terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os liberais e fragilidade do capitalismo

Com a crise do mercado financeiro, surpreendentemente, economistas e jornalistas liberais passaram a defender a interferência do Estado na economia capitalista. Contraditoriamente ao seu discurso clássico, marcado pela apologia do livre mercado como único regulador da economia, os liberais defendem a ajuda financeira do Estado aos bancos e empresas em estado falimentar. Teriam os liberais revisto suas teorias, analisado seus equívocos e modificado suas posições? Trata-se de uma crise do capitalismo ou do liberalismo?

Até bem pouco tempo, sequer a palavra “capitalismo” era mencionada no discurso político dominante no mundo. Parecia que estávamos vivendo em uma sociedade em que a desigualdade, a pobreza, a exclusão social e a destruição ambiental, quando consideradas, eram geralmente analisadas como sendo decorrentes da ação de indivíduos, sem que uma lógica estrutural conduzisse os seres humanos a agir de determinada forma. Inclusive, em tempos de crise, muitos intelectuais continuam moralizando a economia, procurando os culpados: os assim considerados “maus capitalistas”, “maus banqueiros” e “maus investidores”.

Mesmo com uma vasta disponibilidade de indícios empíricos e de acúmulo teórico de análise crítica das forças destrutivas do capitalismo, o discurso hegemônico continuava confundindo as causas com soluções. Por exemplo, diante das constatações de que o livre mercado era responsável pela generalização da crise capitalista em nível mundial, as soluções apontadas sugeriam a ampliação do livre mercado, a privatização e a interferência cada vez menor do Estado na economia.

Com o aprofundamento da crise e a perspectiva de uma depressão econômica em nível internacional, agora os liberais utilizam uma tática ideológica antiga: a naturalização da economia. Na Idade Média, por exemplo, os senhores feudais, reis, nobres e demais privilegiados podiam contar com a crença divina para justificar a situação social gerada pelo modo de produção hegemônico. Atualmente, os liberais, confrontados com a negação empírica das suas teorias, tentam difundir um inexorável determinismo natural combinado com doses de cetiscismo para explicar seu fracasso teórico. O discurso dominante tende a considerar que compreender a economia mundial, na complexidade como ela se desenvolveu contemporaneamente, seria uma tarefa impossível. Ou seja, a humanidade teria avançado muito em termos de ciências naturais, de entendimento da astronomia, da física, da química e da biologia, mas não teria condições de compreender os fenômenos econômicos em nível internacional.

A tentativa de difundir uma noção de incompreensibilidade da economia mundial, assim como a tentativa de naturalizar os fenômenos econômicos, demonstra a perplexidade dos liberais com os atuais acontecimentos. O comportamento não é novo: ao invés de assumir que a “mão invisível do mercado” não funciona, contraditoriamente, se nega o próprio discurso, afirmando a necessidade de ação emergencial do Estado. Isto é, a negação hipócrita procura minimizar o fato da atual retórica estar revelando o fracasso prático da sua teoria.

Curiosamente, entretanto, a atual crise econômica internacional não é a primeira da história e podemos verificar enormes paralelos com as crises anteriores, tanto no processo gerador da crise como na tentativa de sua explicação. A primeira crise econômica mundial iniciou no dia 09 de maio de 1873 em Viena, atingiu Nova Yorque em seguida e, posteriormente, Hamburgo, ampliando-se para os principais mercados capitalistas daquela época. Se seguiram 5 anos de profunda depressão econômica. A segunda crise econômica mundial, a mais conhecida, iniciou no dia 24 de outubro de 1929 e encerrou somente com o final da segunda Guerra Mundial, com a vitória dos Estados Unidos e seu domínio sobre o mercado mundial. Assim como em outros tempos, a maior economia mundial passou a ser a maior potência militar, impondo seus interesses, sua ideologia e sua linguagem de forma hegemônica sobre os demais países.

O atual domínio estadounidense sobre o mundo se justifica principalmente pelo seu poder militar (especialmente através das armas nucleares) e a instituição do dólar como moeda-padrão para a economia mundial. O longo período de hegemonia dos EUA é marcado por guerras e destruição. O keynesianismo e a construção do Estado de bem-estar social contribuíram para estabelecer ciclos de crescimento econômico num nível nunca antes visto na história da humanidade. Isso serviu para evitar o surgimento de um contra-poder, iminente com a existência de um bloco não-capitalista (soviético e chinês), resultante de revoluções sociais no mesmo período. Mesmo assim, a economia mundial ameaçava entrar em crise nos anos 1980.

Com o desmoronamento da União Soviética e a queda do Muro de Berlim (1989-1990), cerca de 2 bilhões de pessoas, que há mais de 50 anos estavam fora do alcance do capitalismo, dispondo de ¼ dos recursos mundiais, passaram a integrar o mercado capitalista, permitindo um novo ciclo de expansão, caracterizado como globalização econômica. Esse ciclo de acumulação está chegando ao seu final, deixando, mais uma vez, explícitas duas características fundamentais do capitalismo como modo de produção: a instabilidade e a insustentabilidade.

