quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sepe comenta fala de Risolia de que quer negociar

Os jornais O Dia e Extra repercutiram hoje declaração do secretário estadual de Educação Wilson Risolia de que o governo "sempre" esteve aberto ao diálogo com o Sepe. na imprensa, Risolia também criticou a decisão da categoria de declarar greve. Tendo em vista estas declarações, o sindicato vai reforçar o pedido de que ocorra uma audiência com o governo ainda esta semana, em que esteja presente também a Secretaria de Planejamento para discutir a questão salarial.

De qualquer maneira, esclarecemos que a greve foi declarada porque o governo não respondeu às nossas principais reivindicações salariais - reajuste emergencial de 25% e incorporação imediata do Nova Escola. Assim, causa surpresa ao Sepe a declaração de que o governo mantém "as portas abertas ao diálogo".

De qualquer maneira, como mais uma comprovação de que queremos o diálogo, o sindicato irá procurar amanhã, como já fizemos diversas vezes este ano, todos os canais possíveis - deputados inclusive - para marcar uma audiência ainda antes da assembleia da categoria, que será realizada terça-feira, dia 14.

Não queremos uma greve longa, mas exigimos que o governo dialogue e aceite nossas principais reivindicações, que são extremamente razoáveis e possíveis de serem cumpridas - basta vontade política da parte do governador Sergio Cabral.

http://www.seperj.org.br/ 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DIRETORES E DIRETORAS DA REDE ESTADUAL À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS!

Recentemente, o S.O.S. Educação Pública reproduziu  a notícia do aumento dos diretores e diretoras das escolas estaduais anunciado no site da Secretaria de Educação,  o " bônus arrocho", instituido na opinião do resto da categoria, para incentivar a direção chicotear a galera e arrancar na marra os indíces de produtividade definidos pelo Plano de Metas.

Planejando escrever um artigo protestando contra essa injustiça, entrei em contato com diretores e diretoras da rede estadual e procurei saber se o aumento tinha sido no valor anunciado e se já tinha sido pago. Para minha surpresa, e acredito que também será para muitos colegas, o aumento anunciado, até agora é um factóíde.


Verificamos vários contra-cheques e constatamos que o aumento não foi dado. Dinheiro a mais na conta salário até agora nenhum diretor ou diretora viu, como prova o contra-cheque reproduzido abaixo. 
Nota: todos os dados que poderiam identificar o profissional foram removidos para proteger a identidade do servidor.

De concreto mesmo, só o aumento da carga de exploração, a vida dos profissionais com cargo de direção virou um inferno. Sobrecarregados e pressionados estão tendo que trabalhar nas unidades até a madrugada todos os dias, inclusive aos sábados e domingos para dar conta do tsunami burocrático que se abateu sobre a rede.

O que todos estão recebendo às toneladas são novos encargos em função da burocracia instituída com o plano de metas, quilômetros de formulários a serem preenchidos, levantamentos minuciosos de tudo que é possível imaginar, sem falar das longas reuniões quase diárias. Tempo para cuidar da parte pedagógica? Nenhum! Tempo para interagir com o corpo docente e discente? Zerado. Na atual conjuntura, diretores e diretoras estão se transformando em robôs automatizados pelo aparato burocrático. Detalhe importante a todo esse caos, soma-se o corte de verbas, o corte de funcionários e as pressões para fazer o muito sem fundos, o que não é de se espantar quando impera a lógica do “menos é mais!”.

As conclusões que podemos tirar desses episódios, é que essas notícias têm como objetivo induzir a   opinião pública a acreditar que estão investindo pesado em educação. Quem está de fora acredita que economicamente o pessoal que atua no magistério está vivendo uma fase de ouro: ganharam laptops; Internet; poderá ter até 16 salários por ano, auxílio transporte; bônus de 500 reais em janeiro; bônus qualificação de 500 reais para comprar livros; bônus de 300 reais para os professores de Matemática e Língua Portuguesa! Entretanto na vida real, até agora só recebemos os 500 reais em janeiro e o auxílio transporte! Não aparece na mídia: 
  • as novas atribuições que recebemos como, por exemplo, a função de contraceptivo, pois se alguma aluna engravidar a escola perde pontos e o bônus da meta vai de ralo abaixo;  
  • o lançamento de notas no conexão educação, que em função da sua lentidão exige horas e horas de trabalho extra sem remuneração para ser concluído;
  • a retirada de todos os aparelhos de ar condicionados, colocados em meados do ano passado e alardeados na mídia;
  • a confecção de gabarito e a correção das provas do Saerjinho, sem remuneração, apesar da Seeduc já ter pago à empresa que organizou a prova o gabarito e a correção eletrônica dos cartões.
  • a demissão do pessoal que cuidava da limpeza, segurança, etc., pois os terceirizados eram uma espécie de coringa nas escolas;
  • a demissão dos técnicos de informática que davam suporte a escola;
  • a superlotação das salas, que agora com o fechamento de várias escolas noturnas tende a aumentar;
  • a insegurança, pois faltam inspetores até mesmo para controlar os corredores e portões;
  • é até milagres, pois os diretores e diretoras devem lançar as notas das turmas sem professores;
  • reuniões e mais reuniões, que realizadas durante a semana implicam na perda de tempos de aula e aos sábados privando o pouco tempo que dispomos para a família, o lazer e os assuntos pessoais. Detalhe importante, sem direito a remuneração e auxílio transporte.
O que importa são os números, as estatísticas e a propaganda! A educação, a parte pedagógica, a interação com a comunidade escolar estão deixadas de lado, pois a voracidade da burocracia tecnocrata, não deixa tempo para essas atividades.

Valorização da educação e do docente, até agora só na mídia! O governador do Piauí, deve estar rindo à toa, porque sem mexer uma palha vai subir no IDEB de 2014, pois do jeito que a coisa vai o Rio de Janeiro está batalhando com unhas e dentes para garantir o último lugar!

Incorporamos ao texto um depoimento que acabamos de receber (às 17:55) via e-mail:

"DESABAFO DE UMA DIRETORA

Em complementação ao seu texto, acrescento que a direção está sendo  obrigada a lançar notas fantasmas para encobrir as aulas não dadas, na tentativa de satisfazer o ego dos pais, e mostrar uma pseudo realidade, a fim de cortar os tentáculos de uma força que a sociedade possui, e que poderia ser despertada pela indignação ao ver como a educação dos seus filhos está sendo tratada. Tal medida ignora assim as competências da direção escolar no âmbito de sua graduação. Não importa se a licenciatura é de Filosofia , porém se o aluno tem falta de nota na disciplina de Matemática por falta de professor, o diretor deve lançar sem reclamar, pois qualquer reclamação será encarada como uma transgressão ao Estatuto do Servidor.

