domingo, 18 de setembro de 2011

Erradicar analfabetismo some do plano de governo de Dilma

Onze meses após a então candidata Dilma Rousseff assumir compromisso durante debate na TV, objetivo não aparece na proposta detalhada de metas do governo até 2015, o Brasil Maior, que se compromete apenas a 'reduzir taxa de analfabetismo'.

Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso. 

Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".

O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do Brasil Maior. O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo. Ao Estado, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.
Medidas. A declaração da presidente pode ser revista na internet. Data de 26 de setembro de 2010. Em debate com os demais candidatos ao Planalto, dias antes do primeiro turno das eleições, na TV Record, Dilma afirmou: "Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de fato de acabar com ele".
A principal ação do governo federal para combater o analfabetismo é o programa Brasil Alfabetizado, criado no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com gastos de meio bilhão de reais só no ano passado, com mais de um milhão de alunos por ano, cita Haddad. O programa deixa de fora a maioria dos analfabetos absolutos do País porque não consegue atingi-los e porque faltam turmas de educação de jovens e adultos adequadas a quem já aprendeu a ler e escrever.
"Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar", diz Haddad. O governo trabalha com a meta de reduzir o analfabetismo a 6,7% da população com 15 anos ou mais até 2015.
Haddad prevê ajustes no Brasil Alfabetizado, como uma ênfase maior à educação na zona rural. Outra questão a ser resolvida é a necessidade de alfabetizar quem trabalha e não disporia de tempo para frequentar os cursos, de seis meses de duração.
O Brasil Maior diz que a meta é atingir, até 2015, o ponto intermediário da meta definida pelo Plano Nacional de Educação até 2020, de erradicar o analfabetismo, assim como reduzir pela metade o analfabetismo funcional, problema que atinge outros 20,4% da população jovem e adulta.
O plano diz que os objetivos devem ser perseguidos mediante parcerias entre União, Estados e municípios.
TRÊS MOMENTOS
"Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de acabar com ele."
Dilma Rousseff, CANDIDATA, EM 2010

"Reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes."

Plano Brasil Maior, DO GOVERNO DILMA, COM METAS ATÉ 2015

"Não me lembro dessa declaração... Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar."

Fernando Haddad, MINISTRO DA EDUCAÇÃO, SOBRE O COMPROMISSO DE CAMPANHA DE DILMA 
Estadão

Comentário: Alguém ainda acha que educação é prioridade para algum político? Qualquer um?!

sábado, 17 de setembro de 2011

Estudantes aprovam colégio público rigoroso

Unidade com a maior nota entre as públicas comuns do Estado de SP adota linha dura elogiada por professores e aceita por estudantes.

Logo na entrada, a escola municipal José Ezequiel Souza, em Taubaté, mostra o estilo da instituição que obteve a maior nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre as públicas comuns de São Paulo. Sobre a mesa da recepção, paira um livro com o título “CONTROLE DE ENTRADA E SAÍDA DE ALUNOS” – assim mesmo, em maiúsculas. Na parede, uma faixa de dois metros com um recado aos pais começa com a frase “Fale sempre bem da escola”.

Em entrevista ao iG, a diretora, Maria Aparecida Franco Moreira, já havia demonstrado o estilo linha dura e causou polêmica entre leitores indignados com a “postura ditatorial” e defensores da cultura do “respeito”. Para os estudantes, a questão é mais simples: “Eles são bem rigorosos, mas é para o nosso bem”, diz Flávia Stefanie Euzébio da Silva, 17 anos, aluna de uma das seis salas de 3º ano do ensino médio, todas à noite e com mais de 40 matriculados cada.
Metade dos alunos no ensino médio estuda na instituição desde o fundamental, o restante vem de outras unidades municipais, selecionados pelas melhores notas no último ano. Matheus do Nascimento Silveira, de 16 anos, está entre os que tiveram que se adaptar. “Estranhei quando vim para cá. Como muitos, eu trabalho, chego cansado e tenho que me trocar, colocar uniforme e seguir as regras”, diz, ponderando que vale a pena. “Fica aqui quem quer, quem não gosta vai para outra escola, só que não tem o mesmo nível dos professores e a mesma chance nos vestibulares”, argumenta.
Cidoca, como é chamada a diretora, mostra em sua sala outros comprovantes de apoio. Entre os vários troféus expostos, um deles é o de melhor escola na opinião pública, segundo votação feita entre representantes de vários setores da sociedade na região. Outro é um clipe com cartas de pais sobre a mesa. Todos os alunos que faltaram na última aula da terça-feira passada tiveram de pedir aos pais que mandassem uma explicação. Em uma delas, a mãe pede desculpas pelo fato do filho não ter avisado que precisava sair e agradece a atenção e preocupação da direção.
Silêncio profundo
Na quinta-feira, dia da visita da reportagem do iG, os alunos fizeram prova de física. Todos. “Na semana de prova, cada professor prepara sua avaliação e o que estiver na sala aplica. Assim a gente evita de eles contarem como foi um para o outro em conversa de corredor. Às 7h (da noite) vai começar. Você vai ouvir o silêncio profundo”, disse. E assim foi.
“Isso não acontece da noite para o dia. Esse respeito a gente ganha ao longo dos anos de trabalho”, afirma. “Taubaté inteira estuda aqui, muitos chegam com comportamento irregular, mas eu converso, chamo o responsável e resolvo”. Nos casos mais extremos, quando não há diálogo com os adolescentes e os familiares não respondem, o conselho tutelar é acionado. “Infelizmente”, completa ela.
Pelos corredores, o aviso de proibição de celular é repetido em várias paredes. Uma dos três vices-diretoras, Sonia Maria da Silva Junqueira, diz que se o professor pegar, só devolve para o pai. “Mas os alunos logo aprendem e não dão bobeira.” Para ela, que também atua como docente em outra escola, a diferença da José Ezequiel é a certeza de consequências. “Aqui o aluno sabe que se fizer algo errado, algo vai acontecer. Não é punição, é educação”, defende.

Outro vice, José Nilton dos Santos, que mantém em lugar de destaque uma foto de uma turma de alunos o abraçando, afirma que a linha dura “é o que funciona”. “Os alunos se acostumam. Às vezes, um me pede alguma coisa e eu respondo que, se quiser, pode pedir para a Cidoca. Eles nem vão, já sabem que ela não vai deixar.”
Um exemplo é o tal livro de registro de saída. Alunos que estão com dor de cabeça ou muito cansados podem pedir para ir embora uma vez por mês. A direção liga para os pais avisando e libera. Mais que isso, só se for por doença ou se um responsável vier buscar. “Outro dia uma aluna pediu para ir embora. O professor liberou. Quando chegou ao livro de registros, a funcionária disse ‘ué, mas você já saiu este mês’. Ela conferiu, pediu desculpas e voltou para a aula”, conta a diretora.
iG.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Empenho pela Educação deveria ser similar ao esforço para realizar a Copa

Enquanto cidades de todo o país comemoram os mil dias que faltam para a Copa do Mundo de 2014, o governo federal não se mobiliza para resolver o problema da educação no país, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em discurso nesta sexta-feira (16). Segundo o parlamentar, a capacidade do Brasil para se preparar para o megaevento esportivo e angariar recursos para construir estádios e reformar aeroportos contrasta com a falta de ímpeto para investir em educação.

