sábado, 3 de março de 2012

Na Rússia não tem fome...O Maranhão não é a Rússia.

Francisca era de Carurupu, terra dos irmãos Frejat e dos irmãos Barbosa Lima, Murilo e Antenor, lá no norte do Maranhão, perdido fim de mundo, que só conhecia Vitorino Freire e José Sarney de rádio. Francisca veio para o Rio.

Era empregada doméstica na casa de José Edson Sampaio, diretor financeiro da Unimed (previdência privada), de Niterói. José Edson convidou os amigos Aguiar de Paula, Murilo Barbosa Lima e Sérgio Barbosa para assistirem ao jogo Brasil x União Soviética.

Uísque, tira-gosto, e a alma gelada. Eles torcendo, sofrendo, bebendo, e Francisca, entre a cozinha e a sala, trazendo o gelo e os salgadinhos. Daí a pouco, a União Soviética fez um gol. Na sala, um silêncio de tocaia.

Francisca larga os pratos em cima da mesa, dá um pulo. Volta saltando para a cozinha, comemorando o gol dos russos. Ninguém entendeu nada. José Edson ficou furioso:

– Você está maluca, Francisca? Quem fez o gol foi a Rússia, contra o Brasil, e você aí comemorando?

– Não foi a Rússia que fez o gol, dr. José?

– Foi. Você é comunista, sua maluca?

– Não sei o que é isso. Mas lá em Cururupu me disseram que a Rússia é um lugar onde não tem fome.

José Edson só não mandou Francisca de volta para Cururupu porque Sócrates e Eder vingaram os pinotes dela.

MARANHÃO
Em 2008, o País se escandalizou com a denúncia da Leila Suwwan (Globo) de que 60% da população do Maranhão só comia porque recebia os 150 reais (no máximo) do Bolsa Família. E não é só o Maranhão. No Piauí, eram 59%. Em Alagoas, 58%. Na Paraíba, 55%. No Ceará e Pernambuco, 53%.

Abaixo de 50%, a Bahia e Roraima com mais de 49%. Rio Grande do Norte, 48%. Acre, 47%. Sergipe, 46%. Tocantins, 45%. Pará, 42%. Abaixo de 40%, Amazonas com 39%, Amapá 38%, Rondônia 35%.

A partir daí, os que poderíamos chamar de não escandalosos: Espírito Santo e Minas Gerais com 25%, Mato Grosso do Sul 22%, Mato Grosso e Goiás 20%, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro 7%, São Paulo 12%, Santa Catarina 10%, Brasília 6%.

BOLSA FAMÍLIA
Essa é uma estatística bíblica, dos tempos das sete pragas do Egito. Ou africana, da África de Biafra e Sudão, com suas multidões miseráveis. Dirão os insensíveis e insensatos que, se não houvesse o Bolsa Família, esses milhões de brasileiros iriam procurar trabalho para comer. Trabalho onde, se o desemprego aumenta e a educação não os prepara?

Os Mailson da Nóbrega da vida acham que essa merreca de 10 bilhões que o governo gasta por ano, para matar a fome de 50 milhões de pobres e miseráveis, devia ser dada aos banqueiros, para acrescentar aos 180 bilhões que o governo já paga de juros. Se dependesse desses “economistas”, o Banco Central fazia uma raspa e dava tudo aos bancos.

SARNEY
Por mais que se tente passar uma semana sem macular a coluna com os bigodes feudais do senador Sarney, no painel da desgraça nacional mais uma vez aparece, de bigode sujo, o senador Sarney, que há exatos 52 anos usa e abusa da capitania hereditária do Maranhão.

Qual é a cidade mais miserável do País? Leila Suwwan responde. Junco do Maranhão: 95,7% de sua população vivem do Bolsa Família. Em Brejo de Areia, no Maranhão, são 95,3%. Em Poção de Pedras, também no Maranhão, 88,4%. Em São Raimundo do Doca Bezerra, sempre no Maranhão, 86,1%. Em São Luis Gonzaga do Maranhão, 86,1%. Em Paulo Ramos, mais uma vez no Maranhão, 83,9%. É a maior concentração de miséria do País. Depois de meio século de feudalismo dos Sarney.

CAMPEONATO
No meio desse mapa, há três cidades, de três Estados, disputando o “campeonato Sarney”: Severiano Melo, do Rio Grande do Norte, com 95,4%; Camaru, em Pernambuco, com 92%, e Caraíbas, na Bahia, com 90%. Lá de São Luís, o Raimundo Garrone resumia tudo muito bem:

– No Maranhão, todos os 217 municípios são atendidos pelo Bolsa Família, que beneficia 753.512 famílias, atingindo mais de 3 milhões e meio de pessoas em todo o Estado. O programa alcança 59,1% da população. Apenas em São Luís, a capital, o Bolsa Família beneficia 71,7 mil famílias, o equivalente a mais de 30% da população local.

O Maranhão não é a Rússia.
Sebastião Nery

A vida na Terra já se extinguiu cinco vezes e a sexta nos espreita.


