ENCONTRO CULTURAL E LANÇAMENTO DA PRIMEIRA ANTOLOGIA DA REGIÃO DOS LAGOS
As manifestações e a união dos artistas movimentam a região, resgatando e valorizando ainda mais a cultura.
A AleArt– Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos, com os organizadores Carlos Ribeiro, Cásssia Fouraux e Presidente Fouraux, reuniu 51 escritores e formatou uma excelente antologia, a primeira da região dos lagos.
O livro de nome “Essências – primeira antologia da Região dos Lagos” será lançado no dia 28 de maio de 2011, no museu José de Dome “Charitas”, às 19 horas, tem seu prefácio assinado pelo Conde Thiago de Menezes, Presidente da FALASPFederação da Academias de Letras e Artes de São Paulo, que já confirmou presença no evento.
Logo após, um encontro cultural será realizado na Casa Atelier Eliane Guedes, a partir das 20h30min h para comemoração desse grande lançamento, objetivando exaltar ainda mais a cultura regional.
Nesta noite, além do coquetel pelo lançamento, artistas da região dos lagos se apresentarão e mostrarão um pouco de cada segmento cultural, diversificando e interagindo com o público presente.
Dança, teatro, música, literatura... são algumas das atrações previstas.
A casa atelier fica na Rua Francisco Paranhos, n° 428 – Vila Nova, Cabo Frio e a entrada é gratuita.
Rio - Cerca de 430 mil servidores estaduais, entre ativos, inativos e pensionistas, passarão a receber pelo Bradesco. A mudança ocorre a partir de janeiro de 2012 e é fruto do leilão do antigo Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj).
O Bradesco comprou o banco por R$ 1,8 bilhão. Em troca, receberá um crédito fiscal de R$ 3 bilhões e assumira toda a folha de pagamentos do Estado. O contrato deve ser assinado dentro de cinco dias, quando a instituição financeira pagará 20% do valor total da compra.
O leilão reuniu quatro grandes bancos. Além do Bradesco, que fez a maior oferta, Banco do Brasil, Santander e Itaú disputaram as ações do antigo Berj. O BB fez um lance de R$ 729 milhões, seguido pelo Santander, cerca de R$ 650 mi, e do Itaú, R$ 590 milhoes.
O secretário Estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, comemorou a disputa pelo Berj e disse que é reflexo do bom momento econômico que vive o Estado do Rio. "Quatro grandes bancos brasileiros disputaram um banco em liquidação e a folha de pagamentos do Estado do Rio de Janeiro. É uma demonstração de confiança no Estado do Rio de Janeiro, de condução do Estado pelo governo Sérgio Cabral", dsse Fichtner.
O leilão, no entanto, não incluiu dois prédios do antigo Berj e o acervo cultural do banco. Um dos prédios é o vulgo "Banerjão", no Centro do Rio, avaliado em R$ 86 milhões. Já o acervo cultural inclui obras de pintores históricos como Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Anita Malfati. Comentário: Quando nós pensamos que já tá tudo ruim, que nada pode ficar pior, lá vem merda! Putz! Não tinha banco pior, não?! Logo o Bradesco?! Deus nos livre, é o pior banco de todos, e olha que em matéria de Banco o Brasil não tem do que se orgulhar. E o pior de tudo é que o tal secretário ainda comemora! miserável!!! ele não deve ter conta no bradesco e nem vai receber pagamento lá! http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/5/cerca_de_430_mil_servidores_estaduais_passarao_a_receber_pelo_bradesco_165838.html
O governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) tenta nos impossibilitar a construção de uma escola melhor para classe trabalhadora e, consequentemente, nos impedir de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Somos, dentre várias, a escola que atrapalha as "metas" meritocráticas e privatizantes de uma política educacional totalmente desconectada com uma sociedade emancipada. Somos, entre outras, uma escola que demascara o "Choque de ordem" de um governo que "cinicamente" culpa os profissionais da educação pelo fracasso escolar – reflexo da falta de compromisso dos governos que se sucedem sem políticas públicas sérias para educação. Somos, dentre várias, a escola que precisa ser calada, fechada, virar museu ou outra escola, pois no processo histórico e político de ensino aprendizagem apostamos e continuamos apostando na participação cidadã diante da barbárie. E "desafinar o coro dos contentes” é resistência.
Somos a escola que se mobiliza por um salário mais digno para seus profissionais – que, ao se aposentarem ou ficarem doentes, não terão direito aos bônus de "produtividade" proposto como meta de eficiência por um governo incapaz de reconhecer direitos adquiridos. Pior, um governo que faz de nossas mazelas projetos espetaculares, que pareceriam ridículos e patéticos se não fossem construídos a partir de nossas tragédias cotidianas.
Só como ilustração perversa, podemos citar o projeto que se encontra no site da SEEDUC (www.educacao.rj.gov.br/) de saúde mental nas escolas e cidadania nas escolas. Propostas que seeriam louváveis se não custassem a saúde mental de muitos profissionais e alunos e se não custassem a perversão dos direitos humanos, dado o descaso com que tratam o cotidianos escolar, como temos vivido e assistido nas escolas públicas nesse Estado. Trata-se de uma reedição espetacular do “morde e assopra”: comprometem nossa saúde, inclusive a mental, até o limite (licenciados perdem a bonificação, segundo o plano de metas), usurpam nossa cidadania, desrespeitando até o humano em nós (o número de casos de assédio moral cresce nas escolas) para depois remediar o que não tem remédio/reparação.
Medidas preventivas são bem mais eficazes e custam menos aos cofres públicos, todos sabemos. Todavia, precisam vir articuladas com atitudes/ações consequentes em cada gesto do cotidiano escolar e que traduzam políticas públicas comprometidas, como: políticas de salário e condições de trabalhos dignas; gestão participativa e democrática nas escola; autonomia pedagógica para as escolas construírem seu projeto político pedagógico; fim da farsa do Conexão Educação que mascara a falta de professores nas escolas (alunos sem professor com nota na disciplina) e retira da sala de aula o professor que tem prazo para lançar as notas num sistema ineficiente e precário e que em nada melhora a educação pública e muito menos otimiza a parte administrativa da escola (há anos são os professores e seus diários manuscritos que garantem o resultado final dos alunos, desde a implementação do SGE que também foi um projeto fracassado da SEEDUC e gastou, como o Conexão, muita verba pública); fim das avaliações bimestrais externas (saerjinhos) que também escondem a real situação das escolas da rede: essa avaliação se restringe à duas disciplinas, coloca em condições iguais alunos em condições desiguais (alunos sem prof. de matemática e português participam dessa avaliação) e é uma avaliação de múltipla escolha dentro de uma realidade de alunos com sérios problemas de escrita e leitura e que começam a ser treinados para marcar x e melhorar o índice das escolas (rendimento bom nos exames externos rendem melhor bonificação!).