As exonerações continuam a transitar em nosso meio, como modo de encurralar e chicotear as diretoras e os diretores mais resistentes.
Tudo isso cheira podre e quem quiser pagar os seus compromissos, sustentar sua família, e não passar como caloteiros, precisa colocar uma máscara e respirar fundo, esse ar que nos compromete. Vivemos com o usurpador chamado “ BMG” e afins , de nossos contracheques que todos os dias tentam nos alcançar, e enriquecer a sombra do funcionalismo desesperado. Vemos a promessa de valores em reais para os alunos do Ensino Médio, que é um belo disfarce para maquiar a evasão escolar. Como alcançar uma educação de qualidade com dados irreais???
Ser diretor ou diretora, em época não muito distante, era sinônimo de prestígio e pompa, Hoje não se tem mais esse olhar respeitoso, pela figura do diretor. Atuamos em um cenário precário, no qual assistimos o desfile de professores e professoras fatigados por sistema opressor,que vivem sobressaltados por ameaças sem prévio aviso de exoneração.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SEPE SOBRE A GREVE NA EDUCAÇÃO ESTADUAL


O Sepe informa que a greve por tempo indeterminado nas 1.652 escolas da rede estadual foi decidida por uma assembléia geral realizada no Clube Municipal na tarde de ontem (dia 7 de junho) e não tem nada a ver com a mobilização dos bombeiros do Rio de Janeiro.

Embora apoiemos o movimento de reivindicação dos bombeiros e estejamos dispostos a realizar manifestações unificadas não só com os bombeiros, mas também com o conjunto dos servidores públicos estaduais em luta por melhores salários e condições de trabalho, os profissionais das escolas estaduais tem uma pauta de reivindicações específica.

E, exatamente porque o governo do estado não atendeu a nenhuma das reivindicações da categoria até o presente momento, os profissionais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. As escolas continuarão paradas até que o governador Sérgio Cabral reabra as negociações e apresente uma contraproposta às nossas reivindicações, que são as seguintes: reajuste salarial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Programa Nova Escola; e descongelamento do plano de cargos dos funcionários administrativos das escolas estaduais.

Atenção: O Sepe tem direito de acesso às escolas


Diretores e militantes do Sepe estão sendo impedidos de entrar nas 

escolas estaduais pela Secretaria. Infelizmente, esta postura do governo
ocorre há muito tempo, mas a repressão aumenta principalmente quando 
ocorre uma greve da categoria, como agora. Lembramosao governo 
(e, infelizmente, também lembramos há algumas diretoras de escolas) 
que impedir o Sepe de entrar na escola e conversar com os profissionais é
grave ofensa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à Constituição 
Federal, podendo ser considerado, inclusive, crime descrito no
capítulo IV do Código Penal Brasileiro.

SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO 

DO RIO DE JANEIRO

MELHORAR O SALÁRIO DO PROFESSOR PRA QUÊ?

Não, este não é um texto acadêmico!
Considere como mais um desabafo de um professor da rede pública.
Hoje, ao abrir o jornal O Globo, li aquilo que considero uma das coisas mais nojentas que fazem com a minha classe. Um cidadão chamado Gustavo Ioschpe que se diz “especialista” em educação e jura que está numa “batalha pela educação brasileira” (aquele mesmo que acompanhou as reportagens do Jornal Nacional no mês passado) vomitou a máxima de que aumentar a remuneração do professor não interfere numa melhora da qualidade da educação.
Bom, vamos por partes. Já, já eu comento sobre isso.
Antes, é preciso lamentar que a “respeitadíssima” (sic) Globo (incluindo aí a TV e o jornal) convide alguém formado em Ciência Política e com mestrado em economia para falar de educação. E mais, de família rica, este indivíduo estudou em duas das universidades mais caras dos Estados Unidos. Resumindo, a “educação real” não faz parte do cotidiano deste rapaz. Uma das suas conclusões, “a indisciplina em sala de aula é culpa de uma aula ruim” (como se vê, o “brilhante” Julio Groppa não vomita sozinho), é resultado das suas vivências como aluno. Experimente jogar o nome desta criatura no google e (se tiver estômago) ler alguns dos seus artigos para entender porque a revista Não-Veja o contratou como colunista.
Voltando ao que interessa, a questão é mais simples do que se pensa: quando um médico pede um aumento alguém diz que melhorar o salário dele não vai salvar mais vidas? Se um policial fizer o mesmo, vão dizer que isso não acaba com a violência? Se for um engenheiro, que as obras não vão ser mais eficientes? Enfim, se alguém souber a resposta por favor me diga, porque o professor tem que justificar o aumento dos seus ganhos? Então se nenhuma pesquisa comprovar uma relação clara entre isso e melhores índices de aprendizagem do aluno, pronto, adeus aumento. A nossa classe ganha em média quase a metade do que outras profissões com nível superior. O salário do professor deve aumentar porque ele ganha mal, simples assim.
Sinceramente, já estou cansado desta conversa de botequim. Não vou me alongar muito, pois ainda quero aproveitar o meu único dia de folga antes de encarar uma semana dando aulas em quatro escolas. Termino com um desafio bem simples, Sr Gustavo Ioschpe, “especialista” em educação, coloque-se no meu lugar, vivendo a minha realidade, ganhando o que ganho e não te dou um mês para você se arrepender de tudo o que disse e escreveu na vida sobre educação. E, por favor, Globo, “especialista” em educação é o professor de sala de aula.
http://profluizeduardofarias.blogspot.com/

Quais os motivos da greve?

- Farsa da Meritocracia ;
- parcelamento do Nova Escola;
- criação de bônus apenas professores de português e matemática;
- salário miserável e humilhante, necessidade de trabalhar em várias escolas para completar renda, diminuindo a qualidade do trabalho do professor por falta de tempo para planejamento e reciclagem;
- Currículo mínimo com matriz curricular empobrecida;
- Ralo de dinheiro público com a terceirização, aluguel de computadores e ar condicionados;
- Falta de técnicos e profissionais na escola (OE, Coordenação, inspetores de alunos);
- Ameaça de mexer, novamente, em nosso Plano de Carreira, acabando com o adicional por tempo de serviço;
- Turmas superlotadas;
- Sistema Conexão Educação que não funciona direito;
- descaso com os profissionais aposentados;
- Enquadramentos por Formação congelados;
- Falta de devolução do valor descontado indevido do Nova Escola e GLP (por anos);
- Falta de concurso público para funcionários de apoio;
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários engavetado dos profissionais de apoio
- Fechamento de 22 escolas de atendimento noturno;
- Oferta de trabalho escravo GLP - R$ 516,00 

Retirado do: http://blogpodegiz.blogspot.com/

Rede estadual em GREVE!

Em assembléia que reuniu mais de dois mil profissionais no Clube Municipal, os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A falta de disposição do governo estadual em negociar e atender as reivindicações dos professores e funcionários das escolas estaduais foi o principal motivo para a decisão da categoria entrar em greve. Outro fator que revoltou a categoria foi o tratamento repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros que participaram das manifestações no Centro do Rio na sexta-feira, que resultou na invasão do Quartel General da corporação por tropas de elite e na prisão de mais de 400 manifestantes, além de ferimentos em familiares que participavam do ato.

Na quinta-feira (dia 9 de junho), os profissionais de educação, irão se unir aos bombeiros do Rio de Janeiro e fazer um ato nas escadarias da Alerj, a partir das 16h, para pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias. Na sexta-feira, a partir das 13h, o Sepe, bombeiros e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma passeata da Candelária até a Alerj.

