domingo, 26 de agosto de 2012

Modelo experimental de EJA no ensino médio da rede estadual


Os integrantes do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE/RJ) aprovaram o Programa Nova EJA, iniciativa de caráter experimental que propõe um rearranjo na grade curricular dos cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o ensino médio no estado do Rio de Janeiro na forma presencial. A decisão foi tomada na sessão plenária realizada na última terça, dia 21.

Sob o comando de Nival Nunes, presidente interino do colegiado, os educadores analisaram o parecer elaborado por Paulo Alcantara Gomes, presidente da Câmara Conjunta de Educação Profissional e Ensino Superior. Havia urgência na análise da matéria, já que, em função da falta de quórum, há dois meses o colegiado não analisava processos. Paulo Alcantara explicou que a medida da Secretaria Estadual de Educação (SEE) tem como foco pessoas com idade a partir de 21 anos, embora a legislação preveja que jovens com mais de 18 anos já possam ingressar na EJA. O novo modelo traz adaptações à realidade dos estudantes.


Para explicar as inovações, o relator do parecer pediu a colaboração de Carlos Bielschowsky, presidente do Cederj, instituição que colabora com a SEE no programa. O projeto diminui a carga diária de aulas, que, em vez de serem oferecidas em três semestres, das 18h às 22h40, ocorrerão em quatro semestres, das 19h às 22h10. “O novo projeto inova ao propor um horário compatível com a realidade dos alunos. Eles dificilmente conseguem chegar aos colégios às 18 horas, por conta dos deslocamentos, do trânsito, nem tão pouco permanecem até as 22h40, por conta da segurança. O aumento em um semestre da duração do curso representará aumento de carga horária, uma vez que eles conseguiram efetivamente assistir a todas as aulas entre 19h e 22h10”, falou Bielschowsky.


O Cederj participa do programa produzindo material didático específico para a EJA do ensino médio, produzindo material para os professores em diversas mídias e oferecendo um curso de especialização semipresencial para os docentes do programa. “Os professores do programa farão o nosso curso de especialização em EJA, trazendo as discussões de sua prática diária com os alunos. Acompanharemos, passo a passo, a aplicação das metodologias, numa parceria com a Secretaria de Educação”, disse o presidente do Cederj.


Após a fala de Bielschowsky, Malvina Tuttman e Magno de Aguiar Maranhão fizeram sugestões para aprimorar a proposta, estabelecendo prazo de cinco anos para o caráter experimental do projeto e acrescentando um histórico de demandas pedagógicas que levaram a SEE a propor esse novo modelo, que incorpora elementos do Programa Projovem Urbano, adotado com êxito em estados como Paraná, Acre e Rio Grande do Norte. 

FD

sábado, 25 de agosto de 2012

LUTO: Morre Neil Armstrong, primeiro astronauta a pisar na Lua.

Família confirmou morte neste sábado após complicações de cirurgia. Ex-astronauta havia sido submetido a uma desobstrução de artérias do coração no início do mês.

Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, morre aos 82 anos nos EUA

O ex-astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, morreu aos 82 anos neste sábado, em Ohio, nos Estados Unidos. Armstrong tinha sido submetido a uma cirurgia no coração no último dia 5 para desobstruir artérias. Segundo a própria família do ex-astronauta, Armstrong morreu após complicações da mesma cirurgia. 

"Estamos de coração partido por compartilhar a notícia de que Neil Armstrong morreu devido a complicações após a cirurgia cardíaca", disse a família de Armstrong em comunicado obtido pela rede de televisão americana CNN.

Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro ser humano a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. Foi ele quem proferiu a histórica frase: "Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”. 

Ela era o comandante da primeira missão lunar, na Apolo 11, ao lado dos astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins. Em 21 de julho de 1969, a cápsula lunar Eagle pousou sobre a superfície lunar e Armstrong - como havia sido planejado - foi o primeiro homem a caminhar sobre a Lua.

O comandante nasceu no dia 5 de agosto de 1930. Ele foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Formou-se em 1955 em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e atuou como piloto civil da agência que deu origem à Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica). 

Em uma rara entrevista em maio deste ano , Neil Armstrong disse que os astronautas do histórico voo Apolo 11 calculavam em apenas 50% as possibilidades de pousar sobre a superfície do satélite. "Pensava que eram de 90% as possibilidades de retornar sãos e salvos à Terra depois do voo, mas apenas 50% de possibilidades de pousar sobre a Lua nesta primeira tentativa", disse Armstrong na ocasião. 

A entrevista causou extrema surpresa, já que o veterano astronauta praticamente não fez declarações públicas nos últimos anos. Mas ele decidiu romper o silêncio em uma entrevista à  Associação Australiana de Peritos Contábeis Certificados. Segundo o presidente da entidade, o ex-astronauta decidiu oferecer a longa entrevista porque seu pai foi um contador público.

Repercussão
A morte do primeiro homem a pisar na Lua gerou muita repercussão em todo o mundo. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demorou a lamentar publicamente o falecimento de Armstrong. "Neil foi um dos maiores heróis americanos, não somente de sua época, mas de todos os tempos. Quando ele e seus companheiros de bordo pousaram na Lua com a Apollo 11, em 1969, levaram consigo as aspirações de uma nação inteira", afirmou. 

Edwin "Buzz" Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua e ex-companheiro de Armstrong, também se manifestou após a confirmação da morte. "Estendemos nossas mais profundas condolências à Carol e a toda a família Armstrong pela morte de Neil. Ele fará muita falta", afirmou.  Outro ex-companheiro de Armstrong, Michael Collins também reverenciou o amigo. "Ele foi o melhor, e eu vou sentir muito a sua falta."

No comunicado oficial assinado pela família de Armstrong, seus parentes pedem que a memória do ex-astronauta seja reverenciada por quem o admirava. "Para aqueles que eventualmente perguntarem o que podem fazer pela memória de Neil, temos um pedido simples. Lembrar seu exemplo de serviço, comprometimento e modéstia. E da próxima vez que andarem pela rua em uma noite e olharem a Lua sorrindo para vocês, pensem em Neil e deem uma ‘piscadinha’ a ele", diz o texto.

iG

Globo manipula imagens contra Chávez


A Rede Globo mostra, mais uma vez, que está longe de praticar o jornalismo objetivo e isento que tanto gosta de dizer que é seu eixo central nas reportagens. Prova disso é a matéria veiculada hoje (23) pelo jornal “Bom Dia Brasil” sobre a campanha de Chávez. Com o título “Chávez usa santinhos modernos para conquistar jovens eleitores” (na versão online), a repórter Delis Ortiz induz o telespectador a acreditar que a campanha oficial de Hugo Chávez está criando santinhos com imagens manipuladas para passar uma imagem jovial e iludir os eleitores, atraindo os votos dos jovens, omitindo uma suposta “morte iminente” do comandante Chávez devido ao câncer. 