Não precisamos parar nossas escolas para diagnosticar o que já sabemos: falta política pública que invista mais do que o mínimo de 25% que o Estado investe hoje na educação - incluindo aqui o gasto com aluguel de equipamentos que nunca serão usados, viram sucatas e dão uma séria demonstração de desperdício de verbas públicas. É vergonhoso ver um Estado que investe só o mínimo obrigatório em educação (equipamentos entram nessa fatura) precisar distribuir gratificações no final do ano (bônus “peru”) para conseguir fechar as contas dos cofres públicos. E, para fechar uma lista que não se esgota nesses pontos, acrescenta-se ainda a necessidade de grêmios livres com total liberdade de expressão e respeito à liberdade de organização dos profissionais de educação nos seus locais de trabalho. Essas são apenas algumas ações preventivas inclusive para a segurança nas escolas que não pode ser reduzida à colocação de câmeras em seus espaços físicos.
Somos, como tantas, uma escola com um quadro qualificado de mestres, doutores e especialistas que espera (há décadas) o enquadramento por formação e não acredita em treinamentos acelerados com cartas marcadas para os que aceitam se submeter ao papel de “capitão do mato” ou “feitor”. Funções necessárias para a garantia de um projeto de metas com morte já anunciada porque totalmente frágil e inconsistente. Somos, como várias, uma escola que possui professores militantes pós graduados e capacitados que - cumprindo a tarefa de se inscreverem nos concursos anunciados pela SEEDUC, para confirmação das subjetividades - são excluídos na primeira fase da seleção. Tudo feito de forma o mais “ on line” possível - sem transparência e sem esclarecimento dos critérios objetivos para análise das fichas apresentadas pela internet. Trata-se da apropriação da tecnologia para legitimação do que antes era indicação “política” escancarada! Esse é o critério de concurso para os quadros pedagógicos que vai substituir as indicações “políticas”, conforme defende o plano de metas da Educação.
Pelos motivos acima expostos é que lutamos e precisamos nos mobilizar para dar um basta a tanto descaso e tanta desvalorização. Afinal de contas, os profissionais da rede estadual são, acima de tudo, cidadãos que tem direitos e deveres. Estes últimos, temos a plena certeza de que estamos cumprindo, mesmo com todas as manobras de governos pouco comprometidos com a coisa pública e que não querem dar condição para a formação de cidadãos mais aptos a reivindicarem pelos seus direitos. Quanto aos direitos, ao longo das últimas décadas, temos assistido aos mais constantes e traiçoeiros ataques visando a sua extinção. Mas somos uma categoria de luta, que se formou na luta e vamos continuar resistindo aos Plano de Metas e às políticas que embutem uma privatização disfarçada do ensino público em nosso estado.
Neste sábado, o Sepe realiza, a partir das 10h, no seu auditório (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar) a Plenária Estadual sobre o Plano de Metas da Educação Estadual. Convocamos todos os profissionais da rede estadual para participar do debate sobre o plano e formular estratégias para boicotar a implementação da meritocracia e as determinações contidas no projeto, como o Conexão Escola e o Saerj. Compareça e venha descobrir o porquê é tão importante dizer não ao governador Cabral e ao secretário Risolia.
Em 2 de Maio o astrônomo amador Jan Timmermans, na Holanda observou uma proeminência solar do tamanho de nosso planeta. Um belo trabalho para capturar esta imagem!
Observe no canto inferior direito uma imagem da Terra para que possam comparar tamanhos!
Um dos mais renomados físicos do mundo, Stephen Hawking causou polêmica em uma entrevista publicada no jornal britânico “Guardian” ao dizer que não existe paraíso após a morte. Hawking, que tem a maior parte de seu corpo paralisado pela esclerose lateral amiotrófica, já havia afirmado no passado que não acredita na existência de Deus.
“Acredito que o cérebro é um computador que para de funcionar quando todos os seus componentes falham. Não existe nenhum paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pesssoas com medo do escuro”, disse o cientista.
Quando foi diagnosticado com a síndrome, aos 21 anos, Hawking foi informado que teria poucos anos de vida. Seus amigos tentaram o convencer a largar o doutorado que fazia na época. Hoje, aos 69 anos, ele diz não ter medo de morrer.
“Tenho vivido com o prospecto da morte precoce pelos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não estou com pressa de morrer. Tenho muito que quero fazer antes”, disse ele.
Em 2010, o físico recebeu críticas de líderes religiosos ao afirmar que não existia a necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. Na entrevista desta semana ao Guardian, ele disse que o “universo é governado pela ciência”. Como “conselho”, disse que a humanidade deve “procurar o maior valor para nossas ações”. http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/em-entrevista-fisico-stephen-hawking-diz-que-nao-existe-paraiso.html
Esse é o Bob, ele fugiu de casa no Parque Burle dia 02 de Abril (sábado) e está sendo procurado por sua família. Qualquer informação sobre seu paradeiro, ou se foi encontrado, entrar em contato com nosso blog.
Especialistas fazem ciclos de debates na Educar 2011.
Evento acontece no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Questões importantes para o futuro da educação no país, como métodos de ensino, sistema de avaliação, bullying, tecnologia aplicada em sala de aula e o papel do professor na ajuda ao estudante construir conteúdo estarão debatidas em uma grande exposição do setor educacional que começa nesta quarta-feira (18), em São Paulo. A Educar 2011 - Feira e Congresso Internacional de Educação reúne especialistas de várias universidades do país e do exterior em ciclos de palestras no Centro de Exposições Imigrantes. O evento termina no sábado (21).
Quatro grandes eixos temáticos dominam o congresso. Um deles é voltado para a área de negócios em educação; outro trata das novidades tecnologógicas e como aplicar as novas demandas da tecnologia nas escolas; o terceiro tema debate os métodos de avaliação do aprendizado; o quarto é voltado para o educador e os desafios que os professores encontram no dia-a-dia.
Entre os palestrantes internacionais estão o professor italiano, sociólogo do trabalho e escritor Domenico Di Mas, o norte-americano David Thornburg, um dos maiores especialistas mundiais em tecnologia na educação, o sociólogo suíço Philippe Perrenoud e o educador espanhol Francesc Imbernón, da Universidade de Barcelona.
Os organizadores da feira vão homenagear figuras de destaque da educação brasileira e internacional dando os nomes das ruas e dos auditórios do complexo a estas figuras como Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darci Ribeiro, Lev Vygostsky, Cecília Meireles e Jean Piaget, entre outros.
