terça-feira, 14 de junho de 2011

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné

   Nascido no Piaui, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006,
depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão
que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do
ministro da Fazenda.*
    Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é
camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o
apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo
diretor do FMI e candidato à presidência da França.
    Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu
liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um
estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro
fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal
resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde
sempre era verdade.
    Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que
ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes
da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo
dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a
impunidade perpétua.
    Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem
era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão
Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo
a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado
para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que
julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de
ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
    Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o
reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma
celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou,
muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora
jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a
uma cela.
    Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo.
Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o
país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em
oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.
    Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado
da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e
seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites
num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao
processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma
tornozeleira eletrônica.
    Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças
de Dilma Rousseff e, há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz
como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando
pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego.
Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O
Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

*Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI,
sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na
gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais
perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil
dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.*
**
*Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de
meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos
poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o
Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a
camareira da Guiné gritam o contrário.*
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro
item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval  para fazer o que fez
nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o
Banco Central. *O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova
York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o
criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.*

Contribuição do camarada Marcelo de Búzios

NOVA GRADE CURRICULAR BRASILEIRA

Ronaldinho Gaúcho : R$ 1.400.000,00 por mês. - "Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...

Tiririca : R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias; - "Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:
Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

Sugestão:
Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:
- Educação Física:
                       Futebol
- Música:
                       Sertaneja
                       Pagode
                       Axé
- História:
                       Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
                       Biografia dos Heróis do Big Brother
                       Evolução do Pensamento das "Celebridades"
                       História da Arte: De Carla Perez a Faustão
- Matemática:
                      Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha,
                      Cálculo Percentual de Comissões e Propinas
e do saldo em dólares nos paraísos fiscais
- Português e Literatura :
                      ?????????????????????? Para quê ????????????????  Novela não tem legenda! 
- Biologia, Física e Química :
                    Excluídas por excesso de complexidade

Contribuição do camarada Anarco-Cyber-Punk Péricles.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

QUEM PREJUDICA OS NOSSOS ALUNOS DAS ESCOLAS ESTADUAIS?

QUEM PREJUDICA OS NOSSOS ALUNOS DAS ESCOLAS ESTADUAIS?

QUEM DISCRIMINA ATACA NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS?

NÃO É A GREVE!

LEIA E DESCUBRA QUEM SÃO OS VERDADEIROS CULPADOS.

As escolas estaduais estão em greve e, quando isso ocorre, sempre dizem: “Os alunos ficarão prejudicados”.

Mas, afinal: Quem está de fato prejudicando nossos alunos ?

O governo diz: “Contratamos professores”. Mas a verdade é que:

- QUASE MIL PROFESSORES ABANDONAM A REDE ESTADUAL TODOS OS ANOS POR CAUSA DOS PÉSSIMOS SALÁRIOS.

- TURMAS FICAM SEM AULA POR FALTA DE PROFESSORES. OU TÊM VÁRIOS PROFESSORES DA MESMA MATÉRIA DURANTE O ANO, POR CAUSA DO RODÍZIO FREQUENTE – ISSO PREJUDICA O APRENDIZADO.

O governo diz: “Climatizamos as escolas” . Mas a verdade é que:

- EMPRESAS GANHAM COM O ALUGUEL DOS APARELHOS E NA MAIORIA DAS UNIDADES ELES NÃO FUNCIONAM PORQUE A REDE ELÉTRICA NÃO AGUENTA.

- AS SALAS DE AULA SÃO SUPERLOTADAS E, MESMO QUE FOSSEM CLIMATIZADAS, O EXCESSO DE ALUNOS CONTINUA PREJUDICANDO A QUALIDADE DO TRABALHO DO PROFESSOR E O APRENDIZADO DO ALUNO.

O governo diz:“Informatizamos as escolas”... Mas a verdade é que:

- COMPRARAM LAPTOPS SUPERFATURADOS QUE NÃO TRABALHAM PELO PROFESSOR, PORQUE SÓ HUMANOS PODEM EDUCAR HUMANOS.

- A ESCOLA DA INTERNET NÃO É A ESCOLA DA VIDA REAL. NA INTERNET PROÍBEM REGISTRAR QUE O ALUNO NÃO TEVE PROFESSOR E MANDAM INVENTAR NOTAS QUE ELE NÃO TEVE!

O governo diz: “A escola está estruturada”... Mas a verdade é que:
- NÃO HÁ FUNCIONÁRIOS, POIS SÓ HOUVE UM CONCURSO PARA FUNCIONÁRIOS DE ESCOLA EM TODA A HISTÓRIA DA REDE ESTADUAL!

- E O PIOR: PARA “DAR” O BRINDE O GOVERNO QUER CONTAR ATÉ ALUNAS GRÁVIDAS E ALUNOS COM HISTÓRICO DE DELINQUÊNCIA. ASSIM, CULPA OS PROFISSIONAIS POR PROBLEMAS SOCIAIS

E, O MAIS PERVERSO: FAZ COM QUE AS DIREÇÕES DE ESCOLAS QUEIRAM “SE LIVRAR” DESSA JUVENTUDE, DESISTIR DELES, PARA NÃO PERDER O BRINDE DE FIM DE ANO!

NÃO PODEMOS SER CÚMPLICES DISSO!

PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESTADUAL EM GREVE!!
http://blogpodegiz.blogspot.com/

FORA CABRAL!


Retirado do blog:  http://blogpodegiz.blogspot.com/

domingo, 12 de junho de 2011

Professores, Humilhação e Resistência

Carreira mergulhou, há 25 anos, em ruína. Escola tornou-se o serviço público mais vulnerável. Mas eles jamais deixaram de lutar.

Retirado do site: http://www.outraspalavras.net/

Mais valem lágrimas de derrota do que a vergonha de não ter lutado.
Sabedoria popular brasileira
Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos.[1] É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.
São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental.[2] O Pisa (Programa Internacional de avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.
Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média.[3] No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.
As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos oitenta. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010 o valor foi de R$ 1.515,10.[4] Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.
Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi  R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56.[5] Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região sul: R$ 1.477,28. No Nordeste era de R$ 1.560,73. No centro-oeste de R$ 2.235,59. No norte de R$ 2.109,68. No sudeste de R$ 1.697,41.
A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns Estados com salário equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38.[6] Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.
O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os “reis” da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra – porque a aristocracia era pomposa – em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associada a certas profissões, foi maior ou menor.
A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi, economicamente, desmoralizada, e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.
Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.
Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.
Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.
Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos Estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.
Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos futuro da educação brasileira, é valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.

