quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ponte Rio-Niterói já apresenta lentidão em direção ao Rio


Trânsito intenso na Ponte Rio-Niterói, na pista sentido Rio. Já nos acessos, motoristas enfrentam lentidão até a Grande Reta. Na pista contrária, o tráfego não apresenta problemas. Mais cedo, houve um acidente, mas o veículo já foi retirado da pista.

Na Via Dutra, trânsito normal para os motoristas que saem do Rio neste momento. Já na altura de São Paulo há congestionamentos em vários trechos.

Tráfego intenso na BR-101, sentido Niterói, em três trechos, sendo dois em Rio Bonito: do km 262 ao 264 e do km 266.

Nas demais vias de acesso à cidade, o trânsito ainda é normal, mas espera-se um aumento no fluxo de veículos a partir das 16h.
JB

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Brasileiro detesta Carnaval

TRANSMISSÃO DOS DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA NA SAPUCAÍ PERDEU ATÉ DO DOMINGO ESPETACULAR, DA RECORD; AUDIÊNCIA NESTE ANO FOI 20% INFERIOR À DE 2011; APESAR DISSO, A INVASÃO DO ZIRIGUIDUM NA TELINHA CONTINUA TORTURANTE

Os dados do Ibope, sobre a audiência na televisão brasileira, deveriam servir de parâmetro para orientar a grade de programação das principais emissoras. É assim que funciona, por exemplo, com os telejornais, novelas e programas de entretenimento. Mas, no Carnaval, essa regra é colocada de lado. Os desfiles da Marquês de Sapucaí invadem a telinha não apenas no momento em que acontecem, mas também em todos os telejornais, que são antecipados para que a grade se ajuste ao horário do ziriguidum. Bom, imagina-se então que isso ocorra em função da expressiva audiência dos desfiles. Nada disso. Neste ano, o Ibope da Globo na primeira noite da Sapucaí foi de apenas 8,3 pontos na Grande São Paulo, o que é quase nada para uma emissora acostumada a registrar 40 pontos com suas novelas. E o mais sintomático é que a audiência recuou 20% em relação a 2011, quando já havia sido de apenas 10,4 pontos.

Neste ano, a Globo conseguiu perder até para dois programas da Record, transmitidos no mesmo horário dos desfiles: o Domingo Espetacular e o Repórter Record. O que não acontece em fins de semana e dias normais. Ou seja, o Ibope traduz uma realidade óbvia e cristalina: brasileiros, em sua grande maioria, não gostam dos desfiles de Carnaval. Ou, pelo menos, os que gostam assistem ao vivo, e não pela televisão.

Essa realidade, portanto, deveria orientar não só a programação das televisões, como também a edição de outras plataformas jornalísticas. Um caso interessante é o do excelente portal de notícias G1, que também pertence às Organizações Globo. De cima abaixo, sua página principal é tomada por notícias de Carnaval. Mas será que o público gosta? As cinco notícias mais lidas, também destacadas na home, não têm qualquer relação com a Sapucaí. São elas: (1) incêndio em Honduras, (2) censuras no Facebook, (3) assassinato em Passo Fundo, (4) filha de Whitney Houston usa drogas e (5) menino de cinco anos vive como menina e tem transtorno de gênero.
Será que em 2013 vai ser diferente?
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Abertas inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica


Alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares já podem se inscrever na 15ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As inscrições podem ser feitas até 11 de março, e as provas serão no dia 11 de maio. Organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Eletrobras Furnas, a competição será dividida em quatro níveis para estimular o estudo das ciências ligadas à astronomia.

O coordenador da OBA, professor João Batista Canalle, disse que há carência nos estudos astronômicos nas escolas brasileiras. Segundo ele, os professores têm receio de aprofundar o assunto, já que não têm ferramentas para a prática e nem conhecimento profundo sobre a ciência.

"É preciso que o conhecimento seja cada vez mais atualizado para que haja maior interesse das crianças em estudar astronomia. É obrigação de todo professor estimular esse estudo". Canalle destacou, no entanto, que por mais que o estudo da astronomia seja importante, os professores não têm a formação necessária para ensinar.

As provas serão aplicadas nas próprias escolas inscritas. Os alunos que se destacarem serão premiados com medalhas, além de um certificado de participação. Os vencedores também farão parte de um grupo de estudos que participará de competições internacionais.

Em 2011, 803.180 alunos se inscreveram na OBA, e 33.307 foram premiados. A expectativa para este ano é que mais de 1 milhão se inscrevam.
http://www.oba.org.br/site/


EBC

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Bombeiros presos por paralisação conseguem habeas corpus no Rio

Comentário: Não havia motivos nem mesmo para terem sido presos e muito menos serem tratados como criminosos comuns e levados para Bangu I, ou como terroristas e presos sem ordem de prisão emitida previamente! Um absurdo que só acontece no "democrático estado de direito" do Rio de Janeiro. Parabéns ao Tribunal de justiça do Rio pela decisão. Cadeia para o Cobral e seu bando!!!



O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu, na noite deste sábado (18), habeas corpus para os bombeiros grevistas que ficaram presos desde sábado passado (11) no Complexo Penitenciário de Gericinó, antigo Bangu 1, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e depois no Grupamento Especial Prisional, na Zona Norte.

Os bombeiros foram presos após terem realizado, no último dia 9, uma paralisação em conjunto com as polícias Civil e Militar. A greve tinha sido aprovada em uma assembleia na Cinelândia, Centro, por duas mil pessoas. O movimento, no entanto, foi suspenso no último dia 13. 

