terça-feira, 6 de setembro de 2011

Judiciário garante a impunidade dos corruptos e ainda exige aumento acima da inflação.

Quando se proclama que o maior problema do país é o Poder Judiciário, em função da impunidade que garante aos poderosos, não há o menor exagero nessa afirmação. O único dano que sofrem os ladrões dos recursos públicos é de ordem moral. Ficam difamados e perdem a dignidade. Mas e daí? Nunca foram dignos, mesmo. Estão pouco ligando.
Com a leniência e conivência do Poder Judiciário (este mesmo Judiciário que hoje pressiona a presidente da República para conquistar um aumento real, acima da inflação, de 14,79%, que decididamente não merece), os maiores escândalos da história recente do Brasil se arrastam até hoje nos tribunais, sem que os principais acusados tenham sido julgados em última instância pela sangria dos cofres públicos.
Levantamento da Folha de S. Paulo mostra que dez casos que estão entre os mais rumorosos do país nas últimas duas décadas seguem à espera de um veredicto final. Das 841 pessoas mandadas para o banco dos réus, só 55 (6,5%) chegaram a ser condenados em alguma instância. E apenas nove (1,1%) foram condenadas definitivamente, sem chance de recurso. A maioria conseguiu anular a pena ou recorre em liberdade.
O escândalo mais antigo da lista é o que levou ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor, no fim de 1992. Dezenove anos depois, as denúncias ainda são alvo de uma ação em andamento. O processo, contra seis acusados de extorsão e formação de quadrilha, corre na Justiça Federal desde 1998. Até a semana passada, o juiz não tinha dado a sentença. Collor perdeu o cargo, mas foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal por falta de provas e hoje é senador pelo PTB de Alagoas.
O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que assumiu a Prefeitura de São Paulo no mesmo ano de 1992, é procurado pela Interpol e não pode viajar ao exterior para não ser preso, mas nunca foi condenado definitivamente no Brasil por fraudes em sua gestão. Esteve preso apenas durante alguns dias, junto com o filho Flavio. E hoje vive momentos de muita tranqüilidade, livre, leve e solto.
A morosidade da Justiça também impede o fim do caso dos Anões do Orçamento, de 1993, que envolveu até a Diretoria de Loterias da Caixa Econômica Federal, que fazia a lavagem do dinheiro para o então deputado João Alves. Suspeito de desviar emendas parlamentares, o ex-deputado federal Ézio Ferreira (PFL-AM, atual DEM) responde até hoje responde ao processo. Ninguém foi preso.
Acusados de desvios no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e na Sudam, Luiz Estevão e Jader Barbalho deixaram o Senado e chegaram a ser presos. Hoje Jader se prepara para voltar ao Congresso, logo que seu processo entre em julgamento no Supremo, que já firmou jurisprudência contra a eficácia da Lei da Ficha Limpa nas eleições do ano passado.
A famosa Operação Anaconda, que desmontou esquema de venda de decisões judiciais, só produziu um preso ilustre: o ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, que cumpre a pena em casa. Dois juízes e um procurador da República se livraram sem julgamento ou converteram a pena em multa.
Os grandes escândalos do governo Lula continuam abertos. O mensalão, que derrubou o ex-ministro José Dirceu em 2005, só deve ser julgado no ano que vem. Réus como João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) foram reeleitos deputados e mantêm influência em seus partidos.
Já o chamado mensalão do DEM, que derrubou José Roberto Arruda do governo do DF em 2010, é o caso mais atrasado. O Ministério Público ainda nem apresentou denúncia contra os acusados. A deputada Jaqueline Roriz já se livrou da cassação, mas vai ser julgada no Supremo por peculato, mas ninguém sabe quando isso ocorrerá.
É como se no Brasil a impunidade fosse a regra, e a punição apenas uma exceção.
Carlos Newton   Tribuna da Imprensa

Tablet da Amazon custará 250 dólares. Aparelho será lançado em novembro.


O tablet da Amazon, que se chamará Amazon Kindle, custará 250 dólares, informou MG Siegler, colunista do site TechCrunch, que testou o novo gadget. O aparelho terá tela colorida, será touchscreen e rodará Android, sistema operacional do Google.
Segundo relato do colunista, o tablet da gigante americana do varejo não funcionará com a tecnologia e-Ink, a mesma utilizada pelo seu leitor digital Kindle. Sua tela será iluminada, a exemplo do que ocorre no iPad, o tablet da Apple. A versão testada por Siegler foi um protótipo, que ainda não passou a ser produzido. O lançamento do aparelho nos Estados Unidos está previsto para novembro deste ano.
A Amazon vai cobrar pelo aparelho 250 dólares, valor abaixo do praticado pela Apple e similar ao Nook Color, o leitor digital da rede livreira Barnes & Noble. De acordo com o site americano, o gadget da companhia lembra o design do BlackBerry PlayBook, tablet da RIM, fabricante do celular BlackBerry.
A interface do Amazon Kindle será parecida com a de outros tablets. Em sua "área de trabalho" o usuário visualizará ícones de aplicativos de livros, filmes etc. Ele não possuirá botões físicos para a navegação, como ocorre no Kindle, e sua loja on-line será a Amazon Android Appstore, uma versão personalizada da Android Market. O aparelho não terá câmera fotográfica e sua capacidade interna será de apenas 6 GB, o que leva a crer que a multinacional pretende apostar em seus serviços na nuvem para o armazenamento de dados.  
Até o momento, o tablet funcionará apenas com recurso Wi-Fi. A Amazon, no entanto, parece estar negociando com as operadoras uma versão 3G.
A chegada do novo aparelho não colocará ponto final na produção do Kindle tradicional. O lançamento, contudo, deve fazer com que o leitor digital, atualmente líder de mercado, tenha seu preço reduzido.
Veja

Brasil precisa avaliar melhor a escrita

Algumas avaliações criam escalas para mensurar o nível dos estudantes, mas ainda não há uma nacional

Diferentemente de Leitura e Matemática, o Brasil não tem como mensurar e comparar o desempenho dos estudantes na escrita. As redações dos estudantes são corrigidas em avaliações internas e externas, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem uma escala que possibilite mensurar o nível de proficiência dos alunos em escrita. Já Leitura e Matemática, seguem a escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na qual os pontos significam habilidades e competências. 

Algumas redes e avaliações têm desenvolvido escalas próprias para medir o desempenho dos estudantes. A Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), primeira avaliação externa aplicada a alunos do 3º ano do ensino fundamental de todas as capitais brasileiras, criou uma escala própria para medir a qualidade da alfabetização. “A criança só é considerada alfabetizada se ela lê e escreve. Por isso precisávamos medir a escrita”, afirma Nilma Fontanive, coordenadora do centro de avaliação da Fundação Cesgranrio e uma das responsáveis pela Prova ABC.

A Avalia Educacional, empresa responsável pela elaboração e aplicação de avaliações em instituições de ensino, trabalha na construção de uma escala para avaliar a escrita na rede estadual de Alagoas. As provas estão sendo aplicadas nesta semana e serão corrigidas com o uso da Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia usada pelo Enem nas questões de múltipla escolha que permite produzir provas com o mesmo nível de dificuldade.
“Com o uso da TRI, criamos uma escala e passamos a ter uma medida comparável. O objetivo é que os resultados sejam compreendidos e utilizados para uma melhora da educação”, explica Renato Júdice, gerente da área técnica da Avalia e membro suplente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave).
Para corrigir as redações com a TRI, a Avalia criou uma tábua com 16 critérios a serem avaliados, dentro de quatro eixos principais – desde os mais simples, como adequação ao tema até domínio da norma culta, coesão e argumentação das ideias. A correção é feita com base nesses critérios e o departamento de estatística gera o nível de proficiência dos alunos em escrita.
Amauri Gremaud, ex-diretor da área responsável pelas avaliações de educação básica no Brasil do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), trabalhou na elaboração da metodologia de correção das redações da Avalia. Ele ressalta a importância de padronizar as avaliações no País, mas acredita ser difícil adotar uma escala única, que meça desde o início da alfabetização até o fim do ensino médio. “Precisamos avaliar a escrita com mais rigor. Isso é importante e falta”, analisa.
Nilma destaca que uma escala em escrita possibilitaria a interpretação dos resultados e posicionaria os alunos sobre o nível de desempenho deles. A especialista, em coautoria com o consultor da Cesgranrio Ruben Klein, apresentou em um artigo, uma proposta de usar a TRI na correção da redação do Enem. “Podemos caminhar para uma escala nacional, se o Inep pensar em colocar a escrita no Saeb”, aponta.
iG

Sérgio Cabral deveria ser animador de micareta; além de rimar, seria uma solução


Sempre que o governo sentir falta de um tocador de tuba, pode chamar Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, que ele logo se apresenta para ser uma espécie de animador de auditório. Sua figura remete àqueles chatos de resorts encarregados de fazer a turma da piscina dançar lambada na água. Cabral deveria ir animar micareta Brasil afora. Além de rimar, seria uma solução: “Tira o pé do chão, moçaaada…” A última dele agora é se fazer porta-voz da CPMF. 
Leiam o que vai abaixo. Volto em seguida.

