sábado, 7 de janeiro de 2012

Déficit não é só de 300 mil professores; é de qualidade e tempo também

Obviamente essa imagem não reflete a realidade dos professores do Rio...eu , por exemplo, cortei o cabelo e fiz a barba ontem!

Numa ótima reportagem publicada no Globo de 29, Marcelo Remígio, com base em dados do próprio Conselho Nacional de Educação, revelou faltarem nada menos de 300 mil professores no ensino público do país, correspondendo a 15% do magistério efetivo. Quer dizer: o sistema possui 2 milhões de professores e professoras, mas deveria ter 2 milhões e 300 mil.

O déficit é alarmante, sem dúvida. Porém, analisando-se atentamente a questão, ele é ainda muito maior. Faltam 300 mil pessoas aptas a ensinar, autores do amanhã, arquitetos do futuro. Mas este aspecto não é o único a tolher o desenvolvimento da educação brasileira. Temos que incluir a baixa qualidade, os baixos salários, o déficit de tempo e preparação para as aulas.

Pela Constituição Federal, os professores podem exercer cumulativamente duas matrículas. Solução simples para a escassez da oferta de mão de obra especializada? Nada disso. Pelo contrário. A acumulação acrescenta em complexidade e, em vez de diminuir, agrava o déficit. Basta comparar as cargas horárias e a distância entre uma escola e outra, entre um colégio e outro. Quantas aulas, em tal sistema dá um professor por dia? Qual a distância entre os estabelecimentos em que leciona? Qual o tempo necessário para o transporte entre os dois pontos?

A questão não termina aí. Pela Carta de 88, os integrantes do magistério podem ter duas matrículas. Nas redes públicas. Mas isso não impede que, para suprir os baixos salários, eles tenham que trabalhar também num colégio ou escola particular. Não é uma boa. A sobrecarga reflete-se nos nervos, amplia a ansiedade e o cansaço, faz cair ainda mais a qualidade das aulas e portanto do aprendizado proposto. Resultado: professores com pouco preparo, sobrecarregados de tarefas, agindo para que os alunos aprendam menos.

Num enorme número de casos, estudantes completam o nível médio, aos 17 anos, sem ter conhecimento de quase nada. Não são capazes de escrever um bilhete compreensível. Um desastre. Desastre, aliás, reconhecido pelo governador Sérgio Cabral, em entrevista a Eleonora de Lucena e Paula Cesarina Costa, Folha de São Paulo de sexta-feira 30, quando confessou seu desgosto com o fato de o Rio de Janeiro ter obtido a vigésima sexta colocação no país em matéria de Índice de Educação Básica, o IEB. Vigésimo sexto em 27 estados.

Incrível, sobretudo tratando-se da antiga capital cultural do país, posto do qual evidentemente foi rebaixado pela luz dos fatos. Por falar em luz, belíssima foto de Rafael Andrade ilumina a página 7 da FSP focalizando momento da entrevista do governador tradicional em salão do Palácio Laranjeiras. Mas esta é outra questão.

O essencial é que, reflexo do processo aberto com os governos militares a partir de 64, ainda não encerrado, ocorreu um gravíssimo retrocesso no Serviço Público de modo geral. Os professores são funcionários públicos. O valor dos vencimentos caiu assustadoramente. Está muito abaixo dos níveis do mercado. Tanto assim que se constata, como revelou Marcelo Remígio no Globo, escassez de mão de obra no setor.

Antigamente, digo isso com experiência de minha família, toda de professores, a remuneração era muito mais alta, a função muito mais valorizada. Meu tio, era diretor geral aposentado do Pedro II e diretor do Colégio Paula Freitas. Íntegro a toda prova, conseguiu comprar uma casa na Av. Paulo de Frontin. Qual professor ou servidor público, pode adquirir uma casa nos tempos de hoje?

A lógica é irredutível: baixou o valor do salário, reduziu o status, a respeitabilidade e, com tudo isso o nível social do magistério. Na realidade, a educação brasileira vive um drama. Parte da qualificação profissional, passa pela assiduidade, ameaça se eternizar no baixíssimo rendimento dos alunos. Uma perda enorme para o presente e para o futuro do país. Qual a saída?
Pedro do Coutto     Tribuna da Imprensa

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mensagem de apoio à ministra Eliana Calmon.

Uma mensagem de apoio à ministra Eliana Calmon, que está circulando com sucesso na internet, mostrando que a sociedade não está omissa em relação à podridão do Judiciário.

A toga neste país sempre foi intocável; acima de tudo e todos, sobretudo acima da lei. Mesmo os magistrados honestos, em sua maioria, tratam o cidadão comum com extrema arrogância e desdém. Agora, quando o Conselho Nacional de Justiça, principalmente na pessoa dessa heroína Eliana Calmon, resolve apertar o nó, essas associações de juízes corporativistas, morrendo de medo porque muitos têm os rabos presos, resolvem tirar os poderes do CNJ e linchar a Eliana Calmon.
Será que o STF vai fazer esse jogo sujo, legislando em causa própria? Mas nós não podemos e não vamos deixá-la só. Vamos apoiá-la. Afinal, esta nação – que ela defende – pertence à grande maioria do povo que trabalha honestamente e paga seus impostos ou pertence a essa canalha de políticos e magistrados corruptos?
Ressalvo que entre eles há muitíssimas exceções, felizmente. Estamos falando da banda podre que é quem dá as cartas. Relembro que a nossa justiça é paquidérmica e lenta: isso é crime de lesa-pátria. Ganham salários altos e têm mordomias. Mas na hora de distribuir a justiça, que é o seu dever de ofício, fazem corpo mole; estão mais tempo descansando em casa do que laborando em seus gabinetes.
Quem nunca ouviu falar de pessoas que morreram esperando em vão que um juiz ou tribunal finalmente prolatasse uma sentença? Quem não se indignar estará contribuindo para a bancarrota deste país.
Trava-se uma verdadeira batalha no Judiciário, pois pela primeira vez alguém ousa investigar toda a sujeira que há por debaixo deste tapete chamado Judiciário. Este poder que sempre foi, dos três que temos, o intocável.
O Conselho Nacional de Justiça, através de sua corajosa corregedora, ministra Eliana Calmon, vem descobrindo as históricas sujeiras deste poder, em todas as suas esferas, inclusive dos mais altos magistrados da mais alta corte do país, e a reação vem então de forma avassaladora.
Quando o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começa a tornar público o resultado de suas investigações das diversas instancias do Judiciário, a mais alta corte, o Supremo, e as associações de juízes, reagem e querem calar a boca desta, que representa até então, a mais inteligente iniciativa para extirpar este Cancer de nossa sociedade, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade, e a morosidade do Judiciário deste país.
Não há dúvidas de que a Educação e a Justiça, ambas com os piores predicados que poderiam ter, são a fonte primeira de todos os demais males neste país. Um povo, uma sociedade que tem sua Educação deficitária e sua Justiça lenta e corrupta, jamais, repita-se, jamais, alcançará a democracia plena e o desenvolvimento social e econômico.
Não adianta ter Copa do Mundo, Olimpíada, Pré-Sal, balança comercial forte, nada disso, pois pelo contrário, ao ficar mais rico, ficaremos mais desigualitários, claro, pois esta riqueza adicional será acumulada por poucos. Simples assim: Sem Educação e Justiça plenas, não há desenvolvimento social sustentável.
Será que ainda temos dúvidas sobre isto? E mais, não adianta ir às ruas, como vimos fazendo, para combater a corrupção, combater o excesso de carga tributária, combater a falta de segurança, porque estes problemas são sintomas, são consequências, são efeitos do mal maior, dos “cânceres” da Educação e da Justiça deficitárias.
Logo, propomos uma verdadeira enxurrada de mensagens e posts para APOIAR A CORAGEM DO CNJ, através da ministra ELIANA CALMON e sua equipe, pois ela representa a nossa voz para iniciarmos a eliminação deste câncer, JUDICIÁRIO LENTO E CORRUPTO.
Se você concorda com isto, replique este texto e envie aos seus amigos. Estamos tentando fazer nossa parte, faça a sua!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os Estados Unidos contra todo o mundo


