Câmara Municipal de Cabo Frio: Aqui tem um bando de inúteis! Lembre-se disso nas eleições de outubro desse ano!
Doc
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." Albert Einstein
sábado, 2 de junho de 2012
Direitos humanos vai ser ensinado nas escolas e universidades do país
Comentário: No papel é tudo muito bonito, lindo até, mas a execução do projeto é carne de pescoço de galinha magra! A escola já está sobrecarregada de responsabilidades e de problemas insolúveis a curto e médio prazo, principalmente contando com o pouco apoio político e financeiro do governo e da sociedade. É mais uma daquelas medidas do tipo "ameniza e não muda!", talvez num país como o Canadá, a Finlândia e a Coréia do Sul essas medidas funcionem...mas, pensando bem, esses países não precisam desse tipo de medida!
A partir do ano que vem o ensino de direitos humanos vai começar a fazer parte do cotidiano de estudantes de todo o país. A decisão foi tomada pelo governo federal durante a homologação das diretrizes nacionais para educação em direitos humanos.
De acordo com o Plano Nacional de Direitos Humanos, as diretrizes homologadas têm como fundamento os princípios de dignidade humana; o reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades; a laicidade do Estado; a democracia na educação; a transversalidade, a vivência e a globalidade; e a sustentabilidade socioambiental.
O ensino das diretrizes será inserido no currículo das matérias já existentes da educação básica e de ensino superior. A inserção poderá ocorrer pela transversalidade utilizando temas relacionados aos direitos humanos e tratados interdisciplinarmente; como um conteúdo específico de uma das disciplinas no currículo escolar ou ainda de maneira mista, combinando transversalidade e disciplinaridade.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) declarou em nota que a homologação das diretrizes é um ato de ousadia. "Achamos que é possível a formulação pedagógica dos direitos humanos. Com essas diretrizes, vamos produzir a construção de valores na sociedade para combatermos, no ambiente escolar, o bullying, a homofobia, a discriminação por classe social, cor, raça, religião, entre outros.”
“O primeiro desafio que precisamos vencer é a violência na própria sala de aula, o desrespeito ao professor, as agressões entre alunos, a discriminação de raça, de orientação sexual e de religião”, disse o ministro da Educação Aloizio Mercadante, em nota. “Nós não podemos ter um pacto de silêncio com essa situação que está presente em sala de aula. A escola tem de ser uma escola de valores, para termos uma cidadania plena no Brasil.”
O presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos e coordenador da ONG Ação Educativa, Sérgio Haddad, observa que o ensino de direitos humanos, no âmbito escolar, facilita o diálogo e ajuda no combate do racismo, sexismo, discriminação social, cultural e religiosa.
Segundo Sérgio Haddad, o Brasil tem evoluído economicamente, porém ainda convive com muitas violações, como o assassinato de pessoas no campo; presídios em condições sub-humanas; violência nas cidades; entre outros direitos que deveriam ser valorizados em nossa sociedade. “Não devemos ser apenas exemplos de inclusão de pessoas no poder econômico, também devemos ser exemplo do exercício dos direitos humanos em sua plenitude”, ressaltou.
Para ele, o sistema escolar está voltado tradicionalmente a uma lógica econômica. “Vivemos em uma sociedade de consumo, na qual a escola só serve para formar trabalhadores que possam ganhar dinheiro e consumir cada vez mais. Não ensinamos os alunos a viver em sociedade ou a respeitar seus companheiros”. Ele lembra que o ensino do respeito às diferenças e da tolerância ajudam a construir um país sem desigualdade e economicamente evoluído.
“As diretrizes são algo concreto para que cada professor nas redes formais e não formais de ensino produzam ações pedagógicas para enfrentarmos situações banalizadas de violência”, exemplificou a ministra Maria do Rosário, ao falar sobre os conflitos contemporâneos existentes na escola e na sociedade, como agressão, racismo, homofobia e outras formas de discriminação.
Para Sérgio Haddad, os professores que vão aplicar a disciplina devem ser preparados com cursos e formações. “O estudo dos direitos humanos modifica a formação geral do aluno; é a forma de despertá-lo para a cidadania. O professor deve estimular esse aprendizado aos poucos, durante as aulas com exemplos do cotidiano.”
As diretrizes integram as ações previstas no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3). O plano apresentou uma série de avanços dos direitos humanos do país. São exemplos a comissão da verdade, os avanços na constitucionalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo e do sistema de cotas para negros nas universidade públicas.
Rede Brasil Atual
Os riscos da publicidade infantil sem regulação
Bonecas que cantam e dançam sozinhas e vivem em um mundo colorido, cheio de
efeitos especiais; jogos que são capazes de reunir amiguinhos e pais para uma
partida cheia de sorrisos e diversão; tênis ou sandálias da moda que garantem a
quem os usa sucesso instantâneo, atraindo olhares e interesse por onde passam. Para os adultos é fácil perceber que esses exemplos de peças publicitárias
servem para convencer o público a comprar os produtos apresentados. Para as
crianças, no entanto, o cenário e os resultados produzidos são facilmente
confundidos com a realidade, garante a especialista em comunicação Luciene
Ricciotti.
Segundo ela, que também é membro da Rede de Trabalho do Instituto Alana,
organização sem fins lucrativos voltada para a defesa de crianças e
adolescentes, o público infantil não conta com desenvolvimento psicológico
suficiente para fazer essa diferenciação e identificar os apelos do
marketing.
“Quando a criança vê a propaganda, ela vê o cenário, o conjunto e diz que
quer. Mas muitas vezes ela não quer o brinquedo, ela quer a mãe brincando com
ela no tapete como aparece na televisão. Aí a gente compra, e o brinquedo acaba
no fundo do armário”, disse a especialista, que é autora do livro A Criança
e o Marketing, escrito em parceria com a psicóloga Ana Maria Dias da
Silva.
A especialista defende que pais e professores discutam os objetivos da
propaganda com filhos e alunos e os orientem a perceber que nem sempre
precisamos dos objetos e serviços que nos são apresentados. O esforço, acredita,
ajuda essas crianças a serem, no futuro, consumidores conscientes. Luciene
Ricciotti acrescenta que a tarefa dos pais é ainda mais difícil porque a
criança, em geral, não percebe o fim do desenho e o início da propaganda. “Para
ela, os dois têm a mesma credibilidade”, explica.
“A ideia é orientar as crianças, contar o que é o marketing e dizer
que a função dele é atender necessidades de consumidores. É importante preparar
a criança para o mundo em que a gente vive. Mais cedo ou mais tarde ela vai ter
acesso às marcas, ao assédio das empresas e precisamos orientá-las a não
consumirem tanto por impulso. Comprar não é errado, o errado é comprar, comprar,
comprar e guardar, guardar, guardar, o que caracteriza o consumismo”,
alertou.
Para Ana Cláudia Bessa, uma das fundadoras do movimento Infância Livre de
Consumismo, coletivo formado por pais e mães inconformados com os estímulos da
publicidade infantil ao consumo excessivo, a família não pode ser totalmente
responsabilizada pela formação do consumo consciente em crianças e adolescentes.
