quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Professores de São Paulo marcam greve para 14 de março


O Sindicato dos Professores da Rede Estadual de São Paulo (Apeoesp) organiza a categoria para uma greve geral no dia 14 de março. 
O motivo da paralisação, segundo o sindicato, é o descumprimento da Lei do Piso Nacional, que prevê um terço do tempo de aula livre para o professor se preparar para suas atividades. A Secretaria de Educação do Estado negou nesta quarta-feira (15) o descumprimento da lei e irritou os movimentos sociais que participaram de audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa.

"A Secretaria de Educação deveria implementar a lei imediatamente porque é constitucional, mas buscou-se um caminho protelatório e a questão está sendo empurrada com a barriga", reclamou a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel. Segundo ela, a justificativa do governo é a falta de professores na rede estadual e de verba para contratação de novos profissionais.

O assessor de comunicação da pasta, Maurício Tuffani, que representou o governo na audiência, disse que o tempo de preparação previsto pela Constituição já é cumprido. Ele discordou das reclamações dos professores. "A lei é muito clara. A Apeoesp discorda por utilizarmos um somatório de intervalos que não existem mais, e que eles mesmos consideravam horário extra-classe."

Tuffani afirmou que não compete mais à Secretaria qualquer discussão sobre o tema. "Está no âmbito da Fazenda pública, não nas nossas mãos", disse. Ele falou que não irá comentar a greve enquanto ela não estiver ocorrendo. Mesmo assim, Maria Izabel afirmou que a paralisação será muito forte. "Pelo clima, ninguém está a fim de ficar esperando."

Bate-boca
O plenário lotado para a audiência pública assistiu a um pequeno bate-boca entre os deputados Mauro Bragato (PSDB) e João Paulo Rillo (PT). O petista chegou a comparar o descaso do governo com os tempos de ditadura. "Infelizmente o goveno adotou uma posição muito intransigente, de desrespeito ao estado democrático de direito, que desacata a lei."

Bragato reclamou da postura de Rillo e acusou o parlamentar de estar utilizando o tema politicamente. "Está havendo um exagero por parte do deputado (Rillo). Nós vamos participar de qualquer negociação como sempre participamos. Nós temos aqui um problema que terá de ser resolvido com educação", respondeu.

Tanto a base governista como os movimentos sociais e deputados de oposição enxergaram como improvável um consenso até 14 de março, data marcada para início da greve.
Rede Brasil

O fim do cartola Ricardo Teixeira

Os amantes do futebol já preparam as festanças. Há fortes indícios de que Ricardo Teixeira, o cartola que manda e desmanda na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há mais de duas décadas, deixará o cargo nas próximas horas. 
A coluna de hoje (16) da jornalista Mônica Bergamo, na Folha, já dá como certa a sua renúncia:
“Ricardo Teixeira teria escolhido a dedo a data para anunciar sua intenção de deixar a CBF: bem pertinho do Carnaval, para que a folia encobrisse o impacto de sua saída da entidade. O desprezo de Dilma Rousseff por Teixeira foi decisivo para esvaziar seu poder, dizem amigos próximos dele. Há alguns dias, em viagem a Brasília, o cartola ‘nem sequer pediu audiência’ a ela, segundo interlocutor. Por um motivo: sabia que bateria com a cara na porta”.

Manobra para escapar da cadeia
Além do seu isolamento político e de ser odiado pelas torcidas, que intensificaram a campanha do “Fora Teixeira” nos estádios, o ex-todo-poderoso chefão da CBF teme ser preso. Nos últimos dias, surgiu uma nova acusação de pagamento de propina ao cartola. A Polícia Civil de Brasília encontrou cheque em seu nome emitido por Vanessa Precht, uma das sócias da empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção brasileira, em 2008. 

Este não é o primeiro – nem será o último – escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, que ergueu uma fortuna como cartola. Mas ele sempre conseguiu se safar das denúncias, inclusive das apresentadas em duas Comissões Parlamentares de Inquérito - as CPIs do Futebol e da CBF/Nike. Agora, porém, parece que a mansão caiu. A sua renúncia seria uma hábil manobra para evitar que a Justiça da Suíça quebre o seu sigilo bancário, em outro caso de recebimento de propina de dirigentes da FIFA na década de 1990.
Blog do Miro

Crise na Grécia vem de gregos preguiçosos?

Os gregos, retratados como "escuros" e indolentes, pela direita austríaca

É frequente vermos na imprensa os comentários de que é crise grega é resultado da “gastança” feita pelos gregos, que teriam se acostumado a exigir muito e trabalhar pouco.

Um partido austríaco de direita chegou a espalhar out-doors racistas retratando os gregos como entregues ao descanso perdulário, que a gente reproduz no post.

Hoje,  artigo publicado pelo jornal romeno Criticatac mostra que, apesar de o preconceito contra os gregos estar se espalhando pela Europa, mostra, com números, que o motivo da crise pode ser tudo, menos isso.

Os gregos, segundo os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OECD, trabalham em média 2090 horas por ano, 48,6% mais que as 1.419 horas anualmente trabalhadas pelos alemães e  35,7% mais que as 1554 horas anuais do trabalhador francês médio.