E chega a dizer:
“Hugo Chávez tenta vender a imagem de um líder que personifica mudança; mas está no poder há 14 anos. Quer aparentar a metade dos quase 60 anos que tem. O candidato desenhado esconde o homem debilitado e doente que tenta a terceira reeleição, tendo que encarar um adversário nem um pouco raquítico. Henrique Caprilles tem 40 anos, agita a campanha com vigor físico, fazendo caminhadas, comícios pelo interior. Vende com a própria imagem a encarnação do novo, que Chávez tanto queria ser.”

Ora, primeiro que quem fez os santinhos foi um coletivo de jovens (chamado Miranda es Otro Beta), que apóia Chávez, e não sua campanha oficial. Para saber mais leia o artigo abaixo, do blog “O outro lado da notícia”.

Segundo que dizer que Chávez é um “homem debilitado e doente”, não condiz em nada com Chávez hoje. Basta ver você mesmo as notícias, os vídeos e as fotos de sua campanha:
www.chavez.org.ve. Ou seja, trata-se, mais uma vez, de difamação e mentira para favorecer a campanha da direita, de Capriles, que a Globo defende.

E dizer que Chávez quer ser Capriles? Ora, tudo (e não só a imagem) na política os distancia e isso o povo venezuelano sabe e evidencia nas pesquisas de opinião que apontam a vitória clara do comandante.

Gostaríamos de saber da repórter, de seus editores e da família Marinho: isso é o jornalismo isento e ágil que vocês pregam nos “
Princípios editoriais das Organizações Globo“? 

Lendo este trecho, escrito por vocês mesmos, já sabemos a resposta: “Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar. O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica.”

Blog do Miro

Mais um mistério revelado: A Verdade sobre os 7 pecados!


Um Sábado Qualquer

Segredo revelado: A verdade sobre a Arca de Noé!






Um Sábado Qualquer

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CONVITE!

Cabo Frio precisa e merece um vereador honesto e representante dos trabalhadores da educação! 

Professor Babade 50050!
 
PSOL: O Partido que não se vende e não desiste!

O nióbio é nosso?

Pelo menos 95% das reservas mundiais desse mineral raro e estratégico estão no Brasil
Dois litros de um novo biodiesel de origem mineral, com qualidade testada e comprovada, estão nas prateleiras do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Falta só o interesse das indústrias para ser produzido em larga escala.No mesmo local, há mais de dez anos, foi criada uma substância capaz de revelar resquícios de sangue lavado de cenas de crime para dificultar as investigações. Mais barata e vantajosa que o luminol original americano, a versão brasileira é usada pelo Instituto de Criminalística Carlos Eboli, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

“O produto também pode ser empregado contra infecção hospitalar porque muitas bactérias se proliferam em partículas de sangue”, afirma o farmacêutico Claudio Cerqueira Lopes, coordenador das pesquisas da UFRJ.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisadores do laboratório de Metalurgia e Solidificação do Departamento de Engenharia de Materiais criaram uma prótese de quadril fabricada com uma liga metálica que, além de mais barata e resistente, é totalmente biocompatível. Isto é, o material não provoca reações inflamatórias e alérgicas que levam o organismo a rejeitá-lo. “Quando o produto passar a ser produzido em escala industrial, o país finalmente ficará independente da tecnologia estrangeira”, explica o engenheiro e pesquisador Éder Sócrates Najar Lopes.

As experiências das duas universidades públicas têm em comum o uso de matérias-primas derivadas do nióbio, elemento químico raro em todo o mundo. E abundante no Brasil. Encontrado na natureza em forma de minerais, como a columbita e o pirocloro, é extraído, beneficiado e negociado como concentrado mineral para utilização em usinas siderúrgicas, que o adicionam a outros metais para obter ligas metálicas com características físicas e químicas de interesse industrial. 

Entre as indústrias que mais o empregam estão a espacial, nuclear, aeronáutica, de petróleo e gás, bélica, da construção pesada e de equipamentos médicos, como próteses e componentes para aparelhos de ressonância magnética e tomografia.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil concentra mais de 95% das reservas mundiais, embora outras fontes estimem em até 98%. Em 2010, a produção do concentrado do minério alcançou 63 mil toneladas, além de 53 mil toneladas de uma liga de ferronióbio, das quais 45 mil foram exportadas ao valor de US$ 1,56 bilhão. 

No mesmo período, 4 mil toneladas de óxido de nióbio foram produzidas, das quais foram exportadas 1.500, a US$ 44 milhões. O segundo maior produtor mundial é o Canadá, com 1,5%. Os preços são negociados entre comprador e vendedor e, geralmente, são confidenciais. Com base em dados do British Geological Survey, órgão do governo britânico de pesquisas em geociências, o ministério informa que, em 2007, os valores do ferronióbio variavam entre US$ 12 e US$ 14 o quilo. Em fevereiro de 2011, devido ao aumento da demanda por esse metal, o quilo do ferronióbio esteve em torno de US$ 40.

Reservas ameaçadas

O Plano Nacional de Mineração 2030, que norteia as políticas de médio e longo prazo, estima um crescimento de 5,1% para o mercado interno e 3,8% para o mercado externo. As principais reservas minerais estão localizadas nos municípios de Itambé (BA), Itapuã do Oeste (RO), Catalão e Ouvidor (GO), Araxá e Tapira (MG) e Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira (AM). A de São Gabriel, a maior, esteve na mira do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 1997, houve a intenção de vender, por R$ 600 mil, a reserva capaz de abastecer todo o consumo mundial por mais de mil anos.

O minério também pode ser encontrado no nordeste de Roraima, na terra indígena Raposa Serra do Sol. Conforme o ministério, não há informações sobre novas minas que passarão a produzir.

A maior mina em operação atualmente é a da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), em Araxá, que processa, fabrica e vende. Cerca de 75% do nióbio usado em todo o mundo é produzido ali. 

Desde os anos 1950, quando foi criada, a CBMM era controlada pelo grupo Moreira Salles – uma rede de empresas com participação do capital estrangeiro –, que controlava o Unibanco, incorporado em 2008 pelo Itaú. Nos últimos anos, porém, 15% das ações da companhia foram vendidas para chineses, japoneses e coreanos, grandes consumidores de nióbio, que assim deixaram para trás o risco de depender de um único fornecedor. 

Um parêntese: os americanos, que dependem do nióbio brasileiro, têm pequenas minas no estado de Nebraska, com pureza de 0,5% – enquanto a do minério brasileiro chega a 2%. Mesmo assim, aprovaram recentemente uma lei que autoriza nova varredura no próprio subsolo em busca de reservas mais robustas. Segundo o site da CBMM, um contrato com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) prevê a transferência de 25% de participação operacional nos lucros ao governo de Minas Gerais. A empresa tem subsidiárias na Holanda, Cingapura e Estados Unidos.

O segundo maior produtor brasileiro é a Mineração Catalão, na cidade de mesmo nome em Goiás. É controlada pela Anglo American, um dos maiores grupos de mineração e recursos naturais do mundo, que opera desde 1976. 
O ferronióbio produzido ali é exportado para Europa, América do Norte e Ásia. A empresa vendeu 4 mil toneladas em 2010 e cogita ampliar a produção.