- Se a gente investisse isso em educação, não seria uma festinha passageira de três semanas para mostrar ao mundo, seria uma festa permanente de um país com competência, com preparo, com redução de desigualdades, com construção de uma economia do conhecimento - disse o parlamentar.
Ao comentar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, divulgado pelo Ministério da Educação, Cristovam Buarque classificou de "trágicos" os indicadores de qualidade de ensino das escolas brasileiras.
- Na mesma semana que o Brasil comemora mil dias para a Copa do Mundo e mostra a pujança desse país para construir tantos estádios gigantescos, belíssimos, a tragédia da educação apresentada pelos indicadores do Enem passa quase despercebida - alertou.
Como saída para o problema do sistema de educação pública, o senador defendeu a federalização de todas as escolas do país.
- Das 100 melhores escolas públicas do país 13 são públicas. É pouco, muito pouco, mas o que é interessante dessas 13, é que 12 são federais. Está aí a solução. A solução está na federalização da educação - defendeu.
Segundo Cristovam, para que seja posta em prática essa "revolução na educação", é necessário dobrar o investimento atual do governo com a educação básica.

- Essa revolução educacional exigiria apenas passar de 3,1% do PIB o que hoje que se gasta com educação de base para 6,4%. Mais ou menos o dobro em 20 anos.Mais do que possível, isso é absolutamente necessário - afirmou.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sepe Lagos afasta diretores e propõe fazer acordo com professores lesados

A reunião do SEPE Lagos ontem no Colégio Edílson Duarte foi quente. Três diretoras foram afastadas e o advogado do SEPE Central, já prevendo uma chuva de ações judiciais por conta do malfadado convênio do SEPE com a Unimed, afirmou que o sindicato quer fazer acordo com os professores para a devolução de importâncias pagas indevidamente, caso essas realmente tenham existido.

Segundo informações, houve acalouradas discussões, mas o saldo geral foi positivo.

Espera-se que o SEPE saia fortalecido desta crise e volte a lutar pelos profissionais da educação com garra e sem medo. 

NO RIO, UM FESTIVAL DE CORRUPÇÃO!

As verbas para saúde são federais, estaduais e municipais, o que facilita a corrupção. No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, entre 2007 e 2010, a Secretaria de Saúde pagou R$ 354 milhões a 26 cooperativas médicas, sem assinar qualquer contrato prévio com essas entidades, que são responsáveis por fornecer mão de obra às unidades de saúde. Os recursos milionários foram repassados seguidamente, através de simples “termos de reconhecimento de dívida”, um instrumento que autoriza os pagamentos, mas não dispensa a assinatura de contratos.
Graves irregularidades na Secretaria de Saúde do Estado do Rio, aliás, não representam novidade. O que surpreende é a impunidade-desfaçatez-permanência do secretário Sergio Côrtes em seu comando, a demonstrar que o governador Cabral perdeu inteiramente a dignidade e o respeito ao interesse público.
A situação desses pagamentos na saúde, uma das áreas mais críticas do Estado, consta de um relatório feito por técnicos do Tribunal de Contas do Estado em julho. Do total desembolsado pela Secretaria, cerca de 52% foram para três cooperativas: Trust, Multiprof e ServiceCoop.
No documento, os técnicos do tribunal alertam para o fato de que esses pagamentos sem contrato ferem a Lei de Licitações, como se a dupla Cabral/Côrtes se preocupasse com obrigatoriedades legais dessa natureza.
São dois foras-da-lei, que agem criminosamente de forma continuada, a zombar da sociedade como um todo, julgando-se inexpugnáveis e inimputáveis. Fazer pagamentos e fechar contratos sem licitação representam graves ofensas à Lei da Improbidade Administrativa, dá cadeia, mas eles não estão nem aí.
Essas fraudes beneficiando cooperativas de médicos são antigas e não ocorrem apenas no governo estadual. Também a prefeitura do Rio utiliza esse sistema de cooperativas para contratar médicos e outros profissionais de saúde, ao arrepio da lei, sem abrir concursos públicos.
Essa terceirização ilegal hoje é uma das peças principais dos esquemas de corrupção que sugam os recursos públicos em todo o país, disputando com as ONGs para ver quem rouba mais nos três níveis administrativos – federal, estadual e municipal.
Em 2009 o Ministério Público anunciou que ia investigar a cooperativa de médicos que atende nas emergências dos hospitais municipais. Os promotores prometeram analisar os contratos feitos com a prefeitura e queriam saber os motivos de tantos problemas nas emergências, que estão a cargo de cooperativados. E até agora, nada.
Confiante na impunidade eterna, o governador Sergio Cabral agora lutou muito até conseguir dobrar a Assembléia Legislativa e aprovar o projeto que autoriza a contratação de Organizações Sociais (OSs) para gerir unidades de saúde. Traduzindo: é a terceirização definitiva do setor, que vai facilitar muito a corrupção já existente. Os deputados sabem disso, tentaram rejeitar o projeto, mas a pressão da dupla Cabral/Côrtes falou mais alto.
Carlos Newton   http://www.tribunadaimprensa.com.br/

Boicote ao Saerjinho!!!


SEPE

O Mundo Íntimo dos Professores

O clima percecionado* na maioria das escolas é de desilusão, de desencanto, de anomia profissional. Os professores portugueses não vivem momentos facilitadores do desabrochar da ilusão, da fantasia criadora e da utopia que leva à vontade de fazer e de vencer.

Os mais jovens interrogam-se sobre as escolhas que fizeram no momento em que decidiram vir a ser professores. Os que acumularam mais experiência no desenrolar do seu percurso profissional questionam-se sobre o sentido da dádiva desinteressada com que se envolveram numa carreira que, pela sua nobreza e relevância social, deveria ter sido indiscutivelmente gratificante.

As políticas de reconstrução do tecido curricular, organizacional e de vida ativa dos docentes e das escolas correram mal. Correram mal a todos e pelos piores motivos. Correram mal aos governantes, por precipitação, autismo e muita soberba. Correram mal aos professores pelo desrespeito com que foram mimados, pelo desgaste da sua imagem social, e pela total desestruturação do seu mundo conceptual sobre a escola e sobre o seu futuro.

Há muito que os especialistas tentam compreender estes estádios de carreira, ou ciclos de vida dos professores.

Porque são previsíveis e, logo, facilmente controláveis, em termos de expectativas e de procedimentos, a literatura aconselha a manter os docentes em um dos três estádios clássicos do seu percurso profissional:

1- O estádio da sobrevivência, ou da fantasia, que geralmente coincide com o início da carreira, e que se singulariza pela necessidade de afirmação do professor, no contacto que mantém com os seus alunos, com os colegas e com comunidade educativa;

2- O estádio da mestria, em que o professor foca o seu esforço no desempenho profissional, na preocupação de ser um "bom" professor, dominando competências inerentes a essa intencionalidade, pelo que procura respostas adequadas para determinadas situações que o ato de ensinar lhe coloca: o número de alunos por turma, a ausência de regras bem definidas de ação, a falta de materiais e condições para o exercício do seu trabalho na classe, a falta de tempo para a consecução dos objetivos, ou para a abordagem dos conteúdos;

3- O estádio da estabilidade, em que o docente tenta individualizar o ensino, preocupando-se quer com os seus alunos, quer com as suas necessidades e anseios, sejam elas de ordem curricular como de natureza social e, até, familiar.

