Não sem razão, o físico inglês Paul Dirac foi batizado por seu colega dinamarquês Niels Bohr de “o homem mais estranho do mundo”. A alcunha inspirou o título de uma biografia escrita por Graham Farmelo que permanece inédita no Brasil: The strangest man – the hidden life of Paul Dirac, mystic of the atom. Lá fora, resenhas, elogios e prêmios. Aqui, até onde foi possível apurar, a única menção ao livro foi numa coluna para adolescentes num jornal paulistano (que o considerou “melhor livro do ano”). De lá para cá, silêncio do meio editorial.
Num mundo cheio de personalidades esquisitas e transtornos psiquiátricos cientificamente fundamentados, a personalidade excêntrica de Paul Dirac (1902-1984) poderia ser só mais uma. No entanto, a seu favor (ou, no caso, contra ele), pesa seu currículo: trata-se do mais jovem teórico até hoje a ganhar o Nobel de Física – isso foi em 1933. E já que a palavra consta dos dicionários: gênio.
Se alguém fizer uma lista dos cinco maiores físicos teóricos do século passado e não incluir esse inglês de cabeça triangular e bigodinho irritante à francesa, desconfie. Você não estará diante de um historiador da física profissional.
Dirac foi o cientista que juntou, num só quadro teórico, os dois pilares da física contemporânea: a relatividade (no caso, restrita) e a mecânica quântica. A primeira lida com fenômenos que envolvem velocidades próximas à da luz e massas que viram energia (e vice-versa), como previsto pela famosa fórmula E=mc2. A outra trata das profundas estranhezas do mundo atômico e subatômico, onde entidades ora são corpúsculos, ora são ondas, corpos se comunicam instantaneamente e partículas podem ocupar dois lugares ao mesmo tempo.
Estranhezas comparáveis à personalidade de Dirac.
Mas o inglês será sempre conhecido por ter – não sem resistência – visualizado na equação que hoje leva seu nome a antimatéria – no caso, apontou a existência de antielétrons, batizados logo depois pósitrons. A diferença básica entre matéria e antimatéria é o fato de suas cargas elétricas serem opostas. Hoje, a física sabe: toda partícula tem sua antipartícula. Na época, no entanto, aceitar a existência de um elétron positivo não foi discussão calma.
A antimatéria que brotou da mente de Dirac se mostrou realidade quatro anos mais tarde. Hoje, um dos temas candentes da física é: por que a matéria preponderou sobre a antimatéria na criação do universo?
Quadro psiquiátrico
O ponto alto do livro – e, talvez, o mais corajoso – é Farmelo esboçar Dirac como portador da síndrome de Asperger, tipo de autismo leve. Os argumentos do autor são convincentes, e o leitor fica fortemente desconfiado de que tamanhas esquisitices só poderiam ter raízes cravadas num quadro psiquiátrico.
Quando o irmão de Dirac se matou – talvez, em resposta a um quadro mental de depressão, fermentado pela chantagem emocional da mãe e pela mão pesada do pai no destino dos filhos –, o físico estranhou o fato de a perda de um filho causar tamanha dor nos pais. Além de lacônico até a fronteira da antipatia, Dirac era conhecido por interpretar literalmente as frases ditas a ele. Ele parecia demonstrar (alguma) afeição apenas com os mais chegados – com esses, apesar de lacônico, era sempre amigo fiel.
O físico se casou em 1937 com Margit Wigner, irmã do físico e matemático húngaro Eugene Wigner. Com Mandi, como também era conhecida, teve duas filhas. O Dirac de Farmelo é alguém que olhava para família, colegas e mesmo mulher e filhos com profunda indiferença, uma insensibilidade emocional patológica.
Três tópicos, porém, despertavam a atenção de Dirac e, com sorte, o fariam expelir meia dúzia de fonemas – e, com mais sorte ainda, uma expressão algo diferente de um rosto desértico em emoções:
1. Cher. Os programas dessa cantora norte-americana aos domingos à noite eram o ponto alto da semana para aquele físico magro, relativamente alto, de movimentos lentos, entradas profundas. Quando uma dessas apresentações coincidiu com a cerimônia do Oscar – da qual sua mulher não abriria mão –, o casal, depois de alguma tensão, decidiu comprar um segundo aparelho de TV – na época, bem longe dos preços acessíveis de hoje;
2. Mickey Mouse. O camundongo tinha poder suficiente para fazer Dirac largar o trabalho – uma de suas obsessões – e passar a tarde em uma sessão especial de cinema;
3. Valsas de Chopin. Aqui, bem, nada de esquisito.
Depois da Segunda Guerra, Dirac – mesmo alertado por colegas – saiu dos trilhos da física. Algo quase impensável para alguém que era referência em mecânica quântica até mesmo para Einstein (“Onde está meu [livro do] Dirac?”, costumava pedir o físico de origem alemã). Por sinal, assim como Einstein, teve dificuldades para entender os desígnios da estrutura teórica que criou. Como já foi dito, era o criador estranhando a criatura, esta agora domada por gerações mais jovens e impertinentes de físicos.
O livro de Farmelo é tremendamente saboroso. Volumoso, com acesso a documentação inédita, suas 539 páginas dão à obra exatos 4 cm de altura. É leitura fluida e bem escrita.
Alerta: não é livro para conhecer a obra de Dirac; ou seja, passa longe das chamadas biografias intelectuais – e que Farmelo seja abençoado por essa escolha. Se o leitor quer se enveredar por aí, sugere-se Dirac – a scientific biography, do competente historiador da física dinamarquês Helge Kragh. Obra de respeito, mas para pouquíssimos, mesmo os cevados nas artes dos números e símbolos abstratos.
Farmelo fez quase um livro sobre estranhezas da mente – que, mesmo assim (ou necessariamente assim), é notável. Nesse aspecto, lembra Uma mente brilhante, da jornalista Sylvia Nasar. A diferença é que Dirac nunca teve, como John Nash Jr., que engolir psicotrópicos pesados para levar seu dia a dia.
Mas, por enquanto, a melhor definição desse excelente livro de Farmelo fica por conta de nossas editoras: aquele que ainda não foi traduzido para o português. O mercado editorial brasileiro já comeu várias moscas. Mas manter The Strangest Man inédito é falta indesculpável.
Cássio Leite Vieira é jornalista e historiador da ciência. É editor de internacional da revista Ciência Hoje e autor de Einstein, o reformulador do universo (Odysseus).
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/o-silencio-mais-estranho
"A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos." Demócrito de Abdera
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Itaú furta R$ 245 milhões de clientes
Itaú lucra R$ 16,3 bilhões, demite mais de 7 mil, furta R$ 245 milhões de clientes do Rio e diz que é "Feito para Você".
Antes que o poderoso banco envie seus advogados para me processar, esclareço que uso o verbo furtar no sentido que lhe dá o dicionário Aurélio:
Apoderar-se de (coisa alheia móvel); subtrair fraudulentamente (coisa alheia); roubar.
É disso que o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) acusa o Itaú, e também o Santander e o HSBC.
*****
De acordo com o MPF,(...) o Itaú-Unibanco é alvo de três ações por tarifas cobradas dos clientes do Unibanco: R$ 100,8 milhões em comissão sobre operações ativas, R$ 80,4 milhões por comissão de manutenção de crédito e R$ 64 milhões por multa por devolução de cheques.
As ações civis públicas, movidas pelo procurador da República Claudio Gheventer, pedem a restituição do dobro dos valores cobrados indevidamente com juros e correção.
Além dos ressarcimentos, o ministério quer o pagamento de indenizações por danos morais coletivos entre R$ 5 milhões a R$ 30 milhões. Os recursos serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, para projetos de recomposição de danos ao consumidor e ao meio ambiente, entre outros.
Antes de entrar na Justiça, o MPF enviou recomendações para que os bancos fizessem o ressarcimento aos clientes. "Em razão do não acatamento das recomendações encaminhadas pelo MPF, foram propostas ações civis públicas, a fim de que a Justiça determine o ressarcimento das tarifas cobradas indevidamente", disse o procurador.
