sábado, 7 de julho de 2012

Ditadura destruiu os documentos secretos


Certas notícias são apresentadas como novidade, mas na verdade são muito velhas, repetitivas e redundantes. Por exemplo, anuncia-se agora que um conjunto de 40 relatórios encadernados, mantido em sigilo por mais de três décadas, detalha a destruição de aproximadamente 19,4 mil documentos secretos produzidos ao longo da ditadura militar (1964-1985) pelo extinto SNI (Serviço Nacional de Informações). Ora, todos sabem há muito tempo que os documentos importantes sobre a luta armada foram todos destruídos, não há novidade alguma.

As ordens de destruição, agora liberadas à consulta pelo Arquivo Nacional de Brasília, partiram do comando do SNI e foram cumpridas no segundo semestre de 1981, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985). Algumas dessas ordens foram assinadas pelo general Newton Cruz, que foi chefe da agência central do SNI entre 1978 e 1983.

Em recente entrevista à Folha, Cruz, que está com 87 anos, disse que não se recorda de detalhes das destruições. Mas afirmou ter “cumprido a lei da época”.

Do material destruído, o SNI guardou apenas um resumo, de uma ou duas linhas, que ajuda a entender o que foi eliminado. Entre os documentos, estavam relatórios sobre personalidades famosas, como o ex-governador do Rio Leonel Brizola (1922-2004), o arcebispo católico dom Helder Câmara (1909-1999), o poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913-1980) e o poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999), ambos diplomatas.

Reportagem da Folha mostra que alguns papéis podiam causar incômodo aos militares, como um relatório intitulado “Tráfico de Influência de Parente do Presidente da República”. O material era relacionado ao ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que governou de 1969 a 1974.

Outros documentos destruídos descreviam supostas “contas bancárias no exterior” do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros ou a “infiltração de subversivos no Banco do Brasil”, o que certamente se referia ao famoso “Bom Burguês”, chamado Jorge Medeiros Valle, que trabalhava na agência Leblon do Banco do Brasil e, usando de artifícios contábeis, levava vida de milionário, tinha três carros e desviou cerca de dois milhões de dólares para a guerrilha que enfrentava a ditadura. Sua vida era tão conhecida que virou filme, em 1979, dirigido por Oswaldo Caldeira e com roteiro de Doc Comparato.

Boa parte dos documentos eliminados trata de guerrilheiros mortos até 1981. A análise dos registros sugere que o SNI procurava se livrar de todos os dados de pessoas mortas, talvez por considerar que não mais interessavam às atividades de vigilância da ditadura.
 Carlos Newton  Tribuna

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Anel gigantesco de poeira cósmica desapareceu

De todas as coisas que uma pessoa pode perder de vista, certamente um trecho de poeira espacial gigante não está na lista.
Medindo centenas de milhões de quilômetros de diâmetro, uma das maiores poeiras espaciais já detectadas, simplesmente desapareceu e está deixando os astrônomos atônitos.

Os cientistas não compreendem como um anel de poeira cósmica, que poderia se tornar um planeta – ou vários – em milhões de anos, desapareceu de vista em torno de uma estrela que está a 450 anos-luz de distância da Terra.

Os astrônomos monitoraram o anel de poeira da estrela chamada de TYC 8241 2652 por mais de 25 anos, até que ela começou a desaparecer gradualmente em apenas 2 anos e meio.

Agora, imagens de telescópios confirmaram que o anel desapareceu quase que por completo, de acordo com o estudo científico publicado na revista Nature. 
 
Tanta poeira orbitando tão perto uma estrela jovem implica que planetas rochosos como a Terra ou outros do nosso sistema solar estavam em processos de formação, comentou o astrônomo Bem Zuckerman da Universidade da Califórnia ao britânico DailyMail.

Nós realmente não sabemos de onde veio a poeira e também não sabemos o que causou o desaparecimento tão rápido”, salientou Zuckerman.

Os cientistas acreditavam que a estrela e seu anel oferecia uma espécie de retrato sobre como o nosso próprio sistema solar se formou.

A estrela possui apenas 10 milhões de anos, um número extremamente pequeno no mundo cósmico, comparado com o nosso Sol com seus 4,6 bilhões de anos.

Carl Melis, co-autor do estudo e chefe da pesquisa que descobriu o anel de poeira, comentou que existem pelo menos duas maneiras do desaparecimento ter ocorrido.

Segundo ele, partículas de poeira poderiam ter sido arrastadas para dentro da estrela por seu grande campo gravitacional ou começaram a flutuar e vagar pelo espaço aleatoriamente. Existem outras possibilidades, mas são necessários mais estudos para entender o que de fato ocorreu.

Banda BOA do PT vai apoiar Freixo!

O abalo das coligações pelo PT em Belo Horizonte e na cidade do Rio de Janeiro era esperado e, neste caso, os fatos confirmaram as previsões. Na capital mineira, era impossível o Partido dos Trabalhadores manter a aliança com o prefeito Márcio Lacerda, que pertence ao PSB, mas é o candidato do senador Aécio Neves. Aliás nessa condição foi eleito em 2008. No Rio, correntes petistas apresentam-se dispostas a formar uma cisão, afastando-se da candidatura Eduardo Paes (PMDB, Sérgio Cabral) e apoiar Marcelo Freixo, do PSOL.

Na edição de O Globo de terça-feira, duas reportagens focalizam os movimentos. Amanda Almeida sobre o fim da aliança em BH, foto de Gustavo Miranda. Renato Onofre, no Rio de Janeiro. No mesmo dia 3, Folha de São Paulo, os repórteres Paulo Peixoto e Cátia Seabra focalizaram as divergências em várias capitais do país, principalmente em Belo Horizonte. Foto de Raul Scinass.

