sábado, 11 de fevereiro de 2012

A ditadura escancarada de Cabral


É inconcebível a sucessão de ilegalidades, de medidas arbitrárias e a fúria repressiva do ditador Pinochet Cabral, que afronta a Constituição e o Estado Democrático de Direito com a conivência da maior parte da mídia. 

O ditador Pinochet Cabral instituiu o rito sumário para a expulsão dos militares conseguindo ir mais longe do que a ditadura militar. A máquina de repressão está prendendo centenas de policiais e bombeiros, muitos já foram levados para o presídio de Bangu 1, onde convivem com perigosos chefes do tráfico e estão incomunicáveis. Apesar de serem prisões administrativas todos estão sendo tratados como bandidos e inclusive obrigados a usar o uniforme de presidiários como se fossem criminosos condenados

A mídia como não tem provas para me acusar de nada, insinua, manipula, omite, para que a população acredite que eu incitei o movimento. É mais um massacre, o que eu já estou acostumado. 

A verdade é que a ditadura de Pinochet Cabral transformou o Rio numa terra sem lei, onde o que vale são os desvarios do governador que manda prender, mesmo antes de ter o mandado, como no caso do cabo Daciolo. O movimento dos policiais e bombeiros é pacífico e justo. Amanhã, às 10h, mais uma vez haverá uma manifestação em frente ao Copacabana Palace. Os policiais e bombeiros estão de parabéns, porque apesar de toda a revolta mantêm a serenidade e não apelam para atos de vandalismo como aconteceu na Bahia. 
Garotinho

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A greve de fome que a TV não mostra

Se o cineasta Pedro Rios Leão – hoje ativista –, em greve de fome de fronte à maior central de jornalismo da maior emissora de TV do Brasil, fosse cubano, chinês ou monge tibetano estaria na capa dos jornais de maior circulação do país. 

Quem sabe se não fosse um brasileiro, em greve de fome por injustiça social e violação de direitos humanos, ele seria chamado de mártir pela “grande mídia”. Seria matéria de destaque nos principais telejornais e provocaria lágrimas de solidariedade nos leitores de teleprompter. Talvez seu ato virasse até poesia na boca de apresentador de reality show e tema de documentários jornalísticos.

Mas não: em se tratando da transparência na mídia brasileira, é muito circo. Falam em futebol direto, no jornal local, depois no noticiário esportivo e ainda mais na edição nacional. Entre uma partida e outra é samba, carnaval, festa e denúncias vazias, para cativo ver. O cidadão incauto e que não busca informação por conta própria fica lá, cativo, no sofá, olhando sombras na parede e achando que aquilo é o mundo real.

Para contrabalançar a amostragem de polêmicas em outros países – eles adoram mostrar como a grama do vizinho é mais verde e ficar fuxicando sobre a vida dele – nos empurram notícias internacionais que pouco ou nada nos interessam. Por exemplo, você se interessa por Mitt Romney? Enquanto isso, o abuso de poder, de autoridade e a corrupção crescem a galope em nosso país, tanto dentro das esferas do poder público – formado por funcionários pagos com o dinheiro do povo – quanto nas grandes corporações – que dependem da economia popular para prosperar.

O ópio midiático
A inversão de valores está fora de controle. Ou nós, do povo, fazemos alguma coisa e nos fazemos ser ouvidos, ou não haverá um futuro para o futuro da raça humana. A gente pode até não viver mais que 80 anos, vai embora, morre, mas nossos filhos, netos, bisnetos vão precisar de um planeta habitável para viver.

Pedro Rios está em greve de fome por ficar indignado com o que foi feito em Pinheirinho que, realmente, para ele e muitos mais brasileiros e brasileiras indignados, foi a gota d’água. É como disse o próprio, a uma mulher que o inquiriu sobre o efeito que ele esperava, dizendo que o sacrifício que ele está fazendo é inócuo no macro-social: “Você sabe uma represa, uma barragem ou um dique? Começa a pingar uma gota, vira um fio d’água, aparecem as rachaduras e sem ninguém esperar se rompe e ninguém segura a inundação.”

O ativista escolheu este local para sua manifestação não declarando guerra a uma emissora específica, e sim, em nome da transparência em toda produção jornalística de todas elas. Pedro escolheu a central de jornalismo da maior emissora do país porque foi uma afiliada desta mesma emissora que deixou de mostrar fatos, através reportagens pífias, seja por interesse obscuro – como pensa Pedro – ou mesmo, quem sabe, por falta de interesse ou incompetência.

Pedro Rios escolheu fazer seu protesto, pacífico, de fronte à emissora que representa a mídia de massa brasileira. O que esta gigante faz geralmente cai na graça dos telespectadores e acaba sempre sendo imitado, copiado pelas outras. A audiência é mantida cativa porque acredita que aquelas sombras, projetadas na parede de sua caverna, é espelhamento do mundo real. Parte dos cativos chega ao ponto, absurdo, de confundir personagens de ficção com a realidade. Dopados pelo ópio midiático, perseguem personagens de novela nas ruas confundindo-os com os seres fictícios da teledramaturgia.

Confusão de interesses
Outro fator que faz notícias vindas do estrangeiro serem mais isentas, com matérias mais bem contextualizadas e esclarecedoras, creio ser o fato de que a equipe do jornalismo internacional, das principais emissoras de TV aberta do país, é muito superior à nacional. O problema começa nas regiões mais longínquas, nas cidades pequenas, nas afiliadas que retransmitem o sinal das grandes. Estas retransmissoras também são geradoras de conteúdo que, em sua quase totalidade, se trata de conteúdo jornalístico e já começam errando quando faturam bem e pagam péssimos salários aos seus profissionais. Ou você acha que um jornalista de São José dos Campos ganha o mesmo que um do Rio de Janeiro ou de São Paulo? Não bastasse a questão logística e de recursos humanos, as afiliadas das grandes produtoras de conteúdo e geradoras de sinal estão muitas vezes sob o comando de grupos com interesses políticos, quando não nas mãos dos próprios políticos.

Enquanto isso, os responsáveis pelo jornalismo internacional têm profissionais do mais alto gabarito, bem preparados e remunerados, sob um comando muito mais isento e autônomo, apresentando assim, ao grande público, um conteúdo jornalístico de qualidade infinitamente superior. Em termos comerciais, o jornalismo bem feito se vende por si só, não há a necessidade do constante e replicante apelo emocional que acaba infantilizando o telespectador em busca de maior produtividade e retorno financeiro. O jornalismo local parece subestimar o perfil do telespectador mais antenado, conectado.