Valerio Arcary,
é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), e doutor em História pela USP

[1] Os dados sobre desigualdades sociais em educação mostram, por exemplo, que, enquanto os 20% mais ricos da população estudam em média 10,3 anos, os 20% mais pobres tem média de 4,7 anos, com diferença superior a cinco anos e meio de estudo entre ricos e pobres. Os dados indicam que os avanços têm sido ínfimos. Por exemplo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade se elevou apenas de 7,0 anos em 2005 para 7,1 anos em 2006. Wegrzynovski, Ricardo Ainda vítima das iniqüidades
in http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3962
Consulta em 21/02/2011.
[2] Informações sobre o PISA podem ser procuradas em:
http://www.unesco.org/new/en/unesco/
Consulta em 21/02/2011
[3] O relatório citado organiza os dados de 2006, e estão disponíveis em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf
Consulta em 19/02/2011
[4] A pesquisa mensal do IBGE só é realizada em algumas regiões metropolitanas. Não há uma base de dados disponível para aferir o salário médio nacional.
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201012pubCompleta.pdf
Consulta em 19/02/2011
[5] Uma pesquisa completa sobre os salários iniciais em todos os Estados pode ser encontrada em estudo:
http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf
Consulta em 14/02/2011

sábado, 11 de junho de 2011

Sem greve nós conseguimos o quê?

É comum algumas pessoas, por inexperiência ou pelo sentimento de cansaço, cometerem o engano de dizer:“Nunca consegui nada com greve”. Mas a verdade não é essa: não há nada em nosso contracheque que não tenha sido resultado da conquista de alguma greve.
ANOS 70 A 80
A própria existência de Plano de Carreira e níveis foi resultado de muitas lutas, com as greves que ocorreram desde 1979, em plena Ditadura Militar, quando não tínhamos ainda o direito legal de sermos sindicalizados.
ANOS 80 A 90
Na década de 80, lutamos pelas melhorias no plano e fomos arrancando os nove níveis e enquadramento também por formação. Mas, a política dos abonos, com a “regência” iniciada por Brizola, feria a lógica do Plano de Carreira e dividia a categoria, e o Marcelo Alencar tentou continuá-la. Em 1996, ele congelou nosso plano de carreira. Mesmo com ordem judicial, os enquadramentos não eram feitos.  Em 1998, quando o governo tentava dividir a categoria com um abono só para o magistério, ocupamos o plenário da Alerj, impedindo a continuidade da sessão, arrancando também o abono dos funcionários. Depois, no judiciário veio a extensão aos aposentados.
ANOS 2000
O piso salarial chegara a 151,00. O resto era “penduricalho”. Fizemos greve em outubro de 2001, já sabendo que a lógica era incorporar para elevar o piso e, em 2002, lançar uma campanha no início do ano. Seria um greve da reconquista: para reaver o plano de carreira não cumprido. Incorporamos a gratificação, elevamos o piso e, em 2002, começamos a greve com o governador Garotinho, que foi substituído pela Benedita em seguida. Arrancamos o descongelamento do plano, mesmo em parcelas -- mas não teríamos nada, se não tivéssemos agido, já que nem ordem do STF o governo cumpria.  Porém, o Nova Escola de Garotinho/Rosinha quebrava a isonomia salarial de novo. Tínhamos que continuar lutando, e lutamos. Em 2009, Sérgio Cabral e seus secretários tentaram destruir definitivamente o plano do magistério. Fomos de novo às ruas e impedimos a diminuição do número de níveis e do percentual de 12% para 7,5% bem como reconhecimento de animadores culturais e inclusão dos professores de 40 h., além do adicional de qualificação, incluindo aposentados. Agora, Cabral vem com o plano de metas, que é um Nova Escola piorado. Também será com a greve que poderemos arrancar algum reajuste e respeito ao plano do magistério e dos funcionários.
Isso, sem falar que, a cada paralisação, greve de advertência ou simples estado de greve, os governos sempre anunciam alguma coisa: como ocorreu com a gratificação dos profs. de 40 h em 2000.
CONCLUSÃO
O fato é que, pouco que seja, o que há nos nossos contracheques é conquista não só do suor do nosso trabalho como do sangue que demos nas nossas lutas; assim como a escola pública só existe ainda, porque NÓS damos a vida  por ela.
Mesmo ações no judiciário só cabem quando temos algo que reclamar. E o direito a ser reclamado nós só conseguimos por meio das nossas legítimas greves.
Assim colega, quando alguém lhe disser: “Nunca consegui nada com greve”, pergunte: “E sem greve, você conseguiu o quê?” Com certeza,  a resposta é: “nada”.
Com a memória de nossas lutas e vitórias em mente, dialogue com os colegas, alunos e pais, ajudando a esclarecer essas questões e a fortalecer nosso movimento! Com “a certeza na frente e a história na mão.”
Um abraço e até a vitória!

--
Carlos Douglas Martins Pinheiro Filho
Editor Revista Ensaios
http://www.uff.br/revistaensaios

Domingo (dia 12/6) é dia de passeata na Praia de Copacabana

Os profissionais da rede estadual farão uma passeata conjunta na Praia de Copacabana no próximo domingo (dia 12 de junho). A concentração será na Avenida Princesa Isabel, na esquina com Avenida Atlântica, a partir das 10h. Os bombeiros, que também estão mobilizados participarão da passeata na orla de Copacabana, juntamente com profissionais de educação e servidores de diversos segmentos do serviço público estadual. Todos à Praia de Copacabana, no domingo, a partir das 10h para continuar pressionando o governo Cabral e fazer com que ele atenda as nosssas reivindicações.
http://www.seperj.org.br/ 

Comentário: O medo  do Ditador Sérgio do Mal é a união das diferentes categorias de trabalhadores públicos. Por isso ele e seus asseclas (os secretários) estão tomando todo tipo de medida punitiva e arbitrária para aterrorizar os trabalhadores.

Deu no blog do Ricardo Gama

Comentário de um leitor

Gente me desculpem, publico abaixo um comentário feito no blog, pode ser meio pesado, mas muito apropriado.

Comentário de um leitor na postagem:

"BOPE R$ 2.260,00 Para arriscar a VIDA;
Bombeiros R$ 960,00 Para salvar VIDAS;
Professor R$ 728,00 para preparar para a VIDA;
Médicos R$ 1.260,00 para manter a VIDA.

E o Sérgio Cabral? Ganha quanto para fuder a VIDA dos outros?"

http://ricardo-gama.blogspot.com/2011/06/comentario-de-um-leitor.html

Veja o que foi discutido na audiência com o secretário Risolia


No dia 9, o secretário Wilson Risolia recebeu o Sepe em audiência. A avaliação do Sepe é que não houve mudanças, não tem nada de novo no cenário e que teremos grandes dificuldades de algo novo até terça feira dia da assembleia. Veja os detalhes da audiência:

GLP: ele apresentou uma avaliação de que houve avanços significativos nos últimos seis meses e citou o “difícil acesso”, “capacitação dos professores”, “enquadramento por formação” e “GLP”. Segundo ele, todos esses programas custarão à secretaria R$ 500 milhões. Disse não haver condições nenhuma de que aconteça o reajuste salarial neste momento; que ele tem se reunido toda semana com o secretário de Planejamento Sergio Ruy e que houve uma queda na arrecadação nos últimos meses; Risolia acredita que somente depois de junho é que poderá, com base na arrecadação, avaliar o quadro. Além disso, ele afirmou que tem muitas preocupações com a folha de pagamento dos aposentados, que seria alterada caso haja reajustes na folha da ativa.