Era uma vez um tempo em que os Estados Unidos tinham muitos amigos, ou pelo menos seguidores relativamente obedientes. Nos dias de hoje, parecem já não ter outra coisa senão adversários de todas as cores políticas.


Mais ainda, parecem não estar a sair-se bem nas reuniões com os adversários.

Vejam os acontecimentos de novembro de 2011 e da primeira metade de dezembro. Os EUA tiveram conflitos com a China, com o Paquistão, com a Arábia Saudita, com Israel, com o Irã, com a Alemanha e com a América Latina. Não se pode dizer que tenham levado a melhor em qualquer destas controvérsias.

O mundo interpretou a presença e os discursos do presidente Obama na Austrália como um desafio aberto à China. Obama disse ao Parlamento australiano que os Estados Unidos estavam determinados “a alocar os recursos necessários para manter a nossa forte presença militar nesta região.” Com este objetivo, os Estados Unidos estão a deslocar 250 marines para uma base aérea australiana em Darwin (e possivelmente elevando o número, no futuro, para 2500).

Esta é apenas um de um número de movimentos militares semelhantes na região. Assim, ao mesmo tempo que os Estados Unidos saem (ou são forçados a sair) do Oriente Médio – tanto por razões políticas quanto financeiras – ganham mais músculo na região da Ásia-Pacífico. Dada a relutância crescente dos EUA de se envolverem externamente e as suas necessidades urgentes de reduzir gastos, mesmo no terreno militar, será isto crível? Até agora, a “resposta” chinesa foi virtualmente uma não resposta, como que a dizer que o tempo está do lado da China, mesmo no que diz respeito às suas relações com os Estados Unidos, ou talvez especialmente no que diz respeito a estas relações.

Depois, há o Paquistão. Os Estados Unidos lançaram o desafio. O Paquistão tem de deixar de apoiar os seus movimentos islâmicos. Tem de parar de minar o governo de Karzai no Afeganistão. Tem de suspender as ameaças à Índia de empreender ações militares em Caxemira. Senão? Esse é o problema. Parece que, segundo fugas de informação, que os Estados Unidos esperavam que o seu último amigo no Paquistão, o atual presidente Asif Ali Zardari, demitisse o líder do Exército, general Ashfaq Parvez Kayani. Em resposta, o general Kayani manobrou para o presidente Zardari ir ao Dubai para tratamento médico. O golpe potencial apoiado pelos EUA fracassou. E se os Estados Unidos tentarem retaliar cortando apoio financeiro, há sempre a China para ocupar o seu lugar.

No Oriente Médio, o que quer o presidente Obama, acima de tudo, é que nada de dramático aconteça entre Israel e os palestinos até, pelo menos, ele ser reeleito. Isto não satisfaz verdadeiramente as necessidades da Arábia Saudita ou do primeiro-ministro Netanyahu em Israel. Por isso, ambos atuam de forma a pôr mais lenha na fogueira, do ponto de vista dos EUA. E os Estados Unidos foram relegados à posição de lhes fazerem pedidos, não de dar ordens ou de controlá-los.

Há também o Irã, supostamente a principal preocupação imediata dos Estados Unidos (como são a Arábia Saudita e Israel). Os Estados Unidos têm usado os seus drones mais supersecretos para espiar o país. Nada de surpreendente nisto, exceto pelo fato de um desses drones de alguma forma ter aterrado no Irã. Disse “aterrou”, porque a questão chave é saber porque e como aterrou. A CIA, responsável por ele, tentou sugerir de forma pouco convincente que houve alguma falha mecânica. Os iranianos deram a entender que derrubaram a aeronave com uma ação cibernética. Os Estados Unidos dizem “impossível” – mas Debka, a voz na internet dos falcões israelitas, diz que é verdade. Eu sou dos que acham que é provável. Além disso, agora que os iranianos têm o drone, estão a trabalhar para decifrar todos os seus segredos tecnológicos. Quem sabe? Podem publicar esses segredos, para conhecimento do mundo inteiro. Nesse caso, quão secretos serão os supersecretos drones?

Ah, sim, a Alemanha. Como todos sabem, há uma “crise” na zona euro. E a chanceler Merkel tem trabalhado duramente para que os países da zona euro comprem uma “solução” que funcione para Berlim, tanto politicamente, no interior da Alemanha, quanto economicamente na Europa. Ela tem pressionado a favor de um novo tratado que imponha sanções automáticas aos países da zona euro que violem as suas disposições. Os Estados Unidos achavam que esta era a abordagem errada. A posição da Casa Branca era de que se tratava de uma ação de médio prazo que não resolvia a situação de curto prazo. Obama despachou o seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, para a Europa, para insistir nas suas sugestões alternativas. Não interessam os detalhes, nem quem é mais sábio. O importante a ressaltar é que Geithner foi totalmente ignorado e os alemães seguiram o seu caminho.