Segundo ela, trata-se de uma disputa “cruel e desigual”. A ativista defende a
proibição de propagandas voltadas para esse público.
“Não temos como competir com as mensagens criadas por adultos, que estudaram
para isso, voltadas às crianças, que não têm condição de discernir o que é
verdade, manipulação ou mentira. Além disso, crianças não podem decidir o que
vão consumir, afinal elas não geram renda”, ressaltou, acrescentando que essa
realidade é responsável por conflitos familiares e constantes frustrações, já
que “é impossível para a maioria das pessoas comprar sempre todos os lançamentos
apresentados nas propagandas”.
“Essa necessidade produzida, além de tudo, compromete a sustentabilidade do
planeta porque, baseados no consumismo, em pouco tempo, estaremos lotados de
lixo, com o ambiente totalmente degradado e sem água para beber”, completou.
EBC
PT lança hoje Haddad, que entra em desespero e pede socorro aos blogs sustentados pelo governo
![]() |
| Fernando Haddad: "E o meu índice óóóóó! Não passa de 3%." |
Comentário: Lula dessa vez deu um tiro no pé! Era melhor ter deixado a Martha concorrer contra o Serra, já começaria a campanha com mais de 30% de intenção de votos, menor rejeição e muito mais chances de derrotar o Nosferato Tucano. Mas agora a Inês é morta, ou melhor, o Haddad!!!
Inventada por Lula, a candidatura de Fernando Haddad não decola. Como já
explicamos aqui, em maio de 2010 a então pré-candidata Dilma Rousseff já passava
o tucano José Serra e colocava 3 pontos de frente, enquanto agora em 2012, já
estamos em junho e Haddad segue com 3 pontos.
É nesse quadro de desalento que o PT lança hoje a candidatura oficial de
Fernando Haddad, em cerimônia capitaneada por Lula, sem ainda ter fechado nenhum
acordo para coalizão. Nem mesmo o PCdoB se animou a apoiar Haddad, enquanto o
PSB faz as maiores exigência e até humilha o PT, interferindo em assuntos
internos dos petistas com a maior desfaçatez.
No desespero (rsrsrsrs, como disse o Lula: "Meu, sifu!") com a apatia da candidatura, esta semana Fernando Haddad
procurou os principais blogueiros que são patrocinados pelo governo Dilma
Rousseff para pedir ajuda a sua campanha na internet.
O grupo, que se mantém à custa do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras
etc., reuniu-se para jantar com Haddad na casa do jornalista Paulo Henrique
Amorim, que é apresentador da TV Record e mantém o blog Conversa Afiada.
“A intenção é ouvir opiniões sobre a campanha e pedir o apoio deles como
militantes”, admitiu à Folha o deputado estadual Simão Pedro (PT), um dos
coordenadores da campanha petista.
Na lista de convidados, estavam também Luis Nassif, Rodrigo Vianna, Luiz
Carlos Azenha, Renato Rovai, Altamiro Borges, Conceição Oliveira, Paulo Salvador
e Sérgio Lírio, todos sustentados pelo governo.
E os dirigentes petistas ainda sonham em controle da imprensa. Nem precisam.
Pelo menos na internet, já está tudo dominado.
Carlos Newton Tribuna
Gestores terão acesso aos resultados da Prova Brasil 2011 na segunda-feira
Os resultados preliminares do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica
(Saeb) referentes à Prova Brasil 2011 estarão disponíveis na internet
(site http://portal.inep.gov.br) na segunda-feira (4). Diretores
escolares e secretários de educação de estados e municípios poderão conhecer o
desempenho das escolas e das redes de ensino apenas acessando o sistema de
divulgação online ou por meio do login e senha do
Educacenso.
De acordo com a portaria do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicada no Diário Oficial da União de hoje (1º), os
gestores escolares terão até 13 de junho para pedir ao Inep eventuais correções
nas médias de desempenho. A partir dessa data, os dados estarão disponíveis a
toda a sociedade. No caso da Prova Brasil, aplicada a estudantes de 5º e 9º
anos, ainda pode ser observado o desempenho específico das escolas públicas
urbanas do país.
O recurso a ser interposto por gestores ao Inep
deve ocorrer por meio de ofício assinado pelo diretor da escola ou secretário
municipal ou estadual de educação com as justificativas que fundamentem a
solicitação de correção. Os ofícios deverão ser digitalizados, anexados e
enviados por meio de formulário eletrônico no endereço http://portal.inep.gov.br/institucional-faleconosco. Só serão
aceitos recursos encaminhados por meio eletrônico.
A Prova Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Básica (Saeb) – promovidos pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – servem para avaliar o sistema
educacional brasileiro, a partir de testes padronizados e questionários
socioeconômicos.
Professores e diretores das turmas e escolas
avaliadas também respondem a questionários que coletam dados demográficos,
profissionais e de condições de trabalho. A partir das informações do Saeb e da
Prova Brasil, o Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais
de Educação podem definir ações voltadas ao aprimoramento da qualidade da
educação no país e a redução das desigualdades.
As médias de desempenho nessas avaliações também
subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Quando O Sol Bater Na Janela do Teu Quarto
![]() |
| Legião Urbana |
![]() |
| Tributo à Legião Urbana: Com Wagner Moura |
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
Por que esperar se podemos começar tudo de novo
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer.
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor.
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
A espiral de loucura na mídia
![]() |
| O PìG soltando "fogo pelas ventas" com a CPI do Cachoeira, da Delta e da Veja! |
A mídia enlouqueceu. No dia seguinte em que a CPI do Cachoeira quebra o sigilo
nacional da Delta, num gesto corajoso contra a corrupção, e um senador é
oficialmente questionado na tribuna por sua bandidagem, os jornalões estampam
manchetes com declarações totalmente desequilibradas de Gilmar Mendes.
Mendes não demonstra a menor preocupação com o Brasil. Para ele, o país é uma espécie de Diamantino ampliada. Em sua cidade natal, onde sua família exerce o poder político de facto, Mendes tem o controle da mídia e posa de todo-poderoso. O que é absurdo numa cidade pequena, todavia, é infinitamente mais em escala nacional.
O Globo online de hoje estampa em sua capa:
Mendes não demonstra a menor preocupação com o Brasil. Para ele, o país é uma espécie de Diamantino ampliada. Em sua cidade natal, onde sua família exerce o poder político de facto, Mendes tem o controle da mídia e posa de todo-poderoso. O que é absurdo numa cidade pequena, todavia, é infinitamente mais em escala nacional.
O Globo online de hoje estampa em sua capa:
É inacreditável. A Venezuela está vivendo um processo eleitoral. Um
representante da alta corte do judiciário falar uma barbaridade dessas constitui
uma agressão pública e gratuita ao presidente da república de um país com o qual
mantemos excelentes relações diplomáticas e comerciais. A entrevista de Gilmar é
repleta de leviandades.Vamos analisar a entrevista “exclusiva” de Mendes e tentar trazer um cadinho de bom senso a esta espiral de loucura que Mendes, com ajuda da mídia, está provocando no país. Não temos como fugir disso. As palavras de Gilmar estão em todos os jornais, rádios e canais de TV.