No domingo, novamente os profissionais de educação, bombeiros e servidores do estado farão uma passeata na Avenida Atlântica, com concentração a partir das 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com Avenida Atlântica.

A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (dia 14 de julho) no Clube Municipal na Tijuca, a partir das 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve.

A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) um reajuste emergencial de 26%;

2) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

3) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.


Veja o calendário da greve na rede estadual:

dias 8 e 9 de junho (quarta e quinta-feiras) - reuniões nas escolas com a comunidade escolar para que a categoria explique os motivos da greve;

dia 9 de junho (quinta-feira): Profissionais da Capital e Grande Rio: Ato na Alerj, em conjunto com bombeiros e outros segmentos do serviço público estadual, a partir das 16, para pressionar os deputados a intercederem para que o governo abra negociações;

dia 10 de junho (sexta-feira): Passeata da Candelária até a Alerj, em conjunto com os bombeiros e funcionalismo estadual. Concentração a partir das 13h, na Candelária.

dia 11 de junho (sábado): panfletagens descentralizadas de núcleos e regionais na parte da manhã, explicando os motivos da greve para a população;

dia 12 de junho (domingo): às 10h, esquina da AVenida Princesa Isabel com Atlântica: concentração para uma passeta conjunta com bombeiros e demais segmentos do funcionalismo até o Posto 6.

dia 13 de junho (segunda-feira): Assembléias locais em núcleos e regionais;

dia 14 de junho (terça-feira): Assembléia geral da rede estadual, às 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - tijuca) para decidir os rumos da greve.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rede estadual em greve nesta terça-feira


Os profissionais das escolas estaduais, em estado de greve desde o dia 5 de maio, podem deflagar uma greve por tempo indeterminado na rede estadual a partir do dia 7 de junho. Neste dia, a categoria fará uma paralisação de 24 horas, com assembléia a partir das 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 –Tijuca). Na assembléia, os professores e funcionários decidirão se irão aprovar ou não o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir desta data, depois de discutirem o andamento das negociações realizada entre o Sepe, Alerj e Secretarias de Estado de Planejamento e Educação.

Nos dias 4 e 5 de maio, os profissionais já tinham feito uma greve de advertência de 48 horas e, numa assembléia realizada no dia 5 de maio, decidiram entrar em estado de greve (escolas mobilizadas para paralisar as atividades a qualquer momento). Como o governo estadual não apresentou qualquer proposta nas audiências realizadas desde então e tem mantido uma política de metas nas escolas estaduais, a possibilidade da assembléia votar pela entrada em greve é grande.

domingo, 5 de junho de 2011

Bombeiros que invadiram quartel são vândalos e irresponsáveis, diz Cabral

O Governador Sérgio Cabral, o covarde, agora mudou o cardápio, ele sempre chamava os servidores que faziam manifestação de "vagabundos", agora, chamou os bravos Bombeiros Policiais Militares de "vândalos e irresponsáveis".

Me desculpem, mas Sérgio Cabral além de covarde é um idiota e burro, por que apesar de 439 Bombeiros terem sido presos, havia mais de 2000 manifestantes, o que podemos dizer claramente que toda a Corporação estava representada.

Sérgio Cabral, na verdade, chamou todos os Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro de "vândalos e irresponsáveis", por que a insatisfação da tropa é total, ou você acha que existe algum Bombeiro feliz recebendo R$ 950 reais por mês ?

Cabral, o covarde, se equivoca ao dizer que os Bombeiros Militares ultrapassaram os limites do "estado democrático de direito", primeiro, que Cabral nem sabe o que isso significa, segundo, que com ditadores somente uma revolução.


Na época da ditadura, o Governo Militar também chamava os manifestantes de "vândalos e irresponsáveis", mas o povo não se abateu, e com muita luta e sangue restabeleceu a democracia, e o direito de votar.

Faça uma experiência, pergunte a um servidor estadual, qualquer um, médico, professor, policial militar, civil, ou bombeiro, o que ele acha do Governo Sérgio Cabral ?

Com certeza você vai ouvir cobras e lagartos do "nobre" Governador Sérgio Cabral.

No caso dos Bombeiros Militares a luta é difícil, o Governo Sérgio Cabral é covarde e mau caráter, fez de tudo para acabar com o movimento, primeiro, puniu bombeiros transferindo-os para quartéis de fogo, depois, mandou prender meia dúzia, agora, essa calamidade, mais de 400 combatentes do fogo presos, mas a tropa não se deve abater, a luta deve continuar.

Eu gostaria de ver Sérgio Cabral viver com R$ 950 reais por mês !!!

Para os Bombeiros dinheiro não tem, mas, por exemplo, para gastar com propaganda só no primeiro mandato foram meio bilhão, neste segundo mandato, no mínimo, vai ser o dobro.

A luta dos Bombeiros Militares é justa e digna, e eles não se devem abater, é hora de levantar a cabeça, e seguir em frente, até que tenham os seus objetivos alcançados, ou seja, salário e condições de trabalho dignos.


Avante Bombeiros Militares.

Se existe algum "vândalo ou irresponsável", esté é o Exmo. Governador Sérgio Cabral que não trata o servidor e o povo com o respeito e dignidade que merecem.


Por fim, Sérgio Cabral é um mentiroso também, por que não existe nenhum programa de aumento salarial para os Blombeiros Militares conforme ele disse hoje na entrevista hoje.

http://ricardo-gama.blogspot.com/ 

Plano de metas da educação do Cabral


 


sábado, 4 de junho de 2011

Bombeiros em greve são presos pelo BOPE!

Esse é o governo do Serginho! Em 2009 manda o batalhão de choque pra cima de uma manifestação pacífica de professores e agora manda o BOPE pra prender os bombeiros que ocupavam o quartel central (dos próprios bombeiros). Tudo isso porque os caras querem deixar de ganhar R$950 por mês (o menor piso nacional da categoria!!!) pra receber R$2000 e vale-transporte (é isso mesmo, vale-transporte - tá de sacanagem né governador!) percebe-se claramente a política do Serginho para o funcionalismo público - arrocho salárial, não pagamento de direitos e borrachada da PM se começar a reclamar.

Bombeiros que invadiram Quartel Central são
levados para o Batalhão de Choque da PM

Os cerca de 2.000 manifestantes são considerados presos, segundo comandante da PM
Os cerca de 2.000 bombeiros que ocupavam o Quartel Central, na praça da República, no centro do Rio de Janeiro, desde as 20h de sexta-feira (3), começaram a deixar o local por volta das 8h20 deste sábado (4). Segundo a Polícia Militar todos serão levados para o Batalhão de Choque, também na região central. Vários ônibus chegam a todo momento para fazer o transporte. O clima é tenso, mas a operação ocorre pacificamente.
O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, confirmou nesta manhã que os bombeiros podem ser considerados presos. Em nota à imprensa na noite de sexta, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informou que as prisões ocorrem por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".
- A situação aqui no quartel está praticamente controlada. Vamos levar todos os cerca de 2.000 bombeiros que participaram do protesto para o Batalhão de Choque. Eles podem ser considerados presos. Foi uma grande operação e não temos registros graves.
Ainda não há informações sobre o que vai acontecer com os bombeiros.
Policiais do Batalhão de Choque da PM invadiram o quartel por volta das 6h deste sábado. Mais de 2.000 bombeiros ocuparam o local em uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho na noite de sexta e passaram toda a madrugada lá.
Os homens do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Algumas crianças e mulheres que também integravam o protesto tiveram intoxicação e ferimentos leves. Todos foram atendidos no posto médico no interior do quartel e não correm risco.
Nesta manhã, uma mulher entregou uma cápsula deflagrada de fuzil a uma equipe de reportagem da Rede Record que estava no local. O comandante-geral da PM analisou o objeto e disse que, apesar da PM ter entrado no quartel com fuzil, nenhum tiro foi deflagrado e ninguém sofreu ferimento por arma de fogo. Segundo ele, a origem da cápsula é desconhecida.
Leia na íntegra: R7.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

E o Governo Federal? Até quando vai se omitir?