O Sepe respondeu que as medidas tomadas são, na verdade, direitos da categoria; direitos que deveriam estar sendo respeitados há muito tempo. Um exemplo é a GLP, que hoje, segundo o próprio secretário, tem 10 mil professores a recebendo. Como o total dos profissionais chega a 93 mil, portanto uma medida que não atinge nem 10% da rede. Ainda segundo o mesmo, o orçamento para este ano já está fechado e só haverá mudanças se a receita melhorar, mais que não assume nenhuma posição prévia.

Conexão Educação: o secretário reafirmou várias vezes a importância do lançamento de notas; disse que acha muito ruim a posição do Sepe de defender o boicote ao Conexão. Apesar disso, não há nenhuma medida punitiva prevista para aqueles que não lançarem as notas, mas que existe uma portaria que coloca o lançamento como mais uma função do professor.

Dissemos que os professores não tem condições de realizar o mesmo trabalho diversas vezes. Argumentamos que a discussão sobre o conexão é de cunho pedagógico; queremos fazer esta discussão, pois não reconhecemos este projeto por discordar da linha meritocrática baseada nas avaliações externas, desconsiderando a realidade das escolas e os processos didáticos pedagógicos de cada professor em suas disciplinas.

No entanto, para o secretário este projeto continuará sendo importante, pois garante informações imediatas a secretária sobre o desempenho das escolas e possibilitando assim medidas mais eficazes. Retrucamos que hoje o mais importante é a valorização salarial e investimento na estrutura física das unidades escolares, melhorando assim as condições de trabalho e também a reabertura de espaços para discussão pedagógica dentro das unidades.

Greve: o secretário mostrou muita preocupação com a greve, pois não gostaria de ver que os alunos poderão ser prejudicados ao não participarem do Saerj, dia 29, e da Prova Brasil, instrumento de avaliação externa que mede os índices de qualidade do ensino e que necessitam ser alterados positivamente pelo governo.

Apresentamos que o movimento está em crescimento e que alguns pontos são essenciais: reajuste salarial de 26% emergencial, plano de carreira dos funcionários, incorporação total do Nova Escola, regulamentação da função dos animadores culturais, eleição direta de diretores.

Animação cultural: o secretário, disse que tem implicações jurídicas no processo, que ele pessoalmente está conversando com o Ministério Público sobre a situação, mas que qualquer medida de reajuste que sair para os profissionais da educação, quando sair, eles também serão beneficiados.

Audiência com o Cabral: insistimos para que o secretário intermediasse uma reunião com o governador, pois entendemos que o governo precisa tomar uma decisão política sobre as reivindicações apresentadas. Ele disse que vai tentar, mas não prometeu nada.

Sobre o ponto: ele disse que a greve é um direito de todos os trabalhadores, assim como é um direito do governo cortar o ponto; respondemos que, caso haja corte, não faremos a reposição dos dias. Ainda sobre a greve, ele disse que não existe nenhuma orientação de proibição da entrada do Sepe nas unidades escolares.

http://www.seperj.org.br/  


Comentário: é de causar espanto o sec. Risoles atender pedidos que não foram feitos pelos professores! Ele e o gov. Sérgio Do Mal, acham que nós temos que aceitar o que eles tem a oferecer e "lamber os beiços", fiquem satisfeitos por nossa imensa generosidade! E insiste que nós devemos lançar as notas do (des)conexão - tem até uma portaria! - mas pra dar um reajuste, aí vai ter que fazer estudo de caso e aprovar no orçamento do próximo ano; putz, mas que merda hein?! Sou só eu ou tem mais alguém aí achando que esses caras tão tirando uma com a nossa cara? E finalmente o SEPE toma uma decisão de pulso firme: Se cortar o ponto e retirar GLP, não faremos reposição dos dias parados! O Risoles como todo bom economista, quer ver os números - saerj, prova Brasil, notas bimestrais etc - mas não quer o único número que importa nesse momento para a educação do estado - o do nosso salário!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Não há novidade em relação ao reajuste salarial

Terminou há pouco a audiência do Sepe com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia. Ele informou que não há novidade em relação às reivindicações salariais da categoria. Ele disse que somente em julho, quando "terá mais informações sobre a rede estadual", é que poderá falara alguma coisa sobre reajuste salarial.

A categoria está em greve desde o dia 7 e reivindica 26% de reajuste emergencial. Amanhã os profissionais de educação fazem passeata com os bombeiros até a Alerj, a partir das 13h. Na terça, haverá assembleia no Clube Municipal, às 14h, para discutir os rumos do movimento.

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2103

Em cinco meses, mortes por dengue no Rio superam em 120% total de 2010


O Estado do Rio de Janeiro registra em pouco mais de cinco meses 95 mortes causadas por dengue. O valor é 120% acima do registrado nos 12 meses de 2010, quando o número de mortes chegou a 43, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (8) pela Secretaria Estadual de Saúde.

No total, o número de infectados em todos os municípios fluminenses chega a 122.086 casos, contabilizados até a 22ª semana de 2011 (2 de janeiro a 04 de junho). Em 2010, o número de infectados não chegou a 30 mil.

A Secretaria de Saúde alega que embora o número de notificações apresente, aparentemente, leve alta, a tendência para as próximas semanas é de queda no total de casos notificados e informa ainda que o aumento no total de registros, em relação aos balanços das semanas anteriores, é resultado do atraso no lançamento das notificações dos meses de março e abril, no sistema de informações.

Em janeiro, foram notificados 5.663 casos; em fevereiro 17.429; em março 31.767; em abril 46.260, em maio 20.923 e em junho 44. No período, foram registrados 95 óbitos confirmados, nas seguintes cidades: Nova Iguaçu (8), Duque de Caxias (9), Magé (2), Cabo Frio (1), São Gonçalo (9), Maricá (2), Mesquita (2), Rio de Janeiro (31), São João do Meriti (4), São José do Vale do Rio Preto (1), Bom Jesus de Itabapoana (1), Itaocara (2), Itaperuna (1), Rio das Ostras (3), Barra Mansa (3), Belford Roxo (2), Campos dos Goytacazes (3), Angra dos Reis (2), Seropédica (1), Casemiro de Abreu (1), Italva (1), Pinheiral (1), Volta Redonda (2) e Barra Mansa (3).

A secretaria diz ainda que nos seguintes municípios a doença é tratada como epidemia: Cordeiro, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mendes, Volta Redonda e Cambuci.

