"A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos." Demócrito de Abdera
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ahmadinejad planeja visita ao Brasil
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, planeja vir ao Brasil, mas ainda não estão definidas nem a data, nem a duração da visita, que será feita exclusivamente ao país, não se estendendo às nações vizinhas. A informação foi dada pelo embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, que está se despedindo da função e retornando a Teerã, capital iraniana, depois de três anos e meio em Brasília.
Segundo o embaixador, Ahmadinejad não visitou o Brasil na semana passada, quando passou por quatro países da América Latina – Venezuela, Nicarágua, Equador e Cuba – devido a problemas de agenda. “No futuro próximo, vocês ouvirão falar e terão notícias da visita do presidente Ahmadinejad ao Brasil”, disse Shaterzadeh.
As relações do Brasil com o Irã são excelentes, afirmou o diplomata, ressaltando que não houve alterações na política externa brasileira com a posse da presidenta Dilma Rousseff. “Observamos a política externa da presidenta Dilma como continuidade da política [do ex-presidente] de Lula. É natural que, em todo início de governo, ele esteja mais voltado para a parte interna. Não achamos que haja mudanças na relação entre Brasil e Irã.”
Shaterzadeh lembrou que, em novembro de 2009, Ahmadinejad visitou o Brasil e que, em maio do ano seguinte, Lula foi a Teerã. O embaixador destacou que, nos últimos três anos, foram firmados 28 acordos de parceria entre o Irã e o Brasil, facilitando visitas de 115 delegações de ambos os países e abrindo espaço para negociações diretas de mais de 1,5 mil empresários iranianos e brasileiros.
Para ele, o saldo das relações bilaterais é positivo e colabora para o incremento da economia iraniana. De acordo com Shaterzadeh, mesmo sob rígidas sanções internacionais, o Irã consegue obter avanços em vários setores econômicos. Ele destacou que, em decorrência de acordos bilaterais e multinacionais, o governo iraniano aumentou em 35% seu comércio externo e o Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 220%, nas últimas duas décadas.
EBC
sábado, 21 de janeiro de 2012
Autor do Sopa retira texto da pauta!!!
O deputado republicano Lamar Smith, autor da lei antipirataria que está sendo discutida na Câmara dos Estados Unidos, decidiu adiar a votação do projeto até que "haja amplo acordo sobre uma solução".
O movimento de retirada do Stop Online Piracy Act (Sopa) acontece dois dias depois que grandes empresas de internet promoveram um apagão e uma série de protestos contra o projeto.
Mesmo que a discussão sobre o Sopa esfrie, o projeto poderá ser retomado. "Eu tenho ouvido os críticos e eu levo a sério as suas preocupações", disse Smith em uma declaração preparada. "É claro que precisamos revisitar a abordagem sobre a melhor forma de resolver o problema", afirmou em nota, segundo a CNN.
Também nesta sexta, o Protect IP Act (Pipa), projeto semelhante em andamento no Senado, foi adiado. O senador Harry Reid afirmou que o (Pipa), que seria votado na terça-feira, será adiado, em virtude dos "recentes acontecimentos". No entanto, mesmo com o adiamento da votação, o projeto segue em andamento. "Não há razão para que as questões legítimas levantadas pelo Protect IP não possam ser resolvidas. Falsificação e pirataria custam milhares de empregos anuais", postou no Twitter.
Na quarta-feira, a Wikipédia tirou do ar sua versão em inglês por 24 horas, deixando na página inicial os dizeres: "Imagine um mundo sem conhecimento". O Google não saiu do ar, mas inicialmente colocou uma tarja preta na homepage de seu site americano; depois, postou, abaixo da linha de busca, o link "Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!". O protesto foi direcionado aos projetos de lei Sopa (Stop Online Piracy Act e Pipa (Protect IP Act), que estão sendo debatidos, respectivamente, na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos.
O Sopa permitiria ao Departamento de Justiça dos EUA investigar, perseguir e desconectar qualquer pessoa ou empresa acusada de disponibilizar na rede sem permissão material sujeito a direitos autorais dentro e fora do país. A lei obrigaria aos sites de busca, provedores de domínios e empresas de publicidade americanas a bloquear os serviços de qualquer site que esteja sob investigação do Departamento de Justiça por ter publicado material violando os direitos de propriedade intelectual. Estes provedores, que estão nos EUA, teriam que cumprir os pedidos do Departamento de Justiça para evitar serem eles os afetados pela regulação.
Além do Sopa, corre no Senado americano um projeto semelhante, o Pipa. Os projetos propõem penas de até cinco anos de cadeia para pessoas condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses. As propostas também preveem punições para sites acusados de "permitir ou facilitar" a pirataria. Estes podem ser fechados e banidos de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes, em nível internacional. Em tese, um site pode ser fechado apenas por manter laços com algum outro site suspeito de pirataria.
Depois dos protestos de quarta-feira, proeminentes congressistas americanos retiraram o apoio aos projetos de lei antipirataria. Entre os que mudaram de posição estão dois dos propositores dos projetos de lei, os senadores Marco Rubio, da Flórida, e Roy Blunt, do Missouri. Vários outros senadores e deputados também retiraram o apoio às propostas.
JB
A imaturidade e a morte previsível a 200 km/h
Os mais jovens têm sido constantes vítimas da violência no trânsito. O maior exemplo dessa incontrolável tragédia pode ser lembrado num gravíssimo acidente, ocorrido no Rio de Janeiro, tempos atrás, que chamou a atenção pela previsibilidade de uma tragédia anunciada, face à constante imprudência com que se comportava ao volante.
