sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Biblioteca Nacional vira forno no verão!

Temperatura chegou a mais de 47ºc. Servidores fazem protesto por melhores condições
No "forno" da Biblioteca Nacional, livros e documentos em risco


Para denunciarem as condições precárias que enfrentam no cotidiano, servidores da Biblioteca Nacional fizeram um protesto nas escadarias da instituição, na Cinelândia, na tarde desta quarta-feira(19). 

Enquanto ele se manifestavam na rua, no interior do prédio o Jornal do Brasil constatou que enquanto ao ar livre a temperatura beirava os 30ºc, no interior da Biblioteca Nacional chegava a 47,4ºc. "Em um dia com calor de até 42ºc, a temperatura vai a 54ºc. É desumano trabalhar assim", definiu Flavia Cezar, diretora da Associação dos Servidores da Fundação Biblioteca Nacional.


Protesto animado

Para reclamarem da alta temperatura a que estão sujeitos no dia-a-dia, os manifestantes recorreram à criatividade e à ironia: colocaram chifres e tridentes de diabo, simbolizando o inferno a que se submetem no trabalho.

Os problemas não se limitam à alta temperatura dentro do prédio e tampouco são novos. Lia Jordão, vice-presidente da Associação dos Servidores da Fundação Biblioteca Nacional, lembrou que os problemas não são recentes:


"É um problema que vem se agravando no último ano. Não houve a devida manutenção, e o resultado é o que vimos hoje. Além do calor, sofremos com a chuva, que se for muito forte acaba molhando os livros no último andar e. Com esse calor, qualquer um sua, e aí pode também contribuir para deteriorar o acervo", explicou Lia.

O movimento, segundo Flávia Cezar, também diminuiu consideravelmente. "Normalmente, vinham de 300 a 400 pessoas por dia para consultas a livros e documentos. Hoje em dia, com essas condições, se 100 pessoas vêm à Biblioteca já é muito", explicou.

No dia 11 de novembro, inclusive, houve um acidente que por pouco não atingiu quatro funcionários: Uma grade de ar condicionado caiu no 5º andar. O motivo foi o suporte de madeira ter sido inteiramente devorado por cupins.

"Os insetos, com o calor e a umidade, se proliferam depressa. Isso é um perigo para os livros e para as instalações", disse um funcionário, que não quis se identificar. Flavia  que ainda explicou o motivo de tanto calor:

"O teto da Biblioteca Nacional tem uma claraboia que funciona como uma estufa. Quando a luz do sol entra, é um desespero"

Assim que ficou registrado a temperatura de 47,4ºC, às 13h29 no 5º andar do prédio, um funcionário brincou: "E hoje nem está tão quente, hein?", o que era uma verdade: às 13h44, na Cinelândia, a temperatura era de 30ºC.

Laudo do Iphan confirma preocupação

O laudo técnico realizado por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional é claro: Há diversas falhas encontradas nas instalações da Biblioteca Nacional. 

Em um trecho do laudo, na página 6, lê-se:

"Em razão do exposto, faz-se urgentemente necessário executar vistorias semestrais interna e externamente, em toda a construção, paralelamente a execução de rigorosos levantamentos do estado de conservação e danos nas paredes, esquadrias, tetos e pisos, bem como nas diversas instalações, particularmente hidráulicas e de ar condicionado".

A data do laudo é 13 de setembro de 2012, sob o ofício 07/2012 e assinado por Maria Cristina Vereza Lodi, superintendente do Iphan.

Três meses depois da perícia, pouco ou nada foi feito pela Biblioteca Nacional."Queremos sensibilizar as autoridades para que resolvam essa situação, a presidente Dilma e a ministra Marta Suplicy, que inclusive esteve aqui recentemente", finalizou Lia Jordão.

Biblioteca Nacional responde

Em nota, a Fundação Biblioteca Nacional informa que "mantém permanente monitoramento de temperatura das áreas com guarda de acervo da Biblioteca Nacional. Além disso, a FBN informa que a reforma do sistema complementar de ar condicionado foi concluída dia 17 de novembro e desde então está em fase de teste. O teste definitivo será feito nos dias 23 e 24/12.  Sobre o incidente do dia 11/12, quando houve a queda de uma grade de proteção do retorno de ar condicionado do 5º andar do prédio-sede, os técnicos de arquitetura e de segurança da FBN constataram que o incidente foi pontual e que não há qualquer tipo de risco para o acervo ou as equipes."(?)

JB

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

“Este é o começo da terceira intifada palestiniana"

Uma terceira intifada palestina está no horizonte?


Hebron, Palestina – Batalhões da União Nacional, um novo grupo que reúne partidários de todo o espectro político palestino, convocou uma terceira intifada (levantamento popular) contra a ocupação, ao mesmo tempo em que a espionagem israelense alerta que estão dadas as condições para isso na Cisjordânia. Os dois pronunciamentos ocorrem após uma série de protestos e confrontos entre soldados de Israel e jovens palestinos em diferentes localidades da Cisjordânia no final da semana passada, após a morte de Mohammad Salayma, de 17 anos, às mãos de um guarda fronteiriço em Hebron.

Seguidores de Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Fatah, Jihad Islâmica e Frente Popular de Libertação da Palestina anunciaram a criação dos Batalhões da União Nacional (BUN), por intermédio de um vídeo distribuído no mesmo final de semana.

O novo grupo propõe-se consolidar a luta contra Israel. Embora tenha apoiado o reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU) da Palestina como membro observador, declarou que lutará para “recuperar toda a Palestina, do Mar Mediterrâneo ao Rio Jordão”. Segundo o vídeo, “este é o começo da terceira intifada palestina, que começa no coração de Hebron e se propagará por toda a Palestina”. As duas revoltas populares anteriores aconteceram entre 1987 e 1993 e de 2000 a 2005.

Os membros dos BUN ameaçaram sequestrar soldados de Israel caso as forças militares desse país não suspendam a detenção de cidadãos palestinos. Também disseram que se o Estado judeu continuar a matar civis com impunidade pagará pela mesma moeda.