Que os mandatários estaduais e municipais já deram sobejas provas da irresponsabilidade e do não compromisso com uma Educação pública de qualidade, isso não constitui novidade nem agora, nem antes. É notório o pouco caso dos governantes estaduais e municipais para com os educadores, que sobrevivem com salários miseráveis e em péssimas condições de trabalho. Minas Gerais, entre os três estados mais ricos da Federação, talvez seja o melhor dos piores exemplos deste descaso dos governantes para com a Educação e as demais áreas sociais.

Mas, a pergunta que não quer calar é: e o governo Federal? Até quando vai se omitir? Até quando fará ouvidos de mercador em relação à realidade da Educação em todo o Brasil?

Durante a campanha eleitoral a presidenta Dilma prometeu pagar um salário melhor para os professores de todo o Brasil, inclusive reconhecendo, em entrevistas, que o piso do MEC era uma vergonha, e que ela aceitava o desafio de reajustar o valor daquele piso (na época em R$ 1.024,00) para algo muito maior.

Passada a eleição, Dilma ainda ensaiou um discurso em defesa de maior investimento na Educação pública e na valorização dos educadores. Mas, na prática, o que fez o governo federal até agora?

Primeiramente, mandou cortar 3 bilhões da Educação no orçamento público, para garantir a política neoliberal dos governos FHC e Lula, de manter o superávit primário para pagar altos juros aos banqueiros e credores da dívida pública brasileira. Anualmente, mais de 100 bilhões de reais são gastos com esses credores, que representam algumas poucas dezenas de famílias abastadas.

Em segundo lugar, o governo federal enviou para o Congresso Nacional um PNE - Plano Nacional da Educação - que prevê investimento de 7% do PIB até o ano de 2020. Ou seja, não bastasse o percentual do PIB aquém do necessário, ainda joga para 10 anos o investimento deste baixo percentual, o que constitui uma falta de compromisso com a Educação e também um estelionato eleitoral, já que a candidata Dilma anunciou publicamente que daria prioridade à Educação na sua gestão.

Por último, na própria questão do piso salarial do magistério, o governo federal tem sido omisso, com a ausência de uma cobrança efetiva dos estados e municípios para que cumpram a lei, impondo punição aos governantes infratores. Além disso, não oferece o devido suporte técnico e financeiro para que estados e municípios mais pobres possam pagar o piso. E finalmente, é omisso também em relação ao valor do piso, que já deveria ser reajustado, senão pelo valor do DIEESE, que seria o mais razoável, pelo menos para o valor do piso da CNTE.

Mas, essa omissão do governo federal encontra a parceria da igual omissão das entidades sindicais, a começar pela CNTE, que é na prática uma autarquia do MEC. Os demais sindicatos estaduais, igualmente, seja pela ligação que têm com o partido que domina o governo federal, ou por questões político-eleitorais regionais, o fato é que não demonstram interesse numa grande mobilização nacional.

Reparem que neste momento várias greves estaduais e municipais dos educadores sacodem o país. Esta mobilização não toma uma dimensão nacional, como deveria ser, expondo a omissão tanto dos governos estaduais e municipais, quanto a do governo federal. A luta dos educadores é pulverizada, como já denunciamos aqui antes, isolada em cada canto, dependendo unicamente da força e do contexto de cada região. Em Santa Catarina, os colegas começam a arrancar pequenas migalhas do desgoverno de lá; no Rio Grande do Norte, a mesma coisa; na Paraíba os colegas tiveram que voltar ao trabalho, após a decretação da ilegalidade da greve, como aconteceu em Minas em 2010 - só que nós nos recusamos a voltar e continuamos em greve.

Não fosse a repercussão causada pela combativa professora Amanda Gurgel, com a sua fala de oito minutos que foi parar na Internet e obrigou a mídia a divulgar nacionalmente a realidade da Educação, e a nossa realidade seria ainda pior.

Estamos diante, infelizmente, de governantes, nos três níveis - federal, estadual e municipal - sem qualquer compromisso com a Educação pública de qualidade. São governantes que gastam bilhões com obras públicas que beneficiam a poucas pessoas, com empreiteiras e banqueiros que financiam as campanhas eleitorais e depois se apropriam dos orçamentos públicos. E infelizmente, estamos órfãos de entidades sindicais capazes de organizarem uma grande mobilização nacional para arrancar os 10% do PIB já, o reajuste já do piso para todos os educadores, e a exigência do pagamento já do piso em todos os estados e municípios, além da conquista de um bom plano de carreira nacional dos educadores.

Claro que não podemos desanimar e esperar sentados que nossos direitos caiam do céu. Mas, devemos dizer em alto e bom tom que a nossa luta é contra a omissão tanto do governo estadual, como se verifica em Minas, cujo governo vergonhosamente não cumpre a Lei do Piso, quanto também do governo federal, que tem recursos para investir na Educação e na Saúde, mas vem priorizando os gastos com a minoria rica do Brasil e do mundo.

Que tenhamos a coragem, ao organizar a nossa greve em Minas, de fazer também este chamamento aos educadores de todo o Brasil, para que estejamos unidos e saibamos organizar um grande movimento nacional para arrancar os nossos direitos. Um forte abraço a todos e força na luta!

http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/ 

Comentário: Como podemos ver a crise da educação pública é nacional, não existe um único estado do país onde os funcionários da educação estejam satisfeitos com o salário e as condições de trabalho. Todos reclamam do abandono e do descaso com a educação pública, até quando o governo federal irá se furtar às suas responsabilidades?

Audiência de prestação de contas do sec. Risolia

Veja texto do panfleto que o Sepe está produzindo sobre o Conexão Educação e a audiência de prestação de contas do secretário Risolia na Alerj no dia 18 de maio

PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO!

 Todos que estiveram na ALERJ, no dia 18 de maio, para acompanhar a audiência pública de prestação de contas da Secretaria Estadual de Educação relativa ao ano de 2010, pudemos testemunhar a vergonhosa participação da SEEDUC. Durante a apresentação, os assessores do secretário Wilson Risolia não conseguiram responder para a Comissão de Educação e Cultura o porquê dos dados da sua prestação de contas serem ainda os mesmos daqueles apresentados pela ex-secretária Tereza Porto numa audiência realizada no ano de 2005.