Enquanto os telejornais locais competem entre si, o jornalismo internacional não encontra concorrência. Todas as emissoras mantém uma mesma linha de atuação no exterior, pois estando em solo estrangeiro encontram a competitividade de gigantes como CNN, BBC, AFP, Telesur, Al Jazira... Há um desequilíbrio. Percebe-se, sem muito esforço, que o telejornalismo nacional, produzido e divulgado em nosso país, ainda faz muita confusão de interesses. Mostra o que eles (editores) acham que é de interesse do público, pensando demasiadamente na parte comercial e de relações com o poder público, pecando e deixando em segundo plano o que é de interesse público.

Interesse do público e interesse público
O conteúdo produzido com base no que se pensa ser de interesse do público é aquele conteúdo empurrado aos telespectadores, usando como referência o que os editores acham que o público gostaria de ver, como, por exemplo, esportes violentos, crimes banais, sexo, crenças tolas e modismos. Este tipo de jornalismo, se é que se pode chamar isso de jornalismo, parece ter como escopo apenas audiência e lucro, naquela velha, perversa e insustentável crença de que existe acumulação eterna. Já o conteúdo produzido com foco no interesse público é aquele que mostra a verdade nua e crua, doa a quem doer. O conteúdo de interesse público, por vezes, pode até abranger fatos que – ao contrário do que ainda teimam em ensinar nos cursos superiores de comunicação, baseados em modelos de gestão ultrapassados – o público supostamente não teria interesse em saber e que poderiam prejudicar a veiculação comercial que faz a TV aberta ser um negócio rentável.

Não sou daqueles radicais que acha que por ser a TV aberta uma concessão pública, eles não têm direito a lucrar com o negócio. Sim, eles têm o direito de lucrar, mas para tudo há limite. Não vejo vantagem alguma em se deixar a audiência na obscuridade do ignorantismo. Parece-me crueldade a exploração comercial dos sentimentos do telespectador. Se venda é emoção e se usam a emoção para vender, isto deveria ser considerado crime de estelionato sentimental.

Vão dizer: “E o cara que está lá em greve de fome, não está apelando para os sentimentos da população?” Sim, realmente está, mas ele não está vendendo nada, não espera retorno financeiro com seu ato, e sim, espera que seja feita justiça. E se disserem: “Ah, mas o cara é louco de fazer isso!” Pode até ser, mas aí um louco está lá fazendo o que os que se dizem sãos não fazem, e por todos nós. Aí é minha vez de perguntar: por que uma pessoa que está em greve de fome há três dias, protestando e fazendo graves denúncias à violação de direitos humanos na desocupação de Pinheirinho, é solenemente ignorada pela “grande mídia”?

Será que o jornalismo brasileiro está virando uma boutique, será que morreu? Alguém viu ou ouviu falar? Cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura militar, cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura Vargas? Não seria hora de remodelar este jornalismo nascido na queda da Bastilha e adaptá-lo à Era da Informação e do Conhecimento? Jornalismo é notícia pura, é a vida em movimento, é tudo que faltou na cobertura de Pinheirinho e falta na cobertura da greve de fome de Pedro Rios Leão, mas não falta nas coberturas internacionais. Em minha ótica, não há jornalismo de verdade que sobreviva quando se perde a noção de equilíbrio, entre o que é interesse do público e o que é de interesse público.

Ronald Sanson Stresser Junior  Observatório da Imprensa

Liberdade para o cabo Daciolo e para o coronel Paúl

Mais uma arbitrariedade foi praticada ontem pela ditadura de Pinochet Cabral. 
O coronel Paúl foi preso por ordem do comandante da PM depois da assembléia da Cinelândia. Seu único crime foi o de defender a greve no seu blog. Quem se opõe ao regime de Pinochet Cabral é perseguido como nos piores tempos da ditadura militar. Ainda não tenho mais informações, mais tarde passarei para vocês. O cabo Daciolo continua incomunicável no presídio de segurança máxima de Bangu 1. Ontem Cabral queria que se arrumasse algum pretexto para transferir Daciolo para um presídio federal longe do Rio e da família. 

Sobre a Greve dos Bombeiros e Policiais

É impressionante o descaso e a vilania com que o governo do estado do Rio, na figura de seu governador, secretários e deputados estaduais (da BASE do governo), trata o funcionalismo público e nesse caso as forças de segurança pública no estado.  O governador Sérgio Cabral, aquele mesmo que se dizia defensor dos idosos e aposentados, do alto de sua arrogância e empáfia vem se negando rotineiramente a conversar com os diversos setores e seus representantes. Sempre alegando para a mídia domesticada (O Pig) que não recebe representantes de  "uma meia dúzia de baderneiros", mas na verdade o governador não recebe e não responde a ninguém, nunca. Em nenhum momento aparece para negociar ou sequer ouvir os apelos do funcionalismo público do estado.
A crise (ou as crises) que vem se abatendo sobre o o governo do estado do Rio acontece por falta de atenção e diálogo.  Inacreditável mesmo é ver que um governo que teve meses e até mesmo anos para articular um plano de ação junto aos policiais e bombeiros que impediria a greve e os problemas causados por ela, mas não o fez por pura má vontade, consiga negociar um plano B em 48h junto ao governo federal para o uso das  forças armadas no estado.
Ficamos reféns da falta de consideração do governador e seus subordinados - que "acreditam que os policiais e bombeiros não farão greve" - para tentar uma negociação com policiais e bombeiros, que são os que tem a pior remuneração do país!!! Isso no 2º estado mais rico do Brasil, onde o governador sempre aparece dizendo como nosso estado é rico e tem recebido cada vez mais investimentos! É um paradoxo, uma ambiguidade, como só ele não consegue perceber isso??? Age com toda a sua petulância de playboy da zona sul, que passa mais tempo em Paris do que no Rio, deixando de lado os que mais trabalham.
A imprensa vendida (e muito bem paga, diferente dos policiais, bombeiros, professores, médicos etc) faz o seu papel de apoiar os "esforços" do governo e demonizar os lideres e os movimentos reivindicatórios, chega a ser nojento o nível de manipulação e distorção da informação que é transmitida em todos os noticiários, em especial no horário nobre, como "bombeiros são vândalos, policiais são irresponsáveis" e por aí vai a cantilena de descrédito a esses que são os verdadeiros heróis da população, que arriscam suas vidas e abrem mão de passar mais tempo com suas famílias, não por serem muito bem pagos, mas por saberem o importante papel que desempenham junto à sociedade.
Todo apoio à greve dos bombeiros e policiais.
Doc Costa

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Assembleia hoje às 18h na Cinelândia



Todos os Policiais Militares, Bombeiros e Civis devem comparecer hoje na assembléia para decidir sobre a realização da greve dos servidores, e discutir sobre a prisão ilegal do Cabo daciolo determinada por Sérgio Cabral.