Na madrugada deste domingo, o desembargador Adolpho Andrade já havia concedido o habeas corpus aos sargentos Heraldo Corrêa Vieira e André Manuel Pontes de Matos, sob alegação de que eles não oferecem risco à ordem pública. Após a soltura dos bombeiros,  os outros 10 militares também foram soltos, incluindo o cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento.
JB

Irã anuncia redução da exportação de petróleo para a França e o Reino Unido


O governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou hoje (19) a redução na venda de petróleo para a França e o Reino Unido. A decisão já passa a valer, segundo as autoridades iranianas. O ministro do Departamento de Relações Públicas, Ali Reza Rahbar, lembrou que no começo deste mês o ministro do Petróleo, Nikzad Rostam Qasemi, havia comunicado a decisão.

Rahbar disse ainda que a decisão não afetará negativamente a economia do Irã. "Nós temos nossos próprios clientes e empresas britânicas e francesas podem ser substituídas por outras empresas", disse ele, ressaltando que as exportações de petróleo para a Europa representam 18% do total de vendas do Irã.

No último dia 16, o diretor do Departamento Europa do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hassan Tajik, disse que, por “razões humanitárias”, o governo iraniano não suspenderá imediatamente a venda de petróleo para seis países europeus. Ele se referiu aos impactos do rigoroso inverno na Europa que registra baixas temperaturas. A ideia é que a medida passe a valer a partir de julho.

Na semana passada, as autoridades iranianas convocaram separadamente os embaixadores em Teerã de seis países europeus: França, Itália, Espanha, Grécia, Portugal e Holanda. Segundo a televisão estatal, esses países foram informados da intenção do governo iraniano de rever a venda de petróleo a eles.

Após a divulgação da decisão do governo iraniano, o preço do barril do petróleo sofreu um leve aumento, reforçando as preocupações sobre o fornecimento de energia aos europeus, apesar da garantia da Arábia Saudita, primeiro exportador mundial, de compensar a redução das exportações iranianas.

Segundo país produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Irã vende pouco mais de 20% de sua produção (cerca de 600 mil barris por dia) para a União Europeia, especialmente Itália, Espanha e Grécia. A reação é uma resposta à pressão dos europeus para aumentar as sanções ao Irã devido ao programa nuclear desenvolvido no país.
EBC

sábado, 18 de fevereiro de 2012

No Carnaval, é preciso fiscalizar embriaguez ao volante

Um exemplo da importância da fiscalização da Lei Seca provém do Estado do Rio de Janeiro, onde, desde o início da Operação Lei Seca, em 19 de março de 2009, até agora, mais de 666 mil motoristas já foram abordados em pontos de interceptação em todo o Estado.

Deste total, cerca de 130 mil condutores foram multados e quase 30 mil veículos rebocados, sendo que cerca de 53.500 motoristas tiveram a Carteira Nacional de Habilitação recolhida.

Os agentes de trânsito aplicaram mais de 603 mil testes com o bafômetro. Desse total, cerca de 5.300 condutores sofreram sanções administrativas e quase 2 mil foram autuados pelo crime previsto no artigo 306 do Código de Trânsito.

Mais de 47 mil motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro, sendo submetidos a sanções administrativas, em razão do previsto no parágrafo terceiro do Artigo 277 do CTB, que permite à autoridade executiva de trânsito aplicar as mesmas penalidades previstas no Artigo 165 (infração administrativa de direção alcoolizada) a quem se recusa ao teste, que consistem no recolhimento da CNH, quando não aparece condutor habilitado e sóbrio para conduzir o veículo no local, além da multa de R$ 957,70, perda de sete pontos na carteira, suspensão do direito de dirigir por doze meses e frequência obrigatória a curso de reciclagem de motoristas infratores, sendo considerada uma infração de natureza gravíssima.

Já em São Paulo, os dados de janeiro a outubro do ano passado, dão conta de que 170 mil pessoas foram paradas em blitzes da Polícia Militar. Destas, 2,7 mil estavam embriagadas e menos de 1% dos motoristas se recusaram a fazer o teste.

Geralmente, não havendo a comprovação da quantidade de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, através do teste de alcoolemia, caso em que o motorista se recusa a soprar o bafômetro, mesmo comprovada a embriaguez em Auto de Exame de Embriaguez, no IML, o Ministério Público opta pelo arquivamento do processo criminal.

Com a nova proposta em estudo no Congresso, a coisa mudará de figura. O andar trôpego, a fala desarticulada, o hálito etílico, as roupas em desalinho, a excessiva agressividade ou o estado de torpor, observados através de testemunhos dos agentes da autoridade e outras pessoas presentes no local, imagens, vídeos ou o exame médico-pericial (Auto de Exame de Embriaguez) passarão a ser provas suficientes para o enquadramento no crime de dirigir alcoolizado, que precisa ser severamente fiscalizado no Carnaval.
Milton Corrêa da Costa  Tribuna da Imprensa

Piada: Carbono do Sheldon

Moralização da atividade parlamentar

Lei de Reforma do Congresso para 2012 (emenda da Constituição)


1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá aposentadoria proveniente do mandato.


2. O Congresso contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.


3. Congresso deve pagar seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.


4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário.


5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.


6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem ao povo brasileiro.


7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.


Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem.


A hora para esta emenda na Constituição é agora. É assim que poderemos consertar o Congresso.


Se você concorda com o exposto, REPASSE!


“Existem duas opções na vida: Se resignar ou se indignar, e eu não vou me resignar, nunca”

Greve de policiais: no Bope, o castigo vem a cavalo

Policiais que se recusaram a cumprir ordens no início da greve são afastados da unidade de elite da PM do Rio. Onze foram transferidos esta semana

Na noite de quinta-feira, 9 de fevereiro, enquanto cerca de cinco mil grevistas, entre policiais militares, civis e bombeiros se reuniam na Cinelândia para decretar a paralisação conjunta, um outro manifesto acontecia a alguns quilômetros dali, mais precisamente na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da polícia carioca, em Laranjeiras. A ordem do chefe do Estado Maior, Alberto Pinheiro Neto, era para que o comandante da unidade, Wilman René Alonso, enviasse a equipe de plantão para o local da manifestação. A ordem, encarada pela equipe Bravo como uma afronta, foi desobedecida. O castigo veio a cavalo. Por ordem de Pinheiro Neto, desde a última terça-feira, o grupo considerado rebelde começou a ser expurgado do batalhão. Um a um, eles estão sendo punidos com transferências para batalhões comuns, a maioria deles na Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí. Até esta quinta-feira 11 já tinham sido realocados compulsoriamente.