Por outro lado, os municípios que saíram da situação de epidemia são: Bom Jesus de Itabapoana, Vassouras, Guapimirim, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Quissamã, Mangaratiba, Seropédica, Magé e Mesquita. 
http://noticias.r7.com/saude/noticias/em-cinco-meses-mortes-por-dengue-no-rio-ultrapassam-em-120-registros-de-2010-20110608.html

Luizianne Lins quer que Justiça decrete greve dos professores como ilegal

Diário do Nordeste: A prefeita Luizianne Lins disse que vai pedir à Justiça que decrete a ilegalidade da greve dos professores da rede municipal de ensino. A petista também anunciou que o município vai adotar medidas “efetivas” para suspender benefícios, como o 13º salário que a prefeitura iria pagar a primeira parte nos próximos dias. Luizianne Lins garantiu que todos os professores de Fortaleza ganham acima do piso nacional e ressaltou que durante a gestão dela os professores têm tido ganho real, descontada a inflação. Ainda segundo a prefeita, o projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores não tira direitos e os servidores não tiveram nenhum interesse ferido.
Leia o texto na íntegra: http://blogdadilma.blog.br/2011/06/luizianne-lins-quer-que-justica-decrete-greve-dos-professores-como-ilegal.html#comments

Sepe realiza audiência com Risolia

Neste momento, a diretoria do Sepe realiza audiência com o secretário de Educação estadual, Wilson Risolia, na sede da secretaria. Ontem, o secretário falou à imprensa que "as portas do governo estavam abertas para a negociação". O sindicato, com essa declaração, reforçou o pedido de audiência para, novamente, apresentar nossas reivindicações, tendo sido atendido hoje.

O sindicato, no entanto, reforça a crítica de que o governo vem tratando com descaso todos os pleitos salariais desde o início do primeito mandato de Cabral, em 2007. Os profissionais de educação declararam greve anteontem, dia 7, e reivindicam 26% de reajuste emergencial e a incorporação integral e imediata da gratificação Nova Escola, prevista para acontecer apenas em 2015. O Sepe estima que 60% dos profissionais estão paralisados.

http://www.seperj.org.br/ 

Sepe comenta fala de Risolia de que quer negociar

Os jornais O Dia e Extra repercutiram hoje declaração do secretário estadual de Educação Wilson Risolia de que o governo "sempre" esteve aberto ao diálogo com o Sepe. na imprensa, Risolia também criticou a decisão da categoria de declarar greve. Tendo em vista estas declarações, o sindicato vai reforçar o pedido de que ocorra uma audiência com o governo ainda esta semana, em que esteja presente também a Secretaria de Planejamento para discutir a questão salarial.

De qualquer maneira, esclarecemos que a greve foi declarada porque o governo não respondeu às nossas principais reivindicações salariais - reajuste emergencial de 25% e incorporação imediata do Nova Escola. Assim, causa surpresa ao Sepe a declaração de que o governo mantém "as portas abertas ao diálogo".

De qualquer maneira, como mais uma comprovação de que queremos o diálogo, o sindicato irá procurar amanhã, como já fizemos diversas vezes este ano, todos os canais possíveis - deputados inclusive - para marcar uma audiência ainda antes da assembleia da categoria, que será realizada terça-feira, dia 14.

Não queremos uma greve longa, mas exigimos que o governo dialogue e aceite nossas principais reivindicações, que são extremamente razoáveis e possíveis de serem cumpridas - basta vontade política da parte do governador Sergio Cabral.

http://www.seperj.org.br/ 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DIRETORES E DIRETORAS DA REDE ESTADUAL À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS!

Recentemente, o S.O.S. Educação Pública reproduziu  a notícia do aumento dos diretores e diretoras das escolas estaduais anunciado no site da Secretaria de Educação,  o " bônus arrocho", instituido na opinião do resto da categoria, para incentivar a direção chicotear a galera e arrancar na marra os indíces de produtividade definidos pelo Plano de Metas.

Planejando escrever um artigo protestando contra essa injustiça, entrei em contato com diretores e diretoras da rede estadual e procurei saber se o aumento tinha sido no valor anunciado e se já tinha sido pago. Para minha surpresa, e acredito que também será para muitos colegas, o aumento anunciado, até agora é um factóíde.


Verificamos vários contra-cheques e constatamos que o aumento não foi dado. Dinheiro a mais na conta salário até agora nenhum diretor ou diretora viu, como prova o contra-cheque reproduzido abaixo. 
Nota: todos os dados que poderiam identificar o profissional foram removidos para proteger a identidade do servidor.

De concreto mesmo, só o aumento da carga de exploração, a vida dos profissionais com cargo de direção virou um inferno. Sobrecarregados e pressionados estão tendo que trabalhar nas unidades até a madrugada todos os dias, inclusive aos sábados e domingos para dar conta do tsunami burocrático que se abateu sobre a rede.

O que todos estão recebendo às toneladas são novos encargos em função da burocracia instituída com o plano de metas, quilômetros de formulários a serem preenchidos, levantamentos minuciosos de tudo que é possível imaginar, sem falar das longas reuniões quase diárias. Tempo para cuidar da parte pedagógica? Nenhum! Tempo para interagir com o corpo docente e discente? Zerado. Na atual conjuntura, diretores e diretoras estão se transformando em robôs automatizados pelo aparato burocrático. Detalhe importante a todo esse caos, soma-se o corte de verbas, o corte de funcionários e as pressões para fazer o muito sem fundos, o que não é de se espantar quando impera a lógica do “menos é mais!”.

As conclusões que podemos tirar desses episódios, é que essas notícias têm como objetivo induzir a   opinião pública a acreditar que estão investindo pesado em educação. Quem está de fora acredita que economicamente o pessoal que atua no magistério está vivendo uma fase de ouro: ganharam laptops; Internet; poderá ter até 16 salários por ano, auxílio transporte; bônus de 500 reais em janeiro; bônus qualificação de 500 reais para comprar livros; bônus de 300 reais para os professores de Matemática e Língua Portuguesa! Entretanto na vida real, até agora só recebemos os 500 reais em janeiro e o auxílio transporte! Não aparece na mídia: 
  • as novas atribuições que recebemos como, por exemplo, a função de contraceptivo, pois se alguma aluna engravidar a escola perde pontos e o bônus da meta vai de ralo abaixo;  
  • o lançamento de notas no conexão educação, que em função da sua lentidão exige horas e horas de trabalho extra sem remuneração para ser concluído;
  • a retirada de todos os aparelhos de ar condicionados, colocados em meados do ano passado e alardeados na mídia;
  • a confecção de gabarito e a correção das provas do Saerjinho, sem remuneração, apesar da Seeduc já ter pago à empresa que organizou a prova o gabarito e a correção eletrônica dos cartões.
  • a demissão do pessoal que cuidava da limpeza, segurança, etc., pois os terceirizados eram uma espécie de coringa nas escolas;
  • a demissão dos técnicos de informática que davam suporte a escola;
  • a superlotação das salas, que agora com o fechamento de várias escolas noturnas tende a aumentar;
  • a insegurança, pois faltam inspetores até mesmo para controlar os corredores e portões;
  • é até milagres, pois os diretores e diretoras devem lançar as notas das turmas sem professores;
  • reuniões e mais reuniões, que realizadas durante a semana implicam na perda de tempos de aula e aos sábados privando o pouco tempo que dispomos para a família, o lazer e os assuntos pessoais. Detalhe importante, sem direito a remuneração e auxílio transporte.
O que importa são os números, as estatísticas e a propaganda! A educação, a parte pedagógica, a interação com a comunidade escolar estão deixadas de lado, pois a voracidade da burocracia tecnocrata, não deixa tempo para essas atividades.