Conexão Educação foi desmascarado na Audiência

Quando a SEEDUC apresentou os dados recentes do “Conexão Educação” foi pior ainda, porque os mesmos dados tiveram sua veracidade colocados sob suspeita pela comissão. É bom lembrar que existe uma representação do deputado Marcelo Freixo no Ministério Público contra o Projeto do Conexão, pelo mesmo colocar notas nos boletins dos alunos que sequer tem professor em algumas disciplinas.

Nessa audiência, o SEPE quase não precisou intervir, porque os dados falaram por si mesmos, mostrando que o governo estadual promove uma grande  farsa quando diz que está investindo na educação estadual e isto tem que ser denunciado! Temos o exemplo da professora que se recusou a colocar nota em dois bimestres para alunos que não tiveram aula (ou o sistema assume o “Sem Professor” ou assume que mascara a real situação da rede). Mães dessa mesma escola denunciam que o boletim dos filhos ficou com nota 5 em disciplinas sem professor durante 3 bimestres. Vale a pena ver de novo a gravação dessa audiência na ALERJ! Até para aqueles que têm dúvida sobre o boicote, proposto pelo SEPE contra o Conexão Educação, terem certeza de que esta é a posição acertada contra o Plano de Metas.

SEEDUC pressiona para impedir boicote da categoria ao Conexão

Pelo fato de nosso movimento estar crescendo, a SEEDUC colocou em seu site um apelo e uma sutil ameaça que, no entanto, não impediu que fosse adiada, mais uma vez, o lançamento de notas nesse sistema totalmente desconectado com um projeto inovador de otimização de dados.

“Uma vez mais, gostaríamos de agradecer o comprometimento dos professores que trabalharam com empenho para fazer parte dos mais de 70% que lançaram suas notas até a semana passada.”

O não lançamento das notas até o dia 05/06 caracterizará o não cumprimento das normas estabelecidas pela Secretaria.”

E como se não bastasse, ainda apela mais:

“O empenho do professor em atualizar o boletim dos alunos no Conexão Educação é a base fundamental para o sucesso da gestão do ensino no estado. A partir das notas lançadas, a SEEDUC poderá analisar, historicamente, o desenvolvimento do aluno. O lançamento de notas é um componente essencial para as ações de correção de rumos ao longo do ano.”

Balela! O sucesso da gestão do ensino não depende de lançamento de notas num sistema caro e ineficiente. As notas dos nossos alunos fazem parte de um compromisso dos educadores com o processo de ensino-aprendizagem do qual não abrimos mão. O componente essencial para uma gestão político pedagógica na educação é um Projeto (não “plano de metas”) comprometido com a educação pública, com a democracia, com a autonomia dos Ppps de cada escola, com uma política de salários dignos.

Por último, precisamos lembrar a algumasdiretoras que elas fazem parte da categoria e não podem se comportar como algozes a serviço do governo!

Profissionais de educação, vamos dar uma resposta a esse Plano de Metas no dia 07 de Junho!

Todos à assembléia da rede estadual no Clube Municipal na Tijuca, às 14h.

SEPE- SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

SEPE 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Juiz suspende retirada de animais do zoológico de Niterói

Os animais do zoológico de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, não poderão mais ser retirados do local. O juiz Leopoldo Muylaert, titular da 3ª Vara de Fazenda de Niterói suspendeu na noite de quarta-feira (01º) a exigência de ajustamento de conduta, que dava prazo de 120 dias ao zoológico para retirar os animais do estabelecimento.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro em outubro do ano passado a remoção dos animais, porque as instalações do local não eram adequados.

Os animais que já foram retirados e estão no zoológico de Brasília, de Volta Redonda, do Rio de Janeiro e em criadouros comerciais. Não há data prevista para o retorno dos animais que já foram removidos do zoológico.

No dia 26 de maio, uma avaliação do Ibama afirmava que os animais do zoológico de Niterói viviam em espaços muito pequenos e que não oferecem condições ideais de sobrevivência.

Até gatos foram encontrados nos ambientes do zoológico, o que, segundo a instituição, pode comprometer a saúde dos animais selvagens por conta do risco de transmissão de doenças.

R7.com 

Vida de professor não é fácil



Essa é só a primeira...ainda tem mais vindo por aí!
Contribuição da camarada Vanessa.

terça-feira, 31 de maio de 2011

SEPE de Cabo Frio fura paralisação por motivos políticos

É um absurdo a declaração da líder do SEPE, Luíza Gomide, de que os professores não vão aderir à paralisação nacional de hoje por motivos políticos. Ela afirma que a professora Amanda Gurgel, que desencadeou a onda de protestos dos professores no país, pertence ao PSTU.

Luíza se esquece que ela mesma é do PDT e usa o sindicato para fazer política partidária. Ela concorreu à vereança e teve uma votação ridícula.

É por esse tipo de mentalidade que os professores não saem do fundo do poço. Até a TV Globo deu espaço à professora e apoiou seu manifesto.

Em Búzios os professores vão parar !
Replicado do blog do Prof. Chicão:  http://josefranciscoartigos.blogspot.com/

De que lado você está, da mudança ou do discurso de mudança que quer que tudo continue igual?