A feira terá ainda empresas e expositores internacionais. Representantes da China, Alemanha, Suíça e Inglaterra estarão presentes. 18ª Educar - Feira e Congresso Internacional de Educação Local: Centro de Exposições Imigrantes, Rod. dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo. Data: de 18 a 21 de maio Horários: quarta-feiras das 13h às 19h30; quinta-feira das 9h às 19h45; sexta-feira das 9h30 às 18h15; sábado das 9h às 17h30. Ingressos: a feira é aberta ao público, os seminários requerem inscrição. http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/05/feira-exibe-novidades-para-escolas-e-debate-desafios-da-educacao.html
Professores são afastados para tratamento após problemas com alunos.
Problema acontece em escolas públicas e privadas, diz sindicato do Rio.
Um problema comum nas escolas é a violência contra escolas públicas e provadas. Nem todas as secretarias de educação fazem um levantamento estatístico dos casos de violência física e psicológica contra os professores, mas eles existem e são muitos. O stress pós-traumático tem se tornado frequente entre esses profissionais.
Com 24 anos de profissão, a professora Nádia de Souza Barbosa conhece bem a realidade da violência nas escolas. "Eu estava em uma sala que não tinha chave, eu me encostei na porta para dar aula um aluno por três vezes chutou a porta sabendo que eu estava ali."
Joseneide Santos de Aquino relata que três alunas colocaram acetona e veneno para matar ratos no café da sala dos professores. "A diretora estava muito assustada e avisou que uma avó ligou para falar que a neta viu umas meninas colocando 'chumbinho' no café dos professores", conta.
As duas professoras estão afastadas há quase dois anos para tratamento de um transtorno de stress pós-traumático adquirido em sala de aula. Esta síndrome vem se tornando comum entre os professores da rede municipal de educação do Rio.
Os problemas na relação entre aluno e professor não se restringem apenas às escolas públicas. Uma professora da rede privada que não quis ser identificada conta que lidar com alunos clientes é um desafio diário. "Uma criança de 12 anos me disse que eu tinha a obrigação de explicar quantas vezes ele quisesse porque ele estava pagando", disse a professora.
O presidente do Sindicato dos Professores do Rio, Wanderley Quêdo, diz que muitas escolas entraram na lógica mercantil. "Educação não é uma mercadoria", alerta.
A professora Joseneide destaca: "Muitos colegas me dizem: 'não liga, não é teu filho, dá tua aula e pronto. Mas quando a gente é muito apaixonada pelo que faz, a gente acredita que a educação pode mudar o mundo pessoal daquela criança."
Para a presidente do Conselho de administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Maria Alice Setúbal, é importante valorizar a formação do professor. "Muitas vezes o professor não foi formado para lidar com jovens e adolescentes", disse Maria Alice em entrevista ao 'Jornal da Dez', da GloboNews. "A escola não está sabendo lidar com os desafios do século XXI. Se a escola se tornar muito desconectada com o mundo real que o jovem vive torna este aluno desinteressado. Ele acaba sendo agressivo contra a própria escola. É muito importante pensar que a escola tem que formar jovens e adolescentes para ter participação ativa na sociedade." G1.globo.com
Na série especial de reportagens que o Jornal Nacional apresenta sobre a educação, nesta quinta-feira, você vai ver uma análise da situação dos professores. Da pré-escola ao ensino superior, são hoje 2,3 milhões no país. É uma profissão essencial. E, mesmo assim, uma das mais desprestigiadas.
Na sala de aula, muitos querem fazer administração e quase metade, direito. Quem quer ser professor? Apenas um, dois.
“Eu não vejo futuro, eu acho que é uma carreira que não me satisfaria financeiramente também”, contou a aluna Luana Gallo, de 17 anos.
“Ser professor hoje no Brasil, infelizmente, não compensa”, disse Gustavo Lovatto, de 17 anos.
O desinteresse pela profissão é mais do que um sintoma de crise. É uma ameaça ao futuro. “É uma pena porque o professor é tudo em um país”, destacou um deles.
“Só existem as outras profissões porque existe o professor”, lembrou uma professora.
Nas faculdades de pedagogia e nas que formam professores da educação básica, os números confirmam o desprestígio.
Em quatro anos, caiu pela metade a quantidade de formandos. Houve redução também nos cursos de licenciatura, que formam professores de disciplinas específicas.
Quem é esse aluno que no futuro deseja trocar de posição na sala de aula? Uma pesquisa mostra que quase metade dos estudantes de pedagogia veio de famílias de baixa renda e a mãe só fez até a quarta série. E 80% estudaram em escolas públicas.
“Enquanto você não conseguir trazer o jovem motivado e bem qualificado para a carreira de professor, você não consegue fazer um salto na educação”, afirmou a diretora do Instituto Paulo Montenegro, Ana Lucia Lima.
Para que os alunos de fato aprendam, é fundamental que, além de dominar o conteúdo, o professor saiba como ensinar. Parece óbvio, mas em muitos casos, falta esse preparo. Em um mundo onde os alunos têm cada vez mais acesso à informação, é preciso inovar para tornar as aulas mais atraentes
Muitas vezes, ideias simples bastam para chamar a atenção. Investir em qualificação de quem já está no mercado tem sido uma preocupação em vários estados, uma oportunidade que nem todos conseguem aproveitar.
“Eu sei que o estado oferece, mas eu não tenho tempo. Eu ensino em duas escolas particulares e em uma escola da rede municipal e mais essa escola que é da rede estadual. De manhã, de tarde e à noite”, disse a professora de ciências e biologia Daniella Barbosa.
É a rotina de muitos professores para driblar os baixos salários. No Brasil, a lei fixa um salário inicial de R$ 1.187 para 40 horas de trabalho por semana. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a remuneração é bem menor. Na prática, em todo o país, muitos professores recebem menos do que o piso.
O Ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que há R$ 10 bilhões por ano para reestruturar a carreira dos professores. “O professor ganha no Brasil, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior. Uma das metas do Plano Nacional de Educação é superar essa distância”.
Plano que o Brasil traçou para alcançar em 2020. Formado na Universidade de São Paulo, uma das mais prestigiadas do país, o professor de filosofia Eduardo Amaral ganha R$ 1.100 por mês. Tem 650 alunos em 23 turmas.
“Você não tem tempo de corrigir adequadamente os trabalhos, de dar um retorno para os alunos. Você acaba comprometendo todo o processo pedagógico”, contou.
A lei diz que um terço da jornada deve ser reservada para preparação das aulas e correção das provas, determinação que vem sendo contestada na Justiça só é realidade em seis estados, segundo um levantamento divulgado pela categoria.
Como temporária, Cristina recebe apenas pelo trabalho dentro da sala de aula. “Não tem horário para fazer planejamento não. Cada um faz no horário que der, final de semana, à noite, quando dá”, disse.
A falta de horizonte na carreira e as condições de trabalho são outros entraves. Em Alagoas, por falta do diário de classe, a frequencia dos alunos é anotada no caderno, tarefa que terá de ser refeita. No Piauí, onde a temperatura passa de 40°C, é difícil manter a concentração dos alunos com ventiladores quebrados.