A economia capitalista é marcada por crises contínuas, umas menores e outras de caráter mundial. Em tese, portanto, podemos afirmar que não existe capitalismo sem crise econômica. As crises cíclicas de superprodução são intrínsecas a esse modo de produção, caracterizado pela separação entre capital e trabalho. O crescente investimento em capital constante (prédios, máquinas, tecnologia, etc.), desproporcional ao investimento em capital variável (trabalho vivo), conduz a uma tendencial queda da taxa de lucros, pois somente o trabalho gera o valor e a mais valia (fruto da exploração do tempo de trabalho). Diante disso, os liberais procuram uma saída de sobrevivência ideológica, pois não querem assumir que Marx tinha razão.

Os capitalistas, confrontados com essa fatalidade, há muito tempo conhecida, tendem a investir em outros setores da economia quando determinados investimentos passam a ser considerados menos lucrativos. Assim, muitos investidores deixaram de investir na produção, passando a alocar dinheiro no mercado imobiliário, em bolsas de valores e em bancos. Contudo, “dinheiro não gera dinheiro”. Para que o dinheiro possa valorizar é necessário que ele seja investido na produção, de forma que seja possível se apropriar do excedente de valor gerado pelo trabalho. Por isso, as consequências negativas sobre o capital produtivo são enormes, pois para suportar a carga do pagamento de juros e satisfazer a expectativa dos acionistas, as indústrias, por exemplo, são obrigadas a aumentar a mais-valia (a exploração do trabalho), através de maiores jornadas de trabalho e menores salários. O efeito final, entretanto, somente reforça o problema da crise de superprodução: os menores salários e o desemprego diminuem o poder de compra, desaquecendo a economia como um todo e estimulando os acionistas a investir em outros setores. A crise gira em círculo e o espiral depressivo somente tende a aumentar.

A expectativa de valorizar dinheiro através do mercado financeiro e imobiliário é comparável a um jogo de cassino, onde apenas alguns se apropriam de vantagens a curto prazo, resultantes das perdas de outros. Com a ampliação do mercado financeiro e a mundialização do capital, foi generalizada em nível internacional uma espécie de cassino mundial, embora mantendo o maior fluxo de capital entre os países capitalistas mais ricos. Para que o mercado mundial de capitais pudesse crescer em tamanha proporção, decisões políticas foram necessárias para permitir equiparações e garantias mínimas aos investidores. A expectativa era estimular o crescimento da economia através do fluxo de investimentos que, segundo a crença dos liberais, seria regulado pela “mão invisível do mercado”.

Atualmente estamos diante de mais um fracasso histórico do liberalismo. Nunca o mercado havia sido tão liberalizado e em escala internacional. As expectativas dos liberais foram frustradas porque suas teorias partem de uma ilusão central: a idéia de que o mercado seria uma força autoreguladora e que, em função da concorrência, os recursos econômicos seriam alocados da melhor maneira possível. Essa idealização do mercado como mecanismo regulador segue uma lógica de pensamento que corrobora a circulação e o aquecimento da especulação nas bolsas de valores.

Na realidade, entretanto, o mercado funciona com base nas relações socias entre seres humanos que trocam produtos. O mercado é regulado pela oferta e pela procura de mercadorias, uma relação meramente quantitativa, que cumpre uma função de mediação. Mas, assim como a mercadoria pode operar como fetiche, o processo de troca de mercadorias produz e necessita de ilusões para continuar funcionando. Na lógica do mercado, os vendedores pressupõem que compradores pagam, em forma de dinheiro (uma mercadoria comum que serve para trocar mercadorias), e os compradores pagam porque internalizaram a idéia da troca. Com base na mesma idéia, credores e devedores negociam, acionistas e investidores aplicam dinheiro (mesmo quando este continua nos bancos, sendo apenas uma expectativa, uma virtualidade, pois trata-se de cifras, de transações bancárias sem o uso de moeda-papel, de documentos que geram expectativa de pagamento).

Quando a virtualidade do mercado idealizado foi confrontada com uma crescente impossibilidade real de pagamento (por parte do assim chamado capitalismo real, dependente da produção), as expectativas dos “apostadores” se reduziram a riscos. O problema maior, para além das expectativas de ganho frustradas (como eram virtuais não poderiam ser caracterizadas como perdas, pois se baseavam meramente em apostas) dos assim chamados investidores, é a incidência negativa do crédito sobre a produção capitalista, gerando endividamento, falências e uma depressão econômica real. Contudo, a origem do problema continua na produção capitalista, tendencialmente geradora de crises de superprodução. A crise financeira é sua decorrência e apenas agrava a crise do capitalismo “real”, surgindo em escala global quando a maioria dos economistas liberais a menosprezava como distante, localizada e passageira, ignorando seu potencial destrutivo.

As soluções apresentadas para sair da crise confirmam o caráter ideológico do liberalismo. A atitude de negação do próprio discurso em favor do livre mercado e a proposta de “ajuda econômica” por parte do Estado demonstram claramente o equívoco da concepção do mercado como alocador de recursos: o mercado é um instrumento de poder que opera no sentido da concentração de recursos econômicos, tendo como maiores consequências negativas o desperdício (destruição do meio ambiente) e a exclusão social (radicalização da desigualdade).