Peço a todos que a manifestação seja pacífica e ordeira, e não aceitem provocações isoladas, e de estranhos ao movimento, acima de tudo todos devem se pautar pela legalidade.


Operação Fora Cabral! O Rio não te aguenta mais

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Só 50% dos jovens concluem ensino médio na idade esperada


Meta de aumentar este índice para 90% até 2022 pode não ser cumprida.


Somente um pouco mais da metade (50,2%) dos jovens brasileiros concluem o ensino médio até os 19 anos, idade considerada "esperada" apesar de levar em conta um ano de atraso. O pior índice (36,6%) aparece no Norte e o número mais favorável na Região Sul (60,5%). A meta 4 estabelecida pela ONG Todos pela Educação para o ensino brasileiro é que o governo possa fazer com que até 2022, 90% ou mais dos jovens tenham terminado este nível de ensino.
Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apresentados no relatório 'De olho na metas' pelo Todos pela Educação nesta terça-feira (7), em São Paulo. A ONG lançou cinco metas para elevar a qualidade da educação do Brasil e faz o acompanhamento dos dados periodicamente.

Os dados da conclusão do ensino médio são da Pnad e se referem a 2009, pois em 2010, não houve nova edição da Pnad, e sim do censo demográfico. A publicação completa dos dados do censo demográfico 2010 está prevista para 2012, bem com a dos resultados da Pnad 2011.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais de idade, 37,1% têm 11 ou mais anos de estudo, segundo a Pnad. Esse é o tempo mínimo investido para que o estudante conclua o ensino médio e o fundamental de oito anos.
"A rede do ensino médio é muito desafiada porque é como se ela recebesse todas as dificuldades dos níveis anteriores, como defasagem, evasão, abandono. Além disso é mais difícil segurar o jovem na escola e garantir que ele aprenda com qualidade", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação.
De acordo com o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFMG), há fortes indícios de que o a meta 4 não será cumprida em 2022 se o padrão de melhoria da educação se mantiver o mesmo. Segundo ele, as previsões indicam uma taxa de conclusão (com até um ano de atraso) de 76,8% para o fundamental, e de 65,1% para o médio.

Proficiência
A maioria dos estados brasileiros não atingiu as metas de 2009 sobre o aprendizado ideal em matemática relação à série dos alunos do ensino médio. O Maranhão obteve os piores percentuais de alunos com aprendizado desejável (4,3%). O melhor desempenho em matemática ficou com o Rio Grande do Sul (19,4%).
Em língua portuguesa para o ensino médio, apenas o Piauí não atingiu as metas para 2009. As demais unidades da federação atingiram ou superaram seus objetivos. O menor porcentual de alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa foi registrado no Maranhão (16,1%); o maior, no Rio Grande do Sul (45,1%).
"A piora [nos índices de educação] só aumentam ao longo do tempo. Hoje já é possível constatar uma defasagem de aprendizagem no 3º ano, por isso os números do ensino médio não nos causam surpresa", diz Ruben Klein, consultor da Fundação Cesgranrio.

Fora da escola
O relatório indica também que o Brasil tem ainda 3.853.317 de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. Com dados do censo de 2010, o estudo mostra que este número representa 8,5% da população nesta faixa etária. O maior problema se concentra na idade pré-escolar, de 4 e 5 anos, com 19,9% da população fora do sistema de ensino. E nas idades mais avançadas, de 15 aos 17 anos, esta taxa é de 16,7%.
Entre as regiões, o Sudeste detém os maiores números absolutos de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola, com mais de 1,2 milhão de indivíduos fora dos sistemas de ensino. Já o Centro-Oeste tem o menor total de indivíduos fora da escola com 325,9 mil.
Em termos proporcionais, no entanto, o Norte tem 12,2% da sua população de 4 a 17 anos ausente do sistema de ensino básico. Em seguida estão Sul (9,8%), Centro-Oeste (9,6%), Nordeste (7,8%) e Sudeste (7,3%).
Metas
O Todos Pela Educação elegeu 2022, ano em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil, como data limite para o cumprimento de cinco metas monitoradas a partir da coleta sistemática de dados e da análise de séries históricas dos indicadores educacionais. Elas servem como referência e incentivo para que a sociedade acompanhe e cobre a oferta de educação de qualidade para todos. São elas:
- Meta 1: Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola;
- Meta 2: Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos;
- Meta 3: Todo aluno com conhecimento adequado à sua série;
- Meta 4: Todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos,
- Meta 5: Investimento em educação ampliado e bem gerido.
G1

ALERJ é cercada pela tropa de choque da PM por ordem de Cabral e Paulo Melo


A ditadura de Cabral volta a colocar a máquina de repressão na rua. 
No início da manhã, a ALERJ foi toda cercada com grades e um efetivo do Batalhão de Choque foi colocado, para impedir a aproximação de populares e, principalmente, policiais e bombeiros. É que hoje à tarde será votada a mensagem de Cabral antecipando uma parcela do reajuste que em vez de ir até 2014 vai até o fim de 2013. 

Por decisão do presidente Paulo Melo, o popular Paulo Maria Mole a sessão será fechada, só com a presença de deputados e assessores. Ninguém poderá ocupar as galerias nem acompanhar o que cada deputado vai dizer e como se posicionará. A Casa do Povo fecha as portas para o povo. Lastimável. 