A entrevista segue em negrito, meus comentários, em fonte normal.
O GLOBO: Como foi a conversa com o presidente Lula?
GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.
Ué, a CPI tem participação de todos os partidos de oposição. Se há provas contra Gilmar Mendes nos autos, Lula seria capaz de controlar PSDB, DEM e PSOL? Tudo bem que o governo tem maioria, mas os membros da oposição tem a proteção sagrada que o parlamento, inclusive na CPI, reserva às minorias. Álvaro Dias, do PSDB, se prestaria a silenciar alguma coisa contra Gilmar na CPI por ordem de Lula? Não tem sentido.
Outra coisa: Gilmar revelou o desespero de quem tem culpa no cartório. Se Lula falava da CPI, é porque é o principal assunto do momento. Gilmar queria que Lula falasse do que? Das fotos da Carolina Dickmman? Gilmar diz que “sentiu-se na obrigação” de se explicar. Ora, só se sente na obrigação de se explicar quem tem culpa no cartório.
Isso soou a ele como provocação?
GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.
Que historinha mal contada! Lula tomou susto com quê? Quem está sob suspeita (mesmo que em tese) aqui é Gilmar, e Lula é quem toma susto? Quanto à viagem à Berlim, se Gilmar tem a consciência tranquila, qual o problema? Gilmar efetivamente tinha relações com Demóstenes Torres, mais do que com outros senadores. E Demóstenes tinha relações com Gilmar, mais do que com outros ministros. Isso é inegável, e de fato não comprova culpa nenhuma. Mas é evidente também que arrasta Gilmar para um processo político, visto que Demóstenes foi desmascarada como um grande bandido. Lula tem culpa disso? Lula não pode mencionar isso?
Antes disso ele tinha mencionado o mensalão?
GILMAR: É. Aqui ocorreu uma conversa normal. Ele disse que não achava conveniente o julgamento e eu disse que não havia como o tribunal não julgar neste ano. Visões diferentes e sinceras. É natural que ele possa ter uma avaliação, um interesse de momento de julgamento.
Ué, se Gilmar acha normal que ele possa ter uma avaliação, então onde está a “chantagem”? Por que ele ataca o ex-presidente por causa disso?
Isso é indício de que o presidente Lula não se desprendeu do cargo?
GILMAR: Não tenho condições de avaliar. Posso dizer é que ele é um ente político, vive isso 24 horas. E pode ser que ele esteja muito pressionado por quem está interessado no julgamento.
A pergunta é capciosa. Não existe isso de “se desprender do cargo”. Lula hoje é um cidadão comum. Não é mais presidente da república. A resposta de Gilmar, por sua vez, é positivamente idiota. “Lula é um ente político, vive isso 24 horas”. Ora, agora ele faz ilação do que Lula faz ou pensa em suas 24 horas?
Na substituição de dois ministros, acha que as nomeações podem atender a um critério ideológico?
GILMAR: É uma pressão que pode ocorrer sobre o governo. Toda minha defesa em relação ao julgamento ainda este semestre diz respeito ao tempo já adequado de tramitação desse processo. O presidente Ayres Britto tem falado que o processo está maduro. Por outro lado, a demora leva à ausência desses dois ministros que participaram do recebimento da denúncia e conhecem o processo, que leva à recomposição do tribunal sob essa forte tensão e pressão, o que pode ser altamente inconveniente para uma corte desse tipo, que cumpre papel de moderação.
Gilmar está jogando a reputação do STF na lama. Ele age como se fosse o dono do STF. Ele também faz uma ilação totalmente inapropriada sobre “pressão que pode ocorrer sobre o governo”. Ora, tudo é sempre “pode”, “se”. Não contente de politizar um tema que um ministro do STF deveria evitar ao máximo abordar, visto que o julgará em breve, Gilmar deita a falar de outros ministros, fazendo todo tipo de insinuação descabida. Ele trabalha para desprestigiar ministros que ainda nem foram nomeados!
A partir da publicação da conversa do presidente Lula com o senhor, os ministros do STF estariam pressionados a condenar os réus, para não parecer que estão a serviço de Lula?
GILMAR: Não deve ser isso. O tribunal tem credibilidade suficiente para julgar com independência (…) O que me pareceu realmente heterodoxo, atípico, foi essa insistência na CPMI e na tentativa de me vincular a algo irregular. E de forma desinformada.
Ué, Gilmar mesmo falou que Lula vinha apenas mencionado a CPI. Quem abordou as suspeitas de algo irregular, segundo Gilmar, foi ele mesmo, Gilmar. Releia a entrevista e confira.
Quem está articulando o adiamento do mensalão dá um tiro no pé?
GILMAR: Acho que sim. E talvez não reparar que o Brasil não é a Venezuela de Chávez… ele mandou até prender juiz. Um diferencial do Brasil é ter instituições estáveis e fortes. Veja a importância do tribunal em certos momentos. A gente poderia citar várias. O caso das ações policialescas é o exemplo mais evidente. A ação firme do tribunal é que libertou o governo do torniquete da polícia. Se olharmos a crise dos jogos, dos bingos, era um quadro de corrupção que envolvia o governo. E foi o Supremo que começou a declarar a inconstitucionalidade das leis estaduais e inclusive estabeleceu a súmula. Eu fui o propositor da súmula dos bingos.
Gilmar cometeu uma terrível infração ética ao insultar, gratuitamente, o presidente Chávez. Entendemos que Mendes é conservador e odeia Chávez. Mas Chávez não lhe fez nada de mal, não está envolvido na crise que ele, Gilmar, criou. Chávez não está envolvido com o mensalão nem com Demóstenes Torres nem com Cachoeira. Gilmar Mendes agiu com vulgaridade, como se fosse um falastrão conversando fiado num boteco, e não um ministro do Supremo Tribunal Federal dando entrevista para o jornal O Globo. O Judiciário é um poder republicano, que deve evitar se envolver em política, quanto mais produzir um atrito diplomático com um país vizinho, e no exato momento em que este país vive um processo eleitoral. Gilmar por acaso é especialista em Venezuela. Se o tema da entrevista fosse o judiciário da Venezuela, se Chávez não fosse mais presidente da república, Mendes poderia ter feito esta acusação, mas teria que embasá-la em informações muito detalhadas e consistentes, para não passar impressão de leviandade. Da maneira que fez, cometeu um ato de extrema impropriedade.
Depois que o ministro Jobim o desmentiu, o senhor conversou com ele?
GILMAR: Sim. O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A “Veja” compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira.
Esse trecho é uma pérola de caradurismo. Jobim desmentiu Gilmar, ponto. Jobim não disse jamais que não houve encontro. Os três conversaram e supõe-se que falaram de política. O que Jobim afirmou, repetidamente, foi que a conversa não correu “neste sentido”, ou seja, do sentido apontado por Gilmar e Veja. Não houve chantagem. Não entendi o que Gilmar fala sobre “colcha de retalhos” e de “interpretação”. Quer dizer que a Veja tenta manchar a honra de um ex-presidente, do homem mais amado pelo povo brasileiro, e Gilmar se limita a dizer, cinicamente, que “ela tem a interpretação”. Ou seja, Gilmar se exime de responsabilidade pela reportagem da Veja? Agora… dizer que “não tem histórico de mentira” é uma frase que, obviamente, qualquer mentiroso diria.