Até a década de 1970, o Brasil exportava apenas o concentrado do minério, de pouco valor agregado. Em busca de tecnologia para processamento do mineral e sua valorização, o então Ministério da Indústria e Comércio criou o Projeto Nióbio, em parceria com a CBMM. A empresa fornecia o minério e pagava os salários de quase uma centena de pesquisadores chefiados por Daltro Garcia Pinatti, do Instituto de Física da Unicamp. O governo custeou instalações e equipamentos. 

O engenheiro Hugo Ricardo Sandim, professor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), no interior de São Paulo, participou do projeto. Ele conta que em 1978, quando a instituição ainda não estava incorporada pela Universidade de São Paulo (USP), teve início a construção do laboratório. Hoje desativadas, as instalações ainda preservam o forno de feixe de elétrons importado da Alemanha, que já foi o mais moderno do mundo e processou 120 toneladas de nióbio, cujas amostras foram exportadas para Japão, Estados Unidos e Alemanha, entre outros países. “Além de formar mão de obra qualificada, o projeto forneceu material para diversos laboratórios estrangeiros estudarem mais sobre o potencial do nióbio”, conta Sandim.



Desperdício

O Projeto Nióbio é o esforço máximo empreendido no Brasil em busca de tecnologia para valorizar um mineral abundante no país e praticamente inexistente naqueles que dele dependem. “O nióbio vai além do luminol, do biodiesel e das ligas especiais”, afirma Claudio Cerqueira Lopes, da UFRJ, que tem em seu laboratório várias teses a partir de pesquisas com nióbio que poderiam ser transformadas em produtos de alto valor agregado. “Temos de desenvolver tecnologias que transformem nossas matérias-primas abundantes em riqueza. Se não criarmos políticas para isso corremos o risco de ficar eternamente exportando barato commodities, como o nióbio, e importando produtos caros feitos com ele e dependentes de tecnologia externa.”

Para Adriano Benayon, ex-diplomata e professor de Economia aposentado pela Universidade de Brasília (UnB), o fato de o Brasil ter mais de 90% das reservas de um material tão raro e estratégico e vendê-lo como commodity, sem investir em tecnologias que agreguem valor, não é diferente do que acontece com outras matérias-primas, como o quartzo, usado em chip para computadores. 

“Apesar de sua importância estratégica, o nióbio não é valorizado na pauta de exportações brasileiras”, afirma. “Além disso, o governo recebe apenas 2% do valor declarado dos minerais em geral, que, evidentemente, muitas vezes é subfaturado. Para completar, a lei isenta os minérios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços”, explica. 

Para se ter uma ideia do quão lucrativo deve ser o negócio do nióbio, Benayon, que defende a estatização das reservas, lembra que os irmãos Fernando Roberto, João, Pedro e Walther Moreira Salles, que ficaram com o controle de apenas 20% da CBMM, figuram na lista dos mais ricos do mundo, divulgada no começo de março passado pela revista Forbes. “O curioso é que os quatro têm fortunas avaliadas em US$ 2,7 bilhões. Como o Unibanco já vinha quase falindo, essa fortuna toda só pode ter vindo do nióbio”, acredita.

Rede Brasil Atual

PM usa bomba de efeito moral contra alunos dentro de campus da Uerj

A tropa de choque da Polícia Militar usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo para dispersar cerca de cem alunos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) que protestavam na tarde desta quinta-feira (23) dentro do campus, no Maracanã, zona norte do Rio. Não há informações de feridos.

Segundo o estudante de História Marcel Gavazza, 22, os manifestantes realizaram uma assembleia às 14 horas e decidiram fazer uma passeata, ocupando a Radial Oeste. Ele afirma que não estava no local quando pneus foram queimados, mas que houve negociação com a PM e os estudantes retornaram para a universidade. 



Ainda de acordo com Gavazza, eles ocuparam a área de um banco em reforma ao lado do bandejão por volta das 17h30. Apoiadores da greve iniciada em 11 de junho, eles reivindicavam uma proposta do governo do estado e a ampliação do refeitório. Já a assessoria da PM informou que o Batalhão de Choque foi acionado porque os alunos estariam depredando um caixa eletrônico. O órgão não confirmou o uso de armamento não letal nem explicou como o Choque conseguiu dispersar os alunos. 

A Associação de Docentes divulgou nota condenando a repressão policial, apesar de não apoiar o radicalismo do bloqueio da via e disse achar estranho o campus estar sem luz "coincidentemente" desde as 14 horas.

Folha

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Professor BABADE 50050! O vereador que não se vende e não desiste!



Nota de Falecimento


Desejo transmitir minhas condolências e meu apoio nessa hora difícil para a camarada Narcisa e sua família!

Eu não voto em TRAIDOR!

Votou contra os Professores!

Votou contra os Bombeiros!

Votou contra os Policiais!

Votou contra a CPI da Delta/Cabral no Rio!

Votou contra a fiscalização da CEDAE!

Votou pela privatização da Saúde!

Votou pelo aumento das tarifas das Barcas!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dez fatos pouco conhecidos sobre o Sistema Solar

1) O planeta mais quente não é o mais próximo do Sol: Muitas pessoas sabem que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. É normal assumir, portanto, que é o mais quente do Sistema Solar. Mercúrio não tem, porém, uma atmosfera, ou seja, não possui uma manta térmica para ajudar a manter o calor da estrela. Vênus, por outro lado (30 milhões de quilômetros mais longe do Sol do que o vizinho), está envolto em uma atmosfera espessa (cem vezes mais do que a Terra) e é constituído quase inteiramente por dióxido de carbono, um gás de efeito estufa. A temperatura máxima pode chegar a 468º C, que derrete estanho e chumbo."

2) Plutão é menor do que os EUA: — A maior distância entre os estados americanos é de quase 4.670 quilômetros (do norte da Califórnia ao Maine). Pelas estimativas atuais, Plutão tem apenas pouco mais de 2.253 quilômetros de diâmetro, menos da metade da largura dos Estados Unidos."

3) George Lucas não entende muito sobre "campos de asteróides": Em muitos filmes de ficção científica as naves espaciais são ameaçadas por campos de asteróides. Na realidade, o cinturão de asteróides que conhecemos existe apenas entre Marte e Júpiter e, embora existam dezenas de milhares deles, estão bastante espaçados e a probabilidade de colidir com um é pequena."

4) Você pode ter vulcões com a água como magma: Mencionam vulcões e todos pensam imediatamente no Monte Vesúvio ou talvez na caldeira de lava do Mauna Loa, no Havaí. Afinal, tais fenômenos exigem rocha derretida chamada lava, certo? Não é verdade. Um vulcão se forma quando um reservatório subterrâneo de um mineral ou de gás quente irrompe sobre a superfície de um planeta. Na lua de Saturno (Enceladus) e na lua de Netuno (Triton) a força motriz é o bom e velho gelo. A água se expande quando se congela e uma enorme pressão pode se acumular, como um vulcão na Terra."

5) O fim do Sistema Solar é mil vezes mais distante do que Plutão: Ensina-se que o Sistema Solar vai até a órbita de Plutão. Hoje, questiona-se até a o fato deste planeta ser realmente um planeta, mas a impressão continua. Ainda assim, já descobrimos vários objetos que orbitam o Sol e são consideravelmente mais distantes que Plutão."