Finalmente, os países da América Latina e das Caraíbas reuniram-se na Venezuela para fundar uma nova organização, a CELAC – a sigla de Comunidade dos Estados da América Latina e das Caraíbas. Todos os países da América entraram, exceto dois que não foram convidados – os Estados Unidos e o Canadá. A CELAC tem o objetivo de substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA), que inclui os EUA e o Canadá, e suspendeu Cuba. Pode demorar algum tempo até que a OEA desapareça e só a CELAC permaneça. Mesmo assim, não é exatamente uma coisa que esteja a ser comemorada em Washington.
Immanuel Wallerstein  Fórum

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net

BBB: Belo Bacanal do Bial


Big Brother Brasil. Nenhum programa é tão criticado e tão assistido pela população brasileira. Com algumas das cotas de patrocínio mais caras do Brasil, vendidas com meses de antecedência, o BBB, franquia adquirida pela Globo da Endemol, tem o dom de transformar anônimos em celebridades da noite para o dia. Da casa que Pedro Bial define como “nave louca”, já saíram várias capas da Playboy, a apresentadora Sabrina Sato, que hoje está no Pânico da RedeTV e até um deputado que vem se destacando no Congresso Nacional por suas posições contra a homofobia, que é Jean Wyllys. Nesta quarta-feira, a Globo divulgou a lista dos nomes que participarão da 12ª edição do programa, que premiará o vencedor com R$ 1,5 milhão.

Nesta nova edição, que começa na próxima terça-feira, a Globo divulgou a participação de uma produtora de filmes pornôs, de um ex-Mister Brasil e de uma quase vencedora do concurso de bumbum mais bonito do Brasil. É a garantia de sexo ao vivo para a família brasileira.

A cada ano, o BBB amplia suas fronteiras e reflete um novo momento da sociedade brasileira. O programa já foi vencido pelo “estrategista”, pela “empregada doméstica”, pelo “homossexual” e até pela “garota de programa”. E como os limites da casa de tolerância mais espiada do Brasil são sempre estendidos. Bem-vindos ao que um de nossos colunistas, Marcos Lucena, definiu como o “Bacanal do Bial”.

Leia, abaixo, o artigo de Lucena:

Belo Bacanal do Bial
Marcos Lucena

Durante a programação da Rede Globo, já é possível assistir chamadas para a próxima edição do programa Big Brother Brasil. Um animado apresentador Pedro Bial nos convida a viajar nessa “nave louca”. Louca mesmo. Quem diria que um jornalista com uma respeitável biografia fosse “coroar” sua carreira vibrando com fofoquinhas do tipo “quem pegou quem debaixo do edredom” em rede nacional.

Na Roma antiga havia os rituais em homenagem ao Deus Baco, os chamados bacanais, festas luxuriosas que hoje emprestam seu nome para orgias ou outras atividades semelhantes.

O termo 'Big Brother' foi inspirado no livro '1984', escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudônimo de George Orwell, publicado em 1949, e se passava no "futuro" ano de 1984. Nele, havia um governante autoritário, o Big Brother, que comandava todo o ocidente e vigiava a todos por câmeras (chamadas teletelas). Com base no que via, manipulava a forma de pensar dos habitantes. É mais ou menos o que nos incutem na cabeça como a definição de Deus. Um velhinho invisível que fica no céu olhando todos os nossos passos, e com base no que vê, prescreve castigos ou recompensas, decidindo ao fim de nossas vidas se nos manda pro céu ou pro inferno. Vai entender essa diversão divina!

Em 1999, o holandês John de Moll, sócio da empresa Endemol, criou um Reality Show com pessoas comuns, onde estas conviveriam juntas numa casa e seriam vigiadas full-time. O nome do programa foi inspirado no livro de George Orwell.

Do livro 1984, que é de 1949, aos dias de hoje, sessenta e poucos anos depois, muita água já rolou, e as edições que se passam hoje do Reality Show em praticamente nada conservam a ideia original. O critério de seleção dos participantes hoje é ter corpo sarado e quociente intelectual baixo (já foi provada e comprovada a garantia de audiência dessa formula), associados à vontade de aparecer a qualquer custo, buscando um trampolim para o sucesso na TV ou nas revistas de nudismo. Lógico que pra não ficar tão flagrante a intenção de formar um bacanal, convidam-se duas ou três pessoas fora desses padrões.

A história tem seus ciclos. Temos um novo Deus Baco no século XXI. O Deus que olha tudo o que se passa pelas câmeras chama-se Pedro Bial. As festas em sua homenagem são feitas na “nave louca”. E acompanhadas em rede nacional. Inclusive por muitos puritanos que são totalmente avessos a orgias, pelo menos no discurso.

Em minha modesta opinião, o programa que estreia em breve nada tem a acrescentar aos espectadores. Quem optar por não assistir, se prepare para ser excluído(a) das rodas de conversa nos próximos três meses. Mas pensando bem, não conversar sobre isso até que é lucro! Sobra tempo para se pensar em algo útil!

Como sugestão, durante o horário do programa, leia um livro, seja ele qual for. O livro 1984, de George Orwell, é uma boa dica.

... E também o perfil dos participantes:

- Fernanda Girão, de 29 anos, empresária carioca. Conhecida por ser "rata de academia", ela é ex-namorada da cantora Nise Palhares, que participou do reality musical "Ídolos".

- Jakeline Leal Lucena, de 22 anos, que mora em Feira de Santana (BA) e estuda zootecnia. Fã de Guns N' Roses e Nando Reis, tem Jesus Cristo como inspiração.

- João Carvalho, de 46 anos, é representante comercial em Minas Gerais. Formado em direito, o flamenguista de braços tutuados e alargadores na orelha diz se interessar por "homens e mulheres".

- João Mauricio Dantas Leite, de 34 anos, ele é flamenguista, pecuarista e mora em Goiânia, mas nasceu no Rio de Janeiro.

- Jonas Sulzbach, de 25 anos, é modelo e Mister Brasil 2010. Torcedor do Grêmio, ele nasceu em Lajeado, no Rio Grande do Sul.

- Kelly Medeiros, de 28 anos, é assistente comercial e já foi dançarina do grupo Aviões do Forró. Nascida em Minas Gerais, ela é frequentadora assídua de academia.

- Laisa Portela, de 25 anos, é estudante de medicina no Rio Grande do Sul e foi uma das finalistas do concurso "Preferência Nacional", realizado pela revista "Playboy" para escolher o bumbum mais bonito do Brasil.

- Mayara Medeiros, de 23 anos, é produtora de vídeos pornôs alternativos. Ela, que mora em São Paulo, também revelou gostar de meninas.

- Netinho, 28 anos, advogado, de Minas Gerais.

- Rafa, 35 anos, projetista de iluminação, do Rio de Janeiro.

- Renata Dávila, de 21 anos, é estudante de psicologia em Minas Gerais e terminou seu namoro com o músico Filipe Soldati antes de entrar no reality show.

