quinta-feira, 19 de julho de 2012

É pouco e é muito

Há recursos para gastar 10% do PIB com educação (4,9% além dos atuais 5,12%), bastaria mudar as prioridades

O Brasil, sexta economia do mundo, tem renda anual de R$ 4,3 trilhões. De acordo com o Banco Central, o valor das dívidas corresponde a 43,3% da renda das famílias no ano. O governo abre mão de aproximadamente R$ 116 bilhões, quase 3% do PIB, sob a forma de incentivos fiscais todo ano. Desse montante no ano passado, R$ 20 bilhões só na indústria automobilística. Somente os Poderes Legislativo e Judiciário necessitam de quase R$ 30 bilhões por ano. Estima-se que os investimentos da Copa, Olimpíadas, Trem-Bala e Belo Monte vão exigir R$ 167 bilhões, ao longo de alguns anos. O gasto com o INSS é da ordem de 7,2% do PIB, e os serviços da dívida pública consomem 5,1% do PIB.

Há recursos para gastar 10% do PIB com educação (4,9% além dos atuais 5,12%), bastaria mudar as prioridades. A questão central é se há prioridade maior para a educação, em comparação com os demais setores. Mas o menosprezo brasileiro com a educação é cultural.


Por alguma razão na formação do espírito nacional, não consideramos educação como indicador de riqueza de uma pessoa, nem do conjunto dos brasileiros. Ser culto não é visto como um indicador de status social. Os educadores e os filósofos são pouco valorizados. Mesmo quem paga a escola privada do filho, em geral, não busca a educação em si, investe no salário adicional que ele terá no futuro graças ao estudo.


Politicamente, no Brasil, tudo que é para a maioria pobre fica abandonado, depois que os relativamente ricos resolvem seus problemas. E os filhos dos ricos podem pagar a escola privada, recebendo do governo cerca de R$ 4 bilhões de dedução do Imposto de Renda por ano. É assim com a saúde, o transporte, a segurança e também com a educação, que caracterizam a nossa maneira de ser. O desprezo para com a educação é também uma questão de imprevidência e de preferência pelo imediatismo. Educação é uma poupança fundamental para o futuro do país e de cada família, mas que não permite a satisfação do consumo no presente. Orgulha-nos termos a 6 maior renda nacional do mundo, e não nos envergonha sermos o 88 país em educação; nem percebemos a ameaça que esta classificação provoca para o futuro.


É possível encontrar recursos para investir até 10% do PIB na educação, se eliminarmos privilégios e desperdícios e mudarmos as atuais prioridades. Ainda se não quisermos mudar as prioridades, poderemos pensar em outros instrumentos fiscais ou mesmo em empréstimo provisório para investir em educação.


O problema, portanto, não é a falta de recursos, mas o risco de termos excesso de recursos para a educação. Se investirmos 10% no atual sistema de educação, correremos o risco de desperdiçar dinheiro. Se todo este recurso for aplicado nas atuais unidades de ensino, o sistema não seria capaz de absorvê-lo com eficiência. Serão comprados equipamentos que ficarão engavetados e haverá aumento dos salários sem a correspondente elevação na qualificação e na dedicação dos professores.


O problema principal não é onde conseguir os 4,9% do PIB que faltam para chegar aos 10% previstos na meta 20 do segundo PNE - Plano Nacional de Educação. O problema central é como aplicar esses recursos, depois de identificar as fontes.


Uma maneira eficiente de investir na educação seria implantar um novo sistema de educação, com paulatina federalização da educação de base; criação de uma carreira nacional do professor, com salário de R$ 9 mil por mês para os docentes desta nova carreira, que ficariam sujeitos à avaliação que poderá ocasionar demissão; e adoção da educação em horário integral, em escolas confortáveis, bonitas e bem equipadas. A implantação deste novo sistema, ao longo de 20 anos, requererá, no final, 6,4% do PIB.


O segundo PNE aprovado pela Câmara de Deputados é um conjunto de intenções sem projetos, propostas e operacionalidade. A prova é que, em vez de estimar seu custo, definiu-se arbitrariamente 10% do PIB para a educação, por coincidência o mesmo percentual que a PEC 169/1993 destinou para a saúde. O valor proposto pelo PNE II é pouco diante da riqueza da economia brasileira, mas é muito se for para aplicar no atual sistema, sem definições, sem mudanças e sem clareza.

Cristovam Buarque

Educação, o melhor negócio!

A dívida das faculdades particulares deve ser trocada por bolsas do ProUni?

As universidades federais vão mal. O seu aparato físico está deteriorado. Salas de aulas, laboratórios, bibliotecas e até mesmo internet estão na lista de coisas que as universidades federais não possuem em condições nem mesmo razoáveis.

Em um artigo anterior aqui na Folha, perguntei se não estamos caminhando para um lugar que ninguém deseja individualmente, mas no qual vamos acabar aportando se a presidente Dilma, pessoalmente, não criar um novo rumo: as universidades federais irão cumprir a função de “alfabetização hipertardia”, transformando-se em “colegiões” substitutos do ensino médio público atual,  abandonado pelo governo.

Volto a dizer isso, pois o que eu temia ganhou mais força: em meio à greve dos professores de todas as universidades federais, e tendo o ministro Mantega afirmado que os funcionários públicos irão “quebrar o Estado” (!), o Senado aprovou no dia 27 de junho um enorme repasse de verbas para cerca de 500 instituições particulares de ensino, uma parte delas de duvidosa qualidade.