É irônico que, na longa lista de países que compõe a estatística da OECD, os gregos só percam – e de pouco – para a maior jornada média anual apurada: a dos sul-coreanos,  com 2.193 horas, 4% a mais ou, dividindo-se por uma média de 230 dias úteis por ano, 22 minutos diários de trabalho em relação aos gregos.

Não é exato fazer comparações com o Brasil, para não mudar os critérios de apuração, sobretudo porque é difícil equacionar a questão do emprego rural e do informal neste cálculo, mas andamos por volta de 2.000 horas  anuais, embora este número venha se reduzindo em razão da formalização do emprego. Ainda assim, segundo dados do Censo de 2010, 28% dos brasileiros trabalhavam mais de nove horas por dia.

De qualquer forma, há algo positivo nesta história deprimente.

É o fato de vermos como o “mito da indolência”, tantas vezes usados contra nós, brasileiros, encobre desde os interesses de dominação, passando pelo racismo e , sobretudo, pelo encobrimento de sistemas econômicos injustos e empobrecedores, generosos com o capital e mesquinhos com o trabalho.

Ou, como brincava um amigo, nos anos 80, dando um sentido amargamente irônico ao conceito marxista de “mais -valia”: “meu irmão, a mais-valia aqui é diferente: é que para ganhar esse salário-mínimo, mais valia ficar à toa”
Tijolaço

Investimento alto nos professores garante bom ensino. Só os governos no Brasil não sabem disso!

Investir mais em educação não garante resultados melhores

Os países que mais investem em educação por aluno entre os 6 e os 15 anos não são necessariamente os que tem alunos com melhor rendimento, segundo uma análise do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado nesta quinta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

"O dinheiro sozinho não pode comprar um bom sistema educacional", concluiu a OCDE em seu relatório "Pisa in Focus", que indica que os países que obtiveram melhores resultados nessas provas em 2009 são os que acreditam que "todas as crianças podem ter êxito na escola". Segundo a organização com sede em Paris, uma das chaves do sucesso dos sistemas educacionais é considerar que todos os estudantes podem ter êxito e não deixar que os alunos com problemas repitam de ano ou sejam transferidos a outras escolas, ou que sejam agrupados em diferentes turmas em função de suas habilidades. 

"Superado o nível de aproximadamente US$ 35 mil" de investimento por estudantes entre os 6 e os 15 anos em unidades monetárias harmonizadas, a despesa "não está relacionada com o resultado", indicou a OCDE. A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Luxemburgo, Noruega, Suíça e Estados Unidos, e que obtêm resultados similares a nações que destinam a metade por estudante, como Estônia (US$ 43.037), Hungria (US$ 44.342) e Polônia (US$ 39.964). 

Assim, os dois países que obtiveram os melhores resultados nas últimas provas do Pisa (Finlândia, com US$ 71.385; e Coreia do Sul, com US$ 61.104) estão bastante distantes dos que mais investiram (como Luxemburgo, com US$ 155.624 acumulados por aluno; e Suíça, com US$ 104.352). O Chile investe por aluno US$ 23.597, mais que o México (US$ 21.175), ambos acima de países "associados" à OCDE como o Brasil (US$ 18.261) e a Colômbia (US$ 19.067). Todos eles superam a Turquia, que com US$ 12.708 de investimento por aluno é a lanterna da lista de 33 Estados-membros da OCDE. 

Outro dos fatores cruciais detectados pela OCDE é que os países com os melhores resultados nas provas trianuais sobre compreensão de texto, Matemática e Ciências Naturais são aqueles que mais investem em seus professores. Os docentes do ensino médio da Coreia do Sul e de Hong Kong, ambos com excelentes resultados nas provas Pisa, ganham "mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio em seus respectivos países". "Em geral, os países que alcançam bons resultados no Pisa atraem os melhores estudantes à profissão de professores e lhes oferecem salários mais altos e um grande status profissional", indicou a OCDE. No entanto, essa organização precisou que essa relação entre professores e resultados não acontece entre os países menos ricos.
iG

Alunos pedem mais limites nas escolas!

Estudantes de escolas estaduais do Rio querem mais limites, cobrança e disciplina dentro e fora das salas de aula. 
Ao contrário do que possa parecer, a nova geração rejeita o excesso de liberdade. Para alunos da rede, a escola deveria controlar a frequência, fiscalizar a entrada de estranhos, exigir uniforme, proibir celular na aula e até restringir namoro lá dentro. Eles também defendem maior rigor na punição de condutas inadequadas de colegas em sala e a adoção de medidas para evitar a venda e o consumo de drogas no interior e no entorno das unidades.

As revelações constam em uma pesquisa encomendada pela Secretaria Estadual de Educação ao Instituto Mapear em dezembro do ano passado. O estudo sobre ‘Percepções e Expectativas’ ouviu 4 mil estudantes e 1.200 pais e responsáveis. Para a estudante Isabelly de Araújo Lima, 15 anos, do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, o respeito deve ser recíproco entre alunos e professores. “ Tem que saber separar o ambiente escolar da vida pessoal. Escola é para estudar”, diz ela, que também aprova o uso do uniforme, mas gostaria de poder usar bermuda no verão.

“A escola é o começo da preparação da vida profissional do aluno. As grandes empresas vão exigir disciplina, horários e regras de convivência”, diz Eliane Meneguite, coordenadora pedagógica do C.E.David Capistrano, em Niterói, onde estuda Matheus Camelo Araújo, 16 anos, aluno do 2º ano. Como ele, 66% dos estudantes pretendem fazer faculdade. “Vou prestar Vestibular para cursos na área de Matemática, como Engenharia”, planeja. Outros 55% querem, após o Ensino Médio, trabalhar, e 46% farão cursos profissionalizantes.