Replicado do site:
http://diariodoprofessor.com/

Realmente, cada vez mais fico indignado, decepcionado e puto com o País dos Absurdos, (minhas letras minúsculas são propositais e de protesto).
É interessante e sintomático ver a reação das pessoas às coisas que acontecem quando se tenta mexer em algo estabelecido, chegando-se à conclusão que não se quer mesmo mudanças.
Não se quer porque quem reclama, por exemplo, dos políticos fdp provavelmente faria (ou fará) o mesmo que eles se (ou quando) estivesse em seu lugar.
Não se quer porque ao ouvir lutas de determinados setores da sociedade, iniciam-se falas contrárias e retrógradas a quaisquer falas que busquem mudanças.
Pode-se dar muitos exemplo, tais como as reclamações seculares do pessoal do campo, dos sem-terra, dos negros, dos homossexuais…
Cotas pra quê, se no Brasil dos Absurdos não tem racismo? Terra pra sem-terra pra quê, se depois eles vendem e tem-se que produzir para o mundo inteiro com o agronegócio? Casais homossexuais não deviam nem existir, quanto mais ter os mesmos direitos. Como ter os mesmos direitos se não são iguais a “nós”? Professor reclama de barriga cheia, pois ganham o suficiente para os “resultados” que obtém!
Ops… tem algo extremamente errado por aqui.
Depois da fala da Amandinha, a neofamosa Amanda Gurgel, fala a qual já me referi aqui, vêm-se multiplicando, no rastro do Movimento pela Continuidade do Processo Civilizatório (MCPC), as falas contrárias.
Algumas bem cafajestes e diretas, como a da dona cremilda, a qual também já tive o desprazer de ouvir e escrever sobre.
Outras travestidas de cientificidade, com dados, e de pseudo-concordância com as teses da melhora das condições de trabalho dos profissionais da educação.
Vejam, por exemplo, este artigo aqui.
Diz o senhor que concorda que os professores ganham pouco. Puxa, obrigado. Mas diz que esta não é pré-condição para um bom trabalho profissional.
Tese, como vocês podem ver, muito semelhante à senhora do link anterior e, também, a do filho de banqueiro que a globo chama de ”especialista em educação” que diz que professor ganha muito e a educação não melhorou (como se isso fosse a única coisa que concorre para tal).
Ora, é que o salário não é o único determinante de um bom trabalho e  especialmente ao condizente ao trabalho do professor, que tem o ser humano como seu objeto de trabalho, muito menos.
inúmeros outros fatores.
Eu, quando dei uma resposta, à época, à futura secretária de educação do município do , enumerei uma série de determinantes para que um aluno possa ter sucesso na educação escolar formal – determinantes que NÃO SÃO culpa dos professores, diga-se de passagem, já que agora somos culpados de tudo – e que também não são oferecidos aos alunos.
Voltando ao artigo anterior, nos parágrafos finais o senhor diz que
O que me traz de volta ao assunto deste post: por que fiquei irritado com uma professora, que ganha pouco, corajosamente, eloquentemente e corretamente defendendo seu salário junto a deputados que ganham talvez dez vezes o que ela ganha.  A da minha irritação certamente não foi a eloquência e coragem da professora. Foi que mais uma vez se reduz educação ao salário dos professores ou infira-estrutura escolar, coisas importantes, sem dúvida, mas nem de perto as variáveis fundamentais na definição da qualidade educacional. [grifo meu]
Percebe-se, em sua fala referente à Amanda, uma opinião, certamente, de quem não é professor. A professora em questão fez uma clara relação das pequenas possibilidades de se fazer um bom trabalho com a proletarização da profissão do professor, obrigado a ter diversos para se manter com um razoável nível financeiro, nível este necessário à profissão de quem tem que formar cidadãos, e tantos empregos estes que não nos deixam dedicar-nos muito bem a nenhum deles.
E, em relação à estrutura, realmente não entendo porque isso não seria uma prioridade, nem mesmo para pessoas como o articulista em questão e a dona cremilda.
Ora, não se imagina um médico atuando bem sem boa estrutura; não se imagina um gari atuando bem sem boa estrutura; não se imagina um mecânico atuando bem sem boa estrutura; não se imagina um bancário atuando bem sem boa estrutura; não se imagina engenheiro atuando bem sem boa estrutura; não se imagina um motorista atuando bem sem boa estrutura… mas o professor cai em reducionismo ao reclamar da sua estrutura de trabalho!!!
Repito: é claro que não são as únicas coisas, mas não dá nem pra começar a conversa sem estas duas: salário e estrutura. Não se pode cobrar NADA se não se tem isso. Tem-se que lembrar que o “objeto” de atuação do professor é a pessoa. Trabalho sui generis.
De resto, meu amigo, não é a “escola” ou o “professor” que não dão aos alunos, é a sociedade, o Estado, todos nós: família desestruturada, violência social, falta de saúde, falta de moradia, tráfico, abusos, comida sem qualidade, transporte deficitário, saneamento inexistente, doenças mil, televisão emburrecente, falta de acesso à cultura…
E querem que os professores, primeiro, salvem toooooodas as crianças do completo abandono social em que se encontram para, depois, somente depois, quiçá depois cobrar salário e estrutura de trabalho?
Realmente, não entendo a lógica deste pensamento. Não sei o que querem dizer com “reducionismo” e com “só”. Nem com “depois”.
Acho que ficou muito bem explicado, conforme já disse, a relação entre o salário e o trabalho do professor, pois que este poderia se dedicar em forma de planejamento, de pesquisa, de atenção individual etc, se não fosse a necessidade de multiplicar os empregos.
Ora, ninguém questiona isso em relação aos professores universitários, nem vejo ninguém que fala dos professores básicos falar que professor universitário deveria dar 35 aulas, das 40 horas que recebe. Não vi, igualmente, uma reação da sociedade enfurecida contra os juízes que fizeram greve para melhorar os salários e ter as regalias dos parlamentares!!!
E, sinceramente, não sei o que há de reducionismo em se falar de infra-estrutura na escola. Realmente, não consigo entender. Querem que ensinemos alunos em total falta de tudo socialmente falando, somente com um quadro e um didático? Considerando ainda que temos uns 30 ou 40 ou ainda mais por turma e que temos 8, 12 ou mais turmas, gostaria, realmente, que me ensinassem a fazer isso…
Então, quando se fala que “mais uma vez se reduz educação ao salário dos professores ou infira-estrutura escolar, coisas importantes, sem dúvida, mas nem de perto as variáveis fundamentais na definição da qualidade educacional” pensa-se exatamente igual aos gestores – secretários, prefeitos, governadores – sobre a questão: o “importante”, o “fundamental” na educação não é nem o salário nem a infra-estrutura… então, gastemos nosso dinheiro, milhares e milhares de reais da educação:
Enquanto isso, as escolas ficam sucateadas e o salário dos profs nunca vai nem ao razoável, pois estas não são a “prioridade”…
Vejam que NÃO ESTOU DIZENDO que o que enumerei não é importante!!!
Ora, são “coisas importantes, sem dúvida, mas nem de perto as variáveis fundamentais na definição da qualidade educacional”, faço minhas suas palavras, Sergei.
E, enquanto isso, enquanto se achar que o salário do professor (e a consequente cobrança de trabalho dele decorrente) e a infra-estrutura da escola (sem comentários) não são a “prioridade”, gasta-se milhões (bilhões) com as ditas “prioridades”, mas o ensino fica como está.
E vamos vivendo, todos unidos na mesma ideologia
É exatamente assim que pensa dona cremilda, a “voz” de quem não tem coragem de dizer diretamente o que ela diz.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor, para quem salário dos professores (e a consequente cobrança de trabalho dele decorrente) e infra-estrutura da escola (sem comentários) SÃO as prioridades da educação

O SILÊNCIO E A IMOBILIDADE DOS NOSSOS REPRESENTANTES

Artigo replicado do: http://soseducaopblica.blogspot.com/

Confesso a todos que estou indignada com a atuação dos nossos representantes e acho que está na hora de todos nós darmos um basta nesta situação. A cada dia que passa cresce a insatisfação da categoria com essas entidades e a desfiliação em massa vai se tornar uma realidade, pois ninguém está disposto a bancar a bancar “representantes placebos” a serviço do sistema.

Sinceramente não entendo a posição adotada pelas entidades que nos representam. Afinal de que lado elas estão? A grande maioria dos docentes brasileiros se sente traída e abandonada por seus representantes, quando vemos a CNTE e o SEPE RJ, entre outros jogarem no lixo a oportunidade de fazer uma paralisação nacional no dia 31 de maio, aproveitando o momento favorável criado pela fala da Professora Amanda Gurgel.

Não posso me calar diante dessa imobilidade e miopia dos nossos representes. Tenho apoiado as iniciativas do SEPE RJ, mas estou revoltada a omissão diante da paralisação marcada para o dia 31 de Maio. Repudio com veemência essa omissão.

Pobre da categoria que tem representantes desse quilate! Essa é uma oportunidade única para unir a categoria em todo o país em um movimento com a aprovação de toda a sociedade, pois o efeito da fala da Amanda foi impactante. Perdemos mais uma oportunidade histórica para mostrar à nação a nossa miséria e a nossa indignação.