Ora, por que elas foram premiadas? Simples: elas não pagaram seus impostos e, então, o Senado achou por bem incentivar a sonegação. Eis a lógica ilógica: “Não pagou? Ah, sem problema, ofereça aí umas bolsas (sem fiscalização) para o famoso ProUni, e liberamos aqui os R$ 15 bilhões para vocês”.

O ProUni nunca foi boa coisa. Pode-se gostar dele por ingenuidade. Mas, em termos de política educacional, trata-se de um tiro pela culatra. O MEC não o fiscaliza corretamente. Mesmo que fizesse isso, não teria o que comemorar.

Colocando na ponta do lápis os gastos e os ganhos, veríamos que ele não é vantajoso para a população ou para o governo. Ele só é bom para o empresário incompetente ou desonesto. Aliás, a própria política do governo Lula para o ensino superior prova isso.

Por um lado, ela teve o ProUni. Por outro, o Reuni, um programa de expansão das vagas no ensino superior público. Bastaria o governo não ficar perdoando quem não paga imposto e, arrecadando corretamente, usar o dinheiro para levar adiante o Reuni de uma maneira mais responsável. Não estaríamos vivendo tão medrosos a respeito do futuro da universidade pública brasileira, como ocorre agora.

Por qualquer matemática sadia, o ProUni anula os benefícios do Reuni. Se a presidente Dilma seguir o caminho apontado pelo Senado -pela brecha do ProUni-, teremos em política educacional um Brasil de ponta cabeça.

Qual dono de faculdade irá, daqui para frente, pagar impostos, se ele sabe que, deixando a dívida crescer, pode dobrar facilmente o Legislativo e, então, pressionar o Executivo para continuar irresponsável?

O ProUni se tornou, como não poderia deixar de ser, uma forma de avisar a todos que o melhor negócio, no Brasil, talvez não seja montar uma igreja, como comumente se diz, mas abrir uma faculdade.

A diferença é que a igreja, para dar certo, tem de dar certo, e a faculdade, para dar certo, tem de dar errado. Dando errado, o ProUni a salva e dá condições ao empresário de araque para ampliar o negócio.
Paulo Ghiraldelli Jr., 54, é filósofo,
professor da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro e autor de “As Lições de Paulo Freire”

Babade para vereador: 50050 PSOL


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Para prefeito Claudio Leitão - 50 PSOL


‘Escolas mais autônomas têm mais sucesso’


A série de reportagens que o GLOBO publicou sobre escolas que atendem crianças de baixa renda e têm Índice de Educação Básica (Ideb) acima de 6, média estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para 2002 e índice considerado no patamar dos países desenvolvidos, reafirmou para César Calegari, secretário de Educação Básica do MEC, que é possível oferecer educação de qualidade quando a “escola se apodera e assume suas ideias, aumentando o grau de autonomia”:
— Esse é o denominador comum das escolas que, mesmo estando em lugares precários, conseguem oferecer educação de qualidade. Escolas mais autônomas têm mais successo e isso tem orientado as políticas do MEC.

Segundo ele, o Ministério tem trabalhado para fortalecer as equipes das escolas, oferecendo cursos de formação de professores, diretores e vices.

— A formação continuada é importante porque não basta boa vontade. É preciso preparo, é preciso que o professor saiba como avaliar o aluno e ele teve ter recursos para isso. Desse modo, pode reconhecer o potencial das crianças e pode capacitá-las, desenvolvendo ações individuias e coletivas.

Para o secretário, é fundamental ainda que cada integrante da equipe, do porteiro até os responsáveis pela direção, dominem o projeto educacional da escola em que trabalham.

— Crianças e jovens expostos mais intensamente ao projeto educativo se desenvolvem melhor. Além disso, o horário integral também é um fator importante. O turno de sete horas oferecido pelo Mais Educação proporciona que além das aulas as crianças tenham contato com a área cultural e esportiva, por exemplo. Por conta disso, ampliamos o programa, que hoje já funciona em 30 mil escolas.

De acordo com ele, para que mais escolas apresentem o mesmo resultado das 82 que, em 2009, atendiam crianças pobres e tinham Ideb acima de 6, é preciso ainda que o “país faça um esforço para aumentar o investimento em educação”.

— Investir 10% do PIB na educação é necessário. Mas isso não é suficiente. Precisamos melhorar os salários, ampliar a jornada dos alunos, fazer com que professores tenham dedicação exclusiva a uma única escola e ainda garantir que nenhuma criança de 8 anos chegue ao terceiro ano do fundamental sem estar alfabetizada. Esse é o mantra do MEC — diz Calegari.

Ele acrescenta que é necessário que as famílias sejam mobilizadas para que o aprendizado aconteça:
— Isso é decisivo. As escolas têm que interagir com as famílias, já que desse jeito tudo anda bem. Pelo que vimos na reportagem, nas escolas há uma preocupação em fazer com que o aluno não falte. E se falta, envolvem a família para que volte. Mãe e pai têm que se envolver, porque muitas vezes não sabem que o aprendizado é contínuo e por isso deixam o filho faltar.

Em menos de 10 anos, ‘nova’ direita ficou velha

“Pensadores” como o blogueiro Reinaldo Azevedo, o astrólogo Olavo de Carvalho e o filósofo Luiz Felipe Pondé arrebanham seguidores para suas teses contra o politicamente correto, contra as políticas afirmativas, ou a favor do anti-esquerdismo. Agora com a companhia do senador Álvaro Dias, eles recuperam um antigo vício da direita brasileira: o apoio a golpes na América Latina.