O julgamento já está em curso?
GILMAR: Sim, de certa forma. Por ironia do destino, talvez essas tentativas de abortar o julgamento ou de retardá-lo acabou por precipitá-lo, ou torná-lo inevitável.
Abortar o julgamento? Quem quer abortar o julgamento? Mendes fala como se o Brasil estivesse preocupado com o mensalão. Não está.
O momento é de crise?
GILMAR: Está delicado. O país tem instituições fortes, isso nos permite resistir, avançar.
Tem instituições fortes, sim. Mas não há instituição forte que resista às investidas alopradas de um ministro alucinado.
Tem uma ação deliberada de tumultuar processos em curso?
GILMAR: Ah, sim.
Ãh?
Existe fixação da figura do senhor?
Ãh?
Existe fixação da figura do senhor?
GILMAR: Isso que é sintomático. Ficaram plantando
notícias.
Oh, que perseguição. Por que será que as pessoas perseguem exclusiva e unicamente Gilmar Mendes? Logo ele, o único Homem Bom do STF?
Qual o motivo disso?
Oh, que perseguição. Por que será que as pessoas perseguem exclusiva e unicamente Gilmar Mendes? Logo ele, o único Homem Bom do STF?
Qual o motivo disso?
GILMAR: Tenho a impressão de que uma das razões deve ser a tentativa de
nulificar as iniciativas do tribunal em relação ao julgamento desse
caso.
Que besteira inominável.
Mas por que o senhor?
Que besteira inominável.
Mas por que o senhor?
GILMAR: Não sei. Eu vinha defendendo isso de forma muito enfática (o
julgamento do mensalão o quanto antes). Desde o ano passado venho defendendo
isso. O tribunal está passando por um momento muito complicado. Três juízes mais
jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em
caráter tampão. Isso enfraquece, debilita a liderança. Já é um poder em caráter
descendente.
Gilmar está tão alucinado que agora desanda a desqualificar, gratuitamente, outros ministros do Supremo. São “mais jovens”, ou seja, são incapazes? Diz que Ayres Brito é um presidente “tampão”, expressão altamente desrespeitosa, visto que a importância de um magistrado não se liga ao tempo em que permanece na presidência do STF, e sim pela lisura, sobriedade e competência com que exerce sua função. O que é “um poder em caráter descendente”? O STF? Ayres Brito? Gilmar está completamente louco.
Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?
GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.
Gilmar continua desqualificando ministros do Supremo. Nenhum ministro do STF é menor porque é mais jovem ou está há menos tempo no cargo. E a função de um ministro não é “participar do debate público”, e sim exercer a sua função de maneira justa nos julgamentos que lhe compete participar.
Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.
GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.
Gilmar denigre a honra de juízes que sequer foram nomeados. Ou seja, ele lança insinuações contra ministros de maneira aleatória, gratuita. Segundo ele, se o STF não agir da maneira que ele, Gilmar, entende, estará sob suspeita. É muita arrogância.
Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?
GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.
Gilmar está tão alucinado que agora desanda a desqualificar, gratuitamente, outros ministros do Supremo. São “mais jovens”, ou seja, são incapazes? Diz que Ayres Brito é um presidente “tampão”, expressão altamente desrespeitosa, visto que a importância de um magistrado não se liga ao tempo em que permanece na presidência do STF, e sim pela lisura, sobriedade e competência com que exerce sua função. O que é “um poder em caráter descendente”? O STF? Ayres Brito? Gilmar está completamente louco.
Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?
GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.
Gilmar continua desqualificando ministros do Supremo. Nenhum ministro do STF é menor porque é mais jovem ou está há menos tempo no cargo. E a função de um ministro não é “participar do debate público”, e sim exercer a sua função de maneira justa nos julgamentos que lhe compete participar.
Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.
GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.
Gilmar denigre a honra de juízes que sequer foram nomeados. Ou seja, ele lança insinuações contra ministros de maneira aleatória, gratuita. Segundo ele, se o STF não agir da maneira que ele, Gilmar, entende, estará sob suspeita. É muita arrogância.
Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?
GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.
Continua a denegrir o STF e juízes que sequer forem nomeados. Digamos que
um ministro tenha algum problema familiar e renuncie, e a presidenta Dilma
nomeia um novo: antes de assumir, este ministro já está condenado moralmente por
Gilmar Mendes.
O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes…
GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.
Aí ele passa a se autoelogiar, após a bola ser levantada pelo repórter. Gilmar, o liberal, o justo, o moderado. Aqui entra a frase de Cervantes, que o Fernando Brito gostava sempre de repetir: “Elogio em boca própria é vitupério”. Se Gilmar foi correto em seus julgamentos, não fez mais do que sua obrigação, visto que ganha muito bem para isso. Entretanto, o repórter poderia ter lembrado que Gilmar emitiu dois Habeas Corpus em menos de 24 horas para o banqueiro Daniel Dantas, condenado a 10 anos de prisão pelo juiz Fausto De Sanctis. Nenhum outro brasileiro, na história, teve tamanha regalia.
Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?
GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.
Gilmar tenta associar-se a Gurgel, as duas vítimas dos lobos do mensalão… O repórter deveria também argumentar: se o senhor é inocente e ilibado, porque temer “vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI”? Quem não deve, não teme.
Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?
GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.
Olha só que irresponsabilidade. Ele diz que “o presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos”. Poderia? Que tipo de ministro é esse que acusa um ex-presidente a partir de uma hipótese?
Ele pode ter sido usado?
GILMAR: Sim, a sobrecarga… Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.
E aí temos o lado mais surreal de toda essa história. Gilmar, mídia, e todos que entraram nessa canoa, começam a tecer acusações a partir de uma hipótese. Gilmar inclusive se arvora em conhecedor dos hábitos e do tempo de Lula, ao afirmar que “não está tendo tempo… está tratando da saúde”.
Esses ataques não atingem o STF?
GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.
Olha, o sujeito joga o nome do STF no esgoto e vem acusar os outros de atingir o STF.
*****
Tão ou mais irresponsáveis do que Gilmar Mendes, são os órgãos de mídia que estão praticando todo tipo de manipulação a partir da bola levantada por Gilmar Mendes. No blog do Eduardo Guimarães, eu acabo de saber que o Globo cometeu o acinte de divulgar, em seu twitter, uma hashtag contra Lula, e isso no momento mais nervoso da crise politica provocada por Gilmar Mendes.Miguel Rosário O Cafezinho
O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes…
GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.