A vaidade e o ego dos nossos representantes é um instrumento à disposição do sistema para nos oprimir, não temos liderança essa é a verdade! De que adianta mantermos essas instituições com as nossa contribuições para que as mesmas fiquem do lado dos nossos opressores? As consequencias dessa atitude são a despolitização da categoria e a o fortalecimento da alienação e do desânimo.

O sentimento geral é que não temos representantes envolvidos com as nossas causas e que somos uma categoria acéfala, à mercê de representantes preocupados com seus próprios interesses que usam a boa fé dos trabalhadores da educação para alavancar o seu ingresso no universo político da nação em benefício próprio se lixando para a educação e pela categoria.

As razões para esse procedimento são históricas, pois os sindicatos no Brasil foram criados com apêndices do sistema no governo Vargas, foram criados com o propósito de esvaziar o movimento dos trabalhadores e adestrá-los sob o comando de pelegos profissionais.

Chega de esperar, de acreditar e confiar, pois somos uma categoria acéfala! Vamos a luta, paralisação no dia 31 de Maio, mesmo que sejamos descontados, que essa falta nos prive da licença prêmio, devemos aderir e mostrar que diferentemente dos nossos pseudos representantes que sabemos aproveitar as oportunidades e lutar pelos nossos interesses. Vamos mostrar ao sistema e a essas entidades que dizem nos representar a nossa força e a nossa independência. Abaixo a subserviência ao sistema!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SEPE RJ AMARELOU!

 
Vejam que tipo de exemplo de mobilização e consciência de classe o nosso sindicato nos dá:

Sepe não fará paralisação das redes nesta terça-feira 
(dia 31 de maio)


O Sepe informa aos profissionais das redes estadual e municipais 

do Rio de Janeiro que não está convocando uma paralisação para 
o dia 31 de maio. Esclarecemos que os foruns adequados para a 
convcocação de paralisação ou demais mobilizações dos profissionais
de educação filiados são as assembléias ou foruns especialmente 
convocados em casos de necessidade. Como nenhuma destas 
instâncias levou à votação uma proposta de paralisação para esta 
terça-feira, dia 31 de maio, o sindicato não está convocando nenhuma 
das redes para que estas paralisem nesta terça. Deste modo, ficam 
valendo os calendários de mobilização definidos pelas assembléias 
gerais das redes estadual e municipais.


Comentário: Ao invés de aproveitar a oportunidade e o momento favorável 
devido a repercussão das declarações dadas pela professora Amanda Gurgel, 
o Sepe simplesmente tira da reta!
Uma amarelada digna do Ronaldo Fenômeno na Copa de 98, com direito a desmaio 
e convulsão. 
A desculpa de não fazer ou sequer apoiar a paralisação de 31 de maio é o fato da 
categoria ter programado um ato dia 7 de junho. Já que estamos em estado de greve mesmo, 
um dia a mais ou menos...  é revoltante como nossas lideranças não são capazes de entender 
e atender os anseios da categoria.

domingo, 29 de maio de 2011

Cristovam Buarque: Ameniza e não muda

Sáb, 21 de Maio de 2011 09:43 

               O Brasil é um país de alta criatividade em políticas sociais, com saídas para amenizar, não para mudar a realidade. A criatividade começou na escravidão, ao invés de aboli-la recorremos à Lei do Ventre Livre. Os escravos sexagenários, os velhos, eram libertados, um eufemismo para abandonados. Até a Abolição da Escravatura aconteceu sem oferecer educação nem terra para os ex-escravos e seus filhos. A Abolição foi um eufemismo para a expulsão dos escravos das fazendas para as favelas.
Modernamente também temos sido campeões de imaginação para soluções parciais.
Como o salário não era suficiente para pagar o transporte do trabalhador até o local de trabalho, ao invés de aumento salarial, criamos o vale-transporte, como se fosse um grande benefício social, quando, na verdade, foi um serviço à economia: garantir a presença do trabalhador na fábrica. A regra é a mesma para o vale-refeição. O salário não era suficiente para assegurar a alimentação mínima de um trabalhador, então a solução foi garantir a alimentação do trabalhador, mesmo que suas famílias continuassem sem comida.
Quando a inflação ficou endêmica, ao invés de combatê-la (só enfrentada em 1994), criou-se a correção monetária, que garantia moeda estável para quem tivesse acesso às artimanhas do mercado financeiro, enquanto o povo continuava com seus salários cada vez mais desvalorizados.
            Hoje, quando o país vive um apagão de mão de obra qualificada, corremos para fazer escolas técnicas, esquecendo que sem o ensino fundamental os alunos não terão condições de aproveitar os cursos profissionalizantes.            
            A Bolsa Escola foi criada para revolucionar a escola. Como isso não foi feito, ela se transformou na Bolsa Família, sendo mais uma das soluções compensatórias agregada ao vale-alimentação e vale-gás.
            As universidades boas e gratuitas são reservadas para os que podem pagar escolas privadas no ensino básico. No lugar de fazer boas escolas para todos, criamos o PROUNI e cotas para negros e índios. O Brasil melhora com essas medidas, mas não enfrenta o problema e acomoda a população, como se agora todos já fossem iguais. Promovem-se benefícios com soluções provisórias, como se elas resolvessem o problema.
A solução adiada seria uma revolução que assegurasse escola de qualidade para todas as crianças, em um programa que se espalharia pelo país, onde todas as escolas fossem federais, como o Colégio Pedro II, as escolas técnicas militares, os colégios de aplicação das universidades.
            Quando a desigualdade social força a separação entre pobres e ricos que se estranham, ao invés de superar a desigualdade constroem-se muros em shoppings e condomínios, separando as classes sociais. Para impedir a convivência de classes, impedimos estações de metrô em bairros ricos, o que mostra um total desinteresse desses habitantes pelo transporte público.
Falta professor de Física, retira-se Física do currículo escolar. Os alunos não aprendem, adotamos a progressão automática. O Congresso não funciona, o STF passa a legislar. A população fala Português errado, em vez de ensinar o correto a todos legitimamos a fala errada para a parte da população sem acesso à educação. Adotamos dois idiomas: o Português dos ricos educados e o Português dos pobres sem educação; o Português dos condomínios e o Português das ruas. Ao invés de combater o preconceito e a desigualdade, legalizamos a desigualdade.
Ao invés de fazer as mudanças da estrutura para construir um sistema social eficiente, equilibrado, integrado e justo optamos por simples lubrificantes das engrenagens desencontradas da sociedade. Nossas soluções podem até ser criativas, mas são burras e injustas. É a sociedade acomodando suas deficiências. Ao invés de enfrentar e resolver os problemas, nossa criatividade ajusta a sociedade a conviver com eles. E adia e agrava os problemas porque ilude a mente e acomoda a política.
* Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Professor do Estado do Rio de Janeiro desabafa

Sou professor do Ensino Médio no Estado do Rio de Janeiro e nossa situação é quase idêntica a que foi colocada.