Há seis anos, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma reportagem na qual mostrava a curva ascendente da chamada “nova direita” sobre o pensamento brasileiro. As palavras iniciais do texto, intitulado “Direita, volver!”, foram felizes ao resumir o zeitgeist daquele início de 2006 no Brasil:
“De repente passou a ser bacana o sujeito, numa festa ou numa mesa de bar, rodopiar a taça de vinho e desfilar frases do tipo ‘essa canalha bolchevique do PT não sabe nem falar português’, seguidas de elogios à atuação de George W. Bush no Iraque ou de incursões ‘teóricas’ das quais a principal lição a ser retirada é que só é pobre quem quer.”


O clima cultural favorecia esse grupo, logo apelidado de “nova direita” na própria matéria da Folha. Dele faziam parte o blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo; o astrólogo (autointitulado filósofo) Olavo de Carvalho; o poeta e jornalista Nelson Ascher, entre outros.


De lá para cá, passaram-se mais de seis anos. Alguns nomes de maior ou menor qualidade poderiam ser acrescentados à lista, como o filósofo Luiz Felipe Pondé, o jornalista Augusto Nunes e alguns políticos que, antes envergonhados do rótulo, hoje não se esquivam em reivindicar-se “de direita”.


Não que isso seja necessariamente ruim, pelo contrário. O que impressiona é como o “novo” rapidamente se tornou “velho”. Não foi necessária mais do que uma dezena de anos para logo essa “direita” confundir-se com o retrógrado, com a defesa de golpes, com o anti-reformismo, com o flerte perigoso com tendências chauvinistas, com o desprezo a minorias, com a religião “anti-politicamente-correta”, com as teorias conspiratórias e, nos casos extremos, até com opiniões grotescamente folclóricas…


E logo a “nova” direita se tornou tão velha quanto a esquerda pueril que ela tanto criticava e que reduzia realidades complexas a uma  mera equação da luta de classes, da luta do bem contra o mal. Surgiram pensadores inteligentes e perspicazes nesse campo, gente como os economistas reformistas Paulo Rabello de Castro ou José Alexandre Scheinkman, mas eram apenas exceções a confirmar a regra.


O astrólogo e “filósofo” Olavo de Carvalho é um dos mais “adorados” pelos “novos” direitistas - não poucos, de fato, são novos cronologicamente falando. A turma de adoradores acompanha tudo o que Carvalho diz nas redes sociais. Dos Estados Unidos, onde mora atualmente, o astrólogo defende teses campeãs como a de que a multinacional Pepsi-Cola seria um dos instrumentos usados pelos defensores do aborto. “Tome Pepsi-Cola e se torne um abortista terceirizado”, diz o pensador da “nova-velha” direita brasileira, para quem a fabricante de bebidas está usando “células de fetos abortados como adoçante nos refrigerantes” - se você não acredita, clique aqui


Outra arma da “nova-velha” direita é ser contra qualquer tipo de política afirmativa. Se alguém defende cotas para mulheres nos partidos políticos, ela contra-argumenta ameaçando o indefeso interlocutor: “Daqui a pouco vão defender cota para gordos, para canhotos, para “loiras-burras”, para “ex-BBBs”… A “nova-velha” direita também não gosta muito de políticas de transferência de rendas (também afirmativas, pois focalizadas) como o Bolsa Família, pois “estimuladoras da preguiça e da acomodação” - ok, alguns argumentos são mais sofisticados, mas na prática se reduzem a isso. Inútil lembra-la que essas políticas foram defendidas pelos liberais de Chicago, ainda nos anos 1980, como uma forma de compensar os mais pobres pelos desvios da política chamada neoliberal.


Na economia, por sinal, a “nova-velha” direita nunca foi tão velha, com o problema de, agora, abusar da repetição de clichês e bordões. No ano passado, por exemplo, quando o Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic), o coro da “nova-velha” direita ganhou novas vozes, como a do jornalista Carlos Alberto Sardenberg ou a do economista e articulista de Veja Maílson da Nóbrega. Aos juros menores, eles brandiam o argumento de que a inflação voltaria. À manutenção da inflação sob controle nos meses seguintes, silêncio.


Em 2009, na gênese da crise mundial que dura até hoje, o governo Lula decidiu usar os bancos públicos - Caixa e Banco do Brasil - para forçar a concorrência a reduzir as taxas na ponta. A “nova-velha” direita voltou-se contra a medida, sob o argumento de que a contabilidade das duas instituições não teria como sustentar a intervenção política de Lula. Na época - como agora -, a chamada “intervenção” realmente levou os juros bancários para baixo - inclusive entre os bancos privados. No fim daquele ano, os balanços do BB e da Caixa ficaram no azul, com recorde de lucro. A “nova-velha” direita silenciou novamente…


A última da “nova-velha” direita brasileira é aplaudir golpes em países latino-americanos. À guisa de não repetirem antigos chavões de pouca credibilidade atual, seus representantes inauguraram novas modalidades golpistas. Em Honduras, ainda que a prisão do então presidente Manuel Zelaya, em 2009, tenha sido classificada como “golpe” pela ONU, para a “nova-velha” direita brasileira não foi mais do que o cumprimento de uma decisão do Poder Judiciário. No Paraguai, teria sido legítimo o impeachment de Fernando Lugo pelo simples fato de ter sido obra do Congresso - transformaram um instrumento democrático legítimo (o impeachment) em fetiche.