O Boletim Interno número 31, de 14 de fevereiro, traz na página 55 a lista dos transferidos – entre outras transferências rotineiras da PM. A diferença é que, por ser uma unidade de elite, com treinamento especial, raramente há mudanças em massa no batalhão. 

A lista de punidos é encabeçada pelo subtenente Jayme Rosa Filho, oficial de operações, e pelo sargento mais antigo, Milton Ramos Azevedo, conhecido no Bope como Bambam. Este, por sinal, tornou-se uma espécie de lenda entre os ‘caveiras’. Participou de praticamente todas as grandes ações protagonizadas pelos homens de preto, inclusive das cinematográficas ocupações da Vila Cruzeiro, em 2010, quando as câmeras flagraram centenas de bandidos correndo do Bope, e da Rocinha, ano passado.

“Queríamos apenas saber qual o motivo dessa ordem, pois sabíamos que estaríamos afrontando uma multidão, somente pelo fato de estarmos ali por perto. Era óbvio que isso iria acirrar os ânimos e poderia gerar uma confusão sem precedentes. Então surgiu o questionamento ao comandante”, explica um dos policiais.

O fato é que a equipe Bravo acabou se recusando a sair do batalhão sem saber exatamente do que se tratava a missão. A decisão de não combater os grevistas já havia sido avisada ao comandante numa reunião na semana anterior, três dias antes do início da greve. E o próprio subcomandante do Bope, major André Batista (oficial que inspirou o personagem Mathias, interpretado pelo André Ramiro, no filme ‘Tropa de Elite’) prometera diante da tropa, formada no pátio da unidade, que entregaria o cargo se o comandante-geral, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, mandasse o Bope para qualquer ocorrência que não fossem aquelas para os quais assalto com reféns, fechamento de vias, arrastões ou ataque de facções do tráfico.

“Não era uma adesão à greve nem um ato de insubordinação. Mas não iríamos para uma praça no centro da cidade enfrentar nossos colegas que reivindicavam melhores condições de salário. A equipe Bravo demorou a formar (reunir-se para partir em missão), mas depois acabou indo para o Quartel General da PM, ficou cinco minutos lá dentro e voltou”, explica outro oficial do Bope.

Com as transferências, o clima na unidade mais bem preparada do Rio de Janeiro azedou. Até o segurança pessoal do comandante Wilman René, cabo Marcelo Luiz Lino Moreira, foi mandado para outra unidade. Mesmo sem estar de serviço, naquela noite ele vestiu a farda preta e se juntou aos colegas que buscavam uma explicação do comando. A crise pode se agravar. Os praças do batalhão se reuniram e têm tentado convencer um grupo maior a entregar o cargo e pedir a exoneração do Bope caso as punições sejam levadas adiante.
Veja

A imprensa toma partido

Greves policiais, descaso do governo, imprensa comprada e chefe bem pago – eis os quatro principais ingredientes para transformar em caos público qualquer estado do Brasil.

Todos sabem o quanto é importante manter um policial bem preparado para realizar segurança pública com qualidade. Exige-se treinamento e perfeição, mas todos esquecem que seu baixo salário lhe traz o câncer da desmotivação; em alguns casos, tira-lhe a dignidade maior de um ser humano: prover sua família de condições de vida razoável. No Brasil, policiais e bombeiros trabalham exaustivamente, mostram resultados e passam pelo atual crivo das corregedorias – que expulsam os maus profissionais e nunca – nunca – os bons profissionais são valorizados.

Os policiais, então, iniciam uma negociação por melhores condições de trabalho. Primeiro em nível nacional, com a chamada PEC 300 (Proposta de Emenda Constitucional), que prevê isonomia salarial para policiais militares, bombeiros militares e policiais civis de todo o país. Após intensas promessas, discussões e votações em volta da PEC 300, que começou há quatro anos com tramitação especial, os governos Lula e Dilma, com a ajuda da maioria dos políticos do Congresso Nacional, engavetaram o projeto e enrolaram os profissionais de segurança.

Em conjunto aos fatos resumidamente narrados, começam os movimentos reivindicatórios estaduais. Os governos começam uma política de valorização das altas patentes. Oficiais do alto escalão e delegados de polícia têm seus salários aumentados para utilizar de seu poder de persuasão e segurar a tropa. Um dos maiores exemplo é o Rio de Janeiro, onde um delegado chega ao topo salarial do estado, em torno de R$18.000, e os policiais civis recebem o mais baixo salário pago a um profissional de terceiro grau do estado, em torno de R$2.300. Os “chefes” não seguram a tropa e a indignação aumenta, pois os policiais e bombeiros que trabalham pelos “chefes” se sentem desprestigiados. Em 2009, começam os principais movimentos policiais por melhorias.

Uma única voz no silêncio jornalístico
O menosprezo aos profissionais de segurança pública continua ao longo dos anos de 2010 e 2011. Alguns poucos estados dão o exemplo: Piauí, Ceará, Paraíba e Sergipe, onde o policial civil inicia com um salário justo de R$4.900, conseguem resolver internamente seus problemas com a segurança. Porém, a grande maioria dos estados brasileiros enrola, finge que negocia, utiliza-se do poder público para eliminar qualquer foco de revolta e conta com o apoio da imprensa para não publicar qualquer esboço de reivindicação salarial.

O maior exemplo foi a revolta dos bombeiros do Rio de Janeiro, no ano passado, a qual fez uma “maré vermelha” tomar conta do Brasil e do mundo. Mas não sensibilizou o governo do estado, que preferiu minar o movimento em vez de negociar, contando mais uma vez com a imprensa local. A indignação dos policiais e bombeiros aumenta ainda mais.