São muitos os professores que tiram do próprio bolso para garantir o ensino. “Compro meus lápis, tudo de reserva. Você fala: ‘Não tenho’. ‘Então, está aqui’. ‘Não tenho no meu caderno’, ‘Então está aqui uma folha de papel, vamos escrever!’ Quando eu vejo uma criança lendo as primeiras palavras, eu derreto toda eu fico muito feliz!”, contou a professora do 1º ano Joana Teixeira.
A relação com o professor, que nos primeiros anos de escola é mais afetiva, muda com o passar do tempo. “Eu tenho alunos que falam: ‘Eu só venho porque minha mãe me obriga, eu não quero vir’. Um aluno que chega assim fica muito mais difícil de aprender”, destacou a professora Adriana Martins.
“Tem muito professor desestimulado que reflete em desestímulo ao aluno e tem o aluno que não tem a perspectiva de aprender dentro da escola e isso desestimula o professor”, afirmou um deles.
A fórmula para quebrar esse círculo vicioso combina investimento e cobrança de resultados. “Tem que deixar muito claro o que ele tem que fazer, qual é a meta que ele tem que atingir. Tem que ter um cenário mais claro para o professor”, disse a diretora do Todos pela Educação, Priscila Cruz.
Quem sabe assim, no futuro, mais brasileiros levem adiante o desejo de criança de ser professor.
Nesta quarta-feira (11/05) ocorreu uma audiência entre o governo estadual, representantes dos profissionais da educação e deputados estaduais para discutir a situação salarial dos servidores da educação no estado do Rio.
O SEPE e a UPPES apresentaram as principais reivindicações dos profissionais da educação: reajuste salarial, plano de carreira para os funcionários administrativos e antecipação das parcelas do Nova Escola. Os sindicatos apresentaram diversos dados que comprovam a justiça dos pedidos e a possibilidade do governo em atendê-los.
O Secretário Wilson Risolia (Educação) reconheceu que os salários dos professores e funcionários são baixos, mas argumentou que o governo tem feito um esforço de valorização destes profissionais. O Secretário Sergio Ruy Barbosa (Planejamento) afirmou que o governo não pretende apresentar qualquer proposta de reajuste no primeiro semestre e que a proposta de 26% de reajuste era inviável.
Os Deputados presentes (Comte Bitencourt, Andréa Busatto, Marcelo Freixo e André Correa) argumentaram sobre a necessidade de reajuste e solicitaram que o governo avaliasse a possibilidade de responder às reivindicações da categoria.
Os representantes do SEPE retrucaram afirmando ser impossível esperar mais, por conta da falta de reajustes nos últimos anos, da defasagem salarial dos servidores da educação e da falta de respostas para a questão do plano de carreira dos funcionários, compromisso assumido pelo governo em 2009. Lembramos ainda que a categoria se encontra em Estado de Greve e que uma nova assembléia está marcada para o dia 07 de junho.
Ao final, os secretários se comprometeram a avaliar a situação e marcar uma nova reunião para tratar da questão salarial na próxima semana. Além disso, foram assumidos pelo governo os seguintes compromissos:
- Fomentar uma ampla discussão sobre o Plano de Metas, Conexão Educação, Currículo Mínimo e a Meritocracia, com participação do SEPE, da UPPES e da Comissão de Educação da Alerj.
- Agendar uma reunião entre o departamento jurídico do SEPE e da SEEDUC para encaminhar o pagamento das ações judiciais já ganhas pelo sindicato.
- Encaminhar favoravelmente o abono de ponto para o congresso do SEPE.
Uma pesquisa britânica realizada com 400 homens e mulheres sugere que pessoas com menos educação tem tendência a envelhecer mais rapidamente.
Análises do DNA dos pesquisados sugerem que o envelhecimento celular é mais avançado em adultos sem qualificações comparados com aqueles que tem um diploma universitário.
A instituição de caridade britânica para problemas do coração, British Heart Foundation, afirmou que o estudo, realizado em Londres e publicado na revista especializada Brain, Behaviour and Immunity, reforça a necessidade de enfrentar as diferenças sociais.
"Não é aceitável que o local onde você vive ou o quanto você ganha - ou a menor bagagem acadêmica - possam significar um risco maior de doenças", afirmou o professor Jeremy Pearson, diretor médico associado da instituição.
A ligação entre boa saúde e status socioeconômico já foi estabelecida em outras pesquisas.
As pessoas mais pobres tem mais probabilidade de fumar, fazer menos exercícios e ter menos acesso atendimento de saúde de boa qualidade, quando comparadas as pessoas mais ricas.
Mas, o novo estudo sugere que a educação pode ser um fator determinante mais preciso da saúde no longo prazo do que o status social e a renda.
Além do University College de Londres, também participaram especialistas da University of Wales Institute, em Cardiff, e da Universidade da Califórnia, em San Francisco. Decisões
Os pesquisadores sugerem que uma educação melhor permite que as pessoas tomem decisões melhores que afetam a saúde no longo prazo.
Os cientistas também especulam que as pessoas mais qualificadas poderão sofrer menos com o estresse no longo prazo ou então ter mais habilidade para lidar com o estresse.
"Educação é um marcador de classe social que as pessoas adquirem logo no início da vida e nossa pesquisa sugere que é a exposição no longo prazo às condições de um status mais baixo que promove o envelhecimento celular acelerado", afirmou o professor Andrew Steptoe, do University College de Londres, que liderou o estudo.
Comentário: Educação é o "Elixir da Longa Vida"! Se esse não for um ótimo motivo pra estimular os alunos a estudarem, eu não sei mais o que tem pra fazer, rsrsrsrsrs!
Educadores reivindicam o cumprimento do piso salarial e a aprovação do PNE neste ano
Trabalhadores em educação de 41 entidades de todo o país ligadas à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) paralisaram as atividades e fizeram um protesto em frente ao Congresso Nacional por melhores condições de trabalho e pelo cumprimento do piso salarial nacional, nesta quarta-feira (11).
Os trabalhadores também reivindicam a aprovação ainda este ano do PNE (Plano Nacional de Educação) e a aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na área. No fim da manhã de hoje, cerca de 150 professores visitaram o gabinete dos parlamentares para entregar o documento com as principais reivindicações dos profissionais.
Recentemente, o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou constitucional a lei que criou, em 2008, o piso do magistério. Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, agora é preciso fazer com que a lei seja respeitada. - Vamos falar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para que o MEC [Ministério da Educação] use seu poder com os prefeitos e governadores, para que seja respeitado o piso nacional dos professores.
A professora Edneia Silveira, professora do ensino fundamental em Montes Claros, Minas Gerais, há 12 anos, disse que se sente indignada com a diferença salarial entre os professores no Brasil. Segundo ela, "é injusto que um profissional de Brasília receba R$ 3 mil de salário, enquanto o de Minas, que exerce a mesma função, recebe R$ 1,3 mil".