Não deixa de ser ridículo - para não dizer vexatório - assistir a um senador da República, de passado contrário ao regime militar no Brasil, como é o caso do senador tucano Álvaro Dias, postar-se como maior defensor mundial do golpe à paraguaia. “Lugo teve oportunidade de defesa”, disse o senador, referindo-se às 18 horas concedidas a um presidente eleito para defender-se das acusações. Levantou a bola para seu rival, ex-companheiro de MDB nos tempos da ditadura militar e também senador pelo Paraná, o polêmico Roberto Requião: “Num processo de multa de trânsito, o cidadão paraguaio tem dez dias para apresentar sua defesa e mais cinco para um recurso”.

247 

Policiais são denunciados em Cabo Frio!

Policiais civis são denunciados por extorsão mediante sequestro e roubo em Cabo Frio.


O policial civil Pedro Hyppolito da Fonseca foi preso na manhã desta terça-feira dentro da 126ª DP (Cabo Frio). Ele e mais um outro policial civil, André Rodrigo Saldanha Gomes, foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pelos crimes de extorsão mediante sequestro e roubo e tiveram a prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Cabo Frio. André Rodrigo está foragido. A investigação foi feita pelo Gaeco em parceria com a Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança Pública.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Se isso não for uma ditadura fascista nada mais é!

SEEDUC interdita Instituto de Educação de Nova Iguaçu com auxílio de força policial.

 

A Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) interditou hoje (17/07) o Instituto de Educação Rangel Pestana de Nova Iguaçu.  A PM foi convocada pela SEEDUC e não deixa nenhum profissional ou aluno entrar desde cedo. O instituto sofre interdição da Secretaria desde maio, quando a diretora foi afastada, contra a vontade da comunidade escolar. 

 

Na sexta, dia 13, a comunidade escolar realizou uma eleição para eleger uma nova diretoria – apesar de a SEEDUC não reconhecer o pleito e tentar impor um interventor.

A chapa encabeçada pelo professor Altair foi eleita e o resultado já foi protocolado na Metropolitana 1, como manda a lei. Professores, funcionários administrativos, pais e responsáveis devem realizar uma manifestação hoje, exigindo a reabertura da escola e o reconhecimento da eleição pelo governo.

 

O instituto é um dos mais tradicionais da rede estadual, tendo cerca de 3 mil alunos. A unidade foi uma das primeiras do país a eleger sua diretoria diretamente pela comunidade – a ironia é que este ato democrático vem sendo impedido pelo atual secretário de Estado, Wilson Risolia.

 

Os alunos também denunciaram no Ministério Público a postura do superintendente da rede, Paulo Fortunato, que xingou estudantes em uma reunião na escola, na sexta-feira.

 

O Sepe Nova Iguaçu está acompanhando a situação, apoiando, de modo irrestrito, a comunidade escolar.

Sepe NI

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Greve confronta princípio da meritocracia

O princípio adotado na proposta do governo aos professores (a progressão vertical) é o inverso do sustentado pelos docentes das universidades federais (horizontal)

As lideranças da greve das universidades federais rejeitaram a proposta do governo federal que se apóia na lógica da meritocracia. Segundo a presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, a oferta governamental não cria uma carreira atrativa para todos os níveis. A dirigente sindical afirma que só atende uma minoria da categoria, em especial, quem está no topo da carreira. Com efeito, a proposta governamental privilegia (portanto, estimula) a dedicação exclusiva e a produção acadêmica nas universidades e escolas técnicas.

Como já anunciado, o salário de um professor universitário com doutorado e dedicação exclusiva passaria dos atuais R$ 11.700 para R$ 17 mil até 2015. Para professores com doutorado e pouco tempo de vida acadêmica, o reajuste seria de 33%, passando dos atuais R$ 7.300 para R$ 10 mil. Os professores com mestrados teriam reajustes entre 25% e 27%.

A questão central é que o princípio adotado pelo governo é o inverso do sustentado pela Andes. O problema parece insolúvel porque há anos a discussão política brasileira vem se rebaixando, como num diálogo entre mudos e surdos. E a diferença conceitual entre as partes em questão exigiria maior aprofundamento.

O governo federal adota a lógica clássica que preside a dinâmica acadêmica. Professores progridem verticalmente pela titulação. A progressão horizontal, por tempo de serviço, é menos valorizada que a vertical. A lógica é de elitização. Tanto que a defesa de tese é avaliada por uma junta composta por acadêmicos que estão numa escala superior ao do candidato, reconhecidos pela sua competência na área de estudo. O julgamento do candidato se faz por uma escala progressiva, chegando ao topo da nota máxima (10), que lhe garante distinção.

O louvor é conferido por julgamento da banca avaliadora e, em muitos casos, confere qualidade excepcional do trabalho apresentado pelo candidato ou extrema originalidade. Além da defesa de pesquisa e dissertação por escrito, o candidato sustenta seu trabalho oralmente. Ora, é perceptível a lógica elitizada e fundada numa busca rigorosa de demonstração de mérito para conferir um título acadêmico.

O discurso da presidente da Andes subverte claramente esta lógica. Sustenta a isonomia nos critérios de premiação das diversas escalas da carreira acadêmica. São duas lógicas distintas, opostas. A horizontalidade reivindicada pelos líderes da greve desconhece a hierarquia fundada na aptidão específica demonstrada, avaliada e acatada por membros que já se encontram no topo da escala funcional. Não se trata de uma discussão sobre justiça, mas de concepção que funda e preside a dinâmica da instituição acadêmica.