A força política da idéia de mercado se manifesta na aceitação da premissa proposta: a necessidade de ajudar o capitalismo a sair da crise. Em outras palavras, os prejuízos são socializados (na forma de subsídios, ajuda financeira, isenção de impostos) e os benefícios privatizados (os jogadores que perderam no cassino, utilizando dinheiro de outros, recebem uma nova chance de jogar, novamente com o dinheiro alheio). O Estado se endivida para ajudar os responsáveis pela crise com dinheiro público e, com isso, continua reduzindo investimentos em programas sociais e em projetos de infra-estrutura. E, enquanto isso, a concentração de renda e de capital continua.

É claro que, diante das evidências do fracasso e da fragilidade do capitalismo, o Estado poderia estatizar os bancos endividados, estabelecer regras para evitar crises futuras e controlar o fluxo de capitais. Mas, pelo contrário, a solução apresentada pelos liberais consiste em solicitar a ajuda do Estado para ajudar o sistema a sair da crise e depois deixar o mercado como regulador até que uma próxima crise se instaure. Essa é a função do liberalismo, como teoria legitimadora do modo de produção capitalista, conduzindo à aceitação das suas propostas por parte da maioria da sociedade, que arca com o ônus da crise gerada em função da concentração do capital. A evidência da fragilidade do capitalismo e do fracasso teórico do liberalismo, entretanto, não conduzem, automaticamente, à sua superação, pois os interesses que os fundamentam são mais importantes e se situam acima dos argumentos. Mesmo assumindo a contradição no seu discurso, os liberais não extraem dela todas as conseqüências, porque o interesse maior permanece na continuidade da produção capitalista, a razão da existência do liberalismo como teoria. O “rei está nú”, mas a crença ilusória no Deus que o instituiu continua lhe servindo de vestimenta.

Antônio Inácio Andrioli  Vermelho à Esquerda

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Açúcar nas estrelas!

Cientistas detectaram moléculas de glicoaldeído no gás da estrela IRAS 16293-2422, que fica a 400 anos-luz da Terra

Uma equipe internacional de astrônomos detectou pela primeira vez açúcar ao redor de um estrela jovem, informou nesta quarta-feira o Observatório Austral Europeu (na sigla em inglês, ESO), sediado na cidade de Garching, no sul da Alemanha.

Através das observações do radiotelescópio ALMA, situado no Deserto do Atacama (Chile), no planalto de Chajnantor, a 5 mil metros de altura, os cientistas conseguiram captar moléculas de glicoaldeído no gás que rodeia a estrela binária jovem IRAS 16293-2422, que possui uma massa similar a do Sol e está localizada a 400 anos-luz da Terra.

"No disco de gás e pó que rodeia esta estrela de recente formação encontramos glicoaldeído, um açúcar simples que não é muito diferente ao que adicionamos em nosso café", assinalou Jes Jorgensen, do Instituto Niels Bohr da Dinamarca e principal autor do estudo.

Segundo o astrônomo, "esta molécula é um dos ingredientes na formação do ácido ribonucleico (RNA), que, assim como o DNA, é um dos ingredientes fundamentais para a vida".

"O que é realmente fascinante é que as observações realizadas com ALMA revelam que as moléculas de açúcar estão caindo em direção a uma das estrelas do sistema", indicou Cécile Favre, da Universidade de Aarhus (Dinamarca).

Desta forma, este achado demonstra que os elementos essenciais para a vida se encontram no momento e lugar adequados para poder existir nos planetas que se formam ao redor da estrela.

O glicoaldeído já tinha sido avistado no espaço interestelar anteriormente, mas esta é a primeira vez que se localiza tão próximo de uma estrela deste tipo, com distâncias equivalentes às que separam Urano do Sol em nosso próprio sistema solar.

"Essa descoberta levanta uma grande dúvida: quão complexas podem vir a ser estas moléculas antes que sejam incorporadas a novos planetas? Isto poderia nos dar uma ideia a respeito da forma como a vida pode se originar em outras partes", ressaltou Jorgensen.

Segundo o cientista, as observações com o Grande Conjunto Milimétrico/Submilimétrico de Atacama (ALMA), caracterizado por uma grande precisão e sensibilidade, "serão de vital importância para desvendar este mistério".

O Dia

AGENDA DA SEMANA – CLAUDIO LEITÃO – PSOL


DIA
MANHÃ
TARDE
NOITE
03/09 SEG
Gravação de programa de TV e Rádio.
Reunião no Diretório Estadual – RJ.

04/09 TER
Panfletagem e corpo a corpo na Praça Porto Rocha e adjacências.
Panfletagem na Praça Porto Rocha.
19 h - Debate na TV Litoral News
05/09 QUA
Panfletagem e corpo a corpo no comércio da Rua Teixeira e Souza e adjacências.
Panfletagem e corpo a corpo no comercio da Rua 13 de Novembro e adjacências.
Reunião domiciliares no bairro Jardim Nautilus.
06/09 QUI
Panfletagem e corpo a corpo em Unamar e Sto Antonio.
Visitas domiciliares em Samburá e Botafogo.
Reunião com filiados e militantes em Tamoios.
07/09 SEX
Panfletagem e corpo a corpo em São Cristóvão.
.Panfletagem e corpo a corpo no Jardim Caiçara.
19 h - Reunião com filiados e militantes no Comitê do Centro.
08/09 SAB
Panfletagem e corpo a corpo no Jardim Esperança
Presença no Ato contra a Corrupção na Praça Porto Rocha.