Jovens mais conectados
Jovens estão cada vez mais conectados ao universo digital. A pesquisa revelou que praticamente todos os estudantes do Ensino Médio (93%) têm telefone celular e (92%) acesso à Internet, assim como Anderson Bezerra da Silva, e Patrick Alves, ambos com 18 anos e alunos do 3º ano do Colégio Estadual André Maurois, no Leblon.

Os dois usam a Internet para fazer pesquisas escolares e conversar com os amigos. Anderson concorda que o celular fique desligado durante a aula, como defendem 82% dos pais. “A escola proíbe o uso. Acho certo. Se tocar no meio da aula e alguém atender, tira a atenção do professor que terá que explicar novamente”, diz. Embora a Secretaria Estadual de Educação disponibilize o boletim escolar na Internet, apenas 30% dos pais acompanham as notas online. Outros 41% não navegam na Internet.
O Dia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

“Prêmio Cara de Pau” para Wilson Risolia, secretário de Educação de Cabral



O economista Wilson Risolia que comanda a secretaria de Educação, do governo Cabral, se tivesse um pingo de vergonha não teria escrito o artigo publicado hoje no jornal O Dia, onde faz um balanço sobre sua gestão de um ano e quatro meses desastrosos. Ele comemora vitórias que diz ter alcançado que só podem ser um deboche. 

Segundo Risolia, “a secretaria de Educação zerou passivos de décadas com a categoria (professores e profissionais da educação)”. Só pode estar debochando do pessoal da educação. 

Mas igualmente acintoso é Risolia dizer que no artigo que leva o sugestivo título “Educação planejada”, que foi uma opção de Cabral priorizar a instalação de aparelhos de ar condicionado nas escolas. E comemora, o Rio atingiu 84,56% de climatização nas escolas estaduais. É o primeiro no ranking da climatização. Pena que ele não lembra que naquilo que interessa, que é a qualidade de ensino, o nosso estado vai de mal a pior. Além de ser o penúltimo no ranking nacional da educação, só à frente do Piauí, no ano passado os exames mostraram que em português e matemática a situação conseguiu piorar em relação a 2010. Como diria a Valéria, do Zorra Total: ”Tá de deboche, Risolia?” 

O secretário Risolia já pode desfilar no carnaval com uma fantasia de “cara de pau”. Aliás, como o carnaval está chegando nos próximos dias vou colocar aqui uma enquete para vocês darem suas sugestões, sobre as fantasias que Cabral e Paes deveriam usar neste carnaval. 
Garotinho

Policiais e bombeiros encerram greve no Rio

Policiais militares, civis e bombeiros do Rio de Janeiro encerraram a greve na noite desta segunda-feira. A decisão foi tomada após uma assembleia que durou cerca de duas horas na sede de um sindicato no Centro da capital fluminense.

Ana Paula Matias, mulher do sargento Matias, que está preso na penitenciária de Bangu 1, leu um comunicado anunciando o fim da greve e afirmando que a luta agora é pela soltura dos homens que estão presos no presídio de Bangu 1.

"Nossa luta pela dignidade dos homens que arriscam sua vida pela população e que recebem o pior salário do Brasil continua. A luta não é mais por dignidade salarial, mas por dignidade humana", afirmou ela. "Manter esses homens presos em Bangu 1 é contra a Constituição. O Rio de Janeiro vive um regime de exceção." O comunicado afirma ainda que não existe greve, porque o grupo paralisado "nunca deixou de atender à população".
JB

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atriz global paga mico defendendo governo de Minas


A atriz global Débora Falabella, que já protagonizou belos filmes, como "Lisbela e o Prisioneiro" (2003) e "Primo Basílio" (2007), acaba de entrar numa fria. Ela estrelou o comercial de tevê do governo Antonio Anastasia (PSDB) sobre a educação em Minas Gerais. A peça publicitária é uma farsa grotesca. 
Apresenta o ensino mineiro como se fosse um paraíso para professores, pais e estudantes.
O filme promocional, pago com dinheiro público e exibido em horário nobre na televisão, gerou revolta entre os docentes, que no ano passado foram vítimas da truculência e descaso do governo tucano durante uma prolongada greve. Nas redes sociais, a atriz da TV Globo sofreu uma bateria de críticas através da campanha “Cala a boca, Débora”. Alguns, mais afoitos, chamaram a artista de "mercenária" e "vendida".

Desgaste entre milhares de fãs 
Mesmo professores que admiram o trabalho da artista nascida em Minas ironizaram o seu desconhecimento sobre a realidade do ensino no estado. Numa mensagem civilizada pela internet, uma professora publicou o seu contracheque e escreveu:

*****

Querida Débora Falabella, às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não queimar seu filme com milhares de fãs. Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você vai representar. Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governante ditador e arbitrário que atualmente governa Minas Gerais.

Segue abaixo o meu contracheque de setembro para demonstrar um pouco do que estou falando (este foi apenas um mês, se quiser posso te mandar os outros). 