Valorização da educação e do docente, até agora só na mídia! O governador do Piauí, deve estar rindo à toa, porque sem mexer uma palha vai subir no IDEB de 2014, pois do jeito que a coisa vai o Rio de Janeiro está batalhando com unhas e dentes para garantir o último lugar!

Incorporamos ao texto um depoimento que acabamos de receber (às 17:55) via e-mail:

"DESABAFO DE UMA DIRETORA

Em complementação ao seu texto, acrescento que a direção está sendo  obrigada a lançar notas fantasmas para encobrir as aulas não dadas, na tentativa de satisfazer o ego dos pais, e mostrar uma pseudo realidade, a fim de cortar os tentáculos de uma força que a sociedade possui, e que poderia ser despertada pela indignação ao ver como a educação dos seus filhos está sendo tratada. Tal medida ignora assim as competências da direção escolar no âmbito de sua graduação. Não importa se a licenciatura é de Filosofia , porém se o aluno tem falta de nota na disciplina de Matemática por falta de professor, o diretor deve lançar sem reclamar, pois qualquer reclamação será encarada como uma transgressão ao Estatuto do Servidor.

As exonerações continuam a transitar em nosso meio, como modo de encurralar e chicotear as diretoras e os diretores mais resistentes.
Tudo isso cheira podre e quem quiser pagar os seus compromissos, sustentar sua família, e não passar como caloteiros, precisa colocar uma máscara e respirar fundo, esse ar que nos compromete. Vivemos com o usurpador chamado “ BMG” e afins , de nossos contracheques que todos os dias tentam nos alcançar, e enriquecer a sombra do funcionalismo desesperado. Vemos a promessa de valores em reais para os alunos do Ensino Médio, que é um belo disfarce para maquiar a evasão escolar. Como alcançar uma educação de qualidade com dados irreais???
Ser diretor ou diretora, em época não muito distante, era sinônimo de prestígio e pompa, Hoje não se tem mais esse olhar respeitoso, pela figura do diretor. Atuamos em um cenário precário, no qual assistimos o desfile de professores e professoras fatigados por sistema opressor,que vivem sobressaltados por ameaças sem prévio aviso de exoneração.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SEPE SOBRE A GREVE NA EDUCAÇÃO ESTADUAL


O Sepe informa que a greve por tempo indeterminado nas 1.652 escolas da rede estadual foi decidida por uma assembléia geral realizada no Clube Municipal na tarde de ontem (dia 7 de junho) e não tem nada a ver com a mobilização dos bombeiros do Rio de Janeiro.

Embora apoiemos o movimento de reivindicação dos bombeiros e estejamos dispostos a realizar manifestações unificadas não só com os bombeiros, mas também com o conjunto dos servidores públicos estaduais em luta por melhores salários e condições de trabalho, os profissionais das escolas estaduais tem uma pauta de reivindicações específica.

E, exatamente porque o governo do estado não atendeu a nenhuma das reivindicações da categoria até o presente momento, os profissionais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. As escolas continuarão paradas até que o governador Sérgio Cabral reabra as negociações e apresente uma contraproposta às nossas reivindicações, que são as seguintes: reajuste salarial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Programa Nova Escola; e descongelamento do plano de cargos dos funcionários administrativos das escolas estaduais.

Atenção: O Sepe tem direito de acesso às escolas


Diretores e militantes do Sepe estão sendo impedidos de entrar nas 

escolas estaduais pela Secretaria. Infelizmente, esta postura do governo
ocorre há muito tempo, mas a repressão aumenta principalmente quando 
ocorre uma greve da categoria, como agora. Lembramosao governo 
(e, infelizmente, também lembramos há algumas diretoras de escolas) 
que impedir o Sepe de entrar na escola e conversar com os profissionais é
grave ofensa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à Constituição 
Federal, podendo ser considerado, inclusive, crime descrito no
capítulo IV do Código Penal Brasileiro.

SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO 

DO RIO DE JANEIRO

MELHORAR O SALÁRIO DO PROFESSOR PRA QUÊ?

Não, este não é um texto acadêmico!
Considere como mais um desabafo de um professor da rede pública.
Hoje, ao abrir o jornal O Globo, li aquilo que considero uma das coisas mais nojentas que fazem com a minha classe. Um cidadão chamado Gustavo Ioschpe que se diz “especialista” em educação e jura que está numa “batalha pela educação brasileira” (aquele mesmo que acompanhou as reportagens do Jornal Nacional no mês passado) vomitou a máxima de que aumentar a remuneração do professor não interfere numa melhora da qualidade da educação.
Bom, vamos por partes. Já, já eu comento sobre isso.
Antes, é preciso lamentar que a “respeitadíssima” (sic) Globo (incluindo aí a TV e o jornal) convide alguém formado em Ciência Política e com mestrado em economia para falar de educação. E mais, de família rica, este indivíduo estudou em duas das universidades mais caras dos Estados Unidos. Resumindo, a “educação real” não faz parte do cotidiano deste rapaz. Uma das suas conclusões, “a indisciplina em sala de aula é culpa de uma aula ruim” (como se vê, o “brilhante” Julio Groppa não vomita sozinho), é resultado das suas vivências como aluno. Experimente jogar o nome desta criatura no google e (se tiver estômago) ler alguns dos seus artigos para entender porque a revista Não-Veja o contratou como colunista.
Voltando ao que interessa, a questão é mais simples do que se pensa: quando um médico pede um aumento alguém diz que melhorar o salário dele não vai salvar mais vidas? Se um policial fizer o mesmo, vão dizer que isso não acaba com a violência? Se for um engenheiro, que as obras não vão ser mais eficientes? Enfim, se alguém souber a resposta por favor me diga, porque o professor tem que justificar o aumento dos seus ganhos? Então se nenhuma pesquisa comprovar uma relação clara entre isso e melhores índices de aprendizagem do aluno, pronto, adeus aumento. A nossa classe ganha em média quase a metade do que outras profissões com nível superior. O salário do professor deve aumentar porque ele ganha mal, simples assim.
Sinceramente, já estou cansado desta conversa de botequim. Não vou me alongar muito, pois ainda quero aproveitar o meu único dia de folga antes de encarar uma semana dando aulas em quatro escolas. Termino com um desafio bem simples, Sr Gustavo Ioschpe, “especialista” em educação, coloque-se no meu lugar, vivendo a minha realidade, ganhando o que ganho e não te dou um mês para você se arrepender de tudo o que disse e escreveu na vida sobre educação. E, por favor, Globo, “especialista” em educação é o professor de sala de aula.
http://profluizeduardofarias.blogspot.com/

Quais os motivos da greve?