O estudante Diogo Monteiro Frota dos Santos, que acabara de completar 24 anos no dia anterior, dirigindo em alta velocidade durante a madrugada (era membro, no Orkut, da comunidade “Já ultrapassei os 200 km por hora!”), perdeu o controle da direção numa curva e bateu violentamente num poste. Diogo fazia parte também da comunidade “MapaRadar”, especializada em descobrir radares, além de ser seguidor do Twitter Lei Seca, que alerta motoristas para pontos de fiscalização da referida lei. Não há notícias, no entanto, de que Diogo tenha sido submetido a exame de embriaguez post-mortem.
A triste realidade, porém, é que há um perigoso ‘coquetel mortífero’ ceifando a vida de jovens motoristas, em boa parte dos acidentes de trânsito em rodovias e vias urbanas, principalmente nos finais de semana: pistas livres das madrugadas, excesso de velocidade, manobras arriscadas, uso de bebida alcoólica, energéticos e outras drogas, sono, cansaço.
Constata-se que o jovem, ainda em processo de formação de personalidade, apresenta características próprias do estágio de autoafirmação social: impulsividade, desafio ao perigo e espírito competitivo exacerbado.
Transportadas tais características para o volante de um carro, isso confere ao jovem, em período de formação, a possibilidade de demonstração de poder que muitas vezes pode ser fatal.
Pais e responsáveis, antes de presentear seus filhos com possantes carros, deveriam conscientizá-los primeiramente de que o automóvel é um máquina que pode ser mortífera.
“Se não gosta do modo como dirijo, mantenha-se fora da calçada”, era o adesivo (em inglês) existente na traseira do veículo conduzido pelo jovem Diogo, que com sua atitude imprudente parecia mesmo já prever o pior. Uma morte, portanto, mais do que anunciada.
Pela última vez talvez tenha realmente ultrapassado os 200 km/h fazendo jus ao slogan da comunidade de Orkut a qual pertencia. Mais uma família destroçada pela tragédia dos acidentes de trajeto. Ou seja, o Brasil vem perdendo, portanto, seus jovens pela violência do trânsito e tem se mostrado incompetente para minimizar tamanha tragédia. Registre-se que muitos, embora não morrendo, gravemente lesionados nos acidentes, acabam se transformando mortos em vida.
Segundo uma revista semanal de grande circulação, o álcool está por trás de 60% das mortes no trânsito e 72% dos homicídios. A matéria diz que o Brasil tem um número de alcoólatras – muitos dirigem automóveis- estimado em 15 milhões, o dobro da população da Suíça.
A tragédia e a imprudência no trânsito brasileiro podem ser traduzidas pelos recentes dados do Seguro Obrigatório. No ano passado foram pagas mais de 360 mil indenizações por lesões corporais, invalidez e óbitos em acidentes de trânsito, num crescimento de 45% em relação a 2010, sendo a faixa etária entre 18 e 34 anos a de maior incidência nos acidentes, com 70% das vitimas do sexo masculino, envolvendo 65% das indenizações motociclistas e seus garupas.
Detecta-se, neste contexto de violência sem fim, que há poucos e raros investimentos em educação de trânsito no Brasil, bem como na infraestrutura de vias urbanas e rodovias, muitas em estado sofrível de manutenção. A educação para o trânsito é a estratégia – fiscalizar e punir sempre que for necessário – mais importante para tornar o trânsito uma atividade mais humana e menos violenta.
Educar para o trânsito é educar para a vida. Sem cultura civilizada no trânsito continuaremos a perder preciosas vidas. Por enquanto, somos os recordistas mundiais da barbárie, da irresponsabilidade, do estresse e da imaturidade ao volante.
Milton Corrêa da Costa Tribuna
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
China detém 15% da produção brasileira de Nióbio, metal raro e estratégico
Em setembro de 2011, um consórcio chinês formado pelo Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do Citic Group e o Baosteel Group adquiriu, por US$ 1,95 bilhão, 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtor mundial de nióbio, um metal abundante no Brasil e utilizado em indústrias de automação, nuclear e defesa. A CBMM fica localizada em Araxá, em Minas Gerais.
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil concentra quase 100% da oferta mundial de nióbio. A posição estratégica do país na produção do metal, e a negociação envolvendo a CBMM, levantam a questão a respeito de como o governo e as empresas nacionais lidam com as riquezas naturais brasileiras, levando em conta os próprios interesses estratégicos. O négócio fechado com a China, apesar de polêmico, gerou quase nenhum questionamento em Minas Gerais, ao contrário, por exemplo, da privatização da Vale, ocorrida em 1997, e alvo de um verdadeiro levante popular.
A reportagem do Jornal do Brasil entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia (MME) para saber se, com a negocição da CBMM, os interesses nacionais não estariam sendo contrariados. A assessoria de imprensa do MME não respondeu até o momento. Já o governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não foi comunicado sobre a venda "por se tratar de uma operação entre entidades privadas".
A reportagem também buscou o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão diretamente vinculado à atividade mineradora. A assessoria de imprensa do DNPM disse que retornaria com informações, mas ainda não o fez.
Questões econômicas e políticas
Segundo o artigo "A questão do nióbio", do administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional, Ronaldo Schlichting, publicado pelo jornal A nova democracia, o Brasil se subjuga, e deveria dar mais valor às suas riquezas naturais. Ele lembra que o país detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio, e o mundo consome, anualmente, cerca de 37 mil toneladas do minério, totalmente retiradas do território nacional. Em sua opinião, o preço do nióbio refinado, com 99,9% de pureza, tem um preço na Bolsa de Metais de Londres meramente simbólico, já que o Brasil praticamente é o único produtor mundial. Ele chega a dizer que o metal, a este preço, é como "um barril de petróleo vendido a US$ 1".