Para Cabral, extinção da CPMF foi ‘covardia’
Por Renata Veríssimo, da Agência Estado:
O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, disse ser favorável à volta da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a Saúde. Cabral, que esteve reunido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu um financiamento próprio para o setor de Saúde, assim como existe para a Educação. “Foi uma covardia a extinção da CPMF. Fez muito mal, não ao governo do (ex)presidente Lula, mas ao povo brasileiro”, afirmou Cabral. Ele disse que assinará a carta que está sendo preparada por alguns governadores em apoio ao retorno da CPMF. “Claro que assino. Acho fundamental esse financiamento à saúde”, afirmou.
O governador argumentou que não é possível financiar a Saúde somente com os atuais recursos arrecadados pelo governo. “O Brasil está expandindo cada vez mais os seus investimentos e é o motivo da alavancagem do crescimento econômico brasileiro”, disse. Segundo ele, investimentos como do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa Minha Vida têm exigido mais recursos públicos. “O governo brasileiro tem o papel junto com os governos estaduais e municipais de alavancadores da economia brasileira”, afirmou.
Ele disse também que não se pode sacrificar a meta de superávit primário para aumentar os gastos da Saúde. “O governo brasileiro tem tido a preocupação com a macropolítica-econômica para garantir estabilidade inflacionária e garantir o crescimento. Quando se fala em superávit primário, não é um palavrão, é um sinônimo de responsabilidade fiscal”, afirmou Cabral.

Voltei
Vocês repararam que este senhor só desaparece quando acontece alguma tragédia no Rio, que lhe diz respeito? Centenas morrem soterrados, não se ouve falar de Cabral. Aliás, o cenário nas cidades serranas ainda é de catástrofe, mas o buliçoso governador parece não ter nada a ver com o assunto.
A tragédia com um helicóptero, que matou sete pessoas, caiu no quintal moral do governador. Ele ficou deprimido, coitado!, e tomou chá de sumiço. O mesmo se viu agora com o bondinho de Santa Tereza. Ao falar sobre o caso no quinto dia da tragédia, comportou-se como ombudsman do governo: criticou a situação lastimável do serviço, como se não tivesse nada a ver com aquilo e não estivesse no quinto ano de gestão.
Em busca de uma agenda fora dos seus afazeres, resolveu abraçar a causa da CPMF, com aquele discurso condoreiro, guerreiro, brigador. Ainda que o fim do imposto tivesse sido um crime, teria sido cometido com a ajuda do seu partido. A oposição, sozinha, não tinha votos para derrubá-lo. Fica parecendo que o desastre em curso na saúde começou depois do fim do imposto.
Por Reinaldo Azevedo Veja

Supertelescópio do ESO deve movimentar empresas e pesquisadores brasileiros


A entrada do Brasil no consórcio do Observatório Europeu do Sul (ESO) abriu caminho para as empresas brasileiras participarem, em melhores condições, das concorrências para a construção do E-ELT (sigla em inglês para Telescópio Extremamente Grande Europeu), destacou o diretor-geral da instituição, Tim de Zeeuw, durante conferência de abertura na noite deste domingo da 36ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), que acontece esta semana em Águas de Lindóia (SP).
- Do ponto de vista do governo, entrar na ESO não é apenas uma questão de promover observações astronômicas, mas é o fato de que a indústria de alta tecnologia tem um papel a cumprir. E eu sei que o Brasil vai se dar bem com a indústria que tem - afirmou De Zeeuw.
Orçado em cerca de 1 bilhão de euros (R$ 2,3 bilhões), o E-ELT terá um espelho de quase 40 metros e será o maior instrumento do tipo no mundo. Instalado no topo do Cerro Amazones, a 3 mil metros de altitude, ele será capaz de captar 13 vezes mais luz que os maiores telescópios disponíveis atualmente, produzindo imagens até 16 vezes mais nítidas que a do telescópio espacial Hubble. Sua construção, prevista para durar dez anos, está prevista para começar em janeiro de 2012 com serviços de terraplanagem no local, sendo quase certo que empreiteiras brasileiras entrarão com força total para ganhar a licitação, observou o astrônomo holandês, ressaltando reforça que não é só na construção civil que as empresas nacionais podem concorrer bem no projeto.
- O Brasil tem um potencial enorme para ganhar contratos em todas as áreas, inclusive em alta tecnologia - avaliou. - Outro dia tomei um avião para ir à Holanda e era um Embraer. Não muitos dos nossos países-membros podem construir aviões. Se vocês podem construir aviões, têm indústria de alta tecnologia.
O Brasil é o 15º e primeiro país não europeu integrante do ESO, mas a adesão ao consórcio ainda depende de aprovação do Congresso Nacional. Caso seja aprovada, o Brasil deverá desembolsar US$ 400 milhões ao longo de 10 anos, incluindo uma "taxa de adesão" de cerca de US$ 170 milhões. Em troca, além dos benefícios para as empresas, os projetos de pesquisadores brasileiros poderão disputar por tempo de observação nos telescópios em igualdade de condições com os europeus.
De acordo com De Zeeuw, como os projetos são todos julgados pelo mérito, nenhum país-membro tem garantia de tempo para seus pesquisadores, ganhando os que são vistos como mais interessantes do ponto de vista científico. Os números das últimas requisições de tempo, já com a participação do Brasil, mostram que 30% do requisitado por pesquisadores brasileiros foi concedido, e um em cada quatro trabalhos liderados por cientistas do país (32 pedidos e 8 aprovações) passou pelo crivo do conselho científico da organização.
- Isso mostra que tudo que vocês têm de fazer para obter mais tempo é preparar mais propostas - disse Tim de Zeeuw. - É assustador ter de competir com todo mundo. Apavora não ter uma fração (do tempo) garantida. Mas isso também significa que você pode conseguir tudo que quiser.

Cientistas criam menor motor elétrico do mundo com uma única molécula

Metil-Butil-Sulfeto
O motor, feito com uma única molécula com diâmetro de um bilionésimo de metro, é tema de um artigo no periódico Nature Nanotechnology.
Por suas dimensões minúsculas, o motor pode ser útil em nanotecnologia e medicina, onde pequenas quantidades de trabalho podem ser aproveitadas de maneira eficiente.
Motores feitos com uma única molécula já foram construídos antes, mas esse é o primeiro que pode ser movido individualmente por uma corrente elétrica.
"As pessoas já descobriram que podem fazer motores movidos a luz ou reações químicas, mas o problema disso é que você dirige bilhões deles ao mesmo tempo", disse à BBC Charles Sykes, químico da Universidade Tufts, em Massachusetts, nos Estados Unidos.
"O que nos empolga em relação ao elétrico é que podemos estimular e observar o movimento de apenas um motor, e podemos ver como as coisas se comportam em tempo real."
Uso em miniatura
O motor consiste de uma molécula de sulfeto de butil metil colocada sobre uma superfície de cobre. O único átomo de enxofre presente na molécula age como um eixo.
A ponta de um microscópio de efeito túnel, ou STM (do inglês Scanning Tunneling Microscope) - uma minúscula pirâmide cuja ponta tem diâmetro de apenas um ou dois átomos -, é usada para enviar uma corrente elétrica para dentro do motor.
Simultaneamente, o STM também produz imagens da molécula enquanto ela gira.
A molécula se move em ambas as direções, com uma velocidade de até 120 rotações por segundo. No entanto, quando se tira a média após algum tempo, observa-se uma rotação real em uma única direção.
Segundo Sykes, se a molécula for levemente alterada, pode ser usada para gerar radiação de micro-ondas ou incorporada aos chamados sistemas nanoeletromecânicos.
"O próximo passo é colocar a coisa para trabalhar para que possamos medi-la - acoplando-a a outras moléculas, enfileirando-as, ao lado uma das outras, para que se transformem em rodas dentadas em miniatura."
"Depois, podemos observar a propagação da rotação em cadeia", disse o pesquisador.
Segundo seus criadores, o motor elétrico de uma única molécula também pode ser útil em medicina. Ele pode ser usado, por exemplo, para levar quantidades controladas de medicamentos a locais específicos no organismo.
Nesse momento, a equipe de Sykes está em contato com o Livro Guinness dos Recordes para tentar registrar sua invenção como o menor motor do mundo.
BBC

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cabralândia: Servidores estaduais acumulam perdas salariais de até 128%