- Yuri Fernandes, de 26 anos, é professor de muay thay em Goiânia e personal da musa do Brasileirão Lucilene Caetano.
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Dique rompe em Campos e 4 mil pessoas serão retiradas de casa



O rompimento de um dique no bairro Três Vendas, em Campos, no Norte Fluminense, leva a Defesa Civil a retirar cerca de quatro mil pessoas que vivem na localidade. As informações são da rádio BandNews e foram confirmadas pelos bombeiros da cidade. Mil famílias foram afetadas. Atualmente, 590 pessoas estão desabrigadas no município.

Segundo a Defesa Civil, a água do Rio Muriaé deve tomar todas as ruas do bairro nesta quinta-feira. O dique fica na rodovia BR-356, que liga Campos a Itaperuna. O trânsito está interrompido na rodovia. O dique é o mesmo que rompeu em 2008 e inundou Três Vendas.

O secretário de Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, disse que, na época, foram feitas obras emergenciais na estrada, mas ela voltou a romper na mesmo local. Segundo ele, o rompimento de hoje só pode ser explicado pelas obras mal feitas em 2008.

Oliveira afirmou que até o Exército está ajudando na remoção das famílias. Ele pede que os moradores de Três Vendas subam até um morro próximo e aguardem a remoção. O secretário explicou ainda que as equipes de socorro que iriam deixar o Rio de Janeiro não chegariam a tempo de ajudar as famílias. 

No entanto, por determinação do governador Sérgio Cabral, duas aeronaves tripuladas por bombeiros foram enviadas, na manhã desta quinta-feira, para a região afetada pelo rompimento do dique. Os bombeiros vão verificar as necessidades do local para que providências possam ser tomadas pela Defesa Civil do Estado.

Henrique OIiveira disse que o município pode decretar situação de emergência a qualquer momento por causa das chuvas.

Nesta quarta-feira, seis municípios do Rio de Janeiro decretaram situação de emergência, após as enchentes provocadas pelas chuvas: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Miracema e Santo Antônio de Pádua. Todos ficam no Norte e Noroeste Fluminense.

O número de desabrigados e desalojados já chega a 20 mil. Somente em Santo Antônio de Pádua, mais de 12 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Em Itaperuna, o número de desalojados já passa de 5 mil. Em Laje do Muriaé, já são mais de 2.500 desalojados ou desabrigados
JB

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O jornalismo hipócrita da Rede Globo



No primeiro dia útil de 2012 a Rede Globo e a mídia brasileira noticiaram – de forma hipócrita – que o Irã, mais uma vez, desafiava o mundo ao fazer testes com mísseis de médio e longo alcance no Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte do petróleo consumido no Ocidente, fornecido por monarquias árabes corruptas e subservientes ao imperialismo e ao sionismo.

O “jornalismo” da Globo tenta induzir a opinião pública a apoiar qualquer tipo de ação criminosa por parte dos EUA ou da Otan contra o Irã, para favorecer a política belicista e imperialista dos EUA e racista de Israel.

A imprensa brasileira, na sua maioria, contrata agências de notícias norte-americanas para divulgar informações de países estrangeiros. Ora, as agências de notícias norte-americanas são financiadas pelo governo dos EUA justamente para mentir e enganar a opinião pública mundial. Portanto, a imprensa brasileira compra mentiras e divulga mentiras sendo, portanto, cúmplice de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade.

Os proprietários dos grandes meios de comunicação do Brasil deveriam ser levados às cortes internacionais por associação a crimes de lesa humanidade, por justificar – por exemplo – a guerra ao Iraque, Afeganistão, Líbia, e agora por apoiar guerras na Síria e Irã.

Notícias tendenciosas
Esse conglomerado de empresas que fabricam notícias tendenciosas, que se diz “imprensa livre”, não publica uma palavra sobre os crimes do governo norte-americano na Guerra da Coreia (onde os norte-americanos assassinaram 1 em cada 3 coreanos em 1950, dizimando 1/3 da população daquele país, onde seguem fazendo chantagens e ameaças atômicas, dividindo o país e fazendo da Coreia do Sul um depósito de armas e bombas atômicas). 

Nada sobre o assassinato pelos EUA e Otan de mais de 200 mil pessoas na Líbia. Essa pretensa mídia comercial não publica uma palavra sobre as bombas atômicas norte-americanas e suas 965 bases militares construídas para dominar o mundo. Nenhuma palavra sobre as armas químicas e biológicas atualmente desenvolvidas em laboratórios norte-americanos para serem usadas como armas de destruição em massa.

Os ataques diários da mídia ocidental à República Islâmica do Irã têm o único objetivo de incentivar e estimular uma nova guerra para favorecer os interesses mercantilistas de investidores norte-americanos e israelenses (judeus sionistas), detentores da maioria das ações das indústrias bélicas e petrolíferas na Bolsa de Valores de Nova York.

O roqueiro Raul Seixas tinha razão: “Mamãe não quero ler jornais: mentir sozinho eu sou capaz”.

O P.U.M. : O partido único da mídia


A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e "reengenharias" administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política. 

A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o "partido único" da mídia, sem oposição ou contestação. Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos. 

No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro "O fim da história e o último homem", ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado. 

Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público. Faz isso até hoje.

Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito. 

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico.

Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona.

No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas. Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como "fait-divers", destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama. 

Fazendo jus ao seu papel de "partido único", os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood. Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio. 

Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório.

Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável. 

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências "pelo alto" será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las. 

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.
Laurindo Lalo Leal Filho  Carta Maior

Cientistas descobrem rocha de origem extraterrestre




Pesquisadores da Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, descobriram um tipo de rocha que nunca havia sido registrada antes. De acordo com os cientistas, o material é um tipo de cristal cujas principais características são encontradas em meteoritos.

Segundo a análise, na maior parte das vezes o material que constitui a rocha, denominado de quasicristal, que se diferencia do cristal na forma com que seus átomos estão combinados, é um material artificial criado pelo homem.

Um grupo da Universidade dos Estudos de Florença, na Itália, concluiu que a rocha estava em um meteorito originado nos primórdios do Sistema Solar, 4,5 bilhões de anos atrás. O estudo foi publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)".
O Dia

Jornal Nacional mostra a mentira e a covardia de Cabral


Assistam abaixo, a reportagem que foi ao ar no Jornal Nacional desta terça-feira que mostra o descaso, a covardia, a total falta de respeito de Cabral com as pessoas que ficaram desabrigadas na tragédia da Região Serrana do ano passado. Na época Pezão anunciou que em um mês começaria a construção de casas para os desabrigados. Doze meses se passaram e a promessa agora é a mesma, de que a construção começa no próximo mês. E vão querer usar o drama das famílias para fazer as obras sem licitação, alegando emergência. O pior é que a mentira nem foi bem combinada. Cabral conta uma, o secretário de Obras, braço-direito de Pezão, o Braguinha inventa outra. É vergonhoso! 