*****
Segundo o Sindicato dos Bancários, o Itaú lucrou R$ 13 bilhões líquidos em 2010 e mais R$ 3,35 bilhões só no primeiro trimestre deste ano.
Mesmo com esse lucro absurdo, monstruoso, aviltante, escorchante, indecente etc. o Itaú teria demitido mais de 7 mil funcionários.
E ainda dizem que o Itaú é feito para você. É ruim, heim!
http://altamiroborges.blogspot.com/
Antes que o poderoso banco envie seus advogados para me processar, esclareço que uso o verbo furtar no sentido que lhe dá o dicionário Aurélio:
Apoderar-se de (coisa alheia móvel); subtrair fraudulentamente (coisa alheia); roubar.
É disso que o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) acusa o Itaú, e também o Santander e o HSBC.
*****
De acordo com o MPF,(...) o Itaú-Unibanco é alvo de três ações por tarifas cobradas dos clientes do Unibanco: R$ 100,8 milhões em comissão sobre operações ativas, R$ 80,4 milhões por comissão de manutenção de crédito e R$ 64 milhões por multa por devolução de cheques.
As ações civis públicas, movidas pelo procurador da República Claudio Gheventer, pedem a restituição do dobro dos valores cobrados indevidamente com juros e correção.
Além dos ressarcimentos, o ministério quer o pagamento de indenizações por danos morais coletivos entre R$ 5 milhões a R$ 30 milhões. Os recursos serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, para projetos de recomposição de danos ao consumidor e ao meio ambiente, entre outros.
Antes de entrar na Justiça, o MPF enviou recomendações para que os bancos fizessem o ressarcimento aos clientes. "Em razão do não acatamento das recomendações encaminhadas pelo MPF, foram propostas ações civis públicas, a fim de que a Justiça determine o ressarcimento das tarifas cobradas indevidamente", disse o procurador.
*****
Segundo o Sindicato dos Bancários, o Itaú lucrou R$ 13 bilhões líquidos em 2010 e mais R$ 3,35 bilhões só no primeiro trimestre deste ano.
Mesmo com esse lucro absurdo, monstruoso, aviltante, escorchante, indecente etc. o Itaú teria demitido mais de 7 mil funcionários.
E ainda dizem que o Itaú é feito para você. É ruim, heim!
http://altamiroborges.blogspot.com/
Rússia lança rival do telescópio Hubble ao espaço
Radiotelescópio russo Spektr-R é capaz de produzir imagens com resolução 100.000 maior que as do telescópio americano Hubble
A Rússia lançou nesta segunda-feira o radiotelescópio Spektr-R, desenhado para ser o mais poderoso observatório do espaço profundo (regiões além da Lua que não sofrem a influência gravitacional da Terra) do mundo. É o primeiro deste tipo enviado por Moscou em 25 anos. Com uma antena de dez metros de diâmetro, o equipamento deve ser capaz de produzir imagens com uma resolução 100.000 vezes maior do que o famoso telescópio espacial Hubble.O Spektr-R tem como objetivo desvendar alguns segredos dos mais enigmáticos objetos do universo: buracos negros, as misteriosas fontes luminosas dos quasares (corpos com núcleo galáctico ativo localizados nos confins do cosmo, parecidos com estrelas, só que com muito mais massa e emissão de radiação) e pulsares (pequenas estrelas de nêutrons que emitem forte energia eletromagnética).
“O telescópio irá permitir que olhemos para os locais mais longínquos do universo com uma boa resolução, recebendo dados sobre fenômenos extra-galácticos”, afirma Viktor Khartov, idealizador do projeto no Instituto Lavochkin. “O mundo inteiro está esperando por isso”.
O observatório – parte do projeto Radioastron - foi lançado com um foguete Zenit da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão, e dá início ao projeto de um sistema unificado terrestre-espacial que envolve físicos da Rússia e de outros países. O Spektr-R deve seguir uma órbita elíptica a 340 mil quilômetros, beneficiado pela gravidade da Lua, durante pelo menos cinco anos.
Depois de um longo período sem enviar nenhum grande equipamento ao espaço, a Rússia planeja também enviar em novembro de 2011 a sonda Fobos-Grunt, que deve retornar à Terra com amostras de uma das luas de Marte. Será a primeira missão interplanetária russa depois da fracassada Mars 96.
Veja
Nasa vive pior momento de sua história
A exploração do universo por meio de sondas e robôs não vai parar com o fim dos ônibus espaciais. O problema é a exploração espacial humana. Há um clima de incerteza nunca antes percebido na Nasa. Falta um grande objetivo capaz de inspirar os engenheiros da agência para o desenvolvimento da próxima geração de transporte espacial de seres humanos. Até agora, as propostas das empresas privadas e da própria Nasa giram basicamente em torno das cápsulas, sistema utilizado pelo homem há 50 anos. A Nasa está andando para trás. É o que pensa Anthony England, ex-astronauta e professor de engenharia da Universidade de Michigan. O engenheiro entrou para a Nasa em 1967. Aos 29 anos, trabalhou na missão Apollo 16 (o quinto pouso na Lua) a partir do centro de comando terrestre, passando instruções para os astronautas no satélite natural. Além disso, voou no ônibus espacial Challenger em 1985 como especialista senior.
England teve o privilégio de acompanhar o nascimento e o fim de um dos programas mais ousados e bem sucedidos da história espacial mundial - o Apollo, que levou o homem à Lua - e fez parte do nascimento de uma nova era de transporte tripulado ao espaço, os ônibus espaciais. England deixou a agência em 1988. Com o pouso final do Atlantis, nesta quinta-feira, vai demorar alguns anos até que uma nave americana tripulada entre na órbita da Terra. Até lá, os americanos terão de engolir seco e fazer algo que não estão acostumados: depender exclusivamente dos russos para chegar à Estação Espacial Internacional. Apesar de estar em uma posição frágil, a Nasa afirma que está tudo bem e que o momento vivido é parecido com o fim do programa Apollo. Mas não é bem assim. Com discurso alarmado, mas ainda assim otimista, England explica ao site de VEJA por que o fim dos ônibus espaciais representa a maior crise vivida pela Nasa desde sua criação - e conta como ela pode dar a volta por cima.
Leia a entrevista completa: Veja
O que mais será preciso para cassar Cabral???
Tudo está sendo descoberto. Os principais projetos do governo Cabral, aqueles que faziam tanto sucesso na mídia, estão sendo desmascarados como os maiores casos de superfaturamento da história do nosso Estado.
As UPA’s? Caixas de metais que custam aos cofres públicos R$9 milhões por ano, sem equipamento e sem mão-de-obra, fabricados pelo amigo do governador em uma metalúrgica que emite notas falsas de outra metalúrgica que também pertence ao mesmo amigo... é difícil mesmo de entender e essa é a intenção. Os crimes envolvidos nesse processo são tantos que não dá nem pra contar nos dedos...
As UPP’s? Além dos últimos episódios, como o tiroteio em Santa Tereza nas comunidades “pacificadas” e a volta do tráfico de drogas em diversos locais onde elas foram instaladas, o caso de superfaturamento da estrutura, a exemplo da UPA, também sem repete. E adivinha quem fabrica essas estruturas? O mesmo amigo de Cabral, Sr. Ronald Carvalho, que vêm causando prejuízos irreparáveis aos cofres públicos, forjando licitações, emitindo notas falsas, entre outras coisas, conforme matéria publicada na VEJA desta semana.
Olhando todo esse mar de lama dá pra perceber como Cabral conseguiu comprar uma casa de R$4 milhões em Mangaratiba e um apartamento de mesmo valor no Leblon.
Dá até pra entender como o Secretário de Saúde, sr. Sérgio Côrtes, que além das UPA’s também está envolvido no superfaturamento de remédios amplamente noticiado no início do ano passado, conseguiu comprar uma mansão do lado da mansão de Cabral.
O que mais será preciso para Cabral ser cassado? Essa é a pergunta.