O ser humano inaugurou uma nova era geológica – o antropoceno, era em que ele comparece como a grande ameaça à biosfera e exterminador de sua própria civilização. Há muito que biólogos e cosmólogos advertem a humanidade de que nossa agressiva intervenção nos processos naturais está acelerando a sexta extinção em massa de espécies de seres vivos. Ela já está em curso há milhares de anos.

Essas extinções, misteriosamente, pertencem ao processo cosmogênico da Terra. Nos últimos 540 milhões de anos, ela conheceu cinco grandes extinções em massa, uma em cada cem milhões de anos. A última ocorreu há 65 milhões de anos, quando foram dizimados os dinossauros.

Até agora, todas as extinções eram ocasionadas pelas forças do próprio universo, a exemplo da queda de meteoros ou das convulsões climáticas. A sexta está sendo acelerada pelo próprio ser humano. Sem a presença dele, uma espécie desaparecia a cada cinco anos. Agora, por causa de nossa agressividade industrialista e consumista, multiplicamos a extinção em cem mil vezes, diz o cosmólogo Brian Swimme.

Os dados são estarrecedores. Paul Ehrlich, professor em Standford, calcula em 250 mil as espécies exterminadas por ano, enquanto Edward O. Wilson, de Harvard, dá números mais baixos, entre 27 mil e 100 mil.

O ecólogo E. Goldsmith, da Universidade da Geórgia, afirma que a humanidade, ao tornar o mundo cada vez mais degradado e menos capaz de sustentar a vida, tem revertido em 3 milhões de anos o processo da evolução. Não nos damos conta dessa prática devastadora nem estamos preparados para avaliar o que significa uma extinção em massa. Ela significa simplesmente a destruição das bases ecológicas da vida na Terra e a eventual interrupção de nosso ensaio civilizatório, quiçá até de nossa própria espécie. Thomas Berry, o pai da ecologia norte-americana, escreveu: “Nossas tradições éticas sabem lidar com o suicídio, o homicídio e mesmo com o genocídio, mas não sabem lidar com o biocídio e o geocídio”.

Podemos desacelerar a sexta extinção em massa. Um bom sinal é que estamos despertando a consciência de nossas origens e de nossa responsabilidade pelo futuro da vida. O universo suscita isso em nós porque está a nosso favor. Mas ele pede a nossa cooperação, já que somos os maiores causadores de tantos danos. É hora de despertar enquanto há tempo.

O primeiro que importa fazer é renovar o pacto entre Terra e humanidade. A Terra nos dá tudo que precisamos. No pacto, a nossa retribuição deve ser o cuidado e o respeito pelos limites da Terra.

O segundo é reforçar a reciprocidade ou a mutualidade: buscar aquela relação pela qual entramos em sintonia com os ecossistemas, usando-os racionalmente, devolvendo-lhes a vitalidade e garantindo-lhes sustentabilidade. Para isso, necessitamos nos reinventar como espécie que se preocupa com as demais espécies e aprende a conviver com toda a comunidade de vida. Devemos ser mais cooperativos e respeitar o valor intrínseco de cada ser.

O terceiro é viver a compaixão não só entre os humanos, mas para com todos os seres. A partir de agora, depende de nós se eles vão continuar a viver ou se vão desaparecer. Precisamos deixar para trás o paradigma de dominação que reforça a extinção em massa e viver aquele do cuidado e do respeito que preserva e prolonga a vida. No meio do antropoceno, urge inaugurar a era ecozoica que coloca o ecológico no centro.

Só assim há esperança de salvar nossa civilização e de permitir a continuidade de nosso planeta vivo.
Leonardo Boff

Cientistas mapeiam a Grande Barreira de Corais

Google Street View vai mostrar a Grande Barreira de Coral da Austrália
Projeto une empresas e universidades para mapear a maior barreira de corais do mundo e divulgar as imagens na internet

A Grande Barreira de Coral australiana apresentada como se você estivesse nela: este é o projeto dos cientistas que vão cartografar o site em parceria com o site de buscas Google, seguindo o modelo da ferramenta Street View, a fim de medir os efeitos do aquecimento global.

O projeto da Universidade de Queensland Seaview Survey vai utilizar robôs submarinos e câmaras fotográficas especialmente concebidas para observar profundidades jamais exploradas da Grande Barreira, ao longo do litoral nordeste australiano.

Um aparelho dotado de quatro objetivas, que pode se intrometer entre dos corais, estabelecerá um "recenseamento visual instantâneo" de todas as formas de vida, em vinte locais ao longo dos 2.300 km da barreira.

Cerca de 50.000 panoramas, em alta definição e a 360°, serão, em seguida, colocados on-line no site de Fotos 'Panoramio do Google', podendo ser visualizados através do Google Maps e Google Earth, sites de cartografia digitais.

As imagens serão comparáveis às de um Street View sob o mar, a ferramenta do Google que permite explorar as cidades e sites turísticos do mundo inteiro.

"Utilizando técnicas digitais para criar imagens a 360°, as pessoas vão poder deslizar na água e mergulhar na Grande Barreira, como se estivessem conosco", declarou o cientista Ove Hoegh-Guldberg, chefe do Seaview Survey.