No texto, Schlichting acusa o governo brasileiro de "negligência com a seriedade das questões", e diz ainda que supostos interesses "escusos" estariam moldando a forma de lidar com o valor do nióbio.
Ao fim de seu artigo, o empresário afirma que "o Brasil está pagando para ter todo o seu nióbio roubado, e que os nossos últimos 'governantes', para não perderem os seus assentos em Davos, Washington, Zurick, Frankfurt, Nova Iorque, Amsterdã e..., vão continuar fiéis discípulos e feitores da pavorosa doutrina da subjugação nacional".
Ásia no Brasil
A CBMM começou a operar em 1955, e pertence ao grupo Moreira Salles. Ela é pioneira na extração, utilização e nas tecnologias do nióbio. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a China aumentou suas importações do metal a uma velocidade anual de 10%, por isso, os negócios duplicaram nos últimos 4 anos.
Ainda, a China compete na compra de nióbio e outros recursos naturais com outros gigantes asiáticos, como Japão e Coreia do Sul, que, em março de 2011, já haviam formado um consórcio de companhias (JFE Holdings, Nippon Steel e Posco, entre outras) para comprar 15% da CBMM por US$ 1,8 bilhão.
Nióbio
O nióbio é um metal bastante raro no mundo, mas abundante no Brasil, e de extrema importância para muitas indústrias. Sua utilização varia, mas a aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga para melhorar propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, além de superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.
JB
Brasil poderá lançar satélite espacial da Base de Alcântara
O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, informou que primeiro satélite deve ser lançado antes de 2013
Brasil poderá fazer, até 2013, o lançamento do primeira satélite espacial brasileiro pela Base de Alcântara, no Maranhão. A informação é do ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que, reuniu-se hoje (20) com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Kostyantyn Gryshchenko, para tratar do projeto e de outros temas de interesse mútuo.
A Ucrânia é parceira do Brasil nessa cooperação. “A previsão é que, antes até de 2013, nós possamos fazer o primeiro lançamento. As empresas envolvidas consideram esse projeto irreversível”, disse Patriota.
O ministro Gryshchenko disse que a Ucrânia tem cooperado para que o projeto seja bem sucedido. “Hoje nós conversamos muito sobre esse projeto. Nosso objetivo é fazer em 2013 o primeiro lançamento a partir da base de Alcântara”, disse o ministro.
Patriota agradeceu ao ministro russo o apoio dado para a eleição do hoje diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano, e também ao pleito brasileiro por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
iG
Ritmo de ampliação dos investimentos em educação diminuiu
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou hoje (19) os dados sobre o investimento público direto em educação em 2010. O levantamento mostra um pequeno crescimento em relação a 2009 – eles passaram de 5% para 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, para o sociólogo e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os números indicam uma diminuição no ritmo do aumento dos recursos para o setor.
“O esperado era 0,2%, essa era a média dos últimos cinco anos. Isso significa que o ritmo dos investimentos diminuiu o que é preocupante. Os dados mostram que acendeu uma luz amarela”, disse. O número divulgado hoje pelo Inep significa que somando todos os recursos gastos por municípios, estados e a União, em educação, o total investido é equivalente a 5,1% do PIB brasileiro.
Desde o início da série histórica produzida pelo instituto, o patamar do investimento público em relação ao PIB passou de 3,9%, em 2000, para 5,1%, em 2010. Isso representa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação. De 2002 a 2005, observou-se um período de queda e, em seguida, de estagnação dos investimentos em comparação ao PIB. A partir de 2005, começa uma tendência de aumento dos gastos com educação. Entre 2005 e 2006 o crescimento foi 0,4 ponto percentual – o melhor da série histórica.
Entre todas as etapas da educação básica, a única que registrou aumento dos investimentos foi o ensino médio. A educação infantil, que compreende a creche e a pré-escola, permaneceu com o mesmo patamar de investimento de 2009: 0,4% do PIB. Para Daniel Cara, essa estagnação é preocupante, já que ainda existe uma grande demanda não atendida por vagas em creche, além da previsão em lei para que as matrículas da pré-escola sejam universalizadas até 2016. O que pode significar que a partir de 2017 as redes de ensino deverão receber todas as crianças a partir dos 4 anos de idade – hoje a obrigatoriedade é a partir dos 6 anos.
“A educação é uma política pública extremamente promissora para oferecer condição e qualidade de vida futura para as populações mais pobres. A estagnação do crescimento demonstra que, de certa maneira, a riqueza do país não está sendo dividida da forma mais equitativa”, declarou.
Os dados divulgados pelo Inep deverão subsidiar as discussões sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), que está em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto prevê o aumento dos gastos em educação até que se atinja 7% do PIB no prazo de dez anos – um incremento de 1,9 ponto percentual em relação ao patamar atual. Se o ritmo verificado entre 2009 e 2010 vier a ocorrer nos próximos anos, a meta não será atingida.
Este é o ponto mais polêmico do projeto que deveria ter sido aprovado no fim do ano passado, mas teve a votação adiada porque não houve consenso sobre a meta de investimento. Entidades da área de educação e movimentos sociais pressionam para que a meta seja ampliada para 10% do PIB. Os trabalhos da comissão especial que analisa o PNE serão retomados logo após o fim do recesso parlamentar.
EBC
Pesquisa do IBOPE diz que Cabral tem aprovação de 71%. Dá para acreditar?
Bem não vou perder meu tempo analisando os números da pesquisa do IBOPE que mostram Cabral e Eduardo Paes com uma aprovação fantástica e que a população confia neles de olhos fechados, além disso, os resultados para eleição municipal colocam o prefeito como quase imbatível.