O mesmo que aconteceu comigo, aconteceu com centenas de milhares de outros professores, pais de família que não tiveram como colocar comida na mesa porque o governador acreditou que podia cortar cada centavo do nosso salário e o fez. Então, querida, não me venha falar de coisas que não sabe, demonstrando um conhecimento de causa que, na verdade, dinheiro nenhum jamais te dará.

*****

Já o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais divulgou uma “carta à atriz Débora Falabella”, onde demonstra, com dados e fatos, que ela realmente "queimou seu filme". 

*****

Prezada Débora Falabella,

Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs.

Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar.

Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:
– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;

– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;

– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:

nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;

– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;

– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.

Veja:

– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;

– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;

– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015.

Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais.
Blog do Miro


Comentário: Todo governo tem o(a) garoto(a)-propaganda que merece, em Minas é a delicada, alienada e cabeça oca da Débora Falabella. Aqui em Cabo Frio é o André Marques ("volta pro armário"), encrenqueiropublicitárias, pagas com o nosso dinheiro. Que se dane a veracidade das informações prestadas ou se os serviços anunciados correspondem a realidade, o que vale aqui é o dinheiro no bolso, dos artistas contratados!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

E o povo do Rio só vai ter que esperar até 2014 por alguma mudança...

A maldição de Cabral


Bem, ficamos combinados assim. Policiais e bombeiros têm que esperar até a Copa de 2014 para terem um salário minimamente digno. Os trens, o metrô e as barcas, a população terá que ter mais paciência, só em 2016 é que se promete um serviço decente. Na educação a meta também é de que em 2014, o Rio esteja bem no ranking nacional. Aliás, também se promete que em 2016, o Estado do Rio estará preparado para as chuvas e as casas para os desabrigados ficarão prontas. Na saúde, aí nem se fala em data para o atendimento melhorar. Quem sabe em 2022, quando se completam 200 anos da Independência. 

Na prática a intenção é despejar milhões em propaganda nos próximos anos, para manter a mídia amordaçada, as negociatas poderem ser feitas livremente, e o assalto aos cofres públicos continuar, com o silêncio conveniente das instituições que deveriam defender a população. 

Muita gente está se dando bem com essa situação ultrajante, e outros por interesse ou covardia fingem que nada vêem. Enquanto isso Cabral e sua turma destroem o Rio de Janeiro. Depois, em 2014 ou 2016, não adianta figuras ilustres da sociedade, clamarem por justiça ou se indignarem, quando descobrirem que foram logradas e que o paraíso prometido para o Rio se transformou num inferno na vida de todos nós. Essa maldição de Cabral é muito pior do que a do calendário inca que prevê o fim do mundo para 2012, que nessa não dá para acreditar. 
Garotinho

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão


O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de sua representatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Embora considere completamente inadequada a decisão de transferir o cabo Benevenuto Daciolo do Quartel General do Corpo de Bombeiros, onde estava detido, para o presídio Bangu 1, na Zona Oeste, o também deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), ligado aos militares, diz ver com bons olhos a postura do governo na condução do caso.

“Falo isso com a maior tranqüilidade, porque não faço parte da base aliada. O substitutivo aprovado nesta quinta-feira representa grandes avanços para a categoria. É claro que não é o ideal, mas, dentro das atuais circunstâncias, é o que é possível fazer. Em uma negociação, ambas as partes tem que ceder. São cidadãos honestos, mas estão agindo com a emoção. Não é oportuno. A população não quer a greve. É preciso ser um pouco mais racional neste momento", pondera.

Quanto ao possível desgaste da imagem de Sérgio Cabral, ele minimiza: 
"Não é um problema exclusivo desta administração. É algo que se acumulou ao longo de décadas e acabou por explodir agora. Não creio em prejuízos".

Especialistas dizem que Cabral pode se sair vitorioso
O professor e cientista político Adriano de Freixo, do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), acredita que o episódio pode até ser capitalizado de forma positiva pelo governador Sérgio Cabral. Segundo ele, a onda de homicídios que eclodiu na Bahia após a paralisação dos agentes criou uma imagem negativa do movimento perante a opinião pública, ao contrário do que ocorreu ano passado, quando a mobilização dos Bombeiros ganhou forte apoio popular. Deste modo, em meio ao medo do aumento da violência, uma reação firme poderia ser vista como uma prova da força do Estado.

“O que pude sentir é que há uma sensação geral de medo. Até mesmo alunos que geralmente têm certa simpatia em relação a esse tipo de causa mostram-se reticentes. Noto uma tendência de posicionamento contrário ao dos policiais. Há uma estratégia de segurança bem definida, envolvendo a Força Nacional e o Exército, para o caso de uma greve de grandes proporções. A presença ostensiva das Forças Armadas, que têm uma reputação bastante positiva perante a população, poderia até aumentar a sensação de proteção nas ruas. Que fique claro: greve de PM não é greve, é motim. Uma postura firme seria muito bem vista pela população”.

A opinião é compartilhada pelo também professor e cientista político José Paulo Martins Junior, do Deportamento de Estudos Políticos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). "Tudo vai depender do desenrolar da situação, mas acredito que, com um pouco de negociação, ele conseguirá reenquadrar a polícia. E caso o que ocorreu na Bahia não se repita no Rio, ele pode até ganhar alguns pontos com a população", conclui.
JB

A ditadura escancarada de Cabral


É inconcebível a sucessão de ilegalidades, de medidas arbitrárias e a fúria repressiva do ditador Pinochet Cabral, que afronta a Constituição e o Estado Democrático de Direito com a conivência da maior parte da mídia. 

