segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Chuva danifica 29 museus em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo

A chuva que castiga a região Sudeste ameaça pelo menos 29 museus. 
Goteiras e infiltrações são os problemas mais comuns. Mas desabamentos de muros e deslizamentos de encostas também põem em risco acervos e imóveis --alguns construídos há mais de dois séculos. É o que mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
Em Minas, até o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, está ameaçado por estar em área de risco de deslizamento. O edifício do século 18 abriga obras de Manuel da Costa Ataíde e Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Outros prédios mineiros também correm perigo, como os dos Museus Regional de Caeté, também do século 18, e do Diamante, em Diamantina. Nos dois casos, muros já desabaram e há infiltrações no telhado e no piso.

Infiltrações também foram encontradas nos Museus do Ouro, em Sabará, Casa dos Ottoni, no Serro, e Arquidiocesano de Mariana. Em Belo Horizonte, a chuva causou danos ao Museu de Arte da Pampulha, parte do conjunto arquitetônico elaborado por Oscar Niemeyer, e ao Museu de Artes e Ofícios.
No Rio, temporais ameaçam prédios históricos, como o Museu Imperial, onde dom Pedro 2º passava o verão, e o Palácio Rio Negro, que funcionou como residência de verão dos presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Ambos são em Petrópolis e têm problemas com infiltrações, assim como os Museus de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio, Casa da Hera, em Vassouras, e da República e Villa-Lobos, na capital fluminense.

UOL

domingo, 15 de janeiro de 2012

China e Índia querem construir o maior telescópio do mundo

Equipamento vai permitir 'enxergar' objetos a 13 bilhões de anos-luz.

China e Índia assinaram uma acordo para construir o maior telescópio do mundo no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí, arquipélago norte-americana no Oceano Pacífico. O projeto deve estar concluído em 2018. Chamado de Thirty Meter Telescope, o equipamento irá ajudar os astrônomos em pesquisas sobre a origem do Universo.
É a primeira vez que ambas as nações asiáticas participam de um projeto para construção de um instrumento óptico tão grande e que deverá explorar as fronteiras da astronomia. Quando pronto, o telescópio vai permitir aos cientistas investigar objetos a 13 bilhões de anos-luz de distância -- 1 ano-luz equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.
Telescópio será instalado no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí.
G1

PM e Bombeiros articulam greve que pode ter apoio da Polícia Civil

É O BOMBEIRO e a POLÍCIA NO LOCAL! Hoje, dia 13/01/2012, tivemos o primeiro encontro com os representantes da PMERJ e, obviamente, declaramos apoio aos militares, que estão dispostos a lutar pela DIGNIDADE!! O momento é nobre e, desde já, pedimos a TODOS os bombeiros militares do estado do Rio de Janeiro, que divulguem para os policiais da capital e dos seus respectivos municípios, o Movimento da PMERJ; a reunião dos policiais marcada para o dia 18/01/2012, às 19h, no SINDSPREV; e a greve agendada para o dia 10/02/2012, caso o (des)governador cabral não atenda as reivindicações. Vale ressaltar, que estamos com uma agenda junto aos representantes do Movimento da PMERJ e da Polícia civil no intuito de alinhar o discurso, as reivindicações e, JUNTOS, demostrarmos toda nossa Indignação e Insatisfação com o PIOR SALÁRIO DO BRASIL!



Só mais um detalhe: A questão é salarial!! Não é política!!



“Está claro para os líderes da greve que o governador Sérgio Cabral não é nosso inimigo. Nós estamos defendendo a nossa categoria, e não enfrentando o governo. Tanto é que, se nossos pedidos forem atendidos, não vai haver greve”  
 (cb Gurgel- PMERJ)



Depois dos PMs, policiais civis do Rio sinalizam greve
O governo do estado terá que fazer malabarismo para contornar os ânimos de policiais civis e militares e evitar uma possível greve de ambos no primeiro semestre. Enquanto a PM dá claros sinais de que vai parar em fevereiro, a insatisfação é grande na Polícia Civil. No dia 17 de janeiro, os civis realizarão uma assembléia geral e tudo aponta para uma greve.

Ensino superior, salário inferior
O sucesso inicial do movimento grevista da PM acabou, indiretamente, alfinetando a Civil. Isso porque o reajusta que os militares receberam, válido apenas para quem for promovido, deixa um soldado com a remuneração média de R$ 2.237. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro, a média da corporação é de R$ 2.200. Para piorar, um dos pré-requisitos para o cargo é o ensino superior completo enquanto os PMs precisam apenas do segundo grau.

Piada: “Agora tudo faz sentido!”

cientecno

sábado, 14 de janeiro de 2012

A Privataria de Cabral e do PMDB – RJ



Esta semana com a correria doida por conta da enchente em Campos, visita de ministros e tudo mais - vocês acompanharam pelo blog -deixei alguns assuntos pendentes que vou abordar durante o fim-de-semana, como a última de Paulo Melo e da construtora Oriente. Mas na segunda-feira, Cesar Maia, no seu ex-blog revelou que tomou conhecimento de um livro que está sendo preparado aqui no Rio de Janeiro nos moldes de “A privataria tucana” que abordou as privatizações do governo FHC. Por isso reproduzo abaixo, o que foi divulgado por Cesar Maia. Pelos capítulos do livro é sucesso garantido nas livrarias do Rio de Janeiro. 


A PRIVATARIA PEEMEDEBISTA NO RIO! 

1. Este Ex-Blog teve acesso a um livro que a oposição prepara no Rio. Um livro que -por enquanto- tem o nome de "A Privataria Peemedebista". Seus capítulos estão quase basicamente listados e os textos em andamento. São tão óbvios que bastaria um olhar atento aos fatos para listá-los. 

2. Sem preocupação pela ordem a ser seguida no "A Privataria Pemedebista", seguem alguns títulos provisórios informados a este Ex-Blog. 