Para quem não acompanha o blog, em 2010 revelei aqui com exclusividade, que Bernardo Montenegro, filho do presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro virou sócio-majoritário da agência de publicidade Binder / FC + M (o M é de Montenegro), que, vejam a coincidência, ganhou as licitações para fazer propaganda do governo Cabral e da prefeitura de Eduardo Paes. Dois generosíssimos contratos de R$ 30 milhões cada. No total, a agência do filho de Montenegro ganhou R$ 60 milhões, metade de Cabral e a outra metade de Paes. É preciso dizer mais alguma coisa?
Blog do Garotinho
Ronaldinho Gaúcho frustra planos de Eduardo Paes e Patrícia Amorim
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| Patrícia Amorim virou o xodó de Paes e de Cabral, mas sua gestão no Flamengo e Ronaldinho Gaúcho, frustraram os planos |
Quando Ronaldinho Gaúcho acertou com o Flamengo, Paes e Cabral cresceram o olho em cima da presidente do clube, a vereadora Patrícia Amorim. Acharam que ela despontaria a reboque do craque que daria muitas glórias à nação rubro-negra. Paes é amigo dela dos tempos em que os dois eram tucanos, isso facilitava os planos. Convenceram-na a entrar para o PMDB com o argumento de que seria a vice ideal para Eduardo Paes agora em 2012. Patrícia Amorim virou peemedebista e chegou a dar entrevistas como pré-candidata a vice de Paes. Mas isso foi nos tempo de lua-de-mel de Ronaldinho Gaúcho com a torcida.
Hoje, o prestígio da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim está em baixa, não veio a era gloriosa, Ronaldinho Gaúcho desmoraliza a diretoria, só quer saber de gandaia, a presidente mostra não ter nenhum pulso. No final Patrícia vai conseguir é tornar a sua reeleição a vereadora mais difícil, afinal no PSDB a concorrência é bem menor do que no PMDB, e a vaga de vice de Paes pode ir esquecendo. Não passou do sonho de uma noite de verão como a era gloriosa de Ronaldinho Gaúcho. Aliás, é uma pena, um craque de bola, mas que virou um péssimo profissional e um mau exemplo.
Em tempo: Leio hoje nas manchetes dos jornais que o Flamengo está tentando trazer Adriano. Meu Deus! Já imaginaram Adriano e Ronaldinho Gaúcho juntos? Assim Patrícia Amorim talvez consiga é uns votos das torcidas adversárias. E as colunas de fofocas vão adorar.
Blog do Garotinho
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
As imagens distorcidas na TV
A maioria dos brasileiros só se informa pela televisão e, quase sempre, fica mal informado. Todos os dias as emissoras selecionam e transmitem inúmeras notícias de fatos ocorridos no Brasil e no mundo mas o que não bate com seus interesses comerciais e políticos fica fora.
A desinformação, no entanto, acontece também no que é mostrado. As notícias veiculadas são organizadas e editadas segundo os mesmos interesses.
Há dois exemplos significativos. Um, de mais de vinte anos, só agora revelado. Trata-se do famoso debate Lula-Collor de 1989. Sabia-se que ele havia sido editado para ser exibido no Jornal Nacional, da Rede Globo, de forma a ressaltar os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Sua exibição, dessa forma, às vésperas das eleições influenciou um grande número de eleitores, conforme mostraram pesquisas na época.
A manipulação não ficou só ai. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, um dos principais executivos da Globo naquela ocasião revelou, em entrevista recente, a dimensão real do episódio. O debate não foi manipulado apenas na edição levada ao ar. Os truques começaram bem antes, uma vez que segundo o próprio Boni, a emissora “tomou partido” e “produziu” o debate para beneficiar o então candidato alagoano.
“Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade. Então, nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor, com uma 'glicerinazinha', e colocamos as pastas todas que estavam ali, com supostas denúncias contra o Lula. Mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco", revela Boni.
Se você acha que isso é coisa do passado e não acontece mais está enganado. No mês passado, ocorreu em Caracas, na Venezuela, um fato capaz de dar à América Latina e ao Caribe a primeira oportunidade real de romper com as dominações externas mantidas sobre o continente há mais de 500 anos.
Foi criada a Celac, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, reunindo 33 países da região, deixando fora os Estados Unidos e o Canadá que sempre dominaram a OEA, a Organização dos Estados Americanos, até então a principal organização multilateral do continente, chamada com muita propriedade de “ministério das colônias” pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro.
Trata-se de um grito de libertação dos países situados ao sul dos Estados Unidos. Dois séculos depois do rompimento dessas nações com as metrópoles espanhola e portuguesa inicia-se agora uma luta conjunta em busca da autodeterminação política e econômica, livre das imposições dos impérios modernos.
A Celac definiu como um dos seus princípios básicos a defesa das democracias nos países-membros. Se, em algum deles, a ordem institucional for rompida a expulsão é imediata. Medida que busca evitar a repetição de fatos recentes como o golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, em 2009 e a tentativa frustrada de tomar o poder através da força no Equador em setembro de 2010.
Alguém soube disso através da TV? Não que a televisão brasileira não estivesse lá. Estava mas não para mostrar a dimensão histórica do que ocorria em Caracas. Tudo que era importante foi escondido e, para não perder a viagem, o Jornal Nacional colocou no ar o questionamento feito à presidenta Dilma Roussef sobre uma declaração de amor divulgada, no Brasil, por um ministro em vias de demissão. Surpresa, Dilma foi gentil e respondeu a pergunta descabida e fora de lugar. Ao telespectador restou receber uma informação supérflua em prejuízo do essencial.