Rudá Ricci  De esquerda em esquerda

'Violência do Estado é o ingrediente central da onda de assassinatos em SP'

A criminalização da pobreza, o descaso com o sistema prisional, a conivência com a corrupção policial e o incentivo à violência da Polícia Militar são os pilares da política de extermínio que o Governo do Estado de São Paulo reproduz há décadas, avalia o advogado Rodolfo de Almeida Valente, assessor jurídico da Pastoral Carcerária. Leia e entrevista exclusiva. 

 

Carta Maior – Há relação entre a onda de violência por que passa a cidade de São Paulo e a crescente população carcerária?
Rodolfo de Almeida ValenteSão Paulo detém um terço da população prisional do Brasil, com cerca de 190 mil pessoas presas. São aproximadamente 450 pessoas presas por cem mil habitantes, o que coloca São Paulo como o nono estado que mais encarcera no mundo. Aqui, uma a cada 171 pessoas adultas está presa. Apenas nesse ano, temos média próxima a 3.000 pessoas presas a mais por mês no sistema prisional paulista. Essa população crescente é amontoada em um sistema prisional cada vez mais superlotado e degradante, onde campeiam as mais diversas violações de direitos. Nesse cenário, pode-se afirmar que a população carcerária está literalmente acuada. É preciso notar que as pessoas que povoam o sistema prisional são aquelas mesmas pessoas historicamente alijadas do exercício de direitos básicos nesse estado. São jovens, pobres e negras, geralmente oriundas das regiões periféricas. O sistema prisional está claramente voltado não ao combate da criminalidade, mas à neutralização daquelas pessoas que não interessam ao sistema de cidadania de consumo e de acumulação de riqueza capitaneado pelos poucos de sempre. Não apenas são neutralizadas, como também já são alvo de interesse da iniciativa privada, ávida por receber dinheiro público pela administração de presídios e, principalmente, por auferir grandes lucros com a exploração de mão-de-obra disciplinada e barata. Essa é a lógica material do sistema, apesar do discurso falacioso de combate à criminalidade e de ressocialização. Obviamente, essa manifesta política de encarceramento em massa dos pobres acaba por multiplicar sentimentos de revolta, de segregação e, por conseqüência, reproduz continuamente uma sociedade crescentemente desigual e violenta.

 

CM – Há alguma motivação específica para o atual cenário de violência e a onda de assassinatos?
RAV – É difícil apontar, sem correr o risco de ser leviano, uma motivação específica. Os ataques de 2006, que culminaram nos ainda não esclarecidos crimes de maio, quando mais de 500 pessoas foram executadas em menos de 10 dias, tiveram como um dos seus principais estopins um achaque praticado pela polícia civil, como evidenciou uma pesquisa da Justiça Global e da Universidade de Harvard. Não surpreenderia se um escândalo similar fosse revelado agora. Certo mesmo é que a política de segurança pública adotada pelo governo de São Paulo, longe de debelar esses massacres, na verdade acaba por fomentá-los. A criminalização da pobreza, o descaso com o sistema prisional, a conivência com a corrupção policial e o incentivo à violência da polícia militar são os pilares dessa política de extermínio que o governo reproduz há décadas.


 

CM – O número de homicídios praticados pela Rota, grupo de elite da polícia militar paulista, tem aumentado. O novo comandante do grupo é o tenente-coronel Salvador Modesto Madia, nomeado em novembro do ano passado e que foi um dos comandantes do chamado Massacre do Carandiru. Em recente declaração a Folha de S. Paulo, Madia afirmou que não se importa com o número de mortes, mas sim com a legalidade delas. É possível estabelecer um paralelo entre o aumento do número de mortes praticadas pela Rota e uma cultura de extermínio existente na mesma?
RAV – A Rota é o destacamento mais letal da PM, e isso não é uma casualidade. A Rota recebeu esse nome na Ditadura Militar, quando foi reorganizada exatamente para aniquilar militantes contrários ao regime de exceção. Os militares saíram do governo, o Brasil, ao menos formalmente, se redemocratizou, mas a Rota não apenas subsistiu com a sua cultura de exceção, como foi fortalecida pelo governador Alckmin, responsável pela nomeação de Salvador Modesto Madia para o comando desse destacamento. Bom lembrar que Madia carrega nas costas 78 execuções no Massacre do Carandiru, cuja infeliz ocorrência completa, em outubro próximo, 20 anos sem nenhuma responsabilização. Não há mera coincidência aí. Nomear um dos principais responsáveis pelo Massacre do Carandiru para o destacamento mais letal da PM é legitimar esse e tantos outros massacres ocorridos desde a "redemocratização". A lamentável declaração de Madia, por sua vez, é claramente uma carta branca para que os policiais sob o seu comando sigam com os massacres perpetrados contra a população periférica, jovem, pobre e negra. Há nisso tudo mais do que uma cultura de extermínio; trata-se de verdadeira política de extermínio adotada pelo governador Alckmin, que também não tem maiores pudores em legitimar as execuções cometidas por seus policiais. Basta lembrar que esse mesmo governador declarou que em São Paulo "bandido tem duas opções: ou é prisão ou é caixão" e, recentemente, afirmou que quem atacar a polícia "vai se dar mal" e que "não recua um milímetro". Enquanto não desmantelarmos essa estrutura de guerra contra as periferias, contra os pobres, que vigora desde que o Brasil é Brasil e, sobretudo, desde que São Paulo é São Paulo, e que muito se conjuga com o sistema de produção capitalista, em que poucos se fartam com a exploração do trabalho e da miséria da maioria, os massacres contra nossa juventude negra e pobre tendem a continuar.