Atualmente, o poder dos governos sobre a imprensa chegou ao ápice: o repórter Valdeck Filho, do programa Na Mira, da TV Aratu, filiada ao SBT, recebeu um anúncio de demissão das mãos de um diretor da emissora na Bahia por ter feito a cobertura da greve dos policiais militares. Já no Rio de Janeiro, uma grande marcha conjunta da segurança pública teve matérias publicadas nos principais jornais internacionais, como o New York Times e o Financial Times, e a imprensa local não publicou quase nada. Nesse ponto, uma ressalva se faz por justiça. No Brasil, apenas a TV Record (Rio), por meio do apresentador Wagner Montes, teve a audácia de realizar matéria sobre a marcha histórica e traçar comentários diários sobre o movimento em seu programa televisivo. Uma única voz no silêncio jornalístico. A indignação dos profissionais de segurança volta a aumentar.

O caos é eminente
Hoje, vemos o apogeu dessa história. Soma-se e acumula-se a falta de diálogo dos governos e a forte indignação dos policiais e bombeiros. Em vez de chamar à responsabilidade e resolver o problema, o poder público prefere jogar a sociedade contra os movimentos, com a ajuda da imprensa. O caos que aconteceu na Bahia é exemplo do descaso. Não resolvem o problema e preferem culpar alguns policiais pela onda de violência. O governo contou com a falta de razão do movimento, mas esquece que apostar nisso aumenta o problema e marca com ferro e fogo a trajetória política do próprio governo. Isentar-se de culpa, mesmo diante do caos, não será possível, pois o passado faz atormentar o presente com sua lembrança de descaso e menosprezo aos policiais e bombeiros.

O Rio de Janeiro promete ser o maior exemplo de todos e espera-se um movimento nacional após a decretação da greve carioca. Os mesmos ingredientes estão na mesa. Policiais civis, militares e bombeiros estão unidos e indignados como nunca se viu na história. A imprensa não divulga nada sobre o movimento. O governo anuncia um aumento negociado em 2010, diz que negocia apenas em 2014 e o secretário da Segurança diz que não acredita no sucesso do movimento. Mais uma vez o descaso e menosprezo. Os “chefes”, com seus altos salários, são pressionados pelo governo e fazem pressão para segurar a tropa. Com isso, o movimento ganha força e o caos é eminente.

A história se faz: a luta dos profissionais de segurança pública do Brasil por condições dignas de trabalho está na mão do poder público. Que a mão divina seja a autora dos próximos capítulos dessa história.

***

Marcio Bastos é policial civil do Rio de Janeiro e diretor jurídico adjunto do Sindpol RJ – Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Trânsito intenso para a Região dos Lagos

Mesmo com faixa reversível, Niterói-Manilha tem congestionamentos.  Ponte Rio-Niterói está com trânsito bom.

Segue intenso o fluxo de veículos em direção à Região dos Lagos na manhã desta sexta-feira (17). Apesar de a Ponte Rio-Niterói estar sem retenções, segundo a concessiorária CCR Ponte, a Rodovia Niterói-Manilha (BR-101) apresenta vários pontos de congestionamento.

Niterói-Manilha
De acordo com a concessionária Autopista Fluminense, a lentidão começa na Avenida do Contorno, do km 320 ao 319. O fluxo melhora até a altura do São Gonçalo Shopping (km 313), onde volta a congestionar até o km 309. Próximo ao Trevo de Manilha (km 297), há outro ponto de retenção.
Para minimizar os transtornos na Niterói-Manilha, está em funcionamento uma faixa reversível que inverte o sentido de uma das pistas do sentido Niterói da rodovia. A concessionária informa que, nesta faixa, estão proibidos de circular motos, ônibus, caminhões e carros com destino a Itaboraí e à BR-493 (sentido Magé e Teresópolis).
Na Ponte, segundo a CCR Ponte, o tempo de travessia nesta manhã é de 16 minutos. São esperados 96 mil veículos no sentido Niterói só nesta sexta-feira. Até as 8h, já haviam passado 28 mil veículos pela via.
Na Via Lagos, não há retenções, segundo a CCR Via Lagos. Até as 10h, 15 mil veículos passaram pela rodovia e a expectativa para esta sexta é de 44 mil veículos até 0h.
G1

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação

O SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), completou, em 9 de fevereiro, 19 anos em operação, retransmitindo informações para previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.

O satélite já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.

O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).

O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

De acordo com o Inpe, o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT).

Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste - o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) -, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD.

Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.
Estadão

"Plin, Plin": Problema muito sério!

Todos os jornais divulgam a crise de Ricardo Teixeira na CBF, menos O Globo. Por que será?


Comentário: Princípios editoriais e éticos da Globo, a gente não vê por aqui!!! Quando as organizações Globo publicaram e anunciaram fartamente os seu "princípios editoriais" todos sabiam que ali tinha caroço no angu (todos sabem que os princípios da Globo são outros e nem um pouco éticos), deve ter sido pra limpar um pouco a barra da emissora e do William Boner depois do caso da "bolinha de papel na careca do Serra na campanha de 2010...da mesma forma como foi a manipulação do debate entre Lula e Collor em 89... agora uma notícia como a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF(finalmente e já vai tarde!) devido a um escândalo envolvendo superfaturamento num jogo da seleção e a Globo não fala e nem publica NADA. Rede Globo, estamos de olho em você!

Carlos Newton
É impressionante. A imprensa inteira noticia a crise da CBF, menos o jornal o Globo. 
Hoje, às 13h45m, quando redijo essa nota, o site de O Globo não traz uma linha sobre o assunto. Pelo contrário, o destaque do noticiário esportivo é a contratação do ex-craque e atual deputado Bebeto para trabalhar na organização da Copa, junto com Ronaldo Fenômeno. É deprimente e reveladora a omissão de O Globo.