Cerca de 70 mil servidores estaduais estão contando perdas salariais nos últimos anos. O caso mais grave é o dos 33 mil funcionários da Secretaria de Saúde, que estão sem reajuste desde 2007. Nos últimos três anos, as funções da área de enfermagem — enfermeiros, técnicos e auxiliares — acumulam um prejuízo de 128%, segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Pedro de Jesus.
— Na comparação entre as três esferas de governo, a estadual é a que paga menos. A Saúde é a categoria mais crucificada — afirmou ele.
O auxiliar de enfermagem Sirlei Pereira de Souza, de 41 anos, sente na pele essa diferença. Ele trabalha no estado, onde ganha R$ 700, e na Prefeitura do Rio, com salário de R$ 1.200:
— Se eu tivesse que escolher, deixaria o estado sem pensar duas vezes.
A situação dos médicos não é diferente. O estado paga cerca de R$ 1.500 a esses profissionais, contra R$ 1.800 da Prefeitura do Rio. Mas a Federação Nacional dos Médicos reivindica um piso nacional de R$ 9.188. A diferença entre o real pago pelo estado e o ideal chega a 512%.
A principal reivindicação dos servidores da Saúde estadual é a implantação de um plano de cargos e salários aprovado em 2002, mas que nunca foi pago na prática.
— Quando ainda era candidato, o governador Sérgio Cabral prometeu implantar o plano, mas não cumpriu — disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze.
Falta plano de cargos e carreiras
A reclamação dos servidores da Saúde sobre o plano de cargos e salários é semelhante à do pessoal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-Rio). No ano passado, o governo havia prometido reformular a estrutura de carreiras do órgão, o que até agora não aconteceu. O resultado é que as perdas salariais chegam a 65% nos últimos cinco anos.
— Há um ano, 165 servidores foram contratados por concurso e mais de metade deles já foi embora. O corpo técnico está desestimulado — lamentou José do Carmo, presidente da Associação de Funcionários da Emater-Rio (Aferj).
Até quem recebeu algum reajuste este ano está insatisfeito. É o caso do pessoal do Proderj, órgão que roda a folha de pagamento de todo o funcionalismo. A Associação dos Funcionários do Proderj (Ascpderj) fez uma comparação entre os salários pagos pelo Rio e por empresas de processamentos de dados da Prefeitura do Rio (Iplan-Rio) e de outros nove estados. A diferença chegou a 79%.
— O aumento que recebemos este ano (22% parcelados em 12 meses, entre julho de 2010 e junho de 2011) não foi negociado com os servidores. Nossas perdas desde 2003 são de 33,5%, já descontados os reajustes — disse Marcos Villela, diretor da Ascpderj.
Sem negociações
As perspectivas não são as melhores para os servidores estaduais que querem repor suas perdas salariais. A Secretaria estadual de Planejamento informou ao EXTRA que, no momento, não há negociações em andamento com nenhuma categoria.
As perdas salariais na casa dos 35% nos últimos cinco anos tornaram a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) uma opção de emprego pouco atraente, na avaliação do presidente da Associação Unificadora dos Empregados da Cehab, Valter de Gaudio:
— A empresa está agonizando, precisa de concurso público com urgência. Deveríamos receber os dissídios do setor privado, o que não acontece desde 2006.
Extra

domingo, 4 de setembro de 2011

Cabral debocha dos bombeiros, mas O Globo esconde

Bombeiros e profissionais de saúde protestam, enquanto Cabral debocha (Fotos da Agência Globo)
Nesta sexta-feira aconteceu mais um episódio lamentável, protagonizado por Cabral na inauguração do novo prédio da UPP do Cantagalo. A sequência acima, do fotógrafo Pablo Jacob, do jornal O Globo, infelizmente foi sonegada dos leitores do jornal na edição de hoje. Bombeiros e profissionais de saúde fizeram um protesto pacífico, vejam que a frase na faixa nem é ofensiva, diz apenas: “Governador ignora os bombeiros”. Na foto seguinte, enquanto os repórteres olham na direção dos manifestantes, Cabral e a secretária de Esportes, Márcia Lins, riem debochadamente, enquanto estão à distância. A cara de chacota de Cabral chega a ser uma provocação. Só fez aumentar a revolta no protesto dos bombeiros e profissionais de saúde. Mas no final, próximo de onde estavam os manifestantes, Cabral, sob o olhar constrangido do Mão Grande, ao fundo, sai de fininho, cabisbaixo, como um covarde sem coragem sequer de olhar para as pessoas.

É uma pena que o jornal O Globo tenha jogado na lata do lixo, os seus Princípios Editoriais, que foram fazer companhia ao Código de Conduta de Cabral. Na edição de hoje, o jornal não só não publica as fotos que fez, como não dá uma linha sobre o protesto contra Cabral. 

http://www.blogdogarotinho.com.br/ 

Livros em inglês 20% mais baratos e entregues em só 2 dias no Brasil

Parceria quer reduzir para dois dias a entrega, e em 20% o preço, dos livros em inglês no Brasil

Os leitores brasileiros serão beneficiados com uma queda de até 20% no preço dos livros em inglês comprados no país, prevê uma parceria entre o grupo americano Ingram Content e a brasileira Singular Digital, do grupo Ediouro. O tempo de entrega dessas obras, que pode chegar a 60 dias hoje, deve ser reduzido para apenas dois dias úteis, dizem as empresas. A gigante do mercado de distribuição de livros dos Estados Unidos escolheu o Brasil como o primeiro país para lançar o Global Connect, que permitirá a impressão e distribuição sob demanda do seu catálogo em vários lugares do mundo. No modelo sob demanda, o livro só é impresso e remetido após ser comprado, o que elimina a necessidade de estoques.
Parceira na empreitada, a Singular estima que, daqui a três meses, os leitores brasileiros poderão comprar e receber num intervalo de até sete dias úteis grande parte dos 6 milhões de livros em inglês do portfólio da Ingram. Segundo Carlo Carrenho, diretor-executivo da Singular, o objetivo é que daqui a um ano e meio todo o catálogo esteja disponível e possa ser enviado para o leitor em no máximo dois dias úteis após o pedido.
O preço dos títulos pode cair 20%, segundo estimativa de Carrenho, pois não haverá custos com frete internacional. Isso porque a Singular não precisará importar as obras americanas para distribuí-las aqui, já que terá acesso ao arquivo digital. Dessa forma, todos os livros em inglês comprados pelos brasileiros sairão fresquinhos do parque gráfico da Singular no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Como impostos de importação não incidem sobre livros, não haverá desconto na tributação.
A Singular já tem parceria com as principais cadeias de livrarias brasileiras. Portanto, será possível comprar livros em inglês impressos no Brasil em lojas físicas e virtuais de marcas como Saraiva, Fnac, Cultura e Submarino, além de no próprio site da distribuidora.
- O grupo Ediouro já negociava com o Ingram há quatro anos, antes mesmo da Singular existir (foi criada em 2009). Com essa parceria, esperamos estar distribuindo, daqui a três anos, cerca de 200 mil livros em inglês anualmente no país - disse Carrenho, segundo o qual o mercado de livros em inglês no Brasil é hoje da ordem de US$ 30 milhões ao ano.
Será, então, o fim da importação de livros em inglês no Brasil? O diretor-executivo da Singular acha que é muito cedo para decretar isso, pois algumas editoras americanas demoram para liberar seus lançamentos para o modelo sob demanda. Ou seja: é possível que o best-seller do verão americano só chegue meses depois por aqui devido a essa estratégia de mercado, e quem quiser lê-lo terá que importá-lo.
- Mas eu acredito que a tendência é mesmo acabar - prevê Carrenho.
O Global Content deverá ser expandido para outros país a partir do final deste ano. É provável que os próximos mercados sejam os de Japão e Alemanha. O negócio também deve chegar em outros países da América Latina em breve, possivelmente Argentina e Colômbia.
"O mercado de hoje não está mais limitado pelas fronteiras nacionais ou linguísticas. Os meios digitais oferecem aos editores uma oportunidade ainda não explorada, e a Ingram está reformulando o modelo de distribuição de conteúdo para ajudá-los", disse em nota David Prichard, diretor-executivo do grupo Ingram Content.

sábado, 3 de setembro de 2011

A fábula do "imperialismo humanitário"


Os vencedores desse negócio “cinético” no norte da África (o governo Barack Obama jura que não é guerra) – descritos coletivamente como “Amigos da Líbia” [ing. Friends of Libya (FOL)] – mostravam-se risonhos, de excelente humor, ao se reunirem em Paris na 5ª-feira, sem ar condicionado, mergulhados nos odores potentes dos Brie e Roquefort, para celebrar jubilosamente a “operação” sancionada pela ONU e implementada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para derrubar o governo na Líbia.
Pode-se chamar de Guerra R2P (“Responsabilidade de Proteger a Pilhagem ocidental”); ou Guerra da Air France; ou Guerra da [empresa] TOTAL; seja como for, os “Amigos da Líbia” deitaram e rolaram, de olhos postos na divulgação ‘midiática’ de sua glória.