Em Minas, como disso há pouco, era impossível manter a coligação de há quatro anos. O empresário Márcio Lacerda foi uma invenção política de Aécio Neves, que domina de forma absoluta o panorama eleitoral mineiro. Uma nova vitória de Márcio Lacerda fortalece acentuadamente Aécio, cuja candidatura à sucessão presidencial de 2014 já foi inclusive lançada pelo ex-presidente Fernando Henrique no PSDB.

Os tucanos já disputam a prefeitura de São Paulo com bastante perspectiva de êxito. José Serra lidera as pesquisas, tanto a do Ibope quanto a do Datafolha. Vencendo na capital paulista e também na capital mineira, o bloco da oposição cresce de forma expressiva. Esse crescimento volta-se contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Pessoalmente, não creio que Lula, embora grande eleitor do país, deseje retornar ao Planalto.

Além disso, se conseguir fazer Fernando Haddad decolar, projeta-se fortemente no plano sucessório. Mas caso não consiga tal milagre, porque o candidato é fraco e a aliança com Maluf dividiu a legenda, o reflexo fortalecerá a campanha de Dilma Rousseff em busca do segundo mandato nas urnas. Sua aprovação, de 59%, como o IBOPE noticiou há poucos dias, matéria de O Globo, a credencia a partir para uma nova etapa nas urnas.

O fato essencial, no entanto, situa-se no provável confronto com Aécio Neves. Assim, Dilma pode querer tudo, menos a vitória de Lacerda. No Rio, o problema é um pouco diferente, mais complicado, igualmente contraditório. O governador Sérgio Cabral lançou para sua sucessão o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

O PT praticamente já se definiu pelo senador Lindberg Farias. Os dois candidatos são fortes. Uma vitória de Pezão, portanto vitória de Sérgio Cabral, não interessa de modo algum ao Partido dos Trabalhadores, que vislumbra, com boa dose de confiança, a oportunidade de chegar ao Palácio Guanabara daqui a dois anos.

O PT indicou o vereador Adilson Pires para vice na chapa de Eduardo Paes, que tenta a reeleição. Mas uma coisa é clara: a vitória de Paes, este ano, significa o fortalecimento do vice-governador do RJ para 2014. E isso, evidentemente, não pode interessar a Lindberg Farias.

O problema do Rio é mais complicado. Porque nesta capital, tanto o PT quanto o PMDB se apresentam como forças voltadas para reconduzir Dilma Rousseff à presidência da República. Mas, ao mesmo tempo, no RJ, tanto PT quanto PMDB têm rotas opostas para chegar ao governo estadual. Como resolver o impasse? Hoje, impossível. Só o tempo poderá levar a um desfecho efetivo. Uma das legendas terá que recuar. Isso, claro, se as duas seções regionais permanecerem empenhadas na vitória da atual presidente da República.

Pedro do Coutto  Tribuna

E você, vai ficar só olhando?


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Protesto em frente ao Palácio Guanabara

Terminou  pouco o protesto em frente ao Palácio Guanabara dos servidores do estado. O protesto se iniciou com uma passeataque saiu do Largo do Machado, às 12h30, e seguiu pela Rua das Laranjeiras até a Rua Pinheiro Machado, onde fica a sede do governo

A mobilização foi convocada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE) contra ação do governador Cabral no STF, pedindo o fim dos adicionais por tempo de serviço dos servidores.

O protesto teve a participação de centenas de servidores da Educação, paralisados por 48 horas desde ontem, JustiçaSaúde, UERJ e outros.

No dia 9 de agosto, os profissionais de educação farão nova paralisação de 24 horas.



Entenda o protesto:

Os servidores estão mobilizados em defesa dos adicionais por tempo de serviço do funcionalismo estadual, ameaçados por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN nº 4782), impetrada pelo governador Sérgio Cabral, no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma ameaça real a este fundamental direito dos servidores, que também foi solicitada uma liminarque pode ser concedida a qualquer momento.

Esta ADIN atinge diretamente os triênios e até mesmo um dos pilares básicos do plano de carreira da Educação: a diferença de 12% entre os níveis por tempo de serviço. Por causa disto, a rede estadual se encontra mobilizada e se aliou aos outros setores do funcionalismo ameaçados por Cabral.

Além dos triênios, os profissionais de educação exigem: reajuste salarial para os professores; pagamento de enquadramento por formação para os funcionários e reconhecimento dos animadores culturais que trabalham nas escolas estaduais.
 Sepe

Enxugando gelo

A educação pública no estado do Rio vai mal. Essa não é nenhuma novidade. O penúltimo lugar no IDEB entre todos os estados brasileiros é apenas a expressão daquilo que professores e funcionários da rede estadual dizem há anos: com salários aviltantes e condições de trabalho degradantes, não há educação de qualidade que se sustente.

Também não há muita novidade no plano anunciado pelo secretário Wilson Risolia: remuneração variável, metas, suspeição sobre licenças médicas, padronização dos currículos e das avaliações. Tudo isso já foi visto pelos profissionais da educação: eram os pilares do famigerado Programa Nova Escola. O que o governo Cabral faz agora é colocar novos rótulos em velhas garrafas. Novidade mesmo, só o anúncio de que finalmente o Estado vai respeitar um direito de todo trabalhador: o auxílio transporte.