A Barreira de Coral da Austrália é a maior desse tipo do mundo, constituída de 3.000 sistemas recifosos e de centenas de ilhas tropicais. Abriga pelo menos 1.500 espécies de peixes e 30 de baleias, golfinhos e marsuínos.

A expedição, prevista para setembro, vai dispor de um canal especial no Youtube que permitirá acompanhar as operações em tempo real.

O primeiro objetivo é catalogar os recifes a fim de poder estabelecer comparações mais tarde e medir o impacto do aquecimento climático, informou o chefe do projeto.

O cientista espera também reunir dados sobre profundidades inacessíveis aos mergulhadores, das quais se sabe pouco. A equipe se interessa, por exemplo, pela forma na qual se reproduzem os recifes de corais em grandes profundidades (entre 30 e 100 metros).

A lua desempenha um papel na reprodução de corais próximos da superfície e seria uma "descoberta fenomenal" constatar o comportamento dos recifes situados na profundidade, tendo em vista que a claridade lunar é muito fraca lá embaixo, observou Ove Hoegh-Guldberg.

Uma outra equipe, dirigida por Richard Fitzpatrick, biólogo marinho especializado em tubarões, se concentrará na "megafauna" da Barreira (arraias, tartarugas, tubarões-tigres) e no impacto do aquecimento do oceano sobre os movimentos migratórios.

Testes realizados no final de 2011 com os robôs,terminaram na descoberta de quatro novas espécies de corais e de um cavalo-marinho pigmeu.

"Os oceanos estão prestes a viver enormes mudanças, seja nos mares polares, seja nos recifes de coral", destacou Hoegh-Guldberg.

Permitir às pessoas em todo o mundo "ver de perto" a Barreira, via Google e YouTube, vai contribuir para uma verdadeira tomada de consciência, afirmou.
iG

sexta-feira, 2 de março de 2012

Draco realiza operação contra milícia em Arraial do Cabo


A Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (DRACO/IE), com o apoio da Polícia Civil, realiza nesta quinta-feira a Operação Tigre. O objetivo da ação é desarticular uma quadrilha que explora a difusão ilegal do sinal de canais de TV a cabo na cidade de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

Durante um ano de investigações, a DRACO/IE descobriu indícios de atuação de milicianos na Região dos Lagos.

O fato que surpreendeu os policiais durante a investigação é que a exploração ilegal era realizada por uma transmissora de TV e não por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de pequena expressão.  

Vinte policiais da especializada realizaram diligências em quatro pousadas que transmitem os referidos canais e na sede da empresa que realiza a transmissão clandestina.

De acordo com o titular da especializada, o delegado Alexandre Capote, os responsáveis pelo esquema criminoso responderão pelos crimes de estelionato, furto qualificado e formação de quadrilha.

A operação encontra-se em andamento. Até o momento, uma pessoa, responsável pela empresa que realizava a transmissão de sinal, foi presa. Foi apreendido farto material que comprovam a prática criminosa.
JB

Cultura evoluiu porque seres humanos partilham conhecimento

Estudo que comparou crianças, chimpanzés e macacos capuchinhos mostra que o ser humano é o único que divide informações entre si
Uma das características humanas é a habilidade de acumular conhecimento cultural ao longo do tempo. Esta capacidade gerou realizações complexas como estudos filosóficos, satélites, aceleradores de partículas e a medicina moderna, entre outras. Uma questão para a qual não se tinha resposta era se outros primatas seriam capazes de acumular esse tipo de conhecimento. A resposta parece ser não, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (1º) no periódico científico Science. 

Um grupo de pesquisadores criou uma caixa de quebra-cabeça para avaliar esta habilidade em crianças, chimpanzés e macacos capuchinhos. “Ficamos surpresos com as grandes diferenças entre crianças e os outros animais. Na literatura científica há relatos de imitação e atividades pro sociais em chimpanzés, portanto esperávamos mais deles. O Lewis Dean, estudante que fez o experimento, não presenciou sequer um desses comportamentos. Em contraste, nas crianças aconteceu centenas de vezes”, afirmou ao iG Kevin Laland, da Universidade Saint Andrews, na Escócia, um dos autores do artigo. 

Os pesquisadores fizeram os testes com crianças de três a quatro anos, chimpanzés e capuchinhos. Os três grupos recebiam recompensas cada vez mais interessantes conforme iam desvendando os estágios de funcionamento da caixa de quebra-cabeça. O resultado foi que as crianças eram muito mais capazes de chegar aos estágios mais avançados do que os chimpanzés e capuchinhos. “As crianças responderam à tarefa como um exercício social, ajudando umas as outras, enquanto os chimpanzés e capuchinhos pareciam estar olhando para si mesmos, comportando-se para satisfazer suas vontades, de forma majoritariamente independente”, explicou Laland. E completou: “Nosso estudo mostra que os humanos diferem de outros animais pois possuem um conjunto de habilidades sociocognitivas, incluindo ensinar, imitar, linguagem e pro socialidade, que potencialmente dão suporte à transmissão de informação com alta definição”. 