As exigências do grupo incluem a eliminação dos postos de controle na Cisjordânia, a libertação de todos os presos palestinos das prisões de Israel, a retirada deste país dos territórios que ocupa e a transferência para a Autoridade Nacional Palestina (ANP) da arrecadação de impostos, confiscada pelo Estado judeu desde que melhorou o seu status na ONU. Também reclamam a abertura de todas as passagens fronteiriças e o fornecimento de água e eletricidade à assediada Faixa de Gaza.

A declaração foi difundida no dia 14, um dia após a morte de Salayma, sobre a qual soldados israelenses alegaram que foram ameaçados com uma arma de plástico. Contudo, a família do jovem deu à IPS uma outra versão para o caso. “Duvido que Mohammad tivesse uma arma de plástico. Creio que os israelenses a colocaram depois do disparo”, denunciou à IPS o tio do rapaz, um polícia da ANP. Ele acrescentou que “era o aniversário de Salayma, que saiu para comprar um bolo para comemorar. Para ir à loja tinha que passar por um posto de controle militar, na ida e na volta. Se tivesse a réplica de uma arma, a máquina de raio X tê-la-ia detetado”.

Nasim Salayma, de 22 anos, primo da vítima, afirmou que “era um estudante feliz e inteligente, e representou a equipa palestina de luta na França. Voltava para casa com o bolo e somos obrigados a acreditar, de repente, que tentou impor-se a um grupo de soldados treinados e fortemente armados? Ele não era estúpido”.

Organizações internacionais defensoras dos direitos humanos, bem como palestinos e israelenses, registaram ao longo dos anos numerosos casos de palestinos assassinados por soldados israelenses em circunstâncias extremamente controversas. Do que não resta dúvida é que este último assassinato gerou um profundo mal-estar. Centenas de jovens saíram às ruas de Hebron no dia 13 para expressar o seu descontentamento contra os soldados israelenses, atirando pedras e queimando pneus.

Dezenas deles ficaram feridos, alguns gravemente, atingidos por munições reais e gás lacrimogêneo. Os protestos espalharam-se a outros povoados e outras cidades da Cisjordânia. A IPS testemunhou confrontos em Hebron no dia seguinte, durante uma manifestação de partidários do Hamas que comemoravam o 25º aniversário da criação desse movimento.

Foi a primeira vez em anos que a ANP permitiu ao Hamas organizar uma manifestação na Cisjordânia, no contexto de uma aproximação entre essa organização e o Fatah, principais partidos palestinos arquirrivais. Os pequenos passos para a unidade foram dados após o fortalecimento político do Hamas, depois do último ataque israelita contra Gaza, de 14 a 21 de novembro, que uniu os palestinos de todas as facções. As forças de segurança dos dois partidos também reduziram drasticamente o número de detenções mútuas.

Essa situação fez com que a imagem do Hamas crescesse na Cisjordânia, somada à próxima transferência por Israel de vários presos dessa organização de Gaza para a Cisjordânia, e pode consolidar mais a sua presença neste território palestino. Outro elemento que pode contribuir para nova insurreição popular é o possível colapso ou a dissolução da ANP pelo fato de o Estado judeu confiscar mais de 1 milhão de dólares de impostos dos palestinos.

A ANP é a fonte de rendimento de várias centenas de famílias palestinas, o que faz numerosos especialistas preverem que um desemprego em massa se seguirá à dissolução desta entidade e deixará os palestinos numa situação desesperadora. A indignação dos palestinos aumentou com o recrudescimento de ataques de colonos israelitas e a contínua expropriação das suas terras. Além disso, depois do reconhecimento internacional que significou a melhora de status dentro ONU, cresceu o sonho de um Estado próprio.

Enquanto isso, a Shin Bet, a agência de espionagem interna, observou que o mal estar generalizado nos territórios ocupados pode fomentar o desenvolvimento de um tipo de infraestrutura capaz de incentivar uma terceira intifada, segundo a imprensa israelense.

Carta Maior

domingo, 23 de dezembro de 2012

Biólogos descobrem novas espécies em Cabo Frio

O nudibrânquio Tambja stegosauriformis é uma espécie descoberta nos últimos anos, inicialmente em Arraial do Cabo e depois em Cabo Frio. Contém o composto tambjamina K, que apresenta atividade de combate a células de câncer.

Considerada excelente para banho por estar há anos livre da poluição, segundo análises do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Praia das Conchas, no Peró, em Cabo Frio, não é um paraíso somente para os banhistas. Ela também é um refúgio ecológico de animais marinhos que somente agora estão sendo descobertos. 

Depois de nove anos de mergulhos no costão rochoso das Conchas, um grupo de biólogos encontrou e fotografou dezenas de espécies de invertebrados marinhos, sendo que pelo menos dez, de acordo com os pesquisadores, são espécies novas para a ciência. Alguns animais, em sua maioria nudibrânquios (pequenos moluscos marinhos sem concha), também foram encontrados em ilhas de Cabo Frio, em Búzios e Arraial do Cabo.


A descoberta traz à tona uma antiga reivindicação de ambientalistas para que a faixa litorânea que vai da Praia das Conchas a Tucuns, em Búzios, seja transformada em reserva extrativista, como a existente em Arraial do Cabo. O Parque Estadual da Costa do Sol, criado recentemente, protege apenas a parte costeira. Os recém-concursados guardas-parque são atuantes em terra, mas pouco podem fazer para combater a pesca predatória, feita por embarcações de outros estados, que dizimam a fauna marinha com a pesca de arrasto. Regularmente, a ONG Ondas do Peró, formada por surfistas e ambientalistas, realiza mutirões para limpeza das praias. A próxima campanha será em janeiro do ano que vem.