2.1) O aluguel de mão de obra como forma de desvio de dinheiro público. 
2.2) As dispensas de licitações como caminho de favorecer os fornecedores e empreiteiros amigos. 
2.3) O uso de ONGs como forma de se apropriar de recursos públicos. 
2.4) A privatização da Saúde Pública através do uso concentrado de OSs improvisadas para este fim. 
2.5) A privatização da Educação Pública, via ONGs, Institutos e Fundações. 
2.6) A terceirização das próprias licitações de grandes obras públicas. 
2.7) Uma concessão de transporte público de 30 bilhões de reais, simplesmente doada. 
2.8) A mudança dos termos de concessão de serviços públicos de transportes sem nova licitação. 
2.9) A mudança de concessões de serviços públicos, com troca de objeto, por objeto diverso, sem licitação. 
2.10) O uso das prorrogações sem justificativa legal, para fraudar licitações. 
2.11) A quebra de direitos dos servidores públicos e sua desmotivação para induzir a abandono e ampliar as privatizações. 
2.12) O abuso e desvios com fundos de pensão de servidores. 
2.13) O aluguel de equipamentos como forma de desvio de recursos e transferência a empresas de serviços amigas. 
2.14) O uso da publicidade como forma de antecipar gastos de campanha em publicidade, pesquisa e TV. 
2.15) O uso da publicidade fora da mídia técnica para gerar simpatias em setores da mídia. 
2.16) O uso do BDI para inflar o custo de obras públicas e obter vantagens. 
2.17) O uso do gasto público como forma de parceria oculta com o setor privado em eventos. 
2.18) Como a legislação promove a especulação imobiliária. 
2.19) O uso da mentira continuada como publicidade. 
2.20) O uso de promessas inviáveis em governo, como forma de publicidade. 
2.21) A cooptação de políticos, partidos e apoio legislativo em troca de cargos e favores. 
2.22) O desvio de finalidade na aplicação dos recursos do FGTS diversa da decisão do Conselho do FGTS. 
2.23) O planejamento do uso futuro da emergência, como forma de inflar obras em grandes eventos. 
2.24) A repressão como intimidação dos pobres e assalariados e a porta para a extorsão. 
2.25) A desmontagem dos sistemas de controle interno, para dar "liberdade" aos itens anteriores. 

Como dá para perceber é nitroglicerina pura. 
blog do Garotinho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Câmara de Vereadores de Cabo Frio divulga ranking de projetos de 2011


O vereador que mais propôs projetos de lei em Cabo Frio, no ano passado, foi Doutor Taylor (PRB), com 34 matéria. O segundo foi Rui Machado (PSDB), com 25. Seguido por Fernando do Comilão (PSDB), com 14.

O último colocado foi Marcello Corrêa (PP), que só propôs um. Empataram na vice-lanterna Valcy Rodrigues (PPS) e Silas Bento (PSDB), com dois.
Extra

2012 - ano bissexto



Como o ano de 2012 é bissexto, com 366 dias, a maior parte das pessoas acredita que tal denominação tem origem no fato da presença do número seis duas vezes, daí o nome bissexto, que seria a reunião da palavra bis (que significa repetição) com sexto (seis) em referência ao fato de o número 6 estar repetido. Nada mais falso.

Na realidade, a origem latina está associada às superstições romanas relativas aos números ímpares, que predominaram na elaboração do nosso calendário.

No Egito, durante o seu reinado, Ptolomeu III (246 a.C.- 221a.C.), — o Benfeitor — decretou a adição de um dia ao fim de cada quadriênio, com o objetivo de compensar a diferença que existia entre o ano solar  de 365 dias e seis horas, e o ano do calendário de 365 dias. De fato, no fim de quatro anos, o excesso de seis horas dava origem a um dia que, se não fosse acrescentado sob a forma de um dia extra, acabaria por provocar o deslocamento do início das estações, como tinha sido observado no Egito, onde, por exemplo, a primavera passeava ao longo do ano, sem que a sua ocorrência viesse a se dar numa data fixa, como convinha para a programação das épocas de semeadura e colheita, eventos de grande importância para a economia agrícola dos povos antigos. Lamentavelmente, o povo permaneceu pouco receptivo a esta altercação do calendário, que iria repor as estações em suas respectivas épocas.

Quando Júlio César (101 a.C.-44 a.C.) assumiu o poder, reinava em Roma uma enorme desordem na contagem dos dias. Os pontífices, aos quais havia sido delegado o direito de intervir à vontade sobre o começo e fim das medidas de tempo, fizeram do calendário um instrumento de corrupção e fraude. Usavam arbitrariamente do seu poder para prolongarem a magistratura dos amigos e abreviarem a dos desafetos, avançando ou retardando os vencimentos das taxas, o que permitia aos rendeiros do fisco obter maiores benefícios, com mais rapidez ou mesmo conduzir os seus inimigos à falência. Todos estes abusos estavam associados à diferença existente entre o ano solar de 365,25 dias e o ano do calendário de 365 dias, cujo acúmulo ao longo dos anos fez com que a festa da primavera fosse celebrada na Outonalia (festa do outono) e a época da colheita acontecesse em pleno inverno.

Com o objetivo de eliminar tais discrepâncias, Júlio César resolveu intervir no sistema de contagem, mas antes teve o cuidado de trazer de Alexandria o astrônomo grego Sosígenes para aconselhá-lo. Sob a assessoria deste sábio, o imperador romano decidiu que o novo calendário não deveria levar em consideração o movimento da Lua. Ele deveria se ajustar, unicamente, ao movimento anual do Sol, ou melhor, o calendário juliano deveria ser essencialmente solar.