- Farsa da Meritocracia ;
- parcelamento do Nova Escola;
- criação de bônus apenas professores de português e matemática;
- salário miserável e humilhante, necessidade de trabalhar em várias escolas para completar renda, diminuindo a qualidade do trabalho do professor por falta de tempo para planejamento e reciclagem;
- Currículo mínimo com matriz curricular empobrecida;
- Ralo de dinheiro público com a terceirização, aluguel de computadores e ar condicionados;
- Falta de técnicos e profissionais na escola (OE, Coordenação, inspetores de alunos);
- Ameaça de mexer, novamente, em nosso Plano de Carreira, acabando com o adicional por tempo de serviço;
- Turmas superlotadas;
- Sistema Conexão Educação que não funciona direito;
- descaso com os profissionais aposentados;
- Enquadramentos por Formação congelados;
- Falta de devolução do valor descontado indevido do Nova Escola e GLP (por anos);
- Falta de concurso público para funcionários de apoio;
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários engavetado dos profissionais de apoio
- Fechamento de 22 escolas de atendimento noturno;
- Oferta de trabalho escravo GLP - R$ 516,00 

Retirado do: http://blogpodegiz.blogspot.com/

Rede estadual em GREVE!

Em assembléia que reuniu mais de dois mil profissionais no Clube Municipal, os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A falta de disposição do governo estadual em negociar e atender as reivindicações dos professores e funcionários das escolas estaduais foi o principal motivo para a decisão da categoria entrar em greve. Outro fator que revoltou a categoria foi o tratamento repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros que participaram das manifestações no Centro do Rio na sexta-feira, que resultou na invasão do Quartel General da corporação por tropas de elite e na prisão de mais de 400 manifestantes, além de ferimentos em familiares que participavam do ato.

Na quinta-feira (dia 9 de junho), os profissionais de educação, irão se unir aos bombeiros do Rio de Janeiro e fazer um ato nas escadarias da Alerj, a partir das 16h, para pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias. Na sexta-feira, a partir das 13h, o Sepe, bombeiros e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma passeata da Candelária até a Alerj.

No domingo, novamente os profissionais de educação, bombeiros e servidores do estado farão uma passeata na Avenida Atlântica, com concentração a partir das 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com Avenida Atlântica.

A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (dia 14 de julho) no Clube Municipal na Tijuca, a partir das 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve.

A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:

1) um reajuste emergencial de 26%;

2) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);

3) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.


Veja o calendário da greve na rede estadual:

dias 8 e 9 de junho (quarta e quinta-feiras) - reuniões nas escolas com a comunidade escolar para que a categoria explique os motivos da greve;

dia 9 de junho (quinta-feira): Profissionais da Capital e Grande Rio: Ato na Alerj, em conjunto com bombeiros e outros segmentos do serviço público estadual, a partir das 16, para pressionar os deputados a intercederem para que o governo abra negociações;

dia 10 de junho (sexta-feira): Passeata da Candelária até a Alerj, em conjunto com os bombeiros e funcionalismo estadual. Concentração a partir das 13h, na Candelária.

dia 11 de junho (sábado): panfletagens descentralizadas de núcleos e regionais na parte da manhã, explicando os motivos da greve para a população;

dia 12 de junho (domingo): às 10h, esquina da AVenida Princesa Isabel com Atlântica: concentração para uma passeta conjunta com bombeiros e demais segmentos do funcionalismo até o Posto 6.

dia 13 de junho (segunda-feira): Assembléias locais em núcleos e regionais;

dia 14 de junho (terça-feira): Assembléia geral da rede estadual, às 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - tijuca) para decidir os rumos da greve.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rede estadual em greve nesta terça-feira


Os profissionais das escolas estaduais, em estado de greve desde o dia 5 de maio, podem deflagar uma greve por tempo indeterminado na rede estadual a partir do dia 7 de junho. Neste dia, a categoria fará uma paralisação de 24 horas, com assembléia a partir das 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 –Tijuca). Na assembléia, os professores e funcionários decidirão se irão aprovar ou não o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir desta data, depois de discutirem o andamento das negociações realizada entre o Sepe, Alerj e Secretarias de Estado de Planejamento e Educação.

Nos dias 4 e 5 de maio, os profissionais já tinham feito uma greve de advertência de 48 horas e, numa assembléia realizada no dia 5 de maio, decidiram entrar em estado de greve (escolas mobilizadas para paralisar as atividades a qualquer momento). Como o governo estadual não apresentou qualquer proposta nas audiências realizadas desde então e tem mantido uma política de metas nas escolas estaduais, a possibilidade da assembléia votar pela entrada em greve é grande.

domingo, 5 de junho de 2011

Bombeiros que invadiram quartel são vândalos e irresponsáveis, diz Cabral

O Governador Sérgio Cabral, o covarde, agora mudou o cardápio, ele sempre chamava os servidores que faziam manifestação de "vagabundos", agora, chamou os bravos Bombeiros Policiais Militares de "vândalos e irresponsáveis".

Me desculpem, mas Sérgio Cabral além de covarde é um idiota e burro, por que apesar de 439 Bombeiros terem sido presos, havia mais de 2000 manifestantes, o que podemos dizer claramente que toda a Corporação estava representada.

Sérgio Cabral, na verdade, chamou todos os Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro de "vândalos e irresponsáveis", por que a insatisfação da tropa é total, ou você acha que existe algum Bombeiro feliz recebendo R$ 950 reais por mês ?

Cabral, o covarde, se equivoca ao dizer que os Bombeiros Militares ultrapassaram os limites do "estado democrático de direito", primeiro, que Cabral nem sabe o que isso significa, segundo, que com ditadores somente uma revolução.


Na época da ditadura, o Governo Militar também chamava os manifestantes de "vândalos e irresponsáveis", mas o povo não se abateu, e com muita luta e sangue restabeleceu a democracia, e o direito de votar.

Faça uma experiência, pergunte a um servidor estadual, qualquer um, médico, professor, policial militar, civil, ou bombeiro, o que ele acha do Governo Sérgio Cabral ?

Com certeza você vai ouvir cobras e lagartos do "nobre" Governador Sérgio Cabral.

No caso dos Bombeiros Militares a luta é difícil, o Governo Sérgio Cabral é covarde e mau caráter, fez de tudo para acabar com o movimento, primeiro, puniu bombeiros transferindo-os para quartéis de fogo, depois, mandou prender meia dúzia, agora, essa calamidade, mais de 400 combatentes do fogo presos, mas a tropa não se deve abater, a luta deve continuar.

Eu gostaria de ver Sérgio Cabral viver com R$ 950 reais por mês !!!

Para os Bombeiros dinheiro não tem, mas, por exemplo, para gastar com propaganda só no primeiro mandato foram meio bilhão, neste segundo mandato, no mínimo, vai ser o dobro.