09/09 DOM
Panfletagem e corpo a corpo na Feira do Mercado Sebastião Lan.
Presença na Parada do Orgulho Gay.


A crise de credibilidade da velha mídia



Jornais e revistas da velha mídia brasileira fazem reformas gráficas, cobram páginas na internet, dão brindes, mas ficam longe dos principais problemas que os têm levado a essa crise irreversível.

O problema central da decadência da velha mídia é a falta de credibilidade. Não apenas porque tem sistematicamente apostado editorialmente nos candidatos derrotados, como se fossem órgãos dos partidos opositores, mas também porque nem sequer tem, nas suas páginas, o mínimo de pluralismo, que permita aos leitores confrontar pontos de vista distintos.

São os mesmos colunistas, com pontos de vista muito similares, que povoam as chatíssimas páginas da mídia brasileira. (O mesmo acontece no rádio e na tv privados.)

A impressão que dão é que seus pontos de vista – nos editorais e nos artigos, muito similares entre si – é que seus argumentos são tão frágeis, que têm medo de se ver confrontados com perspectivas diferentes. Escudam-se então no monopólio dos seus argumentos, como se ainda estivéssemos nos tempos em que ocupavam totalmente o espectro da formação de opinião pública e contavam com governos que concordavam em tudo com eles.

Não haverá recuperação dessa velha mídia, que caminha inexoravelmente para a intranscendência, até porque os jovens não leem mais jornais, usam a internet. A velha mídia oscila entre tentar desqualificar as mídia virtuais ou concorrer com elas. Nenhum dos dois caminhos dá certo.

Com que moral essa velha mídia – que apoiou o golpe militar, esteve com a ditadura, o Sarney, o Collor e o FHC – vem falar da falta de credibilidade das mídias alternativas? Como querem concorrer, se nas mídias alternativas estão justamente os analistas e as interpretações que eles excluem dos seus espaços?

É uma perda que jornais que já tiveram um papel progressista no passado, tenham se transformado em órgãos de direção política e ideológica de uma oposição conservadora, sem rumo e sem apoio popular. Que tenham se partidarizado tão fortemente, que editorializem toda a publicação, que percam qualquer interesse para o debate democrático e pluralista.

Mas, na verdade, a decadência vem de antes, do momento do golpe de 1964. No momento mais significativo da história brasileira, eles ficaram do lado da ditadura e contra a democracia. E nunca fizeram autocrítica. Seu comportamento hoje – e a decadência irreversível em que estão – é, no fundo resultado da opção que fizeram naquele momento. Aquela opção os colocou do lado das elites, contra o povo, sem condições portanto de se identificar com o mais importante processo de democratização econômica e social que o Brasil vive há uma década.

 Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo.

Curiosity revela peculiaridade geológica em montanha de Marte

O robô Curiosity, da Nasa, enviou as primeiras imagens a cor e em alta resolução do Mount Sharp, situado no centro da cratera Gale, onde o veículo aterrisou em Marte. A montanha, com 5,5 quilômetros de altura, tem intrigado os cientistas por uma peculiaridade geológica que têm chamado de "Grand Canyon ao contrário". As camadas rochosas mais perto do cume são inclinadas em relação às que se encontram por baixo.

— No Grand Canyon, as camadas são inclinadas devido às placas tectônicas. Por este motivo, é normal ver as camadas antigas mais deformadas do que as que se encontram acima — explica John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia e um dos envolvidos com o projeto.

A Nasa prevê que o Curiosity chegue ao sopé do Mount Sharp daqui a um ano.

Na segunda-feira, o rover transmitiu sua primeira mensagem de áudio direto de Marte, onde o veículo está desde o dia 6 de agosto. Um discurso de Charles Bolden, administrador da Nasa, esteve arquivado no rover durante toda a viagem. Segue a tradução:

"Olá, aqui é Charlie Bolden, administrador da Nasa, falando com você através da capacidade de transmissão do robô Curiosity, que agora está na superfície de Marte. Desde o início dos tempos, a curiosidade humana nos levou a buscar constantemente por vida nova... novas possibilidades um pouco além do horizonte. Quero parabenizar os homens e mulheres da nossa família Nasa, bem como nossos parceiros comerciais e governamentais em todo o mundo por nos levarem a dar um passo além, até Marte. Esta é uma conquista extraordinária. O desembarque de um veículo em Marte não é fácil – outros já tentaram –, e apenas os EUA obtiveram sucesso completo. O investimento que estamos fazendo...o conhecimento que esperamos adquirir com nossa observação e análise da Cratera Gale vai nos dizer muito sobre a possibilidade de vida em Marte, bem como as possibilidades do passado e do futuro do nosso próprio planeta. O Curiosity vai trazer benefícios para a Terra e inspirar uma nova geração de cientistas e exploradores, enquanto prepara o caminho para uma missão humana em um futuro não muito distante. Obrigado."