A razão da designação bissexto está associada às crendices relativas às influências dos números pares e ímpares. Para adicionar o dia suplementar, Júlio César escolheu o mês de fevereiro, que, além de ser o mais curto, com 28 dias, era o último mês do ano entre os romanos, que o consideravam como um mês nefasto. Para não chocar os seus concidadãos supersticiosos, em lugar de atribuir ao mês de fevereiro 29 dias, de quatro em quatro anos, como o fazemos atualmente, Júlio César adotou um sistema mais complicado: duplicou o vigésimo quarto dia de fevereiro, que recebia na época o nome de sextus (ante) calendas martias, ou seja, o sexto que antecedia o início do mês de marco. Desde modo, o dia suplementar foi batizado, sob a forma latina bis-sextus (ante) calendas martias, que deu origem à atual designação de dia bissexto, o qual foi também impropriamente aplicado à designação do ano que possui um dia suplementar.

Como o equinócio de primavera devia coincidir com o dia 25 de março, decidiu-se deslocar o início do ano de primeiro de março para primeiro de janeiro, data em que o consulado entrava em exercício. Deste modo, o dia primeiro de janeiro do ano 45 a.C. inaugurou a reforma juliana. Para conseguir seu objetivo, César decretou que o ano 46 a.C. (ano 708 da fundação de Roma) tivesse 455 dias, o que deu origem ao ano da confusão.

Apesar desta correção quatrienal, o ano juliano mostrou-se superior em 11 minutos e 14 segundos (0,0078 dia) ao ano astronômico sazonal (ano trópico). Na verdade, o sistema de César não conseguiu manter em um dia fixo a data do começo das estações como havia proposto. No fim de um século de cem anos julianos, o excesso atingia 0,78 dia, ou seja, três quartos de dia aproximadamente. Em consequência, no fim de quatro séculos, o calendário juliano apresentava um atraso de três dias em relação ao início das estações, ou seja, a data da passagem do Sol pelo equinócio da primavera avançava de três dias no fim de quatro séculos. Esta discrepância foi solucionada pelo papa Gregório XIII, que, além de eliminar 10 dias, apelou para uma comissão de sábios, entre eles o astrônomo e médico italiano Luigi Lilio (1510-1576) e o jesuíta e matemático alemão Cristophorus Clavius (1537-1612). Tal comissão decidiu que todos os anos divisíveis por 4 continuavam sendo bissextos de quatro em quatro anos, de acordo com a regra juliana, salvo os anos seculares, ou seja, os que, terminando por dois zeros, fossem divisíveis por 400. Assim, no calendário juliano 1600, 1700, 1800, 1900, 2000, 2100, 2200, 2300, 2400, 2500  são bissextos, mas no calendário gregoriano só 1600, 2000 e 2400 são bissextos; os demais serão anos comuns.


* Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo, é autor de mais de 95 livros, entre outros, 'Anuário de astronomia e astronáutica 2012'. - http://www.ronaldomourao.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mergulhadores saem da gaiola para ter contato com tubarão-branco


Mergulhadores viveram momentos de emoção e tensão ao sair da zona de proteção de uma gaiola, usada para mergulhos com segurança em área com predadores, e ter contato bem próximo com um tubarão-branco, na Ilha de Guadalupe, México.

David Litchfield mergulhou a 12 metros de profundidade junto com um grupo e fizeram fotos do animal no topo da gaiola. Mesmo saindo da área protegida, os mergulhadores ficam amarrados a uma corrente para o caso do animal se tornar agressivo, é possível ser puxado de forma segura e rápida.
O tubarão-branco que apareceu tinha cinco metros de comprimento e era uma fêmea. David disse que enquanto existe contato visual com o tubarão, o risco de ser mordido é menor. Nessa situação os fotógrafos podem chegar bem perto.
O Dia

As elites acham que pobre “dá muita despesa”…

Quem  quiser conhecer a crueza que a parcela da classe média brasileira que se deslumbra – e se crê ser , sem ser – com a elite deste país, visite a página do Estadão onde se noticia que o "Nordeste recebe metade dos benefícios do Bolsa Família em dezembro", onde se noticia o óbvio: que a transferência de recursos para pessoas em situação de miséria é maior onde é maior a própria miséria.

A matéria não diz, mas os comentaristas explicitam: é um absurdo São Paulo receber menos bolsas-família que o estado da Bahia, o único dos estados nordestinos que supera o valor transferido aos paulistas que, é obvio, arrecadam mais tributos.

E aí as manifestações viram explicitudes.

“(…) o Sul e o Sudeste não tem nada a ver com as miserias do Nordeste. Os problemas do Nordeste precisam ser resolvidos pelos nordestinos, e nao pelos paulistas ou gauchos. O povo nordestino que se vire sozinho. Que cobre atitudes efetivas dos politicos que ele elege. A pobreza deles é problema deles, e de ninguém mais.”, diz um deles. “Bem que o povo lá de cima podia começar a trabalhar como nós aqui para sentir o drama do que é viver contra o governo tirando tudo que você sua para ganhar.”, argumenta outro.

Talvez diminuissem sua fúria racista se tivessem tido acesso à pesquisa do Ipea de onde vieram os dados sobre a bolsa-família. Ignoram o que ela contém, como fez o repórter do Estadão.

Ali veriam, por exemplo, que o Sudeste tem 44% das instituições públicas – e caras – de ensino superior do país, metade delas em São Paulo,  enquanto o Nordeste fica com 25%. Ou que o número de médicos recebendo pelo Sistema Único de Saúde é de 301 mil, 50% do total, e no Nordeste, que tem uma relação médico público/habitante 30% menor,  são apenas 20% do total de  profissionais médicos brasileiros.

Todos eles custando dinheiro público.

Essa parcela – felizmente minúscula – dos brasileiros, que pensa ser moderna mas ainda tem a cabeça na Idade Média não é apenas escravocrata: é burra e raivosa. E por estar concentrada no estado mais rico da Federação, São Paulo, acha que o papel que lhe cabe é o de capitão do mato cosmopolita.

Odeiam Dilma e Lula no século 21 como odiaram a Getúlio no século 20.

Porque, no fundo, o que odeiam é a idéia de um só Brasil e de um povo brasileiro.