A pressão permanente sobre o sistema e sobre os professores; a sua menorização pessoal, intelectual e profissional, invariavelmente conduz a situações de prolongado e persistente mal-estar, retirando os docentes de um desses três estádios clássicos e colocando-os no que Francis Füller tão engenhosamente chamou de "curva ou estádio do desencanto".

Infelizmente, vivemos em Portugal um desses momentos raros e que presumimos indesejáveis para todos os intervenientes: professores, pais e governantes. Momento em que se rompeu com um período em que os professores se encontravam em ciclos da carreira de desinteressada dádiva ao sistema, à escola e aos alunos, e que os tinham levado a otimizar o seu investimento pessoal.

O ataque à sua profissionalidade surgiu uma vez e outra, até que esta inesperada e evitável curva do desencanto os atingiu fatalmente.

O acumular de situações provocadas por esta já longa e insuportável conjuntura, por todos conhecida, o retomar insistente de promessas incumpridas de verdadeira descentralização do sistema educativo português, e a negação de se atribuir mais poder de decisão aos professores e às escolas também contribuíram para que a desilusão e o desencanto se enquistassem no sistema, transformando as sinergias naturais em processos de entropia irrefreáveis.

O trabalho do professor é socialmente incontornável. Não depende apenas das políticas e dos políticos. É uma exigência social, reconhecida e validada, que implica com a construção do futuro e com o bem-estar das novas e das mais seniores gerações.

A escola é um bem não negociável. Não pode ser objeto de argumentos de facção, de olhares recriminatórios e de inventivas de tirania psicológica. Não pode, porque o que se faz à escola tem um efeito multiplicador e de imprevisível bumerangue. O desrespeito desleal pela escola marca e vitima os acusadores. A cicatriz social que daí resulta leva tempo a sarar.

O mal-estar que se instalou por demasiado tempo tem custos que ainda estão por calcular. E pagamos todos. Mesmo aqueles que, como nós, continuam a pensar que para com os professores temos uma dívida impagável que releva os momentos menos felizes do exercício da profissão. Porque lhes devemos uma boa parte do que somos e do que ainda queremos vir a ser. 

* percecionado: particípio passado de percecionar verbo transitivo

1. perceber ou conhecer através dos sentidos 2. ter a perceção ou a noção de 3. figurado entender; interpretar (Do latim perceptiōne+-ar)
http://soseducaopblica.blogspot.com/

Comentário: Esse texto é sobre a situação da educação e dos professores portugueses, mas poderia ser aplicado aqui no Brasil, no Rio de Janeiro ou em qualquer outro estado... já deu pra ver que "lá é como cá!"

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Resultado do Enem mostra falta de investimento na escola pública

Baixos salários e falta de uma política adequada contribuiram para o fraco desempenho.

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, divulgado na segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC), veio confirmar o que a maioria dos educadores alerta há alguns anos: falta investimento na rede pública de Educação.
Este fraco desempenho, em comparação às escolas particulares, foi reconhecido pelo próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, que não descarta tornar o exame obrigatório. Seria uma maneira de oferecer aos alunos das escolas públicas um ensino de qualidade.

Para o professor Alex Mendes,da faculdade da Academia Brasileira de Educação e Cultura (FABEC), a situação merece atenção total por parte das autoridades.
"O Enem só confirma aquilo que educadores já percebem há muito tempo: o desempenho dos alunos das escolas públicas está muito aquém daquelas da rede privada, e o mais trágico disto tudo é que nossas escolas privadas ainda estão muito distantes do padrão internacional de qualidade de ensino. Isso só  demonstra que há muito o que fazer em termos de política educacional", afirma o educador.
Segundo Mendes, a comparação entre o ensino público e o privado pode não ser justa. No entanto, é necessária. "Para o Brasil ascender ao papel de potência mundial, com melhoria da competitividade o caminho será sempre o da educação. Aliás o IPEA (Instituto de pesquisa econômica aplicada) revela, em estudo recente, que para cada ano de escolaridade aumenta a renda em 15% quando adulto. Ocorre que nossa média de escolaridade é de 7 anos, dois anos atrás da Argentina. Poderíamos pensar que é pouco, mas diante dos dados do IBGE de que o Brasil só aumenta 1 ano de escolaridade por década, estamos no mínimo 2 décadas atras de nossos vizinhos", revela.
A solução, segundo o professor, não implica vultosos investimentos, mas em cinco atitudes simples."Professores bem formados, com plano adequado de carreira, valorizados socialmente e com uma boa remuneração para atrair os melhores cérebros. Escolas com infraestrutura; comprometimento da família; comprometimento do aluno e comprometimento dos governantes com uma política de Estado (ampliação da carga horária escolar, competência na aplicação da verba destinada à educação, profissionalização da gestão educacional)", garante.

Metas
Na avaliação de Alex Mendes, quando o governo afirma que os resultados estavam dentro do esperado, está apenas ratificando o óbvio. "Se almejamos a excelência, os parâmetros do governo são pífios. No sistema federativo brasileiro, a responsabilidade pelo Ensino Fundamental é dos municípios e do Ensino Médio dos Estados, sobre os quais o poder federal não tem ingerência direta. O que reforça a necessidade de indices que possam mostrar para a sociedade o que seus governantes fazem pela melhoria da educação", diz o professor.
Para o educador, os  baixos salários pagos aos professores da rede pública são desestimulantes."Após mais de 60 dias de greve, os docentes estaduais passaram a receber pouco mais de R$ 800 por uma jornada de 18 horas. Com um salário como este, aqueles que se interessam pelo magistérios logo desistem", conclui.
O DiaO Dia

Aos mestres sem carinho

Leio na internet que professores da rede pública estadual mineira se acorrentaram a um monumento em uma praça de Belo Horizonte e ali fazem greve de fome para exigir que o governo do Estado (PSDB) lhes pague o piso nacional determinado por lei federal.

Há não muito tempo, em São Paulo, os mestres foram à rua aos milhares protestar por salários decentes. O governo do Estado (PSDB) atirou sua polícia hidrófoba contra manifestantes que foram espancados sem dó nem piedade, como se fossem criminosos.

O salário que o governo mineiro não quer pagar a esses professores revoltosos é de pouco mais de mil reais – não é brincadeira, o valor é esse mesmo!

Repito aqui, portanto, uma história que já contei, mas que precisa ser contada tanto quanto possível na esperança de que sirva para indicar aos professores um caminho, já que os pais dos alunos da escola pública vivem no mundo da lua.

À época da última paralisação de professores paulistas, uma de minhas filhas hospedava uma amiga francesa, professora universitária que veio ao Brasil em intercâmbio com a USP. Quando a moça soube que haveria manifestação ali perto (minha filha mora perto da avenida Paulista), quis ir ver.

Quanto ao tamanho da manifestação, achou extremamente pequena para um país deste tamanho, apesar de ter reunido dezenas de milhares de docentes. Mas o que mais a espantou foi não ter visto os pais dos alunos e os próprios unidos aos mestres no protesto.