6) Quase tudo na Terra é um elemento raro: A composição elementar da Terra é na maior parte oxigênio, ferro, silício, magnésio, enxofre, níquel, cálcio, sódio e alumínio. Embora tais elementos tenham sido detectados em diversas partes do universo, são ofuscados pela abundância esmagadora de hidrogênio e hélio. "

7) Existem rochas de Marte na Terra (e não trouxemos aqui!): A análise química de meteoritos encontrados na Antártica, no deserto do Saara e em outros lugares provou, por vários meios, que se originaram em Marte. Alguns contêm bolsões de gás quimicamente idênticos à atmosfera marciana."

8) Júpiter tem o maior oceano de todos os planetas: Orbitando em um espaço frio e cinco vezes mais distante do Sol que a Terra, Júpiter manteve níveis bem mais elevados de hidrogênio e hélio quando se formou do que o nosso planeta, Na verdade, é composto principalmente destes dois elementos. Dada a massa e a composição química, o hidrogênio se transforma em líquido. Modelos de computador mostram que não apenas tem o maior oceano conhecido do Sistema Solar, como tem cerca de 40 mil quilômetros de profundidade."

9) Mesmo organismos muito pequenos podem ter luas: Antigamente pensava-se que apenas objetos grandes, como planetas, poderiam ter satélites naturais. Em 1993, porém, a sonda Galileu passou a 32 quilômetros de distância do asteróide Ida e descobriu uma lua de 1.600 metros de largura, o Dactyl. Desde então foram descobertos satélites em cerca de 200 outros objetos menores."

10) Nós vivemos dentro do Sol: Normalmente pensamos o Sol como aquela bola grande de luz quente bem distante. Só que, na verdade, a atmosfera externa da estrela se estende muito além de sua superfície visível. Nosso planeta orbita dentro dela. As auroras solares já foram observadas em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno."

Quando os soldados preferem morrer

Em julho passado, revelam fontes oficiais, 38 militares norte-americanos se mataram. Um aumento de mais de 100% sobre os casos de suicídio do mês anterior. Vinte e dois deles se encontravam em serviço. Os demais haviam voltado para casa, mas já não se sentiam em seus lares. Eram outros homens, desfeitos e refeitos pelo horror. 

Provavelmente não se sentissem combatentes por sua pátria ou suas idéias, e, sim, meros mercenários, enviados para assassinar em nome de interesses que nada têm a ver com os de seu povo. Salvo nas duas guerras mundiais, quando justa era a luta contra os alemães e o nazismo, os soldados ianques lutam por Wall Street. O genocídio inútil de Hiroxima e Nagasáki, ao manchar com a desonra o combate pelos valores humanos, confirmou os exércitos dos EUA como bandos de pistoleiros do imperialismo.

Os Estados Unidos nunca tiveram que lutar em seu solo, a não ser na Guerra da Independência. Sempre invadiram o solo alheio, a partir da guerra contra o México, em 1846, quando anexaram mais de 40% do território do país vencido. A Guerra da Independência, bem antes, se travara contra homens iguais, da mesma etnia, da mesma fé, e poderíamos dizer, quase das mesmas idéias. O mesmo veio a ocorrer no conflito interno, o da Guerra da Secessão, apesar da crueldade dos combates e a bandeira ética do Norte contra a escravocracia do Sul.


Esse enorme privilégio – o de não conhecer as botas dos ocupantes estrangeiros – transformou-se em maldição. Os militares ianques já não encontram na alma, desde a derrota no Vietnã, quaisquer razões para a luta. Assim, são corridos pela depressão, ou se transformam em animais, como os que se deixaram fotografar em Abu Ghraid, com seus cães. A depressão os leva a desertar das fileiras, de forma absoluta, ao estourar a cabeça ou o coração com suas próprias armas.


O filósofo espanhol Ortega y Gasset tem uma tese interessante sobre os militares e as guerras. Ele considera o cerco de Granada, pelos Reis Católicos, em 1492 – o mesmo ano da descoberta da América por Colombo – como o fim do soldado que combatia com honra, e o início do soldado “técnico”, que atua como simples extensão de sua arma.


No cerco de Granada, e na vitória que se seguiu, os castelhanos usaram o planejamento tático e estratégico, superando, e em muito, os gregos e os romanos no projeto de suas operações. Segundo Ortega, ali morreu a bravura, e nasceu o combatente moderno, mera máquina de matar, sem honra e sem sentimentos, a não ser os do ódio induzido.


Os soldados americanos que se matam, torturados pelo remorso, talvez sigam o lema que os japoneses inscrevem nos sabres destinados ao harakiri: saiba morrer com honra quem com honra não soube viver.

 Mauro Santayana

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ex-presidente do Inep diz que principal objetivo do Ideb é mobilizar sociedade


Nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 , indicador que mede a qualidade  do ensino no país.
 
Para cada escola, rede de ensino, município e estado é atribuída uma nota de 0 a 10. De posse desses resultados, agora é hora de os gestores analisarem aquilo que o Ideb indica e buscar soluções para superar problemas na qualidade da oferta.

Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), acredita que o principal objetivo do Ideb é a mobilização da sociedade.

“É preciso que as escolas e os pais tenham uma ideia do retrato da qualidade do ensino. É preciso que a escola olhe esses números, compare com outras e reflita. E os pais perguntem por que aquela escola vai bem ou não”, defende Fernandes, que foi o responsável pela criação do indicador em 2005.

Uma das recomendações é que a escola compare o resultado obtido com outras unidades da mesma rede que recebem um público semelhante. Também é importante verificar se as metas de melhoria da qualidade foram atingidas.

O Ideb atribui uma nota diferente para três etapas da educação básica: anos iniciais (1º ao 5º) e anos finais (6º ao 9º) do ensino fundamental e ensino médio.

Todos os entes federados e escolas têm metas a serem cumpridas até 2022, bicentenário da Independência do Brasil.

“Nós temos um sistema de educação descentralizado, ou seja, a oferta é feita por mais de 5 mil redes, se eu não tenho um critério de aferição de resultados que seja comparável, as escolas correm o risco de ficar isoladas. A comparação é importante porque nenhuma medida faz sentido sem uma referência”, explica Reynaldo.

Outra tarefa importante para as escolas é aprender a “ler” os resultados do indicador. O Ideb é calculado a partir da taxa de aprovação e do desempenho dos alunos na Prova Brasil, avaliação aplicada pelo Inep a cada dois anos.

É a partir dessas informações que o indicador é calculado e os dados também devem ser observados isoladamente. Assim, a rede de ensino ou escola pode identificar se o problema é de fluxo ou de aprendizagem – ou a combinação de ambos.

Fernandes ressalta que o Ideb é apenas um dos vários instrumentos possíveis para avaliar a qualidade. Ele critica o ranqueamento das escolas a partir das notas e recomenda que os gestores comparem seus resultados com outras unidades e redes que atendam a um perfil de alunos semelhante.