A luta dos Bombeiros Militares é justa e digna, e eles não se devem abater, é hora de levantar a cabeça, e seguir em frente, até que tenham os seus objetivos alcançados, ou seja, salário e condições de trabalho dignos.


Avante Bombeiros Militares.

Se existe algum "vândalo ou irresponsável", esté é o Exmo. Governador Sérgio Cabral que não trata o servidor e o povo com o respeito e dignidade que merecem.


Por fim, Sérgio Cabral é um mentiroso também, por que não existe nenhum programa de aumento salarial para os Blombeiros Militares conforme ele disse hoje na entrevista hoje.

http://ricardo-gama.blogspot.com/ 

Plano de metas da educação do Cabral


 


sábado, 4 de junho de 2011

Bombeiros em greve são presos pelo BOPE!

Esse é o governo do Serginho! Em 2009 manda o batalhão de choque pra cima de uma manifestação pacífica de professores e agora manda o BOPE pra prender os bombeiros que ocupavam o quartel central (dos próprios bombeiros). Tudo isso porque os caras querem deixar de ganhar R$950 por mês (o menor piso nacional da categoria!!!) pra receber R$2000 e vale-transporte (é isso mesmo, vale-transporte - tá de sacanagem né governador!) percebe-se claramente a política do Serginho para o funcionalismo público - arrocho salárial, não pagamento de direitos e borrachada da PM se começar a reclamar.

Bombeiros que invadiram Quartel Central são
levados para o Batalhão de Choque da PM

Os cerca de 2.000 manifestantes são considerados presos, segundo comandante da PM
Os cerca de 2.000 bombeiros que ocupavam o Quartel Central, na praça da República, no centro do Rio de Janeiro, desde as 20h de sexta-feira (3), começaram a deixar o local por volta das 8h20 deste sábado (4). Segundo a Polícia Militar todos serão levados para o Batalhão de Choque, também na região central. Vários ônibus chegam a todo momento para fazer o transporte. O clima é tenso, mas a operação ocorre pacificamente.
O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, confirmou nesta manhã que os bombeiros podem ser considerados presos. Em nota à imprensa na noite de sexta, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informou que as prisões ocorrem por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".
- A situação aqui no quartel está praticamente controlada. Vamos levar todos os cerca de 2.000 bombeiros que participaram do protesto para o Batalhão de Choque. Eles podem ser considerados presos. Foi uma grande operação e não temos registros graves.
Ainda não há informações sobre o que vai acontecer com os bombeiros.
Policiais do Batalhão de Choque da PM invadiram o quartel por volta das 6h deste sábado. Mais de 2.000 bombeiros ocuparam o local em uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho na noite de sexta e passaram toda a madrugada lá.
Os homens do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Algumas crianças e mulheres que também integravam o protesto tiveram intoxicação e ferimentos leves. Todos foram atendidos no posto médico no interior do quartel e não correm risco.
Nesta manhã, uma mulher entregou uma cápsula deflagrada de fuzil a uma equipe de reportagem da Rede Record que estava no local. O comandante-geral da PM analisou o objeto e disse que, apesar da PM ter entrado no quartel com fuzil, nenhum tiro foi deflagrado e ninguém sofreu ferimento por arma de fogo. Segundo ele, a origem da cápsula é desconhecida.
Leia na íntegra: R7.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

E o Governo Federal? Até quando vai se omitir?

Que os mandatários estaduais e municipais já deram sobejas provas da irresponsabilidade e do não compromisso com uma Educação pública de qualidade, isso não constitui novidade nem agora, nem antes. É notório o pouco caso dos governantes estaduais e municipais para com os educadores, que sobrevivem com salários miseráveis e em péssimas condições de trabalho. Minas Gerais, entre os três estados mais ricos da Federação, talvez seja o melhor dos piores exemplos deste descaso dos governantes para com a Educação e as demais áreas sociais.

Mas, a pergunta que não quer calar é: e o governo Federal? Até quando vai se omitir? Até quando fará ouvidos de mercador em relação à realidade da Educação em todo o Brasil?

Durante a campanha eleitoral a presidenta Dilma prometeu pagar um salário melhor para os professores de todo o Brasil, inclusive reconhecendo, em entrevistas, que o piso do MEC era uma vergonha, e que ela aceitava o desafio de reajustar o valor daquele piso (na época em R$ 1.024,00) para algo muito maior.

Passada a eleição, Dilma ainda ensaiou um discurso em defesa de maior investimento na Educação pública e na valorização dos educadores. Mas, na prática, o que fez o governo federal até agora?

Primeiramente, mandou cortar 3 bilhões da Educação no orçamento público, para garantir a política neoliberal dos governos FHC e Lula, de manter o superávit primário para pagar altos juros aos banqueiros e credores da dívida pública brasileira. Anualmente, mais de 100 bilhões de reais são gastos com esses credores, que representam algumas poucas dezenas de famílias abastadas.

Em segundo lugar, o governo federal enviou para o Congresso Nacional um PNE - Plano Nacional da Educação - que prevê investimento de 7% do PIB até o ano de 2020. Ou seja, não bastasse o percentual do PIB aquém do necessário, ainda joga para 10 anos o investimento deste baixo percentual, o que constitui uma falta de compromisso com a Educação e também um estelionato eleitoral, já que a candidata Dilma anunciou publicamente que daria prioridade à Educação na sua gestão.

Por último, na própria questão do piso salarial do magistério, o governo federal tem sido omisso, com a ausência de uma cobrança efetiva dos estados e municípios para que cumpram a lei, impondo punição aos governantes infratores. Além disso, não oferece o devido suporte técnico e financeiro para que estados e municípios mais pobres possam pagar o piso. E finalmente, é omisso também em relação ao valor do piso, que já deveria ser reajustado, senão pelo valor do DIEESE, que seria o mais razoável, pelo menos para o valor do piso da CNTE.

Mas, essa omissão do governo federal encontra a parceria da igual omissão das entidades sindicais, a começar pela CNTE, que é na prática uma autarquia do MEC. Os demais sindicatos estaduais, igualmente, seja pela ligação que têm com o partido que domina o governo federal, ou por questões político-eleitorais regionais, o fato é que não demonstram interesse numa grande mobilização nacional.

Reparem que neste momento várias greves estaduais e municipais dos educadores sacodem o país. Esta mobilização não toma uma dimensão nacional, como deveria ser, expondo a omissão tanto dos governos estaduais e municipais, quanto a do governo federal. A luta dos educadores é pulverizada, como já denunciamos aqui antes, isolada em cada canto, dependendo unicamente da força e do contexto de cada região. Em Santa Catarina, os colegas começam a arrancar pequenas migalhas do desgoverno de lá; no Rio Grande do Norte, a mesma coisa; na Paraíba os colegas tiveram que voltar ao trabalho, após a decretação da ilegalidade da greve, como aconteceu em Minas em 2010 - só que nós nos recusamos a voltar e continuamos em greve.