Celine, a jovem docente francesa, comentava que se os professores da rede pública de seu país fossem mal pagos como os do nosso os pais dos alunos quebrariam tudo e paralisariam o país, pois lá quase todo mundo estuda em escola pública, como aqui.

Paulistas, mineiros, enfim, o povo de todas as unidades da federação não se revolta contra os governos estaduais e municipais. A mídia, que no Brasil é toda de direita, não estimula os pais dos alunos a apoiarem os professores porque eles são sindicalizados e a direita odeia sindicatos.

Em vez de os professores saírem sozinhos à rua enquanto a mídia entrevista madames motorizadas e revoltadas com os manifestantes porque pararam o tráfego – obviamente porque têm seus filhos na rede privada de ensino –, deveriam conscientizar os pais dos alunos.

Uma paralisação das redes públicas estaduais e municipais que reunisse professores, alunos e mestres obrigaria esses governos irresponsáveis a investirem de verdade em Educação, porque dinheiro há. Mas é mais fácil contarem com a mídia para demonizar os professores.

A imprensa fica ao lado de governadores corruptos e irresponsáveis como os de São Paulo e Minas Gerais porque compram publicidade oficial ou assinaturas da Veja, do Estadão, da Folha, do Estado de Minas etc. E o futuro do país que se dane.

Não adianta professores se acorrentarem a monumentos e fazerem greve de fome para ganhar pouco mais de mil reais. Têm que começar a preparar paralisação que conte com pais dos alunos. Aí quero ver o Alckmin ou o Anastasia mandarem suas polícias agredi-los.

Se você quer combater a mídia que ajuda a manter a Educação brasileira nesse estado, adira ao ato público que o Movimento dos Sem Mídia fará no Masp, em São Paulo, no próximo sábado, às 14 horas.
Eduardo Guimarães   Blog da Cidadania

Briga de Ricardo Teixeira com a TV Globo esquenta e o presidente da CBF ameaça retaliar a emissora.

A melhor novela da TV brasileira atualmente é a que transcorre nos bastidores do futebol, com cenas empolgantes entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a própria TV Globo. Antes se amavam tanto, viveram juntos emoções e empreendimentos inesquecíveis, por que brigar a essa altura do campeonato, antes da Copa Global?
Tudo começou com a reportagem sobre os gastos públicos irregulares do governo do Distrito Federal no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, divulgada pelo “Jornal Nacional” da TV Globo, dia 13 de agosto, estremecendo a relação entre o presidente da CBF e a emissora.
Ricardo Teixeira diz que está sofrendo retaliações e que a motivação para a reportagem de denúncia foi a mudança nos horários dos jogos de sábado do Campeonato Brasileiro, porque a CBF tirou as partidas das 21h. Detalhe: mesmo após a denúncia, as relações comerciais entre CBF e Globo permanecem intocáveis, porque as relações podem até ser discutidas, mas os negócios ficam sempre à parte.
Recentemente Teixeira disse à revista “Piauí” que só se incomodaria com denúncias veiculadas no “Jornal Nacional”. Na verdade, já faz tempo que o presidente da CBF virou alvo de protestos. A revista Carta Capital, por exemplo, recentemente dedicou a Teixeira uma edição quase toda. No dia 30 de julho, durante o sorteio preliminar da Copa-2014, no Rio, manifestantes pediram a saída de Teixeira e o fim dos gastos públicos no Mundial. No dia 13 de agosto, movimento semelhante foi organizado na capital paulista.
Quem saiu em defesa de Teixeira foi seu ex-sogro e criador, o presidente de honra da Fifa, João Havelange, que reclamou da recente veiculação pela TV Globo de denúncias contra seu ex-genro e presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
“Por que isso? Porque mudou horário de jogo. O Ricardo só não serve na hora que não faz as vontades. Enquanto interessou à Globo, era um gênio. No dia em que ele quis tomar uma medida que poderia ferir a emissora, ela se volta contra ele”, disse em entrevista à revista “Poder” de setembro.
Em resposta, a Central Globo de Comunicação afirmou que “o jornalismo da TV Globo é absolutamente independente e não existe quem possa influenciar a sua linha editorial, baseada sempre em critérios de correção e isenção”. E completou: “Objetivamente, nunca deixamos de noticiar qualquer fato relevante envolvendo a CBF ou qualquer outra entidade. Quem acompanha nosso noticiário, incluindo o mais recente, sabe que isso não procede”.
Agora a briga esquenta, porque o presidente da CBF disse a cartolas próximos que, se a emissora continuar produzindo reportagens contra ele, irá dificultar a vida da Globo na compra dos direitos de TV da Copa América de 2015, que será no Brasil. Prometeu agir nos bastidores para que a rede carioca não seja soberana na disputa.
Ainda não está definido quem levará os direitos de transmissão da Copa América-2015. As empresas Traffic e Full Play estão na disputa. Mas se Traffic ganhar, nada muda, porque a TV Globo tem ligações muitas estreitas com ela, que pertence ao jornalista J. Hawilla, que é dono de grande número de repetidoras da Globo no interior de São Paulo (uma notícia, aliás, que este Blog dá com absoluta exclusividade, pois você não leu nem vai ler em jornal algum).
Por fim, quem se anima com a briga e acha que possa afetar Ricardo Teixeira ou a própria TV Globo, pode desistir. Essa briga vai acabar em novo romance mais do que duradouro. Teixeira e Globo, tudo a ver.

Educação continua a ser uma vergonha nacional!

Depois de oito anos de FHC e mais 8 anos de Lula e quase um ano de Dilma Rousseff, a educação continua como vergonha nacional, exatamente como dizia Ibrahim Sued há mais de 20 anos. De lá para cá, a situação só piorou. Em 2010, por exemplo, oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo levantamento do próprio Ministério da Educação.
Fica explicado por que as famílias brasileiras se sacrificam tanto para matricular os filhos em escolas particulares. A pesquisa do Enem mostra que, entre os colégios da iniciativa privada, apenas 8% não conseguiram superar a média nacional – um décimo do índice verificado na rede pública.
A diferença entre a rede pública e a particular é um desafio para o sistema brasileiro de educação. E o Enem 2010 apresentou novos dados sobre o problema. Das 20 escolas com maiores médias, 18 são privadas e as duas públicas são vinculadas a universidades federais. Na outra ponta, todas as 20 piores são públicas, assim como as 100 unidades com notas mais baixas. Entre as mil escolas com piores médias, 995 são públicas e apenas cinco, privadas.
***
HADDAD: O PROBLEMA É MUNDIAL
O ministro da Educação, Fernando Haddad, lembra que outras avaliações já mostraram o abismo entre a rede pública e a particular. Para ele, é natural que existam escolas com melhor e pior desempenho, independentemente da rede à qual pertençam. O problema, alega o ministro, é mundial. No caso brasileiro, porém, o absurdo está no grau de desigualdade:
“É assim no mundo inteiro. O que chama a atenção no Brasil é que as distâncias são intoleráveis. Mais de dois terços da explicação de qualquer desempenho está fora da escola. É diferente uma escola em um bairro nobre, com um investimento anual dez vezes superior ao de uma escola pública, em área rural, que atende filhos de lavradores que não tiveram acesso à educação”, desculpa-se o ministro, que sempre pareceu mais interessado em kit homofobia do que em educação propriamente dita.
Carlos Newton  http://www.tribunadaimprensa.com.br/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nesta Quarta tem Assembleia!