“Por isso é importante a divulgação de todas as escolas para você ter essa referência e não para fazer como se fosse um campeonato em que quem chega em primeiro lugar ganha um troféu, como se fosse uma corrida de Fórmula 1”, aponta. Os resultados do Ideb estão disponíveis para consulta no site do MEC.

O Dia

O imperialismo sionista yankee

Esta guerra midiática, que se iguala a uma espécie de terrorismo, constitui a “guerra fria” da atualidade, a continuação, no terreno da luta de ideias, da ofensiva do imperialismo em todo o mundo contra os países e forças políticas empenhados na batalha pela emancipação nacional e social.

É uma guerra que tem a mentira como norma e arma. Os meios de comunicação a serviço do imperialismo estadunidense e seus aliados se transformaram em uma verdadeira usina de mentiras.

Esses veículos de comunicação são grandes conglomerados econômicos privados que, além de auferirem enormes lucros, se põem a serviço do sistema como um todo, defendendo políticas conservadoras, neoliberais e antipopulares. Os interesses econômicos que esses grupos defendem estão entrelaçados com o poder do capital monopolista-financeiro, a indústria armamentista e a potência geopolítica dos países imperialistas. Para esses grupos é algo natural sua inclinação para defender o saque dos recursos naturais de países e povos, o militarismo e as guerras. Sua missão é fazer a defesa ideológica do sistema político e socioeconômico vigente.

No seu arsenal de mentiras e engodo, está um inesgotável repertório propagandístico por meio do qual procuram apresentar os Estados Unidos e demais países imperialistas como modelos de democracia. Querem impor seu modelo político como o único democrático, sua ideologia como o pensamento único a ser seguido, seus valores como a quintessência da civilização.

Contudo, nunca se atentou de maneira tão intensa, flagrante e abrangente contra as maiores conquistas civilizacionais: a democracia, a liberdade, a igualdade, a justiça, a fraternidade, os direitos humanos, os direitos sociais, a soberania nacional, a autodeterminação dos povos, o direito internacional e a paz.

A mídia se tornou cúmplice de crimes, de golpes de Estado, da contrarrevolução, do terrorismo de Estado e de guerras de agressão e rapina contra os povos e nações independentes. É a mídia quem prepara o terreno para essas agressões, é ela que constrói, com artifícios e o engodo, opiniões favoráveis à guerra, naturalizando-a, tornando-a acontecimento banal, e conquista a opinião pública para suas posições. Foi assim com a preparação das guerras da Bósnia e do Kosovo, na antiga Iugoslávia, nos anos 1990, no Afeganistão, em 2001, no Iraque em 2003, na Líbia em 2011 e é assim agora na Síria. As coberturas ditas jornalísticas sobre esses episódios dramáticos são sempre parciais, unilaterais e arbitrárias. 

Durante 12 anos, entre a primeira guerra da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque, em 1991, e a segunda, em 2003, a mídia encarregou-se de transformar os erros do ex-presidente iraquiano na própria personificação do mal. O estadista foi execrado como tirano e, depois que ocorreram os malsinados atentados contra as torres gêmeas e o Pentágono em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, o dedo acusador da mídia apontou para o Iraque como a base logística das operações da Al Qaeda e o país como se fora o refúgio de Osama Bin Laden. Pior do que tudo, o Iraque foi acusado de possuir armas de destruição em massa. Tudo isso era apresentado como justificativas para desencadear a guerra contra o país árabe. Depois, os próprios acusadores, já investidos como força de ocupação, confessaram que não existiam as aludidas armas.
 
Com relação ao conflito de Israel com os povos árabes e o palestino em particular, a mídia é ainda mais unilateral e mentirosa. Ela deturpa os fatos históricos. Apresenta a criação do Estado de Israel como uma conquista democrática e uma remissão da humanidade pelos crimes cometidos pelo fascismo, quando na verdade a criação do Estado de Israel sem a correspondente criação do Estado palestino, como determinava a resolução da ONU, e a expansão de Israel sobre as terras usurpadas aos palestinos, configurou o que estes com justa razão consideram uma tragédia. A versão da mídia privada sobre esse episódio histórico, que resultou em um martírio para o povo palestino, é uma escandalosa falsificação histórica.

A mídia privada, em conluio com entidades sionistas em todo o mundo, inclusive no Brasil, apresenta Israel como uma democracia ocidentalizada, um país tolerante e aberto, pluralista e pacifista. Nada mais falso. Ali é o reino do obscurantismo, do fundamentalismo, do extremismo, do militarismo e das políticas de guerra.

Se os meios de comunicação monopolistas são tão generosos com os sionistas, por outro lado, são severos com os palestinos, cuja heroica e sagrada luta recebe os mais aviltantes epítetos. Os combatentes palestinos e suas organizações de luta são chamados de terroristas.

Agora estamos em presença de novas falsificações, que preparam o terreno para novas aventuras bélicas do imperialismo e do sionismo contra povos e nações. Demonizam o governo da Síria e seu presidente, Bashar Al-Assad, insuflam o terrorismo, abençoam o bando de mercenários que se autointitula Exército Livre da Síria, difundem lendas sobre armas químicas e elaboram cenários para justificar a criação de uma chamada zona de exclusão aérea na Síria a partir de supostas áreas libertadas nas fronteiras com a Jordânia e a Turquia.

As questões relacionadas ao Irã estão entre os principais temas sobre os quais a mídia fabrica e difunde indefensáveis mentiras. Primeiramente, criando uma opinião desfavorável ao modo como o país organiza seu sistema político, ignorando que o princípio basilar do multilateralismo das Nações Unidas é a autodeterminação dos povos e nações, o que implica o reconhecimento do direito que tem cada país de soerguer o sistema político correspondente às suas próprias decisões e peculiaridades nacionais.

Em segundo lugar, a mídia ajuda o imperialismo e o sionismo na acusação de que o país tem um programa nuclear voltado para fins bélicos, quando o governo já assegurou perante os organismos internacionais tratar-se de um programa nuclear com fins pacíficos. A Agência Internacional de Energia Atômica, organização da ONU encarregada de realizar inspeções sobre instalações e programas nucleares, jamais afirmou categoricamente que o programa nuclear iraniano tem fins bélicos. 

Israel prepara afanosamente um ataque às instalações nucleares iranianas, assassina os cientistas deste país, possui armas nucleares, viola o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Mas a mídia silencia vergonhosamente sobre tudo isso.
Pior, os colunistas a seu serviço em veículos de comunicação privados, avessos à ética profissional e comprometidos com sua ideologia, são pagos para acusar de antissemitas os críticos do sionismo e do expansionismo do Estado israelense.

Em todo o mundo, é assim que agem também as suas entidades e indivíduos que atuam como agentes de sua causa. Confundem deliberadamente com o antissemitismo, o antissionismo, que é a oposição política a um nacionalismo expansionista e imperialista.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o poder sionista é decisivo, monopoliza o poder político, influencia as deliberações do Capitólio, do Departamento de Estado, do Pentágono, da Casa Branca e das cúpulas partidárias que se alternam no governo. Controla os grandes jornais, as principais redes de TV e empresas da indústria cinematográfica.