Eu digo quase porque temos alguns agravantes que passo a relatar:

1 – Recebemos alunos oriundos do Ensino Fundamental que muitas vezes sequer sabem ler e, quando sabem, não conseguem entender o que leem.
2 – O Governador prometeu, na campanha do primeiro mandato, colocar na Sec. Est. De Educação pessoas oriundas da Educação. Já está no segundo mandato e NUNCA cumpriu a promessa. Ao contrário disto, colocou pessoas com formação técnica que estão tratando a Educação como um número a ser melhorado esquecendo que Educação está ligada a área de Ciências Humanas, ou seja, lida com gente, pessoas.
3 – O Governador pinta, à frente das luzes e câmeras, um cenário maravilhoso pra nós mas, nos bastidores, estamos sendo humilhados, ameaçados e fiscalizados. Na verdade, está sendo imputada a nós a culpa pela situação da Educação no Rio de Janeiro e, da mesma forma, colocada sobre nós a responsabilidade por reverter esta situação.
4 – O mesmo Governador, ainda na primeira campanha, prometeu incorporar aos salários a gratificação chamada de “Nova Escola” mas somente no final do primeiro mandato apresentou um plano de incorporação em parcelas que só será concluído em 2015. O lado mais sórdido disto é que os professores que já recebiam esta gratificação não estão ganhando nada além do que já ganhavam e estão condenados a ficar sem aumento até 2015.
5 – Ainda na frente das câmeras, o Governador diz, por exemplo, que “os professores ganharam notebooks” fazendo o público acreditar que TODOS os professores tem notebooks e que estes foram dados. Isto está longe de ser verdade. Nem todos os professores receberam o notebook e os que receberam tiveram que assinar um termo se comprometendo com a devolução em caso de aposentadoria, exoneração e até mesmo licença médica por mais de 90 dias. Assim sendo, não ganhamos nada.
6 – O Plano de Metas que será usado para calcular uma possível gratificação tem aberrações que tiram pontos das escolas como:
a) Índice de alunas grávidas (como se nós tivéssemos como determinar o que cada aluna pode ou não fazer com o seu corpo).
b) Índice de alunos(as) que apresentam problemas de envolvimento com drogas (como se nós pudéssemos entrar em sala e perguntar: “Quem aí usa drogas????”).
Como se não bastasse, o tal plano tem por objetivo indireto, colocar professores e profissionais de ensino uns contra os outros. Explicando: Se um professor falta muito, mesmo que o diretor faça o que deve ser feito (registrar a falta, dar advertência, etc). a escola perde pontos e, consequentemente, todos as pessoas lotadas na escola perdem.
7 – A evasão escolar está sendo usada apenas para o que o Governo chama de “Otimizar turmas”, ou seja, extinguir turmas com MENOS DE 30 ALUNOS formando turma com até 50-60 alunos.
A consequência disto, além é claro da queda de qualidade das aulas e aproveitamento dos alunos, e a perda de carga horária do professor fazendo-o procurar a Coordenadoria para conseguir alguma escola para complementar a sua carga.
Neste caso, na maioria das vezes ele acaba tendo que mudar sua rotina radicalmente e se for assim ainda tem que dar graças a Deus pois como o processo se otimização acontece em toda a rede, são muitos os professores com carga horária “roubada” e muitas escolas com turmas “otimizadas”
É o Governo diminuindo a carência de professores pela diminuição do número de turmas (algo como acabar com a pobreza matando os pobres).
8 – Como não poderia ficar de fora, temos também a questão do salário. Um professor recém empossado tem como salário líquido R$ 681,44. Somente no início deste ano letivo passamos a receber auxílio para transporte e mais nada.
O Governo vem falando de um auxílio cultural mas até agora nada está certo.
Quanto à alimentação, vale o que foi dito no seu programa. Oficialmente o professor é PROIBIDO de se alimentar com o que é servido aos alunos.
Mas não recebemos nenhum auxílio alimentação…

Enfim, estamos vivendo uma crise geral onde nós professores nos vemos pressionados, sem recursos, sem dinheiro, sem futuro, sem apoio da sociedade, sem qualidade de vida, sem convívio familiar.... resumindo, vivendo sem vida. 

Enviado ao Programa do Faustão em ocasião da fala da Profª Amanda Gurgel.


Comentário: Faço minhas todas as palavras do texto acima  e complemento: Mesmo sem otimização das turmas temos que trabalhar com turmas com 50, 52, 55 alunos, pois o estado não permite o desmembramento ou criação de turmas com menos de 35 alunos ( o que é uma puta contradição, já que no plano estadual de educação, aprovado no governo de Sérgio Cabral, o máximo de alunos permitido por turma é de 35! - mas a lei é só para os professores e não se aplica ao governo, né?). 


http://blogpodegiz.blogspot.com/

terça-feira, 24 de maio de 2011

Professora organiza mobilização da categoria

Ato para reivindicar maior investimento na educação será no dia 31 de maio

Após ter seu discurso contra a desvalorização do professor acessado por mais de um milhão de internautas, Amanda Gurgel, a educadora que virou hit na internet, organiza uma mobilização da categoria para o dia 31 de maio.
Segundo a professora de 29 anos, é preciso um ato efetivo além das críticas na web. Ao criticar o rumo que o ensino tem tomado e o descaso com os professores - que recebem salário-base de R$ 930 em seu Estado -, Amanda perguntou aos deputados presentes na audiência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, se eles conseguiriam viver com a sua remuneração mensal.
Apenas o secretário de finanças acenou negativamente com a cabeça, afirmou ela. Os outros presentes ficaram constrangidos e sem resposta, completou a educadora.
A principal reivindicação para a melhora da qualidade do ensino não só no Rio Grande do Norte, mas no país, é o aumento do investimento do PIB (Produto Interno Bruto) na educação. Hoje em 5% - 3% na prática, segundo a professora – esse número pode ir a 7% segundo as metas do novo PNE (Plano Nacional de Educação).
Amanda Gurgel disse aproveitar o momento de exposição na mídia para que algo concreto seja feito.
- É preciso que as pessoas tomem consciência e façam mobilizações efetivas para que essa semente [o sucesso do discurso] renda bons frutos.

http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/apos-sucesso-na-internet-professora-organiza-mobilizacao-da-categoria-20110523.html

Cães Policiais

Cães policiais morrem após troca de tiros
entre agentes e criminosos em BH

Dox e Lyon serão cremados e vão receber honras militares

Dois cães policiais morreram após agentes trocarem tiros com criminosos em Belo Horizonte (MG). Os cachorro, Dox e Lyon, serão cremados e vão receber honras militares por morrer em serviço.

Os cães são treinados desde filhotes para o cargo e são considerados oficiais da Polícia Militar. Imagens feitas pela polícia mostram os cães sendo treinados no canil, eles passam por uma dura rotina antes de irem as ruas. Lyon tinha mais um ano de serviço e depois ia se aposentar.

De acordo com a Polícia Militar, os bandidos se esconderam perto de um lago após o assalto. Um deles mergulhou e foi descoberto por um dos cachorros. Logo em seguida, porém, o outro criminoso baleou os cães.

http://noticias.r7.com/cidades/noticias/caes-policiais-morrem-apos-troca-de-tiros-entre-agentes-e-criminosos-em-bh-20110518.html