Aí ele passa a se autoelogiar, após a bola ser levantada pelo repórter. Gilmar, o liberal, o justo, o moderado. Aqui entra a frase de Cervantes, que o Fernando Brito gostava sempre de repetir: “Elogio em boca própria é vitupério”. Se Gilmar foi correto em seus julgamentos, não fez mais do que sua obrigação, visto que ganha muito bem para isso. Entretanto, o repórter poderia ter lembrado que Gilmar emitiu dois Habeas Corpus em menos de 24 horas para o banqueiro Daniel Dantas, condenado a 10 anos de prisão pelo juiz Fausto De Sanctis. Nenhum outro brasileiro, na história, teve tamanha regalia.
Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?
GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.
Gilmar tenta associar-se a Gurgel, as duas vítimas dos lobos do mensalão… O repórter deveria também argumentar: se o senhor é inocente e ilibado, porque temer “vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI”? Quem não deve, não teme.
Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?
GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.
Olha só que irresponsabilidade. Ele diz que “o presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos”. Poderia? Que tipo de ministro é esse que acusa um ex-presidente a partir de uma hipótese?
Ele pode ter sido usado?
GILMAR: Sim, a sobrecarga… Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.
E aí temos o lado mais surreal de toda essa história. Gilmar, mídia, e todos que entraram nessa canoa, começam a tecer acusações a partir de uma hipótese. Gilmar inclusive se arvora em conhecedor dos hábitos e do tempo de Lula, ao afirmar que “não está tendo tempo… está tratando da saúde”.
Esses ataques não atingem o STF?
GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.
Olha, o sujeito joga o nome do STF no esgoto e vem acusar os outros de atingir o STF.
*****
Tão ou mais irresponsáveis do que Gilmar Mendes, são os órgãos de mídia que estão praticando todo tipo de manipulação a partir da bola levantada por Gilmar Mendes. No blog do Eduardo Guimarães, eu acabo de saber que o Globo cometeu o acinte de divulgar, em seu twitter, uma hashtag contra Lula, e isso no momento mais nervoso da crise politica provocada por Gilmar Mendes.Miguel Rosário O Cafezinho
Professor Chicão tira a "VENDA" dos olhos dos funcionários da educação para a eleição do Sepe
| Direção do Sepe Lagos reunida em 2011 para explicar as denúncias e me ameaçar de processo |
Vc está vendo esta foto ? Ela foi tirada em
2011 com o firme propósito de dizer que a direção do SEPE Lagos de então estava
unida e protestava veementemente contra as denúncias que fiz sobre todo tipo de
maracutaias feitas no sindicato com a grana dos professores. As denúncias não
eram novas e já tinham sido feitas pelos professores Hamíltion e Denize Quintal
um anos antes, mas foram simplesmente ignoradas pela direção.
No dia em que
tiraram esta foto, essas pessoas, segundo a jornalista, me ameaçaram de
processos de calúnia e difamação. Esta foto saiu no blog da jornalista Renata
Cristiane e as explicações fajutas sobre as contas do SEPE saíram no jornal do
sindicato e em vários órgãos de imprensa.
Pois bem, a
auditoria contratada para analisar as contas do sindicato comprovou tudo o que
eu, Denize e Hamílton denunciamos. E muito mais! Os professores foram roubados
de diferentes formas.
Mas o pior
vem agora. Algumas dessas pessoas da foto dizem que foram elas que denunciaram
as irregularidades do sindicato e estão distribuídas em várias chapas para
participarem da eleição do Sepe que ocorrerá nos dias 26, 27 e 28 de junho
próximo.
Que fique claro para todos os
professores que Hamílton, Denize e eu, que denunciamos tudo, estamos na
Chapa 1.
Professor Chicão
Golpe na terceirização: Justiça decide que setor público tem que dar preferência a concursados
Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada esta semana,
promete obrigar os gestores públicos a pensarem duas vezes antes empossarem
comissionados, temporários ou terceirizados de forma irregular.
A Segunda Turma considerou que a mera expectativa de contratação dos
candidatos passa a ser direito líquido e certo no caso de nomeação de pessoal
não concursado para o preenchimento de vagas existentes dentro do prazo de
validade do certame.
A decisão ocorreu no julgamento de recurso de mandado de segurança
apresentado pela candidata Sandra de Morais, aprovada fora do número de vagas
previsto no edital para o cargo de professor da rede estadual do Maranhão.
Na avaliação de José Wilson Granjeiro, diretor-presidente da rede Grancursos,
a decisão irá beneficiar os candidatos e a todos que pretendem entrar no
funcionalismo “pela porta da frente”. Ele lembrou que o entendimento do STJ
confirma interpretações do Tribunal Superior do Trabalho em casos semelhantes, o
que confere mais segurança a quem investe nos estudos e na preparação para os
certames públicos.
“Os concurseiros precisam ficar atentos e monitorar as nomeações publicadas
no diários oficiais. Ao detectar alguma contratação irregular, não devem perder
tempo, pois a nomeação dos concursados nesse caso se torna líquida e certa”,
explicou.
Gustavo Henrique Braga Tribuna
quinta-feira, 31 de maio de 2012
CPI convoca governadores de Goiás e do DF. E o Cabral? Por que não?
![]() |
| É isso aí mesmo que você tá pensando! |
Foi um grande alívio para Sérgio Cabral. CPI do Cachoeira aprovou a
convocação dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF),
mas rejeitou ouvir o governador do Rio. No caso de Cabral, 17 membros da CPI
votaram contra a convocação do governador fluminense e outros 11 a favor.
Parlamentares do PSDB votaram contra a convocação, vejam que já não se faz
oposição como antigamente.
A justificativa é que foi genial: “Vamos chamar o governador do Rio aqui
porque ele colocou um guardanapo na cabeça e ficou dançando?”, disse o senador
Humberto Costa (PT-PE).
Mas Cabral escapou apenas momentaneamente: “Vai ficar muito clara a
necessidade da convocação quando chegar o sigilo nacional da Delta na CPI”,
afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), prometendo que o governador do Rio
não escapará tão facilmente..
A decisão de votar requerimentos convocando governadores levou mais de duas
horas, tomadas pelo embate entre o PT e o PSDB na comissão de inquérito.
PERILLO
Marconi Perillo, que segundo investigações da Polícia Federal teria loteado
seu governo com indicações de Cachoeira e recebido dinheiro do empresário pela
venda de uma casa, foi convocado por unanimidade, que não foi surpresa, porque
ele próprio já havia se oferecido para depor na CPI.
O governador de Goiás esteve ontem no Congresso para pedir ao presidente do
colegiado para prestar logo os esclarecimentos, mas não foi ouvido pela
comissão. Em entrevista a jornalistas, o tucano afirmou que não tem
relacionamento com Cachoeira.
Perillo negou ainda que haja contradição na versão dele e a do ex-vereador
Wladimir Garcez, também preso na Operação Monte Carlo, sobre a venda de uma casa
no condomínio Alphaville, em Goiânia.
AGNELO
A convocação de Agnelo Queiroz foi aprovada por 16 votos a favor e 12 contra.
O PT foi contrário a chamá-lo, alegando que não há no inquérito nada que ligue o
governador ao esquema de Cachoeira.
A PF identificou, entretanto, o envolvimento do seu ex-chefe de gabinete,
Cláudio Monteiro, com o empresário, assim como outros membros do governo do
DF.