Por estas razões, considero urgente a organização de um movimento de oposição à ofensiva da mídia contra nações independentes, países e povos que lutam por sua autodeterminação e afirmação soberana no cenário mundial.

É necessário dar passos para criar uma Rede Internacional de Ciberativistas da Solidariedade e o Jornalismo Solidário.

Considero importante que chefes de Estado e governo de países progressistas e resistentes ao imperialismo organizem debates em suas reuniões de cúpula que os levem a tomar medidas institucionais contra o terrorismo midiático. Esses debates poderiam ser realizados no âmbito de grupos e blocos de países conforme suas afinidades. Por exemplo, na Unasul, na Alba, no Movimento dos Países Não Alinhados, nos Brics, no Ibas, na Organização para a Cooperação de Xangai e assim sucessivamente.

Creio ser necessário mesmo criar um Fórum Internacional de Combate ao Terrorismo Midiático. Iniciativas como esta ganhariam sem dúvidas o apoio de jornalistas, escritores, intelectuais da comunicação, comunicadores, blogueiros , ativistas.

Penso também que seria necessário criar um pool de agências noticiosas e de outros veículos de comunicação, a fim de brindar o público com informações fidedignas.

Tudo isso ajudaria a criar condições para a definição de políticas multilaterais, coordenadas e solidárias de comunicação entre países com afinidades e interesses mútuos.

É necessário ainda pensar novas concepções de ensino do jornalismo e promover intercâmbios entre profissionais da comunicação de instituições progressistas.

Em nossa concepção de jornalismo, uma publicação, impressa ou virtual, um site, um blog, uma rede, são instrumentos de resistência, de luta para transformar o mundo, veículos da luta de ideias.

Acreditamos no poder mobilizador e transformador do Jornalismo Solidário, de resistência e de luta. Por esta razão, o Portal Vermelho sente-se partícipe deste movimento de solidariedade e das suas campanhas. 

José Reinaldo Carvalho   Vermelho

Resenha de “Manuscrito encontrado em Accra”

Na esteira da polêmica acerca das declarações de Paulo Coelho sobre Ulysses, a Folha de São Paulo me convidou a resenhar o último livro do Mago, Manuscrito encontrado em Accra. Aceitei o convite. Segue abaixo o texto da resenha e, logo depois, um adendo que elabora um pouco mais um tema que não coube no exíguo espaço dos 2.500 caracteres que eu tinha.

Nos últimos dias, dois acontecimentos envolveram o nome de Paulo Coelho com muita repercussão. Depois de sua declaração à Folha, de que Ulysses fez mal à literatura e cabia em um tuíte, Coelho foi violentamente atacado. As reações não vinham da cultura erudita entrincherando-se na autodefesa, mas de comentaristas que rendiam culto a um monumento como forma imaginária de comunhão com ele. Curiosamente, a insistência no valor de Ulysses e na falta de valor de Coelho era contraditória com a própria obra de Joyce que, apesar de eruditíssimo, nunca escondeu seu gosto pela cultura popular. Em seguida, coerente com o que defende, Coelho deu apoio ao blog “Livros de Humanas,” processado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos por compartilhar PDFs de livros, muitos já esgotados.

Os episódios são relevantes à luz do novo livro do Mago, Manuscrito encontrado em Accra. De certa forma, o livro é sobre o que estava em jogo nas polêmicas sobre Joyce e o compartilhamento de PDFs: como se erigem os monumentos? Quem tem direito de reproduzir o quê? Um manuscrito do século XIV, encontrado em Accra no século XX, traz as respostas de um copta do século XI a perguntas ouvidas em Jerusalém, às vésperas da invasão cruzada.

A captura de Jerusalém pelos cruzados em julho de 1099 seria acompanhada do massacre de quase toda sua população judaica e muçulmana. No mesmo átrio em que, um milênio antes, Pôncio Pilatos havia entregue Jesus, o copta reúne concidadãos para dissertar sobre o futuro, o amor e a derrota.

O jornalismo e a crítica têm se dedicado com mais frequência a achincalhar Coelho do que a cumprir o seu papel, que é entender o objeto. A versão mais comum para o sucesso de Coelho (é “autoajuda barata”), ainda que fosse verdadeira, não explicaria nada. De inúmeros escritores poder-se-ia dizer o mesmo, mas só Coelho fala a milhões. Por quê?

Manuscrito encontrado em Accra oferece uma explicação: Coelho traduz, para a literatura comercial moderna, o gênero da parábola. De larga tradição, dos Evangelhos à contística didática medieval, a parábola não se reduz à autoajuda porque nela opera o discurso ficcional, desestabilizando a aparente univocidade do ensinamento. Daí o fascínio de tantos leitores: simples e compreensível, a parábola preserva uma dose de mistério. A fresta que se abre entre a alegoria e seu sentido fundamenta uma das lições do copta: a circulação infinita dos relatos, negada tanto pelos defensores das hierarquias culturais como pelos guardiões da propriedade privada sobre os textos.

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Adendo: A quem quiser se dedicar a entender o porquê do grande sucesso de Paulo Coelho para além dos clichês “ah, vende mundo porque é autoajuda barata” (como se não se pudesse dizer isso de pilhas de escritores que não atingiram 0,1% do sucesso do Mago), eu sugeriria que se aprofundassem na questão formal que a resenha só teve espaço de mencionar brevemente: a operação da parábola. Mais conhecida entre nós pela sua presença nos Evangelhos, a parábola (do grego: lançado ao lado) tem larga tradição na literatura ocidental. Floresceu à toda na literatura medieval e particularmente, no caso da literatura hispânica, em um gênero, a contística didática. El conde Lucanor, de Don Juan Manuel, talvez seja o espécime mais ilustre desse corpus.

Vários estudiosos da contística didática medieval – penso aqui nos ótimos trabalhos de María Rosa Menocal, por exemplo – têm demonstrado algo bem interessante nos últimos anos. A aparente univocidade do ensinamento transmitido pela parábola (e, no caso d’ El conde Lucanor, essa aparente univocidade é ainda mais destacada que em Paulo Coelho, posto que a moral da história está separada do texto, em itálicos) é poderosamente desestabilizada pelo discurso ficcional, que introduz uma fresta de ambiguidade, quando não de contradição, ali onde só se vislumbraria, à primeira vista, um conto exemplar acompanhado de seu ensinamento. Ah, mas El conde Lucanor é uma grande obra do cânone ocidental, e Paulo Coelho escreve “autoajuda barata”, retrucará o crente na naturalidade, na estabilidade e na imortalidade das hierarquias culturais, cegado até mesmo para o óbvio parentesco entre as textos.


O que esse crente não percebe é que os eixemplos d’El Conde Lucanor eram o Paulo Coelho de sua época, assim como Shakespeare, Dostoiévski e Stevenson também foram cultura do populacho em seu momento. Só depois, muito depois, na maioria dos casos, eles se transformaram em monumentos eruditos. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não depende, portanto, de alguma característica própria, essencial, imanente dos textos. Ela se ancora nos mecanismos de produção, circulação, reprodução e consumo das obras – mecanismos que, evidentemente, se transformam com o tempo. Já está demonstrado, por exemplo, com sólida pesquisa etnográfica, que a miríade de distinções que realizam os ouvintes de música popular não é menos complexa, multifacetada e rigorosa do que aquelas que realizam os consumidores do corpus de peças musicais europeias dos séculos XVIII e XIX que viemos a conhecer, umas poucas décadas atrás, como “música clássica”. Quem quiser saber um pouco mais sobre como eu vejo esses processos de valoração em estética, pode consultar a longuíssima peroração sobre o assunto que publiquei na Revista Brasileira de Literatura Comparada.