Enquanto isso, os sites dos outros jornais deitam e rolam na notícia. O Estadão, por exemplo, divulga matéria de seu correspondente Jamil Chade, direto de Genebra, afirmando que oficialmente, a Fifa se recusa a fazer qualquer comentário sobre o futuro de Ricardo Teixeira. Mas, nos bastidores, fontes na organização apontam que o presidente Joseph Blatter não esconde a satisfação com o acúmulo de acusações e problemas relacionados ao Brasil. A esperança da cúpula da entidade, porém, é de que, se uma saída ocorrer, ela deve ser rápida para não atrapalhar ainda mais a organização da Copa do Mundo em 2014.

O repórter do Estadão diz que Blatter considera Teixeira o maior rival de seu grupo no controle do futebol mundial. Em 2007, o suíço aceitou que o Brasil se apresentasse como único candidato para sediar a Copa de 2014. Desta forma, prenderia Teixeira na organização do evento e evitaria um confronto direto nas eleições da Fifa em 2011.

“Para 2015, Blatter promete não voltar a concorrer. Mas isso não significa que aceitaria uma vitória do brasileiro. O cartola suíço coloca suas fichas em Michel Platini, atual presidente da Uefa. Por isso, não mediu esforços e nem táticas para minar Teixeira nos últimos meses”, diz Jamil Chade.

Segundo o Estadão, a principal aposta de Blatter é a publicação de documentos que estão com a Justiça suíça e que, segundo a BBC, mostrariam que Teixeira teria recebido propinas no caso da ISL. Depois de anos pagando advogados para proibir a publicação de detalhes do caso, Blatter promoveu uma reviravolta e anunciou que não se oporia à divulgação. No final de 2011, a Justiça estava pronta para revelar os documentos. Mas houve recurso e as informações foram, mais uma vez, barradas.

Pela lei, uma saída de Ricardo Teixeira da CBF não significaria sua exclusão do Comitê Executivo da Fifa. Mas a aposta de seus inimigos na Suíça é de que, com sua posição fragilizada em casa, dificilmente seria um “peso pesado’’ na cúpula da entidade.

Mas se a queda de Teixeira pode satisfazer Blatter, a Fifa precisa de definição rápida sobre quem manda de fato no futebol brasileiro. A preparação para a Copa está atrasada, a entidade já perdeu a paciência em relação à Lei Geral, ainda não aprovada, e teme que um vácuo de poder comprometa o Mundial.
Tribuna da Imprensa

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Professores de São Paulo marcam greve para 14 de março


O Sindicato dos Professores da Rede Estadual de São Paulo (Apeoesp) organiza a categoria para uma greve geral no dia 14 de março. 
O motivo da paralisação, segundo o sindicato, é o descumprimento da Lei do Piso Nacional, que prevê um terço do tempo de aula livre para o professor se preparar para suas atividades. A Secretaria de Educação do Estado negou nesta quarta-feira (15) o descumprimento da lei e irritou os movimentos sociais que participaram de audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa.

"A Secretaria de Educação deveria implementar a lei imediatamente porque é constitucional, mas buscou-se um caminho protelatório e a questão está sendo empurrada com a barriga", reclamou a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel. Segundo ela, a justificativa do governo é a falta de professores na rede estadual e de verba para contratação de novos profissionais.

O assessor de comunicação da pasta, Maurício Tuffani, que representou o governo na audiência, disse que o tempo de preparação previsto pela Constituição já é cumprido. Ele discordou das reclamações dos professores. "A lei é muito clara. A Apeoesp discorda por utilizarmos um somatório de intervalos que não existem mais, e que eles mesmos consideravam horário extra-classe."

Tuffani afirmou que não compete mais à Secretaria qualquer discussão sobre o tema. "Está no âmbito da Fazenda pública, não nas nossas mãos", disse. Ele falou que não irá comentar a greve enquanto ela não estiver ocorrendo. Mesmo assim, Maria Izabel afirmou que a paralisação será muito forte. "Pelo clima, ninguém está a fim de ficar esperando."

Bate-boca
O plenário lotado para a audiência pública assistiu a um pequeno bate-boca entre os deputados Mauro Bragato (PSDB) e João Paulo Rillo (PT). O petista chegou a comparar o descaso do governo com os tempos de ditadura. "Infelizmente o goveno adotou uma posição muito intransigente, de desrespeito ao estado democrático de direito, que desacata a lei."

Bragato reclamou da postura de Rillo e acusou o parlamentar de estar utilizando o tema politicamente. "Está havendo um exagero por parte do deputado (Rillo). Nós vamos participar de qualquer negociação como sempre participamos. Nós temos aqui um problema que terá de ser resolvido com educação", respondeu.

Tanto a base governista como os movimentos sociais e deputados de oposição enxergaram como improvável um consenso até 14 de março, data marcada para início da greve.
Rede Brasil

O fim do cartola Ricardo Teixeira

Os amantes do futebol já preparam as festanças. Há fortes indícios de que Ricardo Teixeira, o cartola que manda e desmanda na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há mais de duas décadas, deixará o cargo nas próximas horas. 
A coluna de hoje (16) da jornalista Mônica Bergamo, na Folha, já dá como certa a sua renúncia:
“Ricardo Teixeira teria escolhido a dedo a data para anunciar sua intenção de deixar a CBF: bem pertinho do Carnaval, para que a folia encobrisse o impacto de sua saída da entidade. O desprezo de Dilma Rousseff por Teixeira foi decisivo para esvaziar seu poder, dizem amigos próximos dele. Há alguns dias, em viagem a Brasília, o cartola ‘nem sequer pediu audiência’ a ela, segundo interlocutor. Por um motivo: sabia que bateria com a cara na porta”.