O ditador Pinochet Cabral instituiu o rito sumário para a expulsão dos militares conseguindo ir mais longe do que a ditadura militar. A máquina de repressão está prendendo centenas de policiais e bombeiros, muitos já foram levados para o presídio de Bangu 1, onde convivem com perigosos chefes do tráfico e estão incomunicáveis. Apesar de serem prisões administrativas todos estão sendo tratados como bandidos e inclusive obrigados a usar o uniforme de presidiários como se fossem criminosos condenados

A mídia como não tem provas para me acusar de nada, insinua, manipula, omite, para que a população acredite que eu incitei o movimento. É mais um massacre, o que eu já estou acostumado. 

A verdade é que a ditadura de Pinochet Cabral transformou o Rio numa terra sem lei, onde o que vale são os desvarios do governador que manda prender, mesmo antes de ter o mandado, como no caso do cabo Daciolo. O movimento dos policiais e bombeiros é pacífico e justo. Amanhã, às 10h, mais uma vez haverá uma manifestação em frente ao Copacabana Palace. Os policiais e bombeiros estão de parabéns, porque apesar de toda a revolta mantêm a serenidade e não apelam para atos de vandalismo como aconteceu na Bahia. 
Garotinho

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A greve de fome que a TV não mostra

Se o cineasta Pedro Rios Leão – hoje ativista –, em greve de fome de fronte à maior central de jornalismo da maior emissora de TV do Brasil, fosse cubano, chinês ou monge tibetano estaria na capa dos jornais de maior circulação do país. 

Quem sabe se não fosse um brasileiro, em greve de fome por injustiça social e violação de direitos humanos, ele seria chamado de mártir pela “grande mídia”. Seria matéria de destaque nos principais telejornais e provocaria lágrimas de solidariedade nos leitores de teleprompter. Talvez seu ato virasse até poesia na boca de apresentador de reality show e tema de documentários jornalísticos.

Mas não: em se tratando da transparência na mídia brasileira, é muito circo. Falam em futebol direto, no jornal local, depois no noticiário esportivo e ainda mais na edição nacional. Entre uma partida e outra é samba, carnaval, festa e denúncias vazias, para cativo ver. O cidadão incauto e que não busca informação por conta própria fica lá, cativo, no sofá, olhando sombras na parede e achando que aquilo é o mundo real.

Para contrabalançar a amostragem de polêmicas em outros países – eles adoram mostrar como a grama do vizinho é mais verde e ficar fuxicando sobre a vida dele – nos empurram notícias internacionais que pouco ou nada nos interessam. Por exemplo, você se interessa por Mitt Romney? Enquanto isso, o abuso de poder, de autoridade e a corrupção crescem a galope em nosso país, tanto dentro das esferas do poder público – formado por funcionários pagos com o dinheiro do povo – quanto nas grandes corporações – que dependem da economia popular para prosperar.

O ópio midiático
A inversão de valores está fora de controle. Ou nós, do povo, fazemos alguma coisa e nos fazemos ser ouvidos, ou não haverá um futuro para o futuro da raça humana. A gente pode até não viver mais que 80 anos, vai embora, morre, mas nossos filhos, netos, bisnetos vão precisar de um planeta habitável para viver.

Pedro Rios está em greve de fome por ficar indignado com o que foi feito em Pinheirinho que, realmente, para ele e muitos mais brasileiros e brasileiras indignados, foi a gota d’água. É como disse o próprio, a uma mulher que o inquiriu sobre o efeito que ele esperava, dizendo que o sacrifício que ele está fazendo é inócuo no macro-social: “Você sabe uma represa, uma barragem ou um dique? Começa a pingar uma gota, vira um fio d’água, aparecem as rachaduras e sem ninguém esperar se rompe e ninguém segura a inundação.”

O ativista escolheu este local para sua manifestação não declarando guerra a uma emissora específica, e sim, em nome da transparência em toda produção jornalística de todas elas. Pedro escolheu a central de jornalismo da maior emissora do país porque foi uma afiliada desta mesma emissora que deixou de mostrar fatos, através reportagens pífias, seja por interesse obscuro – como pensa Pedro – ou mesmo, quem sabe, por falta de interesse ou incompetência.

Pedro Rios escolheu fazer seu protesto, pacífico, de fronte à emissora que representa a mídia de massa brasileira. O que esta gigante faz geralmente cai na graça dos telespectadores e acaba sempre sendo imitado, copiado pelas outras. A audiência é mantida cativa porque acredita que aquelas sombras, projetadas na parede de sua caverna, é espelhamento do mundo real. Parte dos cativos chega ao ponto, absurdo, de confundir personagens de ficção com a realidade. Dopados pelo ópio midiático, perseguem personagens de novela nas ruas confundindo-os com os seres fictícios da teledramaturgia.