Assembleia para decidir o futuro do sindicato na região dos Lagos!
O Sepe somos nós! E TODOS devemos ser o Sepe também!
Participe, chame os colegas, divulgue nas escolas. Vamos mostrar nossa força e união!

domingo, 11 de setembro de 2011

Protesto chique em SP lembra fracasso do “Cansei”

Eles não aprendem e não desistem. Derrotados três vezes nas eleições presidenciais, os valentes da fina flor paulistana foram de novo às ruas para protestar "contra tudo o que está aí". Desta vez, o álibi foi a Marcha Contra a Corrupção organizada nas redes sociais em várias regiões do país.
Em São Paulo, apesar dos esforços de alguns blogueiros histéricos, o protesto fracassou: segundo  a Policia Militar, apenas 500 pessoas se animaram a sair de casa neste belo feriado de 7 de setembro com muito sol para ir à avenida Paulista levantar cartazes contra a corrupção.
A personalidade mais conhecida identificada pela imprensa foi a socialite Rosangela Lyra, sogra do jogador Kaká e representante da Dior no Brasil.
Era a mesma turma chique do "Cansei", um "movimento cívico" criado em julho de 2007, para protestar contra o "caos aéreo", pelo presidente da OAB paulista, Luís Flávio Borges D´Urso, agora pré-candidato do PTB de Roberto Jefferson a prefeito de São Paulo, mas nem ele foi visto hoje na avenida Paulista.
De outro líder do "Cansei", o executivo Paulo Zotollo, ex-presidente da Phillips, não se ouviu mais falar. Na época, ele causou um enorme dano para a imagem da empresa ao declarar em entrevista ao jornal "Valor":
"Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz como tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".
O Piauí ainda existe, virou até nome de revista, vai bem, cresce e seu povo está melhorando de vida, ao contrário do infeliz executivo que apenas vocalizou o que pensava boa parte da elite paulistana sobre os nordestinos, quando o presidente do país era o  pernambucano Lula.
A direção nacional OAB nacional na época, que ainda não era dominada por tipos como Ophir Cavalcante (quem?), o novo Álvaro Dias predileto da mídia, decidiu não participar do movimento e criticou a sessão paulista da entidade.
O então presidente da OAB-RJ, Wadih Dammus, resumiu do que se tratava. "O Cansei é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas de São Paulo".
Foi o que se viu no 7 de setembro de protestos na avenida Paulista. São os mesmos. Só mudou o mote.
Em tempo (atualizado às 19h12):
No final da tarde desta quarta-feira, 7 de setembro de 2011, os números sobre o tamanho das manifestações em São Paulo variavam nos portais da grande mídia, que ajudaram a promover os protestos na avenida Paulista.
Segundo a "Veja", em nova manifestação promovida à tarde, no mesmo local, havia entre 2 e 4 mil pessoas no protesto, dependendo do informante e do blogueiro.
No portal da  "Folha", o maior jornal do país, a multidão de protestantes chegou ao máximo de 700 manifestantes, em seus diferentes informes ao longo do dia.
Até o final da tarde, segundo o portal do "Estadão", um dos mais empenhados promotores das manifestações na avenida Paulista, em nenhum momento, até as 19 horas,  o protesto passou de 500 participantes.
Seja como for, foi bem menos gente do que o registrado na maior manifestação do fracassado "Cansei", promovida no dia 17 de agosto de 2007, na praça da Sé, em São Paulo, com o apoio da Febraban (a federação dos bancos) e da Abert ( a associação das grandes emissoras de televisão), entre outras mais de 60 entidades da "sociedade civil organizada".
Segundo a Polícia Militar, havia 5 mil pessoas naquele dia em São Paulo protestando contra o "caos aéreo" do governo Lula e outras mazelas nacionais.
A grande imprensa brasileira, que se uniu para promover o golpe militar de 1964 e eleger Fernando Collor em 1989, parece ter perdido seu poder de mobilização. E seus blogueiros, colunistas e editores amestrados continuam latindo para cada vez menos gente.
 Ricardo Kotscho

À sombra de Saturno


Em 2006, a Cassini passou 12 horas pela sombra do planeta e olhou para trás em direção ao Sol eclipsado. E o que ela viu foi essa joia celestial maravilhosa, aqui com as cores exageradas. Podemos ver o lado noturno de Saturno fracamente iluminado pela luz refletida pelos seus anéis, que por sua vez parecem mais escuros contra a silhueta do planeta do que nas áreas das bordas afastadas dele. Também temos uma bela visão do chamado anel E, formado pelos gêiseres de gelo da lua Enceladus descobertos pela própria Cassini. E, por fim, um pequeno pontinho azulado no canto esquerdo pouco acima dos anéis principais: a Terra.
O Globo

Ajudem a encontrar NINA!

Só quem tem ou já teve um cachorro sabe como eles se tornam importantes nas nossas vidas. Repasso aqui a postagem da amiga professora Denize que procurar por sua cadelinha Nina, que fugiu de casa no Braga.

Cadê Nina??

Por favor, ajudem-me a encontrar minha cachorrinha Nina.
Ela fugiu ontem aqui da minha casa, no Braga.
Todos aqui em casa estão tristes e preocupados com ela.
Meu outro cãozinho, o Bob, só chora no portão...
Ela está peluda, não tenho cortado o pelo por causa do frio. 

http://blogpodegiz.blogspot.com/ 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Depois de liberar o tráfico de drogas e a ação das milícias, Cabral quer legalizar o jogo. Fica faltando apenas a prostituição. Mas ele chega lá.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), segue inovando em matéria de administração. Como se sabe, este ano ele teve até de baixar um Código de Conduta Ética no governo estadual, porque depois de mais de quatro anos de mandato (sem contar a experiência anterior como deputado estadual, presidente da Assembléia e senador), Cabral ainda não sabia o que era certo ou errado em matéria de administração pública.

O pior é que ele continua sem saber o que é certo ou errado, pois segue fazendo acordo com traficantes para instalar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), deixando o tráfico livre, leve e solto, desde que os criminosos não incomodem os moradores das comunidades. Com isso, perdeu a noção de quem é mocinho e de quem é bandido.

Sua mente está tão confusa que Cabral agora está defendendo a legalização dos jogos de azar como possível fonte de financiamento para a saúde. Ao participar da inauguração do prédio reformado da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), quando foram doados cerca de R$ 4 milhões a projetos sociais, fruto da arrecadação lotérica, o governador fez a inusitada e ilegal proposta.

Detalhe importante: a iniciativa de Cabral ocorre exatamente quando o Congresso Nacional discute a emenda 29, que determina que o governo federal deve destinar 10% de sua arrecadação à saúde. “Eu acho que o jogo no Brasil, se aberto e legalizado, poderia ser uma fonte de financiamento importante para tanta coisa. Inclusive para saúde. Não se fala tanto em financiamento de saúde? Eu lamento que no Brasil a gente não possa modificar isso e ter jogos legalizados, organizados, controlados e com dinheiro bem aplicado”, disse.

“O Brasil vive algumas hipocrisias muito fortes. Aí você vê casa de bingo ilegal sendo fechada, cassino ilegal sendo fechado. Se há demanda, vai existir oferta. Então vamos organizar essa oferta, no Congresso, com uma lei direita”, afirmou, lembrando que “só no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen e na Coreia do Norte” o jogo não é legalizado.