A desculpa de que é para evitar a invasão de policiais e bombeiros, como aconteceu na Bahia não faz o menor sentido. A assembléia que vai decidir a greve geral está marcada para depois de amanhã (quinta), às 18h, na Cinelândia. Os policiais e bombeiros não são burros de criarem tumulto nesta altura quando precisam do apoio da população. É apenas uma intimidação, uma demonstração de força de Cabral, que acha que assim assustará policiais civis, militares e bombeiros. 

Garotinho

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Primeiras notícias sobre a audiência com Risolia

Foi marcada uma nova audiência para sexta-feira para que o secretário possa resolver algumas pendências.

1 - Professores excedentes: A seeduc estudará uma maneira de acomodar os professores excedentes dentro da mesma escola de lotação, já que o "autonomia" é provisório e esse quantitativo excedente inexistirá com o fim do programa. Também foi denunciado casos absurdos de professores que estão cumprindo carga horária em até 8 escolas comprometendo ...assim o trabalho. A secretaria solicitou ao sindicato esses dados concretos para que isso seja evitado. A saída talvez seja a utilização dos professores excedentes em alguns projetos de reforço escolar dentro da própria unidade de lotação.

2 - Reajuste: Há uma margem para ser discutida, mas o secretário só poderá falar de reajuste em março.

3 - 1/3 de planejamento: o entendimento da seeduc é igual ao da sme-rj que aliás é o mesmo discurso de todas as redes públicas de ensino...para eles o que vale é a hora/relógio, portanto segundo esse entendimento o prof doc I 16h já fica mais de 1/3 da carga horária fora de sala de aula. A briga tem que ser na justiça.

4 - Autonomia: Continuará por pelo menos mais 22 meses para acabar com a distorção idade-série

5 - Espanhol e Ensino Religioso; não foi demonstrado nenhuma possibilidade de se rever o 3x1 ou 5x1, mas os excedentes se enquadrarão no item 1. Os casos de horários absurdos devem ser comunicados ao sindicato o mais brevemente para ser apresentado na audiência de sexta-feira.

O Secretário descartou que haja um caos nas escolas com professores sobrando. Existem talvez alguns casos "pontuais" que serão resolvidos...por fim disse meio sarcasticamente que estava contente pois nos anos anteriores o sindicato reclamava que faltavam professores e esse ano estamos reclamando que está sobrando professores.

prof. Omar, por email
pó de giz

2012 ano de luta pela educação!

Sr. Prefeito, Sra. Secretária, não cometam o mesmo erro e nem tenham a mesma arrogância do governador e seu secretário economista. Aceitem conversar e negociar as reivindicações da categoria.

Instruções para a greve de bombeiros, policiais civis e militares

POLÍTICOS COMEÇAM A SE MOBILIZAR EM FAVOR DOS POLICIAIS E BOMBEIROS



O Presidente da Câmara Municipal de Cabo Frio, Vereador silas Bento, em seu discurso realizada hoje na Câmara, alertou a população de Cabo Frio, sobre a GREVE GERAL da segurança pública marcada para a próxima sexta-feira, 10 de Fevereiro.

Na ocasião o presidente deu apoio ao movimento, e disse que os policiais militares e bombeiros do nosso estado merecem um salário digno da profissão, e cobrou do Prefeito Marcos da Rocha Mendes, que é amigo do Governador Sergio Cabral, que interceda nas negociações, pois uma greve em pleno verão acarretará prejuízos incalculáveis para o comércio de Cabo Frio além de colocar a população em risco.
http://grevenapmerj.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Museu de Astronomia do Rio retoma atividade gratuita de observação do céu


O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) reinicia neste sábado (4) as atividades educativas de fins de semana, que têm como destaque o Programa de Observação do Céu. 
Equipado com instrumentos modernos e contemporâneos, o Mast também conta para a atividade de observação com uma luneta de mais de 100 anos, usada para pesquisas até a década de 60 do século passado.

“Eu costumo dizer que essa luneta é uma centenária com corpinho de 25”, comenta, bem-humorado, o coordenador de Educação em Ciências do Mast, Douglas Falcão. “Ela tem uma mecânica muito bonita e uma ótica perfeita e os visitantes podem interagir tanto com esse instrumento centenário quanto com os telescópios modernos”, acrescenta.

De acordo com Falcão, nesta estação do ano, a observação proporciona aspectos interessantes. “Como estamos agora no céu de verão, na constelação do Cruzeiro do Sul podemos ver o aglomerado estelar conhecido como Caixa de Joias, além de outras constelações” destaca. A observação através de instrumentos depende, no entanto, de uma boa condição do tempo, o que parece ser a tendência neste fim de semana no Rio de Janeiro, de acordo com as previsões meteorológicas.

Uma das atrações mais populares do Mast, a Observação do Céu ocorrerá, a partir de sua retomada neste sábado, duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados, com início às 18h30. “O ideal é que a pessoa chegue mais cedo, visite o museu e depois se entregue à observação, que começa sempre ao anoitecer”, recomenda o coordenador de Educação do Mast. Segundo ele, o Programa de Observação do Céu atrai um público estimado entre 4 mil e 5 mil pessoas por ano.

Também neste sábado, o Mast promove a palestra com o tema De Que é Composta a Nossa Galáxia, com o astrônomo Eduardo Peloso, do Observatório Nacional. Na palestra, que abre um ciclo a ser realizado durante todo o ano de 2012, Peloso vai falar sobre o estado atual do conhecimento humano sobre a galáxia em que habitamos, a Via Láctea. “A palestra vai ajudar o visitante leigo a entender que nós residimos em um espaço muito maior do que o planeta”, diz Falcão.

Com entrada grátis para todas as suas atividades, o Mast, instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fica na Rua General Bruce, 586, em São Cristóvão, o antigo bairro Imperial, na zona norte do Rio. Os horários de visitação são variados: terça, quinta e sexta-feira, das 9h às 17h; quartas, das 9h às 20h; sábados, das 14h às 20h; e domingos, das 14h às 18h.

O museu também oferece uma visita orientada, realizada no sábado, às 15h e às 17h, e no domingo, às 15h, 16h e 17h. Os visitantes recebem explicações dos guias e percorrem todo o campus do Mast, situado em meio a uma área verde de 40 mil metros quadrados, que abriga o maior conjunto arquitetônico de astronomia do Brasil.
EBC

5ª feira sai decisão sobre diretoras afastadas do Sepe-Lagos


Nesta quinta-feira será anunciada a decisão do Sepe -RJ sobre as denúncias de desvio de dinheiro (entre outras) praticadas por membros da direção do Sepe-lagos(entre 2009 e 2011). Vamos aguardar pra saber qual será o resultado das apurações e como o processo irá se desenrolar.
No sábado tem assembleia as 14h, para decidir a pauta de reivindicações e os rumos a serem traçados para a categoria em 2012.
O SEPE somos todos nós! E TODOS também devemos ser o Sepe! 
Juntos somos fortes!!!