As UPA’s? Caixas de metais que custam aos cofres públicos R$9 milhões por ano, sem equipamento e sem mão-de-obra, fabricados pelo amigo do governador em uma metalúrgica que emite notas falsas de outra metalúrgica que também pertence ao mesmo amigo... é difícil mesmo de entender e essa é a intenção. Os crimes envolvidos nesse processo são tantos que não dá nem pra contar nos dedos...
As UPP’s? Além dos últimos episódios, como o tiroteio em Santa Tereza nas comunidades “pacificadas” e a volta do tráfico de drogas em diversos locais onde elas foram instaladas, o caso de superfaturamento da estrutura, a exemplo da UPA, também sem repete. E adivinha quem fabrica essas estruturas? O mesmo amigo de Cabral, Sr. Ronald Carvalho, que vêm causando prejuízos irreparáveis aos cofres públicos, forjando licitações, emitindo notas falsas, entre outras coisas, conforme matéria publicada na VEJA desta semana.
Olhando todo esse mar de lama dá pra perceber como Cabral conseguiu comprar uma casa de R$4 milhões em Mangaratiba e um apartamento de mesmo valor no Leblon.
Dá até pra entender como o Secretário de Saúde, sr. Sérgio Côrtes, que além das UPA’s também está envolvido no superfaturamento de remédios amplamente noticiado no início do ano passado, conseguiu comprar uma mansão do lado da mansão de Cabral.
O que mais será preciso para Cabral ser cassado? Essa é a pergunta.
Inacreditável enriquecimento da família Picciani
Garotinho conseguiu montar um impressionante arquivo de denúncias contra Cabral, o que nem foi difícil, já que praticamente desde o início do mandato do atual governador já começavam a circular pesadas acusações. Esta semana, porém, o blog deu uma pausa no bombardeio a Cabral e voltou os canhões em direção à surpreendente família do ex-deputado Jorge Picciani, ex-presidente da Assembléia (Alerj) e atualmente presidente estadual do PMDB.
O blog do Garotinho, ilustrado com gráficos e fotografias, mostra que Picciani, quando começou a carreira política. morava no subúrbio de Ricardo de Albuquerque e usava um fusquinha para ir aos comícios. Bem, vamos logo transcrever as denúncias, porque vale a pena conferir a que ponto chegou a política no segundo mais importante estado do país, na era da dupla Cabral-Picciani.
“Era um sujeito humilde que dizia que queria lutar por uma vida melhor para os seus concidadãos. Mas vejam as voltas que a vida dá. Foi na política que descobriu que tinha uma vocação ainda maior para os negócios. Continuou lutando por uma vida melhor, mas só que para a sua família. Em poucos anos como poderão ver abaixo, se transformou no Rei do Gado, com uma evolução patrimonial excepcional. Um faro e uma sorte nos negócios de deixar Eike Batista com inveja.
Para que ninguém tenha dúvidas, todos os documentos relativos à evolução patrimonial da família Picciani são oficiais. Vamos então começar pelo patriarca da família Picciani, o ex-deputado Jorge Picciani. Notem que no ano de 2000, sua declaração de renda(bens) era de R$ 1.345.777,57. Em 2011, ele alcança sozinho R$ 27.367.931,08. É uma evolução realmente fantástica!Além de muito competente para aumentar o patrimônio, o ex-deputado Picciani também é muito esperto. Atualizou o capital social de sua empresa de pecuária Agrobilara, somente agora, em 11 de abril de 2011, apesar de ter incorporado a empresa Agrovaz, desde fevereiro de 2009. Mas se tivesse feito a atualização antes, sua declaração ao TRE, no ano passado, não seria de um patrimônio de R$ 11 milhões, mas sim de R$ 27 milhões. Poderia parecer ao eleitor que ficou rico demais, depressa demais.
Mas Picciani não é um fenômeno sozinho, é um excelente pai que ensinou ao filho Leonardo Picciani os segredos de fazer bons negócios e também lhe passou a mesma sorte.
Leonardo Picciani (atual secretário estadual de Habitação, licenciado) seguiu os passos do pai entrando para a política, se elegendo deputado federal, mas acabou descobrindo sua vocação familiar para fazer negócios. Em 2000 declarou no Imposto de Renda R$ 365.624,60, e agora, com o aumento de participação na Agrobilara, seu patrimônio deu um salto para R$ 9.885.603,00, como podem conferir no gráfico abaixo.
Ele é secretário de Habitação de Sérgio Cabral. Se construísse casas para o povo na mesma velocidade que aumenta o seu patrimônio não haveria um sem teto no Rio de Janeiro.
Na eleição do ano passad,o Picciani decidiu lançar na política mais um filho, o caçula Rafael. Agora vejam o que é o destino e a herança genética, o jovem Rafael, de 25 anos, se revelou também um gênio para os negócios. Em 2009, Rafael declarou R$ 1.970.719,33. Agora em 2011, pulou para R$ 7.970.719,33. Em apenas dois anos, quadriplicou o patrimônio. Realmente Rafael, aos 25 anos, é o que se pode chamar de menino prodígio. Deveria ser convidado pela presidente Dilma, para ser ministro do Crescimento Econômico.Agora observem a evolução de Picciani pai, mais os filhos Leonardo e Rafael. É bom ressaltar que não estão incluídos, a mulher Márcia e outro filho Felipe, que é quem administra os negócios da família. Não é fantástico? De 2000 para 2011 os três aumentaram juntos o patrimônio, de 1.711.402,07 para R$ 58.174.253,61. Um crescimento astronômico de 3.400%.
Mas não pensem que termina por aí. Não, tem muito mais. Como não obtivemos as informações sobre o patrimônio da mulher do Rei do Gado, Márcia Monteiro Picciani, e do seu filho Felipe Picciani, ainda falta muito, muito mesmo, no patrimônio da família. Mas é importante destacar que Márcia e Felipe, só na Agrobilara tiveram um aumento de participação de R$ 13 milhões, em 2011. Não dispomos das informações de tudo o que declararam como patrimônio. Falta, portanto, incluir o valor total das cotas de Márcia e Felipe na Agrobilara e imóveis ou outros negócios que possam lhes pertencer.
Bem, nunca é demais lembrar que isto tudo, esta fortuna familiar que se formou em tempo recorde é só o que está declarado, Dizem que há muito mais, mas não podemos provar.
Vocês devem estar estarrecidos, mas surge uma pergunta no meio da história do humilde morador de Ricardo de Albuquerque que virou o milionário Rei do Gado: se Picciani que é subordinado a Cabral há muitos anos, desde os tempos em que Cabral era o presidente da ALERJ, e ele o secretário tem isso tudo declarado, e o chefe Cabral, quanto tem?
Tribuna da imprensa Professores continuam em greve e acampados no Rio
Professores em greve passaram o segundo final de semana acampados em frente ao prédio da secretaria estadual de Educação do Rio. Uma das reivindicações é o reajuste salarial.
R7.com
R7.com
SEEDUC anuncia erro e diz que não haverá descontos da greve na rede estadual: pagamento será integral no início de agosto
O Sepe tem recebido um número muito grande de emails de profissionais da rede estadual, reclamando sobre descontos que foram feitos pela SEEDUC e que constam nos contracheques do mês de julho disponibilizados pelo Proderj na internet. A SEEDUC publicou uma nota de esclarecimento no seu site (http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=551673) afirmando que os contratcheques disponíveis no internet foram fechados antes da decisão judicial que impediu o desconto e, portanto, não tem validade. Segundo a Secretaria, no início de agosto, os profissionais receberaão seus vencimentos normalmente, sem os descontos. Os contracheques que estão na internet, portanto, devem ser desconsiderados.
http://www.seperj.org.br/
http://www.seperj.org.br/
Brasileiros ganham medalhas em olimpíada internacional de física
Pela primeira vez na história da Olimpíada Internacional de Física (IPhO, na sigla em inglês) um estudante brasileiro conquistou uma medalha de ouro. Gustavo Haddad Braga, de 16 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio, do Colégio Objetivo. Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, do segundo ano, conquistou o bronze.
Realizada em Bangkok, na Tailândia, de 10 a 18 de julho, a IPhO reuniu cerca de 393 participantes, de 83 países, muitos deles tradicionais competidores do torneio, que é o mais desafiador dentre todas as olimpíadas científicas de física existentes no mundo.