O Grande Libertador de Árabes, presidente Nicolas Sarkozy, o Neonapoleônico, festejava: “Cerramos fileiras com o povo árabe, em suas aspirações por liberdade”. Bahrainis, sauditas, iemenitas, para não falar de tunisianos e egípcios, têm muitos motivos para estar muito intrigados.

Sarkô acrescentou: “Dúzias de milhares de vidas foram poupadas, graças à intervenção”. Até os ‘rebeldes’ já divulgaram que houve pelo menos 50 mil mortos, com a OTAN ainda ocupada, bombardeando com selvageria.

O emir do Qatar afinal admitiu que Muammar Gaddafi, ainda foragido, não teria sido derrubado sem a OTAN. Mas acrescentou que a Liga Árabe poderia ter feito mais. De fato, fez: ofereceu um voto-álibi espúrio que abriu caminho para a aprovação da Resolução n. 1.973, redigida por franceses e britânicos.

O primeiro-ministro interino do Conselho Nacional de Transição [ing. Transitional National Council (TNC)] Mahmoud Jibril garantiu que “O mundo apostou nos líbios, e os líbios mostraram sua coragem e tornaram real o sonho”. “Mundo”, agora, significa “OTAN e umas poucas monarquias atrasistas do Golfo Persa”. Quanto ao resto, caluda.

Mas o mais sinistro, ator perfeito para o personagem, parece ter sido o secretário-geral da OTAN general Anders Fogh Rasmussen: “Não temos nenhum tipo de plano para intervir nos conflitos na Região”. E aí veio o inevitável “mas”: “Mas, em termos mais gerais, acho que se definiu um modelo. Demonstramos habilidade para agir em apoio às Nações Unidas e demonstramos habilidade para incluir parceiros externos da OTAN nesse tipo de operações”.

África e Oriente Médio, para nem falar de, na prática, quase todo o sul global, fiquem avisados: o imperialismo humanitário, sob o disfarce de R2P, é a nova lei do mundo.

Garantindo o butim

Horas depois do convescote à francesa, o diário Libération publicou em sua página na Internet uma carta datada de apenas 17 dias depois da Resolução n. 1.973. Na carta, o Conselho Nacional de Transição ratifica o acordo pelo qual cede nada menos que 35% da produção total de petróleo bruto da Líbia, em troca do apoio “humanitário” de Sarkô.

A carta é dirigida ao gabinete do emir do Qatar (rapaz de recados entre o Conselho Nacional de Transição e a França, desde o início) – com cópia para o então secretário-geral da Liga Árabe Amr Moussa – em papel timbrado da Frente Popular para a Libertação da Líbia.

O acerto confere exatamente com o que disse um funcionário de uma empresa de petróleo na Cyrenaica semana passada – que os “vencedores” da bonança do petróleo seriam as nações que, desde o início, apoiaram o Conselho Nacional de Transição.

Como era de esperar, houve dúzias de declarações para desmentir acordo, carta, tudo. O Quai d’Orsay – ministério de Relações Exteriores da França – disse que jamais ouvira falar de tal carta. Exatamente o mesmo, disse também Mansur Said al-Nasr, enviado especial do Conselho Nacional de Transição ao convescote em Paris. O homem do CNT na Grã-Bretanha, Guma al-Gamaty, acrescentou que todos os futuros contratos de petróleo serão distribuídos por “critérios de méritos”. E até a gigante francesa de energia, TOTAL, teve de se mexer: o presidente executivo da empresa, Christophe de Margerie, jurou que nunca discutiu negócios de petróleo com o CNT líbio.

Como se Sarkô e a empresa TOTAL fossem movidos por princípios altruístas, humanitários à moda de Rousseau, que jamais perderiam um segundo de tempo por causa de reles 44 bilhões de barris de petróleo.

Desde junho passado, a TOTAL já estava em Benghazi discutindo precisamente “petróleo”, com o CNT líbio. Já está em curso amarga “guerra de petróleo” intraeuropeia, entre a TOTAL e a italiana ENI.

A ENI – que opera na Líbia desde 1959 – já assinou acordo com o CNT para retomar os negócios e voltar imediatamente a fornecer combustível à Líbia – a ser pago futuramente, em petróleo. Quanto à TOTAL francesa, quer garantir fatia maior no bolo energético líbio; para isso, conta com receber novos contratos.

Deriva rumo às Arábias

É quase-oficial: a Líbia já não fica na África. Foi realocada (promovida?) para as Arábias. Talvez o rei saudita Abdullah tenha assinado o decreto, e ninguém nem percebeu.

Não há africanos nos “Amigos da Líbia” [ing. Friends of Lybia (FOL)]. A União Africana recusou-se a reconhecer o Conselho Nacional de Transição; só reconhecerá governo líbio se, por lá, aparecer governo legítimo.

Enquanto a OTAN seguia pela Air France – libertação vinda do céu, em classe executiva –, a União Africana desde o início clamou por um cessar-fogo, com início de negociações. Os “Amigos da Líbia” ignoraram imperialmente a União Africana.

É como se, hoje, só os africanos já soubessem que a missão de “proteger civis” da OTAN entrou em nova fase: bombardear Sirte – onde projéteis inteligentíssimos só matam apoiadores “do mal” (apoiadores de Gaddafi) camuflados em trajes civis, enquanto todas as boas pessoas escapam incólumes.

Também só os africanos parecem ter ouvido a ameaça de Ali Tarhouni – íntimo amigo do Qatar –, do Conselho Nacional de Transição; foi ameaça típica da era Vietnã. Falando das poucas cidades e regiões ainda leais a Gaddafi, Tarhouni disse que “Às vezes, para evitar derramamento de sangue, é preciso derramar sangue. Quanto mais depressa agirmos, menos sangue será derramado.”

Também provavelmente, só os africanos já sabem da limpeza étnica continuada, ininterrupta, da qual começam a aparecer cada vez mais notícias (não na imprensa-empresa), perpetrada pelos ‘rebeldes’. Como se o resto do mundo não soubesse que o povo da Cyrenaica sempre foi extremamente preconceituoso contra africanos subsaharianos.

Ou, quem sabe, só os africanos interpretaram corretamente a agenda dos “Amigos da Líbia” e viram ali, bem claros, o novo status da Líbia, de mal disfarçada colônia ocidental, e a fábula neo-Orwelliana do ‘imperialismo humanitário’.
Pepe Escobar  Vi o mundo

Golpe da Seeduc: Saerjinho agora é avaliação obrigatória!!!