Biólogo marinho, mestre em zoologia pela UFRJ e doutorando da Universidade de Munique, na Alemanha, Vinicius Padula iniciou suas pesquisas nas Conchas em 2003. Com o tempo, outros biólogos juntaram-se a ele. Foram encontradas na Praia das Conchas, além dos moluscos, espécies nunca vistas de esponjas e planárias marinhas. Entre 16 tipos de esponjas encontradas pelo grupo de especialistas, cinco não eram conhecidas.

— Em cerca de nove anos de pesquisas, apenas na Praia das Conchas, 55 espécies de nudibrânquios foram encontradas, das quais dez nunca haviam sido vistas antes. Colegas fotógrafos submarinos e biólogos não acreditavam que algumas das fotografadas haviam sido achadas no Brasil. Acabou que tive que ir para a água com eles para mostrar pessoalmente essas espécies — conta Padula.


Inimigos na terra e no mar

Padula lembra que a região de Cabo Frio e Arraial do Cabo é favorecida pela ressurgência — fenômeno que leva à costa águas frias e ricas em nutrientes — possibilitando grande biodiversidade. Dentro da água, problemas com pesca predatória, embarcações velozes e o aumento da quantidade de dejetos, principalmente esgoto, são os maiores inimigos da fauna marinha.

O biólogo lamenta o número reduzido de estudos sobre a fauna marinha da região e garante que até mesmo os pesquisadores se surpreendem com a diversidade de espécies encontradas.

Depois de conhecer o estudo sobre as espécies encontradas na Praia das Conchas, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que ele servirá como base para a ampliação da área marinha protegida no âmbito do plano de manejo do Parque da Costa do Sol:
— Na elaboração do plano, vamos ampliar a proteção para a área marinha com base nesse e em futuros estudos. Será um local destinado à pesquisa científica e ao turismo ecológico. O trabalho dos biólogos só aumenta nossa responsabilidade com a região.

Minc afirmou, ainda, que a pesquisa valoriza a briga pela preservação das espécies. Ele pretende pedir o material aos pesquisadores para produzir painéis de divulgação da riqueza da fauna local. Minc garantiu que os novos guardas-parque vão dedicar atenção especial à causa. O início da alta temporada na Região dos Lagos, com a chegada do verão, preocupa os biólogos.

O Globo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Digitar as notas no Conexão NÃO É FUNÇÃO DO PROFESSOR!!!


Sepe mantém a orientação de não lançar a nota no Conexão Educação


As Coordenadorias Metropolitanas continuam pressionando os professores a lançarem notas pelo Conexão Educação, embora a SEEDUC negue que esteja incentivando ou tenha dado ordens diretas para que tais medidas fossem levadas a cabo pelas direções das Metros. Nos últimos dias, o Sepe tem recebido diversas denúncias de que algumas Coordenadorias, em todo o estado, como em Angra e São João de Meriti, vêm assediando os profissionais para que lancem as notas no programa.

O Sepe reafirma à categoria que a nossa orientação é a de que o professor não lance a nota no programa: digitar as notas no Conexão NÃO É FUNÇÃO DO PROFESSOR! 

Dessa forma, não podemos aceitar esta dupla função, a de professor e de secretário, que deveria ser o responsável pelo lançamento das notas no Conexão.

Recentemente, como prova desse verdadeiro assédio, a Metro VII convocou professores de São João de Meriti, determinando que eles justificasem “o não cumprimento das resoluções e portarias da Seeduc” a respeito do lançamento das notas no programa.

Nesta convocação, o coordenador da Metro VII informa o conteúdo das resoluções e comunica também que, caso os professores não cumpram as resoluções – ou seja, não apliquem o Conexão -, “será devidamente registrado e informado à Secretaria, caso a justificativa não seja considerada plausível e justificável, ficando os servidores cientes das sanções que possam vir a sofrer”.

A conclusão do documento da Metro VII, como podemos ler, por si só é merecedora da mais alta rejeição por parte do Sepe e da categoria – trata-se de uma ameaça aos professores convocados, o que demonstra um total descumprimento do estatuto do servidor por parte da chefia; de maneira alguma um chefe pode utilizar seu cargo para fazer ameaças aos servidores. 

É uma prática arbitrária e truculenta, que não pode ocorrer no serviço público e muito menos na Educação.

Lembrando, o que a Metro, aparentemente, não sabe: o lançamento das notas no Conexão não é obrigatório por parte dos professores – isso foi dito inclusive pelo próprio secretário Risolia, em várias reuniões com a diretoria do sindicato. 

A diretoria do sindicato informa que este assédio será devidamente comunicado ao secretário na audiência que será realizada nesta sexta-feira, dia 21.


Sepe entrou na Justiça contra o Conexao

O Sepe entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio contra a implementação do programa (Processo nº 0266856-08.2010.8.19.0001). Nossa ação tem dois argumentos principais: 

1) A dupla função que o Conexão obriga o profissional a fazer, causando diversos problemas inclusive de saúde aos profissionais, com a enorme sobrecarga de trabalho; 

2) A falta de condições de trabalho nas escolas (internet lenta ou inexistente; turmas superlotadas, falta de computadores ou computadores obsoletos nas unidades etc).

Além disso, podemos afirmar que um professor tem ao menos cinco motivos para não lançar as notas:

1) Não concorda com o programa;

2) Não concorda em assinar o termo de responsabilidade do Conexão – afinal, como assinar um termo em que os lançamentos não são de total responsabilidade do professor? Isso porque o programa está aberto a outras pessoas na escola; 

3) O professor que entrou depois de 2007 ainda não recebeu o laptop do estado; já aquele que recebeu antes dessa data tem um computador obsoleto, que não suporta o programa;

4) A instabilidade técnica do programa; 

5) A enorme sobrecarga que o programa causa aos professores. Por exemplo: um professor Doc. 1 de Sociologia de 40 horas, com 30 turmas e que só tem um tempo de aula, assim como o de Filosofia, terão que lançar a nota de cerca de 1200 alunos por bimestre. Isso sem contar com a aplicação e correção de três instrumentos (exercícios e provas) no bimestre. Ou seja, para dar conta, o professor tem que trabalhar em casa para lançar essas notas, que já estão no diário de classe.