A grande lacuna do programa da secretaria de educação é não atacar o principal problema  que leva ao abandono de profissionais da rede estadual de ensino: o salário. A promessa de que em 2012, o profissional poderá receber até três salários a mais por ano (caso cumpra as metas estabelecidas) é insuficiente para tornar a carreira na rede estadual atrativa. Vejamos um exemplo: um professor da rede estadual com graduação, no início de carreira, ganha R$ 765,66. Comparando  com outras redes com reconhecida qualidade no ensino, a situação é ainda mais dramática: um professor do CAP Uerj (mantido pelo mesmo governo estadual) ganha um salário equivalente a 4,3 professores da rede estadual.  No Colégio Pedro II, o salário de um professor é 300% maior, sem contar a dedicação exclusiva. Essa disparidade leva à saída de mais de 10 professores por dia útil das escolas estaduais. Enquanto o governo Cabral não modificar decisivamente  esse quadro, estaremos apenas “enxugando gelo” com bonificações e auxílios.

Mas é claro que isso custaria mais dinheiro do que o governo pretende gastar com educação. Entre 2006 e 2010, os gastos com educação ficaram estagnados em 25% das receitas. Ou seja, Cabral não investiu um centavo além daquilo que é obrigado por lei, transformando o mínimo constitucional em “teto” e impossibilitando qualquer salto de qualidade na educação estadual. O plano do secretário Risolia, segue a mesma linha: não se fala em aumento dos investimentos em educação, mas em corte de gastos e remanejamento de verbas.

Mesmo onde o plano parece acertar, como no fim das indicações políticas para as direções,  o seu caráter tecnocrático e produtivista impede o resgate da autonomia e da democracia no cotidiano escolar. A partir de agora, as direções estarão completamente subordinadas a metas e currículos definidos previamente, sem a participação daqueles que deveriam construir os destinos da escola: professores, funcionários, pais e alunos. O Plano do secretário Risolia desrespeita completamente o princípio da gestão democrática e aprofunda uma lógica onde a educação é encarada como serviço e não como direito.

Suspeitar das licenças médicas no lugar de dar condições dignas de trabalho, oferecer prêmios ao invés de melhorar salários, padronizar currículos e provas sem ampliar a grade curricular são atalhos que já se mostraram enganosos. Infelizmente, o governo Cabral parece querer insistir no caminho errado.

Alex Trentino  Diretor do Sepe  Pó de Giz

Professor e médico - duas profisssões que não são valorizadas no Brasil. Por quê?

Os jornais noticiam que a divulgação dos salários de todos os servidores públicos do Executivo Federal, que começou por força da Lei de Acesso à Informação, revela o tamanho da discrepância entre as remunerações de diferentes áreas.

Embora em toda campanha eleitoral candidatos apregoem nos palanques que ensino e saúde são prioridades do país, isso não se reflete na estrutura salarial do funcionalismo Federal. Entre as carreiras de nível superior, ninguém recebe tão pouco quanto professores e médicos.

As diferenças chegam a 580% quando se compara o salário inicial de um professor auxiliar universitário ou de escolas técnicas em início de carreira, com 40 horas semanais, com o de um advogado da União com mesma carga horária: o primeiro começa com R$ 2,2 mil; o segundo, com R$ 14.970.

Essa discrepância na folha federal de pagamentos é um reflexo do que já se verifica na iniciativa privada. Esse mesmo advogado chega ao setor público ganhando 368% a mais que um médico federal de início de carreira, que tem salário de R$ 3,2 mil.

O jornal O Globo, por exemplo, fez levantamento dos salários de todas as carreiras de nível superior do serviço público federal – do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Na elite do Executivo, estão carreiras como delegado da Polícia Federal, perito criminal, advogado da União, procurador federal, auditor fiscal da Receita e diplomata. Todos têm salários iniciais a partir de R$ 13 mil e no fim da carreira os vencimentos passam dos R$ 18 mil, isso sem contar gratificações.

Enquanto isso, médicos e professores…

 Sergio Caldieri  Tribuna

terça-feira, 3 de julho de 2012

DIVULGAÇÃO DO RESULTADO NO BLOG DO SEPE LAGOS

De acordo com o Blog do Sepe Lagos foram 946 votantes no mapa geral de apuração sendo validados 914 votos. Acontece que temos um total de 2.488 filiados.

Ou seja, 38 % da categoria votou e 62 % se absteve nessa eleição, sendo validados 36,7% de votos em relação ao total de filiados. Se somarmos abstenções, nulos e brancos chegamos ao percentual de 63,3% .

Conforme o estatuto, a composição da nova direção obedecerá a esses últimos percentuais, tendo como base a quantidade de candidatos da chapa vencedora.

A direção é em forma de colegiado, e esperamos que essa nova composição que vai se formar atue no sentido de resgatar a credibilidade do nosso sindicato perante a categoria e a sociedade local, de forma que em futuras eleições esse trabalho se reflita em números mais representativos.
 
Total de filiados: 2.488 (conforme listagem mais recente do CPD – Sepe Central)
Considerando esse universo de eleitores:
CHAPA VOTOS PORCENTAGEM
Chapa 1 171 6,9 %
Chapa 2 60 2,4 %
Chapa 3 146 5,8%
Chapa 4 537 21,6%
Sub-Total 914 36,7%
Nulos:Brancos 32 1,3%
TOTAL 946 38,0%

Considerando apenas os votos validados:
CHAPA VOTOS PORCENTAGEM
Chapa 1 171 18,71 %
Chapa 2 60 6,57 %
Chapa 3 146 15,97%
Chapa 4 537 58,75%
Total 914 100,00%

Prof. Hamilton Motta Vianna via Facebook

Por que os ricos são diferentes de nós

Fitzgerald famosamente disse que os ricos são diferentes de nós.  É verdade.