O próximo passo da pesquisa será explorar a hipótese de que muito da cooperação humana tem em sua base o aprendizado social e a transmissão dele.
iG

Relatório diz que tarifa das barcas deveria ser menor

Estudo feito a pedido da agência reguladora, que estabelece a passagem, mostra que bilhete deveria ser R$ 3,18 e não R$ 4,50


A passagem das barcas poderia ser menor do que R$ 4,50, valor que passará a ser cobrado nesta sábado. É o que aponta relatório da Universidade Federal de Santa Catarina, feito a pedido da Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp), sobre a revisão de tarifa da Barcas S.A.. O estudo sugere o valor de R$ 3,18.

Nesta quinta-feira, manifestação reuniu cerca de 500 pessoas na Estação Araribóia, em Niterói, sob a vigilância do Batalhão de Choque da PM. Oficial de Justiça notificou um dos organizadores do protesto de que o ato não poderia causar danos ao patrimônio ou a passageiros e funcionários. O documento estabelecia multa de R$ 5 milhões, em caso de depredação e violência. Muitos passageiros aderiram ao protesto.

O valor de R$ 3,18 é sugerido para o período de fevereiro de 2012 a janeiro de 2013 e consta na página 107 do relatório, no item ‘Conclusões’. A assessoria da Agetransp informou que se trata apenas de projeção. Os técnicos definem o valor para que a concessionária atinja o equilíbrio econômico e financeiro, já que foi constatado ‘rombo’ de R$ 106.584.837,69, nas contas da Barcas entre os anos de 2003 e 2008.

Coordenador técnico do estudo, entregue à Agetransp em junho, o engenheiro civil e professor Rodolfo Nicolazzi Philippi diz que a definição de tarifas é decisão eminentemente política. “A parte técnica se incumbe dos levantamentos de informações e determinação dos custos operacionais”, explicou.

Secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes argumenta que, se a tarifa não for alterada para R$ 4,50, a concessionária pode acumular prejuízo de R$ 350 milhões, somente entre os anos de 1998 e 2008. O estudo da universidade federal, no entanto, revela que, comparando-se valores consolidados em 31 de dezembro de 2002 e 2007, a empresa Barcas S.A. quase triplicou de tamanho no período.

R$ 3,10 a partir deste sábado(?)
A tarifa de R$ 4,50 será paga pelo passageiro que não utilizar o Bilhete Único. Quem fizer o cadastro no sistema pagará R$ 3,10. Os R$ 1,40 restantes serão subsidiados pelo governo estadual. Secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes não explicou como se chegou à tarifa de R$ 4,50 — já que o estudo encomendado pela Agetransp aponta uma tarifa de R$ 3,18, valor muito próximo dos R$ 3,10 que cada passageiro cadastrado no Bilhete Único pagará na prática.

Ele argumenta que o Bilhete Único nas barcas trará mais transparência às contas da concessionária, que detém a exploração do serviço desde 1998, quando foi assinado o contrato.
“Vamos conseguir saber a que horas, que dia e para onde foram os passageiros que usam as barcas. Vai ajudar nas auditorias”, afirma Lopes.

O Grupo JCA, do qual faz parte a Auto Viação 1001, é o principal acionista da Barcas S.A. A 1001 mantém na sua frota quatro linhas que fazem, por terra, o trajeto das barcas: de Niterói ao Rio. Esses ônibus saem de Charitas e seguem para Gávea, Humaitá, Aeroporto Internacioal Galeão e Ipanema.

Grito de guerra, apitaço e até piada contra reajuste de 60,7%
Com gritos de guerra, faixas, megafone, panelas, carro de som e muito humor, manifestantes fizeram apitaço pacífico nesta quinta-feira, em frente à Estação Araribóia, Niterói. O reajuste virou piada na Internet, onde se espalhou montagem de cartaz com foto do cantor Roberto Carlos a bordo da barca, ‘justificando’ o alto preço da passagem.

Cerca de 50 PMs reforçaram a segurança na estação pela manhã. Segundo a Barcas S.A., o horário de rush teve redução de 15% de usuários. Aos gritos de ‘Mãos para o alto, R$ 4,50 é um assalto’, estudantes e integrantes de movimentos políticos distribuíram adesivos e panfletos. Passageiros aderiram ao passar pela roleta com as mãos para cima, como num assalto.

“Quem usa este serviço, que deixa a desejar, é prejudicado. A qualidade precisa melhorar e muito”, enfatizou o passageiro Cristóvão Liberato, 31, apoiado por outros usuários. Inquérito aberto pela 76ª DP (Centro de Niterói), em 28 de fevereiro, investiga a convocação para atos violentos contra o aumento.

Metrô deve restituir saldo do pré-pago
Passageiros têm direito de receber, nas bilheterias, o saldo contido no cartão pré-pago do Metrô Rio. A nova regra vale após a Alerj ter derrubado veto ao projeto de lei 560/2011, do deputado estadual André Lazaroni. Pelo sistema pré-pago, o usuário tem obrigação de uma recarga mínima acima do valor de uma passagem, sendo que este valor não é múltiplo ao valor da tarifa. A diferença gerava saldo que não era restituído ao consumidor.
O Dia

Vinculação do piso dos professores à inflação é incabível


Secretarias precisam investir diretamente e melhor os 25% de seus orçamentos em Educação

Não deveria nem haver discussão. O piso nacional para professores deveria ser aplicado pelos governadores e prefeitos e a proposta, de alguns desses políticos, de que o aumento do piso seguisse somente a inflação, deve ser encarada como um desrespeito não só com alunos e professores, mas contra toda a sociedade brasileira.