Em cima dessa discussão proposta pelo Sepe na ação judicial, no dia 14/12, o juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública, onde corre o processo, Eduardo Antonio Klausner, concedeu o seguinte despacho, indagando à Seeduc: 

“Comprove a parte ré (Secretaria) ter capacitado os professores e fornecido o material necessário, se for o caso, para o cumprimento do ato administrativo objeto da presente demanda. Caso não seja necessário material especial, ou o mesmo já esteja disponível em unidade na qual o docente é lotado, também esclareça e prove a parte ré.”

Este despacho demonstra que estamos no bom caminho, dentro do Judiciário, para conseguirmos barrar mais este ataque do governo. O despacho também mostra a necessidade da categoria enviar ao Sepe o máximo de exemplos dos problemas que vem tendo com o Conexão – para isso pedimos aos profissionais que enviem e-mails, narrando estes problemas, com a devida identificação (nome completo, local de trabalho, matrícula) e detalhamento do que ocorreu. Por exemplo: a instabilidade do sistema, a superlotação das salas ou a falta de uma rede de internet decente na escola.

Em 2013, o governo já demonstra que vai pressionar ainda mais a categoria para lançar as notas. Cabe à categoria resistir. Não se trata, como o governador Cabral volta e meia afirma, de os profissionais serem contra todos os projetos do executivo. Na verdade, lutamos contra um projeto maior da Seeduc, em que o Conexão é apenas mais uma engrenagem; um projeto maior que visa atacar a escola publica, em apoio direto ao ensino privado; um projeto que tem como uma das bases a política meritocrática, que o Conexão se insere especialmente. Contra esse projeto maior os profissionais vão se bater, seja com ações no Judiciário, como estamos fazendo, seja principalmente na mobilização da comunidade escolar.

SEPE RJ

Resolvido o mistério do 13º dos professores!!!

Erro reduz 13º salário de professores da rede estadual


Professores da rede estadual voltaram a ser surpreendidos com descontos em seus pagamentos. Desta vez, os docentes do Rio de Janeiro que têm GLP (hora-extra) tiveram a segunda parcela do 13º reduzida.

O governo estadual já encontrou o erro e promete pagar a diferença até o fim do ano. Em nota, a Secretaria Estadual de Planejamento informou que elabora uma folha complementar de ajuste do 13º salário por causa “de problemas no cálculo das parcelas variáveis, como a GLP dos professores”. Segundo a pasta, o erro foi consequência da migração do antigo sistema (Sape) para o SIGRH-RJ, em junho deste ano.

A Secretaria de Planejamento deve divulgar ainda hoje quantos servidores estarão na folha de ajuste e quando o dinheiro será depositado nas contas deles.

Diversos professores procuraram a Coluna para denunciar o erro no sistema. Alguns lembraram que ainda esperam o pagamento do que foi desconto no bônus Auxílio Qualificação. Por causa de erro no sistema, foi descontado Imposto de Renda no adicional. Com isso, professores deixaram de receber o valor total de R$ 500. Ainda não há previsão para o acerto.

O Dia

“VAMOS PRECISAR DE ESTÔMAGO FORTE” EM 2013


2013 VAI SER DIFÍCIL


Um espectro ronda a política brasileira. O fantasma da próxima eleição presidencial.

Este ano já foi marcado por ele.

Ou alguém acredita que é genuína a inspiração ética por trás da recente onda moralista, que são sinceras as manchetes a saudar “o julgamento do século”? Que essas coisas são mais que capítulos da luta política cujo desfecho ocorrerá em outubro de 2014?

A história dos últimos 10 anos foi marcada por três apostas equivocadas que as elites brasileiras, seus intelectuais e porta-vozes fizeram. A primeira aconteceu em 2002, quando imaginaram que Lula não venceria e que, se vencesse, seria incapaz de fazer um bom governo.

Estavam convencidos de que o povo se recusaria a votar em alguém como ele, tão parecido com as pessoas comuns. Que terminaria a eleição com os 30% de petistas existentes. E que, por isso, o adversário de Lula naquela eleição, quem quer que fosse, ganharia.

O cálculo deu errado, mas não porque ele acabou por contrariar o prognóstico. No fundo, todos sabiam que a rejeição de Fernando Henrique Cardoso não era impossível que José Serra perdesse.

A verdadeira aposta era outra: Lula seria um fracasso como presidente. Sua vitória seria um remédio amargo que o Brasil precisaria tomar. Para nunca mais querer repeti-lo.

Quando veio o “mensalão”, raciocinaram que bastaria aproveitar o episódio. Estava para se cumprir a profecia de que o PT não ultrapassaria 2006. Só que Lula venceu outra vez e a segunda aposta também deu errado. E ele fez um novo governo melhor que o primeiro, aos olhos da quase totalidade da opinião pública. Em todos os quesitos relevantes, as pessoas o compararam positivamente aos de seus antecessores, em especial aos oito anos tucanos.

A terceira aposta foi a de que o PT perderia a eleição de 2010, pois não tinha um nome para derrotar o PSDB. Que ali terminaria a exageradamente longa hegemonia petista na política nacional. De fato não tinha, mas havia Lula e seu tirocínio. Ele percebeu que, Com Dilma Rousseff, poderia vencer.

O PT ultrapassou as barreiras de 2002, 2006 e 2010.

Estamos em marcha batida para 2014 e as oposições, especialmente seu núcleo duro empresarial e midiático, se convenceram de que não podem se dar ao luxo de uma quarta aposta errada. Que o PT não vai perder, por incompetência ou falta de nomes, a próxima eleição. Terão de derrotá-lo.