O Rio de Janeiro como ele é

Quem prefere não ver a verdade é só continuar assistindo a novela e BBB na Globo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Todos na luta pela educação pública de qualidade!

Greve da PM na Bahia: Paspalho do Jaques Wagner(PT) acabou com o Carnaval no estado esse ano e Sérgio Cabral fará o mesmo no Rio?

Não foi o Blogueiro Ricardo Gama, para alguns um desequilibrado e louco, que disse que a greve da Polícia Militar na Bahia foi por culpa do paspalho do Jaques Wagner (PT), só hoje eu publiquei duas matérias que saíram em jornais, uma do Jornal do Brasil, e outra da Folha de São Paulo que comprovam isso.

Abaixo, bem abaixo, depois desse banner eu reproduzo uma matéria do jornal Estado de São Paulo, que diz que a greve da PM na Bahia por culpa do PASPALHO do Jaques Wagner (PT) acabou com o Carnaval no estado.

Agora eu pergunto, o PASPALHO do Jaques Wagner (PT) acabou com o Carnaval esse ano na Bahia, e aqui no Rio de Janeiro, a greve dos Policiais Militares, Bombeiros, e Civis já está marcada para o dia 10 de Fevereiro, e Sérgio Cabral não está fazendo nada para evitar, será que o também PASPALHO, Cabral, vai querer acabar com o Carnaval aqui no Rio de Janeiro também ?

Tudo bem que Sérgio Cabral tem segurança para ele e toda a sua família, caga para o povo, mas será que Cabral será capaz de acabar com a maior festa do mundo ?
Por favor Sérgio Cabral mais uma vez o povo do Rio de Janeiro pede, converse e negocie com os servidores da segurança pública do Rio de Janeiro.

ONU declara 2012 como Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos



Alarmados pelo fato de mais de três bilhões de pessoas nos países em desenvolvimento dependerem da biomassa tradicional e do carvão para cozinhar e para aquecer, e que um bilhão e meio  estão ainda hoje sem eletricidade, a Assembleia Geral das Nações Unidas,  proclamou o ano de 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
O Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos – 2012 visa incentivar e impulsionar a conscientização para as questões energéticas, incluindo os serviços modernos de energia para todos, o acesso à disponibilidade e eficiência energética, a sustentabilidade e  o  uso das fontes de energia para a realização das metas do Desenvolvimento do Milênio, do Desenvolvimento Sustentável e a promoção de todas estas ações a nível local, nacional, regional e internacional. 
Expandir o acesso de energia limpa a preços acessíveis é fundamental para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e do Desenvolvimento Sustentável. 
As formas de se produzir, consumir e distribuir energia, influencia diretamente na erradicação da pobreza, além de responder eficazmente às mudanças climáticas, melhorando as condições e a qualidade de vida para a maioria da população mundial.
O sistema das Nações Unidas tem respondido aos desafios e oportunidades no sistema de energia com inúmeros programas e projetos. A necessidade de um engajamento forte e focalizado é agora mais claro do que nunca, sendo assim, o Secretário-Geral criou o Grupo Consultivo para Energia e Mudanças Climáticas (AGECC) para aconselhá-lo sobre as dimensões relacionadas com a energia  e mudança climática.

Serviços de energia limpa, eficiente, confiável e acessível são indispensáveis para a prosperidade global. Os sistemas de energia atuais são inadequados para atender às necessidades da população carente e comprometem a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Por exemplo, com a ausência de serviços de energia confiáveis, clínicas de saúde e escolas não podem funcionar corretamente.
Um sistema de energia com bom desempenho que melhore e o acesso eficiente a formas modernas de Energia iria fortalecer as oportunidades para bilhões de pessoas no planeta fugirem dos impactos da pobreza. 
O crescimento econômico vai de mãos dadas com maior acesso a serviços modernos de energia, especialmente em países de baixa e média rendas, considerando a fase acelerada do desenvolvimento industrial.
O sistema de energia é o maior  responsável pelas mudanças climáticas, o que representa cerca de 60 por cento dos gases do efeito estufa (GEE). Padrões atuais de produção de energia e consumo são insustentáveis e ameaçam o meio ambiente em ambas as escalas: local e global. As emissões provenientes da combustão de combustíveis fósseis são os principais contribuintes para os efeitos  imprevisíveis das mudanças climáticas, poluição do  ar e acidificação do solo e da água. 
Os atuais cenários de energia para o século XXI não são sustentáveis. O cenário tendencial (“business as usual”) significa o desastre ambiental que afetará mais os pobres e perpetuará a grande lacuna existente entre pobres e ricos dentro dos países e entre os países.
Um dos grandes desafios para a humanidade neste século é o de fazer a transição para um futuro de energia sustentável. 
O conceito de sustentabilidade energética abrange não apenas a necessidade imperiosa de garantir uma oferta adequada de energia para atender as  demandas presentes e  futuras. No atendimento desta necessidade, devemos considerar múltiplos aspectos, tais como:
a) que seja compatível com a preservação da integridade fundamental dos sistemas naturais essenciais, inclusive evitando mudanças climáticas catastróficas; 

b) que estenda os serviços básicos de energia aos mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo que atualmente não têm acesso às modernas formas de energia; e 

c) que reduza os riscos à segurança e potenciais conflitos geopolíticos que de outra forma possam surgir devido a uma competição crescente por recursos energéticos irregularmente distribuídos.
Unesco

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tablets para professores do ensino médio

Os equipamentos adquiridos pelo MEC serão distribuídos a partir do segundo semestre para 600 mil docentes da rede pública

Professores do ensino médio serão os primeiros a usar tablets

O uso de tablet na rede pública de ensino vai começar pelos professores do ensino médio. A partir do segundo semestre, o Ministério da Educação (MEC) deve iniciar a distribuição dos equipamentos para 598.402 docentes.