PORTARIA SEEDUC/SUGEN Nº 174 DE 26 DE AGOSTO DE 2011
ESTABELECE NORMAS DE AVALIAÇÃO DO
DESEMPENHO ESCOLAR, E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.
O SUBSECRETÁRIO DE GESTÃO DE ENSINO, no uso de suas atribuições
legais, com fundamento na Resolução SEE nº 2242, de 09 de
setembro de 1999, e tendo em vista o que consta no processo nº E-
03/9.632/2011,
RESOLVE:
Art. 3º - A avaliação do desempenho escolar no Ensino Fundamental
(anos finais), no Ensino Médio, no Ensino Normal, na Educação Profissional
e na Educação de Jovens e Adultos tem o caráter diagnóstico,
reflexivo e inclusivo, devendo oferecer suporte para o replanejamento
do trabalho pedagógico, a partir da identificação dos avanços
e dificuldades apresentados pelo aluno, sendo registrada pelo professor
em diário de classe ou outro instrumento indicado pela SEEDUC;
§ 1º - Será retido na série, fase (Educação de Jovens e Adultos) ou
módulo (Educação Profissional) o aluno que não apresentar, no mínimo,
75% de freqüência do total da carga horária prevista no período letivo.
§ 2º - Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, no Ensino Médio, no
Ensino Normal, na Educação de Jovens e Adultos e na Educação
Profissional a unidade escolar utilizará escala de 0 a 10 pontos para
registrar o desempenho do aluno, podendo complementar a avaliação
com relatório.
§ 3º- Será promovido à série ou módulo (Educação Profissional) seguinte
o aluno cujo somatório das avaliações dos quatro bimestres totalize,
no mínimo, 20 (vinte) pontos.
§ 4º- Na Educação de Jovens e Adultos, será promovido à fase seguinte
o aluno cujo somatório das avaliações dos dois bimestres totalize,
no mínimo, 10 (dez) pontos.
§ 5º - Nas avaliações bimestrais deverão ser utilizados, no mínimo, 3
(três) instrumentos avaliativos diferenciados com valores definidos pelo
professor; 
§ 6º - A Avaliação Diagnóstica Bimestral (Saerjinho), aplicada no 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, é um dos instrumentos obrigatórios da avaliação, com nota/peso definido(a) pelo professor, e deverá ser registrada no diário de classe ou outro instrumento indicado pela SEEDUC.
Art. 4º- A avaliação dos alunos com necessidades educacionais especiais
deve levar em conta as potencialidades e possibilidades de
cada indivíduo.
Parágrafo Único - O professor deverá realizar adaptações curriculares,
utilizando recursos didáticos diversificados e processos de avaliação
adequados ao desenvolvimento dos alunos com necessidades
educacionais especiais, em consonância com o projeto pedagógico da
escola, respeitada a freqüência obrigatória.
Da Recuperação Paralela da Aprendizagem
Art. 5º- Os estudos de recuperação paralela são de obrigatório oferecimento
sempre que o aluno apresentar dificuldades no processo de
aprendizagem, durante cada bimestre, e aplicada nos Anos Finais do
Ensino Fundamental, no Ensino Médio, no Ensino Normal e na Educação
Profissional, sendo registrada pelo professor no diário de classe
ou outro instrumento indicado pela SEEDUC.
§ 1º- O planejamento e os procedimentos relativos à recuperação paralela
da aprendizagem constarão do Projeto Pedagógico da Unidade
Escolar.
§ 2º - No processo de recuperação paralela da aprendizagem, a cada
instrumento de avaliação utilizado, o aluno será reavaliado e, somente
quando constatado seu progresso, deverá ocorrer a respectiva mudança
do resultado.
Art. 6º - Os estudos de recuperação da aprendizagem desenvolvidos
de forma paralela poderão ser realizados utilizando-se as seguintes
estratégias, de acordo com a disponibilidade da unidade escolar:
I- atividades diversificadas oferecidas durante a aula;
II- atividades em horário complementar na própria escola;
III- plano de trabalho organizado pelo professor para estudo independente
por parte do aluno.
Parágrafo Único - Nos casos dos incisos I e II, admite-se o sistema
de monitoria, sob a supervisão do professor, que poderá ser realizada
por alunos da mesma turma ou de séries mais adiantadas.
Da Progressão Parcial
Art. 7º - A progressão parcial, sob a forma de dependência, é admitida
no Ensino Fundamental (Anos Finais), no Ensino Médio, no Ensino
Normal e na Educação Profissional, em até duas disciplinas.
Parágrafo Único - A progressão parcial, sob a forma de dependência, de que trata o caput do artigo, não se aplica à Educação de Jovens e Adultos. 
Comunidade de professores

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para Cid Gomes a Educação não tem valor


O eleitorado cearense saiu do sono profundo, e ao acordar percebeu que o Governador Cid Gomes não era nada daquilo que foi vendido nos programas eleitorais. O Estado do Ceará voltou ao Regime Militar de 64. A perseguição ao servidor estadual é gravíssimo, caso de Polícia Federal. A Educação foi substituída pelos carros importados Hilux, pelo aquário para turistas ver e outras ilusões. O tratamento dado pelo Governo do Estado do Ceará aos professores é humilhante.
Blog da Dilma 

MG contratará 14 mil substitutos

Às vésperas de completar três meses e sem a perspectiva de um acordo, a paralisação dos professores da rede pública de ensino de Minas Gerais – a mais longa nos últimos dez anos – levou o governo a buscar uma solução emergencial extrema para o caso: a contratação de 14 mil docentes em regime temporário.
Segundo o governo, a paralisação atinge cerca de 20% das 3779 escolas públicas e 10% dos professores em falta greve, ou seja, com salários suspensos. Porém, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) aponta adesão de 50%.
A Secretaria de Educação do estado afirma já ter realizado contratos com 1.183 professores dos 2.041 necessários para o terceiro ano do ensino médio. As turmas desse nível receberam preferência por realizarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que não será adiado por causa da greve, em outubro. Devido à elevada demanda, professores da própria rede pública que não entraram em greve podem ser chamados a cobrir as vagas.
Segundo o órgão educacional, os alunos perderam até o momento 51 dias letivos, o equivalente a 25% do calendário anual de 200 dias e 800 horas aula. Por isso, o governo declarou o dano irreparável às demais turmas, o que permite a contração de substitutos.
Contudo, o termo não significa a perda do ano letivo, uma vez que a reposição do calendário será cumprida e as escolas terão autonomia para definir a agenda. Porém, a Secretaria aponta que a descontinuidade estendida terá impacto no aprendizado dos alunos e haverá a necessidade de aulas nos fins de semana. “Não podemos mais esperar”, diz a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, ao site de CartaCapital, um dia após o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do estado (Sind-UTE) rejeitar a proposta da adoção do piso de 712,00 reais a partir de 2012 e manter a greve ao menos até oito de setembro.
O governo afirma ter a anuência do Ministério Público para oferecer o valor proporcional ao definido pela Lei Federal 11738/08 de 1.187,00 reais por 40 horas semanais, pois no estado se pratica a carga de 24 horas.
Queda de braço
Os professores pedem a adoção do piso e o fim do sistema de subsídio, que paga o salário em parcela única somando todos os benefícios. A categoria alega receber o salário-base de 369,89 reais para professores com nível médio em início de carreira, o que o Planejamento confirma.
No entanto, o órgão afirma que o valor foi acordado em 2005 num patamar pouco acima do salário mínimo da época e alega não ter alterado a tabela porque isso poderia ser feito apenas por meio de uma lei. “Sempre completamos esse valor com benefícios para atingir o salário mínimo e após a definição legal de que o piso seria apenas a remuneração [sem a inclusão de benefícios e bônus], criamos uma complementação para que ninguém ganhasse menos que 935,00 reais com gratificações”, afirma Vilhena.
Ainda segundo a secretária, a criação do pagamento em parcela única, o subsídio, foi um pedido da categoria. Ela conta que a quantidade de gratificações era alta, cerca de 25, e diversas delas transitórias, provocando defasagem no salário-base e no valor a ser recebido como aposentadoria. “Na greve de 2010, a assinamos um acordo para essa nova modalidade de pagamento e colocamos no projeto de lei com adesão de 62% dos profissionais, depois de uma consulta”.
Segundo ela, com o pagamento em subsídios o aumento salarial foi real, chegando a 1.122,00 reais para nível médio e 1.320,00 reais para profissionais com ensino superior. “Para os que optaram por voltar ao método antigo de remuneração, oferecemos a proposta de 712,00″.
Em nota, o Sint-UTE contesta o índice de adesão e diz que dos 398 mil cargos da educação, apenas 200 mil tiveram o direito de opção entre as formas de remuneração, dos quais 153 mil deixaram o subsídio.
A categoria também alega que a proposta de 712,00 feita pelo governo não engloba todos os servidores da educação e que o estado não cumpre com a Lei Federal do piso, uma vez que o subsídio é uma “remuneração global”. Por isso, o Sind-UTE entregou um dossiê da educação mineira e das relações de trabalho a representantes da Organização Internacional de Trabalho (OIT) na quarta-feira 31.
Veja abaixo os estados que ainda continuam em greve ou estado de greve:


Ceará
No Ceará, os professores da rede estadual de ensino entraram em greve em 5 de agosto pedindo adoção da Lei Federal do Piso aos professores de todos os níveis de qualificação. Porém, a Justiça determinou a suspensão da greve na sexta-feira 26 e deu prazo de até dois dias úteis para o retorno da categoria às atividades.
No entanto, segundo o site do Sindicato dos Professores e Servidores no Estado do Ceará (APEOC), a paralisação segue pelo menos até a próxima sexta-feira 2. O descumprimento da decisão judicial implica em multa de 10 mil reais por dia.
Mato Grosso
Em Mato Grosso, a paralisação dos professores da rede pública, iniciada em 6 de junho, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 22 de agosto. A liminar do desembargador José Tadeu Cury, da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo, determinou o retorno da categoria às aulas em 72 horas sob o risco de aplicação de multa diária de até R$ 50 mil ao Sindicato Trabalhadores do Ensino Público (Sintep/MT). Porém, a categoria segue em estado de greve.
Em maio, os professores de nível médio receberam um aumento de 10% e o salário-base passou a ser de 1248 reais. Porém, eles pediam mais 5% de acréscimo, o que elevaria o valor para 1.312 reais. Além disso, os docentes reivindicavam melhorias na infraestrutura das escolas.
O Governo estadual alegou não ter condições de arcar com um novo aumento e que 80% dos prédios da rede pública de ensino haviam sido reformados.
A Justiça determinou a reposição das aulas cumprindo os 200 dias letivos do calendário escolar, logo, o encerramento das aulas está previsto para 23 de dezembro de 2011.