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UTyoKVYTKQE#!

blog do Garotinho

Estado do RJ tem mais de 3 mil desalojados em razão das chuvas

Segundo Defesa Civil, há 707 desabrigados. Cidades fluminenses registraram 367 deslizamentos


Balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (3) revela que o Estado tem 3.108 desalojados e 700 desabrigados em razão das chuvas que atingem o território fluminense desde o último fim de semana.

Ao todo, foram registrados 367 deslizamentos, três desabamentos, 41 inundações, 21 enxurradas e 84 residências destruídas.

A situação mais preocupante é na cidade de Laje do Muriaé, no Noroeste Fluminense, que tem 2 mil desalojados e 200 desabrigados. O rio Muriaé está a 2,60 metros acima do seu nível normal. Cerca de mil casas foram inundadas.

Segundo o relatório da Defesa Civil, duas pessoas teriam morrido na cidade em razão das chuvas mas o Corpo de Bombeiros da cidade nega a informação. De acordo com o órgão, um homem morreu porque sofreu uma queda de uma escada em sua casa e uma mulher que já estava internada faleceu em um hospital.

A cidade de Miguel Pereira, na região Centro Sul, decretou estado de emergência após ter registrado o desabamento de 12 casas desde a última segunda-feira (3) em razão das fortes chuvas que atingem o município. Ao todo, 50 pessoas estão desalojadas e outras 28 desabrigadas na localidade, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Uma pessoa morreu na cidade após passar mal com a enxurrada.

O rio do Saco transbordou e inundou várias ruas, que estão com 1,5 metro de altura de água. Além das residências que desabaram, outras 28 casas estão interditadas.

Em Itaperuna, no Noroeste do Estado, 800 pessoas estão desalojadas e 128 desabrigadas.

Cambuci, também no Noroeste, enfrenta problemas. O rio Pomba atingiu o nível de 4,67 metros e inundou várias casas dos distritos de Treicheiras e Funil. Pelo menos 20 pessoas estão fora de suas casas.

Em Cordeiro, na região serrana, houve seis deslizamentos e duas inundações. Vinte duas casas foram destruídas e 10 pessoas estão desalojadas. No vizinho município de Cantagalo, houve 58 deslizamentos. Há oito desalojados, em Santa Maria Madalena, na mesma região, há 56 pessoas fora de suas casas.

A cidade de Petrópolis, também na região serrana, registrou 228 deslizamentos e tem oito desalojados. O vizinho município de Teresópolis teve 20 deslizamentos e 14 residências foram destruídas.

De acordo com a Defesa Civil estadual, outros 11 municípios também registraram inundações, deslizamentos e possuem desabrigados ou desalojados. São eles Italva e Porciúncula, no Noroeste, Bom Jardim e Trajano de Moraes, na região serrana, Três Rios e Paty do Alferes, na região Centro Sul, Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Valença, na região do Médio Paraíba, e São Gonçalo, na região metropolitana.

Segundo o órgão, as cidades de Macaé e Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, Nova Friburgo, na região serrana, e Natividade, no Noroeste, estão em estado de alerta por causa das chuvas.

Queda de barreiras
Em razão das chuvas, foram registradas diversas quedas de barreiras em rodovias estaduais provocando interdição das pistas. Entre elas, a RJ-130, que liga Nova Friburgo a Teresópolis, a RJ-142 que fica entre as localidades de Mury e Lumiar, em Nova Friburgo, a RJ-148, em Sumidouro, na região serrana, além das estradas RJ-146, RJ-172 e RJ-174, em Santa Maria Madalena (região Centro-Fluminense).

Outras rodovias, como a RJ-196, em Campos dos Goytacazes, e RJ-158 (Cambuci) estão com problemas em razão do transbordamento de rios.
iG

China anuncia que irá enviar um astronauta à Lua



A China continua a avançar em seus esforços para se tornar em uma das nações mais famosas do mundo na exploração espacial.

O governo chinês anunciou oficialmente a sua intenção de enviar uma nave tripulada à Lua. De acordo com o anúncio, uma missão lunar tripulada seria apenas uma etapa no meio de três para o plano de desenvolvimento de pesquisas no espaço profundo. As outras duas etapas envolvem satélites que serão colocados em órbita na Terra e na Lua.

As autoridades chinesas ainda não anunciaram um cronograma rígido para colocar um astronauta em nosso satélite natural, mas o jornal The Guardian relatou que essa missão poderia acontecer apenas no ano de 2025. E, embora a perspectiva de enviar um ser humano para explorar o cosmos seja bastante emocionante e nos cause empolgação, existem especulações sobre o que ocorrerá com o futuro das pesquisas americanas, lideradas pela NASA.

O ex-administrador da NASA, Michael Griffin, declarou várias vezes sobre a falta de zelo do governo americano em relação às pessoas da China. Discursando ao Senado em 2007, Griffin disse que temia que a China poderia deixar os EUA para trás, ultrapassando o país nas novas tecnologias espaciais.

Em declaração, Griffin comentou: “Na minha opinião, a China entende o que é preciso para tornar-se uma grande potência...Eles são um concorrente muito preocupado sobre o futuro da nação, e possuem tudo para ser o novo líder mundial. Quando os chineses chegarem à Lua, certamente as outras nações irão ver a China com olhos de líder”.

“Assumindo que os chineses são sérios e focados, e que a história recente de ir à Lua é verdadeira, acredito que o impacto provocado quando isso ocorrer poderia ser uma espécie de ‘game-over’”, declarou Pounds Ken, um dos principais pesquisadores na Leicester University do Reino Unido.

Outros especialistas duvidam que os EUA perderiam prestígio. Alguns comentam que isso seria algo motivador, estimulando os americanos a correrem atrás do “prejuízo”.


Jornal da Ciência

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Irã ameaça agir se porta-aviões dos EUA voltar ao Golfo Pérsico

Governo iranino volta atrás na ameaça de fechar estreito de Ormuz enquanto França defende novas sanções

O chefe do Exército iraniano advertiu nesta terça-feira que o país vai agir se um porta-aviões dos Estados Unidos retornar ao Golfo Pérsico. O porta-aviões deixou a região por causa de manobras navais iranianas, encerradas na segunda-feira após dez dias.