Os primeiros da lista são os professores de escolas que já têm internet em alta velocidade (banda larga), que somam 58.700 unidades. A ideia é o computador portátil chegar a 62.230 escolas públicas urbanas.

Para o MEC, o programa tem mais chances de sucesso se o professor dominar o equipamento e o seu uso, antes de chegar ao aluno. “A inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar”, disse o ministro Aloizio Mercadante. Cursos de capacitação presencial e a distância vão ser oferecidos ao professor, assim que o aparelho começar a ser distribuído.

Com o tablet, o professor poderá preparar as aulas, acessar à internet e consultar conteúdos disponíveis no equipamento - revistas pedagógicas, 60 livros de educadores, principais jornais do país e aulas de física, matemática, biologia e química da Khan Academy, organização não governamental que distribui aulas on-line usadas em todo o mundo.

As aulas preparadas no tablet, segundo o ministro, serão apresentadas por meio da lousa digital, espécie de retroprojetor combinado com computador, que muitas escolas já usam desde o ano passado. No decorrer de 2011, foram entregues 78 mil desses equipamentos.

Para o ministro, a tecnologia do tablet, em que os comandos podem ser acionados por meio de toques na tela, é mais “amigável” para leitura e acesso à internet em comparação a outros computadores.

Com a novidade, Mercadante espera também tornar a sala de aula mais atrativa para os adolescentes. “O ensino médio é o grande nó da educação. Os indicadores não são bons e a evasão escolar é alta. A escola não está atrativa para o jovem. Esses equipamentos fazem parte do esforço para melhorar o ensino médio”, diz.

Para levar o tablet à sala de aula, o MEC irá desembolsar de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões para comprar até 600 mil unidades este ano. Em dezembro passado, o ministério abriu licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos de fabricação nacional, de 7 e 10 polegadas, com câmera, microfone e bateria de seis horas de duração.

O governo pagará quase R$ 300 pelo tablet de 7 polegadas e aproximadamente R$ 470, pelo de 10 polegadas. No mercado, conforme o ministério, o equipamento de 7 polegadas custa cerca de R$ 800.

Apesar do processo de compra ter sido iniciado no ano passado, Mercadante destaca o programa como uma de suas primeiras ações no comando do ministério. “Esse programa foi desenhado nesse período que estou aqui”, disse, explicando que a gestão do antecessor, Fernando Haddad, lançou o edital de compra para atender a pedidos de estados e municípios.

As empresas Digibras e a Positivo venceram a licitação. O contrato deve ser fechado somente em abril, após o Inmetro avaliar se os produtos atendem às exigências do edital.

Depois de distribuir para os professores do ensino médio, o ministro quer entregar os aparelhos para os docentes do ensino fundamental. Ainda não há previsão sobre quando os alunos receberão o equipamento.
iG

Sérgio Cabral comprou 4 páginas em revista estrangeira; material traz entrevista em que Cabral elogia… Cabral!



O governo fluminense comprou quatro páginas coloridas de matéria paga na edição de janeiro/fevereiro de 2012 da Foreign Affairs, a mais prestigiada publicação sobre política internacional do mundo, para, segundo afirma, divulgar o Rio de Janeiro no exterior.

Em uma época de crise das economias centrais, onde faltam recursos e a estagnação econômica persiste, o Executivo fluminense foi a Nova York em busca de investimentos para o Estado. Custeou, a preço que não revela, um seminário promovido com a grife da revista no Council on Foreign Relations (o Rio de Janeiro Investiment Conference, em 30 de novembro), e a divulgação da “reportagem” sobre o Rio. O texto incluiu uma entrevista com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), ilustrada com duas fotos dele, na qual o político elogia fortemente a sua própria administração.

Procurado pelo Estado de S. Paulo, o governo do Rio recusou-se a revelar quanto gastou com a revista. O Palácio Guanabara, sede da administração estadual, informou já ter promovido eventos com publicação de material no exterior em outras ocasiões - uma delas, no diário americano The Washington Post.

O objetivo da publicação na Foreign Affairs, segundo o Executivo, é a divulgação internacional do Estado, dentro de uma estratégia de marketing e publicidade mais ampla. A assessoria de Comunicação Social alegou não saber quanto custou a publicação nem poder levantar esse dado, porque o negócio foi fechado por meio de agência e por não poder revelar o preço da tabela de anúncios de publicações, por uma “questão publicitária de mercado”.

Na entrevista que ocupa, em parte, três páginas da Foreign Affairs, Cabral apresenta os principais outdoors da sua administração, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Fala do saneamento financeiro do Estado e da obtenção, pelo Rio, do grau de investimento, concedido pela agência de classificação de risco Standard & Poor’’s. “Outro ponto importante é educação. Depois de décadas de negligência, nosso compromisso é melhorar o desempenho das escolas públicas do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, diz o governador na entrevista. “Nosso objetivo é que até 2013 o Rio esteja entre os cinco melhores Estados (em educação).” Em 2011, o Rio de Janeiro ficou em penúltimo no Ideb entre 27 unidades da Federação, à frente apenas do Piauí.

A “reportagem” da Foreign Affairs também traz um texto falando da fase de crescimento vivida pelo Brasil e uma breve descrição da Rio de Janeiro Investment Conference, organizada em uma parceria da revista com a empresa Thinklink.
Veja

Cabral faz terrorismo para obrigar professores a aprovarem alunos


O nosso estado virou o “reino do faz-de-conta”. Os índices da criminalidade são falsos, a pacificação é uma farsa, a saúde de primeiro mundo é uma calamidade e agora Cabral arrumou um jeito de tirar o Rio de Janeiro da vice-lanterna da Educação, só ganha do Piauí. Pasmem, mas o plano de Cabral e tirar o Rio do penúltimo lugar e passar para o topo do ranking nacional.

Mandou Risolia pressionar e ameaçar os diretores das escolas. Querem que todo mundo seja aprovado, mesmo sem professores de várias matérias, sem investir na qualidade do ensino. O diretor que não cumprir as metas de aprovação vai perder o cargo. Evidentemente isso é para que os diretores por sua vez, forçarem os professores a aprovarem todo mundo. Cabral quer destruir a educação no Rio fazendo terrorismo com os professores. Isso é coisa de ditadura.