Mas elas se tornaram cada vez mais descretes da eficácia de uma estratégia apenas positiva. Desconfiam que não têm uma candidatura capaz de entusiasmar o eleitorado e não sabem o que dizer ao País. Perderam tempo com Serra, Geraldo Alckmin mostrou-se excessivamente regional e Aécio Neves é quase desconhecido pela parte do eleitorado que conta, pois decide a eleição.

Como mostram as pesquisas, tampouco conseguiram persuadir o País de que “as coisas vão mal”. Por mais que o noticiário da grande mídia e seus “formadores de opinião” insistam em pintar quadros catastróficos, falando sem parar em crises e problemas, a maioria acha que estamos bem. Sensação que é o fundamento da ideia de continuidade.

As oposições perceberam que não leva a nada repetir chavões como “o País até que avançou, mas poderia estar melhor”, “Tudo de positivo que houve nas administrações petistas foi herança de FHC”, “Lula só deu certo porque é sortudo” e “Dilma é limitada e má administradora”. A população não acredita nessa conversa. Faltam nomes e argumentos às oposições. Estão sem diagnóstico e sem propostas para o Brasil, melhores e mais convincentes que aquelas do PT.

Nem por isso vão cruzar os braços e aguardar passivamente uma nova derrota. Se não dá certo por bem, que seja por mal. Se não vai na boa, que seja no tranco.

Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política.

A retórica anticorrupção é o bastião que resta ao antilulopetismo. Mas precisa ser turbinada e amplificada. Fundamentalmente, porque a maioria das pessoas considera os políticos oposicionistas tão corruptos – ou mais – que os petistas.

O que fazer? Aumentar o tom, falar alto, criar a imagem de que vivemos a época dos piores escandalos de todos os tempos. Produzir uma denúncia, uma intriga, uma acusação atrás da outra.

Pelo andar da carruagem, é o que veremos na mídia e no discurso oposicionista ao longo de 2013. Já começou.

Vamos precisar de estômago forte. 

Marcos Coimbra

O Professor Aloprado: a triunfal ascensão à base de asneiras de Marco Antônio Villa

Marco Antônio Villa: Mais um Perfeito Idiota Brasileiro

Não tenho grandes expectativas em relação à academia brasileira, mas mesmo assim me surpreendi ao ler um artigo sem nexo na Folha, nas eleições de 2010, e ver que o autor era professor da Universidade Federal de São Carlos.

Pobres alunos, na hora pensei.

Não conhecia o professor Marco Antonio Villa, historiador não sei de que obras. No artigo, depois de ter entrado na mente de Lula, ele contava aos brasileiros que a escolha de Dilma se dera apenas para que em 2014 Lula voltasse ao poder, nos braços da “oligarquia financeira”. Villa, com as asas de suas teorias conspiratórias, voara até 2014 para prestar um serviço à Folha e seus leitores.

Não sei se Villa conhece a história inglesa, mas deveria ler uma frase de Wellington, o general de Waterloo: “Quem acredita nisso, acredita em tudo”.

Minha surpresa não pararia ali. Saberia depois que, graças a seu direitismo estridente e embalado numa prosa com as vírgulas no lugar, Villa virou presença frequente em programas de televisão cujo objetivo era ajudar Serra, notadamente na Globonews sob William Waack.

Mais recentemente, ele tem participado de animadas mesas redondas no site da Veja sobre o Mensalão. Vá ao YouTube e veja quantas pessoas vêem as espetaculares discussões de que Villa participa ao lado de Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo. O recorde de Psy pode ser batido antes do que imaginamos.

Soube também que ele lançou um livro sobre o Mensalão. Abominei sem ler. Zero estrela de um a cinco.

Minha única surpresa em relação a Villa derivou de uma chancela importante de Elio Gaspari, um dos melhores jornalistas que vi em ação como diretor adjunto da Veja nos anos 1980. Ele fez parte da equipe de Elio na elaboração de seu livro “A Ditadura Derrotada”.

Villa, conta Elio, “conferiu cada citação de livro ou documento. Foi um leitor atento e pesquisador obsessivo. Villa tem uma prodigiosa capacidade de lembrar de um fato e de saber onde está o documento que comprova sua afirmação. Ajuda como a dele é motivo de tranqüilidade para quem tem o prazer de recebê-la. Além disso, dá a impressão de saber de memória todos os resultados de jogos de futebol”. Foi o que escreveu Elio.

Uau.

Villa trabalhou com Elio, portanto. Não aprendeu nada?

Não parece. Elio tem uma independência intelectual perante os partidos e os políticos que passa completamente ao largo de Villa e congêneres. Isso lhe dá autoridade para criticar e elogiar situação e oposição, e credibilidade para ser levado a sério.

Villa, em compensação, é fruto de uma circunstância em que se procura desesperadamente dar legimitidade acadêmica a um direitismo malufista. Em outros tempos, Villa – caso acredite mesmo nas coisas que escreve e fala — seria um extravagante, um bizarro, imerso num mundo que é só só seu. Você poderia imaginá-lo jogando dardos num pôster de Lula.

Nestes dias de confronto, é um símbolo de como alguém pode chegar aos holofotes e virar “referência” falando apenas o que interesses poderosos querem ouvir.

Diário do Centro do Mundo

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Reprovado por falta? Nunca mais!!!


Escola estadual protesta contra aprovação automática


O corpo docente do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes (CEPMM) vem, por meio deste documento, expressar seu repúdio a mais uma medida adotada pela SEEDUC quanto à avaliação de nossos alunos.

Ao final do ano letivo, a SEEDUC baixou uma Portaria que estabelece uma avaliação para aqueles alunos que, mesmo tendo alcançado nota para aprovação, foram reprovados por insuficiência na frequência. Essa é mais uma brecha para a implementação da já conhecida “aprovação automática” na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Tal medida fere a autonomia pedagógica do professor, pois surgiu de cima para baixo, sem consulta aos profissionais de educação da rede.

Entendemos ser uma medida ilegal e autoritária, pois não só não houve um respeito às instâncias superiores que legislam sobre a educação em nosso país (LDB), como também demonstra preocupação da SEEDUC em tão somente produzir dados fictícios sobre a educação no nosso estado, que possam legitimar possíveis acertos e sucessos da política governamental na educação.