Manobra para escapar da cadeia
Além do seu isolamento político e de ser odiado pelas torcidas, que intensificaram a campanha do “Fora Teixeira” nos estádios, o ex-todo-poderoso chefão da CBF teme ser preso. Nos últimos dias, surgiu uma nova acusação de pagamento de propina ao cartola. A Polícia Civil de Brasília encontrou cheque em seu nome emitido por Vanessa Precht, uma das sócias da empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção brasileira, em 2008. 

Este não é o primeiro – nem será o último – escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, que ergueu uma fortuna como cartola. Mas ele sempre conseguiu se safar das denúncias, inclusive das apresentadas em duas Comissões Parlamentares de Inquérito - as CPIs do Futebol e da CBF/Nike. Agora, porém, parece que a mansão caiu. A sua renúncia seria uma hábil manobra para evitar que a Justiça da Suíça quebre o seu sigilo bancário, em outro caso de recebimento de propina de dirigentes da FIFA na década de 1990.
Blog do Miro

Crise na Grécia vem de gregos preguiçosos?

Os gregos, retratados como "escuros" e indolentes, pela direita austríaca

É frequente vermos na imprensa os comentários de que é crise grega é resultado da “gastança” feita pelos gregos, que teriam se acostumado a exigir muito e trabalhar pouco.

Um partido austríaco de direita chegou a espalhar out-doors racistas retratando os gregos como entregues ao descanso perdulário, que a gente reproduz no post.

Hoje,  artigo publicado pelo jornal romeno Criticatac mostra que, apesar de o preconceito contra os gregos estar se espalhando pela Europa, mostra, com números, que o motivo da crise pode ser tudo, menos isso.

Os gregos, segundo os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OECD, trabalham em média 2090 horas por ano, 48,6% mais que as 1.419 horas anualmente trabalhadas pelos alemães e  35,7% mais que as 1554 horas anuais do trabalhador francês médio.

É irônico que, na longa lista de países que compõe a estatística da OECD, os gregos só percam – e de pouco – para a maior jornada média anual apurada: a dos sul-coreanos,  com 2.193 horas, 4% a mais ou, dividindo-se por uma média de 230 dias úteis por ano, 22 minutos diários de trabalho em relação aos gregos.

Não é exato fazer comparações com o Brasil, para não mudar os critérios de apuração, sobretudo porque é difícil equacionar a questão do emprego rural e do informal neste cálculo, mas andamos por volta de 2.000 horas  anuais, embora este número venha se reduzindo em razão da formalização do emprego. Ainda assim, segundo dados do Censo de 2010, 28% dos brasileiros trabalhavam mais de nove horas por dia.

De qualquer forma, há algo positivo nesta história deprimente.

É o fato de vermos como o “mito da indolência”, tantas vezes usados contra nós, brasileiros, encobre desde os interesses de dominação, passando pelo racismo e , sobretudo, pelo encobrimento de sistemas econômicos injustos e empobrecedores, generosos com o capital e mesquinhos com o trabalho.

Ou, como brincava um amigo, nos anos 80, dando um sentido amargamente irônico ao conceito marxista de “mais -valia”: “meu irmão, a mais-valia aqui é diferente: é que para ganhar esse salário-mínimo, mais valia ficar à toa”
Tijolaço

Investimento alto nos professores garante bom ensino. Só os governos no Brasil não sabem disso!

Investir mais em educação não garante resultados melhores

Os países que mais investem em educação por aluno entre os 6 e os 15 anos não são necessariamente os que tem alunos com melhor rendimento, segundo uma análise do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado nesta quinta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

"O dinheiro sozinho não pode comprar um bom sistema educacional", concluiu a OCDE em seu relatório "Pisa in Focus", que indica que os países que obtiveram melhores resultados nessas provas em 2009 são os que acreditam que "todas as crianças podem ter êxito na escola". Segundo a organização com sede em Paris, uma das chaves do sucesso dos sistemas educacionais é considerar que todos os estudantes podem ter êxito e não deixar que os alunos com problemas repitam de ano ou sejam transferidos a outras escolas, ou que sejam agrupados em diferentes turmas em função de suas habilidades. 

"Superado o nível de aproximadamente US$ 35 mil" de investimento por estudantes entre os 6 e os 15 anos em unidades monetárias harmonizadas, a despesa "não está relacionada com o resultado", indicou a OCDE. A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Luxemburgo, Noruega, Suíça e Estados Unidos, e que obtêm resultados similares a nações que destinam a metade por estudante, como Estônia (US$ 43.037), Hungria (US$ 44.342) e Polônia (US$ 39.964). 

Assim, os dois países que obtiveram os melhores resultados nas últimas provas do Pisa (Finlândia, com US$ 71.385; e Coreia do Sul, com US$ 61.104) estão bastante distantes dos que mais investiram (como Luxemburgo, com US$ 155.624 acumulados por aluno; e Suíça, com US$ 104.352). O Chile investe por aluno US$ 23.597, mais que o México (US$ 21.175), ambos acima de países "associados" à OCDE como o Brasil (US$ 18.261) e a Colômbia (US$ 19.067). Todos eles superam a Turquia, que com US$ 12.708 de investimento por aluno é a lanterna da lista de 33 Estados-membros da OCDE. 

Outro dos fatores cruciais detectados pela OCDE é que os países com os melhores resultados nas provas trianuais sobre compreensão de texto, Matemática e Ciências Naturais são aqueles que mais investem em seus professores. Os docentes do ensino médio da Coreia do Sul e de Hong Kong, ambos com excelentes resultados nas provas Pisa, ganham "mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio em seus respectivos países". "Em geral, os países que alcançam bons resultados no Pisa atraem os melhores estudantes à profissão de professores e lhes oferecem salários mais altos e um grande status profissional", indicou a OCDE. No entanto, essa organização precisou que essa relação entre professores e resultados não acontece entre os países menos ricos.
iG

Alunos pedem mais limites nas escolas!