A diferença é que rico não paga imposto.

Globalizada como tudo nos dias de hoje, a sonegação dos milionários é imoral, mas legal, preparada por especialistas em planejamento fiscal que sabem exatamente o que fazer. Quase sempre o expediente são os chamados paraísos fiscais.

Nos últimos trinta anos, os paraísos proliferaram – e há um vínculo entre isso e a falta de caixa de muitos países. Lembremos: na raiz da tragédia econômica da Grécia está exatamente a prática disseminada de não pagar impostos, uma coisa que vem conquistando adeptos ricos em todo o mundo.

Um episódio tragicômico ilustra exemplarmente o estado das coisas na Inglaterra de hoje.

O primeiro ministro David Cameron condenou publicamente o esquema – legal — utilizado por um comediante de sucesso, Jimmy Carr, para não pagar imposto. Detalhe: Carr fazia piadas ácidas sobre sonegadores.

Bem, Carr, depois de inicialmente dizerem tom desafiador  que pagava o que tinha que pagar e nada mais, admitiu em seu twitter ter cometido um “terrível equívoco”. Não ficou claro se vai pagar o que deve, mas afirmou que jamais fará de novo o que fez.

Dias atrás, o jornal Guardian revelara que o mesmo Cameron tinha uma história familiar pouco edificante no capítulo dos impostos: seu pai, já morto, recorrera a paraísos fiscais para que a herança dos filhos fosse menos taxada. Mais uma vez, tudo dentro da lei. (O pai de Cameron se aproveitou de uma medida de Thatcher, esta sim, criadora de uma herança maldita, só comparável ao legada por Reagan. Thatcher isentou de taxa transferência de dinheiro da Inglaterra para outras partes.)

Bem, à míngua, as autoridades querem que pensionistas, viúvas etc paguem a conta. Já que não conseguem conter a evasão legal, cortam nos benefícios sociais.

Chega um momento em que a paciência dos 99% explode – e aí começam os protestos que temos visto em tantos locais nos últimos meses.

Ao longo da história tem sido assim.  Na Inglaterra do começo dos anos 1300, por exemplo.  A monarquia de Ricardo II decretou que todas as pessoas que trabalhavam nas terras da aristocracia tinham que pagar um imposto adicional a partir dos 13 anos.

Um coletor foi à casa de um ladrilhador (tiler, em inglês) chamado Wat para fazer a cobrança. O funcionário exigiu que a filha de Wat pagasse o devido. Só que ela não tinha 13 anos ainda, avisou a mãe. As duas foram agredidas, e os gritos chegaram a Wat, que estava nas imediações da casa. Ele correu para ver o que estava acontecendo e, ao ver o que estava acontecendo com as duas, matou o cobrador. “Fez o que todo homem faria ao ver sua mulher e sua filha serem atacadas”, escreveu Dickens em sua História da Inglaterra.

Começaria aí uma revolta durante a qual Londres foi sitiada por miseráveis liderados por Wat Tiler (como ele passou para a história). Foi o primeiro grande levante inglês dos trabalhadores. Tiler foi morto traiçoeiramente num encontro marcado com Ricardo II durante o qual  teoricamente seriam chanceladas formalmente as reivindicações – “todas perfeitamente razoáveis”, escreveu Dickens, como o fim do trabalho escravo. Dickens se refere com desprezo aos “bajuladores” que louvaram a morte de Tiler, e termina suas linhas sobre o episódio dizendo que entre o homem simples que era o ladrilhador e o monarca não tinha dúvidas sobre quem tinha mais estatura moral.

No capítulo dos impostos, não mudou muita coisa de lá para cá senão na sofisticação dos métodos de sonegar. Assalariados e pobres em geral pagam imposto. Ricos fazem planejamento fiscal.  Nos dias de hoje, quando um governo fala em cercar a evasão, logo aparecem ameaças de “emigração de capital”. 
Ah, é assim? Então vamos embora.

No final dos anos 1990, um presidente da Fiesp dizia que 800 000 ricos brasileiros deixarariam o Brasil caso Lula virasse presidente.

Gostei do que disse uma revista francesa. Ricos franceses disseram antes das eleições que iriam para a Inglaterra caso o socialista Hollande vencesse, por causa do aumento dos impostos. (Como se interessasse a qualquer país acolher milionários cuja causa é não pagar imposto.)

“Pois fazem muito bem”, escreveu a revista. “Vocês têm a cara do Cameron.”

Paulo Nogueira

Qual educação?

No contexto de greve dos professores de 54 universidades federais, o debate sobre a condição do ensino no país volta a ser colocado na mesa, tanto no que se refere aos investimentos, mas sobretudo no que trata das condições de ensino no país e da participação dos setores privados ganhando espaço.

“Isso remete à década de 1960 e ao golpe militar, quando aumentou a participação privada no ensino brasileiro, ampliando suas fatias de mercado no ensino. Isso é ampliado no governo FHC, contra o qual houve um processo de resistência”, enfoca Nair Casagrande, docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA), para quem uma “reforma fatiada” da Universidade foi impulsionada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), sendo mantida durante o período Lula-Dilma, com o diferencial do aumento de vagas e maior acesso ao ingresso de estudantes.

No campo da discussão sobre um projeto para a educação, duas diferentes visões se chocam. Pela parte do governo, os números ostentam forte investimento na Educação. “São 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi para dar suporte a esse 1 milhão de matrículas.

Desde 2005, investimos R$ 8,4 bilhões na reestruturação da rede federal. Somente em 2012, o investimento é de R$ 1,4 bilhão. Temos 3.427 obras”, comentou Aloísio Mercadante, ministro da Educação, em entrevista recente à Agência Carta Maior.