Confusão de interesses
Outro fator que faz notícias vindas do estrangeiro serem mais isentas, com matérias mais bem contextualizadas e esclarecedoras, creio ser o fato de que a equipe do jornalismo internacional, das principais emissoras de TV aberta do país, é muito superior à nacional. O problema começa nas regiões mais longínquas, nas cidades pequenas, nas afiliadas que retransmitem o sinal das grandes. Estas retransmissoras também são geradoras de conteúdo que, em sua quase totalidade, se trata de conteúdo jornalístico e já começam errando quando faturam bem e pagam péssimos salários aos seus profissionais. Ou você acha que um jornalista de São José dos Campos ganha o mesmo que um do Rio de Janeiro ou de São Paulo? Não bastasse a questão logística e de recursos humanos, as afiliadas das grandes produtoras de conteúdo e geradoras de sinal estão muitas vezes sob o comando de grupos com interesses políticos, quando não nas mãos dos próprios políticos.

Enquanto isso, os responsáveis pelo jornalismo internacional têm profissionais do mais alto gabarito, bem preparados e remunerados, sob um comando muito mais isento e autônomo, apresentando assim, ao grande público, um conteúdo jornalístico de qualidade infinitamente superior. Em termos comerciais, o jornalismo bem feito se vende por si só, não há a necessidade do constante e replicante apelo emocional que acaba infantilizando o telespectador em busca de maior produtividade e retorno financeiro. O jornalismo local parece subestimar o perfil do telespectador mais antenado, conectado.

Enquanto os telejornais locais competem entre si, o jornalismo internacional não encontra concorrência. Todas as emissoras mantém uma mesma linha de atuação no exterior, pois estando em solo estrangeiro encontram a competitividade de gigantes como CNN, BBC, AFP, Telesur, Al Jazira... Há um desequilíbrio. Percebe-se, sem muito esforço, que o telejornalismo nacional, produzido e divulgado em nosso país, ainda faz muita confusão de interesses. Mostra o que eles (editores) acham que é de interesse do público, pensando demasiadamente na parte comercial e de relações com o poder público, pecando e deixando em segundo plano o que é de interesse público.

Interesse do público e interesse público
O conteúdo produzido com base no que se pensa ser de interesse do público é aquele conteúdo empurrado aos telespectadores, usando como referência o que os editores acham que o público gostaria de ver, como, por exemplo, esportes violentos, crimes banais, sexo, crenças tolas e modismos. Este tipo de jornalismo, se é que se pode chamar isso de jornalismo, parece ter como escopo apenas audiência e lucro, naquela velha, perversa e insustentável crença de que existe acumulação eterna. Já o conteúdo produzido com foco no interesse público é aquele que mostra a verdade nua e crua, doa a quem doer. O conteúdo de interesse público, por vezes, pode até abranger fatos que – ao contrário do que ainda teimam em ensinar nos cursos superiores de comunicação, baseados em modelos de gestão ultrapassados – o público supostamente não teria interesse em saber e que poderiam prejudicar a veiculação comercial que faz a TV aberta ser um negócio rentável.

Não sou daqueles radicais que acha que por ser a TV aberta uma concessão pública, eles não têm direito a lucrar com o negócio. Sim, eles têm o direito de lucrar, mas para tudo há limite. Não vejo vantagem alguma em se deixar a audiência na obscuridade do ignorantismo. Parece-me crueldade a exploração comercial dos sentimentos do telespectador. Se venda é emoção e se usam a emoção para vender, isto deveria ser considerado crime de estelionato sentimental.

Vão dizer: “E o cara que está lá em greve de fome, não está apelando para os sentimentos da população?” Sim, realmente está, mas ele não está vendendo nada, não espera retorno financeiro com seu ato, e sim, espera que seja feita justiça. E se disserem: “Ah, mas o cara é louco de fazer isso!” Pode até ser, mas aí um louco está lá fazendo o que os que se dizem sãos não fazem, e por todos nós. Aí é minha vez de perguntar: por que uma pessoa que está em greve de fome há três dias, protestando e fazendo graves denúncias à violação de direitos humanos na desocupação de Pinheirinho, é solenemente ignorada pela “grande mídia”?

Será que o jornalismo brasileiro está virando uma boutique, será que morreu? Alguém viu ou ouviu falar? Cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura militar, cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura Vargas? Não seria hora de remodelar este jornalismo nascido na queda da Bastilha e adaptá-lo à Era da Informação e do Conhecimento? Jornalismo é notícia pura, é a vida em movimento, é tudo que faltou na cobertura de Pinheirinho e falta na cobertura da greve de fome de Pedro Rios Leão, mas não falta nas coberturas internacionais. Em minha ótica, não há jornalismo de verdade que sobreviva quando se perde a noção de equilíbrio, entre o que é interesse do público e o que é de interesse público.

Ronald Sanson Stresser Junior  Observatório da Imprensa

Liberdade para o cabo Daciolo e para o coronel Paúl

Mais uma arbitrariedade foi praticada ontem pela ditadura de Pinochet Cabral. 
O coronel Paúl foi preso por ordem do comandante da PM depois da assembléia da Cinelândia. Seu único crime foi o de defender a greve no seu blog. Quem se opõe ao regime de Pinochet Cabral é perseguido como nos piores tempos da ditadura militar. Ainda não tenho mais informações, mais tarde passarei para vocês. O cabo Daciolo continua incomunicável no presídio de segurança máxima de Bangu 1. Ontem Cabral queria que se arrumasse algum pretexto para transferir Daciolo para um presídio federal longe do Rio e da família. 