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, os professores encerraram a paralisação em 16 de agosto, após 69 dias. Porém, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) informa que a categoria segue em estado de greve, o que pode levar a novas interrupções no calendário escolar caso não haja acordo com o governo.
No início das manifestações, em 7 de junho, os professores pediam aumento salarial de 26% no piso de 610 reais, redução da carga horária dos funcionários administrativos de oito para seis horas diárias, incorporação de gratificações e o descongelamento do Plano de Carreira. Contudo, o governo aprovou um reajuste de 5% para 148 mil professores e até 116,04% a funcionários da administração, a partir de setembro.
Os servidores também vão receber a gratificação do programa Nova Escola de 2012 adiantada e terão os planos de carreira parcialmente descongelados. Segundo o site da Secretaria de Educação, os docentes ganhavam 765,66 reais por mês por 16 horas semanais e passarão a receber 877,91 reais.
O Sente informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a categoria tentará os vetos do governador Sergio Cabral a lei que aprovou os reajustes. Foram barrados os parágrafos, entre outros, que tratava do abono dos dias parados, da garantia da distribuição da carga horária dos professores em 2/3 em sala de aula e 1/3 no planejamento.
De acordo com a instituição, a reposição das aulas já está sendo discutida e a programação deverá ser adequar às possibilidades de cada escola.
Santa Catarina
Os professores decidiram encerrar as paralisações após dois meses em 18 de julho, mas manter o estado de greve. A categoria pedia a adoção do piso nacional, a realização de concurso público, a regularização de professores temporários e a solução de problemas de infraestrutura nos prédios escolares.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), não houve acordo. No entanto, a entidade reconhece que o estado paga o piso, mas critica a forma como a tabela de vencimentos da categoria foi modificada. “As faixas salariais são separadas por 2,6% de variação por graduação dos professores e também por tempo de trabalho. O governo simplificou o processo e colocou um profissional com ensino médio recebendo quase o mesmo que um com ensino superior”, diz a coordenadora estadual do Sinte, Claudette Mittmann.
Mittmann também afirma que a categoria e o governo montaram um grupo de discussão para viabilizar um acordo até o fim do ano. Caso isso não ocorra, uma nova greve deve ser convocada no início de 2012.
Carta Capital

Fernando Haddad é recepcionado com protesto na abertura da Bienal

O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi recepcionado por 400 alunos e professores de institutos federais, na cerimônia de abertura 15ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, na quinta-feira, no Riocentro. Em greve nacional desde, eles se aglomeraram protestando por reajustes salariais para o magistério e por 10% do PIB para a educação. Com cornetas e cartazes trazendo frases como "Estudantes na rua. Haddad, a culpa é sua", a manifestação contou também com representantes de sindicatos como o Sintuff, além de pais de alunos.
- Estamos sem aula desde 15 de agosto, e não acho justo, porque também o governo congelou o salário dos professores. Os alunos se comoveram e a gente decidiu se manifestar - contou Larissa Magalhães, de 15 anos, aluna de ensino médio do IFE de São Gonçalo.
Segundo Pâmella Passos, professora do IFRJ Maracanã e integrante da coordenação da greve dos IFEs, os grevistas exigem 14% de reajuste salarial para professores e técnicos, enquanto o governo decidiu dar 4%, e apenas para os professores. Pouco antes do início da cerimônia, uma comissão de cerca de dez manifestantes foi recebida pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Eles saíram da conversa reclamando:
- Foi só balela. Ele nos recebeu, mas não quis negociar nada -- disse Luciana Zaneti, mãe de Pedro, que cursa o 3 ano do ensino fundamental do Pedro II de São Cristóvão.
Mais tarde, o ministro Fernando Haddad participou da palestra "A educação no Brasil" dentro da programação da Bienal. Após o evento, o ministro falou sobre a manifestação dos grevistas, afirmando que "o que foi possível fazer, nós fizemos":
- Recebi a comissão (de manifestantes), e havia um pouco de desinformação sobre o PL (projeto de lei 2134/2011) que foi enviado ao Congresso na semana passada e que criaria 70 mil cargos por concurso público, e sobre o acordo que o Planejamento fez com os sindicatos de docentes - disse o ministro, ironizando ainda o fato de que o PL geraria críticas. - Você pode anotar que, daqui a poucos dias, haverá pessoas criticando o governo por ter encaminhado um PL com tantos cargos. Vai ter editorial reclamando de inchaço da máquina.

Chile: Senado aprova veto a entidades lucrativas na Educação

Após uma série de debates intensos, a Comissão de Educação do Senado chileno aprovou na tarde desta quarta (31), por 4 votos a 1, o projeto de lei que proíbe aportes financeiros estatais a entidades com fins lucrativos no setor da educação.

Além dos cinco senadores integrantes da comissão, também estiveram presentes na votação o ministro da Educação, Felipe Bulnes, e representantes da Confech (Confederação dos Estudantes do Chile).

Carlos Cantero (independente), Ignacio Walker (Democracia-Cristã, centro), Alejandro Navarro (Movimento Amplo Social, esquerda) e Jaime Quintana (PPD, Partido pela Democracia, centro-esquerda) votaram a favor da medida. O único voto contrário foi de Ena Von Bauer (UDI, União Democrática Independente, extrema-direita pinochetista).

Bulnes participou do debate explicando que o governo é contra a proposta porque, segundo ele, "mais importante do que sacar [do setor] todas as instituições, boas ou ruins, constituídas como sociedades comerciais, deve-se acabar, independente da razão social, com todos os estabelecimentos ruins e fomentar os estabelecimentos considerados bons".

O senador independente, Carlos Cantero, rebateu o argumento do governo, afirmando que "a educação pública não poderia ser pior e o Estado promove uma educação de péssima qualidade". Já Ena Von Baer (UDI) afirma que, se a proposta for aprovada, haverá o corte de cerca de 4 mil empregos.

O projeto ainda precisa ser votado no plenário das duas casas legislativas e referendado pelo presidente para entrar em vigor.

Vermelho 

Como aguentamos não fazer nada?


Duas coisas com as quais não me conformo: escrever sem trema e ter que assistir a este país ser esbofeteado por verdadeiras quadrilhas que, com dinheiro do povo doado pela ditadura militar, auferiram meios de manipular a vontade eleitoral dos brasileiros e as próprias instituições, para tanto se valendo de farsas como a que a revista Veja publicou em sua última edição.
Sinto-me um parvo tendo que me limitar a espernear neste blog. A cada nova farsa político-partidária das quatro famílias que controlam a mídia, percebo que só fazem isso porque ninguém toma atitudes além da de protestar na internet. Fico pensando se essa passividade dos que entendemos o que elas pretendem (reverter o processo de redistribuição de renda em curso no Brasil) não permitirá que tenham êxito.
A conduta da Veja é uma bofetada na sociedade brasileira. Uma farsa tão escandalosa como a que tentou tirar da cartola um escândalo baseado apenas em opiniões de uma empresa não deve ser avaliada pelo alvo, o ex-ministro José Dirceu, mas pelo que representa: uma corporação fabricar uma “realidade” a seu bel prazer e ao arrepio da lei.
Vejam bem: a questão não é Dirceu ou não Dirceu, mas o ato praticado contra ele. Até porque, não prejudicou só ao ex-ministro. Os hóspedes do hotel Naoum e até os proprietários do estabelecimento foram expostos aos métodos da Veja. Cada um de nós poderia estar entre essas pessoas.
Não sei como agüentamos não fazer nada além de cobrar de políticos covardes que tomem uma atitude e proponham leis para a comunicação que existem em todos os países civilizados mesmo sabendo que nada farão porque se borram de medo do poder que a ditadura militar concedeu a essas famílias midiáticas.
Sabem o que irá decorrer desse caso envolvendo a Veja e José Dirceu? Nada. O processo irá se arrastar na Justiça por anos a fio e o governo continuará fugindo da obrigação de dotar o país de uma legislação que impeça que um dono de um império de comunicação viole os direitos das pessoas, agindo como se tivesse mais direitos do que o resto da coletividade.
Não dá para aceitar mais que esse tipo de coisa continue acontecendo em um país que pretende se tornar uma potência social, econômica, cultural e até tecnológica. Enfim, um player global e uma terra de justiça e igualdade.
A covardia vai se consolidando como uma característica deste povo. Sempre estamos empurrando a terceiros as nossas responsabilidades. É muito bonito bradar contra aquilo que está errado, mas é patético fazer isso exclusivamente sentado diante de um computador.
E para quem, como este blogueiro, sabe como nossos vizinhos latino-americanos são corajosos e determinados, a situação é ainda mais intolerável.
Estou analisando caminhos para uma reação. Pode não dar certo, pois certamente será necessário que bastante gente se engaje e é justamente aí que a porca torce o rabo. Mas há que tentar. Sempre, mesmo correndo o risco de fracassar. Há que falar e escrever muito, sim, mas é imperativo tentar agir concretamente. Isso é exercício da cidadania.
Não podemos aceitar passivamente que essa gente, além de tudo, também se organize em movimentos para defender nas ruas os crimes das famílias midiáticas. Além de ter todos os grandes meios de comunicação, a direita midiática agora está se organizando para fazer sem causa o que deixamos de fazer tendo a melhor das causas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Decisões da assembleia realizada dia 27 de agosto