Os estudantes fizeram três provas teóricas e duas experimentais, com duração de 5 horas cada uma. O exame teórico foi composto por três problemas dissertativos: um sobre eletricidade, em comemoração ao centenário do núcleo do átomo de Rutherford; outro sobre gravitação; e outro envolvendo variados conteúdos. Eles abrangeram tópicos da física estudados no ensino médio e também no ensino superior.
Já o exame experimental apresentou duas partes: uma envolvendo uma caixa preta de eletricidade, em que o aluno, por meio de experimentos e medidas, deveria descobrir qual o tipo de circuito dentro da caixa, encontrar alguns parâmetros e, em seguida, usar o circuito como um medidor digital e determinar sua precisão.
O outro experimento envolveu conceitos de mecânica e determinação do centro de massa de um sistema de corpos. Isso, segundo o professor de física Ronaldo Fogo, se aplica à construção de prédios, produção de automóveis, determinação de estabilidade de máquinas etc.
O professor Ronaldo Fogo conta que tanto a prova teórica como a experimental foram trabalhosas e difíceis, levando os alunos à exaustão. Ele complementa que esse nível de exigência propicia à IPhO o prestígio internacional pelo qual é reconhecida no mundo acadêmico.
O medalhista de ouro, Gustavo Haddad, disse que geralmente os brasileiros têm problemas com as provas práticas, mas dessa vez foi diferente pois eles passaram uma semana treinando nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. "O desempenho depende de como você está no dia prova. Não esperava ganhar o primeiro lugar, mas nosso treinamento foi bom. Usamos diversos laboratórios bem avançados. Deu para treinar bem", diz.
Haddad passou a se interessar pelas olimpíadas durante o ensino fundamental, incentivado por uma professora. "As competições envolvem criatividade. Tem de ser criativo para encontrar as respostas e é um desafio utilizar o conhecimento do ensino médio como ferramenta." No ano passado, o brasileiro conquistou medalhas de bronze em competições na Croácia e na China.
O estudante foi aprovado como treineiro no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da USP, na área de exatas, no ano passado. Neste ano, pretende tentar uma vaga nos cursos de física ou engenharia nas mesmas universidades.
G1.com
Realizada em Bangkok, na Tailândia, de 10 a 18 de julho, a IPhO reuniu cerca de 393 participantes, de 83 países, muitos deles tradicionais competidores do torneio, que é o mais desafiador dentre todas as olimpíadas científicas de física existentes no mundo.
Os estudantes fizeram três provas teóricas e duas experimentais, com duração de 5 horas cada uma. O exame teórico foi composto por três problemas dissertativos: um sobre eletricidade, em comemoração ao centenário do núcleo do átomo de Rutherford; outro sobre gravitação; e outro envolvendo variados conteúdos. Eles abrangeram tópicos da física estudados no ensino médio e também no ensino superior.
Já o exame experimental apresentou duas partes: uma envolvendo uma caixa preta de eletricidade, em que o aluno, por meio de experimentos e medidas, deveria descobrir qual o tipo de circuito dentro da caixa, encontrar alguns parâmetros e, em seguida, usar o circuito como um medidor digital e determinar sua precisão.
O outro experimento envolveu conceitos de mecânica e determinação do centro de massa de um sistema de corpos. Isso, segundo o professor de física Ronaldo Fogo, se aplica à construção de prédios, produção de automóveis, determinação de estabilidade de máquinas etc.
O professor Ronaldo Fogo conta que tanto a prova teórica como a experimental foram trabalhosas e difíceis, levando os alunos à exaustão. Ele complementa que esse nível de exigência propicia à IPhO o prestígio internacional pelo qual é reconhecida no mundo acadêmico.
O medalhista de ouro, Gustavo Haddad, disse que geralmente os brasileiros têm problemas com as provas práticas, mas dessa vez foi diferente pois eles passaram uma semana treinando nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. "O desempenho depende de como você está no dia prova. Não esperava ganhar o primeiro lugar, mas nosso treinamento foi bom. Usamos diversos laboratórios bem avançados. Deu para treinar bem", diz.
Haddad passou a se interessar pelas olimpíadas durante o ensino fundamental, incentivado por uma professora. "As competições envolvem criatividade. Tem de ser criativo para encontrar as respostas e é um desafio utilizar o conhecimento do ensino médio como ferramenta." No ano passado, o brasileiro conquistou medalhas de bronze em competições na Croácia e na China.
O estudante foi aprovado como treineiro no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da USP, na área de exatas, no ano passado. Neste ano, pretende tentar uma vaga nos cursos de física ou engenharia nas mesmas universidades.
G1.com
Mentor da Ficha Limpa lamenta posse de parlamentares barrados e diz que desafio agora será a eleição de 2012
RIO - O juiz Marlon Reis, um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), lamentou em entrevista ao GLOBO a posse de políticos , na Câmara, que haviam sido barrados pela Lei da Ficha Limpa. Ele afirmou que havia outras possibilidades de interpretação sobre a postergação da sua validade - o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a lei vale somente para depois de 2012. Marlon chama a atenção para o fato de que, agora, o objetivo do MCCE é garantir a Ficha Limpa para as próximas eleições municipais. Para que isso se torne realidade, além da decisão do STF, ele tem confiança no sucesso de uma ação impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tenta fazer com que não haja mais dúvidas sobre a constitucionalidade da lei. Ela deve ser julgada já no segundo semestre deste ano.
Leia mais sobre esse assunto em O Globo
Leia mais sobre esse assunto em O Globo
domingo, 24 de julho de 2011
Rede estadual protestou na Praia do Leblon na manhã deste domingo
Os profissionais da rede estadual realizaram um protesto na Praia do Leblon na manhã deste domingo (24/7). Desde as 9h, a categoria se concentrou no Jarim de Alá e, de lá, se dirigiu em passeata até a altura do posto 12, onde foram colocados na praia centenas de cartazes com a reproduçao de contracheques de professores e funcionários. O local escolhido para o enterro simbólicos dos contracheques fica na esquina da rua Aristides Espínola, local onde o governador residiu com a sua família, antes do seu divórcio. Os profissionais também fizeram um mosaico formando as palavrar SOS Educação e, durante toda a passeata exigiram que o governo do estado reabra as negociaçoes em torno das reivindicações da categoria, em greve desde o dia 7 de junho. Os bombeiros e a PM também foram representados na passeata e muitos populares pegaram o microfone para dar o seu apoio aos profissionais da educaçao em greve e contra os escândalos do governo Cabral.
Manutenção de VW a custo de BMW
Gastos com terceirização dos veículos da Polícia Militar dariam para triplicar a frota
O projeto do governo do estado de terceirização dos carros da Polícia Militar - cujos contratos com uma única empresa somam mais de R$ 900 milhões - desembolsa, apenas com a manutenção dos carros, dinheiro suficiente para triplicar a frota. Assinado em 2007, o primeiro contrato com a Júlio Simões Transportes previa aquisição, manutenção e gestão de 578 Gols e 54 Blazers. Do total de R$ 69,8 milhões, cerca de 67% foram destinados à empresa em 30 parcelas iguais para arcar com a manutenção dos carros. A discrepância dos valores levou a 7 Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Ministério Público estadual a instaurar um inquérito para apurar indícios de superfaturamento no negócio.
Valor é maior que o pago pela Defesa Civil
A terceirização da frota foi uma espécie de resposta ao filme "Tropa de Elite", que, em 2007, mostrou a corrupção nas oficinas que existiam nos batalhões. O projeto conseguiu mudar o aspecto dos carros da polícia e agilizou a reposição dos veículos danificados, mas tudo a um custo nunca antes visto. No primeiro contrato, que serviu de modelo para os demais, o governo pagou R$ 2.313 pela manutenção mensal de cada um dos 578 Gols. Ao fim de 30 meses - antes da prorrogação que levou o contrato a ser encerrado apenas no ano passado -, o estado desembolsou R$ 40 milhões em reparos. Com esse dinheiro, que equivale hoje a R$ 47 milhões, seria possível adquirir 1.243 novos Gols, modelo 2011, completos, com motor 1.6 - sem levar em conta o desconto que o estado poderia ganhar.