Homenagem aos meus jovens padawans! rsrsrs


domingo, 2 de setembro de 2012

Policiais Federais estão revoltados, prometem revelar ligações de Sérgio Cabral, Delta e Carlinhos Cachoeira

Um grupo de policiais federais está indignado e disposto a abrir a boca, e complicar a vida de Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Eles pretendem revelar que receberam determinação superior para segurar as investigações que davam sequência às operações Vegas e Monte Carlo, que mostraram a conexão entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e a empreiteira Delta, de Fernando Cavendish, o grande amigo de Cabral.

O nome da operação que chegou a fazer inúmeras gravações autorizadas pela Justiça chama-se "Pedra Bonita", numa referência - por sinal muito apropriada - ao mirante carioca de onde saltam os praticantes de Asa Delta, na Pedra da Gávea.


O material obtido segundo tomei conhecimento é arrasador com Paes e Cabral.
Se a CPI de fato não estender as investigações da Delta às administrações de Cabral e Paes, esse grupo de policiais federais vai começar a vazar as gravações para veículos de comunicação. O trabalho já estava bastante adiantado quando "alguém muito poderoso" pediu pra segurar tudo até passar a eleição.

É bom lembrar que Cabral não é candidato, Eduardo Paes é que está disputando a eleição deste ano. Convenhamos que não é preciso um grande esforço para concluir que as investigações da Polícia Federal se vierem a público terão um efeito devastador sobre a candidatura de Eduardo Paes.


Só deixo uma pergunta no ar que vários agentes da PF andam fazendo com indignação: É Polícia Federal ou política federal?


FENAPEF 

A greve e a desinformação jornalística.

A palavra “mas” é uma conjunção coordenada adversativa, utilizada, pelo que se lê nas boas gramáticas, em situações que indicam oposição, sentido contrário. Tem sido empregada, também, com muita insistência, por boa parte dos jornalistas, principalmente os mais conhecidos colunistas e comentaristas de jornais e tevês – nacionais e regionais –, para turvar a realidade. Virou quase um mantra jornalístico.

“A greve é um direito assegurado pela Constituição ao trabalhador brasileiro, mas…” não deveria prejudicar a população que necessita dos serviços da categoria, não deveria impedir o direito de ir e vir da população (muito comum quando ocorre no transporte coletivo); é justa, “mas” os alunos são os maiores prejudicados (e a culpa cai no colo do professor e nunca do prefeito, governador ou presidente). “Mas” a crise na Europa preocupa e não é hora de o governo brasileiro conceder reajuste de salário aos servidores. Esta a desculpa mais recente. Como se conclui, a greve é um direito do trabalhador, “mas” só poderá ser exercida se não ocasionar problema para ninguém, seja o empresário, seja o governo, seja o povo.

Mas a greve é um instrumento de pressão justamente pelos possíveis danos (financeiros) ou transtornos (à população e aos usuários dos serviços em questão) que é capaz de provocar. Infelizmente. Toda a tensão gerada, numa sociedade democrática e cidadã, deveria resultar em poder de pressão sobre os empregadores – privados ou públicos –, para que buscassem, o mais rápido possível, um acordo justo com os grevistas. “Mas”, com a ajuda determinante da mídia nacional, não é assim que ocorre. O ônus recai somente sobre o grevista.

A greve dos professores é justa, “mas” os governos e os municípios não têm como arcar com as despesas. A simples declaração de um presidente da República, de um governador ou de um prefeito é prova cabal dessa impossibilidade. Nenhum repórter se interessa em vasculhar os gastos do poder público, para conferir se existe mesmo essa impossibilidade.

Nenhum repórter parece se escandalizar quando o STJ determina que os servidores da Anvisa e do Ministério da Agricultura devem manter 70% do seu pessoal trabalhando. Mais um pouco e a Justiça brasileira há de determinar que, sim, podem fazer greve, “mas” que continuem trabalhando…

Ninguém discute que a própria lei de greve da iniciativa privada – depois estendida para o serviço público, por falta de uma regulamentação específica – prevê apenas 30% dos trabalhadores atuando em serviços essenciais. Esta ilegalidade flagrante não interessa à mídia discutir. Como também não interessa abordar a inconstitucionalidade de transferir atividades exclusivas do funcionalismo público federal para estados e municípios, como se fosse possível, de uma hora para outra, substituir profissionais com conhecimentos muito específicos sobre atividades em portos, aeroportos e fronteiras, sem pôr em risco a própria segurança da população.

Cabe aos trabalhadores lutar, sempre, para manter os direitos conquistados, entre eles, o poder de compra do salário, sob pena de vê-lo diminuir gradativamente, aumentando na outra ponta o “lucro” do empregador, seja ele governo ou iniciativa privada. No caso dos governos, dinheiro que geralmente é transferido, em boa parte, para a iniciativa privada, sob as mais variadas formas de concessões (empréstimos subsidiados, isenções fiscais etc.). Não precisa ser nenhum gênio em economia ou história para saber qual é o lado mais fraco nessa disputa e o quanto é legítimo lutar para mudar essa correlação de forças. E é exatamente nessa hora crucial que boa parte dos jornalistas, sobretudo colunistas e comentaristas, não têm dúvida em ficar do lado do mais forte.