Com total conhecimento de causa, defendendo a oferta e a demanda, Cabral refutou o argumento de que os jogos impulsionariam a lavagem de dinheiro. Disse que essa prática existe em várias outras atividades e sugeriu que o Brasil siga modelos de fiscalização e controle de outros países onde o jogo é legalizado.

Portanto, depois de ter liberado o tráfico de drogas nas favelas do Rio e de ter acobertado a ação das milícias, que se multiplicaram dominando as comunidades pobres, Cabral agora parte para a legalização do jogo. Assim, fica faltando apenas legalizar a prostituição, também na base da oferta e da demanda, para enfim ser fechado o ciclo desse governante verdadeiramente moderno e inovador, que ficou milionário na política e se tornou um prestigiado mestre em lavagem de dinheiro, absolutamente confiante na impunidade que o aguarda no futuro.
Carlos Newton   Tribuna da Imprensa

Governador do Projac


A nova tentativa de resolver questões sociais como casos de polícia fracassou no Rio, com a volta dos conflitos nos morros.
Criadas com alarde, as tais unidades de pacificação foram apresentadas como panaceia. No papel, seriam um marco de "recivilização", simbolizando a retomada, pelo Estado, de áreas controladas pelo crime. Tudo com direito a hasteamento de bandeira, discursos inflamados e promessas de sempre.
Descoladas de qualquer programa social digno desse nome, as UPPs, no entanto, rapidamente se transformaram em meros postos policiais, com direito a todos os vícios destas repartições. Nesta semana, por exemplo, PMs supostamente pacificadores foram presos com uma dinheirama cuja origem não sabiam explicar.
Na falta de efetivos da PM, o Exército prolongou sua estadia nos morros e age como foi treinado: como força de ocupação. Os soldados atiram em civis à queima-roupa, por ora com balas de borracha, mas amanhã sabe-se lá com o quê. Toque de recolher virou rotina, assim como os tanques desfilando pelas ruas diante de civis entre esperançosos e, sobretudo, apavorados.
Sobressai a insistência do governo Cabral em vender a ideia de que a única alternativa aos criminosos é reforçar o aparato repressivo. Nem isso, aliás, tem sido feito. Pergunte quantos traficantes de verdade foram encarcerados desde que começou o frenesi pacificador. Os números serão desapontadores.
Como governante, Sérgio Cabral é um prodígio de ator. Só lhe falta crachá do Projac. Faz cara de paisagem ao misturar negócios públicos com jatos privados. Chama bombeiros de vândalos e depois pede desculpas ao perceber a gafe. Toma chá de sumiço quando um bonde estatal descarrila e mata seis, mas vai às lágrimas ao defender royalties para o Rio. Já viveu até seu momento Salim Curiati, quando defendeu esterilizar os pobres para combater a criminalidade.
Tente agora lembrar uma iniciativa social de peso de sua autoria. A memória vai ficar girando em falso.

Folha

Policial que investigava sindicato estava à disposição da PGJMG

Caiu como uma bomba: Vídeo identifica agente da PM2 que estava a serviço do “Serviço de Inteligência” da PGJMG investigando Sindicato.
 
Novojornal vem denunciando há mais de três anos a existência de uma central de grampos e investigações clandestinas instalada no prédio da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais. A estrutura foi montada em função de um convênio assinado entre a Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais (PGJMG)  e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), através da Casa Militar do Governo de Minas.
Esta central vem há anos municiando o Governo de Minas de informações oriundas de escutas telefônicas e investigações de lideranças políticas, religiosas e sindicais. Até mesmo parlamentares, juízes e desembargadores são investigados por esta “Central de Inteligência”. Tudo, contrariando a lei que determina que a Polícia Civil é a Polícia Judiciária.
Em setembro de 2008 Novojornal noticiava que tivera acesso a 50 Cds de diversas gravações realizadas por esta central clandestina. Foi inclusive publicado na época cópia de um depoimento prestado na justiça mineira, comprovando a existência desta central.
O material, após ser copiado e enviado para o exterior, por motivo de segurança, foi encaminhado para a CPI dos Grampos em Brasília.  A CPI encerrou seus trabalhos sem jamais divulgar o investigado em relação a central clandestina da PGJMG.
Assim como no empastelamento do Novojornal pela PGJMG, utilizando membros da PM2, diversas vezes as dependências do Novojornal foram invadidas levando computadores e outros objetos que se encontravam na redação. Mesmo de pose de boletins de ocorrência, estes fatos jamais foram investigados.
Só agora, diante da greve dos professores e da inexplicável participação da PGJMG nas negociações, finalmente o “Serviço Secreto” da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais mostra a cara. Ao contrário de suas atribuições, há anos a alta direção da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais, a contra gosto de uma significativa parcela do Ministério Público de Minas Gerais, vem aparelhando a instituição para servir de órgão acessório do Poder Executivo de Minas Gerais.
O Deputado Rogério Correia (PT), procurado por nossa reportagem, ao tomar conhecimento destes fatos mostrou-se bastante assustado. Afirmando: “Vou solicitar cópia deste convênio celebrado entre a casa militar, PM e Procuradoria, além de esclarecimento a respeito da atuação desta possível central de inteligência”.
O político vinha denunciando que a coordenadora e integrantes do sindicato estavam sofrendo ameaças de policiais, que estavam à paisana e em carros descaracterizados.
O que acabou por comprovar-se nessa terça-feira, 6 de setembro. O deputado Rogério Correia (PT) esteve na sede do Sindicato, em Belo Horizonte, para averiguar o que estava acontecendo. Lá, ele e Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE, flagraram na porta da instituição um carro parado. A placa foi checada. Informalmente, Correia obteve a informação de que ela seria de acesso restrito e de uso do serviço reservado da Polícia Militar mineira. O motorista não quis se identificar nem responder as perguntas de Correia, abandonando o veiculo, porém foi fotografado e filmado, o que possibilitou sua identificação.
Concluindo, Correia afirmou que pedirá também a relação dos policiais que se encontram a serviço junto a PGJMG acompanhado de suas folhas funcionais onde contém a foto do policial.
Novo Jornal