Sobre a Greve dos Bombeiros e Policiais

É impressionante o descaso e a vilania com que o governo do estado do Rio, na figura de seu governador, secretários e deputados estaduais (da BASE do governo), trata o funcionalismo público e nesse caso as forças de segurança pública no estado.  O governador Sérgio Cabral, aquele mesmo que se dizia defensor dos idosos e aposentados, do alto de sua arrogância e empáfia vem se negando rotineiramente a conversar com os diversos setores e seus representantes. Sempre alegando para a mídia domesticada (O Pig) que não recebe representantes de  "uma meia dúzia de baderneiros", mas na verdade o governador não recebe e não responde a ninguém, nunca. Em nenhum momento aparece para negociar ou sequer ouvir os apelos do funcionalismo público do estado.
A crise (ou as crises) que vem se abatendo sobre o o governo do estado do Rio acontece por falta de atenção e diálogo.  Inacreditável mesmo é ver que um governo que teve meses e até mesmo anos para articular um plano de ação junto aos policiais e bombeiros que impediria a greve e os problemas causados por ela, mas não o fez por pura má vontade, consiga negociar um plano B em 48h junto ao governo federal para o uso das  forças armadas no estado.
Ficamos reféns da falta de consideração do governador e seus subordinados - que "acreditam que os policiais e bombeiros não farão greve" - para tentar uma negociação com policiais e bombeiros, que são os que tem a pior remuneração do país!!! Isso no 2º estado mais rico do Brasil, onde o governador sempre aparece dizendo como nosso estado é rico e tem recebido cada vez mais investimentos! É um paradoxo, uma ambiguidade, como só ele não consegue perceber isso??? Age com toda a sua petulância de playboy da zona sul, que passa mais tempo em Paris do que no Rio, deixando de lado os que mais trabalham.
A imprensa vendida (e muito bem paga, diferente dos policiais, bombeiros, professores, médicos etc) faz o seu papel de apoiar os "esforços" do governo e demonizar os lideres e os movimentos reivindicatórios, chega a ser nojento o nível de manipulação e distorção da informação que é transmitida em todos os noticiários, em especial no horário nobre, como "bombeiros são vândalos, policiais são irresponsáveis" e por aí vai a cantilena de descrédito a esses que são os verdadeiros heróis da população, que arriscam suas vidas e abrem mão de passar mais tempo com suas famílias, não por serem muito bem pagos, mas por saberem o importante papel que desempenham junto à sociedade.
Todo apoio à greve dos bombeiros e policiais.
Doc Costa

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Assembleia hoje às 18h na Cinelândia



Todos os Policiais Militares, Bombeiros e Civis devem comparecer hoje na assembléia para decidir sobre a realização da greve dos servidores, e discutir sobre a prisão ilegal do Cabo daciolo determinada por Sérgio Cabral.

Peço a todos que a manifestação seja pacífica e ordeira, e não aceitem provocações isoladas, e de estranhos ao movimento, acima de tudo todos devem se pautar pela legalidade.


Operação Fora Cabral! O Rio não te aguenta mais

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Só 50% dos jovens concluem ensino médio na idade esperada


Meta de aumentar este índice para 90% até 2022 pode não ser cumprida.


Somente um pouco mais da metade (50,2%) dos jovens brasileiros concluem o ensino médio até os 19 anos, idade considerada "esperada" apesar de levar em conta um ano de atraso. O pior índice (36,6%) aparece no Norte e o número mais favorável na Região Sul (60,5%). A meta 4 estabelecida pela ONG Todos pela Educação para o ensino brasileiro é que o governo possa fazer com que até 2022, 90% ou mais dos jovens tenham terminado este nível de ensino.
Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apresentados no relatório 'De olho na metas' pelo Todos pela Educação nesta terça-feira (7), em São Paulo. A ONG lançou cinco metas para elevar a qualidade da educação do Brasil e faz o acompanhamento dos dados periodicamente.

Os dados da conclusão do ensino médio são da Pnad e se referem a 2009, pois em 2010, não houve nova edição da Pnad, e sim do censo demográfico. A publicação completa dos dados do censo demográfico 2010 está prevista para 2012, bem com a dos resultados da Pnad 2011.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais de idade, 37,1% têm 11 ou mais anos de estudo, segundo a Pnad. Esse é o tempo mínimo investido para que o estudante conclua o ensino médio e o fundamental de oito anos.
"A rede do ensino médio é muito desafiada porque é como se ela recebesse todas as dificuldades dos níveis anteriores, como defasagem, evasão, abandono. Além disso é mais difícil segurar o jovem na escola e garantir que ele aprenda com qualidade", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação.
De acordo com o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFMG), há fortes indícios de que o a meta 4 não será cumprida em 2022 se o padrão de melhoria da educação se mantiver o mesmo. Segundo ele, as previsões indicam uma taxa de conclusão (com até um ano de atraso) de 76,8% para o fundamental, e de 65,1% para o médio.

Proficiência
A maioria dos estados brasileiros não atingiu as metas de 2009 sobre o aprendizado ideal em matemática relação à série dos alunos do ensino médio. O Maranhão obteve os piores percentuais de alunos com aprendizado desejável (4,3%). O melhor desempenho em matemática ficou com o Rio Grande do Sul (19,4%).
Em língua portuguesa para o ensino médio, apenas o Piauí não atingiu as metas para 2009. As demais unidades da federação atingiram ou superaram seus objetivos. O menor porcentual de alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa foi registrado no Maranhão (16,1%); o maior, no Rio Grande do Sul (45,1%).
"A piora [nos índices de educação] só aumentam ao longo do tempo. Hoje já é possível constatar uma defasagem de aprendizagem no 3º ano, por isso os números do ensino médio não nos causam surpresa", diz Ruben Klein, consultor da Fundação Cesgranrio.