Basta sacar do bolso um “mas” e não contextualizar informações que seriam fundamentais para saber se determinado pleito pode ou não ser atendido. Geralmente, é um festival de clichês, afirmações não comprovadas, que vão se legitimando e influenciando a opinião pública pela simples repetição. Não importa que o número de servidores públicos federais se mantenha praticamente o mesmo há 20 anos, a mídia sempre vai alertar para o aumento dos gastos públicos, como se não houvesse nenhuma relação entre número de servidores, salários, órgãos bem equipados e a qualidade no atendimento à população.

A forma mais comum de falsear a realidade é trabalhar com números absolutos. No caso recente da greve do serviço público federal, para citar um exemplo, diz o governo que, se fosse atender a tudo o que pedem os servidores, iria onerar o caixa do governo em cerca de R$ 92 bilhões. Números atirados a esmo, sem contextualizações, sempre parecem eloquentes e induzem à conclusão da impossibilidade de estender o benefício aos trabalhadores.

No entanto, esses mesmos jornalistas, colunistas, comentaristas não ousam perguntar para onde vai o dinheiro que o país produz, com o suor de todos os trabalhadores. Por que o governo abriu mão, desde 2008, de R$ 26 bilhões em impostos para a indústria automotiva? Que, por sua vez, enviou quase R$ 15 bilhões ao exterior, na forma de lucros e dividendos?

O “fator previdenciário” retirou mais de R$ 21 bilhões dos trabalhadores. Quem mais se beneficia, há séculos, é justamente a elite econômica e a classe política do país, que atuam em parceria. Se isso não fosse verdade, o Brasil não seria um dos países com a pior distribuição de renda do planeta.

Valores nominais, insisto, não explicam muita coisa. É preciso sempre comparar. Ao contrário do que diz a mídia, os gastos do governo federal com os servidores, em 2000, eram de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Doze anos depois, é menor ainda. A projeção é que feche o ano de 2012 em 4,15%. O país tem hoje praticamente o mesmo número de servidores do início do governo FHC, e a população que demanda por serviços cresceu. E há um agravante: quase 50% deve se aposentar nos próximos dez anos. Como manter serviços de qualidade com órgãos sucateados e sem profissionais treinados e motivados para o exercício da função? Se isso vale para a iniciativa privada, deve valer também para a administração pública!

Somente em isenção fiscal, nos últimos dois anos, o país concedeu mais de R$ 150 bilhões a pouco mais de uma dúzia de ramos industriais. E o cofre continua aberto, pois, nas palavras do próprio ministro da Fazenda Guido Mantega, “qualquer setor que estiver interessado na desoneração da folha, representado por sua entidade, deve entrar em contato conosco” (Agência Brasil).

Tudo em nome de boas causas: a manutenção de empregos e o aumento da competitividade industrial. Sobre lucros que tornam o Brasil um dos campeões da desigualdade na distribuição de renda, nenhuma linha, nenhuma palavra. Porque por trás do discurso das “dificuldades” sempre está a transferência de renda dos trabalhadores para os empregadores.

O mito de que se gasta demais com os servidores públicos federais também não resiste à observação correta dos números. Quaisquer que sejam os valores apresentados por quem tenta defender a tese de que o gasto é excessivo – diferente de se é bem aplicado, porque esta seria uma boa discussão –, não dá para se contrapor a uma evidência: a Receita Corrente Líquida, ou seja, o que o governo arrecada em impostos, comparado com o que o governo paga ao funcionalismo público federal, diminuiu de 56,2% em 1995 para 32,1% em 2011, conforme registra o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento.

A mídia, que bate forte na greve do funcionalismo público federal – como é de praxe em greves de quaisquer trabalhadores –, não demonstra nenhum interesse em trazer para a opinião pública do país o tema que é central para esclarecer um “rombo” nas finanças da União, que enriquece um grupo muito pequeno de investidores e amplia a desigualdade no país: a dívida pública, superior a R$ 2,1 bilhões por dia!

Em 2011 foram destinados R$ 708 bilhões para a dívida pública que, aliás, nunca foi auditada, apesar de vários indícios de ilegalidades e ilegitimidades desde os anos 70, conforme denuncia Maria Lúcia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida.

Para concluir: no Brasil, a greve é um direito do trabalhador, “mas” só pode ser exercida se não vier a causar nenhum tipo de prejuízo ou problema a quem quer que seja. E tem sido cada vez mais regulamentada – favoravelmente ao capital – pelo Judiciário. Uma espécie de ditadura da democracia, com jurisprudência legal. Não é sem razão que, historicamente, quando a justiça não mereceu este nome, grandes avanços sociais foram feitos, inicialmente, à margem da legalidade.

Celso Vicenzi  FENAPEF

sábado, 1 de setembro de 2012

Professor: BOICOTE o Saerjinho e o Conexão!

 
Ratificando o boicote ao SAERJ e ao Conexão.
Foi definido hoje (01/09/12) em Assembleia Geral o boicote ao SAERJ sem paralisação nos dias de aplicação. O profissional que optar por boicotar ao SAERJ não deverá aplicá-lo em turma alguma e nem posteriormente corrigi-lo, lembrando que o SAERJ está vinculado à politica de metas do governo estadual, que tem infelizmente segmentado nossa categoria, pois vários profissionais que não conseguiram o famigerado 14º salário ainda sonham em obtê-lo no próximo ano, os que conseguiram não querem perdê-lo e por isso se concentram ainda mais em atingir as novas metas e finalmente aqueles que entendem que a valorização profissional é muito mais que um 14º salário pode pagar.
 