Todas as medidas são incompatíveis com as declarações públicas que visam a uma educação de qualidade. Será uma tentativa de educação à distância? A frequência, então, passa a não ter importância em detrimento do conteúdo? Fica resolvido, dessa maneira, o problema governamental da admissão dos profissionais de ensino e manutenção das escolas.

A escola não pode mudar o seu foco, não deve deixar de ser um centro de aquisição de conhecimentos e formação da cidadania para ser um centro de assistencialismo, onde tudo pode ser negociado. Afinal de contas, a educação visa à formação plena e autônoma do ser humano e não deve se preocupar coma a mera reprodução de dados estatísticos ou metas a serem atingidas como em uma fábrica.

Países melhoraram sua educação com pesado investimento e não com permissividade de condutas assistencialistas. Tal política governamental é a do “bom, bonito e barato”, algo que existe na aparência, mas que se dissolve no ar.

O mérito do cidadão em formação se faz com cumprimento de atitudes. Será que o trabalhador brasileiro ganha seu minguado salário sem frequência ao trabalho?

Diante de tal política, o corpo docente do CEPMM reafirma o compromisso com a educação pública de qualidade e gratuita. Esse é dever constitucional do estado, não só garantir acesso à educação, mas condições plenas e totais de permanência da criança e do jovem na escola para que seja atingido o objetivo de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

Em vista do que foi exposto acima, o corpo docente ratifica seu inconformismo com tais medidas e nega-se a produzir, aplicar ou validar notas a qualquer espécie de avaliação que vise substituir as faltas anuais.

SEPE Regional 7




Neste Natal, só queremos...armas!



A venda de armas ao público continua crescendo nos Estados Unidos. E segundo dados do FBI, a proximidade das eleições presidenciais animou o negócio.

Segundo o USA Today, nesse dia os comerciantes ligaram para o FBI com um total de 154.873 pedidos de verificação de cadastro de consumidores prontos a comprar armas de fogo. Isto é 20% acima do recorde estabelecido no ano passado com 129.166 chamadas num único dia. 62% dos pedidos nesta "Black Friday" correspondem a armas longas como as espingardas ou carabinas, do tipo da Bushmaster .223 usada pelo suspeito no tiroteio em Newtown, Connecticut (um estado onde não é necessária licença para a posse de espingardas).




O FBI não mantém um registo das armas vendidas - apenas os pedidos de verificação de cadastro recolhidos - mas o número é certamente maior que o das chamadas recebidas, dado que os consumidores podem comprar mais de uma arma por cada pedido. 

No geral, os pedidos de verificação de cadastro aumentaram 32% desde 2008. Como apontou a Bloomberg Businessweek, o fabricante de armas Smith & Wesson apresentou um número recorde de vendas no último trimestre, um aumento de quase 50% face ao ano anterior. 

O crescimento das vendas de armas não significa necessariamente que haja mais novos proprietários de armas de fogo: uma investigação da CNN em julho mostrou que há cada vez menos gente na posse de cada vez mais armas.


A compra de armas está sempre em alta nesta altura. Mas este ano, a azáfama de Natal pode não ser o único motivo que leva as pessoas a adquirir armas. Nas semanas após a vitória de Obama para um segundo mandato, os pedidos de verificação de cadastro tiveram um aumento, tal como após a sua primeira eleição em 2008. 

A este propósito, na sua coluna do New York Times, Charles M. Blow citou um porta voz da National Rifle Association [o poderoso lobby que se opõe ao controle das armas nos EUA], que dizia que "sem dúvida as vendas de armas aumentam, porque os seus donos sabem que na melhor das hipóteses o Presidente Obama irá aumentar o preço das armas e munições através de mais impostos e regulação, e na pior das hipóteses vai querer ilegalizá-las por completo".

Os entusiastas das armas gostam de dizer que possuir uma arma de fogo é uma forma dos civis poderem intervir e prevenir tiroteios fatais. Mas quando Mark Follman, da Mother Jones, analisou os dados sobre assassinatos em massa nos últimos 30 anos, não encontrou um único caso de um civil armado que tenha salvo o dia. Na verdade, quando civis tentaram intervir, foram quase sempre feridos ou mortos.

Carta Maior

Não tem nada na cabeça???


http://www.malvados.com.br/

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Inscrições para Projeto Botinho começam em Cabo Frio

Projeto é desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio.
O treinamento começa no dia 7 de janeiro na Praia do Farol.



As inscrições para o Projeto Botinho, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros, podem ser feitas na sede do 5º Grupamento de Bombeiros Militar, em Cabo Frio, RJ. O projeto mobiliza centenas de crianças e adolescentes de todo estado. As atividades começam no dia 7 de janeiro na Praia do Farol.

Os participantes irão receber noções de preservação do meio ambiente, cuidados com risco de afogamento, primeiros socorros e orientações sobre às condições do mar, além de práticas de atividades físicas.

G1

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mais um tiroteio em escola nos EUA: Atirador mata 26 e morre em escola infantil em Connecticut!

Foto de jornal local mostra crianças sendo retiradas da escola em Newtown, Connecticuc, em que ocorreu o tiroteio nesta sexta-feira

Tiroteio matou 20 crianças e 6 adultos, além do atirador, em Newtown.  Ele matou a mãe, que é professora no local.

Um tiroteio em uma escola fundamental deixou pelo menos 27 mortos, 20 deles crianças, nesta sexta-feira (14), na pequena cidade de Newtown, no estado americano de Connecticut, segundo a polícia. Outra pessoa adulta morreu em Hoboken, Nova Jersey, em um incidente relacionado com o crime.

Inicialmente, a imprensa americana identificou o atirador, que morreu no local, como Ryan Lanza, de 24 anos. Depois, órgãos retificaram a informação: o morto seria Adam Lanza, de 20 anos. Ryan, seu irmão, estaria vivo e prestando depoimento em Nova Jersey.