Fora da escola
O relatório indica também que o Brasil tem ainda 3.853.317 de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. Com dados do censo de 2010, o estudo mostra que este número representa 8,5% da população nesta faixa etária. O maior problema se concentra na idade pré-escolar, de 4 e 5 anos, com 19,9% da população fora do sistema de ensino. E nas idades mais avançadas, de 15 aos 17 anos, esta taxa é de 16,7%.
Entre as regiões, o Sudeste detém os maiores números absolutos de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola, com mais de 1,2 milhão de indivíduos fora dos sistemas de ensino. Já o Centro-Oeste tem o menor total de indivíduos fora da escola com 325,9 mil.
Em termos proporcionais, no entanto, o Norte tem 12,2% da sua população de 4 a 17 anos ausente do sistema de ensino básico. Em seguida estão Sul (9,8%), Centro-Oeste (9,6%), Nordeste (7,8%) e Sudeste (7,3%).
Metas
O Todos Pela Educação elegeu 2022, ano em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil, como data limite para o cumprimento de cinco metas monitoradas a partir da coleta sistemática de dados e da análise de séries históricas dos indicadores educacionais. Elas servem como referência e incentivo para que a sociedade acompanhe e cobre a oferta de educação de qualidade para todos. São elas:
- Meta 1: Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola;
- Meta 2: Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos;
- Meta 3: Todo aluno com conhecimento adequado à sua série;
- Meta 4: Todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos,
- Meta 5: Investimento em educação ampliado e bem gerido.
G1

ALERJ é cercada pela tropa de choque da PM por ordem de Cabral e Paulo Melo


A ditadura de Cabral volta a colocar a máquina de repressão na rua. 
No início da manhã, a ALERJ foi toda cercada com grades e um efetivo do Batalhão de Choque foi colocado, para impedir a aproximação de populares e, principalmente, policiais e bombeiros. É que hoje à tarde será votada a mensagem de Cabral antecipando uma parcela do reajuste que em vez de ir até 2014 vai até o fim de 2013. 

Por decisão do presidente Paulo Melo, o popular Paulo Maria Mole a sessão será fechada, só com a presença de deputados e assessores. Ninguém poderá ocupar as galerias nem acompanhar o que cada deputado vai dizer e como se posicionará. A Casa do Povo fecha as portas para o povo. Lastimável. 

A desculpa de que é para evitar a invasão de policiais e bombeiros, como aconteceu na Bahia não faz o menor sentido. A assembléia que vai decidir a greve geral está marcada para depois de amanhã (quinta), às 18h, na Cinelândia. Os policiais e bombeiros não são burros de criarem tumulto nesta altura quando precisam do apoio da população. É apenas uma intimidação, uma demonstração de força de Cabral, que acha que assim assustará policiais civis, militares e bombeiros. 

Garotinho

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Primeiras notícias sobre a audiência com Risolia

Foi marcada uma nova audiência para sexta-feira para que o secretário possa resolver algumas pendências.

1 - Professores excedentes: A seeduc estudará uma maneira de acomodar os professores excedentes dentro da mesma escola de lotação, já que o "autonomia" é provisório e esse quantitativo excedente inexistirá com o fim do programa. Também foi denunciado casos absurdos de professores que estão cumprindo carga horária em até 8 escolas comprometendo ...assim o trabalho. A secretaria solicitou ao sindicato esses dados concretos para que isso seja evitado. A saída talvez seja a utilização dos professores excedentes em alguns projetos de reforço escolar dentro da própria unidade de lotação.

2 - Reajuste: Há uma margem para ser discutida, mas o secretário só poderá falar de reajuste em março.

3 - 1/3 de planejamento: o entendimento da seeduc é igual ao da sme-rj que aliás é o mesmo discurso de todas as redes públicas de ensino...para eles o que vale é a hora/relógio, portanto segundo esse entendimento o prof doc I 16h já fica mais de 1/3 da carga horária fora de sala de aula. A briga tem que ser na justiça.

4 - Autonomia: Continuará por pelo menos mais 22 meses para acabar com a distorção idade-série

5 - Espanhol e Ensino Religioso; não foi demonstrado nenhuma possibilidade de se rever o 3x1 ou 5x1, mas os excedentes se enquadrarão no item 1. Os casos de horários absurdos devem ser comunicados ao sindicato o mais brevemente para ser apresentado na audiência de sexta-feira.

O Secretário descartou que haja um caos nas escolas com professores sobrando. Existem talvez alguns casos "pontuais" que serão resolvidos...por fim disse meio sarcasticamente que estava contente pois nos anos anteriores o sindicato reclamava que faltavam professores e esse ano estamos reclamando que está sobrando professores.

prof. Omar, por email
pó de giz

2012 ano de luta pela educação!

Sr. Prefeito, Sra. Secretária, não cometam o mesmo erro e nem tenham a mesma arrogância do governador e seu secretário economista. Aceitem conversar e negociar as reivindicações da categoria.