Em outras palavras, se quiser invocar a aparente naturalidade de alguma hierarquia estética para desqualificar Paulo Coelho, fique à vontade, mas não imagine que, com isso, você estará entendendo alguma coisa, porque essas hierarquias não são tão naturais como podem lhe parecer à primeira vista.

Idelber Avelar   Revista Fórum

Sou + PSOL, sou + Claudio Leitão 50!



Os minérios e o interesse nacional


As empresas mineradoras, quase todas estrangeiras ou com forte participação de capital externo, ameaçam ir à Justiça contra o governo brasileiro. Alegam “direitos minerários”. Razão alegada: o Ministério de Minas e Energia e o Departamento Nacional de Produção Mineral, a ele subordinado, não têm emitido novas licenças para pesquisas de lavras, nem outorgas de concessão do direito de minerar. Segundo informações oficiosas, e não oficiais, a ordem é do Planalto.

A matéria sobre o assunto, publicada sexta-feira pelo jornal Valor, não esclarece de que “direitos minerários” se trata. Pelo que sabemos, e conforme a legislação a respeito, o subsolo continua pertencendo à União, como guardiã dos bens comuns nacionais. A União pode, ou não, conceder, a empresas brasileiras, o direito de pesquisa no território brasileiro e o de explorar esses recursos naturais, dentro da lei. Nada obriga o Estado a atender aos pedidos dos interessados.

A Constituição de 1988, e sob proposta da Comissão Arinos, apresentada pelo inexcedível patriota que foi Barbosa Lima Sobrinho, havia determinado que tais concessões só se fizessem a empresas realmente nacionais: aquelas que, com o controle acionário de brasileiros, fossem constituídas no Brasil, nele tivessem sua sede e seus centros de decisão.

O então presidente Fernando Henrique Cardoso, com seus métodos peculiares de convencimento, conseguiu uma reforma constitucional que tornou nacionais quaisquer empresas que assim se identificassem, ao revogar o artigo 171 da Constituição, em 15 de agosto de 1995, com a Emenda nº 6. Ao mesmo tempo, impôs a privatização de uma das maiores e mais bem sucedidas mineradoras do mundo, a nossa Vale do Rio Doce.

É bom pensar pelo menos uns dois minutos sobre a América Latina, seus recursos minerais e a impiedosa tirania ibérica sobre os nossos povos. A prata de Potosi – e de outras regiões mineiras do Altiplano da Bolívia – fez a grandeza da Espanha no século 17. O ouro e os diamantes de Minas, confiscados de nosso povo pela Coroa Portuguesa, financiou a vida da nobreza parasita da Metrópole, que preferiu usar o dinheiro para importar produtos estrangeiros a criar manufaturas no país. As astutas cláusulas do Tratado de Methuen, firmado entre Portugal e a Inglaterra, em 1703, pelo embaixador John Methuen e o Conde de Alegrete, foram o instrumento dessa estultice. Assim, o ouro de Minas financiou a expansão imperialista britânica nos dois séculos que se seguiram.

A luta em busca do pleno senhorio de nosso subsolo pelos brasileiros é antiga, mas se tornou mais aguda no século 20, com a intensa utilização do ferro e do aço na indústria moderna. Essa luta se revela no confronto entre os interesses estrangeiros (anglo-americanos, bem se entenda) pelas imensas jazidas do Quadrilátero Ferrífero de Minas, tendo, de um lado, o aventureiro Percival Farquhar e, do outro, os nacionalistas, principalmente mineiros, como os governadores Júlio Bueno Brandão e Artur Bernardes.

Bernardes manteve a sua postura quando presidente da República, ao cunhar a frase célebre: minério não dá duas safras. Essa frase foi repetida quarta-feira passada, pelo governador Antonio Anastasia, ao reivindicar, junto ao presidente do Senado, José Sarney, a aprovação imediata do novo marco regulatório, que aumenta a participação dos estados produtores nos lucros das empresas mineradoras, com a elevação dos royalties devidos e que, em tese, indenizam os danos causados ao ambiente.

Temos que agir imediatamente, a fim de derrogar toda a legislação entreguista do governo chefiado por Fernando Henrique, devolver a Vale do Rio Doce ao pleno controle do Estado Nacional e não conceder novos direitos de exploração às empresas estrangeiras, dissimuladas ou não. E isso só será obtido com a mobilização da cidadania. 

Mauro Santayana   Carta Maior

Blog sujo invade quartel general de Serra na rede

Recentemente o candidato tucano José Serra afimou sem dar nome aos bois que o PT têm uma tropa semelhante a S.S Nazista atuando em seu favor na Internet. Pois bem, o candidato disse isso porque parece conhecer bem do assunto. Serra criou uma rede social para que seus apoiadores ajam em defesa da sua candidatura e divulguem suas propostas. Mas também para que critiquem seus adversários.

Vejam como o espírito é bélico. Na página principal do site de campanha do candidato que acusa os outros de nazistas você pode ler a seguinte chamada: “Junte-se ao exército de aliados do Serra na web”.

Este curioso blogueiro sujo resolveu se disfarçar, usando a estratégia do Elefantástico, para entender o que  isso significava.

Clicando na referida chamada se é direcionado para um cadastro de uma rede social do Serra. Ela se assemelha as redes tradicionais em diversos aspectos. Há um perfil com a sua foto, idade e profissão e pode-se publicar fotos e vídeos, além de interagir com os demais membros da rede. Eu já sou amigo de um monte de tucanos, um monte…

Mas a rede social do Serra difere-se quando apresenta no perfil do usuário uma lista de ações para serem concluídas. Vejam que interessante a  organização da tropa tucana. Estas ações são: retuitar posts favoráveis ao Serra, curtir vídeos da campanha no YouTube e compartilhar posts no Facebook. Você associas as suas contas pessoais do Twitter, Facebook e YouTube e pode executar essas ações diretamente da rede social do Serra. Muito legal, né, gente? Isso é que é tropa organizada…


No meu perfil, as primeiras ações que me foram propostas são: retuitar as notícias “Ao lado de Kassab, Serra cita mensalão contra rivais http://ow.ly/cZ1mj” (postado no perfil @PortalRedeTV). Achei o máximo . Fiz isso com o maior prazer para todos os meus amigos.

Outras sugestões foram: “Confira como foi o primeiro Plantaço realizado pela Juventude #SerraJa! http://on.fb.me/MwfoQf” (postado pelo perfil @serraja) e “Serra visitou nesta tarde o Centro de Referência do Idoso do Mandaqui, que presta atendimento médico para terceira idade http://ow.ly/i/QLjd” (postado pelo perfil @serrajá). Também me foi sugerido que curtisse um vídeo no YouTube sobre o Centro Cultural Catavento.