Não fosse a repercussão causada pela combativa professora Amanda Gurgel, com a sua fala de oito minutos que foi parar na Internet e obrigou a mídia a divulgar nacionalmente a realidade da Educação, e a nossa realidade seria ainda pior.

Estamos diante, infelizmente, de governantes, nos três níveis - federal, estadual e municipal - sem qualquer compromisso com a Educação pública de qualidade. São governantes que gastam bilhões com obras públicas que beneficiam a poucas pessoas, com empreiteiras e banqueiros que financiam as campanhas eleitorais e depois se apropriam dos orçamentos públicos. E infelizmente, estamos órfãos de entidades sindicais capazes de organizarem uma grande mobilização nacional para arrancar os 10% do PIB já, o reajuste já do piso para todos os educadores, e a exigência do pagamento já do piso em todos os estados e municípios, além da conquista de um bom plano de carreira nacional dos educadores.

Claro que não podemos desanimar e esperar sentados que nossos direitos caiam do céu. Mas, devemos dizer em alto e bom tom que a nossa luta é contra a omissão tanto do governo estadual, como se verifica em Minas, cujo governo vergonhosamente não cumpre a Lei do Piso, quanto também do governo federal, que tem recursos para investir na Educação e na Saúde, mas vem priorizando os gastos com a minoria rica do Brasil e do mundo.

Que tenhamos a coragem, ao organizar a nossa greve em Minas, de fazer também este chamamento aos educadores de todo o Brasil, para que estejamos unidos e saibamos organizar um grande movimento nacional para arrancar os nossos direitos. Um forte abraço a todos e força na luta!

http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/ 

Comentário: Como podemos ver a crise da educação pública é nacional, não existe um único estado do país onde os funcionários da educação estejam satisfeitos com o salário e as condições de trabalho. Todos reclamam do abandono e do descaso com a educação pública, até quando o governo federal irá se furtar às suas responsabilidades?

Audiência de prestação de contas do sec. Risolia

Veja texto do panfleto que o Sepe está produzindo sobre o Conexão Educação e a audiência de prestação de contas do secretário Risolia na Alerj no dia 18 de maio

PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO!

 Todos que estiveram na ALERJ, no dia 18 de maio, para acompanhar a audiência pública de prestação de contas da Secretaria Estadual de Educação relativa ao ano de 2010, pudemos testemunhar a vergonhosa participação da SEEDUC. Durante a apresentação, os assessores do secretário Wilson Risolia não conseguiram responder para a Comissão de Educação e Cultura o porquê dos dados da sua prestação de contas serem ainda os mesmos daqueles apresentados pela ex-secretária Tereza Porto numa audiência realizada no ano de 2005.

Conexão Educação foi desmascarado na Audiência

Quando a SEEDUC apresentou os dados recentes do “Conexão Educação” foi pior ainda, porque os mesmos dados tiveram sua veracidade colocados sob suspeita pela comissão. É bom lembrar que existe uma representação do deputado Marcelo Freixo no Ministério Público contra o Projeto do Conexão, pelo mesmo colocar notas nos boletins dos alunos que sequer tem professor em algumas disciplinas.

Nessa audiência, o SEPE quase não precisou intervir, porque os dados falaram por si mesmos, mostrando que o governo estadual promove uma grande  farsa quando diz que está investindo na educação estadual e isto tem que ser denunciado! Temos o exemplo da professora que se recusou a colocar nota em dois bimestres para alunos que não tiveram aula (ou o sistema assume o “Sem Professor” ou assume que mascara a real situação da rede). Mães dessa mesma escola denunciam que o boletim dos filhos ficou com nota 5 em disciplinas sem professor durante 3 bimestres. Vale a pena ver de novo a gravação dessa audiência na ALERJ! Até para aqueles que têm dúvida sobre o boicote, proposto pelo SEPE contra o Conexão Educação, terem certeza de que esta é a posição acertada contra o Plano de Metas.

SEEDUC pressiona para impedir boicote da categoria ao Conexão

Pelo fato de nosso movimento estar crescendo, a SEEDUC colocou em seu site um apelo e uma sutil ameaça que, no entanto, não impediu que fosse adiada, mais uma vez, o lançamento de notas nesse sistema totalmente desconectado com um projeto inovador de otimização de dados.

“Uma vez mais, gostaríamos de agradecer o comprometimento dos professores que trabalharam com empenho para fazer parte dos mais de 70% que lançaram suas notas até a semana passada.”

O não lançamento das notas até o dia 05/06 caracterizará o não cumprimento das normas estabelecidas pela Secretaria.”

E como se não bastasse, ainda apela mais:

“O empenho do professor em atualizar o boletim dos alunos no Conexão Educação é a base fundamental para o sucesso da gestão do ensino no estado. A partir das notas lançadas, a SEEDUC poderá analisar, historicamente, o desenvolvimento do aluno. O lançamento de notas é um componente essencial para as ações de correção de rumos ao longo do ano.”

Balela! O sucesso da gestão do ensino não depende de lançamento de notas num sistema caro e ineficiente. As notas dos nossos alunos fazem parte de um compromisso dos educadores com o processo de ensino-aprendizagem do qual não abrimos mão. O componente essencial para uma gestão político pedagógica na educação é um Projeto (não “plano de metas”) comprometido com a educação pública, com a democracia, com a autonomia dos Ppps de cada escola, com uma política de salários dignos.

Por último, precisamos lembrar a algumasdiretoras que elas fazem parte da categoria e não podem se comportar como algozes a serviço do governo!

Profissionais de educação, vamos dar uma resposta a esse Plano de Metas no dia 07 de Junho!

Todos à assembléia da rede estadual no Clube Municipal na Tijuca, às 14h.

SEPE- SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

SEPE 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Juiz suspende retirada de animais do zoológico de Niterói

Os animais do zoológico de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, não poderão mais ser retirados do local. O juiz Leopoldo Muylaert, titular da 3ª Vara de Fazenda de Niterói suspendeu na noite de quarta-feira (01º) a exigência de ajustamento de conduta, que dava prazo de 120 dias ao zoológico para retirar os animais do estabelecimento.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro em outubro do ano passado a remoção dos animais, porque as instalações do local não eram adequados.

Os animais que já foram retirados e estão no zoológico de Brasília, de Volta Redonda, do Rio de Janeiro e em criadouros comerciais. Não há data prevista para o retorno dos animais que já foram removidos do zoológico.

No dia 26 de maio, uma avaliação do Ibama afirmava que os animais do zoológico de Niterói viviam em espaços muito pequenos e que não oferecem condições ideais de sobrevivência.

Até gatos foram encontrados nos ambientes do zoológico, o que, segundo a instituição, pode comprometer a saúde dos animais selvagens por conta do risco de transmissão de doenças.

R7.com 

Vida de professor não é fácil



Essa é só a primeira...ainda tem mais vindo por aí!
Contribuição da camarada Vanessa.