A polícia ainda estava identificando o cadáver.

A chamada de emergência para a ocorrência ocorreu às 9h41 locais, segundo a polícia local.

Morreram 18 crianças no local, e outras duas no hospital. Seis adultos também morreram, além do próprio atirador.

Entre os mortos na escola, estava a própria mãe do atirador, que era professora e seria o alvo principal do atirador.

Segundo testemunhas, o atirador entrou na escola e matou a mãe, em uma sala de aula de pré-escola. Depois,atirou contra os alunos, saiu, e atirou em adultos, antes de morrer.

Entre os adultos mortos, estariam o diretor e a psicóloga.

O atirador também teria matado outra pessoa, que, segundo a imprensa americana, seria seu pai, em uma casa em Hoboken.

Essa informação ainda está sendo investigada, segundo a polícia.

O corpo do atirador ainda estava na escola que foi palco do tiroteio, segundo o tenente Paul Vance, porta-voz da polícia local.

Durante o ataque, ele levava quatro armas e um colete à prova de balas, segundo a polícia.

Ainda não se sabe quem teria disparado o tiro que o matou. Segundo o "New York Times", ele se matou antes da chegada da polícia.


Crianças entre 5 e 10 anos
O ataque é um dos mais graves ocorridos em escolas nos Estados Unidos. O número de vítimas é o segundo maior em ataques do gênero, só ficando atrás do massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos.

O tiroteio desta sexta ocorreu na escola Sandy Hook, que tem cerca de 600 alunos com idades variando entre 5 e 10 anos.


Newtown é uma cidade de cerca de 27.500 habitantes, subúrbio da capital estadual, Hartford, e situada 128 quilômetros a nordeste de Nova York.

'Horrendo'
Uma foto do local, feita pelo jornal "Newtown Bee" pouco após o incidente, mostrou uma fileira de crianças assustadas sendo retiradas do local pela polícia, indo para lugar seguro.

Imagens de TV mostraram a polícia e ambulâncias no local, e pais correndo em direção a escola.

"Foi horrendo", disse Branda Lebinski, mãe de uma aluna. "Todo mundo estava histérico, pais, alunos. Havia crianças saindo da escola sangrando. Eu não sei se eles foram baleados, mas eles estavam sangrando."

G1

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

GREVE suspensa em Cabo Frio. Manteremos o estado de greve, aguardando o pagamento do plano de carreira!!!

Professora Denize Alvarenga

Fórum Palestina Livre discute boicote a Israel

“É importante unificar a Palestina e pensar”

disse Marmud Zeidan, do Comitê da Campanha BDS em Beirute, no Líbano. Mas a grande preocupação revelada em seu discurso é com a unidade de todos os palestinos, juntando os 12 campos de refugiados inclusive. A luta pelo direito de retorno, uma das principais bandeiras palestinas, é reivindicação de todos os palestinos que se encontram fora de sua terra. A Resolução 194, art. 13, da Declaração dos Direitos Humanos é o principal argumento. “O retorno de um ser à sua terra”, falou o representante dos refugiados no Líbano, “é inalienável e um legado da resistência. Os palestinos constituem um dos maiores movimentos de libertação do mundo”.


Como estratégia dessa luta, Marmud contou da grande marcha pelo direito de retorno realizada em 2011, quando 50.000 echarpes com o número 194 foram utilizadas na manifestação, que trouxe palestinos de vários cantos e gerações, lotando toda a fronteira. Para ele, há uma “centralidade da Palestina na região; a juventude produz instrumentos e material de conscientização, enquanto Israel diz que o retorno não é nada”.


BDS é a Estratégia

Já o representante da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Ali Abu Hilal, defendeu que o BDS deve unificar todas as comunidades palestinas no mundo junto com os movimentos sociais. “É preciso trabalhar para desenvolver estratégias de boicote a Israel nos outros países, trabalhar pelo boicote do comércio militar com Israel”. Hilal defendeu criar um grupo de pressão árabe para atuar no mundo e conquistar para o boicote os sindicatos de trabalhadores, a academia, os ativistas culturais, formar ramos exteriores deste comitê.

Também Jorge Sanchez, da Rede Solidária contra a Ocupação da Palestina, que reúne 36 organizações da Espanha, defendeu a campanha BDS não como uma estratégia, mas sim como "A" estratégia. “É um mandado da sociedade civil palestina, que une todos os palestinos, então temos que cumpri-lo”, disse. Sanchez chamou o projeto de Israel de “colonialismo anacrônico que não pode mais existir”. O BDS não é fácil de implementar, segundo a experiência espanhola, mas há um mês eles realizaram a I Conferência BDS em Barcelona e a campanha vai melhorar. “São três demandas mínimas”, diz Sanchez, “que nossos governos devem ser empurrados a cumprir. O BDS precisa estar na América Latina”.


Solidariedade internacional necessária

“Israel disse que em duas ou três gerações os palestinos esqueceriam”, falou Rafeef Ziadeh, do Comitê Nacional de BDS na Palestina, “eu sou terceira geração e quero voltar para casa, quero morar na casa”. Agora, a sociedade palestina reivindica a solidariedade internacional com boicotes pelo mundo, e ela explica o BDS. O B quer atingir as companhias israelenses que lucram com violações dos direitos dos palestinos; o D quer focar nos investimentos cúmplices de Israel para que não sejam mais financiados; e o S mira os direitos governamentais, pretende conscientizar as nações. Ela cita a Semana do Apartheid de Israel realizado em Toronto e diz que 260 universidades em todo o mundo tiveram atividades semelhantes no ano passado. Na África do Sul, além da universidade, agora estão sendo trabalhados os sindicatos. “Queremos isso na América do Sul”.