1) Paralisação no dia de realização do Saerj;

2) 24/09 (sábado) – às 09hConselho deliberativo da rede (no auditório do SEPE/RJ); às 14h, Assembléia Geral dos Profissionais da Educação no Teatro da ACM (Rua da Lapa, 86, 6o andar - Centro);

3) 01/10 (sábado) – plenária de funcionários, com reunião do coletivo para elaborar material de divulgação do setor;

4) Ação na Justiça e representação no Ministério Público, pedindo a suspensão do SAERJ, baseado na desigualdade das condições das escolas e principalmente na falta de professores;

5) A direção está autorizada pela assembléia para convocar um conselho extraordinário caso a data do SAERJ seja antes da próxima assembléia;

6) Inclusão da animação cultural na resolução do vale-transporte;

7) Cada escola deve levantar a situação do ar-condicionado e dos computadores;

8) Campanha de sindicalização com distribuição de kit para eleição de representantes de escolas e cartilha com história do Sepe;

9) Atos públicos descentralizados pela valorização do profissional da educação e da educação pública sendo considerados como reposição;

10)  Realização de uma passeata com todos os setores em defesa dos 10% do PIB para a educação em outubro.

MEC vai distribuir tablets para alunos de escolas públicas em 2012

O Ministério da Educação (MEC) vai distribuir tablets – computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, da espessura de um livro – a escolas públicas a partir do próximo ano. A informação foi divulgada hoje (1) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro. O objetivo, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.
Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. “Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental.”
O ministro disse que o MEC está em processo de transformação. “Precisamos, agora, dar um salto, com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras, para que não venhamos a sofrer um problema de sustentabilidade, com a questão da pirataria.”
Haddad não soube precisar o volume de tablets que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das “centenas de milhares”. Ele destacou que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
“O MEC, neste ano, já publica o edital de tablets, com produção local, totalmente desonerado de impostos, com aval do Ministério da Fazenda. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, já haverá uma escala razoável na distribuição de tablets.”
Agência Brasil

Projeto de lei orçamentária prevê crescimento de R$ 8 bi para o MEC em 2012

O orçamento do Ministério da Educação (MEC) poderá crescer R$ 8,5 bilhões de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012 apresentado ontem pelo governo federal. As previsões de investimento para o próximo ano ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional. Segundo o Ministério do Planejamento, o orçamento do MEC em 2011 foi R$ 63,7 bilhões, aprovados pela LOA. Para 2012, o valor previsto no projeto de lei é R$ 72,2 bilhões.
Autarquias do MEC responsáveis por importantes programas da pasta terão mais recursos em 2012. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que administra os programas de distribuição de livros didáticos, apoio à merenda e ao transporte escolar, terá um aumento de R$ 6 bilhões. Uma das principais ações do FNDE até 2012 será a construção de creches prevista na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) – são previstos 1,5 mil convênios com os municípios para construção das unidades de ensino por ano.
Já para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que no ano que vem irá aplicar duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a previsão é de R$ 216 milhões a mais no orçamento. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) tem R$ 3,5 bilhões previstos – R$ 415 milhões a mais do que em 2011. A principal ação da Capes para os próximos anos é o programa Ciência Sem Fronteira que pretende levar 75 mil estudantes brasileiros para estudar no exterior até 2014.
O MEC, entretanto, trabalha com valores diferentes do que os divulgados pelo Planejamento: a dotação orçamentária autorizada até o mês de agosto, segundo a pasta, foi R$ 73,9 bilhões e o total para 2012 pode chegar a R$ 82 bilhões incluindo outros programas e ações que não entram na LOA.
Agência Brasil

Medo da matemática transmitido por adultos e falta de interesse da família agravam péssimas taxas de aprendizagem da disciplina

"Você sabe muito mais matemática do que pensa que sabe." A frase de incentivo não é para nenhum aluno de colégio, mas para o pai e a mãe do estudante. Parte da introdução de "Matemática para pais e professores das séries iniciais", de Osmar Nina Garcia Neto e João Batista Araujo e Oliveira, a frase também deu o tom de um seminário ocorrido este mês no Rio, para discutir justamente o ensino de matemática pelos estudantes do nível fundamental. Muito do problema com a matemática, disciplina que tem alguns dos piores índices de aprendizagem - não alcança 20% o percentual de alunos no país que chegam ao fim do fundamental sabendo o adequado para a sua série em matemática, segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) -, vem não só de um ensino escolar deficiente ou pouco estimulante, mas também do medo que os próprios pais têm do assunto e o transmitem aos filhos.
Outra pesquisa recente também confirmou a dificuldade de aprendizado. Na quinta-feira passada, o movimento Todos pela Educação divulgou o resultado de um teste aplicado em seis mil alunos de todas as capitais do país: 57,2% dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental não sabem resolver operações matemáticas básicas.
É justamente para tirar o temor dos pais que o livro de Garcia Neto e Oliveira quer deixar clara a presença da matemática no cotidiano. Por exemplo: "Quando foi a última vez que você usou a regra de três? E quando calculou uma porcentagem? Quando estimou o tempo que falta para suas férias, ou para sua aposentadoria?"
Dever de casa de pelomenos uma hora por dia
Um dos autores, Osmar Garcia Neto chama a atenção para a importância de o aluno ver o interesse do pai ou da mãe na matéria que ele leva para casa:
- O dever de casa precisa ser de pelo menos uma hora ao dia. É o momento em que faz diferença se o pai só olha se o filho fez o dever, sem querer saber se a criança entendeu ou não.
Mãe de João Victor Borges, de 8 anos, do 3 ano do fundamental, a psicóloga Denise Borges, moradora de Niterói, no Grande Rio, diz que a facilidade que o filho tem com matemática foi estimulada por ela, com brinquedos, desde que ele tinha 4.
Mais tarde, outra solução encontrada pela mãe do menino foi trazer a matemática para o cotidiano - incentivando, por exemplo, contas com dinheiro:
- Sempre gostamos de dar quebra-cabeças para ele, que já ia se acostumando com as formas geométricas. Com 4 anos, demos um jogo que era como se fosse um baralho, mas com números, para ele descobrir o resultado das contas. Também nessa época, começamos a mostrar para ele jogos como o Banco Imobiliário; então ele já passou a fazer contas brincando com notinhas de dinheiro de mentira.
João Batista Oliveira, que também é presidente do Instituto Alfa e Beto, organizador do seminário no Rio, destaca a relação do aprendizado com o currículo nos colégios: programas mais enxutos - mas menos superficiais em cada ponto ensinado - aumentam o desempenho dos alunos, sublinha. 
- Os países com melhor desempenho em matemática nos anos iniciais ensinam pouco, mas com profundidade. Com um currículo gordo, como o nosso, você ensina muitos pontos mas de forma superficial, e sem terminá-los. Como o aprendizado da matemática é cumulativo, se isso ocorre nos anos iniciais, o problema vai piorando; por isso os resultados no ensino médio são piores. Lá na frente, a base faz falta - diz Oliveira. - Para o professor das séries iniciais, é mais importante conhecer a matéria que ele ensina em sala do que ter pós-graduação em matemática, por exemplo.
No Colégio Municipal Professor Paris, em Belford Roxo, Baixada Fluminense, as aulas de matemática do ensino fundamental são complementadas por oficinas no contraturno das aulas, para marcar justamente conteúdos básicos como as quatro operações e fração.
- O dominó é o que eu mais gosto, dá para a gente jogar - diz Ana Beatriz dos Santos, de 10 anos, sobre um dominó de fração que é usado nas oficinas, com o qual os alunos aprendem a reconhecer as frações para poder juntar as peças do jogo.
Sentada à sua frente, Juliana Ferreira Barcelos Pereira, também de 10 anos e colega de turma de Ana Beatriz no 5 ano do fundamental na Professor Paris, conta por que gosta do ábaco, outra ferramenta utilizada nas oficinas.
- Gosto mais do que quando o exercício é no quadro, porque aí (com o ábaco) eu entendo a conta. Fazendo a conta assim a gente mesmo se explica - diz.
- Para os alunos saberem calcular área e volume, por exemplo, pedimos para medirem suas casas e fazerem a planta. Aí eles vão ver quanto precisariam de telha, tijolo... - diz a professora de matemática Joselina Soares Bastos, que na Professor Paris coordena o "Mais educação". - A matemática tem de estar na vida deles.

Manifestante se veste de ‘capeta’ e manda deputados para o inferno!


Vestida de “capeta” uma manifestante protestou no Salão Verde da Câmara dos Deputados contra a absolvição de Jaqueline Roriz (PMN-DF).