O caso revela que as distorções ocorridas em torno do debate presidencial de 1989 não são exceções. Ao contrário, trata-se de uma prática comum, embora menos perceptível. A TV acaba fazendo como o mágico que chama a atenção para o lenço enquanto, sem o público perceber, tira o pombo da cartola, na feliz imagem do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Infelizmente assistimos a essa mágica todos os dias no telejornalismo brasileiro.
Laurindo Lalo Leal Filho Carta Maior
Cabeças vazias, corpos sarados e comportamentos patéticos
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso
Não demorou muito e o BBB é caso de polícia. Mais, é caso de estupro. Mais, é caso do habitual descaso com que a programação da tevê aberta brasileira é tratada tanto pela sociedade quanto pelas instâncias governamentais.
A 12ª edição de um dos programas mais fúteis dentre a enormidade de produção de lixo televisivo nem chegou a completar uma semana de existência e já mostrou a que veio: vender cabeças vazias em corpos sarados e uma série quase interminável de comportamentos humanos aceitáveis na esfera privada e patéticos quando transbordam para a esfera pública.
Na noite de sábado [14/1], festa no BBB. Prenúncio de comas alcoólicos e certeza de danças variando entre o sensual e o erótico, ritmo alucinante, luzes piscando e tudo contribuindo para a exposição, sem reservas, dos instintos humanos. Na madrugada de domingo, o Twitter passa a movimentar um sem número de mensagens denunciando Daniel de ter estuprado Monique, tudo captado pelas lentes do BBB, tanto imagem de cobertor em movimento quanto som. O problema, segundo o Twitter, é que apenas um dos dois parece estar vivo – apresenta, vamos dizer, sinais vitais. Este seria o Daniel. Não tardou para que hashtag #DanielExpulso viesse a ser um dos tópicos mais comentados do domingo.
E a onda se espraia na internet com força de tsunami: todos se unem para pedir a cabeça do Daniel e, de quebra, criticar ferozmente a existência de um programa como o Big Brother Brasil. Muitos questionam a correção em classificá-lo como programa. Muitos anunciam que irão boicotar a marca de automóveis Fiat, aquela que premia os carros entre os participantes e entre a audiência, e muitos clamam por intervenção do governo na grade de programação da tevê aberta.
Caso de polícia
Na tarde da segunda-feira [16/1], investigadores da polícia vão ao Projac (centro de produção da emissora, localizado na Zona Oeste do Rio) para apurar a suspeita de que Daniel teria abusado sexualmente de Monique durante a madrugada do último domingo [15/1]. A essa altura, Monique, a presumida vítima, é chamada no “confessionário” para dar explicações sobre o que aconteceu entre ela e Daniel na madrugada de segunda-feira. A moça parece não dizer coisa com coisa, algo como “não sei muito bem”, “acho que não passamos disso”, “ele seria muito mau-caráter se tivesse se aproveitado de mim”, e por aí vai. Logo, as notícias na internet, em particular no sítio G1, da TV Globo, produtora e responsável pela “atração”, passam a divulgar que a moça negou a ocorrência de estupro e replicam a fala do diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho. “Ela não confirmou que teve sexo e disse que tudo o que aconteceu foi consensual. Não dá para garantir que houve sexo, muito menos estupro. Eles estavam debaixo do edredom e de lado. Mas o mais importante é que ela [Monique] estava consciente de tudo. Ela me disse que na hora que o clima esquentou pediu para ele [Daniel] sair da cama”. Não ficaria por aí: “O que está acontecendo nada mais é que racismo”.
Ainda na segunda-feira, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, enviou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que o órgão “tome providências em relação ao suposto estupro que teria acontecido dentro do programa Big Brother Brasil 2012, exibido pela TV Globo.”
Nesta mesma noite, Pedro Bial lê em teleprompter a nota oficial da TV Globo dando conta da expulsão de Daniel por “haver infringido gravemente o regulamento do BBB”. É evidente o clima de constrangimento, sentimento que nem deveria existir em se tratando do BBB, que bem poderia ser visto como uma gincana ininterrupta de constrangimentos... à condição humana. Patética a figura de Bial. Porque ele é aquele jornalista que cobriu a histórica derrubada do muro de Berlim, em novembro de 1989, e mostra à larga que o seu talento é melhor aproveitado fazendo o que faz há 12 anos seguidos no BBB: uma mistura de mestre-de-cerimônias com animador de picadeiro e bedel de escola primária com direito a filosofices tão rasas quanto o programa em que foi aceito como sumo pontífice. Fez o caminho de volta sem ao menos ter ido.
Silêncio da imprensa
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso. Sim, porque pedidos pela expulsão de Daniel e punições à TV Globo não partiram dos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e muito menos da emissora-líder na desconfortável posição de facilitar a ocorrência de estupro, com tudo gravado, segundo a segundo, e retransmitido para todo o Brasil. As denúncias começaram na forma de “piados” (twitter, em inglês), passaram pelo Facebook e tomaram forma nos tais blogues sujos (para a grande imprensa) e alternativos (para a cidadania).
No espaço de 24 horas, muitas águas rolaram nos desfiladeiros oceânicos da internet. Muitos levantaram o assunto na forma de algo adredemente planejado pela emissora do Jardim Botânico carioca para alavancar a audiência do BBB nesta sua 12ª edição. Outros tantos foram mais enfáticos e exigiram nada menos que a suspensão do programa por tempo ilimitado ou, ao menos, pelo tempo em que durarem as investigações policiais. Mas isto é pedir muito quando estão em jogo interesses unicamente comerciais. Porque o dinheiro não tem nem pátria, ética, nem moral, nem costumes. Tem apenas a densidade que seu proprietário a ele conceda. E nesses tempos em que a liberdade é vista como garantia de expressão dos instintos humanos básicos a qualquer momento, o sucesso nada mais é que conseguir esticar ao máximo seus quinze minutos de fama (lembram do Andy Warhol?), amealhar bens materiais e financeiros sem qualquer escrúpulo, usando os meios mais torpes para sua consecução. Neste contexto, não há muito o que esperar.