Carta Maior 

domingo, 15 de julho de 2012

PSOL nas eleições de São Paulo

Giannazi diz que vai ler trechos de A Privataria Tucana para Serra em debates.

Nesta quinta, 12, Carlos Giannazi (PSOL), candidato à prefeitura de São Paulo, foi o convidado do programa exibido semanalmente no canal da TV Fórum na Pós TV, em parceria com o Fora do Eixo. Com transmissão ao vivo pela internet, mais de 400 pessoas assistiram à entrevista, interagindo via Twitter e Facebook, com a hashtag #GiannaziAovivo.

Em entrevista, o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo afirmou que o PSDB é seu “grande inimigo”
Giannazi, que também é professor e está em seu segundo mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo, foi entrevistado pelo editor da Fórum Renato Rovai,  o  jornalista e blogueiro Rodrigo Vianna, a também blogueira e professora Maria Frô, o blogueiro Eduardo Guimarães e o professor da Universidade Federal do ABC Sérgio Amadeu.

O início do programa foi marcado por uma discussão sobre governabilidade. Os entrevistadores interpelaram o candidato sobre a possibilidade de vitória em um cenário em que Giannazi não teria base na Câmara, já que hoje o PSOL não possui nenhum vereador em São Paulo. O candidato lembrou “que é possível governar sem alianças, e mesmo que as faça, teremos parâmetros éticos”. Ele também ressaltou que acredita em novas ideias para a cidade. “Acho que é possível construir um novo modelo partidário e político em São Paulo.”

Em relação aos problemas da cidade, Giannazi ressaltou que São Paulo precisa de um choque de democracia. A primeira iniciativa, caso eleito, seria eleições diretas para as subprefeituras, que hoje estão nas mãos de coronéis nomeados por Kassab.  Ele ainda defendeu a implantação de Orçamento Participativo, ciclovias e investimento em transporte público. Criticou a Operação Nova Luz, que não teve a participação da população, e que, segundo ele, privilegia interesses do mercado imobiliário.

Estendendo o assunto sobre alianças políticas, Rodrigo Vianna quis saber quem o candidato apoiaria em um eventual segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). “O PSOL enquanto partido não apoiaria nem o PT nem o PSDB. Já a militância do partido, as pessoas que votam no PSOL, tomariam a decisão individualmente”, disse Giannazi. O psolista reafirmou que iria debater sobre educação e “desmascarar” adversários como Gabriel Chalita e Fernando Haddad, mas foi especialmente crítico em relação a José Serra, dizendo que levará o livro A Privataria Tucana para debater com o tucano. “Quero discutir com o Serra, fazer um debate com ele e levar A Privataria Tucana. Vou levar e ler trechos, que eu já selecionei, para ele explicar o envolvimento da família dele, da filha, do genro…”. Giannazi lembrou que “a crítica ao PT é pela esquerda, mas nosso grande inimigo aqui é o PSDB.”

O candidato falou também sobre inclusão de alunos especiais, portadores de algum tipo de deficiência, nas escolas. Disse ser “falsa” a afirmação de que há projetos de inclusão em São Paulo e lembrou que “apenas sete das 2 mil escolas de São Paulo estão preparadas para receber essas crianças.” O também professor Alexandre Schneider, vice de José Serra na chapa do PSDB, estava assistindo à transmissão e rebateu a informação pelo Twitter: ”talvez ele esteja mal informado. O pior, a política não é só do PSD/PSDB, é da Rede. De qualquer forma, mande um abraço a ele”, disse à blogueira Maria Frô.

O possível enfrentamento com a mídia comercial também foi pauta. Para Giannazi, “temos uma mídia fascista, comercial e que tem seus interesses ligados ao capital.” Ao se despedir, o candidato falou da abertura de comunicação com a sociedade, durante o processo eleitoral. “Nossa candidatura é construída coletivamente, queremos dialogar com a população e com os internautas.”

Confira a íntegra da entrevista: Revista Fórum

A versão moderna(?) do PMDB

Com todo o respeito aos patriarcas que sobraram no PMDB, fiéis à legenda responsável pela queda da ditadura militar e à memória de gente como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Mário Covas e outros, a verdade é que o partido continua indo atrás da vaca. Para o brejo, onde se encontra submergindo cada vez mais.

A última do PMDB, ou do grupo que o controla, é de não ter mesmo candidato à presidência da República em 2014. Arriscar-se, de jeito nenhum. Já está decidido que apoiarão a reeleição de Dilma Rousseff, se ela concorrer, ou do Lula, se ele se apresentar. Ou de quem os companheiros indicarem. A palavra de ordem no partido é manter-se sempre à sombra do poder, qualquer que ele seja, beneficiando-se com ministérios, diretorias de estatais e altas funções, das ostensivas às encobertas. Ou antes não apoiaram Fernando Henrique?

Não dá para aceitar sem protestar uma estratégia dessas. Primeiro porque como ainda o maior partido nacional, o PMDB tinha obrigação de apresentar candidato próprio, depois de tanto anos atrelado aos outros. Depois, porque contentar-se com as migalhas do banquete antes servido por Fernando Henrique, depois pelo Lula, agora por Dilma, significa carimbar passaporte para o desaparecimento.