Enfaticamente Rafeef pediu que paremos com a cumplicidade com o roubo das terras palestinas e denunciou empresas israelenses. “É preciso pedir embargo militar contra Israel que exporta 80% da produção militar que fabrica. As armas ‘testadas em campo’ utilizam para isso os corpos de palestinos e também outros povos pelo mundo. E a luta palestina é parte da luta internacional por justiça e liberdade”. A lider do BDS falou sobre o governo brasileiro e seu contrato de cooperação com Israel com companhias militares. “O Brasil é ponto de entrada para o continente, esses acordos tem que ser parados. Por que este dinheiro não está sendo gasto em educação, saúde e coisas assim neste país?!”.

Munadel Herzallah falou pela comunidade de Nova Iorque, onde existe um Comitê de Solidariedade à Palestina. “O cidadão global precisa reconhecer que o Estado de Israel não é inimigo só dos palestinos”, disse ele. “É um Estado colonial que aumenta suas relações de poder, como ocorre na América do Sul e na África do Sul”. Também nos EUA a solidariedade se dá principalmente entre os trabalhadores organizados. “Não temos ilusão com a resolução de ontem da ONU”, analisou Herzallah. “Sabemos que nada mudará no chão; apenas existe a possibilidade de lutar junto à comunidade internacional que reconheceu o direito da luta pela independência”.

Falou também Suraia, representante trabalhista da África do Sul, que contou da experiência da luta contra o apartheid em seu país, e da clareza que exista em relação ao trabalho de solidariedade pela autodeterminação do povo palestino. Também na mesa Khaled Barakat, que trabalha em defesa dos presos políticos e que mostrou o interesse econômico de Israel. “A ocupação é missão de lucro também, sabemos que o objetivo final é dinheiro; nas colônias, as políticas em relação à Cisjordânia e à Gaza, todas visam lucros e ganhos econômicos”. Por isso a importância da campanha BDS. “Os EUA são cúmplices dos massacres”, conclui o advogado, “há cumplicidade de outros países. A luta é do mundo inteiro, é responsabilidade de todos os países, os palestinos nunca vão desistir”.

Finalizando, a coordenadora da conferência, Soraya Misleh, militante brasileira da causa palestina, e também desta Ciranda, falou do lançamento da campanha BDS no Brasil. Ela informou que o Brasil já é um dos cinco principais importadores de Israel, é porta de entrada para a América Latina, “mas utiliza a retórica de apoio ao povo palestino, contraditoriamente”. Soraya lembrou que Israel está ainda mais de olho em nosso país, por causa da Copa e das Olimpíadas, e que, embora difícil, a campanha BDS precisa ser fortalecida no Brasil. Haveria uma reunião com as organizações a seguir para debater propostas concretas para a campanha em nosso país.

Caros Amigos

Assembleia dos servidores de Cabo Frio!


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Semana começa com serviços públicos paralisados em Cabo Frio

Lixo se acumula no centro da cidade. Foto: http://reporterrenatacristiane.blogspot.com.br/

Servidores municipais entraram em greve na quinta-feira (6).   Eles reivindicam a aprovação do orçamento para o próximo ano.



Os principais serviços públicos de Cabo Frio, RJ, continuam paralisados nesta segunda-feira (10). A greve geral dos servidores começou na quinta (6) e os trabalhadores reivindicam a aprovação do orçamento de 2013, sem a emenda que reduz o valor dos gastos da prefeitura para o ano que vem.


De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais, as escolas municipais não vão abrir nesta segunda (10). Diversos cartazes indicando greve estão colados nas portas dos colégios e não há previsão para volta às aulas.


Apenas 30% dos serviços de limpeza estão sendo realizados no município. Na Praia do Siqueira, os dejetos já atraem urubus para a orla. Nos bairros Palmeiras e Caiçara, é possível encontrar muito lixo em frente às casas. As lixeiras estão lotadas e as sacolas, espalhadas pelo chão. O centro da cidade ainda está com caixas e muitos sacos de lixo acumuladas nos cantos.

Na saúde, o atendimento é oferecido somente para emergências. Os postos de saúde e PSFs não estão atendendo. Além disso, o trânsito e os patrimonios públicos estão sem fiscalização.

G1

Marcelo Freixo: A verdade dos royalties



A necessidade da garantia aos estados produtores de petróleo dos recursos dos royalties não deveria sequer ter sido tema de dúvida. 

Bem fez a presidenta Dilma ao usar da prerrogativa do veto para proteger esse direito da população do Rio de Janeiro. E a insistência de deputados, agora, na derrubada do veto, a confirmar-se, certamente esbarrará em decisão favorável da Justiça mantendo as atuais verbas do Rio. Mas, por outro lado, é preciso investir em pesquisas para a produção de energia limpa e renovável. E mais: haver transparência no uso que o governo estadual faz do dinheiro dos royalties.

Como a verba do petróleo não vem carimbada, ficamos, inclusive, sem saber o destino desses recursos. E isso ocorre tanto no âmbito estadual como no municipal. Estamos muito aquém do ideal que seria ver esse dinheiro aplicado em meio ambiente, saúde, educação e transportes, prioritariamente. A necessidade do investimento em tais políticas públicas justificaria a destinação de todos os recursos obtidos nesse setor — não só daqueles referentes aos royalties, apenas pequena parte do que rende a exploração do petróleo.

O poder público devia usar, mas ainda não o faz, esses vultosos recursos para estabelecer um plano para o tempo em que não haverá mais petróleo ou para quando não será mais suportável o uso de um combustível tão poluente. Desse modo, a população do futuro vai ficar a ver navios. Apresentamos em 2010 um projeto de lei para a criação de um Conselho Estadual de Controle e Fiscalização das Verbas dos Royalties. Porque o que nós mais temos hoje são cidades pobres com prefeitos ricos. Esse é o saldo realista do uso dos royalties no nosso estado, onde a educação e a saúde públicas constam entre as piores do país. E o nosso projeto não anda — estacionado há dois anos na Comissão de Constituição e Justiça da Alerj. Quem teme a aprovação de um projeto assim?

O Dia