Ficaram para trás., estão politicamente em extinção.

São as “maria-antonieta” dos Jardins, mas poderiam ser as mesmas de Ipanema.
Tijolaço

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ENTREVISTA: 'A escola deve organizar a aprendizagem'

Especialista recomenda a redução do impacto das diferentes origens sociais dos alunos.
Um bom currículo escolar deve conter, de forma geral e objetiva, os direitos de aprendizagem dos estudantes, deixando a organização de todo esse processo para os professores e as escolas. É essa a concepção de currículo do especialista no assunto Barry McGaw, ex-membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e um dos criadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), prova aplicada a cada três anos que fornece dados sobre os sistemas educacionais de 65 países.

Hoje, McGaw se dedica à discussão do currículo australiano. De acordo com o especialista, conforme as diretrizes são implementadas, a Austrália vai precisar de programas de desenvolvimento profissional para os professores. O país também aumentou a carga horária de matemática nos anos iniciais da escolaridade, observando as boas experiências de países como Finlândia e Cingapura, e também deve colocar na grade mais conteúdos de ciências e história.

McGaw esteve no Brasil há um mês, em evento da Fundação Itaú Social, justamente no momento em que o Ministério de Educação (MEC) discute a implementação de uma base curricular comum no País. Abaixo, leia trechos da entrevista que ele deu ao Estado.

Estado: Que benefícios a criação do Pisa trouxe à educação, numa perspectiva global?

Barry McGaw: Ele nos deu uma discussão muito mais informada dos sistemas de educação nacionais, bem como das comparações entre os países. A evidência que ele nos deu de que alguns países alcançaram altos níveis de qualidade e de equidade simultaneamente tem sido muito influente na discussão da reforma educacional da Austrália.

Estado: Em que pontos o Pisa precisa melhorar?

Barry McGaw: O Pisa está adicionando novos domínios. Nós testamos a resolução de problemas na segunda edição da prova, em 2003. A colaboração na resolução deles está sendo considerada para o Pisa 2015.

Estado: Quais são os pontos fortes e os fracos do teste?

Barry McGaw: Os testes do Pisa avaliam a capacidade de os estudantes usarem o que aprenderam, e não simplesmente se eles aprenderam alguma coisa. Essa é a grande força da avaliação. Seria bom se tivéssemos mais perguntas abertas e menos questões de múltipla escolha. Os funcionários técnicos geralmente querem isso também, mas os funcionários responsáveis pelo orçamento querem mais itens de múltipla escolha, porque que isso mantém baixos os custos da prova. No final, o Pisa acaba sendo um equilíbrio saudável dessas duas considerações.

Estado: É possível incluir outros países na avaliação?

Barry McGaw: O Pisa começou como um programa para os então 29 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas, mesmo na primeira edição do Pisa, em 2000, havia países de fora da OCDE, além de um grupo que utilizou os testes mais ou menos um ano mais tarde, o que chamamos Pisa Plus. Portanto, havia 42 países na primeira edição da avaliação se incluirmos o Pisa Plus. No Pisa 2009, acho que foram 57. Não sei quantos deverão ser incluídos no Pisa 2012.

Estado: O Brasil foi um dos países com o maior avanço no ranking do último Pisa. No entanto, continuamos nas últimas posições. Como resolver isso?

Barry McGaw: Eu acho que a melhoria do Brasil é muito encorajadora. Não é apenas rankings que você deve olhar. Você deve observar como seus alunos melhoram nas habilidades que as escalas do exame medem. Se os outros países também melhorarem, sua posição no ranking pode não mudar muito, mas você ainda estaria melhorando.

Estado: Avaliações nos dão um bom diagnóstico dos sistemas educacionais, mas nem sempre revelam a realidade de dentro da escola - especialmente em países com graves desigualdades sociais, como é o caso no Brasil. É justo comparar escolas em condições tão diferentes? Os resultados dos testes - como o Pisa - não escondem essas disparidades? Como lidar com isso?

Barry McGaw: Há maneiras de fazer comparações justas entre as escolas. Na Austrália, no site My School, comparamos as escolas diretamente, mas apenas com outras escolas que tenham alunos semelhantes. Existem diferenças marcantes entre as escolas quando elas são comparadas dessa forma, e as escolas com os desempenhos mais baixos não podem dizer que esse é o resultado dos alunos com os quais elas lidam, porque os outros colégios da comparação têm alunos semelhantes. Também publicamos os fundos que cada escola tem para gastar com os alunos. Divulgamos essa informação pela primeira vez neste ano e ela está proporcionando um embasamento melhor para a discussão sobre os níveis de recursos financeiros para as escolas do governo.

Estado: Quais os países que o sr. destacaria como referência educacional?

Barry McGaw: A Finlândia é um nação em que muitas pessoas estão interessadas, mas é difícil vê-la como um modelo específico para o Brasil. Ela é pequena. Tem um corpo docente muito bem visto e muito qualificado. É, por exemplo, mais difícil de entrar num curso de formação de professores que no curso de Medicina na Finlândia. Já o rápido desenvolvimento dos países da Ásia oriental valeria a pena considerar. Cerca de quatro décadas atrás, eles tinham níveis de desenvolvimento semelhantes aos dos países da América do Sul, mas eles evoluíram muito rapidamente. Um dos fatores que levou a isso foi o grande valor que as populações dessas nações dão à educação. Em casos como o de Cingapura e, em certa medida, o da Coreia do Sul, isso ocorreu porque eles reconheceram que seu povo era o seu melhor recurso. Ao contrário da Austrália, eles não têm grandes quantidades de minerais que poderiam cavar e vender não transformados.

Estado: Quais as melhores e as piores características desses sistemas?