A outra visão, encabeçada pelos docentes, aponta as precarizações na condição de trabalho. Defende que ampliação de vagas não veio acompanhada de condições, o que causa a intensificação do trabalho docente, laboratórios sem professores, contratação precária de professores substitutos, entre outras críticas.

A exemplo do debate sobre a saúde, a educação configura-se como um exemplo de falta de investimentos por parte do Estado devido ao compromisso com o pagamento da dívida pública, o que implica que apenas 2,99% do orçamento seja destinado para a educação (dados de 2011).

A professora da UFBA enxerga, neste caso, o atrelamento com compromissos do capital financeiro, o que se reflete em um sistema produtivista, submetido a metas. “A falta de estrutura e a expansão se dão em termos quantitativos, respondendo a metas do FMI e Banco Mundial. Temos metas de 100% da educação básica”, aponta Casagrande, criticando também a falta de compromisso dos governos estaduais com o pagamento do piso aos professores da educação básica.

Há a percepção geral de um maior montante de investimento na educação. A crítica, nesse caso, é direcionada para as condições desse investimento. “Nunca se investiu tanto. É verdade. É Reuni, dinheiro para dentro das universidades, veio muita grana, se construiu muita coisa, prédio novo, vários campi, entrou dinheiro e a universidade cresceu, só que na mesma proporção não entraram trabalhadores. Ao longo da década, não houve concurso, a discussão que nós fazíamos: não somos contra a expansão, mas contra expandir sem qualidade. A gente que trabalha no movimento popular não aceita um ‘pelo menos isso’”, diz a jornalista e trabalhadora da Universidade de Santa Catarina (UFSC), Elaine Tavares.

De acordo Elaine, a falta de um projeto estrutural recai sobre as costas dos trabalhadores. “Vivemos uma universidade do negócio. Não se dá o devido cuidado à graduação. Os melhores professores estão na pós. Os substitutos também. Além dessa lógica de dar o dinheiro para a iniciativa privada, joga um monte de substituto para dentro da graduação, não cria uma relação com os alunos”.

Outra preocupação são as fundações estatais de direito privado. “Hospitais também foram transformados em business. Nosso Hospital Universitário (HU) era 100% público; e agora vai virar privado?”, questiona Elaine Tavares.

Brasil de Fato

Servidores realizam ato no Arquivo Nacional nesta quarta-feira

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal  (Sintrasef) vai realizar a cada semana um ato público em um órgão diferente durante toda greve geral do serviço público federal em curso. Segundo o sindicato, os atos terão um caráter de apoio à greve geral do serviço público federal que teve início no dia 18 de junho.
 
O primeiro ato de uma série acontece nesta quarta-feira a partir das 11h nas escadarias em frente ao Arquivo Nacional, na Praça da República, no Centro. A greve teve início na unidade nesta terça-feira, conforme decisão da assembleia dos servidores do órgão realizada no dia 27 de junho.

Em nota, o sindicato disse que: "Todas as precauções legais quanto aos prazos, convocações e editais foram tomadas em uma ação conjunta entre Sintrasef,  Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federa (Condsef) e a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional (Assan)".

A manifestação contou com 180 servidores. Além da pauta geral da greve, os servidores do órgão lutam pela implementação do Plano de Carreira e pedem a saída do diretor da casa, Jaime Antunes da Silva que, de acordo com os servidores, trataria de forma truculenta os funcionários do Arquivo.
O Dia

Escola do bônus da GIDE é igualzinha a minha!

Essa é a escola que vai receber a bonificação do Plano de Metas de seu Cabralino... Igualzinha a que dou aula!
 Mateus Rodrigues da Silva via Facebook

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pedido especial aos eleitores!

Já sabe, né: Confiou se lascou!!!

Vamos aprender com nossos erros e, se não der para acertar, pelo menos tentar errar diferente da próxima vez? 
Pode ser? 
Tranquilo?!?

Professores precisam lançar as notas e frequencia do 2º bimestre de 2012 (Esse Risoles é um fanfarrão!!!)

-"Tá vendo essa lista de 20 escolas? Só os funcionários delas vão receber o abono da GIDE. Os outros vão ficar sem nada mesmo e continuar lançando as notas no conexão!"
Começa hoje (02/07), o lançamento de notas e frequencia do 2º bimestre de 2012 de todas as turmas dos anos finais do Ensino Fundamental (do 6° ao 9° ano), Ensino Médio Regular, Ensino Médio Integrado, Educação Profissional, Normal Médio e fases finais da EJA Presencial. O prazo vai até o dia 20 de julho, às 23h59. 
 É fundamental o cumprimento dessa etapa no seu prazo correto, pois, a partir dessa ação será possível identificar os alunos com infrequência no primeiro semestre, bem como aqueles que precisam de reforço escolar e, assim, direcionarmos as ações pedagógicas pertinentes.

Juntamente com o lançamento de notas do 2º bimestre, os professores de todas as disciplinas e séries do Ensino Regular passarão a declarar bimestralmente quais competências e habilidades do currículo mínimo desenvolveu nas suas aulas. Nesse momento, os professores deverão declarar os conteúdos trabalhados no 1º e no 2º bimestres.