Ato contra corrupção da mídia

A “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores conservadores da sociedade brasileira em março de 1964, durante o governo João Goulart. Ocorreu logo após o anúncio dos programas de reformas de base daquele governo. Supostamente, naquele ano, congregou entre quinhentas mil e um milhão de pessoas em repúdio à mesma “corrupção” ora em pauta.
Como se formou aquele movimento que sustentou e justificou o golpe que implantou no Brasil uma ditadura de vinte anos sem ter Facebook e Twitter, sem a blogosfera e sem que muitos lares tivessem televisão? Foi pelos jornais e pelo rádio. E juntou muito mais gente do que os cansados que se reuniram ontem em várias capitais, tendo conseguido algum resultado expressivo só em Brasília, coincidentemente ao lado do evento pelo 7 de setembro em que ocorriam várias atrações que juntaram dezenas de milhares de pessoas.
Os métodos utilizados para convocar manifestações em 1964 eram análogos ao uso das redes sociais. Foram convocadas esposas de empresários e dos empregados das empresas e ensinadas em reuniões com fins “filantrópicos e religiosos” sobre como o comunismo seria nefasto. Simultaneamente, eram distribuídos panfletos a fazendeiros e agricultores dando ênfase a palavras-chave como democracia, liberdade e, sobretudo, “corrupção”.
A sociedade foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus Pela Liberdade. Dela participaram quinhentas mil pessoas no dia 19 de Março de 1964 em São Paulo. A massa humana saiu da Praça da República, seguindo pela Rua Barão de Itapetininga, atravessando o Viaduto do Chá, para, chegando à Praça da Sé, assistir a uma missa. Em 2 de abril de 1964, um milhão de pessoas participou da Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Estado da Guanabara. Era o dia seguinte à consumação do golpe que durou 20 anos.
Estadão, Folha e Globo foram o Twitter, o Facebook e a Blogosfera da época. Agora, vitaminados pelo dinheiro do povo com o qual foram irrigados de lá para cá, sobretudo na época da ditadura (ao prestarem favores a ela), no Dia da Pátria de 2011 conseguiram colocar de novo o povo na rua, ainda que uma fração do que lograram há quase cinqüenta anos.
A corrupção da mídia foi muito rentável e esteve sempre aliada à corrupção dos políticos e dos corruptores, muitos dos quais seguramente estão entre os que gastaram milhões de reais para veicular os atos públicos que ocorreram ontem em capitais como São Paulo e Brasília. Por isso não caio na conversa dessa gente e, se é para discutir corrupção, penso que se deve discutir TODA ela.
Para tanto, já que os manifestantes de ontem, ombreados ao que de pior há na política brasileira – como o partido campeão de cassações na Justiça Eleitoral, o DEM –, não tocaram na corrupção dos que pagam os corruptos ou na da mídia, há que ir à rua bradar contra corruptores e a corrupção da mídia que censura aqueles que pensam diferente enquanto suga dinheiro público.
Além dos leitores que já confirmaram neste blog que irão ao Ato Contra a Corrupção da Mídia Golpista que o Movimento dos Sem Mídia convocou ontem para o próximo dia 17, quase 500 pessoas, até agora (tarde de quinta-feira, dia 8), já confirmaram presença no mesmo Facebook. Essa convocação se somará a outras já feitas para o mesmo dia e local.
Quem mais achar que deve tomar posição neste momento estranho que está gerando um déjà Vu em muita gente experiente nos meandros políticos deste país, a hora é agora. Compareça ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) às 14 horas de 17 de setembro próximo e venha dizer tudo o que está entalado em sua garganta porque a mídia golpista censura enquanto alardeia sua “indignação” igualzinho como fazia há 47 anos.
Eduardo Guimarães

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tucanos de MG espionam professores grevistas

Aécio Neves está em plena campanha para a eleição presidencial de 2014. José Serra, o defenestrado, que o diga! Mas é bom ficar esperto. Entre os dois tucanos, não se sabe qual é o mais reacionário. Que o digam os professores de Minas Gerais. Em greve há 92 dias, eles sofrem as piores barbaridades do governador Antonio Anastasia, filhote de Aécio.
A intransigência é a marca do governo de Minas Gerais. Além de bloquear qualquer negociação, Anastasia acionou a polícia para espionar os líderes grevistas. Nesta quinta-feira, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE) denunciaram à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa que estão sendo monitorados por policiais militares à paisana.


“Tentativa de intimidação”

Segundo Beatriz Alvarenga, coordenadora da entidade, a espionagem policial é uma "tentativa de intimidação dos grevistas”. O caso é gravíssimo e revela o caráter autoritário dos tucanos mineiros. Tanto que o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Durval Ângelo (PT), solicitou proteção para os dirigentes do Sind-UTE, temendo qualquer ato de violência.

Esta solicitação ganhou força depois que deputados descobriram que os carros usados no monitoramento da greve são oficiais. As placas aparecem como de consulta restrita. O deputado Rogério Correia, também do PT, conseguiu filmar um dos arapongas nas proximidades da sede do sindicato. Ele fugiu no seu carro Fiat Siena quando foi abordado.


PSDB não cumpre a lei!

A repressão tucana à greve dos professores da rede estadual é totalmente descabida. A categoria reivindica o piso salarial nacional, que foi fixado em lei em R$ 1.187 para 40 horas semanais. Após mais de três de paralisação, o governador Anastasia ofereceu na semana passada um mísero salário de R$ 712. Os professores rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve.

Em nota pública, o Sind-UTE criticou o governo tucano, “que não cumpre a lei federal e acaba com a carreira dos profissionais em educação”. 
Blog do Miro

Soluções - Vestibulando Digital - Aula 12


http://www.youtube.com/watch?v=38drLGFmHfQ&feature=related

Estado suspende auxílio cultura para professores


A Secretaria Estadual de Educação decidiu suspender o pagamento de R$ 500 no cartão auxílio-qualificação de professores para o mês de outubro. A decisão foi tomada depois de uma advertência do Ministério Público Estadual para o uso indevido do benefício.
O cartão — criado para a aquisição de materiais pedagógicos e participação em atividades culturais — foi utilizado, por exemplo, em compras num supermercado. De acordo com a Secretaria, 20% dos professores usaram o auxílio de forma irregular no mês de julho.

Comentário: Eles pensaram realmente que o professor, ganhando um salário de R$765, ia pegar esses 500 de crédito e ir ao teatro??? Ou comprar livros??? Que tipo de qualificação se paga com esse dinheirão todo?!? Camarada, a galera tem que comer primeiro, cultura é um extra quando TODAS as demais necessidades estão sendo atendidas! Se o estado pagasse um salário decente para os professores, com vale refeição e plano de saúde, isso não aconteceria...simples assim!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

André Corrêa quer calar Janira Rocha!

Líder do governo ameaça entrar com representação contra deputada 

O líder do governo da Alerj, André Corrêa (sem partido), ameaçou entrar com uma representação no Conselho de Ética contra a deputada Janira Rocha (PSOL). Isso porque a moça, ao discursar contra o projeto que concede a gestão da saúde às Organizações Sociais (OS's), disse - entre outras coisas - que havia negociatas para aprovar o projeto.
O clima ficou quente na Casa. A deputada Cidinha Campos, que não perde um bate-boca, também exigiu de Janira que dissesse os nomes dos deputados que, segundo ela, estariam fazendo as tais negociatas.
Berenice Seara  Extra