Barry McGaw: O ponto positivo é o alto valor que eles dão à educação, mas isso pode levar a uma pressão desproporcional sobre as crianças, por meio de um sistema altamente competitivo, com muitas delas passando horas excessivas fora da escola em aulas adicionais. A Finlândia se destaca pelo fato de que seus estudantes passam menos tempo na escola, não ingressam antes dos 7 anos e não gastam tantas horas na escola a cada ano. E os sistema finlandês vai muito bem assim. É claramente muito eficiente na realização dos seus ótimos resultados.

Estado: O que o sr. pensa de sistemas competitivos como o da Coreia do Sul?

Barry McGaw: Acho que o sistema coloca muita pressão sobre os alunos. Uma vez perguntei, em uma conferência na Correia do Sul, se eles achavam que eles estavam negando a infância a seus filhos. Uma boa parte dos participantes sul-coreanos tinha as mesmas preocupações.

Estado: O que é um bom currículo?

Barry McGaw: Aquele que estabelece claramente o que os alunos têm direito a aprender, mas que não é demasiado prescritivo sobre como a aprendizagem dos alunos deve ser organizada. Isso deve ser deixado para os professores e as escolas, a menos que não estejam suficientemente bem preparados para isso.

Estado: Na sua opinião, como o currículo deve ser construído?

Barry McGaw: O processo exige equipes de especialistas, mas exigem também amplas consultas sobre as primeiras versões do currículo.

Estado: O sr. é a favor de que os países tenham currículo único?

Barry McGaw: Isso depende do quão grande e diversificado é o país. Mas sou a favor de um currículo único para a Austrália, que tem apenas 23 milhões de pessoas. Na década de 1970, tivemos um movimento baseado nas escolas para permitir a variação no currículo, para refletir características locais. Um dos resultados foi que, para as crianças que residiam em regiões onde a classe trabalhadora morava, foi oferecido, por professores de classe média, um currículo menos exigente. Eles achavam que isso era bom para aquelas crianças - mas certamente não para seus filhos, que estavam seguros em escolas de classe média, com altas expectativas de aprendizagem.

Estado: Com um currículo único, como fica a autonomia da escola?

Barry McGaw: A maneira de dar às escolas autonomia é desenvolver um currículo que estabeleça "direitos de aprendizagem" para os estudantes (conhecimentos, compreensão e habilidades que todos devem ter a oportunidade de desenvolver), mas sem especificar como a aprendizagem deles deve ser organizada.

Estado: Quais são os principais fatores por trás de um bom sistema educativo?

Barry McGaw: A qualidade da aprendizagem dos alunos é o critério mais óbvio. Equidade é outra. Não podemos esperar - nem devemos desejar - que todos os alunos sejam iguais. O que podemos fazer é reduzir o impacto das diferenças das origens sociais dos alunos nas diferenças da qualidade da aprendizagem deles. No Pisa, temos visto alguns países - com Finlândia e Coreia - fazerem isso e obterem médias altas.
Estadão

BBB e a degradação da realidade



Não adianta fugir.
A partir de hoje o Big Brother vai invadir sua casa e sua vida.
Ao contrário do que se poderia imaginar, não será a curiosidade que te fará manter a atenção para dentro daquela casa. É justamente o inverso.
A sua realidade será invadida por este reality show.
Nos próximos dias, quando você abrir o site de sua preferência, ainda que não queira, surgirão janelas lhe informado sobre a noite de fulana com fulano embaixo do edredom.
Ao ler o jornal, seu colunista preferido irá fazer uma análise sócio-psicológica de algum acontecimento no programa.
No ônibus ou no Metrô, você será surpreendido às sete horas da manhã por um debate empolgado sobre a festa do cowboy, ou dos anos 60, ou do cabide, ou do bunda le le ocorrida na noite anterior que você fez questão de não assistir, mas mesmo assim, involuntariamente, estará devidamente informado, memorizando todos os nomes dos personagens deste verdadeiro show de horror.
A promessa até parece ser interessante. Observar tudo o que acontece numa casa durante 24 horas por dia.
Mas o que poderia ser o deleite dos voyeurs é na verdade um culto à mediocridade.
Os personagens são providos de personalidades histéricas e desinteressantes.
As regras do “jogo” provocam o elenco de arrivistas a se enfrentarem em intrigas sórdidas e pequenas.
O vencedor não é aquele que aposta no cooperativismo dentro da casa, mas o que elimina os seus brothers um a um, dando vazão à fantasia infantil de eliminar seus irmãos para conquistar a atenção exclusiva da mamãe.
Aliás, os gritos, lágrimas e risos forçados são recursos infantilóides para prender a atenção e conquistar apoio do público.
Crônicas pobres e vulgares são recitadas para narrar o dia-a-dia dos confinados, a fim de emprestar uma pseudo sofisticação à degradação crua que vemos a olhos nus.
E esta degradação da realidade é a face mais sórdida deste programa.
Ao estigmatizar os jovens como seres egoístas, estúpidos, fúteis e dissimulados, o programa que se autodenomina show de realidade constrói um arquétipo e forja a geração desejada pela classe dominante. Ou seja, pessoas preocupadas exclusivamente com suas ancas, tendo as paredes de uma casa como horizonte mais amplo de aspiração, abrindo mão da vocação transformadora da juventude.
Até então, acreditávamos que a vida imitava a arte.
Agora, uma nova “realidade”, absolutamente alienada e pronta para consumir é fabricada nos estúdios de tevê.
A arte já não basta.
Não cabe mais ao artista interpretar o mundo em sua obra.
As fórmulas já estão todas prontas.
blog do Rafael Castilho

Governo RJ só reconstroi uma ponte e Eduardo Paes quer demolir elevado



Enquanto o governo Sérgio Cabral, passado um ano da tragédia da região serrana, só conseguiu reconstruir uma das 75 pontes que desabaram – reportagem de Antônio Werneck, Duilo Vitor e Natanael Damasceno, O Globo, dia 9 – o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para viabilizar um projeto imobiliário de urbanização, quer demolir o elevado da Perimetral.