O Currículo Mínimo foi projetado para estar em contínua construção, com a participação dos professores da rede, em diálogo permanente com a Seeduc e as equipes de elaboração. Não deixe de fazer sua declaração! Esse lançamento é importantíssimo para que possamos avaliar principalmente a aplicabilidade desse documento, de modo que ele possa ser aprimorado para se adequar às diversas realidades encontradas em nossa rede de ensino.
Seeduc RJ
Comentário: Não satisfeito em perturbar o juízo dos profissionais de educação com o Plano de M&%#a da educação, em não ter pago o bônus da GIDE para mais de 80% dos profissionais da educação, o secretário/economista Risoles agora declara que os professores DEVEM lançar as notas, faltas e conteúdos no "eficiente e plenamente funcional" site do conexão educação. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não lanço nada na internet, se ele quiser venha pegar os meus diários e faça ele mesmo os lançamentos! 
E vocês, camaradas, vão continuar lançando nota, aplicando e corrigindo saerjinho, preenchendo POP e esperando bônus???

Desencontros com Fátima Bernardes

Quinto dia de Fátima Bernardes tem metade da audiência da estreia

O programa “Encontro com Fátima Bernardes” desta sexta (29) perdeu ainda mais audiência. Segundo dados prévios, foram apenas 5 pontos de média de audiência... No mesmo horário, o SBT alcançou 7 pontos e a Record, 5.

Na estreia do programa, Fátima obteve média de 10,5 pontos, mas os números foram caindo a cada dia. Na terça (26), foram 7,2 pontos; na quarta, 6,3; e na quinta, 5,6 pontos de média.

O resultado preocupa ainda mais a direção da emissora, já que o "Hoje em Dia" encostou de vez na principal aposta da Globo para retirar a liderança da Record pelas manhãs.

Desta vez, nem mesmo a presença do ex-jogador Ronaldo e a comemoração dos 10 anos do pentacampeonato da Copa do Mundo conseguiram frear a queda no ibope.


Erros e arrogância da TV Globo

Já Keila Jimenez, da coluna Outro Canal, da Folha, registra um dado que afeta diretamente o faturamento publicitário da TV Globo. Segundo a jornalista, na quarta-feira a nova atração obteve o menor share (participação do total de televisores ligados) entre todos os programas da emissora: 21%. “Perdeu até para o ‘Globo Rural’, que vai ao ar às 5h55”.

Até agora, a direção da TV Globo parece desnorteada diante do fiasco da atração – um total desencontro com os telespectadores. O próprio diretor-geral da emissora, Octávio Florisbal, tenta disfarçar. Ele reconhece que o programa necessita de “ajustes”; ao mesmo tempo, ele afirma que o quadro “tem atingido nossos objetivos de conteúdo e audiência”. Estranha contradição!

Para o jornalista Marco Antonio Araujo, do blog O Provocador, a acelerada queda da audiência revela que “o povo não é bobo” e que a TV Globo não tem humildade nem para reconhecer os seus erros e fracassos. Para ele, ácido crítico da emissora, o programa devia mudar de nome. “Já pode chamar de ‘Desencontros de Fátima Bernardes. Desencontro entre a Globo e a realidade, entre o programa e o que o telespectador quer ver”.

Desculpas, Haddad malufou!

Há um limite ético que o eleitor não aceita ultrapassar: o PT ganhou quando derrotou Maluf, mas, aliado a ele, agora se acabou

O homem, depois que atravessa um rio, ao chegar na outra margem, não é mais o mesmo, assim como o rio. Essa é a lei da dialética num mundo em constante transformação, como dizia Heráclito, na Grécia. De lá pra cá, pouca coisa mudou, com o novo sempre ocupando o lugar do velho. Nas eleições de 2012 em São Paulo havia um pré-candidato novo, com boas chances de mudar a cidade, apresentando novos ideais e métodos para governar. Foi o que escrevi neste canto do Brasil 247, em 10 de setembro de 2011.

Assisti a dois encontros do candidato Haddad para discutir a Habitação e Saúde com as bases do partido, e parecia que ele poderia trazer de volta às ruas a aguerrida militância gratuita e os intelectuais. Agora, quase um ano depois, volto para me desculpar com meus leitores e com os eleitores. Alguns não conheciam aquele colega professor por mim louvado, candidato que seria ungido por Lula e logo adotado pelo PT e sua malcheirosa coligação a Prefeito de São Paulo. O fruto de boa safra estava podre. O candidato novo ficou velho antes da hora, e se vendeu ao diabo para juntar os cacos do tempo da televisão. A luta é difícil, mas, sem ética, o filósofo marxista não pode ganhar a eleição e, segundo a famosa XI tese, transformar o mundo. O povo não é bobo, e Lula não é Santo para sozinho eleger o prefeito, na base de “os fins justificam os meios”.

Luiza Erundina (1989/92), em nome da mudança e da ética, sucedeu Jânio Quadros (1984/87) e derrotou Paulo Maluf, João Leiva e o José Serra. Era o PT socialista que virou a casaca e tentou fazer um governo popular em São Paulo. Porém, tudo o que conseguiu foi ser medíocre, sem deixar nenhuma grande obra. Todavia, Erundina ainda mora na mesma casa simples de anos atrás. Maluf, que a sucedeu (1993/96), acabou as obras de Jânio e guardou dinheiro lá fora – contudo, está impedido de sair do Brasil. A Interpol está na sua cola, com prisão decretada nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o PT, que era símbolo da moralidade, de lá para cá entrou na corrupção, haja vista o seu julgamento atual no “mensalão”, que deflagrou a possibilidade de levar à cadeia o presidente do Partido no período daquela eleição, além de parte do governo Lula: o tesoureiro, o operador, o “chefe da quadrilha”, ex-ministros, deputados, alguns laranjas e peixinhos. Hoje em dia mostra sua evolução e malufou! É a prova cabal de que é preciso mudar para continuar como antes. O slogan diz tudo, e se desmancha no ar: “Um homem novo para um tempo novo”. Perde o voto dos idosos, das mulheres, dos gays e a companheira de chapa.