A lei determina que o piso salarial dos professores siga o aumento que teve o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que é, desde 2007, o fundo que financia a Educação Básica no Brasil. Acontece que, por vários motivos, entre eles a diminuição do número de alunos matriculados em escolas públicas, o Fundeb aumentou mais de 22%. Já a inflação do período foi próxima a 6%.

É bom esclarecer ao leitor que a diminuição da quantidade de alunos matriculados em escolas públicas deve-se à mudança de nossa pirâmide etária (a cada ano o número médio de filhos por família diminui) e ao aumento de matrículas em escolas particulares de filhos da nova classe média.

É comum vermos os municípios e Estados darem um “jeitinho” de utilizar os 25% de Vinculação Constitucional da Educação, que os obriga a usar um quarto de seus orçamentos diretamente na área, para outros setores. Compram canetas, móveis, material de limpeza, café, açúcar, entre outras coisas, tudo como se fosse para a Educação e depois mandam para outras Secretarias.

Constroem prédios como se fossem da Educação e utilizam para outros fins. Uma cidade da Grande São Paulo construiu um prédio de 12 andares, por quase R$ 15 milhões, e colocou o nome de “Centro de Formação de Professores”. Com menos de 850 professores em toda sua rede municipal, se todo dia tivesse formação de professores, cada andar receberia confortavelmente 70 professores. Como as formações não acontecem todo dia, na verdade deixaram dois andares com salas para formação e utilizaram os outros 10 andares para colocar toda a burocracia da Secretaria de Educação. E isto tudo com os 25% da Educação, o que é vetado pela lei.

Em São Paulo, tivemos os CEUs (Centros Educacionais Unificados), que concordo serem excelentes instrumentos para conferir autoestima à população local e para as políticas de Cultura, Esporte e Lazer, mas em nada ajudam na Educação de seus alunos. Colocar milhares de pessoas dentro de uma mesma escola só dificulta a aplicação de estratégias pedagógicas. É óbvio que os CEUs foram uma maneira inteligente que a ex-prefeita Marta Suplicy encontrou para usar os 25% da Educação na realização de políticas públicas de outras áreas.

O desvio dos 25% da Educação é regra geral em Estados e municípios brasileiros. São pouquíssimas as exceções. E as práticas de prefeitos e municípios são cada vez mais difíceis de serem descobertas pelos tribunais de contas.

O fato é que um professor ganha, em média, 60% menos que um profissional com o mesmo tempo de escolaridade e em outra carreira. E isto tem que mudar, para dar melhores condições para a formação continuada (formação a toda hora, a todo o momento) dos professores que já estão nas redes de ensino e, melhor ainda, para atrair melhores talentos para a carreira.

A nossa Constituição de 1988 determinou que 6% do orçamento federal ficassem com o Legislativo, divididos entre Senado e Câmara de Deputados. De 1988 pra cá, o nosso Produto Interno Bruto (PIB) passou de US$ 330 bilhões para quase US$ 2,5 trilhões. É um aumento de mais de sete vezes, o que reflete no aumento do orçamento que vai direto para o Legislativo. Somam-se a isto a melhoria da capacidade de fiscalização e arrecadação do Brasil, os novos impostos e o decorrente aumento da carga tributária.

Nos municípios ocorre a mesma coisa. As Câmaras municipais recebem, de acordo com sua população, de 3,5% a 7% do orçamento do município para cobrir seus gastos. Com o aumento do PIB e da arrecadação dos impostos, a cada ano o orçamento real das Câmaras é maior. Cidades médias (de 300 a 500 mil habitantes) passam 5% do orçamento direto para as Câmaras. Em 1988, elas tinham 1 ou 2 assessores por vereador. Hoje chegam a ter mais de 10. Como o dinheiro do Legislativo precisa ser gasto até o último dia do ano para não ter de ser devolvido para o Executivo, os senadores, deputados e vereadores fazem de tudo para gastá-lo.

Isto é um problema grave, que inclusive distorce a representação nos Legislativos, dando uma supermáquina de campanha para cada legislador. É um dinheiro que poderia ser utilizado para financiar a Educação e para a garantia do cumprimento do piso nacional dos professores. Mas até agora não vi nenhuma caravana de prefeitos, de governadores, ou até mesmo da sociedade civil, pedindo ao Congresso Nacional para diminuir a vinculação de repasse orçamentário.
iG

Ministro discute com cientistas solução para pesquisas brasileiras na Antártica

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e dez cientistas do Programa Ártico Brasileiro discutiram, nesta quinta-feira (1º), as medidas que serão tomadas referentemente às pesquisas desenvolvidas na base brasileira na Antártica. O incêndio na Estação Comandante Ferraz, no último sábado, destruiu 40% dos estudos, sendo que os de biologia marinha foram os mais atingidos.

Segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, um avião da Força Aérea Brasileira será enviado para a base no dia 20, com suprimentos e equipe de cientistas para reativar módulos de pesquisa. O ministério também estuda alugar um navio para ser utilizado como base para as pesquisas. Atualmente, somente o navio Almirante Maximiano é usado para essa finalidade.

Os cientistas pediram também que seja feito, o mais rápido possível, o diálogo com os países que ofereceram ajuda. Para isso, será desenvolvido um detalhamento do plano operacional para a ajuda. Os detalhes do orçamento necessário para repor as perdas serão definidos amanhã, em uma reunião. “O ministério oferecerá ajuda para complementar o orçamento necessário”, disse o secretário Carlos Nobre.

Segundo a Marinha, o projeto de uma nova base será iniciado o mais rápido possível. A estimativa é que a base esteja pronta no verão de 2014 e 2015. De acordo com Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a nova estação servirá para os próximos de 30 anos.
EBC

Justiça impede entrada em operação da Usina Hidrelétrica de Simplício


A 1ª Vara Federal em Três Rios impediu que a empresa Eletrobras Furnas iniciasse a operação do Complexo Hidrelétrico de Anta/Simplício, no Rio Paraíba do Sul, na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Segundo nota divulgada pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a Justiça atendeu a um pedido dos ministérios públicos Federal e Estadual.

Segundo o Ministério Público (MP), apesar de Furnas já ter conseguido a licença de operação no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o sistema de coleta e tratamento de esgoto para os moradores dos distritos de Anta (RJ) e Chiador (MG) ainda não foi concluído. O item é obrigatório para que a usina entre em funcionamento.

De acordo com o MP, estudos apontam que a usina acarretará “graves prejuízos ao meio ambiente, à população e à economia local, devido ao redirecionamento de 76% das águas do Rio Paraíba do Sul, por meio de túneis e lagos, para a geração de energia elétrica”. O Ministério Público destaca ainda que, “segundo os estudos, “esse redirecionamento provocará poluição e redução da vazão do rio em Sapucaia, no distrito de Anta e em Chiador, localidades que captam água do Paraíba do Sul para abastecimento público e despejo de esgoto”.

O MP informa que a “decisão do juiz Federal Caio Márcio Gutterres Taranto estabelece o período de 72 horas para Furnas apresentar o cronograma de implantação da hidrelétrica com os prazos, inclusive, de conclusão das obras condicionantes”. O Complexo de Simplício terá capacidade instalada para produzir 333,7 megawatts (MW) de energia.
EBC

quinta-feira, 1 de março de 2012

Brasileiro é premiado por pesquisas sobre pólio e sarampo


O médico epidemiologista e pesquisador brasileiro Ciro de Quadros, 72 anos, recebeu nesta terça-feira o Prêmio Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento e Cooperação ao Desenvolvimento, em Madri, na Espanha. Quadros foi premiado pelo trabalho que desenvolve com pesquisas para a erradicação da poliomielite e do sarampo nas Américas.

O trabalho do pesquisador brasileiro é desenvolvido em parceria com agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos governos federal e estaduais, além de universidades. Para os jurados do prêmio, Quadros foi responsável pela mudança de paradigmas na saúde pública da região.

A vacinação pode prevenir a contaminação da poliomielite e do sarampo, mas ambas as doenças ainda ocorrem em vários países em desenvolvimento. A poliomielite é uma doença viral que afeta principalmente crianças pequenas. O vírus é transmitido por intermédio de alimentos e água contaminados, que podem invadir o sistema nervoso. A doença causa paralisia e deformações no corpo.

O sarampo também é uma doença viral e afeta o sistema respiratório, atingindo em geral crianças. O vírus é transmitido por meio de gotículas expelidas pelo nariz, pela boca ou garganta de pessoas infectadas. A doença se torna um problema mais grave quando atinge crianças desnutridas e pessoas com imunidade reduzida, causando complicações, como dor de cabeça, cegueira, diarreia e infecções.

O prêmio concedido a Quadros é da Fundação BBVA, que estimula pesquisas em vários campos, como medicina, tecnologia, meio ambiente, cultura e economia. Na sua página na internet, a fundação informa que o objetivo é cooperar para a construção de um "mundo melhor para as futuras gerações".
JB

Uma partícula buckyball no espaço


Pela 1ª vez, o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, detectou no espaço a forma sólida de buckyballs, que são 60 átomos de carbono dispostos em esferas ocas que se assemelham a bolas de futebol. Eles já tinham sido detectados em 2010, mas apenas como gás.
Para se tornarem uma partícula sólida, os buckyballs devem ficar juntos, conforme ilustrado na foto acima. Nesse caso, eles se alinharam ao redor da pequena estrela XX Ophiuchi, que está situada 6.500 anos-luz da Terra.
A descoberta mostra que as esferas de carbono são prevalentes em certas regiões estelares do cosmos. Ao contrário de um gás, o sólido é mais denso, requerendo grandes quantidades de moléculas para se formar.
Os buckyballs levam esse nome porque também se parecem com as cúpulas geodésicas do falecido arquiteto Richard Buckminster Fuller.
Estadão

Março Negro contra a censura na internet!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mercadante aposta em reajuste para professor para diminuir greves

O ministro da Educação Aloizio Mercadante reconheceu nesta quarta-feira que o reajuste do piso salarial nacional dos professores foi "forte", mas defendeu um mínimo a ser pago para a categoria com crescimento do valor ao longo dos anos até para reduzir o número de greves.