Monteiro pediu afastamento do cargo após ser citado em conversas telefônicas
de pessoas do grupo de Cachoeira. Em uma das conversas, é discutido um suposto
pagamento de propina pelo sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o
Dadá, e Cláudio Abreu, então diretor da Delta.
Monteiro também é citado como um dos que teriam celular antigrampo. Ele admite
que se encontrou com Dadá por duas vezes, na condição de funcionário da Delta,
empresa que faz a coleta do lixo em Brasília.
Carlos Newton Tribuna
Vejam só como a educação é prioridade em nosso país
Um ano depois... o que mudou na educação pública?
Há um ano, no dia 10 de maio de 2011, fui a uma audiência pública na Assembleia Legislativa, que tinha como tema “O cenário da Educação no Rio Grande do Norte”. Assim que cheguei, soube que havia espaço para alguns de nós, após a fala d@s ilustres convidad@s. Então, tratei de garantir a minha fala naquela ocasião em que tod@s @s responsáveis pela educação estavam presentes.
No começo, estava insegura, pois não tinha me preparado e cheguei a pensar em desistir. Mas quando percebi que deputad@s, promotora e secretári@s falavam, falavam, e não diziam nada sobre o tal do cenário da educação, percebi que o mínimo que eu dissesse sobre a nossa realidade estaria mais adequado do que a coletânea de números e frases prontas derramadas ali. Confesso que estava incomodada com todo aquele faz de conta, mas a gota d'água foi a infelicidade da secretária de educação, Betânia Ramalho, ao dizer que não ia falar sobre os problemas da educação porque isso “todo mundo já sabe”. Aquilo passou dos limites. Poxa! Estávamos numa greve com adesão de 90% d@s trabalhadores (as) em educação do estado, e a responsável pelas negociações foi ali dizer que nós não precisávamos falar sobre problemas?! Como pode?!
Mesmo que eu não quisesse, era obrigação falar sobre “o cenário da educação no RN” do ponto de vista de quem vive e constrói a educação, e não do ponto de quem a destrói, para depois maquiá-la com frases de efeito retiradas de compêndios pedagógicos e administrativos. De fato, todo mundo já conhece as muitas faces do caos da educação, inclusive a secretária. Mas não é por isso que vamos deixar de falar da nossa correria de uma escola para outra, dos nossos salários vergonhosos, das dificuldades para lecionar em salas quentes e “populosas”, da falta de material pedagógico, da falta de formação para @s profissionais das escolas...
Não deu outra: falei. Mesmo imaginando que ali ninguém estava interessado em saber da vida real, pois eles vivem mesmo como em contos de fadas. Não disse nada de extraordinário. Apenas a realidade, o “que todo mundo já sabe”. Acontece que o vídeo foi parar na internet, visto mais de 2 milhões de vezes, e acordou algo que estava adormecido. As pessoas se indignaram ao constatar que o cenário da educação aqui era, na verdade, o cenário da educação no Brasil.
A repercussão foi inacreditável. Na época, todo jornalista queria saber o que tinha mudado na minha vida após o vídeo. Não mudou nada. Porém, acho importante fazermos outra pergunta: “após um ano, o que mudou na Educação?”. A resposta, eu sei, está na ponta da língua e é a mesma de Norte a Sul: “infelizmente, nada!”. Já aqui, em terras potiguares, algumas coisas mudaram... para pior.
A novidade aqui é que a promotora da educação ficou zangada com o meu atrevimento em dizer que professores comem o cuscuz da merenda e fez uma força-tarefa de fiscalização do cuscuz. Até gente de Brasília (pasmem!) veio aqui saber que história era essa. A pressão foi tanta que hoje, em nenhuma (ou quase nenhuma) escola de Natal, @s diretores(as) se arriscam a dar um prato a seus colegas. Isso mesmo! O cuscuz, que antes era alegado, hoje é negado!
Na rede municipal, a novidade é que a prefeita Micarla de Sousa (PV) achou que @s professores (as) estavam exigindo muito: formação continuada, piso nacional, aplicação de 1/3 de hora-atividade... E tratou de nos mostrar que tinha gente querendo o nosso emprego. Agora, aqui na capital, basta ser indicado e ter concluído o Ensino Médio para ser contratad@, via empresas terceirizadas, para assumir uma sala de aula do Ensino Fundamental I. E não se incomodar em receber um salário mínimo. Para este caso, a promotoria não organizou força-tarefa.
Como se vê, a educação não passou a ser prioridade, nem aqui no Rio Grande do Norte, nem em nenhum estado. O desrespeito a professores (as) e alun@s é o mesmo. É como se o nosso drama fosse algo invisível. Continua existindo a ideia de que o caos na educação é uma fatalidade, que não pode ser transformado, que é algo normal.
Nosso piso nacional – o mínimo – ainda não é pago em 15 estados! O nosso salário continua uma miséria, e nós temos que pular de escola em escola para multiplicá-lo. Enquanto isso, governantes, vereadores (as) e deputad@s se fingem de ceg@s, surd@s e mud@s. Quando falam, é para nos culpar pela crise, ou para nos pedir paciência e tolerância.
Nesse cenário de abandono, indiferença e até crueldade, é importante lembrar que uma oportunidade está indo embora. O Plano Nacional de Educação (PNE), que ainda está sendo discutido no Congresso Nacional, poderia aumentar os investimentos na área e melhorar as condições para trabalhadores (as) e alun@s. Hoje o investimento em educação se limita a cerca de 5% do que o país produz, do PIB. Precisaríamos de pelo menos 10% do PIB para que a situação começasse a mudar. Mas, infelizmente, o governo não promove nem essa mudança básica. Se pensarmos que 23% do PIB é destinado ao pagamento de juros da dívida pública, podemos ver quais são as prioridades dele.
Por outro lado, posso dizer que uma coisa mudou para melhor depois daquele dia: nossa disposição de luta. O vídeo teve um efeito importante nas escolas, entre professores (as), funcionári@s e mesmo entre @s alun@s. Entre nós, agora repetimos: “Não dá, não posso, não tenho condições!”. E não temos mesmo. Não temos condições de aceitar isso.
No ano passado, milhares de professores, em quase todo o país, disseram que não tinham mais condições. Levantaram a cabeça e pararam as aulas, dando uma lição diferente. Foram greves fortíssimas, com entusiasmo. Tenho orgulho de ser parte disso. Fico feliz quando alguém me diz que minha fala no vídeo lhe inspirou a fazer alguma coisa, a lutar...
Isso, sim, mudou. Pode parecer pouco, mas não é. Nunca tive a ilusão de que os governos, por boa vontade, iriam melhorar a situação das escolas, nossos salários, ou nossas condições de vida e trabalho. Sempre soube que não dava para ficar esperando, que a mudança teria que partir da nossa força, da nossa luta e união.