Achei tudo tão espontâneo…

E o que as pessoas ganham obedecendo a rede social do Serra?

Aí que vem a parte mais interessante. A cada ação que você realiza no prazo estipulado você recebe uma quantidade de pontos e participa de um ranking com todos os usuários da rede social. Como explica o cadastro da rede, os melhores colocados neste ranking irão receber atenção especial da coordenação de campanha do PSDB, podendo inclusive receber uma homenagem ao participarem ao lado do Serra de um dos seus eventos de campanha.

Fiquei pensando, se eu for bem será que eles me convidam para tirar uma foto com o Serra quando ele tiver com uma casquinha de feijão no dente?

Agora eu entendi por que o Serra acusa o PT de possuir uma tropa na web. É que como a dele tem até quartel general na rede e classifica as pessoas pelo grau de participação, tornando uns generais (que podem até tirar uma foto com ele) e outros em meros soldadinhos, que vão ficar apenas dando uns retuites, ele deve ter pensado que tudo que acontece na rede é assim.

Que nada é espontâneo. Tudo é esquema de organização no estilo robótico. Será que os jornais tradicionais  sempre tão atentos ao que acontece em sites de outros candidatos não vão se interessar por esse “exército tucano”? #Ficaadica

Exemplos apontam caminhos para reverter fracasso no ensino médio

Ensino profissionalizante, aulas atraentes, uso de tecnologias e formação de professores mostram resultado

Escolas que abrem portas para o mercado de trabalho, aulas ao ar livre, visitas a parques e museus, novas tecnologias à disposição dos alunos e investimento na formação de professores. Para a grande maioria dos jovens brasileiros, iniciativas como essas parecem utopia, mas todas já existem em plena rede pública e dão resultados que apontam caminhos para reverter o fracasso do ensino médio.

Uma das ações mais apoiadas por especialistas na área é o crescimento da oferta de vagas em cursos profissionalizantes. Além da conexão com o ambicionado mercado de trabalho que aumenta o interesse dos jovens pelo estudo, os exemplos mostram que as escolas com ensino médio integrado a cursos técnicos conseguem melhores resultados no aprendizado das disciplinas básicas.

Os alunos dos Institutos Federais, que oferecem essa integração, obtiveram nota média igual a dos países mais desenvolvidos do mundo no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), que testa capacidades em leitura, matemática e ciências. As Escolas Técnicas Estaduais, em São Paulo, também estão entre as primeiras colocadas no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

No Brasil todo, no entanto, há apenas 860 mil vagas para cursos assim, incluindo a rede particular: uma para cada 10 jovens que estão no ensino médio. “Nos países mais ricos, a oferta de profissionalizantes é de 20% a 30% do total da etapa. No Brasil, estamos em 10%”, lamenta Wanda Engel, superitendente do Instituto Unibanco.

O governo federal anunciou um programa que deverá ampliar este porcentual dando a alunos de escolas públicas bolsas para cursos no Sistema S, que gerencia Sesi, Sesc, Senai e Senac. A previsão é de que no primeiro ano sejam ofertadas 1,6 milhão de vagas. “Vamos ver como vai funcionar, o ideal seria que essa formação fosse dentro da escola para ajudar a tornar aquele ambiente interessante”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa.

Ensino Médio Inovador
A aposta do Ministério da Educação (MEC) para melhorar a escola tradicional é o projeto piloto Ensino Médio Inovador, que começou a ser implantado no final de 2009 em 357 escolas – 2% das 17 mil unidades desta etapa – em 18 Estados. O governo federal envia uma verba diretamente para a instituição que formular um projeto em que os estudantes tenham 20% mais tempo de estudo com atividades culturais e recuperação de conteúdos em que demonstrem dificuldades.

O responsável pelo projeto, Carlos Artexes, foi diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica do MEC até janeiro deste ano, quando decidiu voltar a dar aulas em uma instituição de ensino superior no Rio de Janeiro. “Percebemos que era importante fortalecer a cultura das escolas e aumentar o tempo que o aluno passa dentro dela. Vamos ver os resultados em 2012, quando os alunos que estavam no 1º ano em 2010 se formarem”, conta.

Na escola estadual Laércio Caldeira de Andrada, em São José, Santa Catarina, os benefícios já são comemorados. No ano passado, os alunos participantes foram conhecer museus em Porto Alegre, projetos ambientais em Curitiba e áreas históricas em Florianópolis, como a vila de pescadores Pântano do Sul. Dentro da escola, tiveram aulas com a participação conjunta de professores de diferentes disciplinas e novos materiais adquiridos com a verba, como máquina fotográfica, filmadora e laptop.

“Das quatro turmas que temos, duas participaram e a diferença de resultados em evasão e aprendizado foi grande”, diz a assistente técnica pedagógica Rosilane Rachadel Martins, que coordena o projeto na unidade. Ela aponta problemas, como a falta de espaço físico para montar salas e de um profissional pago para tratar apenas do projeto, mas defende que o programa seja estendido para todo o País. “Agora os alunos têm mais expectativas da escola”, resume.

Artexes acredita que o caminho da mudança é esse, ainda que dependa da adesão dos Estados e da criatividade das equipes pedagógicas de cada escola. “O Brasil é uma federação, e os Estados têm autonomia para conduzir o ensino médio, que é responsabilidade deles. Mudanças radicais, como as da China, acontecem em culturas autoritárias. Nós não queremos isso”.

Formação e aumento de salário
No Espírito Santo, foi feito um investimento nos professores de matemática, disciplina em que os alunos mais apresentam dificuldades. Uma parceria da Fundação Roberto Marinho com a Secretaria de Educação oferece formação aos docentes da área no ensino médio de 300 escolas desde 2008. Nos dois primeiros anos, os encontros entre os educadores eram quinzenais e, em 2010, passaram a ser trimestrais, mas foi montado um curso à distância com uma rede social própria para 1.500 educadores trocarem ideias.
Professores de matemática do ensino médio em formação que melhorou média dos alunos em três anos
Para apurar os resultados, é realizada uma avaliação com os alunos nos mesmos moldes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do governo federal. Em 2008, a nota média foi 242, em uma escala de zero a 400, no ano seguinte, 251, e no ano passado, chegou a 272. A professora Marinete Santana, de São Mateus, no interior do Estado, usa o próprio exemplo para dizer que a mudança foi maior do que atestam os números. “Antes, a gente pulava conteúdo que não sabia, eu fazia isso com geometria”, assume.

Os professores recebem R$ 160 por mês para fazer a formação com 40 aulas. Também houve um expressivo aumento nos salários na rede estadual. Marinete, por exemplo, ganha R$ 2.400 por 40 horas semanais, o dobro do que há 4 anos. “Ainda não é compatível com a remuneração de outros profissionais com ensino superior, mas percebi que já aumentou o interesse pela carreira”, diz.

São ações que respondem aos problemas de desinteresse e desistência dos alunos, baixo nível de aprendizado e má formação do professor, apresentados nesta série. Falta, agora, deixarem de ser exceções.

iG