Garotinho

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Educação para exercer a democracia e vencer as ilusões da ‘bipolaridade’ brasileira



A sexta economia mundial, sem a diversidade, a estrutura e o projeto indispensável para o progresso sustentável, exemplifica a nossa “bipolaridade”, as contradições do Brasil de se enaltecer e se depreciar exageradamente, antes mesmo de ouvir as soluções (que são evidentes e repetidas por nossos estudiosos) e colocá-las em prática. Mais do que as antíteses do nosso dia a dia, superando os paradoxos conjunturais e a propaganda enganosa estrutural.

Interpretamos, em potencial natural, inclusive do nosso povo, e postura política, inclusive dos nossos governantes, o Sr. Oxímoro em pessoa.
Infraestrutura, logística, eficiência, planejamento orçamentário e estrutural, fiscalização ampla, transparência, participação, combate à impunidade e proteção dos recursos que pertencem a todos nós cidadãos e contribuintes, redução da carga tributária, cuja repercussão econômica esmaga os pobres, que sobrevivem com valores próximos ao do histórico salário ínfimo, da renda nacional que obteve louvável mas ainda tão insuficiente valorização real.

Temos a carga tributária digna de um “Welfare State”, mas são tantos os desvios por privilegiados caminhos em viciados procedimentos que a nossa competitividade internacional, com insuficientes exceções, não encontra forças para sair do chão ou para escapar das oscilações das “commoditties”.

Somente o reforço aos mecanismos de democracia direta, deliberativa, dinâmica e interativa, da qual esta Tribuna faz parte hoje e continuará fazendo no futuro, seremos capazes de alcançar conquistas reais e permanentes, com o acesso de todos ao mesmo ponto de partida (educação de qualidade) para criar, cobrar, empreender e lucrar, com uma forte, próspera e competitiva nação.

País rico é país que não se acomoda, combate a corrupção que eterniza a pobreza, se qualifica, aproveita de maneira racional e planejada os seus recursos, sobretudo humanos, cria e se prepara para competir.
Pedro Ricardo Maximino  Tribuna da Imprensa

Mais de 3 mil professores temporários serão contratados para universidades federais

O governo federal autorizou a contratação de 3.059 professores para o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), conforme portaria dos ministérios do Planejamento e da Educação, publicada hoje (30) no Diário Oficial da União.

De março a agosto deste ano, serão contratados 900 professores com carga horária de 20 horas semanais e mais 900 para jornada de 40 horas. No período de abril a setembro, serão 630 professores para jornada de 20 horas semanais e 629 para 40 horas.

Os contratos terão duração de seis meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. O ministro da Educação definirá o número de professores para cada instituição.
EBC

Piada: é sempre assim

Respeito ao professor!

E o Egito, vai democratizar?


Mubarak, de piloto de jato Mig russo na guerra árabe-israelense de 1973, se transformou em Faraó, não apenas no novo Al Rais (O Presidente). Foi com o Faraó Mubarak que se formaram os dezenove sequestradores suicidas dirigidos por Mohammed Atta, humilhação aos Estados Unidos, em apenas um dia, decorrente da humilhação do Egito na guerra dos seis dias.

Foi no Egito que Mohammed Atta nasceu e se radicalizou. Tanto Ayman Zawahiri, quanto Mohammed Atef, ajudantes de Bin Laden, foram também radicalizados em sua terra nativa do Egito.

Quais serão os que estão agora sendo radicalizados? Se aqueles homens puderam emergir da terra ao longo do Nilo, é imperativo indagar como estão sendo formados os novos radicais após a chamada Primavera Árabe.. E qual a relação com a proliferação de muçulmanos, tanto na Europa, quanto nos Estados Unidos?

Como observador dos fatos no exterior, eu costumo diferenciar os termos islâmico e islamista. Uso islâmico para descrever algo que brota da religião do Islam. Uso islamista para descrever os muçulmanos que levam em conta o Islam e seus corolários, Sharia, ou Lei Islâmica, como seus principais pontos de referência, procurando restaurá-los no centro da vida muçulmana, por qualquer meio, inclusive o terrorismo. O dossel islamista cobre extremistas violentos e ativistas políticos moderados que rejeitam a violencia.

Inútil tentar entender o Islam, sem entender o que se passa no Egito, onde existe uma verdadeira paixão pelo Islam. Temos que observar como o reavivamento do Islam está reformulando o Egito e outros países árabes no sentido além violência politica, sem contudo eliminá-la.

Mas não se trata de reproduzir Livingstone em busca das cabeceiras do Nilo, nem Gustave Flaubert se instalando no Hotel du Nil no Cairo, 1849, com sua vida boêmia e com suas devassas. Assim como o Nilo corre no Egito por quase mil e trezentos quilômetros, gerando vida, assim é o caminho de Allah, orientando seu povo.

Apesar de não adotar cristianismo ou democracia, excelentes agentes do socialismo, é bom lembrar que o Egito Islâmico já realizou incursão socialista com Gamal Abdel Nasser, que proclamou em 1952 o “Socialismo Árabe”.
Só que Nasser atuou nesse campo de maneira primária, diferente do que os Estados modernos fazem agora.

Nasser prometeu a cada um educação gratuita, e emprego para cada graduado universitário. Nasser confiscou terras de ricos fazendeiros, dividindo-as entre fazendeiros pobres. Hoje o socialismo é mais sutil. Nasser não foi nem islâmico, nem islamista.

Egípcios não mais esperam serviços de seus governantes, tendo desistido das promessas de Nasser referentes à ajuda do berço à sepultura. Estão de olho nos ricos cada vez mais ricos por métodos corruptos: favoritismo, nepotismo e suborno, que atingiram proporções epidêmicas em seu país. É a chamada kossa. E também a wasta, uma conexão-suborno com a burocracia capitalista para tirar vantagem.

Todos os países do Oriente Médio atuam em certo grau sobre a wasta, desde o Kuwait até mesmo Israel. No Kuwait eles falam “tomar vitamina W”.

Quando cidadãos ficam desencantados com seus governantes, e não possuem meios de reforma ou retificação, seus corações e mentes se inclinam para a subversão.