Essa pode parecer uma mudança pequena, mas para mim foi a mais importante. Saber que podemos, sim, pedir a palavra, nos unir aos alun@s, aos pais e mães deles (as) e a tod@s que acreditem que não existe uma sociedade minimamente digna sem educação, para exigir uma mudança fundamental para o futuro das gerações educadas por nós. Enfim, nesse ano, os governos não mudaram de atitude. Mas nós mudamos. E isso faz toda a diferença.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Cientistas criam 'molécula olímpica'
![]() |
| Molécula sintética tem formato que remonta aos cinco anéis do símbolo olímpico. |
Cientistas da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, criaram a
'olympicene' (Olimpiceno), uma molécula sintética cujo formato remonta aos cinco
anéis do símbolo olímpico.O grupo trabalhou em parceria com uma equipe
da IBM Research Zurich, uma unidade de pesquisa da empresa americana na
Suíça.
Os cientistas já tinham conseguido criar uma molécula composta de cinco aneis de carbono, em fila, em 2009.
Além da criação da molécula sintética, em laboratório, os pesquisadores
aprimoraram uma técnica para fotografar a estrutura microscópica.
Graham Richards, ex-chefe do Departamento de Química da Universidade de
Oxford e membro do conselho da Sociedade Real de Química, foi o
primeiro a ter a ideia de criar uma molécula semelhante ao símbolo dos
Jogos Olímpicos.
'Eu estava em uma reunião do comitê da Sociedade Real de Química em que
tentamos pensar no que poderíamos fazer para marcar as Olimpíadas. Me
ocorreu que uma molécula que eu tinha projetado se parecia muito com os
aneis olímpicos, e que isto nunca havia sido feito antes', disse.
Interesse em química
Uma vez que a ideia foi definida, coube aos pesquisadores Anish Mistry e David Fox, de Warwick, colocá-la em prática.
A primeira etapa foi criar uma 'receita química' para a molécula e
fotografar a estrutura de forma preliminar usando uma técnica chamada
microscopia de tunelamento com varredura (STM, scanning tunneling
microscopy, em inglês).
Mas foi através da microscopia de força não atômica que a imagem da
nova molécula finalizada foi feita de forma mais nítida e apurada.
A técnica usa uma molécula de monóxido de carbono como uma 'agulha' que
pode registrar as estruturas de uma única molécula com resolução
inédita.
As fotografias mostram o formato de aneis que remontam ao símbolo das Olimpíadas feito com aneis de átomos de carbono.
Richards espera que a criação faça com que mais crianças e adolescentes se interessem pelo estudo de química.
'Moléculas desta natureza podem ter um uso comercial, mas minha
sensação é de que, acima de tudo, o que queremos é despertar um
interesse em química provocado pelo link entre a criação e as
Olimpíadas'.
G1
terça-feira, 29 de maio de 2012
A mídia usa a mentira como norma e arma contra os povos
O jornalista José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho, participou na última sexta-feira (25) de uma mesa de debates sobre a campanha midiática contra Cuba, durante a 20ª Convenção Nacional de Solidariedade realizada de 24 a 26 de maio em Salvador (BA). Leia a íntegra da sua intervenção.
A guerra midiática, que podemos igualar a uma espécie de terrorismo, o terrorismo midiático, constitui a “guerra fria” da atualidade, a continuação, no terreno da luta de ideias, da ofensiva do imperialismo e das classes dominantes retrógradas em todo o mundo contra os países e forças políticas empenhados na batalha pela emancipação nacional e social.
É uma guerra que tem a mentira como norma e arma. Os meios de comunicação a serviço do imperialismo estadunidense, das demais potências aliadas e das classes dominantes retrógradas se transformaram em uma verdadeira usina de mentiras.
Esses veículos de comunicação se transformaram em grandes conglomerados privados que, além de auferirem grandes lucros, se põem a serviço do sistema como um todo, defendendo políticas conservadoras, neoliberais e antipopulares.
No seu arsenal de mentiras e engodo, está um inesgotável repertório propagandístico por meio do qual procuram apresentar os Estados Unidos e demais países imperialistas como modelos de democracia. Querem impor seu modelo político como o único democrático, sua ideologia como o pensamento único a ser seguido, seus valores como a quintessência da civilização.
Contudo, nunca se atentou de maneira tão intensa, flagrante e abrangente contra as maiores conquistas civilizacionais: a democracia, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, os direitos humanos, os direitos sociais, a soberania nacional e autodeterminação dos povos, o direito internacional e a paz.
A mídia se tornou cúmplice de crimes, de golpes de Estado, da contrarrevolução, do terrorismo de Estado e de guerras de agressão e rapina contra os povos e nações independentes. É a mídia quem prepara o terreno para essas agressões, é ela que constrói, com artifícios e o engodo, opiniões favoráveis à guerra, naturalizando-a, tornando-a acontecimento banal, e conquista a opinião pública para suas posições. Foi assim com a preparação das guerras da Bósnia e do Kossovo, na antiga Iugoslávia, nos anos 1990, no Afeganistão, em 2001, no Iraque em 2003, na Líbia em 2011 e é assim agora na Síria. As coberturas ditas jornalísticas sobre esses episódios dramáticos são sempre parciais, unilaterais e arbitrárias.
A mídia age da mesma maneira contra Cuba e a Venezuela. Quanto à Ilha revolucionária caribenha, sempre foi assim desde que a Revolução triunfou. A mídia coadjuvou as agressões, o bloqueio, os atentados contra Fidel, os esforços para estrangular o país.
Vale dizer também que, quando o assunto é a Revolução cubana, a mídia sempre fracassou e se mostrou ignorante. Quem não se lembra de quanto tempo passaram em Cuba, praticamente acantonados, batalhões de jornalistas, depois da queda do muro de Berlim (1989), esperando o momento espetacular em que no chamado efeito dominó cairia a última pedra. Na sua estupidez, faziam vaticínios: “É hoje”, “é amanhã”, “na próxima semana é inevitável a queda”, “deste mês não passa” (...) .
Mais de 20 anos transcorreram desde então e Cuba segue mais forte do que nunca, mais revolucionária e socialista do que nunca.
Relembro um episódio edificante e ilustrativo sobre o tema de que estamos falando. No dia 3 de abril de 1990, teve lugar em Havana, o líder da revolução, Fidel Castro, concedeu uma entrevista coletiva. Compareceram 246 jornalistas, dos quais 110 se credenciaram e foram a Cuba especialmente para o evento, 53 representantes de 22 órgãos da imprensa norte-americana, 57 jornalistas da Alemanha, França, México, Espanha, Inglaterra, Japão, Índia, Suíça, Brasil, Itália, Portugal, Bélgica, Nicarágua e Austrália, além de 60 jornalistas permanentemente credenciados em Havana.
Entre outros assuntos, Fidel tratou da firmeza ideológica do PC Cubano, em contraste com a vacilação de outros. “Cuba é o símbolo da resistência. Cuba é o símbolo da defesa firme e intransigente das ideias revolucionárias. Cuba é o símbolo da defesa dos princípios revolucionários. Cuba é o símbolo da defesa do socialismo” (...) “O povo cubano vai saber estar à altura de sua responsabilidade histórica”... “E aqueles que mudaram de nome, não sei a quem vão enganar com isso! Imaginem que amanhã nós mudemos de nome e digamos: Senhores, o congresso aprovou que em vez de Partido Comunista de Cuba nos chamemos Partido Socialista de Cuba, ou Partido Social-Democrata de Cuba. Vocês creem que realmente mereceríamos algum respeito? Porque os que mudam de nome são os que mudaram de ideias ou perderam toda a sua confiança nas ideias, perderam suas convicções.”