Caso optasse por trocar a frota periodicamente, o dinheiro da manutenção daria para o governo substituir os 578 Gols a cada dez meses - período no qual os carros da polícia rodam, em média, cem mil quilômetros. Em outros dois contratos (2008 e 2010), o custo unitário e mensal com a manutenção dos Gols continuou elevado: R$ 2.685 e R$ 2.892. Os valores acertados entre 2007 e 2010 pelo governo para a manutenção dos veículos superam até mesmo o preço obtido pela Secretaria estadual de Defesa Civil na semana passada. O órgão anunciou a contratação da Peça Oil Distribuidora para fazer a manutenção preventiva e corretiva de 115 ambulâncias. O valor mensal a ser pago por cada veículo ao longo de seis meses: R$ 2.212.
Para ter outros parâmetros de comparação, O GLOBO conversou com técnicos de três concessionárias da Volkswagen localizadas na Barra, na Zona Sul e na Zona Norte. Segundo eles, um Gol zero deve passar por revisão a cada dez mil quilômetros ou seis meses de uso. Os técnicos explicaram que, para um carro que roda até cem mil quilômetros a cada dez meses, seriam necessárias ainda revisões mais completas, possivelmente com a substituição de amortecedores, suspensão, pneus e itens que sofrem desgaste no motor. Além disso, seria preciso fazer alinhamento e balanceamento. No total, com as revisões mensais e outras duas mais completas, o governo gastaria cerca de R$ 11.200 em dez meses com cada Gol. Com a Júlio Simões, o estado pagou R$ 23 mil. Para Cláudio Gurgel, professor de administração pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), os valores desembolsados não são razoáveis. Na avaliação de Gurgel, mesmo que a concepção de terceirizar a frota da polícia seja acertada, os cálculos sobre os custos do serviço deveriam ter sido feitos pelo governo antes da assinatura dos contratos:
- Um dos princípios da administração pública é a razoabilidade. Esses valores não me parecem razoáveis. O gestor público, que infelizmente vem abrindo mão de gerir o serviço público em favor do setor privado, tem a obrigação de fazer essas contas e cobrar do prestador que ele reduza os valores.
Já Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec, considera que os valores dos contratos poderiam ser reavaliados. Para ele, os custos mostram que não se pode descartar, por exemplo, a hipótese de substituição de toda a frota a cada período específico e, além disso, com uma possível negociação direta com os fabricantes:
- Sabemos que os carros da PM de fato sofrem um desgaste grande. São veículos que circulam 24 horas por dia e que sofrem avarias constantes. Mas os valores mostram que é preciso uma reavaliação, com a possibilidade de aquisição dos carros a cada dez meses, por exemplo. É uma possibilidade que pode ser levada em conta, dados os custos dos contratos de manutenção.
Desde 2007, o governo assinou quatro contratos com a Júlio Simões - agora denominada apenas JSL - que somam R$ 418 milhões. Todos são para aquisição, manutenção e gestão da frota de 3.344 veículos para a polícia, entre eles Gols, Blazers, picapes, motos e furgões. A frota foi distribuída inicialmente entre os batalhões da capital e da Baixada Fluminense, mas hoje já atende a todo o estado. Há duas semanas, o governo assinou mais um contrato de terceirização da frota, dessa vez com a CSBrasil Transportes, empresa do grupo JSL, no valor de R$ 490 milhões. Serão mais 1.508 veículos novos: 1.187 Renault Logans e 321 Blazers. Autor dos ataques na Noruega preparava ação desde 2009 e escreveu manifesto de 1.500 páginas contra 'dominação islâmica' e marxistas
OSLO, Noruega - Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente por Anders Behring Breivik, o norueguês que matou 92 pessoas em dois atentados em Oslo na última sexta-feira , revela que o ataque já era preparado desde o outono de 2009.
Anders Behring Breivik, um norueguês de 32 anos, deixou para trás um manifesto detalhado descrevendo como se preparou para os ataques e convocando para uma guerra civil e cristã a fim de defender a Europa contra a ameaça de dominação muçulmana, divulgaram neste sábado as autoridades norueguesas e americanas que participam das investigações.
O documento detalha ainda os seus preparativos, destacando "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas". Ele ainda admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a II Guerra Mundial" por seus atos.
O texto, escrito em inglês, tem o título "A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083, em tradução livre) e é assinado por "Andrew Berwick". "Meu nome, Breivik, remonta à época anterior a dos vikings. Behring é um nome germânico pré-cristão que deriva da palavra Behr, que em alemão significa urso e Anders (Andreas) é o equivalente escandinavo de Andrew", explica o assassino.
Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, um discurso contra o Islã e o marxismo, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque. Segundo seus próprios relatos, ele teria realizado um primeiro teste de detonação de uma bomba - que foi bem sucedido - em um local remoto no dia 13 de junho, sem deixar vítimas. Em meio aos relatos sobre a fabricação de bombas, o assassino dá ainda detalhes de sua rotina assistindo televisão, incluindo o concurso de música Eurovision e o drama policial americano The Shield.
"Um alvo prioritário é a reunião anual do partido socialista democrata", diz o texto que também explica como montar uma empresa de fachada, mineradora ou agrícola, para adquirir explosivos. Breivik tocava uma empresa de agricultura dedicada ao cultivo de hortaliças no leste da Noruega, o que lhe permitiu acumular grandes quantidades de fertilizante, que pode ser usado na fabricação de explosivos. Loiro, cristão e de extrema-direita, Anders Behring Breivik estava fora do radar da polícia norueguesa.
Ao final do texto, ele afirma "acredito que será minha última postagem. Estamos na sexta-feira, 22 de julho, às 12h 51min". O trecho foi o último escrito apenas três horas antes da explosão de uma bomba no centro de Oslo e do posterior ataque à colônia de férias de jovens do Partido Trabalhista.
Anders Behring Breivik admitiu que participou dos ataques, que "foram planejados há muito tempo", informou um de seus advogados, Geir Lippestad. Ele também é apontado como autor de um vídeo publicado no YouTube na sexta-feira. Na gravação, ele apela para que os conservadores cristãos na Europa levantem-se juntos em uma manifestação violenta em uma versão moderna dos Cavaleiros Templários das Cruzadas para salvar a Europa do totalitarismo islâmico.
Perto do fim, Breivik aparece vestindo um uniforme militar e segurando armas. Segundo o "The New York Times", o vídeo ficou poucas horas no ar e foi removido do site no sábado.
Uma página no Facebook e no Twitter dão outras pistas sobre suas motivações "Uma única pessoa com convicção tem a mesma força de 100.000 que têm apenas uma vontade", escreveu.
As postagens, junto ao que se conhece sobre ele publicamente, se alinham com o massacre, embora fosse de difícil previsão diz a polícia.
Breivik foi membro do Partido de direita e tinha uma ideia fixa, o que o levou ao extremo de matar mais de 90 pessoas.
O homem classificou seus atos , de acordo com o seu advogado de defesa, de "atrozes, mas necessários". Anders Behring prestará os esclarecimentos em uma audiência na Justiça nesta segunda-feira e o tribunal decidirá se o suspeito deve permanecer preso.
Brasil apoia palestinos na ONU e irrita Israel
Comunicado a Abbas por Lula, voto brasileiro a favor do reconhecimento internacional é festejado em Ramallah; israelenses tentam 'conter danos'
Roberto Simon - O Estado de S.Paulo - O governo Dilma Rousseff já se decidiu: em setembro, quando a Autoridade Palestina pedir para se tornar o 194.º país-membro da ONU, terá o voto brasileiro. A garantia de apoio foi passada ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, por um mensageiro especial de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, há menos de um mês. Lula prontificou-se ainda a pessoalmente ajudar Ramallah a conquistar votos de países em desenvolvimento.
Israel, do outro lado, tenta agora uma ofensiva para "contenção de danos". Dois integrantes do primeiro escalão do governo estão a caminho do Brasil. Um deles, Moshe Yaalon, vice do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu (mais informações na página A19), solicitou um encontro com Dilma - que deverá ser recusado pelo Planalto.