O ministro participa na manhã desta quarta-feira de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado.

Na segunda-feira (27), o Ministério da Educação anunciou o valor de R$ 1.451 para o novo piso nacional para os professores.

O MEC usou como critério para o reajuste de 22,22%, o que está previsto na lei nacional do piso de 2008: o índice é igual ao aumento do gasto por aluno do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

"É um reajuste forte, evidente que é um esforço muito grande para estados e prefeituras", disse o ministro. "Mas se não tivermos um piso, não valorizarmos os professores, nós não vamos ter um salto na qualidade", completou.

Mercadante não tomou posição sobre o índice que considera mais justo para o reajuste e afirmou que cabe ao Congresso decidir.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê a troca do índice de reajuste para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que fechou o ano passado em 6,08%. Nesta segunda, governadores de dez Estados e prefeitos vieram a Brasília pressionar pela aprovação desse projeto.

Mercadante defendeu apenas que o piso tenha crescimento ao longo dos anos, para motivar "os jovens a virar professores". Ele citou o exemplo da Coreia do Sul, onde apenas os cinco melhores de cada área são autorizados a dar aula.

"Como vamos motivar os jovens a virar professores [sem uma boa remuneração]?", questionou o ministro. "Não podemos abandonar a ideia de um piso nacional que tenha crescimento ao longo dos anos".

O ministro disse que o novo piso vai ajudar a diminuir a quantidade de greves na educação em todo o país.

Questionado pelos senadores a respeito de ajuda federal para financiamento da educação, e também para contribuir com o pagamento do piso, o Mercadante voltou a defender uma discussão para usar o royalties do pré-sal para financiar a educação e a ciência e tecnologia.

"Por que a gente não discute educação e pré-sal juntos? Temos de vincular a questão dos royalties, pelo menos por uma década", disse.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que a situação do MEC é confortável ao instituir o piso, mas que estados e municípios ficam com problemas orçamentários para pagar o piso.

Paulo Bauer (PSDB-SC) criticou a regra da lei do piso que prevê que um terço da jornada de trabalho seja fora de sala --preparando aulas ou em atendimento. Ele apontou que Estados e municípios são obrigados a contratar mais professores para suprir esse período em que parte do magistério deixa de aplicar aulas.

Mercadante reconheceu que esse ponto da lei nacional do piso ainda precisa ser discutido e regulamentado.

Folha

MEC vai incluir ciências na Prova Brasil


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (29), em audiência pública no Senado, que irá incluir a disciplina ciências na Prova Brasil, a principal avaliação da educação básica. O exame, aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) aos alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental a cada dois anos, até o momento mede apenas o desempenho em matemática e português.

Mercadante não disse se a mudança já valerá para a próxima edição da prova, marcada para 2013. O exame é um dos principais componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que avalia a qualidade do ensino oferecido por escolas, municípios e estados. A última edição foi aplicada em 2011 e os resultados do Ideb serão divulgados neste ano. Todas as redes de ensino e escolas têm metas a serem atingidas até 2022, estipuladas em 2007 pelo MEC.

Com a inclusão de ciências na Prova Brasil, o exame fica mais próximo ao Programa Internacional de Avaliação (Pisa). O teste internacional é aplicado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em mais de 60 países e mede as habilidades dos alunos em linguagens, matemática e ciências. O Brasil melhorou seu desempenho no programa de 2000 a 2010, mas continua nas últimas posições do ranking.

Mercadante disse também que quer vai criar um programa de intercâmbio para professores com bom desempenho ou que atuem nas escolas com melhor Ideb. A ideia é que, por meio do Escola sem Fronteira, os docentes possam fazer visitas a colégios que desenvolvam boas práticas de ensino, tanto no Brasil quanto no exterior. “Será um incentivo à sua dedicação e aos seus resultados. Isso pode ocorrer especialmente nas férias e quando ele voltar será uma liderança regional sobre as práticas inovadoras que vai conhecer”, destacou o ministro.
UOL

Beltrame(e Cabral) autoriza processo para expulsão de PMs grevistas no Rio

Agora vocês vejam como são as coisas, que moral tem esse sec. de segurança do Rio de Janeiro pra expulsar algum policial e bombeiro? O cara passou no concurso de delegado pela janela, num recurso judicial muito suspeito! E agora quer ter a cara de pau de punir policiais que fazem greve por motim e insubordinação. Se a justiça do Rio estivesse nas mãos de Cabral/Paulo Melo/Picciani ele(o secretário) é que perderia seu mandato. Um absurdo!



O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, assinou nesta segunda-feira, 27, as autorizações para os processos de expulsão no Conselho de Justificação da Polícia Militar contra três oficiais da corporação. Eles são acusados de participação no movimento grevista no início do mês. Ao todo, seis oficiais podem ser expulsos por incitar a paralisação.