Dizendo-se motivada por uma “indignação com a impunidade”, Leiliane Rebouças conseguiu ficar por cerca de 10 minutos no local até ser retirada pelos seguranças com o argumento de que não estava vestida apropriadamente, como determina o regimento da Casa.

 Além da fantasia, Leiliane trouxe um cartaz que expunha seu protesto.

“Senhores(as) deputados(as) que salvaram Jaqueline Roriz, vão para o inferno e que o diabo os carregue”.

 Após ser retirada pela segurança, a manifestante trocou de roupa e foi encaminhada à polícia legislativa, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Os seguranças, porém, garantem que não haverá qualquer restrição de acesso dela no futuro.

Leiliane disse ao Estado que já fez outras manifestações na Câmara e que acompanhou da galeria o julgamento na terça-feira, 30. Ela faz parte de um movimento chamado “Adote um Distrital” que procura acompanhar o trabalho dos políticos do Distrito Federal.
Estadão

Cientistas querem produzir pílulas de proteção solar com base nos corais

Coral Acropola


Cientistas esperam utilizar o sistema de defesa natural dos corais contra os nocivos raios ultravioleta do Sol (UV) para produzir uma pílula de proteção solar para consumo humano.
Uma equipe da universidade King's College, de Londres, visitou a Grande Barreira de Corais da Austrália para desvendar os processos genéticos e bioquímicos por trás do dom inato destes animais.
Ao estudar algumas amostras da espécie ameaçada de coral Acropora, os cientistas acreditam poder reproduzir em laboratório os principais componentes responsáveis pela proteção solar.
Testes com pele humana devem começar em breve.
Antes de criar uma versão em forma de comprimido, a equipe, liderada pelo professor Paul Long, pretende testar uma loção contendo os mesmos componentes encontrados no coral.
Para fazer isso, os pesquisadores vão copiar o código genético usado pelos corais para criar os componentes e colocá-los, em laboratório, dentro de bactérias que podem se reproduzir rapidamente, a fim de proporcionar uma produção em grande escala.
'Nós não poderíamos e não quereríamos usar o coral em si, já que ele é uma espécie ameaçada', disse Paul Long.
Corais e algas
Segundo o professor, se sabe há algum tempo que os corais e algumas algas podem proteger-se dos raios UV em climas tropicais ao produzir seus próprios filtros solares, mas, até agora, eles não sabiam como isto ocorria.
'O que nós descobrimos é que as algas que existem dentro dos corais produzem um componente que acreditamos ser transportado para o coral, que então o transforma em um protetor solar, tanto para benefício próprio quanto da alga', afirma Long.
'Isto não só os protege dos danos dos raios UV, mas notamos que os peixes que se alimentam do coral também se beneficiam dessa proteção solar, então isto é claramente passado na cadeia alimentar.'
Isto pode ocasionar, em algum momento, que as pessoas possam desenvolver uma proteção solar interior para sua pele e seus olhos ao tomar um comprimido contendo esses componentes.
Loção
Mas, por enquanto, a equipe de Long está concentrando seus esforços em uma loção.
'Assim que nós recriarmos os componentes, poderemos colocá-los em uma loção e testá-la em pedaços de pele descartados depois de cirurgias plásticas', diz Long.
'Nós não saberemos quanta proteção solar (a loção) poderá dar até que estejamos realizando testes', afirma. 'Mas há a necessidade de melhores protetores solares.'
Outro objetivo de longo prazo do estudo, financiado pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Biotecnológicas e Biológicas britânico, é observar se os processos também podem ser usados para desenvolver a agricultura sustentável nos países em desenvolvimento.
Os componentes naturais de proteção solar encontrados nos corais podem ser usados para produzir lavouras tolerantes aos raios UV, capazes de suportar a violência do Sol em climas tropicais.
G1.com



Heloísa Helena continua internada em Maceió


A vereadora por Maceió e ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) continua internada no Hospital Geral do Estado (HGE), onde deu entrada na noite de terça-feira, 30, por dores no peito, tontura e pressão alta. No início da tarde desta quarta-feira, 31, ela foi transferida da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para a Unidade de Dor Torácica (UDT). A paciente foi submetida a exames de sangue, eletrocardiograma e tomografia computadorizada.
De acordo com a secretaria estadual da Saúde, a equipe médica do HGE transferiu a paciente para a UDT, responsável pelo atendimento de pacientes com problemas no coração, “por acreditar ser importante para a saúde da vereadora ficar em observação médica”. Durante a tarde desta quarta-feira, novos exames seriam realizados na paciente.
Funcionários do HGE contaram que, quando chegou ao hospital, Heloísa ficou na Área Vermelha, mais foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido ao assédio de pacientes, visitantes e servidores do hospital. Mas a transferência da vereadora causou divergências entre o movimento sindical e a direção da unidade, pois, segundo funcionários, havia pacientes que aguardando há mais tempo transferência da área vermelha para a UTI do hospital.
A diretora de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social (Sindprev), Olga Chagas, informou que o movimento sindical entende que ela não deveria ter sido transferida para a UTI. “O estado de saúde dela era estável, não precisava ser levada para a UTI, ocupando um leito que poderia ser utilizado por um paciente em estado mais grave”, declarou Olga, em entrevista à imprensa, pela manhã.
Segundo a sindicalista, o leito em que Heloísa estava tinha balão de oxigênio, bomba de fusão, desfibrilador, monitor cardíaco, tubo respirador e sonda. “Hoje pela manhã conversei com Heloísa e ela estava bem, conversando, estável. Uma paciente nessa situação não apresenta quadro clínico para internamento na UTI”, afirmou Olga Chagas. “Ela foi provavelmente privilegiada por conta de sua representação política”, acrescentou.
Uma funcionária do centro cirúrgico que preferiu não se identificar afirmou que havia um paciente em estado grave na sala de recuperação do centro cirúrgico a espera de leito na UTI. O ex-companheiro de Heloísa e ex-candidato ao governo de Alagoas pelo PSOL, Mário Agra, esteve nesta manhã no hospital e se disse estar tranquilo com o estado de saúde da vereadora. “Heloísa veio para o HGE porque não tem plano de saúde, mas está sendo muito bem cuidada”, declarou Agra.
Estadão

Globo faz as pazes com Ricardo Teixeira


Eu bem que avisei. A reportagem do Jornal Nacional sobre uma (entre muitas) das falcatruas de Ricardo Teixeira era cortina de fumaça. Bravata (leia aqui). Essa turma só morre abraçada. É pacto de sangue.
Neste domingo (28) os principais estádios brasileiros foram tomados por manifestações pedindo a mudança no comando da CBF. A bandeira “Fora Ricardo Teixeira” foi hasteada em todo o país, pelas principais torcidas.
Gremistas, colorados, palmeirenses, flamenguistas, são-paulinos, atleticanos, figueirenses, milhares de torcedores levaram o grito de guerra espontâneo e indignado. Mas a Globo não mostrou uma imagem sequer.
A reportagenzinha do JN era só para disfarçar. Fanfarrões. A Velha Senhora continua ignorando a avalanche de denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito que atinge o chefão da CBF, no cargo há mais de 20 anos.
Teixeirão está soterrado em dinheiro, enquanto clubes e federações vão à falência. Um bom negócio, mas só para a máfia do futebol, evidentemente, os gângsteres, como ficamos sabendo pelas palavras do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o bom companheiro da turma.
Falência não é figura de linguagem. É possível ver a olho nu a decadência econômica do nosso futebol. Os números são da própria CBF: a média de público nos estádios era de 17.807 torcedores em 2009. Em 2010, uma queda de 17%: 14.800. Em um ano.
Já a média de audiência do futebol na Globo, entre 2005 e 2011, caiu 21% em todo país. Só na Grande São Paulo, maior concentração econômica, 22%. Nesse mesmo período, o custo de 30 segundos de anúncio foi de R$ 142 mil para R$ 236 mil, um aumento de 45% (no auge da crise econômica internacional).
Não é assustador? Esse modelo de gestão criminosa afasta torcedores (com ingressos mais caros e horários absurdos) e anunciantes (que pagam cada vez mais por menos audiência).
Isso para não falar da violência das torcidas uniformizadas, os cambistas, a falta de preparo do policiamento e a evasão dos craques, que rumam cada vez mais jovens ao exterior (onde os clubes são geridos também por profissionais, e não só por bandoleiros).
Como tudo isso é possível? Simples: monopólios encarecem seus produtos, essa é uma lei de mercado. Em nenhum lugar do mundo os ditadores e capitalistas selvagens caíram sem guerra. Porque eles lutam com todas as armas, não cedem à força dos argumentos.
E eles sempre têm aliados: os que se vendem por muito dinheiro. Eles não se separam. Disfarçam que brigam, mas logo fazem as pazes. Só morrem abraçados. Como a Globo e Ricardo Teixeira.
O Provocador