Nos últimos três anos escrevi no Observatório da Imprensa críticas ao conteúdo, formato, estilo, produção e transmissão do Big Brother Brasil. Tratei de estética, de conteúdo, de ética e de direitos humanos. Abordei a questão da privacidade e o circo de horrores que a qualquer momento poderia vir a ser a marca registrada do BBB. Depois, resolvi não mais escrever. Porque é difícil falar para o deserto, ou pior, para o vácuo. Mas com a chegada da polícia ao Projac julguei oportuno voltar a tratar do “assunto”. Não porque o programa mereça, mas sim porque é um momento propício para debater sobre a sociedade que temos e a sociedade que queremos.
E qual o papel da mídia, enquanto espelho da realidade, na formulação dessa nova sociedade, uma sociedade que seja justa, igualitária, fraterna, inclusiva e promotora dos direitos humanos?
Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor Fórum
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Unesco, Brasil e Estados Unidos lançam projeto para ensinar respeito na escola
O projeto Ensinando o Respeito para Todos, resultado de cooperação entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os Estados Unidos e o Brasil, será lançado hoje (18) em Paris.
Esse é o primeiro passo de um processo com duração de três anos, cujo objetivo é desenvolver currículos que promovam o aprendizado da convivência na escola.
Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. O objetivo da primeira fase do projeto é rever os currículos escolares, as legislações e as políticas de educação para a tolerância a fim de identificar as melhores práticas nessa área.
Participam do lançamento a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a secretária adjunta para Organismos Internacionais do Departamento de Estado dos EUA, Esther Brimmer, e o secretário executivo da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro Lisbôa.
EBC
“Já se vê no horizonte uma nova guerra dos EUA no Oriente Médio”, avaliam dos russos
A situação no Oriente Médio aproxima-se rapidamente do ponto crítico e o início do conflito já é iminente. Isso, em resumo, foi o que disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia.
A situação no Oriente Médio aproxima-se rapidamente do ponto crítico e o início do conflito já aparece nas cartas. Isso, em resumo, foi o que disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia (e ex-diretor do FSB, a organização que sucedeu a KGB) em entrevista à imprensa russa.
Patrushev é, sem dúvida, figura chave do establishment político e das relações internacionais russas. Ninguém duvida de que falou bem refletidamente, com o objetivo de enunciar a profunda ansiedade do Kremlin, ante a evidência de que o mundo está a poucos passos de uma conflagração no Oriente Médio, de consequências imprevisíveis no plano da segurança regional e internacional e da política mundial.
Patrushev, claro, tem acesso a inteligência de alto nível e falou baseado em dados que estão jorrando dos satélites e dos espiões e diplomatas russos. O Kremlin disparou um sinal de alerta.
As entrevistas foram dadas em idioma russo. Posso, portanto, reproduzir passagens. Patrushev disse:
“Há informações de que membros da OTAN e de alguns estados árabes do Golfo Persa, agindo pelo cenário que se viu na Líbia, trabalham para transformar a atual interferência nas questões internas da Síria em intervenção militar direta”.
Foi específico.
“As principais forças de ataque não serão francesas, nem britânicas nem italianas, mas, provavelmente, turcas”.
Disse que o primeiro passo será criar uma zona aérea de exclusão sobre a Síria, para criar um santuário em território sírio próximo da fronteira turca, para entrada de mercenários que possam ser apresentados como rebeldes sírios. Em resumo, é intervenção ocidental ao estilo “líbio”; e conduzida pela Turquia.
Patrushev disse que a escalada militar alcançará provavelmente também o Irã e há “real perigo” de ataque pelos EUA, destacando que tensões sobre a Síria, hoje, são, de fato, tensões relacionadas à questão iraniana. “Querem castigar Damasco, menos pela repressão à oposição e, mais, por a Síria ter-se recusado a romper relações com Teerã”.
Sobre a situação iraniana, Patrushev disse:
“Já se veem sinais de escalada militar no conflito, e Israel está empurrando os americanos para a guerra. Há perigo real de um ataque militar norte-americano contra o Irã. Nesse momento, os EUA veem o Irã como seu principal problema. Querem converter o Irã, de inimigo, em parceiro apoiador; e, para conseguir isso, o plano é mudar o atual regime, pelos meios necessários”.
E qual será a provável resposta dos iranianos? Patrushev avalia:
“Não se pode descartar que os iranianos sejam capazes de cumprir suas ameaças de suspender exportações do óleo saudita pelo Estreito de Ormuz [1], se sofrerem ataque militar direto”.
Patrushev também falou sobre as políticas dos EUA para Rússia, China e Índia.
Disse que os EUA estão “persistentemente buscando manter sua dominação econômica, política e militar no mundo”. Põe sob essa luz a instalação dos sistemas de mísseis antibalísticos dos EUA na Europa.
”Hoje, [a instalação dos mísseis antibalísticos] talvez não seja grave ameaça à Rússia, mas o objetivo daquela ação, no longo prazo, é reduzir nosso potencial estratégico. Pelo que sei, os planos para uma barreira global de mísseis de defesa norte-americanos também estão sendo negativamente avaliados em Pequim.”