RICARDO VALOTA e CIDO COELHO – estadão.com.br – SÃO PAULO – Dois torcedores do Flamengo exageraram, com palavras preconceituosas em relação aos nordestinos, em seus comentários publicados no Twitter, na noite de quarta-feira, 11, durante os momentos finais da partida entre o rubro-negro da Gávea e o Ceará, jogo de volta válido pelas quartas de final da Copa do Brasil. Após a classificação do time cearense no torneio, a torcedora, revoltada, que se identifica no microblog como Amanda Régis (@_AmandaRégis), escreveu: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que tem moral, cambada de feios. Não é atoa que não gosto desse tipo de raça”{sic}. Minutos antes, Amanda já havia publicado outros comentários como: ” Esse povinho falando do meu time, são tudo uns mal amados, invejosos!!!”
pós jogo, internauta faz demonstração de ódio contra os nordestinos. Foto: Reprodução/Twitter Outros comentários de cunho preconceituoso partiram do torcedor que se identifica como Lucian Farah (@lucianfarah77). Em três publicações ele diz: “Acho que eh soo .. bando de viado que roobaram esse jogo .. nordestinos burros!”{sic}; “Ei, nordestinos, eu quero eh que vcs se fodam, fmz? seus nordestinos filhos da puta”{sic}; além de “Só vim no twitter falar o qnto os NORDESTINOS é a DESGRAÇA do brasil.. pqp ! bando de gnt retardada qe acham que sabe de alguma coisa”
O fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha, El Teide, para captar imagens impressionantes do céu. A sequência de imagens captada ao longo de 170 horas foi montada no vídeo "A Montanha", que mostra a evolução da paisagem local a uma altitude de 3.718 metros.
Em menos de um mês, o vídeo já foi visto por mais de 8 milhões de pessoas nos sites Vimeo e YouTube.
As imagens captadas por Sørgjerd mostram a evolução da Via Láctea no céu em diversas fases do dia, vista a partir do topo da montanha, no parque nacional de mesmo nome localizado nas ilhas Canárias.
"O local é também uma de minhas ilhas favoritas, com uma variedade fantástica de natureza e paisagens. Sabia que se eu conseguisse colocar essas coisas juntas eu certamente inspiraria as pessoas", disse o fotógrafo.
Sørgjerd diz que para conseguir captar suas imagens, dormiu menos de dez horas ao todo ao longo da semana em que ficou sobre a montanha e enfrentou desafios como uma tempestade de areia vinda do deserto do Sahara. A visibilidade quase nula a olho nu não o impediu de capturar com sua câmera a luz das estrelas por trás das nuvens de poeira.
Sørgjerd já havia feito sucesso com um trabalho anterior, A Aurora, no qual conseguiu capturar imagens da aurora boreal em um parque nacional no norte da Rússia, a temperaturas que chegavam a 25 graus Celsius negativos.
"Depois do sucesso de A Aurora, me senti imensamente inspirado a fazer algo semelhante depois. A Via Láctea me pareceu um grande desafio, e El Teide, a montanha mais alta da Espanha, me pareceu a locação perfeita", diz o fotógrafo.
Sørgjerd conta que sua forte paixão pela natureza o levou a adotar como profissão em 2006 o antigo hobby.
Mas ele diz que fotografar o céu com qualidade está cada vez mais fácil, mesmo para os amadores. "As câmeras estão cada vez melhores e capturar mais luz sem muito ruído se torna mais fácil a cada ano. É só sair e praticar, praticar e praticar", sugere.
Nacionalidade de Adão e Eva... Um alemão, um francês, um inglês e um brasileiro apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso. O alemão comenta: - Olhem que perfeição de corpos: Ela, esbelta e espigada; Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados. Devem ser alemães. Imediatamente, o francês contesta: - Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras ... Ela, tão feminina ... Ele, tão masculino ... Sabem que em breve chegará a tentação ... Devem ser franceses. Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta: - Que nada ! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.
Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa, o brasileiro declara: - Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, tão na merda!!!!!... Só têm uma única maçã para comer. Mas não protestam, ainda estão pensando em sacanagem e pior, acreditam que estão no Paraíso. Só podem ser brasileiros ... Agradecimento ao amigo Carlos Fouraux
A direção do sepe terá uma audiência nesta quarta-feira (dia 11 de maio), no gabinete da SEEDUC, com os secretários de estado de Planejamento, Sérgio Ruy, e de Educação, Wilson Risolia, às 14h. A audiência com os representantes do governo estadual é um fruto concreto da mobilização da categoria, que, no dia 4 e 5 de maio, realizou uma greve de advertência de 48 horas, além de ter ido até as escadarias da Alerj, num ato para pressionar os deputados da bancada governista a convencer o governador a reabrir as negociações em torno das reivindicações da rede estadual.
Na audiência, a direção do sindicato vai continuar tentando convencer os secretários sobre a importância do atendimento da nossa pauta emergencial, que é a seguinte:
--> 26% de reajuste emergencial imediatos;
--> descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos;
--> incorporação já da totalidade das parcelas da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar só em 2015)
No dia 18 de maio, o Sepe convoca a categoria para acompanhar uma audiência pública na Alerj, a partir das 10h, quando o secretário de Educação Wilson Risolia prestará contas da sua gestão para os deputados. SEPE
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sinalizou que deve conceder aumento para professores de escolas estaduais. No ano passado, vários protestos e uma greve foram realizados pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) para pressionar o ex-governador José Serra a conceder reajuste salarial.
- Isso [reajuste para o professorado] está sendo analisado. Nós vamos sim valorizar o professor, o início da carreira, mas ainda está em análise. Vamos completar todos os estudos para depois anunciarmos.
O secretário da Educação, Herman Voorwald, já se reuniu com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) para discutir questões ligadas às escolas, como a mudança do sistema de repetência dos alunos (a chamada progessão continuada) e o reajuste salarial.
Alckmin também deixou em aberto a possibilidade de o governo realizar um concurso público para preencher as 95,8 mil vagas que estão abertas no Estado para o nível PEB 2 (Professor de Educação Básica 2).
- Nós já nomeamos 10 mil professores da PEB 1 (Professor de Educação Básica 1), e vamos preenchendo todas as vagas. São concurso que vão se fazendo periodicamente, mas a ideia é ter todo mundo concursado. Ensino técnico
O investimento de R$ 1 bilhão do governo federal para o Pronatec, o chamado "ProUni do ensino técnico", foi minimizado pelo governador, que é filiado ao PSDB-SP.
- O orçamento do Centro Paula Souza ultrapassou já bem mais que um R$ 1 bilhão.