“O Irã não vai repetir sua advertência. Recomendo e enfatizo que o porta-aviões americano não retorne ao Golfo Pérsico”, disse o comandante Ataollah Salehi, segundo a agência oficial Irna. Salehi não citou o nome do porta-aviões nem deu detalhes sobre o tipo de medidas que o Irã poderia adotar se ele retornar à região.

As manobras navais foram a mais recente demonstração de força do governo iraniano em meio à crescente pressão internacional contra o país por causa de seu programa nuclear. Durante os exercícios militares, o Irã anunciou ter testado com sucesso um míssil de cruzeiro terra-mar de longo alcance. O míssil Ghader teria um alcance de 200 km, suficiente para atingir alvos no Golfo.

A Rússia reagiu à notícia com ceticismo. "O Irã não possui a tecnologia para criar mísseis balísticos de médio ou longo alcance intercontinentais", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, Vadim Koval, à agência de notícias Interfax. “E não os terá durante muito tempo”.

Na segunda-feira, o governo iraniano voltou atrás na ameaça de interromper o tráfego no estreito de Ormuz, que havia sido feita na última semana. Um alto oficial da Marinha, almirante Mahmoud Mousavi, afirmou que o país não pretende fechar a importante rota marítima do petróleo que vai do Golfo Pérsico para os países ocidentais.

A ameaça à rota marítima foi feita após o anúncio de novas sanções dos Estados Unidos ao sistema financeiro do Irã na última semana. O governo disse que impediria a passagem de navios petroleiros pelo estreito caso os países ocidentais impusesse sanções à exportação do petróleo iraniano.

França defende sanções
Nesta terça-feira, o chanceler francês, Alain Juppé, afirmou que a França está convencida de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares e deve enfrentar novas sanções da União Europeia. Teerã insiste que seu programa nuclear atende somente a propósitos pacíficos e que precisa de tecnologia nuclear para suprir sua demanda interna de eletricidade.

“O Irã está buscando desenvolver armas nucleares, não tenho dúvidas quanto a isso”, afirmou Juppé em entrevista ao canal I-Tele. “O último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica é explícito quanto a isso”, acrescentou, em referência a um documento divulgado no ano passado.

Juppé disse esperar que a União Europeia tome uma atitude similar aos Estados Unidos e aprove novas sanções contra o Irã até o fim do mês. Segundo ele, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já propôs congelar os bens do Banco Central iraniano e determinar um embargo nas exportações de petróleo.

Também nesta terça-feira, o Irã pediu à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que apresentasse uma proposta de data e lugar para o reinício das negociações nucleares entre Teerã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França, China e Alemanha), interrompidas a um ano.

“Quando a data e o local forem anunciados, a equipe de negociadores apresentará seu ponto de vista e teremos um acordo final entre as duas partes”, afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iranianos, Ramin Mehmanparast.

O porta-voz de Ashton, Michael Mann, respondeu dizendo que antes de qualquer coisa o Irã deve responder a uma carta enviada pela UE em outubro. “A bola está no campo iraniano”, afirmou.

iG

Onde foi parar a verba da reconstrução da Região Serrana?


É bom frisar que essa investigação do Tribunal de Contas do Estado diz respeito apenas à verba emergencial liberada logo após a tragédia da Região Serrana. Era dinheiro destinado ao socorro das vítimas e apoio aos desabrigados. Sim, porque além desses R$ 10,9 milhões que desapareceram sem explicação na secretaria de Pezão, há muito mais, da verba liberada sem licitação para a Delta e outras empreiteiras que foram doadoras da campanha de Cabral. E por falar nisso quando vai começar a ser construída a primeira casa para os desabrigados do ano passado? É incrível, mas até agora nenhum projeto foi colocado em execução. Nem se fala mais em prazo para a entrega das casas. 
Garotinho

2011: o avanço da onda grevista

O Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) ainda não concluiu seu balanço sobre o número de greves em 2011, mas tudo indica que o movimento paredista continuou em ascensão no ano passado. Categorias de peso, tanto no setor público como no privado, cruzaram os braços em longas paralisações – como bancários, funcionários dos Correios, trabalhadores da construção civil, metalúrgicos de vários estados, professores, servidores do judiciário, entre outras.

Greves prolongadas e fortes
O ano passado confirmou a recente retomada da onda grevista no Brasil, o que dá maior poder de barganha ao sindicalismo para negociar os frutos do crescimento da economia. A redução do número de desempregados e de trabalhadores informais – somada ao clima de maior democracia existente no país – deu maior confiança para os trabalhadores reivindicarem seus direitos. A maior parte das categorias, mesmo sem expressivas mobilizações, conseguiu aumento real de salário.

Estas tendências de fortalecimento da ação sindical já tinham se manifestado em 2010 – ano em que a economia cresceu 7,5%, um recorde na fase recente. Segundo o Dieese, naquele ano as greves ficaram 57% mais longas do que em 2009. Elas somaram 44.870 horas paradas (quase 5.609 dias). O número de paralisações até recuou – de 518 em 2009 para 446 em 2010 -, mas sua musculatura aumentou. De greves localizadas, parciais, elas adquiriram uma abrangência maior, em categorias estratégicas.

Causas da maior mobilização
Para o professor José Dari Krein, do Centro de Estudos Sindicais da Unicamp (Cesit), a duração das paralisações cresceu em 2011 devido ao desemprego menor, “o que dá mais segurança para o trabalhador se arriscar em greves”, e também devido aos temores diante da crise mundial, o que deixa o patronato menos inclinado a conceder ganhos reais de salário. Em condições mais favoráveis para lutar, os assalariados cruzaram os braços para exigir os seus direitos e não se intimidaram diante do terrorismo patronal.

Algumas greves foram emblemáticas desse período mais favorável. A dos trabalhadores dos Correios durou 28 dias – a mais longa desde 1994. Já os bancários paralisaram suas atividades por 21 dias, na maior greve desde 2004. No setor privado, a mais longa paralisação foi a dos metalúrgicos da Volkswagen do Paraná (37 dias). No caso dos professores de Minas Gerais, a truculência do governo tucano de Antonio Anastasia forçou uma greve de quase três meses – a mais prolongada e heróica do ano passado.

Retrocessos no governo Dilma
As greves de 2011 também indicaram uma mudança de postura do governo federal. Esgrimindo o fantasma da crise mundial para justificar maior aperto fiscal, a presidenta Dilma orientou sua equipe a endurecer no trato com o sindicalismo. Esta regressão ficou patente na paralisação dos Correios. O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, negou o seu próprio passado de sindicalista e rotulou a greve de “férias”. A empresa chegou a antecipar o pagamento da folha para efetuar o desconto dos dias parados.