Pouco representa para o partido dispor do maior número de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores e senadores. Já perdeu em número de deputados federais e mais perderá, desse jeito. Quer apenas bilhete para usufruir das benesses governamentais. O preço a pagar tem sido o envelhecimento, a perda de identidade e, acima de tudo, a subserviência. Os companheiros do PT olham de cima para baixo essa federação de divergências transformada num aglomerado insosso, informe e inodoro, cujo objetivo maior, agora, é eleger Henrique Eduardo Alves presidente da Câmara.

Carlos Chagas  Tribuna

sábado, 14 de julho de 2012

AFINAL, O QUE É A INTELIGÊNCIA

Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos. A média era 100. Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal. (Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police).

Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma idéia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso.

Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?

Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.

Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos. No fim, ele sempre consertava meu carro.

Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico.

Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.

Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada, eu me daria muito mal. A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto, mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.

Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas. Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.

“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir”

Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou: “Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”

“E muitos caíram?” perguntei esperançoso.

“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.

“Ah, é? Por quê?”

“Porque você tem muito estudo, doutor, sabia que não seria muito esperto”

E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.

Isaac Asimov 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Chuva com granizo e ventos fortes deixa Araruama e Cabo Frio em situação de emergência

O número de casas prejudicadas no município de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após o temporal, com chuva de granizo e ventos fortes, que atingiu a cidade na noite desta quinta-feira (12), chega a mil. Na cidade de Cabo Frio, cerca de 14 mil famílias do bairro Manoel Corrêa, um dos mais prejudicados pela queda de granizo, tiveram o telhado de suas casas totalmente destruído.
 
De acordo com o secretário de Defesa Civil de Araruama, coronel Carlos Alexandre Carneiro, 243 moradores estão desalojados (foram retirados da casa) e 15 desabrigados (perderam as casas). O município decretou estado de emergência. O secretário disse que a maioria dos desalojados preferiu ir para casa de amigos e parentes. 

A prefeitura disponibilizou abrigos pela cidade para os desalojados.
O prefeito da cidade, André Mônica, solicitou, por meio de uma autorização especial, a compra de telhas de amianto para a população que teve suas casas destelhadas. Até o momento não há informação de feridos ou mortos em consequência do temporal.

Os moradores cujas casas foram afetadas pela queda de granizo e queiram solicitar reparo devem se dirigir aos pontos de atendimento que foram montados para atender à população. O cadastramento está sendo feito em seis escolas da cidade.

A prefeitura liberou também o galpão da Secretaria Municipal de Obras como ponto de captação de doação de roupas, alimentos não perecíveis e telhas de amianto.

Já no município de Cabo Frio, que também decretou situação de emergência após a chuva, até o momento não há informação de famílias desabrigadas. A prefeitura montou um mutirão para prestar assistência às famílias necessitadas.

O trabalho de limpeza foi iniciado logo após a chuva para retirar folhas e telhas quebradas. Até a noite, a prefeitura ainda estava realizando um levantamento para contabilizar o número total de desalojados na cidade.

Todos os moradores que tiveram casas atingidas pela ventania e a chuva de granizo terão as moradias recuperadas pela prefeitura. Os interessados devem procurar a Secretaria de Assistência Social e os centros de Referência e Assistência Social (Cras) do município para fazer o cadastramento.
EBC 

Ricardo Teixeira continua recebendo salários na CBF. Parece brincadeira, mas é verdade.


Apontado pela Justiça da Suíça, ao lado do presidente de honra da Fifa, João Havelange, como receptor de subornos milionários para fechamento de acordos com a agência de marketing esportivo ISL, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, continua recebendo salários da entidade. A informação foi confirmada quinta-feira pelo atual presidente da CBF, José Maria Marin, em entrevista no Palácio do Campo das Princesas, no Recife.

Embora tenha se recusado a comentar a confirmação do envolvimento dos dois dirigentes brasileiros no caso da ISL, feita no dia anterior pela própria Fifa, Marin disse que as denúncias “nada têm a ver com o vínculo existente entre Ricardo Teixeira e a CBF”. “Ele continua prestando serviços”, reiterou o novo presidente da entidade. “Nós temos mais de 300 contratos em andamento na CBF e ele (Ricardo Teixeira) contribui com assessoria internacional pelo status que ocupou.”

Marin destacou a experiência de Ricardo Teixeira em 24 anos como presidente da CBF, além de ter sido membro da Conmebol e da Fifa – pressionado pelas denúncias confirmadas agora, ele deixou todos os cargos em março, alegando motivos de saúde. “Aproveitamos da melhor maneira possível a experiência que Ricardo Teixeira tem nos assuntos do futebol internacional, inclusive captando recursos através de publicidade e de divulgação do próprio futebol brasileiro”, afirmou.

O presidente da CBF participou de entrevista coletiva quinta-feira, ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para anunciar que a seleção brasileira fará um amistoso contra a China, no dia 10 de setembro, no Estádio do Arruda, no Recife, dentro dos preparativos para disputar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.

Angela Lacerda  Tribuna

Seeduc dá Tiro no Pé.