O não lançamento de notas no sistema Conexão também foi reafirmado, pois também é um pilar da política meritocrática do governo estadual e que representa, sobretudo, uma economia para os cofres públicos, uma vez que o governo não abre concurso para pessoal administrativo, no caso de secretaria, ao qual competiria esse tipo de serviço.  Estamos desempenhando uma dupla jornada de trabalho sem sermos devidamente remunerados e , infelizmente assim, estamos nos permitindo ser explorados.
Apesar de sabermos que essas atitudes não produzirão o impacto que gostaríamos, devido à fraca adesão da categoria às decisões tomadas em assembleias, não podemos nos intimidar e aceitar essas imposições do governos estadual como se estivéssemos de acordo com essa política.

Vamos apenas marcar presença sem vencer momentaneamente a partida, mas não estamos desistindo do jogo, pois ainda há muito o que rolar.

Quem não se compromete, infelizmente, se submete.
 
Prof. Omar Costa via Facebook 

Quanto mais rico, pior!

O título do texto não é só uma provocação e um exagero completo. Agora mesmo surgiu indício científico de que o dinheiro, ao invés de tornar a pessoa melhor, freqüentemente pode torná-la bem pior – ao menos do ponto de vista intelectual.

Muitos ficarão surpresos. Ora, como o dinheiro pode tornar alguém mais burro se permite ao endinheirado pagar por educação de melhor qualidade?

Burrice e inteligência são conceitos vagos. Quem já não julgou “burro” alguém com enorme bagagem de diplomas acadêmicos? Quem já não se espantou com a sagacidade e com a clarividência de alguém sem instrução formal e de origem pobre?

Em termos de inteligência política, ao menos, ter dinheiro parece danoso. É o que mostra pesquisa Datafolha recém divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. A sondagem quis saber a opinião do eleitor sobre o horário eleitoral na TV e no rádio.

Apesar de o Datafolha mostrar que 64% dos paulistanos apóiam a propaganda eleitoral “gratuita” nos meios eletrônicos e que apenas 32% querem que seja extinta, entre os que têm renda acima de dez salários mínimos o percentual contrário à propaganda chega a 43%.

Ao ler sobre essa pesquisa me veio à mente um amigo que tem instrução formal e muita grana no banco, sem falar do vasto patrimônio. Para ele, política é uma brincadeira, um fla-flu. Discute o assunto seríssimo sem qualquer compromisso com a seriedade.

Como quase todo paulistano de classe média alta, esse amigo é antipetista até a raiz dos cabelos – meu filho é mesário há várias eleições em um bairro desse estrato social e relata que, ali, a direita costuma ganhar com até 90% dos votos. Serra, em 2010, teve 93%.

Até aí, tudo bem. Por óbvio, não se sugere, aqui, que só quem tem inteligência política são os simpatizantes do PT. O problema do sujeito é outro, é o seu descompromisso com fatos e com a seriedade que o assunto requer.

Anda sempre com um jornal da direita midiática a tiracolo (Estadão ou Jornal da Tarde ou Folha de São Paulo), quando não carrega a Veja. Sai por aí vomitando acusações contra o PT e, quando perguntado se não vê corrupção nos partidos que apóia, muda de assunto.

Liguei para o amigo após ler a tal pesquisa Datafolha. Perguntei, sem falar da pesquisa, sua opinião sobre o horário eleitoral. A resposta era previsível: quer acabar com ele, pois decide seu voto pela orientação que recebe da “imprensa”.

Perguntei se não era melhor, então, acabar com as eleições e delegar à imprensa a prerrogativa de escolher parlamentares e chefes do poder Executivo (prefeitos, governadores e presidentes). A resposta foi a de que “Até que não seria má idéia”.

Poucos dias antes, o amigo foi me visitar em meu escritório. Já entrou cantarolando o jingle de José Serra. Fitei-o demoradamente enquanto refletia sobre sua postura. Decidi ir mais fundo em seu ideário político.

Quis saber se estava satisfeito com São Paulo. Respondeu que adora a cidade. Expliquei que não me referia a isso, que o que perguntara fora se estava satisfeito com a administração da cidade. Resposta: “No meu bairro, sim”.

Então lhe perguntei se achava que os outros bairros estão bons. Respondeu-me que os da periferia continuam uma porcaria, mas que, para ele, o que interessa é onde vive.

Decidi, então, aferir seus conhecimentos sobre seu próprio bairro – de fato, um bairro dito nobre.

Quis saber sobre a limpeza. Começou dizendo que era boa. Como meu escritório fica no bairro em que mora, pedi que viesse à janela e lhe mostrei a rua emporcalhada. A resposta foi a esperada: a sujeira em seu bairro “maravilhoso” é culpa da “baianada”.

Então perguntei sobre a educação pública. Respondeu que nunca precisou da educação pública para os seus filhos, apesar de ter estudado em escola pública. Mas como tem mais de sessenta anos, cursou-a à época em que servia a poucos, mas tinha qualidade.

