sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Moreira Franco ataca os comerciantes, quando deveria atacar os banqueiros. Mas no Brasil que político tem coragem de atacar os banqueiros?

Sem ter o que fazer, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, vem a público defender transparência no total de juros pagos pelos consumidores em compras a prazo. A preocupação dele seria com os gastos do maior estrato social do Brasil e principal público consumidor, a chamada nova classe média – formada por 95 milhões de pessoas, com 31 milhões de emergentes na década passada.
Um estudo apresentado pela Secretaria esta semana no Banco Central, durante o 3º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, revela que o segmento, responsável por R$ 1,1 trilhão do movimento do mercado interno, “está pagando de juros R$ 100 bilhões e a percepção que tem, declarada ao IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], é que está pagando R$ 3 bi”, disse Moreira Franco à Agência Brasil.
Segundo dados do Banco Central, os juros pré-fixados a pessoas físicas estão em 47% ao ano, a maior taxa desde dezembro de 2009. Moreira prevê um esforço do governo federal “no sentido de criar um ambiente propício a que haja mais transparência nas informações. São medidas de políticas dessa natureza que nós vamos ter que começar a cuidar”.
È tudo um jogo de cena. Moreira Franco quer mostrar serviço. Mas se revela totalmente desinformado, porque os números apresentados pelo Banco Central e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos estão inteiramente errados. Dizer que os juros pré-fixados a pessoas físicas estão em 47%  é uma brincadeira sem graça.
O problema do consumidor brasileiro não são os juros cobrados pelo comércio. A maior exploração é feita través dos juros aplicados pelos bancos, incluindo os estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Recente reportagem da Folha mostrou que os juros bancários estão em 68% ao ano, resultado da aplicação da taxa mensal de 4,4%, na operação incluído o cálculo dos montantes.  Ninguém sabe onde os gênios do Banco Central arranjam dinheiro emprestado a 47% ao ano. Deviam citar a fonte. nem mesmo os aposentados conseguem esse milagre, através do tal crédito consignado, descontado em folha, uma exploração-agiotagem oficializada.
Moreira Franco e a tal Secretaria deveriam se preocupar ainda mais com os juros cobrados pelo uso do cheque especial. Como disse aqui no Blog nosso companheiro Pedro do Coutto, representam um choque estratosférico de 186,7% ao ano. Esta modalidade só perde para os encargos do refinanciamento das dívidas com cartões de crédito e cheques especiais: 206,2% ao ano.
É a perfeição do capitalismo: para uma inflação de 7%, juros superiores a 200%.  Portanto, Moreira Franco é um farsante, e sua Secretaria, que tem status de Ministério, não serve para nada. Deveria ser fechada, a bem do serviço público, como se dizia antigamente.
Carlos Newton   http://www.tribunadaimprensa.com.br/

Requerimento sobre viagens de Cabral é rejeitado na Câmara dos Deputados


A Câmara dos Deputados rejeitou, ontem à noite, o requerimento de informações do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) sobre as viagens do governador Sérgio Cabral.
Garotinho recorreu à Câmara, depois que sua filha, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) tentou, sem sucesso, encaminhar o pedido de informações via Assembleia Legislativa. Como não foi atendida, Clarissa tentou até que a Justiça obrigasse o governo a responder quantas viagens Cabral fez, para onde, e quanto custaram as andanças do governador nos últimos seis anos. Em vão.
O Congresso, porém, considerou que o assunto não era com ele. O requerimento de Garotinho foi derrubado por 235 votos a 52, com uma abstenção.
Da bancada do Rio, apenas oito deputados - além do próprio Garotinho, é claro - votaram a favor.
Extra 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Plano Nacional de Educação pode não ser aprovado neste ano

O relator do PNE (Plano Nacional de Educação), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), adiou a apresentação de seu relatório, que estava prevista para a tarde desta quarta-feira na comissão especial que analisa o assunto na Câmara dos Deputados.
O novo adiamento colocou em risco a aprovação do PNE ainda neste ano. Isso porque são necessárias cinco sessões após a leitura do relatório, além da possibilidade de pedidos de vista, que podem atrasar ainda mais a tramitação.
Por conta disso, o relator Vanhoni se comprometeu a disponibilizar "informalmente" o relatório a partir de segunda-feira para os deputados da comissão, em uma tentativa de garantir o consenso em torno da proposta quando o texto for lido, possivelmente na quarta-feira.
"Aí teríamos a certeza que a condição de votá-lo neste ano está colocada. Estamos apostando nesse diálogo para garantir um cenário de condição de voto", disse o presidente da comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).
O PNE (projeto de lei 8035/2010) contém dez diretrizes e 20 metas que vão nortear as ações de educação nesta década. Estão presentes no plano a universalização do ensino para todas as crianças e jovens entre quatro e 17 anos.
Um dos pontos polêmicos é a ampliação dos investimentos em educação por parte da União, estados e municípios. O texto do PNE prevê o aumento para 7% do PIB (Produto Interno Bruno) --atualmente é de 5%. No entanto, há pressão para que esse índice suba para 10%.
"O que nós percebemos é que a educação brasileira para dar um avanço a mais e para garantir que todas as crianças de 4 a 17 anos estejam no ensino necessita um pouco mais de 7%", disse o relator Vanhoni.
No entanto, o relator do PNE afirma que o debate em torno do assunto ainda não está terminado e por isso afirmou que necessita de um prazo maior.
"E tenho um debate com a área financeira do governo, por conta da cautela que a área de fazenda tem em relação a gastos públicos e a audácia para consolidar a educação como o principal vetor do desenvolvimento", afirma.
A cautela do relator do PNE em torno do índice de investimentos foi contestada por alguns deputados da comissão especial. "Fiquei um pouco preocupado. É preciso ter pelo menos uma viabilidade financeira do plano. Se colocarmos essa viabilidade muito baixa, nós, em vez de atingirmos o objetivo ao máximo, vamos atingir muito menos do que gostaria", disse o deputado dr. Ubiali (PSB-SP). 
Folha

Tem caroço nesse angú!

Veja o nome dos deputados do Rio que não quiseram investigar as viagens do Lalau




 

Tirando Alessandro Molon, os demais deputados do PT votaram contra a investigação das constantes viagens do Lalau ao exterior. Dr Aluísio, do PV, tb votou contra.

Uma vergonha !

 Blog do Chicão