Estudantes de escolas estaduais do Rio querem mais limites, cobrança e disciplina dentro e fora das salas de aula. 
Ao contrário do que possa parecer, a nova geração rejeita o excesso de liberdade. Para alunos da rede, a escola deveria controlar a frequência, fiscalizar a entrada de estranhos, exigir uniforme, proibir celular na aula e até restringir namoro lá dentro. Eles também defendem maior rigor na punição de condutas inadequadas de colegas em sala e a adoção de medidas para evitar a venda e o consumo de drogas no interior e no entorno das unidades.

As revelações constam em uma pesquisa encomendada pela Secretaria Estadual de Educação ao Instituto Mapear em dezembro do ano passado. O estudo sobre ‘Percepções e Expectativas’ ouviu 4 mil estudantes e 1.200 pais e responsáveis. Para a estudante Isabelly de Araújo Lima, 15 anos, do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, o respeito deve ser recíproco entre alunos e professores. “ Tem que saber separar o ambiente escolar da vida pessoal. Escola é para estudar”, diz ela, que também aprova o uso do uniforme, mas gostaria de poder usar bermuda no verão.

“A escola é o começo da preparação da vida profissional do aluno. As grandes empresas vão exigir disciplina, horários e regras de convivência”, diz Eliane Meneguite, coordenadora pedagógica do C.E.David Capistrano, em Niterói, onde estuda Matheus Camelo Araújo, 16 anos, aluno do 2º ano. Como ele, 66% dos estudantes pretendem fazer faculdade. “Vou prestar Vestibular para cursos na área de Matemática, como Engenharia”, planeja. Outros 55% querem, após o Ensino Médio, trabalhar, e 46% farão cursos profissionalizantes.

Jovens mais conectados
Jovens estão cada vez mais conectados ao universo digital. A pesquisa revelou que praticamente todos os estudantes do Ensino Médio (93%) têm telefone celular e (92%) acesso à Internet, assim como Anderson Bezerra da Silva, e Patrick Alves, ambos com 18 anos e alunos do 3º ano do Colégio Estadual André Maurois, no Leblon.

Os dois usam a Internet para fazer pesquisas escolares e conversar com os amigos. Anderson concorda que o celular fique desligado durante a aula, como defendem 82% dos pais. “A escola proíbe o uso. Acho certo. Se tocar no meio da aula e alguém atender, tira a atenção do professor que terá que explicar novamente”, diz. Embora a Secretaria Estadual de Educação disponibilize o boletim escolar na Internet, apenas 30% dos pais acompanham as notas online. Outros 41% não navegam na Internet.
O Dia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

“Prêmio Cara de Pau” para Wilson Risolia, secretário de Educação de Cabral



O economista Wilson Risolia que comanda a secretaria de Educação, do governo Cabral, se tivesse um pingo de vergonha não teria escrito o artigo publicado hoje no jornal O Dia, onde faz um balanço sobre sua gestão de um ano e quatro meses desastrosos. Ele comemora vitórias que diz ter alcançado que só podem ser um deboche. 

Segundo Risolia, “a secretaria de Educação zerou passivos de décadas com a categoria (professores e profissionais da educação)”. Só pode estar debochando do pessoal da educação. 

Mas igualmente acintoso é Risolia dizer que no artigo que leva o sugestivo título “Educação planejada”, que foi uma opção de Cabral priorizar a instalação de aparelhos de ar condicionado nas escolas. E comemora, o Rio atingiu 84,56% de climatização nas escolas estaduais. É o primeiro no ranking da climatização. Pena que ele não lembra que naquilo que interessa, que é a qualidade de ensino, o nosso estado vai de mal a pior. Além de ser o penúltimo no ranking nacional da educação, só à frente do Piauí, no ano passado os exames mostraram que em português e matemática a situação conseguiu piorar em relação a 2010. Como diria a Valéria, do Zorra Total: ”Tá de deboche, Risolia?” 

O secretário Risolia já pode desfilar no carnaval com uma fantasia de “cara de pau”. Aliás, como o carnaval está chegando nos próximos dias vou colocar aqui uma enquete para vocês darem suas sugestões, sobre as fantasias que Cabral e Paes deveriam usar neste carnaval. 
Garotinho

Policiais e bombeiros encerram greve no Rio

Policiais militares, civis e bombeiros do Rio de Janeiro encerraram a greve na noite desta segunda-feira. A decisão foi tomada após uma assembleia que durou cerca de duas horas na sede de um sindicato no Centro da capital fluminense.

Ana Paula Matias, mulher do sargento Matias, que está preso na penitenciária de Bangu 1, leu um comunicado anunciando o fim da greve e afirmando que a luta agora é pela soltura dos homens que estão presos no presídio de Bangu 1.

"Nossa luta pela dignidade dos homens que arriscam sua vida pela população e que recebem o pior salário do Brasil continua. A luta não é mais por dignidade salarial, mas por dignidade humana", afirmou ela. "Manter esses homens presos em Bangu 1 é contra a Constituição. O Rio de Janeiro vive um regime de exceção." O comunicado afirma ainda que não existe greve, porque o grupo paralisado "nunca deixou de atender à população".
JB

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atriz global paga mico defendendo governo de Minas


A atriz global Débora Falabella, que já protagonizou belos filmes, como "Lisbela e o Prisioneiro" (2003) e "Primo Basílio" (2007), acaba de entrar numa fria. Ela estrelou o comercial de tevê do governo Antonio Anastasia (PSDB) sobre a educação em Minas Gerais. A peça publicitária é uma farsa grotesca. 
Apresenta o ensino mineiro como se fosse um paraíso para professores, pais e estudantes.
O filme promocional, pago com dinheiro público e exibido em horário nobre na televisão, gerou revolta entre os docentes, que no ano passado foram vítimas da truculência e descaso do governo tucano durante uma prolongada greve. Nas redes sociais, a atriz da TV Globo sofreu uma bateria de críticas através da campanha “Cala a boca, Débora”. Alguns, mais afoitos, chamaram a artista de "mercenária" e "vendida".