Apesar disso, Alckmin disse que está interessado em fazer parcerias com o novo programa do governo Dilma, e elogiou a iniciativa do Pronatec.
- Eu vejo de forma muito positiva [o lançamento do Pronatec]. São Paulo tem o Centro Paula Souza há mais de 40 anos. Então temos uma tradição e um nível de qualidade excepcional nas Fatecs [Faculdade de Tecnologia] e Etecs [Escola Técnica Estadual de São Paulo]. Por isso, nós estamos inteiramente abertos e interessados nesta parceria com o governo federal.
O governador deu a entrevista após ministrar uma palestra no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), sobre a importância do Estado paulista na economia e na educação do país.
Comentário: Depois de ter que assumir o fracasso da meritocracia da educação de São Paulo e o retrocesso nos valores do Ideb do estado, agora o governador do PSDB resolveu que vai valorizar os que estão na linha de frente da educação: os professores. Como esses políticos são lentos quando o assunto é resolver os problemas da população!!! Aqui no Rio o Risole já admite pedir desculpas pela falha de um plano que nasce fracassado, já que não partiu dos funcionários da educação nem dos representantes da categoria (os que estão diretamente envolvidos!), mas "surgiu" de uma mente economista, onde educação = desperdício de dinheiro e professor = operário de linha de montagem.
Resgate de cães que virariam comida mostra força do movimento pró-animais na China
Ativistas resgataram cerca de 500 cães destinados a virar comida na China, em um caso que mostra o crescimento do movimento de defesa dos animais no país, segundo o correspondente da BBC em Pequim Michael Bristow.
Os voluntários interceptaram um caminhão que levava os animais em Pequim e compraram os cachorros do caminhoneiro por US$ 18 mil (R$ 29 mil), depois de uma batida envolvendo a polícia.
Aglomerados em gaiolas, os animais estavam sendo levados para o nordeste da China, para serem vendidos a restaurantes.
Alguns dos cães resgatados estavam doentes. Muito apertados no caminhão, eles haviam arranhado e mordido uns aos outros. Além disso, vários tinham parvovírus, um vírus potencialmente fatal que ataca os intestinos e o coração dos caninos.
A carne de cachorro é consumida por muitos séculos na China, onde várias pessoas acreditam que ela tem propriedades medicinais.
A batida, feita em um pedágio no último dia 15 de abril, durou 15 horas. Finalmente, em um ato de desespero, os ativistas usaram seu próprio dinheiro para comprar os cães do motorista.
A polícia, que apareceu no local, alegou que não poderia fazer nada para intervir, já que o caminhoneiro não estava desrespeitando qualquer lei. Redes sociais
Os ativistas resolveram agir quando receberam a informação de que um carregamento de cães estava passando por Pequim.
Quando ficou sabendo do caso, o voluntário Wang Qi, que trabalha para a Associação Protetora dos Pequenos Animais da China, publicou a informação por meio de redes sociais para levar mais pessoas a parar o caminhão.
"Mandei a mensagem e então corri para o local. As pessoas começaram a chegar lá uma hora depois. No total, eram quase 300 pessoas", disse Wang à BBC.
Acompanhados de voluntários, alguns animais foram levados a mais de 20 hospitais veterinários, enquanto outros foram levados para recuperação na sede da associação. Visitas
Informações sobre o resgate se espalharam rapidamente, com centenas de voluntários e amantes dos animais visitando o local nos dias que se seguiram.
Na sede da associação, o correspondente da BBC falou com uma aposentada de 80 anos e sua filha, que apareceram com um carro cheio de ração para cachorro, que doaram à entidade.
"Eu já havia ouvido falar da organização, mas eu nunca estive aqui antes. Pensei em vir e fazer o possível", disse a mulher.
Outras pessoas ficaram comovidas com o drama do resgate e com as más condições de vários dos cães que se recuperavam.
"Eu trouxe um pouco de ração, me sinto muito mal", disse à BBC a chinesa Qi Jing, sem esconder as lágrimas.
De acordo com Bristow, o episódio mostra como um número cada vez maior de chineses agora veem os cães e gatos mais como animais de estimação, e menos como fonte de proteína.
A fundadora da Associação Protetora dos Pequenos Animais, Lu Di - que vive com cerca de cem cães e gatos -, afirma que a lei chinesa não protege apropriadamente os animais de estimação, levando cidadãos comuns a defendê-los por iniciativa própria. BBC Brasil
Existem hoje inúmeras áreas de atividade profissional que são causadoras de doenças, chamadas ocupacionais. Além das patologias provocadas pelas condições de trabalho, que provocam danos à estrutura física das pessoas, temos hoje um grande contingente de trabalhadores que adoecem pela organização do trabalho.
Entende-se, por organização do trabalho, a maneira como ele é executado. Como exemplo, podemos citar os trabalhadores em atividades repetitivas ou nas quais os patrões estabelecem metas que devem ser cumpridas obrigatoriamente. Alguns desses setores de atividade profissional vitimam trabalhadores emocional e fisicamente, como é o caso dos trabalhadores em frigoríficos e em indústrias de roupas. Outras atividades adoecem o trabalhador emocionalmente, sendo que isso tem se tornado rotina entre professores de escolas públicas, policiais e trabalhadores da saúde, principalmente os que convivem com a linha de frente do atendimento.
Como médico psiquiatra tenho atendido um sem número de trabalhadores que desenvolvem um quadro emocional caracterizado por crises terríveis de ansiedade, durante as quais eles sentem o coração disparar, o fôlego ficar curto, as extremidades geladas e o peito oprimido. Tais sintomas caracterizam o que é classificado como “síndrome do pânico”, nas classificações de transtornos psiquiátricos.
Ao buscar o nexo causal de tais crises invariavelmente descubro a influência de um trabalho que se tornou penoso. É muito comum em professores de escolas públicas, que chegam a desenvolver um acentuado pavor até de chegar perto da escola, ou em policiais que, de tanto enfrentarem o perigo, passam a desenvolver um quadro de paranoia, não se desgrudando de suas armas nem quando vão dormir, em suas residências, no aconchego do lar, junto às suas famílias.
Se formos buscar que recursos os governos oferecem a tais trabalhadores para que recuperem sua sanidade emocional, vamos encontrar uma situação de descaso e negligência, pois a maioria dos governantes não está sensível a tais problemas. A preocupação maior deles é com a construção de obras, para atender à sanha voraz dos empreiteiros que financiaram suas campanhas e depois voltam para cobrar o preço de tal apoio. Apesar de que, nas campanhas eleitorais, a maioria dos políticos jura que vai cuidar dos servidores, que, segundo eles, terão todos os recursos necessários para trabalhar com dignidade, tudo fica só no discurso.