Agora, lhes pergunto, alguma dúvida sobre por que atacam Cuba do ponto de vista político e ideológico? Não perdoam Cuba, seu povo, o Partido Comunista, sua liderança por se manterem fiéis às suas convicções.
É ilustrativo também mencionar os episódios da criação da “Rádio Martí” em 1985 e da “TV Martí” em 1990, engendros infames do império, para difamar o país, fazer propaganda contrarrevolucionária na Ilha. Na mesma entrevista coletiva aqui referida, Fidel chamou essa rádio e essa TV de ”lixo”, um “insulto à honra do país”, condenando ao mesmo tempo o inescrupuloso uso do nome do Apóstolo da Independência, José Martí.
Dizia Fidel na coletiva de imprensa: “Toda a concepção da ‘Rádio Martí’ – com amargura pronuncio este nome – era uma concepção agressiva, de propósito subversivo contra nosso país. Isto tinha todo um objetivo político. É ademais também violadora das leis internacionais”.
E mais adiante, o comandante da Revolução cubana demonstrava que o objetivo do imperialismo norte-americano com a criação da “Rádio Martí” era “estabelecer uma estação de rádio subversiva, de caráter político, dirigida a desestabilizar o país, a influir nos acontecimentos políticos”.
Nos dias de hoje, o imperialismo continua com o uso do seu lixo, distorcendo e mentindo, fomentando a contrarrevolução, transmitindo uma visão distorcida como se em Cuba reinasse o caos, transformando delinquentes em heróis, financiando e concedendo prêmios internacionais a blogueiros e blogueiras, falsos jornalistas e organizações subversivas.
A mídia mancomuna seus esforços com a Usaid e o Instituto Internacional Republicano, com sede nos EUA, o qual atua em cooperação com a chamada Solidariedade Espanha, para financiar blogueiros e “ativistas sociais”, com computadores e outros meios eletrônicos, a fim de realizar ações de caráter subversivo, clandestino e secreto, para fazer propaganda negativa de Cuba e organizar manifestações oposicionistas, que não passam de pequenas reuniões de mercenários a serviço da contrarrevolução.
O imperialismo norte-americano estendeu o bloqueio a Cuba à área da internet, vedando ao país o acesso à banda larga, ação na qual também demonstrou ignorância e desconhecimento da força da Revolução e de sua capacidade para mobilizar a solidariedade. A Venezuela bolivariana, numa demonstração do seu internacionalismo, está ajudando Cuba também na solução deste problema.
Por tudo isso, considero urgente a organização de um movimento para se contrapor à ofensiva da mídia contra Cuba, ao cerco midiático, ao terrorismo midiático, o que pode e deve ser uma das tarefas desta Convenção de Solidariedade.
Compartilhamos a resolução da Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático, realizada de 22 a 26 de novembro do ano passado em Cuba, por convocação do Icap, com a presença de comunicadores de 19 países da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania, que expressou a firme vontade de defender as ideias da Revolução Cubana pela nova via da informática. A Brigada decidiu desenvolver estratégias, propor objetivos, recomendar ações e iniciativas e organizar novos encontros.
Compartilhamos a proposta de criar a Rede Internacional de Ciberativistas da Solidariedade e o Jornalismo Solidário.
Em nossa concepção de jornalismo, uma publicação, impressa ou virtual, um site, um blog, uma rede, são instrumentos de resistência, de luta para transformar o mundo, veículos da luta de ideias. Como disse Fidel, é como se a Internet tivesse sido feita para Cuba.
Acreditamos no poder mobilizador e transformador do Jornalismo Solidário, de resistência e de luta. Por esta razão, o Portal Vermelho sente-se partícipe deste movimento de solidariedade e das suas campanhas. Deste modo, pertencemos também à Revolução cubana e somos porta-vozes das nobres causas que defende. Somamo-nos ao amplo movimento de solidariedade a Cuba, à luta contra o bloqueio e pela libertação dos cinco heróis cubanos que cumprem longas e pesadas penas em cárceres do império.
Vermelho
Educação estadual: em 37% das escolas da capital mais da metade dos alunos repete o ano
O Jornal O Globo publica uma matéria na edição de hoje (dia 28/5), mostrando um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), denunciando que em 104 das 283 escolas da rede estadual de ensino médio localizadas na capital mais a metade dos alunos é reprovada. Segundo a reportagem, a maior parte destas unidades funciona no turno da noite, onde as condições de trabalho e de estrutura não oferecem o mínimo para que se possa oferecer uma educação pública e de qualidade.
A reportagem demonstra um fato que o Sepe e a categoria já se cansaram de denunciar para a sociedade: o completo fracasso da política educacional do governo do estado que não oferece as mínimas condições para o trabalho e trata a educação pública como mercadoria, onde as escolas são tratadas como fábricas e os alunos como mercadoria.
Mas a matéria peca por querer culpabilizar as escolas que funcionam no turno da noite como se elas fossem as culpadas pelo fracasso escolar, quando nós todos sabemos que a falta de investimentos na valorização profissional e na criação de condições de trabalho são fatores fundamentais para a ocorrência deste tipo de problema. O Jornal também cita o exemplo de Nova Iorque, onde a prefeitura promoveu o fechamento de escolas noturnas para tentar resolver o problema do baixo desempenho escolar dos alunos, sem conseguir uma melhora signficativa de resultados.
Mas a matéria peca por querer culpabilizar as escolas que funcionam no turno da noite como se elas fossem as culpadas pelo fracasso escolar, quando nós todos sabemos que a falta de investimentos na valorização profissional e na criação de condições de trabalho são fatores fundamentais para a ocorrência deste tipo de problema. O Jornal também cita o exemplo de Nova Iorque, onde a prefeitura promoveu o fechamento de escolas noturnas para tentar resolver o problema do baixo desempenho escolar dos alunos, sem conseguir uma melhora signficativa de resultados.
Por sinal, o secretário Risolia já está reproduzindo este modelo desde o final do ano passado, promovendo o fechamento de escolas de horário noturno, para "economizar" com a compactação de turmas e o realocamento de profissionais, mas sem oferecer uma perspectiva de melhoria das condições da educação estadual. Para o Sepe, fechar escolas é crime e não pode ser considerado como solução para o problema do descaso do governo estadual para com a educação pública.
Para o sindicato, se a escola não consegue cumprir o seu papel tal fato decorre da falta de investimentos no setor por parte do governador Cabral e do secretário Risolia, que não se mostram dispostos a solucionar o problema com a valorização dos profissionais e com o oferecimento de condições mínimas para o funcionamento das escolas da rede estadual.
Assinar:
Postagens (Atom)
