Desgaste entre milhares de fãs 
Mesmo professores que admiram o trabalho da artista nascida em Minas ironizaram o seu desconhecimento sobre a realidade do ensino no estado. Numa mensagem civilizada pela internet, uma professora publicou o seu contracheque e escreveu:

*****

Querida Débora Falabella, às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não queimar seu filme com milhares de fãs. Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você vai representar. Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governante ditador e arbitrário que atualmente governa Minas Gerais.

Segue abaixo o meu contracheque de setembro para demonstrar um pouco do que estou falando (este foi apenas um mês, se quiser posso te mandar os outros). 

O mesmo que aconteceu comigo, aconteceu com centenas de milhares de outros professores, pais de família que não tiveram como colocar comida na mesa porque o governador acreditou que podia cortar cada centavo do nosso salário e o fez. Então, querida, não me venha falar de coisas que não sabe, demonstrando um conhecimento de causa que, na verdade, dinheiro nenhum jamais te dará.

*****

Já o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais divulgou uma “carta à atriz Débora Falabella”, onde demonstra, com dados e fatos, que ela realmente "queimou seu filme". 

*****

Prezada Débora Falabella,

Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs.

Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar.

Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:
– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;

– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;

– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:

nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;

– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;

– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.

Veja:

– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;

– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;

– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015.

Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais.
Blog do Miro


Comentário: Todo governo tem o(a) garoto(a)-propaganda que merece, em Minas é a delicada, alienada e cabeça oca da Débora Falabella. Aqui em Cabo Frio é o André Marques ("volta pro armário"), encrenqueiropublicitárias, pagas com o nosso dinheiro. Que se dane a veracidade das informações prestadas ou se os serviços anunciados correspondem a realidade, o que vale aqui é o dinheiro no bolso, dos artistas contratados!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

E o povo do Rio só vai ter que esperar até 2014 por alguma mudança...

A maldição de Cabral


Bem, ficamos combinados assim. Policiais e bombeiros têm que esperar até a Copa de 2014 para terem um salário minimamente digno. Os trens, o metrô e as barcas, a população terá que ter mais paciência, só em 2016 é que se promete um serviço decente. Na educação a meta também é de que em 2014, o Rio esteja bem no ranking nacional. Aliás, também se promete que em 2016, o Estado do Rio estará preparado para as chuvas e as casas para os desabrigados ficarão prontas. Na saúde, aí nem se fala em data para o atendimento melhorar. Quem sabe em 2022, quando se completam 200 anos da Independência. 

Na prática a intenção é despejar milhões em propaganda nos próximos anos, para manter a mídia amordaçada, as negociatas poderem ser feitas livremente, e o assalto aos cofres públicos continuar, com o silêncio conveniente das instituições que deveriam defender a população. 

Muita gente está se dando bem com essa situação ultrajante, e outros por interesse ou covardia fingem que nada vêem. Enquanto isso Cabral e sua turma destroem o Rio de Janeiro. Depois, em 2014 ou 2016, não adianta figuras ilustres da sociedade, clamarem por justiça ou se indignarem, quando descobrirem que foram logradas e que o paraíso prometido para o Rio se transformou num inferno na vida de todos nós. Essa maldição de Cabral é muito pior do que a do calendário inca que prevê o fim do mundo para 2012, que nessa não dá para acreditar. 
Garotinho

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão


O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de sua representatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Embora considere completamente inadequada a decisão de transferir o cabo Benevenuto Daciolo do Quartel General do Corpo de Bombeiros, onde estava detido, para o presídio Bangu 1, na Zona Oeste, o também deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), ligado aos militares, diz ver com bons olhos a postura do governo na condução do caso.

“Falo isso com a maior tranqüilidade, porque não faço parte da base aliada. O substitutivo aprovado nesta quinta-feira representa grandes avanços para a categoria. É claro que não é o ideal, mas, dentro das atuais circunstâncias, é o que é possível fazer. Em uma negociação, ambas as partes tem que ceder. São cidadãos honestos, mas estão agindo com a emoção. Não é oportuno. A população não quer a greve. É preciso ser um pouco mais racional neste momento", pondera.

Quanto ao possível desgaste da imagem de Sérgio Cabral, ele minimiza: 
"Não é um problema exclusivo desta administração. É algo que se acumulou ao longo de décadas e acabou por explodir agora. Não creio em prejuízos".

Especialistas dizem que Cabral pode se sair vitorioso
O professor e cientista político Adriano de Freixo, do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), acredita que o episódio pode até ser capitalizado de forma positiva pelo governador Sérgio Cabral. Segundo ele, a onda de homicídios que eclodiu na Bahia após a paralisação dos agentes criou uma imagem negativa do movimento perante a opinião pública, ao contrário do que ocorreu ano passado, quando a mobilização dos Bombeiros ganhou forte apoio popular. Deste modo, em meio ao medo do aumento da violência, uma reação firme poderia ser vista como uma prova da força do Estado.

“O que pude sentir é que há uma sensação geral de medo. Até mesmo alunos que geralmente têm certa simpatia em relação a esse tipo de causa mostram-se reticentes. Noto uma tendência de posicionamento contrário ao dos policiais. Há uma estratégia de segurança bem definida, envolvendo a Força Nacional e o Exército, para o caso de uma greve de grandes proporções. A presença ostensiva das Forças Armadas, que têm uma reputação bastante positiva perante a população, poderia até aumentar a sensação de proteção nas ruas. Que fique claro: greve de PM não é greve, é motim. Uma postura firme seria muito bem vista pela população”.

A opinião é compartilhada pelo também professor e cientista político José Paulo Martins Junior, do Deportamento de Estudos Políticos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). "Tudo vai depender do desenrolar da situação, mas acredito que, com um pouco de negociação, ele conseguirá reenquadrar a polícia. E caso o que ocorreu na Bahia não se repita no Rio, ele pode até ganhar alguns pontos com a população", conclui.
JB