Agora, pergunto sobre a saúde pública. A resposta é a de que nunca precisou de saúde pública e que seu plano de saúde familiar é “top de linha” – paga inacreditáveis 3,7 mil reais por um plano de saúde para si, a mulher e duas filhas.

E a segurança pública em São Paulo, é boa? Claro que sim. Só não é melhor por culpa de quem mesmo? Adivinhe, leitor, se puder…

Pergunto como a segurança pode ser boa se a sua casa parece um campo de concentração – fica em uma vila particular em que um portão enorme fecha o espaço público, além de grades, fios elétricos e câmeras por toda parte. Mais uma vez, a “baianada” levou a culpa.

Burrice, preconceito, irresponsabilidade… Tudo isso na boca de um ex-juiz do Trabalho, contador formado e que tem conta bancária com quase sete dígitos. Que desculpa tem esse homem para suas opiniões cretinas?

É tudo bem simples: vivemos em um país que está entre os 12 mais socialmente desiguais em um planeta que tem cerca de duas centenas de países. Essa minúscula elite que concentra renda, como ficou demonstrado acima, não precisa do Estado.

Criou-se, entre esse segmento microscópico – e influente – da sociedade, uma fé fervorosa no mais legítimo fascismo. Quer, no mínimo, deportar os nordestinos excedentes aos que necessita como empregados domésticos, garçons, manobristas, porteiros etc.

Alguns devem ter visto, aliás, entrevista que uma socialite chamada Anna Maria Corsi deu à mesma Folha de São Paulo, entre outras congêneres que também se manifestaram. A mulher disse, com todas as letras, o que afirmo no parágrafo anterior.

A mesma coisa é o meu amigo supracitado – que é infinitamente menos rico, mas igualmente preconceituoso. Aliás, mais radical, pois prega que coloquem todos os nordestinos “no paredão” e “passem fogo”.

“Horário eleitoral pra quê?”, diz o amigo reacionário. Segundo ele, os jornais já dizem quem é o candidato que “vai defender a gente dos comunistas que querem dar aos baianos indolentes o que conseguimos com nosso suor”.

Quis perguntar como ele pode ter “suado” para conseguir seu patrimônio se herdou tudo do pai, mas desisti. Vivo em um bairro de classe média alta – apesar de não ser dessa classe – e não posso brigar com a vizinhança toda.

Eduardo Guimarães

Ucraniano leva dois anos para construir submarino

Vasyl Chikur construiu embarcação com três metros de comprimento. Submarino chega a velocidade de 6,5 kilômetros por hora.

O ucraniano Vasyl Chikur colocou na água neste sábado (01) um submarino contruído por ele durante 2 anos. A embarcação de três metros de comprimento chega a uma velocidade de 6,5 km por hora. Vasyl fez a estreia de sua invenção com a ajuda de dois assistentes perto do porto do Mar Negro em Odessa.

O inventor entra no submarino com a ajuda de dois assistentes

G1

Caindo a fantasia da livre imprensa, com o caso Assange e o controle das informações.

A dita livre imprensa nunca existiu no sistema capitalista, muito menos nos regimes pró-socialistas. À medida que a atual crise do sistema capitalista mundial, aos poucos, vai se agravando, as manobras de violências lideradas pelos EUA serão mais frequentes, jogando na lixeira as deliciosas fantasias divulgadas pela propaganda norte-americana sobre as grandes vantagens de se viver no mundo livre, de imprensa livre.

Com a atual grande crise, sem solução a vista, o lado cruel da política externa dos EUA vai sendo mostrado, sem muita preocupação, bem à vista de todos, sem pudor algum, justo numa hora de incertezas e aflição correndo mundo. Essa desesperada violência pode ser constatada nas invasões militares lideradas pelos EUA no Iraque e na Líbia, destroçando inteiramente suas economias, dizimando populações com práticas de variadas atrocidades, inclusive, fazendo uso da tortura, tudo para apoderarem do controle das gigantescas reservas de petróleo dessas desarmadas nações. Só ainda não fizeram o mesmo com o Irã, também riquíssimo em petróleo, por conta do sinal vermelho da China e da Rússia.

O site WikiLeaks de Julian Assange, publicou documentos secretos mostrando ao mundo, mais sujeiras dos EUA, abusos e imoralidades. Por isso mesmo, querem pegá-lo a qualquer custo. Por outro lado, a julgar pelo atual estágio de controle existente da internet sobre os computadores em geral e redes de telecomunicações, inclusive utilizando o suporte da formidável inteligência artificial, que a cada dia vai ficando mais desenvolvida, proezas semelhantes a do destemido Julian Assange estão com os dias contados. Logo, serão coisas do passado por conta do crescente desenvolvimento dos mecanismos eletrônicos digitais de espionagem e de controle  sobre todo o tráfico mundial de dados e de comunicações, postos em atividade pelo maior defensor da livre imprensa, os EUA.

Não haverá limites para o controle eletrônico digital de tudo que será escrito, arquivado e falado – saberão de tudo. Daí em diante, nada será segredo. Bem possível que todos os seres humanos dos países desarmados estarão sujeitos a impensáveis controles de escuta e monitoração, com micro chip oficialmente instalados em seus corpos. Eis o futuro do mundo livre chegando.

Welinton Naveira e Silva  Tribuna