Os israelenses sabem que ao final não conseguirão reverter a decisão brasileira, mas querem evitar que Brasília "puxe votos" contra Israel. "O objetivo do Brasil é ajudar a criar um fato político que empurre israelenses e palestinos para uma negociação direta. Do jeito que está, o conflito tende a se eternizar", explicou ao Estado o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia. "A questão palestino-israelense é o foco de desestabilização do Oriente Médio", defendeu Garcia.
Em entrevista no último domingo ao Estado, o chanceler Antonio Patriota havia indicado que o Brasil "não terá dificuldades em votar a favor" do reconhecimento do Estado palestino pelas Nações Unidas. Dilma discursará na sessão anual da Assembleia-Geral da ONU, quando virá à baila a questão. Ela será a primeira a subir à tribuna em Nova York, conforme a tradição que, desde 1947, reserva ao Brasil a abertura dos discursos de chefes de Estado, ministros e demais autoridades nacionais na plenária. O reconhecimento dos palestinos pela ONU, porém, deverá passar ainda pelo Conselho de Segurança, onde provavelmente acabará vetado pelos EUA.
Organizações Globo sofrem para defender Sérgio Cabral
Reprodução do jornal O Globo de ontem (23-07-2011)
O jornal O Globo sofre para defender o FANFARRÃO do Sérgio Cabral.
Leiam a opinião das Organizações Globo abaixo, motivada pelo assalto no hotel de luxo em Santa Teresa, bairro com duas UPP's.
Leiam a opinião das Organizações Globo abaixo, motivada pelo assalto no hotel de luxo em Santa Teresa, bairro com duas UPP's.
Diz as Organizações Globo, que mesmo com as UPP's, se faz necessário o policiamento ostensivo.
Ué, mas as UPP's não são um "policiamento ostensivo" nas comunidades que são pacificadas ?
Ué, mas as UPP's não são um "policiamento ostensivo" nas comunidades que são pacificadas ?
Nesse ponto a Globo se quebra, já que mesmo em comunidades com UPP's, ou seja, policiamento ostensivo os crimes continuam. Revelando-se o FRACASSO das pacificações.
Por fim, as Organizações Globo como defendem os interesses dos poderosos, deve estar preocupada com o aumento da violência na Zona Sul, e diz que o policiamento ostensivo "deve ser aplicado em todos os bairros, com ou sem unidade pacificadora porto".
Isso sim é coerente, o policiamento deve ser ostensivo em todos os bairros, mas pergunta-se, com que policiais, se hoje todos os PM's estão indo direto para as UPP's ?
Hoje o Rio de Janeiro não tem efetivo de policiais necessários para as UPP's de Sérgio Cabral e ficar nas ruas, resultado, as pacificações estão falhando, e bandidos estão fazendo a festa no asfalto.
http://ricardo-gama.blogspot.com/
Por que o livro é tão caro no Brasil?
Por Milton Ribeiro em 19/07/2011
O preço do livro no Brasil é efetivamente alto ou as editores conseguiriam produzir livros a preço menor? Nosso mercado é pequeno apenas por razões culturais ou o preço é fator determinante? Com a finalidade de responder estas perguntas, o Sul21 ouviu editores, livreiros e leitores a fim de conhecer suas opiniões e, inevitavelmente, seus cálculos, pois estamos em assunto que envolve não apenas a cultura.
João Pedro Dullius, proprietário da rede de livrarias Beco dos Livros, vende livros usados, novos e pockets. Ele afirma que “a diferença básica que existe entre o Brasil e os principais países europeus e os Estados Unidos é que lá, quando um livro é lançado, há duas versões: uma pocket, que vende milhares de exemplares e é para o consumidor comum, e a brochura, que é para aquela pessoa que tem poder aquisitivo maior ou para as universidades e bibliotecas. Os últimos são livros de melhor acabamento, ideais para serem consultados”. Peter, como é mais conhecido, completa dizendo que só passamos a ter livros baratos – normalmente clássicos – nos últimos dez anos, principalmente com a L&PM e a Martin Claret, que popularizaram o formato pocket, pois a Ediouro já fazia isso já há trinta, quarenta anos, só que foi criada a lenda de que os livros da editora não prestavam.
Carlos Antunes Dias, 47 anos e cliente da livraria, opina que os antigos livros da Ediouro quebravam facilmente a lombada, fazendo com que se transformassem num monte de páginas soltas com uma capa. “Isso não acontece com os atuais pockets da L&PM e da Cia das Letras. Os atuais são livros que podem ser lidos dobrados, segurando-os com uma mão só, sem quebrar. O acabamento é muito melhor do que o dos antigos da Ediouro”. Carlos pensa como Peter, acreditando que o duplo lançamento — em formato luxo e pocket — seria o ideal para a popularização do livro.
Tiragem baixa
Gustavo Faraon, responsável pela distribuição das editoras Não e Dublinense, ambas de Porto Alegre, diz que o motivo do alto preço do livro é das baixas vendas ou, para ser mais exato, das consequentes baixas tiragens. Ele sugere que consultemos o site Publish News na página que apresenta as vendas semanais de livros no Brasil. Na consulta que fizemos, o 20º livro mais vendido no Brasil na semana entre 27 de junho e 3 de julho chegou a parcos 1.139 exemplares e, ironicamente, era O Pequeno Príncipe, clássico de Antoine Saint-Exupéry escrito em 1943.
Faraon afirma que, se há algo que todos concordam “é com o fato de que o custo unitário do livro é inversamente proporcional à tiragem”. Então, um livro que tem uma tiragem de 1.500 exemplares e que tem o preço final de R$ 20 tem seu valor assim rateado: a distribuidora e o livreiro ficam com algo entre 45 e 60% do preço de capa, 10% são para o autor e o restante fica para a editora. Segundo Faraon, a única forma de baixar o preço final é aumentar a tiragem – reduzindo o custo unitário de produção – e fazer uma boa negociação com os distribuidores. Só que o aumento da tiragem também faz crescer o investimento no projeto de um livro e muitas editoras pequenas não têm condições de aguardar o tempo necessário de retorno do investimento, que muitas vezes ultrapassa um ano.
Peter Dullius, da Beco dos Livros, vem ao encontro de Faraon ao afirmar que não se chegará a nenhuma conclusão verdadeira se o processo de formação do preço for analisado de trás para frente. “O preço se forma na origem. Tudo é definido pelo custo de produção, sobre o qual serão jogados os percentuais para se chegar ao preço final. A livraria ganha entre 30% e 35%, o autor ganha 10% em média, e o distribuidor, entre 15 e 20%. Não há impostos, o livro é imune desde os anos 50 por lei. As livrarias só pagam os encargos sociais da folha de pagamentos e o Simples, que depende do faturamento. Mas tudo começa na produção”.
Tito Montenegro, da Arquipélago Editorial e vice-presidente do Clube dos Editores do Rio Grande do Sul, confirma e amplia: “Só temos lucros quando da reimpressão de algum livro. Quando um livro tem uma tiragem de menos de 1.000 ou 1.500 exemplares, só nos ressarcimos dos custos. Acima de 2.000 já conseguiremos obter lucro, pois o custo unitário começa a cair, e nas reimpressões também, pois neste caso o livro está pronto”.
Gustavo Faraon rejeita a ideia do livreiro Peter e do leitor Carlos a respeito das duplas edições de brochuras e pockets. “Seria muito caro gerar duas edições”.
O próprio Peter Dullius acaba por ir contra sua ideia de livros mais simples e baratos contando uma história. “Certa vez, uma Secretária de Cultura de uma pequena cidade do interior veio na Beco comprar as Obras Completas de Erico Verissimo. Apresentei-lhe aquela coleção de capa cinza, dura, de papel amarelado. As páginas eram amareladas não por velhice, eram assim mesmo. Hoje os livros de primeira linha não têm mais páginas 100% brancas. Custava R$ 300. Ela olhou, fez cara de nojo e disse que os vereadores não iam gostar daqueles livros de papel com jeito de velho. Acabou pagando R$ 1.000 por uma edição com as folhas bem branquinhas, daquelas que fazem mal aos olhos, coisa de quem não lê. Brasileiro gosta de coisa nova e cara”.