As pessoas que no Brasil ainda falam em “Terceiro Mundo” certamente não sabem o que estão dizendo. Brasil jamais foi Terceiro Mundo. A explicação é a que se segue:

Após derrubar o Rei Farouk em 1952, o coronel Gamal Abdel Nasser elevou seu povo a impensadas alturas no palco mundial. Ainda nos seus trinta anos, ele forçou as tropas britânicas a baterem em retirada do Egito. Quando os Estados Unidos se retrairam de uma oferta de financiar a construção da represa de Aswan, Nasser nacionalizou a companhia franco-britânica que operava o Canal de Suez. Em retaliação, os dois países europeus e Israel (sempre Israel tomando carona) invadiram o Egito em 1956. mas mesmo essa crise abrilhantou a imagem de Nasser, pelo fato de as três nações terem que recuar sob pressão dos Estados unidos.

O termo Terceiro Mundo surgiu de uma resposta a atuação bipolar dos países em Guerra Fria. No Terceiro Mundo o aclamado líder egípcio dividiu status de celebridade com Nehru, Kwqanme Nkruma e outros.

E agora, será que o Egito vai se democratizar?
Paulo Solon   Tribuna da Imprensa

MEC publica resolução com diretrizes curriculares para o ensino médio


Resolução flexibiliza duração do ensino médio no período noturno.
Colégios terão que rever seus projetos pedagógicos, diz especialista.

O Ministério da Educação publicou, na edição desta terça-feira (31) do "Diário Oficial da União", a resolução que define as diretrizes curriculares para o ensino médio nas escolas públicas e particulares. A resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) conclui um processo de discussão sobre a nova realidade dos estudantes de nível médio no país, e foi homologada pelo então ministro da Educação Fernando Haddad em seu último dia no cargo, na segunda-feira (23).
O texto, que substitui diretrizes em vigor desde 1998, contém 23 artigos relacionados à organização curricular, às formas de oferta de ensino, ao projeto político-pedagógico das escolas e aos sistemas de ensino.
A resolução havia sido aprovada em maio pelo CNE e enviada ao ministro para homologação. Porém, entidades da sociedade civil pediram a revisão de um dos dispostivos, que permitia que até 20% da carga horária fosse cumprida à distância sem a presença obrigatória de professores.


Quatro áreas de conhecimento
Com a revisão, no segundo semestre de 2011, e, finalmente, a homologação, na semana passada, o ensino médio agora incorpora a divisão das matérias por áreas do conhecimento. Em linguagens estão as aulas de língua português, língua materna (para populações indígenas), língua estrangeira moderna, arte (incluindo cênicas, plásticas e musical) e educação física.
A segunda área do conhecimento é matemática, a terceira é ciências da natureza, que inclui biologia, física e química. Por fim, as ciências humanas englobam as matérias de história, geografia, filosofia e sociologia.
Além disso, as diretrizes exigem que as escolas ofereçam obrigatoriamente o ensino de língua espanhola, ainda que seus alunos possam optar por não cursar a matéria.

Outros conteúdos de ensino foram incluídos no documento, segundo o qual devem ser transmitidos aos estudantes de forma transversal.  Entre eles estão ensinamentos sobre a valroização do idoso, tenha a "sustentabilidade ambiental como meta universal" e considere "os estudantes e os professores como sujeitos históricos e de direitos, participantes ativos e protagonistas na sua diversidade e singularidade".
A resolução ainda define que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve, progressivamente, compor o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), assumindo as funções de avaliação sistêmica para subsidiar as políticas públicas para a educação básica; servir para dar certificado de conclusão do ensino médio; servir de acesso para as universidades e outras instituições de ensino superior. 

Carga horária flexível
Entre as novidades que traz a resolução estão a flexibilização da duração máxima do ensino médio regular noturno. De acordo com o texto, as escolas que oferecem essa modalidade aos alunos devem "atender, com qualidade, a sua singularidade, especificando uma organização curricular e metodológica diferenciada, e pode, para garantir a permanência e o sucesso destes estudantes".
A carga horária do turno noturno, de acordo com as diretrizes, é a mesma que a do diurno: 2.400 horas, cumpridas em no mínimo três anos. Um adendo na resolução, porém, permite "ampliar a duração do curso para mais de três anos, com menor carga horária diária e anual".
Além disso, as diretrizes foram atualizadas para incentivar a adoção das novas tecnologias na metodologia de ensino.

Adaptação
Segundo Dalila Andrade Oliveira, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), "a tendência é que as escolas comecem a partir de agora a se adequar, porque o currículo é um processo, não é um instante". Ela afirma que o fato de que a resolução tenha sido publicada um dia após o início do ano letivo pesa negativamente para o planejamento. "Mas não pode esperar até 2013."
Na opinião da especialista, a resolução publicada hoje representa um avanço nas políticas públicas de educação do governo. "Entre 91 e 96 tivemos um aumento de matrículas no ensino médio da ordem de 120%, isso quer dizer que nossa população começou a concluir o ensino fundamental. Na primeira década do século XXI, houve maior número de ingressantes e concluintes do ensino médio."
Além disso, durante as discussões sobre as novas diretrizes - também feitas com o ensino infantil, o fundamental e, atualmente, com o ensino profissionalizante e técnico de nível médio -, entrou em vigor a emenda constitucional 59, de 2009, que agora torna obrigatória a oferta de ensino a todos os adolescentes de 14 a 17 anos. Os estados terão até 2016 para incorporar essa parcela da população, que, idealmente, estará cursando o ensino médio.
Isso provoca, segundo ela, uma demanda por um ensino médio mais flexível e que garanta a permanência de novos setores da população que, desde a última década, estão finalmente chegando à última etapa da educação básica.
"São jovens e adultos que estão chegando ao ensino médio, a população indígena, quilombola, do campo", disse Dalila, que também é professora de políticas públicas de educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Dalila explica que a maioria das pessoas que estuda à noite trabalha em período integral e, geralmente, são adultos que estão fora da idade escolar ideal. "Até meados nos anos 90, tínhamos maior matrícula no noturno do que de dia. Hoje o período diurno já ultrapassa o noturno de forma significativa, mas o ideal é que, no futuro, o Brasil não tenha necessidade de ter turno noturno de oferta para a educação básica."
Segundo ela, porém, essa flexibilização não representa necessariamente a facilitação do conteúdo. "Esperamos que os conteúdos sejam preservados, mas com metodologias de aprendizagem e ensino mais adequadas à condição desses alunos. O efeito que a educação tem em pessoas com origem mais pobre é muito maior que nos alunos de classe média."
G1