Nesse primeiro de maio, quando celebramos a data que marca o Dia do Trabalho, temos que repensar como está a saúde do trabalhador. Historicamente ela foi marcada por agravos físicos, como as contaminações por substâncias tóxicas ou por acidentes resultantes da falta de equipamentos de proteção individual e/ou coletivo. Na atualidade, no entanto, vemos o componente emocional provocando inúmeros casos de afastamento do trabalho, num processo de redução da autoestima do trabalhador, que se sente humilhado por ser “encostado” como se fosse uma peça estragada de uma engrenagem que não pode parar de funcionar.
Há que se ressaltar que tais trabalhadores não recebem nenhum apoio da Previdência Social, que deveria oferecer-lhes um serviço de reabilitação profissional, com apoio psicológico e social, para que superem os seus traumas. O que recebem, muitas vezes, são comentários desairosos de médicos peritos, que os tratam como preguiçosos e simuladores.
O Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu acaba de deliberar que vai iniciar forte movimento de atuação no sentido de denunciar as agressões sofridas pelos trabalhadores em seus locais de trabalho e a omissão das autoridades no sentido de evitar as mesmas, bem como ao negar-lhes apoio depois que adoecem. Nesse primeiro de maio queremos anunciar que os trabalhadores terão o nosso apoio na luta por sua saúde. Não podemos aceitar que o local de trabalho seja motivo de pânico. Ele tem que ser local de alegria, pois é nele que os homens e as mulheres exercitam aquilo que mais os dignifica: sua capacidade de realizar um trabalho.
José Elias Aiex Neto é médico psiquiatra da prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e membro do Conselho Fiscal do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu.
Em sete dias, Rio registra 4.300 novos casos de dengue
O município do Rio de Janeiro registrou aumento de 4.330 novos casos de dengue nos últimos sete dias, totalizando 34.734 notificações confirmadas. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria Municipal de Saúde. Em média, na última semana, foram 618 casos por dia.
Os bairros mais atingidos, considerando o número de casos de cada região, são Santa Cruz, com 3.728 casos, Campo Grande, com 3.646, Jacarepaguá, com 3.025, Bangu, com 2351, todos na zona oeste da cidade.
Mortes confirmadas
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro divulgou na última quarta-feira (4) os números sobre os casos de dengue no Estado, que registrou 52 mortes causadas pela doença, 20% a mais do que registrado no último balanço divulgado no dia 27 de abril, que totalizou 43 mortes. No total, foram notificados 77.264 casos suspeitos da doença.
O município que registrou o maior número de vítimas foi o Rio de Janeiro, com 19 mortes, seguido de São Gonçalo (8), Nova Iguaçu e Duque de Caxias (4) e Magé (2). As cidades de Cabo Frio, Maricá, Mesquita, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jesus de Itabapoana, Itaocara, Itaperina, Rio das Ostras, Barra Mansa, Belford Roxo e Campos dos Goytacazes registraram uma morte cada uma.
A secretaria divulgou ainda os municípios que apresentam epidemia no Estado: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.
Jovens têm mais riscos
A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.
O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.
- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.
Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria apenas 4% tiveram complicações e 1% foram considerados graves.
Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.
O Rio de Janeiro está entre os 16 Estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.
"Este computador parece e funciona como uma pequena folha de papel interativo. Você interage com ele dobrando para ser um celular, virando o canto para mudar páginas, ou escrevendo nele com uma caneta." O protótipo, chamado de PaperPhone (telefone de papel) é melhor descrito como iPhone flexível - ele faz tudo que iPhone faz, armazena livros, toca música ou faz ligações. Mas seu visor consiste em um display de filme flexível tipo "E Ink". O que o torna mais portátil que qualquer celular ou tablet atual.
A invenção anuncia uma nova geração de computadores super leves, finos e flexíveis. Eles não consomem nenhuma energia se você não interagir com ele. Quando os usuários estão lendo, eles não sentem que estão segurando um pedaço de vidro e metal.
Ato nas escadarias da Alerj dos profissionais da Rede Municipal.
Hoje, 5 de maio, os profissionais da rede estadual que estão fazendo um ato de protesto nas escadarias da Alerj iniciado as 10h. O objetivo do protesto é o de chamar a atenção da população e dos deputados estaduais para as reivindicações dos cerca de 80 mil professores e funcionários das 1.652 que compõem a rede do estado, responsáveis pelo atendimento de cerca de 1,2 milhão de alunos. A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:
um reajuste emergencial de 26%;
a abertura das negociações com o governo;
a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);
o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
Ainda nesta quinta-feira, a partir das 14h, os profissionais debaterão os próximos passos da campanha salarial de 2011 em uma assembléia geral no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).
Os professores querem reposição salarial de 26% e gratificações. Segundo o sindicato da categoria, o piso salarial é de R$ 760,00.
do RJ INTER TV 1ª Edição
Profissionais da rede estadual de educação começaram uma paralisação de 48 horas nesta quarta-feira (04). Em várias cidades as aulas estão suspensas até esta quinta (05). Em Campos, Nova Friburgo e Cabo Frio algumas escolas estão sem aulas a partir de hoje (04). Os professores querem reposição salarial de 26% e gratificações.
Segundo o sindicato da categoria, o piso salarial é de R$ 760,00. Nesta quinta-feira (05) uma assembleia vai discutir as negociações com o Governo do Estado. Em Petrópolis, apenas dois professores aderiram segundo a Secretaria de Educação. Em Teresópolis, os estudantes tiveram aulas normalmente.
A mobilização da rede estadual, que realiza uma greve de advertência de 48 horas iniciada ontem, dia 4, começa a dar resultados: amanhã (dia 5), às 16h, ocorrerá uma audiência entre a direção do Sepe e uma comissão pluripartidária da Alerj, com a presença do deputado Paulo Mello, presidente da Alerj e importante interlocutor do governador Sergio Cabral. O objetivo desta audiência é cobrar que o governo estadual dê respostas concretas às reivindicações da categoria, especialmente em relação ao reajuste salarial, plano de carreira dos funcionários e antecipação das parcelas do Nova Escola.
Na reunião, o sindicato alertará o governo que a rede estadual poderá permanecer paralisada, entrando em greve por tempo indeterminado, caso o governo continue com sua intransigência em não responder a estas reivindicações. Uma audiência com o secretário de Educação Wilson Risolia também está marcada para o dia 10 de maio. Queremos antecipar esta data ou obter a garantia de que nesta nova reunião teremos respostas também da equipe econômica do governo, já que o secretário Risolia não tem respondido às questões que envolvem aumento dos investimentos em educação.