Câmara aprova incentivo fiscal para tablets

Samsung Galaxy Tab
O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória 534, que reduz a zero o PIS e a Cofins incidentes sobre a venda de tablets produzidos no Brasil.  
A aprovação foi possível graças à retirada de pontos polêmicos da MP, após acordo entre os partidos. A medida segue agora para o Senado.
A relatora da medida provisória, a deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), desistiu de algumas partes que havia incluído no relatório. Entre os pontos retirados está a possibilidade de o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) constituir subsidiárias no Brasil ou no exterior.
- Essa empresa é muito importante, e o governo reconhece que precisa haver mudanças no seu funcionamento - disse.
A relatora negociou com o governo a apresentação de uma nova MP, em até 60 dias, sobre o Ceitec, que é uma empresa pública federal fabricante semicondutores e chips, com sede em Porto Alegre.
De acordo com deputada, a MP tem a intenção de garantir os incentivos e o consumo desse tipo de computadores, caracterizados como "máquinas de processamento" portáteis, sem teclados e com tela sensível ao toque com medidas entre 140 e 600 centímetros quadrados, o que as difere de celulares e televisores.
- Mais pessoas poderão ter acesso a essa tecnologia - disse a relatora a jornalistas.
Também foram retiradas do relatório a reestruturação da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e a dedução no Imposto de Renda dos gastos das empresas de softwares com capacitação de pessoal.
Além dos incentivos à produção dos tablets, a medida aumenta o prazo para que administradoras de Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) criadas a partir de 23 de julho de 2007 iniciem suas obras de implantação. O tempo permitido passa de 12 para 24 meses.
De acordo com a empresa de pesquisa IDC, as vendas de tablets no Brasil devem chegar a 300 mil unidades em 2011, com a maior movimentação ocorrendo nos seis últimos meses do ano.
Entre as companhias que já demonstraram interesse em fabricar tablets no Brasil estão a Positivo, a ZTE, a Samsung e a Foxconn, que monta o iPad para a Apple.

Aulas de Química: Vídeos

Para os alunos que ainda não tinham conseguido assistir as aulas no mês de Agosto, estou postando os links para os vídeos novamente.
Lembrando que não basta ver o filme, tem que ler a apostila e fazer os exercícios.


Estados Físicos da Matéria


Tabela Periódica


Ligações Químicas


Quantidade de Matéria - MOL


Soluções


Cinética Química


Química Orgânica

Professor Doc

Mostra interativa 'Química para um mundo melhor' fica aberta até novembro

Com projeto interativo e experiências ao vivo, a exposição “Química para um Mundo Melhor” fica aberta até 6 de novembro no saguão principal da Estação Ciência, na Universidade de São Paulo (USP). O evento é baseado em quatro pilares - nutrição e saúde, construção e cuidados para o lar, energia e recursos, mobilidade e comunicação - e é parte das comemorações do Ano Internacional da Química no Brasil.

O objetivo é convidar o público a descobrir como a química faz parte do nosso cotidiano e de que forma ela pode ajudar a pensar um futuro mais sustentável. “Ainda existe muito preconceito, as pessoas acham que essa ciência é uma coisa ruim”, afirma o professor do Instituto de Química da USP Guilherme Marson.
Apesar de os objetos interativos, como um celular gigante com explicações sobre a sua composição química, terem destaque na exposição, são as ilhas com as experiências que atraem os visitantes. No local, alunos do curso de Química da USP mostram o comportamento florescente de vários materiais e apresentam como é feito um plástico, entre outras maravilhas da ciência para os olhos atentos do público.
Assim como desvendar de que forma a matéria está presente no nosso cotidiano, a mostra visa incentivar o interesse dos jovens por carreiras ligadas à ciência. “Há uma necessidade grande de mão de obra qualificada tanto para a educação quanto para a indústria química”, afirma Marson, responsável pela exposição.
Para acompanhar as comemorações do Ano da Química foram lançados o webjogo e o livro “Onde está a Química?” (disponível em pdf)
Estadão

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Querem mais recursos para a Saúde? É simples: parem de roubar!!!

Excelente reportagem de Fábio Cuibu, Maria Clara Cabral e Larissa Guimarães, Folha de São Paulo de quarta-feira, iluminou o debate que está sendo travado entre deputados e a presidente Dilma Roussef em torno da necessidade de serem aplicados mais recursos para a Saúde em nosso país. Algo urgentíssimo, sem dúvida, já que a situação do sistema público continua sendo, através dos anos, de verdadeira calamidade.
No Rio de Janeiro, por exemplo, há poucas semanas não havia médicos nos hospitais Rocha Maia e Paulino Werneck. Exames essenciais, tanto na área federal, quanto nas dos estados e municípios, alongam-se por meses e meses. Não raramente, ocorrem casos em que, marcados para determinada data, nesse dia os pacientes são informados do adiamento pelas mais diversas causas. O aparelho está enguiçado, faltam filmes, não há verba, o tomógrafo está com defeito. Estamos esperando o técnico chegar. As camadas de menor renda, assim, são desrespeitadas, esbofeteadas pelo descaso e pela omissão. Algo repugnante e intoxicante.
Isso tudo acontece 1978 anos depois de Cristo, já que no desfecho da cruz tinha ele 33 anos de idade.No ponto da discórdia a regulamentação, por lei, da emenda constitucional 29, do ano 2000. A emenda, promulgada a 13 de setembro daquele exercício, prevê a vinculação automática de recursos públicos originários de tributos para a Saúde e a Educação. O projeto de lei em votação pelo Congresso, onze anos depois, (incrível o espaço de tempo ) procura uma fonte capaz de viabilizar a receita adicional. Uns pensaram em reviver a CPMF, Dilma não aceita. Reflexo político se chocaria com seu compromisso de campanha. O lobby dos cassinos propõe a legalização dos jogos de azar. Nada feito. Um outro grupo pede a taxação sobre os seguros de automóveis. Um outro setor coloca sobre a mesa a ideia de taxar a futura receita  proporcionada pelos royalties do petróleo extraído no pré-sal.
Sem solução para o encaminhamento da fórmula, tudo está na estaca zero. Não vejo, francamente, necessidade de maior discussão ou procura de caminhos. Basta uma coisa: os ladrões pararem de roubar. Ou pelo menos reduzirem o índice de roubo a uma escala bem menor do patamar de hoje. O roubo alcançou velocidade impressionante. Abrangência das mais amplas da história do Brasil. Está praticamente presente em todas as atividades em que se envolvem os poderes públicos. Nada anda sem que se verifique uma extorsão, uma comissão por fora. Ilegal, criminosa. Assunto para as páginas policiais, não para o universo político-administrativo e judiciário. Mas é o que se verifica. Tragicamente.
Em inúmeros casos predomina a conexão entre políticos, administradoras e maus empresários. Isso custa uma fortuna ao país. Se a corrupção diminuísse haveria menos casas de praia, de serra, fazendas, dinheiro na Suiça. Mas surgiria mais dinheiro para a Saúde, por certo. Não é difícil. Uma das fórmulas sugeridas é a de se adotar como critério para ampliar os recursos considerar-se o crescimento do PIB somando-o ao índice da inflação. Hoje seriam 14%. Mas as verbas para o Ministério da Saúde cresceram de 68,3 bilhões para 75,9 bilhões de reais, confrontando-se os orçamentos de 2010 e o de 2011. Não adiantaria muito: apenas mais 4% do que está previsto agora. Entretanto se a corrupção fosse reduzida, digamos, a uma base de um terço do nível atual, a dotação para os serviços hospitalares e ambulatoriais seria, pelo menos, duplicada. Sim. Porque o roubo descarado que está acontecendo no Brasil supera por ano facilmente a casa dos 200 bilhões de reais. Calculando por baixo e só considerando o orçamento federal que é de 1 trilhão e 964 bilhões.
Se incluirmos os estados e municípios, o dinheiro daria para que se implantasse um sistema de primeiro mundo entre nós. É só conter a roubalheira. Missão difícil para a presidente Dilma Rousseff. Indispensável, porém. E urgentíssima.
Pedro do Coutto   Tribuna da Imprensa