Erundina, certa da luta de classe, pulou da canoa furada do burguês que acha que apenas rio possui margens esquerda e direita. Quanto ao Lula, com a voz apagada, sem ouvir a das ruas, perde o carisma ao assumir publicamente o tradicional estilo populista. Aquela foto do beija mão, com o pupilo Haddad entre os mestres Lula e Maluf, na casa do filhote da ditadura, é autofágica. Parece coisa de Machiavel: é a negação da negação vendida como santíssima trindade.

O PT vive igual crise de identidade nas eleições municipais pelo Brasil afora. Partido de massa, já completou seu ciclo. Nasceu e se acaba em São Paulo. Haverá de surgir um novo partido que una pessoas de princípios semelhantes no combate aos projetos políticos antagônicos. Até lá, consagra o experiente José Serra como o bom administrador de São Paulo para voltar e continuar suas obras. Ou ainda, em vez de café requentado, o eleitor paulistano pode contar com o mais novo Chalita. Vamos dar uma lição nessa malta e mostrar que não se vende o voto nem a alma. Ao Rei Lula tudo, menos a nossa honra. Fora o novo Maluf e o velho PT de guerra.
Jornalista e geólogo, Everaldo Gonçalves foi professor da USP, da UFMG e presidente da CPFL

Funcionalismo estadual do Rio fará greve amanhã e depois

O funcionalismo público estadual vai paralisar suas atividades por 48 horas nesta terça e quarta-feira. No segundo dia, farão uma marcha ao Palácio Guanabara para pressionar o corrupto governador Sergio Cabral a atender à pauta unificada do funcionalismo, que inclui reajuste, incorporação de gratificações, implementação dos planos de carreira, concurso público, manutenção do triênio, defesa do Iaserj e fim das privatizações.

A greve e a marcha foram aprovadas na assembleia geral do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe), realizada no último dia 19, na Concha Acústica da Uerj, com a participação de servidores da Saúde, Educação, universidades públicas (Uerj e Uenf), Justiça, Segurança, Faetec e Proderj.

Nessa assembleia também ficou aprovada a palavra de ordem “Fora Cabral”, que será divulgada em todas as manifestações do funcionalismo estadual. Na marcha da próxima quarta-feira, servidores se apresentarão com guardanapos brancos na cabeça, em alusão às escandalosas imagens do encontro entre o governador Sergio Cabral e o dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, durante jantar em Paris. A ideia é concluir a marcha com um “almoço” em frente ao Palácio.

“A saúde estadual vem sofrendo um ataque absurdo por parte do governo Cabral, que destruiu o único Instituto de Infectologia que havia no Estado do Rio, o São Sebastião, e também o Hospital Anchieta. Hoje as fundações de direito privado e organizações sociais estão entrando nas unidades de saúde, fundações e organizações sociais que são formas disfarçadas de privatização. Vamos preparar a greve e exigir fora Cabral”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ Denise Nascimento.

Na assembleia realizada na Uerj, a servidora Vera Nepomuceno, do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), apresentou um resumo dos brutais ataques movidos pelo governo ao setor. “Estamos enfrentando um governo que fecha escolas, não respeita as leis, não cumpre o que é determinado pela Alerj para os animadores culturais, privatiza os processos político-pedagógicos e persegue profissionais da educação. Sergio Cabral também quer acabar com o triênio e os planos de carreira. Não vamos ficar calados e por isso nossa tarefa é levantar os servidores estaduais contra a ditadura que se instaurou no Estado do Rio”.
 Paulo Peres   Tribuna

domingo, 1 de julho de 2012

Voto aberto e obrigatório

O voto secreto do parlamentar é uma vergonha da democracia, mas o voto escondido por trás do voto das lideranças também é vergonha e humilhação para o parlamentar

Não há democracia plena sem o voto secreto para o eleitor, nem com voto secreto para o eleito. O eleitor deve ter seu voto protegido, mas os eleitos não devem ter seus votos escondidos. Ele foi eleito pela escolha do eleitor que tem o direito de saber como vota quem o representa.

É um contrassenso que um eleitor confie seu voto a um candidato e depois da eleição fique sem saber como seu vereador, deputado ou senador vota no Parlamento em assuntos que interessam ao eleitor, à cidade e ao país. O voto secreto no Congresso é uma excrescência na democracia.

Há pouco, o Brasil deu um passo positivo na transparência, ao publicizar toda informação que interessa ao público. Cada cidadão ou cidadã tem o direito de saber até mesmo o salário e os custos dos seus eleitos, mas não tem o direito de saber como votou seu parlamentar. A lei da transparência não está completa se o Congresso mantiver o voto de parlamentares escondidos dos olhos e ouvidos dos seus eleitores.

É preciso que o Congresso tome a decisão de acabar com o voto secreto em todas as decisões. Alguns dizem que o sigilo do voto do parlamentar deve ser protegido de pressões do Poder Executivo. Isso podia se justificar durante o regime autoritário, em que a frágil oposição precisava evitar morte, prisão ou exílio por causa de um voto.

Mas na democracia, o único poder do presidente contra quem vota discordando das propostas do Executivo é tratar o parlamentar como membro da oposição, o que faz parte perfeitamente do jogo democrático. Por isso não justifica a ideia de voto secreto na hora de votar para derrubar um veto do Presidente da República à lei ou artigo da lei. O eleitor quer saber se o seu parlamentar votou a favor ou contra o veto ou em uma lei que lhe interessa.