Inflação de demanda
Dullius reclama que “quanto mais o produto vende mais o preço aumenta. Há a famosa inflação de demanda, o produto não barateia. Os livros do Chico Buarque custam o mesmo do que o do autor estreante, é um absurdo que só será quebrado quando a primeira editora aceitar ganhar menos”. Tito Montenegro tenta explicar citando um exemplo: “Paulo Coelho começou a fazer sucesso no período em que estava na Editora Rocco. Há a lei da oferta da procura. Seus livros estavam vendendo absurdamente. Para que baixar o preço do que vendia muito? O resultado é que, naquele período, a Rocco não apenas lançou muitos autores novos como trouxe para sua lista de autores gente como Ian McEwan, ou seja, o fato da editora ter obtido lucro com Paulo Coelho serviu para que crescesse e investisse em novidades”.
Enquanto livreiros e editores não se entendem, o leitor Carlos Dias constata desconsolado: “Eu lembro daquela vez que o Lobão fez e vendeu o próprio álbum a cinco reais em bancas de revistas. Queriam apedrejá-lo. Isso não interessava às gravadoras. Sobre os livros, acho que temos uma massa de potenciais leitores que não podem consumir livros ao preço de 40 ou 50 reais, mas que podem pagar a metade”.
Temos?
Observatório da Imprensa
O preço do livro no Brasil é efetivamente alto ou as editores conseguiriam produzir livros a preço menor? Nosso mercado é pequeno apenas por razões culturais ou o preço é fator determinante? Com a finalidade de responder estas perguntas, o Sul21 ouviu editores, livreiros e leitores a fim de conhecer suas opiniões e, inevitavelmente, seus cálculos, pois estamos em assunto que envolve não apenas a cultura.
João Pedro Dullius, proprietário da rede de livrarias Beco dos Livros, vende livros usados, novos e pockets. Ele afirma que “a diferença básica que existe entre o Brasil e os principais países europeus e os Estados Unidos é que lá, quando um livro é lançado, há duas versões: uma pocket, que vende milhares de exemplares e é para o consumidor comum, e a brochura, que é para aquela pessoa que tem poder aquisitivo maior ou para as universidades e bibliotecas. Os últimos são livros de melhor acabamento, ideais para serem consultados”. Peter, como é mais conhecido, completa dizendo que só passamos a ter livros baratos – normalmente clássicos – nos últimos dez anos, principalmente com a L&PM e a Martin Claret, que popularizaram o formato pocket, pois a Ediouro já fazia isso já há trinta, quarenta anos, só que foi criada a lenda de que os livros da editora não prestavam.
Carlos Antunes Dias, 47 anos e cliente da livraria, opina que os antigos livros da Ediouro quebravam facilmente a lombada, fazendo com que se transformassem num monte de páginas soltas com uma capa. “Isso não acontece com os atuais pockets da L&PM e da Cia das Letras. Os atuais são livros que podem ser lidos dobrados, segurando-os com uma mão só, sem quebrar. O acabamento é muito melhor do que o dos antigos da Ediouro”. Carlos pensa como Peter, acreditando que o duplo lançamento — em formato luxo e pocket — seria o ideal para a popularização do livro.
Tiragem baixa
Gustavo Faraon, responsável pela distribuição das editoras Não e Dublinense, ambas de Porto Alegre, diz que o motivo do alto preço do livro é das baixas vendas ou, para ser mais exato, das consequentes baixas tiragens. Ele sugere que consultemos o site Publish News na página que apresenta as vendas semanais de livros no Brasil. Na consulta que fizemos, o 20º livro mais vendido no Brasil na semana entre 27 de junho e 3 de julho chegou a parcos 1.139 exemplares e, ironicamente, era O Pequeno Príncipe, clássico de Antoine Saint-Exupéry escrito em 1943.
Faraon afirma que, se há algo que todos concordam “é com o fato de que o custo unitário do livro é inversamente proporcional à tiragem”. Então, um livro que tem uma tiragem de 1.500 exemplares e que tem o preço final de R$ 20 tem seu valor assim rateado: a distribuidora e o livreiro ficam com algo entre 45 e 60% do preço de capa, 10% são para o autor e o restante fica para a editora. Segundo Faraon, a única forma de baixar o preço final é aumentar a tiragem – reduzindo o custo unitário de produção – e fazer uma boa negociação com os distribuidores. Só que o aumento da tiragem também faz crescer o investimento no projeto de um livro e muitas editoras pequenas não têm condições de aguardar o tempo necessário de retorno do investimento, que muitas vezes ultrapassa um ano.
Peter Dullius, da Beco dos Livros, vem ao encontro de Faraon ao afirmar que não se chegará a nenhuma conclusão verdadeira se o processo de formação do preço for analisado de trás para frente. “O preço se forma na origem. Tudo é definido pelo custo de produção, sobre o qual serão jogados os percentuais para se chegar ao preço final. A livraria ganha entre 30% e 35%, o autor ganha 10% em média, e o distribuidor, entre 15 e 20%. Não há impostos, o livro é imune desde os anos 50 por lei. As livrarias só pagam os encargos sociais da folha de pagamentos e o Simples, que depende do faturamento. Mas tudo começa na produção”.
Tito Montenegro, da Arquipélago Editorial e vice-presidente do Clube dos Editores do Rio Grande do Sul, confirma e amplia: “Só temos lucros quando da reimpressão de algum livro. Quando um livro tem uma tiragem de menos de 1.000 ou 1.500 exemplares, só nos ressarcimos dos custos. Acima de 2.000 já conseguiremos obter lucro, pois o custo unitário começa a cair, e nas reimpressões também, pois neste caso o livro está pronto”.
Gustavo Faraon rejeita a ideia do livreiro Peter e do leitor Carlos a respeito das duplas edições de brochuras e pockets. “Seria muito caro gerar duas edições”.
O próprio Peter Dullius acaba por ir contra sua ideia de livros mais simples e baratos contando uma história. “Certa vez, uma Secretária de Cultura de uma pequena cidade do interior veio na Beco comprar as Obras Completas de Erico Verissimo. Apresentei-lhe aquela coleção de capa cinza, dura, de papel amarelado. As páginas eram amareladas não por velhice, eram assim mesmo. Hoje os livros de primeira linha não têm mais páginas 100% brancas. Custava R$ 300. Ela olhou, fez cara de nojo e disse que os vereadores não iam gostar daqueles livros de papel com jeito de velho. Acabou pagando R$ 1.000 por uma edição com as folhas bem branquinhas, daquelas que fazem mal aos olhos, coisa de quem não lê. Brasileiro gosta de coisa nova e cara”.
Inflação de demanda
Dullius reclama que “quanto mais o produto vende mais o preço aumenta. Há a famosa inflação de demanda, o produto não barateia. Os livros do Chico Buarque custam o mesmo do que o do autor estreante, é um absurdo que só será quebrado quando a primeira editora aceitar ganhar menos”. Tito Montenegro tenta explicar citando um exemplo: “Paulo Coelho começou a fazer sucesso no período em que estava na Editora Rocco. Há a lei da oferta da procura. Seus livros estavam vendendo absurdamente. Para que baixar o preço do que vendia muito? O resultado é que, naquele período, a Rocco não apenas lançou muitos autores novos como trouxe para sua lista de autores gente como Ian McEwan, ou seja, o fato da editora ter obtido lucro com Paulo Coelho serviu para que crescesse e investisse em novidades”.
Enquanto livreiros e editores não se entendem, o leitor Carlos Dias constata desconsolado: “Eu lembro daquela vez que o Lobão fez e vendeu o próprio álbum a cinco reais em bancas de revistas. Queriam apedrejá-lo. Isso não interessava às gravadoras. Sobre os livros, acho que temos uma massa de potenciais leitores que não podem consumir livros ao preço de 40 ou 50 reais, mas que podem pagar a metade”.
Temos?