“Apesar das mudanças radicais no alinhamento global de forças, como resultado da modernização, os EUA insistem em manter sua dominação econômica, política e militar em todo o mundo. No presente, é importante para os EUA eliminar o que veem como ameaças a essa dominação – e ameaças que vêm da China, como creem os EUA”. (...)
Como “amigo de muito tempo” da Índia, Patrushev, evidentemente, não falaria contra a abordagem dos indianos e as atitudes de “sedução” de Tio Sam. Em vez disso, falou da “vizinhança estendida” da Índia:
“Simultaneamente, os EUA buscam acesso direto aos recursos e às facilidades de transporte na vasta área do Cáucaso, do Cáspio e da Ásia Central. Há inúmeras declarações de políticos norte-americanos sobre a necessidade de pôr sob controle dos EUA a energia, a água e outros recursos da Rússia”.
Mas, apesar de tudo, Patrushev não ignorou a importância que Moscou dá às relações Rússia-EUA, porque “os EUA são líderes do mundo ocidental e, faça a OTAN o que fizer, as estratégias da OTAN são sempre modeladas em Washington”.
Além disso, “Nossos países [Rússia e EUA] têm vários e importantes interesses coincidentes em matéria de segurança. Por exemplo, estamos combatendo juntos contra o terrorismo, dentre outras coisas, ao tornar acessível a rota do norte, para atender as necessidades das forças dos EUA no Afeganistão; estamos enfrentando juntos o crime organizado e o comércio ilegal de armas, narcóticos e substâncias psicotrópicas, e cooperamos também na luta para manter a segurança das informações” – concluiu Patrushev, com boa dose do humor russo, ao acentuar o caráter profundíssimo da atual “parceria” entre Rússia e EUA.
Nota dos tradutores
[1] Sobre isso, ver 8/1/2012, “Geopolítica do Estreito de Ormuz: Marinha dos EUA pode ser derrotada pelo Irã no Golfo Persa?”, Mahdi Darius Nazemroaya, Global Research.
*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.
Fórum
Chuva: governo vai acelerar mapeamento geológico de 250 municípios
Em função dos crescentes estragos provocados pela chuva em alguns estados, o governo decidiu acelerar o mapeamento geológico de 250 municípios para conhecer os riscos a que estão sujeitos em caso de tempestade.
A previsão era que esse mapeamento fosse concluído em 2014, mas a presidenta Dilma Rousseff determinou aos ministros que antecipassem a finalização do trabalho. Na próxima semana, a Casa Civil irá coordenar uma reunião com a Petrobras e representantes de universidades federais a fim de identificar geólogos dessas instituições que possam para reforçar o trabalho de mapeamento.
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, disse só será possível estimar o novo prazo de conclusão do mapeamento após saber quantos profissionais estarão disponíveis para a tarefa. “Depois de feito esse mapeamento poderemos nos deparar inclusive com a necessidade de remover famílias de alguma regiões em função do risco geológico da área”, disse o ministro, hoje (18), após participar de reunião na Casa Civil com integrantes de ministérios como o da Ciência e Tecnologia e o do Meio Ambiente.
Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff determinou que os municípios que tiveram imóveis totalmente destruídos tenham prioridade no Programa Minha Casa, Minha Vida. A estimativa, segundo Bezerra, é que a demanda seja de 3 mil unidades habitacionais.
“A presidenta autorizou ao grupo de acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que todas as demandas que venham a surgir de estados e municípios que tiveram casas totalmente destruídas, que se abra espaço dentro do Minha Casa, Minha Vida. Já temos demandas que chegam de Minas Gerais e Rio de Janeiro e, na próxima semana, teremos os encaminhamentos após a reunião do grupo de acompanhamento do PAC”, explicou.
Fernando Bezerra informou que, devido à previsão de aumento da chuva em São Paulo e em Santa Catarina, vão ser instalados nos dois estados unidade do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.
Ainda hoje, o ministro irá a Belo Horizonte para a transferência de R$ 25 milhões em recursos emergenciais ao estado. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, deverá entregar ao ministro o pleito de recursos para as obras de recuperação no estado.
EBC
Hemolagos precisa de doadores!
O Hemolagos em Cabo Frio está precisando de doadores de sangue, de todos os tipos sanguíneos. A alta temporada diminui os estoques de bolsas de sangue e também a coleta, pois muitos doadores deixam de comparecer nesse período.
Os interessados em doar devem ter mais de 18 anos e pesar mais de 50kg, o Hemolagos fica na rua Barão do Rio Branco nº72, ao lado do Hospital Santa Izabel, na Passagem, em Cabo Frio e funciona de 2ª a 6ª de 8h às 16h. Tel: (22)2644-5076
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O que é o SOPA (Stop Online Piracy Act) e porque ele é tão perigoso.
A entrevista abaixo foi publicada no Blog do Zé Dirceu e explica o que é o projeto de lei chamado Stop Online Piracy Act (SOPA) que está para ser votado na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. No próximo dia 18/01, o Reddit está chamando um black out na rede para protestarmos contra a possibilidade de censura e de bloqueio aos sites pelas autoridades norte-americanas. Aqui, no Trezentos, vamos começar uma grande campanha contra os projetos SOPA e PIPA. A entrevista abaixo ajuda a esclarecer o que está em jogo.
Qual é o conteúdo desse projeto de lei? Por que é tão polêmico?
[ Sérgio Amadeu ] O SOPA, apresentado em outubro de 2011 na Câmara dos Deputados dos EUA, é praticamente um complemento do Protect IP Act (PIPA), apresentado quatro meses antes no Senado norte-americano. As duas propostas legislativas visam bloquear o acesso a sites e aplicações na Internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual norte-americana. A indústria do copyright percebeu que os principais buscadores, provedores de conteúdo e redes sociais online estão sediadas nos EUA. Por isso, acreditam conseguir no ciberespaço algo semelhante ao bem sucedido bloqueio econômico à Cuba.