As fotos que acompanham a reportagem são de Lucas Prates e Marcos Tristão. O elevado demorou 17 anos para ser construído, obra conjunta federal e estadual. Começou com João Goulart e Carlos Lacerda, acabou com João Figueiredo e Chagas Freitas. Inclusive, vale lembrar, coube a Chagas Freitas afastar o último obstáculo: a passagem do viaduto sobre o quartel de fuzileiros navais. Uma rede metálica resolveu a questão.

Lembra o leitor Júlio Cesar Rivelo, na mesma edição de O Globo, que a estrutura do elevado é de aço de alta resistência e de concreto armado. O prefeito terá que explodi-lo por etapas. Mas e as consequências nos sistemas hidráulico, elétrico, pluvial, nas redes de gás e esgoto? O bombardeio poderá atingir gravemente o centro da cidade, com reflexos de difícil previsão. E como será o acesso dos carros, ônibus e caminhões à ponte Rio-Niteroi?

Eduardo Paes planeja também construir um túnel sob a Avenida Rodrigues Alves para substituir a Perimetral. O túnel, evidentemente, terá que ser feito antes da ação demolidora.Uma pergunta: em que pé se encontra o projeto do túnel? O prefeito, em três anos, não conseguiu ainda recuperar a Avenida Venezuela e a Rua Sacadura Cabral, cujas obras se eternizam. Passo por ali aos domingos quando vou à Rádio Tupi participar do programa de debates do Haroldo de Andrade Junior. Não vejo progresso nos trabalhos. O mesmo acontece nos galpões da Cidade do Samba.

Demolir o elevado por quê e para quê?Para tentar transformar o antigo Porto do Rio, obra de André Rebouças, 1910, no Porto Madero, Buenos Aires, complexo turístico, gastronômico e palco de espetáculos de arte? A comparação é muito difícil. Em primeiro lugar, Porto Madero, pela Avenida Cordoba, fica a uns 7 minutos do centro de Buenos Aires, podendo-se ir e vir a pé, atravessando um sinal que todos respeitam.

Na Rodrigues Alves, quem atravessar a avenida que leva o nome daquele ex-presidente da República, vai passar pela Cidade do Samba e sair na Gamboa ou no bairro da Saúde. As duas ex-zonas portuárias não se parecem em nada. Outro aspecto. Não é o investimento em instalações fixas (complexo imobiliário em áreas públicas a custo zero) que sustenta empreendimentos. E sim o consumo aquecido.

Eu e Elena estivemos na capital argentina no início de novembro. O movimento de Porto Madero não é o mesmo de alguns anos atrás. Foi atingido pela retração do consumo, reflexo da queda do peso e do claro recuo do poder aquisitivo da bela cidade. Porto Madero, hoje, é garantido por turistas estrangeiros, maior participação brasileira entre eles.

Cabana Las Lilas com muitas mesas vazias, uma casa de Tango numa das extremidades. Não lembra o passado recente. O consumo no Rio não pode estar a plena carga. Se assim tivesse, no Natal, não haveria as liquidações que estão acontecendo.

A construção das pontes, que não foi realizada, de um lado. A demolição que não tem sentido acontecer, de outro. Qual a explicação para o primeiro absurdo. Verba federal houve. O atual Secretário de Obras, Hudson Braga, responsabiliza a demora nas licenças ambientais para as 74 pontes que não saíram do papel. O vice-governador Luiz Fernando Pezão atribui a culpa ao fato de as margens dos rios terem mudado de localização e também a quantidade de água que passaria embaixo das pontes.

Francamente, não entendo as explicações. Não têm lógica. Se as margens mudaram, era só mudar o projeto. Quanto ao volume de água, não vejo relação com as obras.
Pedro do Coutto  Tribuna da Imprensa

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos



Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela uma pesquisa da USP. O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento. 

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. “Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão”, diz Bacurau, “mas o benefício da musculação era pouco conhecido”.

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. “Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes”, aponta o professor da EACH. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

“Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa”, ressalta Bacurau. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). “A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação”, destaca o professor.

Redução
De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. “No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força”, observa.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. “Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios”, afima o professor da EACH. “Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida”.

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade. “Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples”, afirma Bacurau. “Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares”.

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física. “O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios”, conclui.
JB

Atividade física melhora desempenho escolar



Uma revisão de estudos sugere que há uma relação positiva entre atividade física e performance acadêmica em crianças, mostra uma pesquisa publicada no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

Uma das razões para o estudo foi a pressão que os alunos sofrem por desempenho nas avaliações, o que pode deixar menos tempo livre para prática de esportes.

Pesquisadores holandeses da Vrije Universiteit University Medical Center revisaram estudos que incluíram amostras de 12 mil crianças entre 6 e 18 anos e concluíram que "de acrodo com as evidências, encontramos fortes evidências de uma relação entre atividade física e performance acadêmica. A descoberta mostra que ser fisicamente ativo está relacionado com melhora no desempenho acadêmico.

Os autores sugerem que o exercício ajuda a cognição aumentando o aporte de sangue e oxigênio ao cérebro, o que eleva os níveis de norepinefrina e endorfinas e reduz o estresse, melhorando o humor. Além disso, aumenta os fatores de crescimento que ajudam a desenvolver células nervosas e dão suporte à plasticidade das sinapses, as conexões entre elas.

No entanto, relativamente poucos estudos com alta qualidade metodológica haviam explorado essa associação", dizem os autores. "É preciso fazer mais estudos com alta qualidade sobre a associação e sobre os mecanismos subjacentes, usando medidas válidas para avaliar com precisão", concluem.
Estadão

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

GREVE NA POLÍCIA MILITAR E NO CORPO DE BOMBEIROS

 PMERJ - GREVE GERAL


Os PMs do Rio de Janeiro recebem um dos piores salários do país (R$ 1.137) e se inspiram no sucesso dos colegas cearenses para fazer valer suas reivindicações. Cartazes indicando datas entre fevereiro e maio para uma suposta paralisação geral nos quartéis são amplamente divulgados nas redes sociais. Além de um reajuste salarial, os policiais também pedem a revisão da jornada de trabalho da categoria.