“Em oito anos de governo Lula negociei seis greves, uma delas de 21 dias. Negociamos com o próprio Lula e não houve desconto dos dias parados. Houve compensação”, criticou o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores nos Correios, José Rivaldo da Silva. Para ele, o desconto dos dias parados e o discurso reacionário da gerência da empresa, falando em “reeducação” dos sindicalistas, sinaliza que a presidenta Dilma tem menos sensibilidade para as demandas trabalhistas.

Terrorismo da mídia patronal
Esta mudança de postura foi aplaudida pela mídia patronal. “A presidente Dilma Rousseff endureceu a política de greve e irritou o mundo sindical. A necessidade de ajuste fiscal e o receio de uma escalada inflacionária levaram o Executivo a atacar o ‘bolso dos grevistas’ com corte de ponto – prática raramente vista na gestão Lula”, elogiou a Folha tucana.

Como já é tradição, a mídia patronal criminalizou todas as greves do ano passado. O jornal Valor, que nestas horas não esconde o seu caráter de classe, chegou a publicar editorial exigindo maior rigor contra as paralisações no setor público e a regulamentação “urgente” de uma nova lei anti-greve. O jornal das famiglias Marinho e Frias não poupou nem a presidenta Dilma: 

Direito de greve na berlinda
“Em 2007, diante da inexistência de legislação específica, o Supremo Tribunal Federal (STF) estendeu ao funcionalismo as regras da Lei de Greve (7.783/89), que rege os trabalhadores do setor privado. Em tese, portanto, o governo já poderia cortar o ponto de funcionários em greve. Lula não o fez e a presidente Dilma Rousseff também tem evitado recorrer a esse dispositivo legal”.

O Estadão também publicou editorial raivoso, intitulado “Greves sem regras”, para atacar a própria luta dos trabalhadores. “Não tem sentido sobrepor o direito de greve, essencial à democracia, a outros direitos igualmente relevantes ou, em muitos casos, de importância maior para a maioria das pessoas”. Para a famiglia Mesquita só a tal liberdade de imprensa é um direito absoluto!
Altamiro Borges

E lá vem mais BBB...putz,que merda!!!


PQP

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

E se o mundo não acabar?

 Conheça várias ‘previsões’ que já surgiram, mas que jamais se concretizaram. A mais recente sugere que, segundo a antiga Civilização Maia, a Terra chegaria ao fim em 2012


Se você é uma das pessoas que se assustam com a onda de boatos de que o mundo acabará em 2012, devido a uma suposta ‘previsão catastrófica’ da antiga Civilização Maia, relaxe. Há pelo menos 9 outros bons motivos para não se preocupar, como mostra lista feita pela revista americana ‘Time’ de ‘fins do mundo’ que nunca ocorreram.
Além da ‘profecia’ para este ano, a publicação escolheu as principais previsões apocalípticas de todos os tempos. O suposto ‘fim dos tempos’ em 2012 teve origem numa interpretação de um calendário da antiga civilização meso-americana Maia. O último dia do documento é 21 de dezembro.
Segundo a ‘Time’, a mais famosa falsa profecia foi a de William Miller, em 1840, nos EUA. Ele convenceu 100 mil pessoas de que Jesus voltaria. A multidão vendeu bens e aguardou o apocalipse. “O fim do mundo não chegou e Miller mudou a data. Os seguidores fundaram o movimento adventista”, diz a publicação.
Bem antes, em 1535, previsão que também indicava a volta apocalíptica de Jesus angariou seguidores em Munster, Alemanha. Em Londres, no ano de 1666, houve o temor de que grande incêndio na cidade acabaria com o mundo inteiro, por causa da crença popular de que ‘666’ é ‘o número da besta’. Dez mil pessoas morreram.
Já no Texas (EUA), no fim do século XIX, integrantes de grupo que depois daria origem às Testemunhas de Jeová acreditavam que a Terra acabaria em 1914. Em 1963, o pastor pentencostal americano William Branham assustou dizendo ter visões de que o mundo iria chegar ao fim em 1977. Também a partir da década de 70, a escritora Hal Lindsey previu várias vezes a extinção da Terra.
Um outro episódio no Texas, em 1993, acabou em sangue: David Koresh convenceu seguidores de que ele era o Filho de Deus e armou fiéis, mas acabou morto num tiroteio com o FBI. Mais recentemente, houve o medo do ‘Bug do milênio’, que pararia todos os computadores da Terra na virada do ano 2000. “O máximo foram faltas de energia”, lembra a ‘Time’. Ano passado, o apresentador Harold Camping anunciou duas datas do fim dos tempos. E acabou virando motivo de piadas.

Oportunidade de um novo começo
Segundo os próprios descendentes dos maias, o fato de calendário desta antiga civilização terminar no dia 21 de dezembro de 2012 não é motivo de desespero. Em dezembro, no México, aconteceram várias cerimônias em sítios arqueológicos maias justamente para comemorar: segundo a crença real, o fim do calendário é na verdade uma oportunidade para um novo começo.
Arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História, Luis Leiva explicou à agência Efe que, para os indígenas de Quintana Roo, o fim do calendário não acaba com o mundo: “Para os maias o tempo é cíclico, em espiral, não como o nosso, que é linear”.
Em cerimônia no sítio arqueológico El Rey, em Cancún, vários chefes e sacerdotes maias pediram a proteção de seus deuses para o ano de 2012. Em Chiapas e Iucatã, também houve vários festejos.
O Dia

Niterói-Manilha registra mais de 30 km de retenção na volta do réveillon


Rodovia tem 10 km de congestionamento e mais de 20 km de lentidão.
Chuva na região contribui para trânsito lento na noite deste domingo (1º).


Os motoristas enfrentam mais de 10 km de congestionamento e mais de 20 km de lentidão na Niterói-Manilha (BR-101) na noite deste domingo (1º), no sentido Niterói, na volta do réveillon. De acordo com a Autopista Fluminense, concessionária que administra a via, o tráfego está congestionado desde a saída da Via Lagos até Tanguá, do km 261 ao km 272. Além disso, há retenção desde o km 272 até o km 293, em Itaboraí, devido ao excesso de veículos.
A chuva que cai na região também colabora para a lentidão, já que os motoristas reduzem a velocidade no trecho.
No km 272, na região de Tanguá, o tráfego da pista sentido Niterói é desviado para a faixa da esquerda da pista sentido Espírito Santo, devido a obras de reparo na ponte. Já na pista sentido Espírito Santo, o tráfego segue sem retenção.
Já na Ponte Rio-Niterói, os motoristas que deixaram para voltar do réveillon na noite deste domingo encontram tráfego intenso, mas sem retenções, no sentido Rio. No sentido Niterói, o trânsito é bom, de acordo com a CCR Ponte, concessionária que administra a via.
Queda de barreira interdita trecho da BR-040
A queda de uma barreira, ocorrida por volta das 20h deste domingo (1º), interdita uma das saídas da Rio-Juiz de Fora (BR-040) em Três Rios, no Centro-Sul Fluminense. De acordo com a Concer, concessionária que administra a via, o deslizamento fechou a alça do retorno do km 22, impedindo o acesso ao município de Sapucaia pela BR-393.
Equipes da concessionária foram mobilizadas para desobstruir o trecho, mas as pistas principais da Rio-Juiz de Fora na região continuam operando com normalidade, segundo a Concer.
O motorista que precisa acessar a BR-393 tem como opção a saída do km 21. Uma opção de retorno para quem segue em direção a Juiz de Fora é seguir até o km 25.