O secretário/economista de educação, Wilson Risolia, e seu plano de metas da rede estadual.
UM VERDADEIRO “BANHO DE ÁGUA FRIA” NA EDUCAÇÃO

No último sábado, dia 30, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro divulgou as 305 escolas entre as 1381 do estado do Rio que foram premiadas com uma bonificação aos professores, diretores, serventes, merendeiras e demais servidores da área de Educação que chegarão a embolsar até 3 vencimentos básicos. De 75 mil matrículas, somente 14.497 (aproximadamente 19%) receberão adicional.

Tal bonificação ou premiação foi regulamentada pela resolução SEEDUC Nº 4768 de 07 de fevereiro 2012 que foi instituída pelo decreto n°42.793 de 06 de janeiro de 2011 e alterado pelo decreto n° 43.451 de 03 de fevereiro de 2012. Segundo a própria SEEDUC, são 40 milhões investidos. Mas, já que falamos que somente 19% dos professores receberam tal premiação, vamos fazer outras contas. Por exemplo, o bônus será um alívio momentâneo no orçamento doméstico desses quase 15.000 professores, pois segundo dados oficiais, mais de 80% dos mesmos encontra-se com algum empréstimo consignado que é descontado em folha. Mas será que o “banho de água fria” nos outros 60.000 funcionários não foi mais prejudicial e com efeito na educação bem mais duradouro, do que esse alívio momentâneo de alguns? Os 40 milhões, da forma que foi investido, sem dúvida foi mais desestimulante para a maioria esmagadora dos profissionais da área. 
 
A expectativa nas escolas era grande. Quem não ganhou tal bonificação fica com uma sensação de incapacidade e frustração, pois as metas a serem alcançadas não dependem só do professor em sala de aula ou da merendeira. São uma série de fatores que influenciam como o fluxo escolar, as faltas dos professores, o lançamento de notas no sistema no tempo determinado, a prestação de contas dos diretores das unidades escolares, entre outros. Foi realmente um banho de água fria. como já foi dito, talvez tal bonificação paga apenas a alguns, soa como um tiro no próprio pé. 
 
Educação se faz com investimentos, mas não dessa forma. Precisamos de professores estimulados sim a ensinar melhor, a dar o melhor de si; mas, não é pagando diferenciadamente que isso acontecerá. O critério de bonificação não deu certo nos EUA, não deu certo em SP e não dará certo, obviamente no Rio de Janeiro. Talvez, o mal já foi feito. Banho de água fria em casa faz bem. Na educação não é uma boa idéia.
Prof. Fabiano de Araujo Pinto

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Se for CABRAL ...Tô fora!


Ele é professor!

Telescópio Hubble descobre quinta lua de Plutão

Lua, que ainda não recebeu nome, é a menor ao redor de Plutão. Astrônomos acreditam na possibilidade da descoberta de outras luas

Astrônomos descobriram que havia algo escondido ao redor do distante e gelado planeta anão Plutão. Uma equipe de cientistas, a partir de dados do telescópio Hubble, afirmou nesta quarta (11)  ter encontrado a menor lua de Plutão. Com isto o planeta-anão passa a ter cinco luas conhecidas.

“Ainda não terminamos as buscas”, disse Hal Weaver, da Universidade Johns Hopkins, e que acredita que possam existir outras luas ao redor de Plutão.

Estima-se que a minilua tenha 24 quilômetros de diâmetro, menor que a anunciada no ano passado e que tinha 35 quilômetros de diâmetro. Caronte, a maior lua de Plutão descoberta em 1978, tem cerca de mil quilômetros de diâmetro. As outras duas luas Nix e Hydra, foram descobertas em 2005.

Acredita-se que as luas tenham sido formadas após a colisão entre Plutão e um objeto no Cinturão de Kuiper, disco repleto de pequenos corpos celestes que fica fora da orbita de Netuno.

Mark Showalter, do instituto Seti, disse que os nomes da nova lua e da descoberta no ano passado não serão divulgados até que a equipe termine de analisar os dados do Hubble, pois podem haver ainda outras luas escondidas.
 iG

Professor, me explique pq eles estão rindo tanto

Esta é a direção do sindicato dos professores aos abraços e risos com o prefeito que esmagou o salário dos mestres e encheu as escolas de professores contratados, além de ter tirado trigésimo sexto lugar no estado em qualidade da educação.
- É inacreditável o fundo do poço a que chegou o magistério de Cabo Frio. O SEPE Lagos, depois de tantos escândalos, virou agora instrumento de propaganda de um governo corrupto e que fez coisas que até Deus duvida com a educação. A senhora Laura Barreto contratou palestrantes herbalife para alienar os professores, encheu a rede de contratados, com os mesmos tendo que passar pelas mãos de seu filhinho candidato a vereador, e perseguiu professores grevistas . O Plano de Cargos veio sem um único aumento para a classe.

- Vendo que os professores ameaçavam uma paralisação às vésperas das eleições por conta disso, o prefeito, um santo homem de Jesus, deu uma de anjo e disse que vai inserir algum aumento no plano. Para o próximo prefeito pagar, obviamente. E os professores do sindicato acham isso o máximo e se prestam a tirar fotos rindo e abraçados com o prefeito da Boi Bom.

- Se individualmente esses professores amam o prefeito e querem tirar fotos com ele para mostrar para os netos ou coloca-las na sala de suas casas, isso é um problema só deles. Cada um tem o herói que deseja. Mas tirar fotos como representantes do sindicato e ainda postar isso publicamente como se estivessem diante de um Paulo Freire é um desrespeito muito grande com uma categoria sofrida e espezinhada durante anos.