Cartaz indigesto
O crescimento do movimento grevista foi catalisado pela revolta da tropa com o novo cartaz espalhado pelos quartéis. A peça, que mostra um policial militar algemado como parte de uma campanha anti-corrupção da corporação, serviu apenas para desmoralizar os agentes.

Coturno carioca

Rodrigo Dantas denuncia a roubalheira do Gov. Sérgio Cabral

Vídeo no Youtube


O Ministério Público do Rio abriu, nesta segunda-feira (3), uma investigação para apurar uma denúncia de superfaturamento numa licitação da Secretaria estadual de Saúde. A secretaria teria contratado uma empresa que ofereceu um valor maior do que o de mercado para fazer a manutenção dos carros usados no combate à dengue.
Além do alto preço, há também suspeita de irregularidades no processo de licitação. Os carros e caminhonetes são usados na prevenção e no combate à dengue em todo o estado. A doença já matou 244 pessoas nos últimos dois anos.
Em 2009, a Secretaria de Saúde decidiu terceirizar a manutenção da frota. A empresa Toesa Service venceu a licitação. Pelo contrato, a companhia receberia, por um ano, R$ 4.980.000 para cuidar de 111 veículos. O valor estava sendo pago em parcelas mensais de R$ 415 mil.
No entanto, o pagamento foi suspenso em março, depois que o tenente-coronel bombeiro José Carlos da Cunha, então diretor da Secretaria estadual de Saúde, denunciou superfaturamento no contrato. Ele era o responsável pela fiscalização dos serviços. José Carlos pediu exoneração do cargo logo depois da denúncia.
Quando eu verifiquei que o valor total de manutenção era o dobro do valor de mercado desses carros, então eu vi que tinha alguma coisa errada ali. Como não houve qualquer pronunciamento por parte da secretaria, na minha condição de diretor da divisão de controles de vetores, eu então achei por bem informar que eu faria denúncia ao Ministério Público, disse.
O gasto com manutenção por veículo é maior do que o valor médio de mercado de cada um: R$ 34 mil. Com o dinheiro do contrato de manutenção, daria para comprar toda a frota, e sobraria dinheiro.
A Secretaria estadual de Saúde informou que abriu uma sindicância para apurar as denúncias de irregularidades e que só irá se pronunciar após o fim das investigações. A secretaria disse, ainda, que não foi informada oficialmente sobre a abertura de inquérito criminal pelo Ministério Público.
blog da Dilma

Cabral e Mão Grande têm que pagar por esse crime contra a população


Isso é inconcebível, inimaginável, ultrapassa todos os limites. Nunca se viu nada igual. Com R$ 79 milhões enviados pelo governo federal, a secretaria estadual de Obras, sob o comando do vice-governador Pezão, o popular Mão Grande só fez meia pista de uma ponte, em Bom Jardim. As outras 74 pontes necessárias nem começaram a ser construídas. Mas o mais grave é que o Mão Grande atribui à natureza o atraso. Diz que a culpa é das enxurradas. Ora, enxurrada que levou o dinheiro público. É uma roubalheira jamais vista. É preciso dar um basta nisso tudo. Cabral e o Mão Grande precisam sentar no banco dos réus de um tribunal e responder por esse crime contra a população da Região Serrana. Ou então, institucionalize-se de uma vez por todas no Estado do Rio de Janeiro, que a corrupção é uma política de Estado. Em um ano nenhuma casa foi construída e foi construída meia ponte. Chega de roubalheira! 

blog do Garotinho

Cientistas exploram conexões entre astronomia e biologia


Os mais de 160 pesquisadores, docentes e estudantes que participaram da São Paulo Advanced School of Astrobiology – Making Connections (SPASA 2011) puderam debater os avanços mais recentes da astrobiologia, uma nova área que busca respostas para algumas das mais complexas questões científicas da atualidade.

Interface entre a astronomia e a biologia, a astrobiologia é uma área essencialmente multidisciplinar que aborda questões como a formação e detecção de moléculas pré-bióticas em planetas e no meio interestelar, a influência de eventos astrofísicos no surgimento e na manutenção da vida na Terra e a análise das condições de viabilidade da vida em outros planetas ou satélites – em especial a vida microbiana.

“Foi um evento muito intenso e proveitoso, que entusiasmou tanto os alunos como os palestrantes. O objetivo central da escola era fornecer uma visão geral da astrobiologia e enfatizar a necessidade de estabelecer interconexões – entre as diversas áreas do conhecimento, mas também entre pessoas de diversas formações – para que se possa tratar de questões tão complexas como a origem da vida”, disse o pesquisador Douglas Galante à Agência FAPESP.

As palestras de abertura do evento foram apresentadas pelo brasileiro Marcelo Gleiser, do Dartmouth College (Estados Unidos), e por Steven Dick, professor aposentado de astrofísica do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian (Estados Unidos), que atuou como historiador-chefe da Nasa, a agência espacial norte-americana.

“Gleiser falou sobre a ligação entre a astrobiologia e a cosmologia, ciência que estuda a origem e a evolução do Universo. Dick apresentou um panorama da perspectiva norte-americana do desenvolvimento da astrobiologia”, disse Galante.

Nos outros dias do evento, durante as manhãs, os diferentes conteúdos foram desenvolvidos em minicursos com perspectivas amplas sobre astronomia, geologia, química e biologia.

“Procuramos fazer com que os palestrantes mostrassem as interconexões entre essas áreas. Por exemplo, a formação dos planetas foi explicada a partir do ponto de vista da astronomia, depois foi mostrado como os planetas se desenvolveram na perspectiva da geologia e em seguida foi mostrado como se produziam as condições químicas para a origem da vida”, contou.