Outro argumento usado a favor do voto secreto é proteger o parlamentar quando vota na escolha de embaixador, juiz dos tribunais superiores e alguns outros diretores de agências. Mas, quando se tem medo de votar contra a nomeação de um juiz é porque se espera ter benefícios quando vota a seu favor, ou quando escondido no manto do voto secreto diz-se ter votado nele, mesmo mentindo. O voto secreto é um manto da mentira e precisa ser abolido. Achar que um juiz vai perseguir um parlamentar que votou contra ele, é reconhecer que a Justiça foi politizada, a solução exige coragem para modificar a maneira de escolher os juízes, não de esconder o voto do parlamentar.

Da mesma maneira que é preciso saber todo voto de cada parlamentar, é preciso fazer o voto de o parlamentar ser também obrigatório em todas as votações, como é o voto do eleitor em todas as eleições. O voto secreto do parlamentar é uma vergonha da democracia, mas o voto escondido por trás do voto das lideranças também é vergonha e humilhação para o parlamentar. É preciso acabar com o voto secreto, mas também exigir que toda decisão seja tomada com o voto explícito de cada parlamentar, jamais pelo atual sistema do voto com o corpo: “quem estiver de acordo fique como está”, como é tão comum no dia a dia do parlamento brasileiro.

Além de vergonhoso e humilhante, tem permitido a aprovação de atos e leis sem o conhecimento dos próprios parlamentares, com artigos e parágrafos contrabandeados, por distração ou omissão dos parlamentares presentes, às vezes desconhecendo a pauta da votação naquele dia. A desculpa de que o voto nominal faria impossível aprovar qualquer coisa, porque os parlamentares nunca estão presentes é ainda mais vergonhoso e injustificável. Se for preciso, que mudem as regras para obrigar a presença no Plenário na hora da votação, como qualquer trabalhador, ou que apresente suas justificativas para a ausência, ou deixe o eleitor saber que estava ausente sem justificativa, mas jamais se escondendo debaixo do voto d ito de liderança.

O voto do eleitor na urna é obrigatório e secreto, o voto do eleito deve ser obrigatório e transparente em cada caso, para que o seu eleitor saiba como ele vota, e possa lembrar na eleição seguinte se o seu candidato votou como ele deseja ou não. Nenhum eleito deve ficar preso à vontade de seu eleitor, até porque os eleitores têm posições variadas. Deve votar conforme seus compromissos de campanha e de sua consciência em cada caso, mas publicamente. Ao eleitor cabe se manifestar nas urnas, secretamente, para reeleger ou não o seu candidato.

*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.
247 

Aos colegas professores da rede Estadual do Rio de Janeiro


É com um certo "prazer" que passo a redigir as seguintes linhas. Eu não perderia a oportunidade de fazer uma análise crítica sobre o programa de Bonificações GIDE que o nosso Digníssimo Governador impôs às escolas e que alguns colegas, deixando até mesmo suas dignidade e profissionalismo de lado, seguiram à risca como bons cordeirinhos ávidos por receber uma gratificação sobre um projeto educacional que MASCARA a degradação do ensino público em nosso Estado.

Fui olhada com desprezo, desdém e antipatia em algumas escolas onde trabalhei, por declarar abertamente ser contra este tipo de "mascaramento de resultados", em que professores TREINAVAM, isso mesmo, TREINAVAM os alunos para fazerem a tal prova Saerjinho (entre outras barbaridades), com o único objetivo de receber um prometido 14 salário.

À época eu disse que este tipo de comportamento era uma forma de se "prostituir" profissionalmente, e que este comportamento não condizia, e até mesmo feria, as ideologias de um EDUCADOR sério e comprometido, cujo principal objetivo deveria ser fazer "pensar". Despertar em nossos alunos um senso crítico, pois só assim, com cabeças pensantes e não manipulávies, é que poderemos reverter este quadro de "emburrecimento" de nossa população a que vemos presenciando ao longo dos últimos anos. Mas, o mais triste foi presenciar "educadores" corroborando para que este sistema fosse perpetuado em troca de um punhado de "Vil Metal"!

Resultado? Nenhuma destas Escolas foi contemplada com a tão esperada bonificação por resultados (mascarados, em sua maioria)!!!

Que isto sirva de lição, e abra nossos cabeças para o fato de que só receberemos melhores salários, só seremos respeitados e valorizados, o dia em que nos colocarmos em uma situação de VALORIZAÇÃO, RESPEITO e DIGNIDADE próprios!
 

Professora Educadora Beany Lins, com muita Honra!
Fonte: Texto da colega de FaceBook, Profª. Beany Lins.
Educadores Estado RJ 

Sepe Lagos: Fim da apuração

Já temos o resultado final da apuação para o SEPE LAGOS.  Infelizmente a CHAPA 1 (Sepe na Escola) não venceu essa disputa, mas continuaremos na luta pela categoria e por uma educação pública de qualidade. 

Agradeço a todos que estiveram conosco nessa caminhada, que nos apoiaram pedindo voto, distribuindo material, foram mesários ou fiscais nas eleições e acompanharam a apuração no Rio. É por vocês que nós chegamos até aqui.   Muito Obrigado!!!

Sepe Lagos (Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios)

1 - 142 - 18,51%

2 - 49 -    6,39%

3 - 129 - 16,81%

4 - 447 - 58,28%


Ocorre que no mapa geral de votação constam 984 votantes e nesse resultado tem 767 votantes, uma diferença de 217 votantes. Estamos esperando um comunicado do Sepe central sobre essa diferença de votos.

Meus parabéns a Chapa 4 pela vitória!

Só lembrando que  

"O Sepe somos nós. E todos nós devemos ser o Sepe também!!! "

Doc Costa