G1

Volta da Região dos Lagos para o Rio após réveillon tem 8 km de lentidão

Tempo chuvoso contribui para retenção que vai desde acesso a BR-101.
Motoristas também devem ter atenção na RJ-116 devido à chuva na serra


Os motoristas que deixam a Região dos Lagos em direção ao Rio de Janeiro após o réveillon  enfrentam oito quilômetros de lentidão na RJ-124 (Via Lagos) na noite deste domingo (1º). A concessionária que administra a rodovia informou, por volta das 20h, que a retenção vai desde o acesso a BR-101, do km 1 ao km 8, e o tempo chuvoso contribui para a lentidão no trecho.
Na RJ-116, na Região Serrana do Rio, o tráfego é normal, sem retenções, mas os motoristas devem ter atenção redobrada devido à chuva moderada e contínua que cai ao longo de toda a extensão da rodovia, de acordo com a concessionária Rota 116.
G1

domingo, 1 de janeiro de 2012

Chuva deixa Nova Friburgo em alerta máximo



O município de Nova Friburgo, na Região Serrana, entrou em alerta máximo quanto ao risco de transbordamento do Córrego Dantas, na região de Vendas das Pedras. A informação é do Centro Estadual de Administração de Desastres, órgão ligado a Defesa Civil do Estado.
Por volta das 15h30 as sirenes do sistema de alerta e alarme em Corrego Dantas foi acionada. A Defesa Civil começou a retirar as pessoas da localidade para pontos de apoio.
Segundo o Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as estações de Olaria, Nova Friburgo e Vendas das Pedras todas apresentam acumulado de 10mm chuva na última hora.

Na Região Serrana chove desde a noite deste sábado. Os municípios de Petrópolis e Teresópolis se encontram em estado de atenção. Na BR-040, no km 78 da Serra de Petrópolis, na Fazenda Inglesa, foi registrada a queda de uma pedra, que deixou a rodovia em meia-pista no início da tarde.
Os municípios de Macaé, no Norte Fluminense, assim como Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, também estão em estado de atenção.
O Dia

Córrego transborda e moradores são recebidos em pontos de apoio da Defesa Civil


A chuva que começou a cair na noite de 31 de dezembro e se intensificou na manhã deste domingo (1°) deixou a cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, em estado de alerta máximo. A informação foi dada pelo sub-coordenador de Defesa Civil Róbson Teixeira.

- O problema foi que um pequeno trecho do córrego Dantas transbordou pela manhã. Por sorte, na parte da tarde a chuva diminuiu e o córrego começou a voltar ao leito.

Apesar do transbordamento, a água do rio não chegou a invadir as casas da região de Venda das Pedras, conforme explicou Teixeira. Os moradores de áreas de risco que se sentiram ameaçados estão sendo recebidos em pontos de apoio da Defesa Civil espalhados pela cidade.

- Não há ninguém ilhado, mas algumas pessoas estão inseguras com o mau tempo. Temos 95 pontos de apoio abertos para receber a população.

No início do ano passado um temporal que atingiu a região serrana deixou sete cidades, estre elas Nova Friburgo, devastadas e com cerca de mil mortos.

Teresópolis
O município de Teresópolis, também na região serrana, entrou em estado de atenção, de acordo com da Defesa Civil. O grande volume de chuva derrubou árvores na cidade, sendo que uma delas destruiu parcialmente uma casa. Ninguém ficou ferido.

A região do Parque do Imbuí ficou sem energia depois que galhos atingiram a fiação. Moradores de áreas de riscos são aconselhados a procurarem casas de amigos e parentes em locais mais seguros.
R7

Governo do estado publica regras do bônus de 'difícil provimento'


Governo do estado publica regras de gratificação para professores.


O governo do estado publicou ontem uma portaria com as regras do adicional mensal de ‘difícil provimento’, no valor de R$ 300, para os 5 mil professores da rede estadual de ensino que atuam nas unidades situadas em regiões com carência de transporte. O pagamento do bônus será efetuado no contracheque de janeiro, com depósito na conta no mês de fevereiro. 

Ao todo, 238 escolas estão dentro da categoria de ‘difícil provimento’. Do total, 141 unidades também contarão com o bônus por ‘difícil acesso’, no valor de R$ 110. Somente os profissionais que atuam nessas escolas poderão acumular as duas bonificações, recebendo, ao todo, R$ 410.

O adicional de ‘difícil provimento’ será concedido aos servidores efetivos da Secretaria Estadual de Educação lotados em unidades que têm dificuldade para alocação de professores por meio de concurso, ampliação de jornada por lotação prioritária (GLP), contratação temporária, relotação, remanejamento ou remoção de efetivos.

A gratificação tem caráter temporário e perdurará enquanto o professor estiver vinculado à escola considerada de ‘difícil provimento’. O valor referente à gratificação não será incorporado aos vencimentos. A gratificação não conta para cálculo do adicional de tempo de serviço, não incide na contribuição previdenciária, tampouco no cálculo para aposentadoria.

Duas matrículas
O professor que detiver, em regime de acumulação, dois cargos de magistério efetivo no quadro da Secretaria de Educação terá direito à gratificação, em função da atividade exercida em cada uma de suas matrículas nas unidades de ‘difícil provimento’. 

Lista das escolas
Para saber quais são as 238 unidades escolares ligadas à rede estadual de educação classificadas como de ‘difícil provimento’, o professor pode consultar a lista completa neste link.

Perfil da instituição
São classificadas como de ‘difícil acesso’ escolas em áreas onde não existem linhas regulares de transportes coletivos ou onde o sistema funcione em horário precário, o que leva o professor a cumprir ao menos mais duas horas além da jornada.

Hospedagem
O professor que precisar se hospedar na região onde fica a escola em virtude da precariedade dos transportes para sua locomoção terá direito ao bônus. Quem precisar percorrer a pé um trecho superior a dois quilômetros também ganhará o adicional.
O Dia