Amanhã, quinta-feira, professores e funcionários administrativosfazem um ato de protestonasescadariasdaAlerj, a partirdas10h. O objetivo do protestoé o de chamar a atençãodapopulação e dos deputadosestaduaispara as reivindicações dos cerca de 80 mil professores e funcionáriosdas 1.652 quecompõem a rede do estado, responsáveis pelo atendimento de cerca de 1,2 milhão de alunos. A categoria reivindica do governador Sérgio Cabral o seguinte:
1) um reajuste emergencial de 26%;
2) a abertura das negociações com o governo;
3) a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);
4) o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
Ainda nesta quinta-feira, a partirdas 14h, os profissionais debaterão os próximos passos da campanha salarial de 2011 em uma assembléia geral no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).
Depois da rejeição da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4167) contra a Lei do Piso (Lei 11.738/08), Estados e municípios sofreram outra derrota no Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (27). O parágrafo 4º do artigo 2º, que prevê o máximo de 2/3 da jornada de trabalho para o "desempenho das atividades de interação com os educandos" foi também aprovado pelo Supremo.
A manutenção do referido parágrafo terá impacto direto no número de contratações, já que será necessário um número maior de professores. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que as prefeituras deverão contratar mais 18o mil professores. Só o estado de São Paulo deverá contratar mais 80 mil.
Sabemos que um terço da carga horária para pesquisa, reciclagem e preparação de aulas ainda é muito pouco, mas já é uma conquista inquestionável. Resta saber se os estados renitentes irão finalmente se curvar à decisão. Como a decisão foi tomada por empate na votação, o julgamento não teve efeito vinculante, o que significa que ainda poderá voltar a ser debatido. Com uma coisa, pelo menos, já podemos esperar: a contratação dos novos professores dará a Alckmin um argumento pronto para não dar aumento nos salários...
Rede estadual fará greve de advertência de 48 horas nos dia 4 e 5 de maio
Os profissionais da rede estadual fazem uma greve de advertência de 48 horas na quarta e quinta-feiras (4 e 5 de maio). A paralisação tem o objetivo de exigir do governador Sérgio Cabral um reajuste emergencial de 26%; a abertura das negociações com o governo; a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
No dia 5 de maio o Sepe convoca a categoria para um ato de protesto nas escadarias da Alerj, a partir das 10h. Nesta atividade, os profissionais vão pressionar os deputados a intercederem junto ao governador para que ele abra as negociações com a categoria. A partir das 14h, será a vez da realização de uma assembléia geral no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).
O vereador Aires Bessa de Figueiredo (PSDB) foi morto a tiros em uma pizzaria na rodovia Amaral Peixoto, na altura do km 133, em Unamar, distrito de Cabo Frio, região dos Lagos, na noite de terça-feira (3). O assessor do político também foi baleado e morreu.
Dois bandidos em uma moto teriam efetuado diversos disparos contra o vereador e seu assessor enquanto eles jantavam com outros dois homens.
Após os assassinatos, os criminosos fugiram.
Policiais do Batalhão de Cabo Frio (25º BPM) ainda não sabem o motivo e nem a autoria do crime.
Segundo a polícia, Aires Bessa morreu na hora e o assessor dele chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Tamoios, também em Cabo Frio, mas não resistiu.
Os homens que estavam em companhia do político e do assessor prestaram depoimento na delegacia de Cabo Frio (126ª DP), onde o crime foi registrado.
O corpo do vereador está sendo velado no Ginásio Aracy Machado e as 15h será levado a Câmara Municipal de Cabo Frio onde acontecerá sessão solene. R7.com
É um absurdo imputar ao docente a responsabilidade integral pelo fracasso da educação estadual do RJ, pois o docente NÃO PODE ser responsabilizado pelo:
-baixo nível de conhecimento dos alunos que recebemos das prefeituras;
-desinteresse de aprendizagem dos alunos;
-pelo relaxamento da maioria dos pais com relação aos estudos dos filhos, que não estudam em casa e não fazem os trabalhos de casa;
-por uma grade curricular fraquíssima no ensino médio;
-por turmas superlotadas, indo contra uma determinação do próprio estado, que é a Deliberação CEE Nº 316 de 30/03/2010. O que prejudica ainda mais os poucos interessados, pois turmas superlotadas facilitam a Não aprendizagem;
-constante falta de professores no decorrer dos anos letivos, decorrente dos pedidos diários de exonerações, devido ao baixíssimo piso salarial que hoje é pago.
Por tudo que foi citado considero uma covardia (uma canalhice) do governo estadual do RJ a pressão que está exercendo sobre os professores com ameaças de reciclagem e de exoneração caso as metas não se cumpram e os números de alunos retidos (reprovados) não diminua, etc...
Fica claro que os Srs. Cabral e Risólia não entendem nada de educação. Não há plano para educação que dê resultado em curtíssimo período de tempo, ainda mais tratando-se de um plano medíocre como esse , cujos alicerces não foram implantados. Educação não é comércio e aluno não é mercadoria.
Os profissionais da rede estadual fazem uma greve de advertência de 48 horas na quarta e quinta-feiras (4 e 5 de maio). A paralisação tem o objetivo de exigir do governador Sérgio Cabral um reajuste emergencial de 26%; a abertura das negociações com o governo; a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
No dia 5 de maio o Sepe convoca a categoria para um ato de protesto nas escadarias da Alerj, a partir das 10h. Nesta atividade, os profissionais vão pressionar os deputados a intercederem junto ao governador para que ele abra as negociações com a categoria. A partir das 14h, será a vez da realização de uma assembléia geral no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).
Nas 1.652 escolas que integram a rede estadual (70 mil profissionais e 1,245 milhão de alunos), os profissionais estão mobilizados para conseguir reajuste emergencial de 26%. O índice de 26% reivindicado é resultante de parte das perdas salariais entre 2009 e 2010. Hoje, um professor do estado iniciante (nível 1) recebe um piso salarial de R$ 610,38; já um professor que trabalha 22 horas semanais, com 10 anos de rede (nível 3), recebe R$ 766,00.
A situação do funcionário administrativo é ainda pior: se a incorporação do Nova Escola fosse feita imediatamente o piso salarial desse funcionário atingiria somente R$ 533,00 – menos, portanto, que o salário mínimo nacional, que é R$ 545,00.
O Sepe, reiteradamente, tem tentado buscar a via da negociação com as autoridades estaduais, mas, desde o início do ano, não tem tido resposta do governador aos pedidos de audiência. A última audiência com o secretário de Educação Wilson Risolia foi realizada no início de janeiro, quando ele convocou o sindicato para fazer uma apresentação do seu Plano de Metas e não discutiu as reivindicações da categoria. sepe
Reproduzo artigo de Eduardo Galeano, extraído de "O livro dos Abraços":
Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários.
Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio. – Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada.
O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo.
Após a inútil exploração de Heymarket, meus amigos me levam para conhecer a melhor livraria da cidade. E lá, por pura curiosidade, por pura casualidade, descubro um velho cartaz que está como que esperando por mim, metido entre muitos outros cartazes de música, rock e cinema.
O cartaz reproduz um provérbio da África: Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.