Na prática, o que acontecerá se ela for aprovada?
[ Amadeu ] Nenhuma empresa sediada nos EUA poderá permitir o acesso a um número de IP (ou seja, do protocolo de internet) ou a um domínio de um site acusado de “roubar” imagem, vídeo, música, texto ou software de cidadãos ou corporações norte-americanas, sob pena de ser considerado um verdadeiro cúmplice. Mais do que aplicar a técnica chinesa do bloqueio aos endereços dos sites, a lei exige que, em cinco dias, todas as referências a estes sites sejam apagadas. Isto quer dizer que se meu blog for acusado de violar o copyright de algum americano, o Google e o Yahoo serão obrigados a deletar todas as referências a ele. Também a Wikipedia deverá suprimir todos os links que teriam para o meu blog, mesmo que os enlaces tratassem de outro tema.
Além disso, são completamente impeditivos os custos para se recorrer na Justiça norte-americana dessa ação de bloqueio administrativo. O pior é que os dois projetos de lei visam controlar a criatividade e a inovação também na área de aplicações na rede. Imagine se a Microsoft acusar o Wordpress de violar determinadas patentes de software (que são aceitas nos EUA). Como ficarão os blogs que usam a plataforma wordpress em todo o planeta? Certamente terão seus IPs bloqueados em solo americano e os mecanismos de busca deverão suprimir qualquer link que os indique.
Qual o impacto disso para a rede como um todo?
[ Amadeu ] Se o SOPA e o PIPA forem aprovados, será a primeira grande derrota da cultura da liberdade diante da cultura da permissão e do vigilantismo. Será um grande retrocesso para a criatividade e para a inovação da comunicação em rede. A Internet poderá ser afetada nos seu sistema de DNS (sistema de nomes de domínio) e isto poderá alterar profundamente a sua dinâmica. Por isso, enquanto lutamos contra os traficantes do copyright, temos que utilizar a estratégia das comunidades de software livre. É preciso pensar e construir também novas tecnologias de rede que possam anular a truculência do Estado norte-americano. Resistir, mobilizar, denunciar, sem esquecermos que, talvez, o decisivo seja hackear. E vale lembrar que hackear é hipertrofiar. Borrar as fronteiras dos inimigos da liberdade. Elevar ao extremo seus absurdos. Não têm nada a ver com crackear, roubar e invadir. Um exemplo é o plano para lançar o primeiro satélite hacker (leia mais https://twitter.com/#!/samadeu/status/153940138530062336 ).
Quais são os interesses por trás da lei?
[ Amadeu ] Esta medida é defendida por membros do Partido Republicano e do Partido Democratas que querem subordinar todos os direitos sociais e culturais ao enrijecimento e extensão da propriedade intelectual. São lobistas de associações como a MPAA (indústria cinematográfica), RIAA (indústria fonográfica), BSA (Business Software Aliance) que articulam deputados e senadores para apoiar tais medidas que são consideradas anti-constitucionais por diversos analistas. Todavia, os deputados defensores do SOPA e do PIPA defendem que tais medidas não se aplicam em território americano, são para bloquear sites fora de sua jurisdição, portanto, não fere a Constituição. Por trás dessas propostas está a certeza de que não adianta atuar contra o usuário da Internet, pois esse não acredita que compartilhar música, textos e vídeos seja uma atividade criminosa. Por isso, querem atuar na própria infraestrutura de conexão e de provimento de acesso da rede.
Há reação dos movimentos sociais?
[ Amadeu ] Há uma grande reação nos EUA contra o SOPA e o Protect IP Act. O principal articulador da luta contra o bloqueio da Internet é a Electronic Frontier Foundation. Ativistas do mundo inteiro se mobilizam contra essas medidas. Organizações sem fins lucrativos, tais como a Wikipedia e a Mozilla Foundation se mobilizam igualmente junto com corporações como o Google e o Yahoo. No Brasil, os ativistas da liberdade na Internet que lutam contra o AI-5 Digital se mobilizam desde o ano passado para denunciar o SOPA. Diversos blogueiros também têm denunciado essas investidas que visam censurar e bloquear a rede. Existe até um aplicativo para celulares Android (veja) que permite o usuário identificar as empresas que apóiam o SOPA, conforme tenho relatado no Twitter ( http://twitter.com/samadeu ).
Leiam também “EUA: estado totalitário e militar” de Miguel Urbano Rodrigues publicado em ODiário.info e “Projeto dos EUA quer censura mundial na web“, de Sérgio Amadeu, publicado no portal A Rede.
Trezentos
Homem mata filha grávida, neto de 3 anos e genro
Crime teria ocorrido após discussão entre familiares na zona sul de São Paulo. Após atingir vítimas, ele disparou contra a própria cabeça
Um crime chocou a rua Aroeiras no Jardim Aeroporto, na zona sul de São Paulo, na tarde de segunda-feira (16). Após discussão, por volta das 15h45, um homem disparou contra a filha grávida, o neto de 3 anos e o genro. Segundo a Polícia Militar, os três morreram no local.
Segundo a PM, os agentes militares foram acionados pelos vizinhos que afirmaram ter ouvido tiros após forte discussão entre os familiares. Após atirar contra sua familia, o homem disparou contra a própria cabeça. Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resisitiu e morreu.
O crime foi registrado no 35º DP, do Jabaquara, e a Polícia Civil investiga o caso.
iG
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