A ideia era que os estudantes percebessem que todos os temas tinham uma unidade e que a complexidade dos temas envolvidos com a origem da vida só pode ser abordada a partir das conexões entre diferentes disciplinas e entre pessoas das várias áreas.
JB

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sugestão para Beltrame: Uma UPP urgente no Palácio Guanabara



Conforme até o Jornal Nacional mostrou sumiram R$ 200 milhões do orçamento estadual, que deveriam ter ido para obras na Região Serrana. Como mostra a nota do Informe do Dia, da verba para ações de socorro na região, Cabral só gastou 61%. Mais de R$ 43 milhões ninguém sabe para onde foram desviados. E dos R$ 344 milhões reservados para obras de urbanização nas comunidades só foram gastos R$ 5 milhões, o que dá 1,5% do que estava no orçamento. Na verdade o dinheiro é desviado, vai pra lá, pra cá e desaparece no Palácio Guanabara. 

Por falar nisso quantas casas o clã Picciani que domina a Secretaria Estadual de Habitação já construiu até agora? Primeiro a secretaria ficou nas mãos de Leonardo Picciani, este ano passou para o irmão Rafael Picciani, ficou tudo em família. Pena que as outras famílias, as que precisam urgentemente de casa, como acontece na Região Serrana, continuam esperando porque o governo Cabral não constrói uma única unidade. 

Por essas e outras vou dar a minha sugestão ao secretário Beltrame, ainda mais agora que só age como candidato nas comunidades, dança em baile de debutantes, vai a batizado de cachorro, distribui brinquedos às crianças, e para ficar bem com o eleitorado feminino, orientado pela assessoria de imagem que contratou, dá até conselhos aos maridos para que lavem suas próprias cuecas. 

Deveria instalar uma UPP dentro do Palácio Guanabara, mas tem que policiar todas as entradas e saídas de dinheiro. Não pode ser como as UPPs das comunidades, onde se faz um acordo com o tráfico para que em alguns acessos, os bandidos possam continuar com suas bocas-de-fumo a todo o vapor. Se conseguir “pacificar” o cofre do Palácio Guanabara vai ser um candidato difícil de derrotar. Ah! Mas não pode esquecer também do cofre da secretaria de Segurança, onde contratos de aluguel de computadores e de carros para a polícia, só para citar dois exemplos, são verdadeiros escândalos de superfaturamento. Aí o bicho pega, não é mesmo, guri? Barbaridade! 
Em tempo: O “guri” nesse caso não é desrespeitoso com o ilustre secretário, mas trata-se de uma expressão muito usada na terra de Beltrame, nos pampas gaúchos, terra boa. 
Blog do Garotinho

Rio Muriaé volta a subir com forte chuva da madrugada


Cardoso Moreira está inundada e em Três Vendas a água parou de baixar


Voltou a chover forte no Norte do Rio de Janeiro, na noite de sábado e na madrugada deste domingo. Com isso, o Rio Muriaé, que apresentava baixa, subiu cerca de 1,40 metro. 

As ruas do município de Cardoso Moreira estão com cerca de meio metro de água na manhã deste domingo. Em Três Vendas, onde um dique se rompeu e inundou a localidade, a água não voltou a subir, mas deixou de baixar, como estava ocorrendo no sábado. Na manhã deste domingo, a Defesa Civil de Campos leva alimentos para a localidade.

A Defesa Civil de Campos está atuando em diferentes frentes na localidade de Três Vendas. Para ajudar no escoamento das águas que inundaram a localidade, uma equipe desobstruiu a passagem para o Rio Paraíba do Sul. 


Cerca de 500 famílias ainda permanecem dentro de suas casas ou em cima das lajes, apesar das águas. A Secretaria Municipal da Família e Assistência Social percorre o local de barco, indo de casa em casa, levando alimento, água e colchonetes e, ainda, convidando as pessoas a saírem para os abrigos montados pela prefeitura. A maioria resiste e diz que vai esperar as águas baixarem.

Além da entrega de materiais, assistentes sociais também continuam cadastrando as famílias. A secretária Izaura Freire, explica que a prefeitura está dando todo o apoio aos desalojados. “Estamos em plantão permanente para dar todo o suporte necessário a essas famílias, assim como estamos fazendo com os desabrigados”, acrescenta a secretária.

A agricultora Elizabeth Rodrigues Gomes, 50 anos, é uma das que está no abrigo montado pela prefeitura. Ela recebeu neste sábado (07), da Família e Assistência Social, água e fraldas para o seu marido, que está doente. “Estou muito bem atendida aqui, graças a Deus”, finaliza a agricultora.
JB

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cabral está com medo de uma greve da PM



A ordem do Palácio Guanabara já foi dada ao comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro: agir implacavelmente e impedir qualquer reunião de policiais militares, e se for preciso, prender líderes administrativamente. O medo de Cabral é de que o movimento de policiais militares que aos poucos está se espalhando pelo Brasil chegue ao Rio de Janeiro. No final do ano passado teve greve no Maranhão, e agora na virada do ano foram os policiais militares do Ceará que cruzaram os braços. 

Vejam vocês que um PM do Ceará ganha agora o piso de R$ 2.634, mais do dobro do que recebe um policial militar do Rio de Janeiro, que recebe R$ 1.277. No ano passado todos acompanharam o movimento corajoso dos bombeiros. Cabral enrolou a corporação, não cumpriu nada do que prometeu e os bombeiros estão se reorganizando para voltar para as ruas em fevereiro quando acaba o recesso na ALERJ e no Congresso Nacional. Vai recomeçar a luta pela PEC 300 e no meio disso, cresce dentro da PM o desejo de enfrentar Cabral e ir para rua lutar pelos seus direitos. A PM do Rio de Janeiro tem hoje o pior salário do Brasil. Depois não adianta Cabral e Pezão falarem em “urucubaca’. 

blog do Garotinho

Álcool em festa


Estas são especialidades dos químicos, álcool e festa.