios McDonald, no Texas, e Fairborn, no Arizona.
   Para encontrar novos planetas, os astrônomos buscam por estrelas com pertubações no brilho, que podem ser traços de astros que orbitem ao seu redor. No caso da pesquisa agora divulgada em uma publicação especial da revista "The Astrophysical Journal", todos os exoplanetas possuem uma massa parecida com a de Júpiter e orbitam a distâncias parecidas com a Terra em relação ao Sol. Ao todo, foram pesquisadas 300 estrelas.
   Os autores do estudo acreditam que os novos planetas reforçam a ideia de que planetas podem ser gerados a partir de discos de poeira e gás ao redor das estrelas em formação. Eles ainda argumentam ser possível que o tamanho da estrela determine planetas maiores ou menores.
   Outra interpretação seria o acúmulo de gás e poeira em grandes "bolas" que eventualmente se transformariam em planetas, tese que não condiz com as observações feitas pelo time californiano.
   Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos e confirmados já ultrapassou 600.
G1