Os policiais indiciados hoje são o tenente coronel Sérgio de Alvarenga Rodrigues e os tenentes Fernando Alves de Lima Inácio Silva e Diego Luciano de Almeida. Eles deverão apresentar suas justificativas ao conselho, que decidirá pela expulsão ou permanência na corporação.

Em seguida, a PM remete a decisão ao Tribunal de Justiça do Rio. Em março, o Governo do Estado diminuiu por decreto o prazo de julgamento nas corporações para bombeiros e policiais. O limite para conclusão dos trabalhos caiu de 30 para 15 dias. O processo de expulsão para oficiais costumava ser lento e demorava anos, segundo especialistas.

O movimento grevista de bombeiros, policiais militares e civis foi iniciado no dia 10 de março. A paralisação teve baixa adesão e foi desmobilizada três dias depois. O Governo do Rio agiu rápido para reprimir o protesto. Na manhã do primeiro dia de greve, a Justiça decretou a prisão de 16 lideranças. Todos foram enviados para o presídio de segurança máxima de Bangu 1.

Dois coronéis e um major já respondiam ao Conselho de Justificação. Os oficiais preparam as suas defesas. Ex-corregedor da PM e blogueiro, o coronel reformado Paulo Ricardo Paúl afirmou que sua expulsão é "tecnicamente impossível". "Eu era contra a greve e sequer participei do movimento. Minha prisão foi política por causa do meu blog", disse Paúl.

Os outros oficiais ameaçados de expulsão são o coronel e líder do movimento pela PEC 300, Adalberto de Souza Rabello, e o major Hélio da Silva de Oliveira, que fazia parte do comando de greve. Ambos são da reserva da PM.
Estadão

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cientista nível épico: 1ª imagem de emissão de energia em molécula

Pesquisa na Suíça tenta aperfeiçoar técnica que permitiria construir 'nanoaparelhos'.
Pesquisadores conseguiram captar pela primeira vez imagens da distribuição de carga em uma única molécula, com detalhes de uma complexa 'dança' de elétrons em pequenas escalas.
Cargas em átomos únicos já foram medidas em outras ocasiões, mas a captura de imagens do fenômeno em uma molécula complexa é algo mais difícil.
A técnica pioneira pode permitir que se observe diversos processos de transferência de carga que são comuns na natureza.
A pesquisa do grupo IBM Research, de Zurique, na Suíça, foi publicada nesta semana na revista científica Nature Nanotechnology.
A mesma equipe foi responsável por medir pela primeira vez a carga de átomos únicos, e também por fazer a primeira imagem de uma molécula única. A nova pesquisa é uma extensão dos dois trabalhos anteriores.
No entanto, uma técnica diferente foi usada, chamada de microscopia por sonda Kelvin - uma variação de uma técnica de microscopia que permitiu que se fizesse a primeira imagem molecular, em 2009.
Os cientistas usam uma barra com apenas bilionésimos de metros de largura, cuja ponta é formada por apenas uma molécula. A barra, chamada de cantiléver, é carregada com uma pequena voltagem e aproximada de uma molécula maior, em formato de xis.
Quando ocorre a aproximação, a cantiléver começa a se mexer, revelando onde os elétrons estão na molécula.
Na molécula usada - de naphthalocyanine, em inglês - os átomos de hidrogênio trocam de posição, e os elétrons migram de um braço do 'xis' para o outro.
Com a técnica, os cientistas conseguiram observar a troca na distribuição de carga.
Ao combinar o método com outras técnicas mais tradicionais, os cientistas acreditam que poderão fazer novas descobertas no mundo da nanotecnologia.
'Será possível investigar no nível molecular único como a carga se redistribui quando elos químicos individuais são formados entre átomos e moléculas em superfícies', afirma um dos autores do estudo, o cientista Fabian Mohn.
'Isso é essencial para construir aparelhos de escala atômica ou molecular.'
G1

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cabo Frio só paga mico na mídia! Agora mais um...

Piloto foi filmado perto de crianças na Praia das Conchas
Homem é flagrado em jet ski próximo a banhistas em Cabo Frio

Um homem foi flagrado passeando de jet ski entre banhistas na Praia das Conchas, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O jet ski não estava em alta velocidade, mas é possível ver o piloto bem próximo a um homem que nadava no local.
Logo depois, ele parou em frente a dois homens que estavam com crianças no colo. A produção do Bom Dia Rio tentou entrar em contato com a Capitania dos Portos para saber como é feita a fiscalização, mas não obteve retorno.
G1

Mais um atentado com arma de fogo em escola nos EUA

Tiroteio fecha escola no estado americano de Ohio
Um tiroteio ocorreu nesta segunda (27) no colégio Chardon, no leste de Cleveland - em Ohio, nos Estados Unidos, informaram autoridades.
Segundo a polícia, pelo menos quatro pessoas estão feridas, e helicópteros de resgate estão no local. Um suspeito de ter aberto fogo no local foi detido.
Os feridos por arma de fogo seriam quatro estudantes secundários, segundo o jornal "Cleveland Plain Dealer".
G1