Observatório da Imprensa
sábado, 23 de julho de 2011
Esclarecimentos sobre o desconto nos contracheques do estado
Pela internet, os profissionais de educação do estado tiveram acesso aos contracheques relativos aos salários de junho e confirmaram que houve o desconto dos dias de greve na rede. Em muitos casos, os contracheques estão zerados. No jornal O Dia deste sábado, na Coluna do Servidor, a própria Seeduc informa que a folha “fechou antes de sair a decisão judicial” que impede o corte – decisão esta ganha pelo Sepe, no dia 7 de julho. Segundo o jornal, a Seeduc informa que o erro será corrigido a tempo de “todos os servidores (receberem o salário) normalmente no próximo dia 2 de agosto”. Ou seja, a Secretaria afirmou à imprensa que não haverá o corte.
De qualquer maneira, esclarecemos à categoria que qualquer desconto é totalmente irregular, pois descumpre a liminar ganha pelo sindicato na 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado. Esta liminar impede que o governo promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve na rede estadual desde o dia 7 de junho.
A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho, a favor dos profissionais de educação e, além de impedir os descontos dos dias parados, determina que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura já tenham sido indevidamente descontados da categoria.
A direção do sindicato informa que irá, no início da semana que vem, à Seeduc para esclarecer de vez o problema.
A seguir, leia um resumo da sentença da Justiça que deferiu a liminar do Sepe:
“Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA vindicada exordialmente pela parte Autora (Sepe), para determinar a parte RÉ (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de “falta”, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo com as observações legais(...)"
De qualquer maneira, esclarecemos à categoria que qualquer desconto é totalmente irregular, pois descumpre a liminar ganha pelo sindicato na 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado. Esta liminar impede que o governo promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve na rede estadual desde o dia 7 de junho.
A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho, a favor dos profissionais de educação e, além de impedir os descontos dos dias parados, determina que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura já tenham sido indevidamente descontados da categoria.
A direção do sindicato informa que irá, no início da semana que vem, à Seeduc para esclarecer de vez o problema.
A seguir, leia um resumo da sentença da Justiça que deferiu a liminar do Sepe:
“Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA vindicada exordialmente pela parte Autora (Sepe), para determinar a parte RÉ (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de “falta”, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo com as observações legais(...)"
A seleção brasileira da TV Globo
Já são conhecidas as barreiras estabelecidas pela Rede Globo de Televisão junto à transmissão do futebol no país, influenciando até a formatação do Campeonato Brasileiro deste esporte. Mas pouco tem sido comentado acerca do monopólio de transmissão em território nacional dos jogos da seleção brasileira de futebol, que há décadas são veiculados apenas por uma emissora, a mesma Rede Globo de Televisão, líder do oligopólio midiático nacional. Na melhor das hipóteses, quando não possui interesse em exibir, a Globo decide e repassa a outro operador.
Se no caso do Campeonato Brasileiro já se colocaram vários questionamentos sobre as opções do torcedor-consumidor de assistir ao seu time do coração, quando isso ocorre com a seleção do país o nível de questionamentos sobre os processos de negociação deveria aumentar, mas não é o que tem ocorrido. Afinal, alguém sabe ou ouviu falar como se dá a licitação dos direitos de transmissão desses jogos?
Para se ter uma ideia, o primeiro jogo da seleção após a Copa do Mundo de 2010 sequer foi veiculado por TV aberta porque se iniciaria às 21h, horário da principal telenovela da grade de programação da Globo. Mesmo que a transmissão da partida contra os Estados Unidos tenha sido transmitida de forma gratuita pelo portal Globo.com, com direito à mesma equipe de reportagem, a possibilidade de acesso à internet é bem menor, ainda mais se for considerado o preço do serviço com velocidade que permita assistir uma transmissão ao vivo pela rede. De evento gratuito, indiretamente virou algo que o torcedor de alguma forma teve de pagar.
Transmissão exclusiva em TV aberta
Para os amistosos e eventos da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), paira o silêncio de informações. Para se ter uma ideia, a atual edição da Copa América não pode ser transmitida pelo YouTube por conta do contrato de transmissão local. Já nos torneios oficiais da Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa), casos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, há um processo de licitação para todas as mídias – inclusive para o rádio, que não entra na negociação dos torneios brasileiros. Seja em TV aberta ou fechada, há muitas edições da Copa do Mundo as Organizações Globo detêm os direitos de transmissão, optando por repassá-lo ou não para outras emissoras.
Analise-se como se deu esse processo nos três Mundiais realizados neste século. A Globo transmitiu sozinha o Mundial da Coreia do Sul/Japão, em 2002, por conta até mesmo de uma falta de expectativas no time que viria a ser pentacampeão mundial e também devido aos horários dos jogos, que ocorreriam de madrugada ou pela manhã. Ao longo do torneio, e também por causa do avanço do selecionado nacional, a emissora conseguiu atingir recordes de audiência, não previstos de serem conquistados nestes horários.
Para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, a opção da Rede Globo foi por transmitir de forma exclusiva em TV aberta, dado o sucesso do torneio anterior e do próprio escrete nacional, que contava, por exemplo, com um Ronaldinho Gaúcho duas vezes eleito o melhor jogador do mundo. Em televisão fechada, houve o repasse para o BandSports, do Grupo Bandeirantes, que naquele evento contou com a principal equipe de transmissão da Band.
Exclusividade continuará em 2014
Em 2006, houve uma denúncia por parte da Rede Record contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa, já que a emissora alegara que ofereceu o dobro do que oferecera a líder do oligopólio midiático nacional e ainda assim não ficou com os direitos de exibição da edição seguinte do evento. A Fifa respondeu que a negociação ficava por conta das federações nacionais; já a CBF alegou que as “relações históricas” entre a Globo e a entidade, com sua experiência comprovada nas transmissões, foram levadas em consideração.
Seguindo a evolução da parceria no futebol em geral, retomada em 2004, após a Record recusar os limites impostos pela Rede Globo, à Band foi repassado o direito de transmissão da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, assim como da Copa das Confederações, evento preparativo para o Mundial no ano anterior. Como, em quatro anos atrás, o selecionado nacional chegava como um dos principais favoritos, apesar das críticas ao técnico Dunga – que, inclusive, criou um inédito mal-estar entre a CBF e as Organizações Globo, principalmente a partir do veto imposto por ele às benesses que só a emissora tinha, como entrevistar de forma exclusiva o próprio treinador e jogadores.
Daqui a três anos, o maior evento do futebol mundial ocorrerá no Brasil e, até o ponto que se sabe, não há uma definição clara sobre as transmissões, a não ser que a Rede Globo será uma das exibidoras. A emissora continuará com a exclusividade em veicular os amistosos da seleção – por mais que não se saiba como se dá esse acordo – e poderá repassar os demais torneios para a sua parceira, a Band, que não representa um perigo para a líder, já que em regra não disputa os primeiros lugares de audiência. Neste ano, os campeonatos sul-americanos de categorias de base – onde a Globo só transmitiu a final do sub-20 porque garantiria vaga nos Jogos Olímpicos, que ela não irá exibir – e da Copa do Mundo de Futebol Feminino são exemplos desses eventos repassados.
Jogos serão narrados pela mesma voz
Se, para os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional optou por dividir a transmissão entre as principais emissoras brasileiras, não é de se esperar que o bom senso prevaleça em relação ao Mundial de futebol. Basta olhar as recentes denúncias envolvendo a Fifa e a CBF, através de seus presidentes, Joseph Blatter e Ricardo Teixeira, que estarão nos cargos até lá.
Os jogos de futebol da seleção que representa o país com mais títulos mundiais deverão continuar a ser narrados pela mesma voz, a qual, inclusive, foi alvo de campanha durante a Copa da África do Sul, espalhada mundialmente por uma rede social, por mais que a responsabilidade de escutar-se somente ela (e seu ufanismo) em jogos do Brasil não seja do seu proprietário, mas de quem o paga.
***
[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santossão, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Facom-UFBA; e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos]
Observatório da Imprensa
Assinar:
Postagens (Atom)





